Zineblog de Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
quarta-feira, maio 15, 2019
EMILY DICKINSON, LIA ROBATTO, DAVID TAVARES BARBOSA, A PEIXA DO AÇUDE, CUPIDO & PSIQUÊ
sábado, fevereiro 13, 2016
JACKIE KAY, RUBEM BRAGA, KARIN FOSSUM, VESTA & LÂMIA
AS DORES DE LÂMIA - Lâmia foi uma bela rainha da Líbia. Zeus
encantou-se por ela e, com seus ardis, manteve um relacionamento amoroso. A
paixão entre eles era intensa, mas não durou sem consequências. Hera, a esposa
de Zeus, descobriu a infidelidade do marido e não poupou esforços para sua
vingança. Movida pela raiva, a deusa lançou um castigo terrível: transformá-la
em uma criatura monstruosa. Essa transformação era um modo de demonstrar o
poder da deusa e a severidade de suas guerras contra as amantes de seu esposo. e
decidiu puni-la severamente, com um castigo cruel: transformou-a em um monstro que
nunca mais poderia dormir nem fechar os olhos. Por conta disso matou seus
filhos e vivesse obcecada com a imagem dos filhos mortos. Na sua tragédia
atormentada, quando bebia muito vinho, Lâmia tirava os olhos e os colocava num
vaso junto dela, e então dormia, e não era de temer. De outras vezes errava
noite e dia, sem dormir, e roubava crianças para comer. Lâmia é vista como
simbolismo do medo primordial, uma entidade que encarna a perda, a solidão e o
castigo. Essas representações tornaram-se comuns também em pinturas, esculturas
e mesmo na literatura popular. Veja mais aqui, aqui & aqui.
DITOS & DESDITOS
Não temos medo de
morrer. Temos medo de sermos esquecidos. Sabemos que seremos esquecidos, e essa
ideia é insuportável, não é? Com o passar do tempo, nos tornamos visitantes
cada vez mais raros na mente daqueles que ficam para trás. Aqueles que arrumam a casa e dividem os pertences. Jogam
fora o lixo. E esquecem. Se soubéssemos que todas as noites alguém acendesse
uma vela e se sentasse para pensar em nós – pensasse em nós, mesmo que por
apenas alguns segundos – então poderíamos partir deste mundo em paz. Ninguém
acenderá uma vela para mim. Quem faria isso?... Pensamento da escritora
norueguesa Karin Fossum.
O PAVÃO – Eu considerei a glória de um pavão, ostentando o
esplendor, de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e
descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há
pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta como
em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo
do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De
água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade. Considerei,
por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e
esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz
de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico. Extraída da obra Ai
de Ti Copacabana! (Sabiá: 1969), do escritor e jornalista Rubem Braga.
Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
QUERIDA – Você pode esquecer o som exato da voz dela \ ou como seu
rosto parecia quando dormia. \ Você pode esquecer o som de seu choro silencioso
\ curvado na forma de uma meia-lua, \ quando menor do que ela, ela parecia já
estar indo embora \ antes mesmo de ir, quando as flores estavam nas árvores \ e
o sol estava brilhando, e tudo parecia bem no mundo. \ Eu segurei sua mão e
cantei uma música de quando eu era uma menina - \ Heel y'ho boys, let her go
boys - \ e quando parei de cantar ela tinha escapado, \ já uma menina
escorregadia novamente, saltitando, \ seu coração leve, seu rosto quase
sorrindo. \ E o que eu não sabia ou não podia dizer então \ era que ela não
tinha realmente ido embora. \ Os mortos não vão até você ir, entes queridos. \ Os
mortos ainda estão aqui segurando nossas mãos. Poema da poeta, dramaturga e
escritora escocesa Jackie Kay (Jacqueline Margaret Kay).
terça-feira, julho 11, 2006
ÁRTEMIS, RIVERRE, AUGUSTO DE CAMPOS, MÁRIO PALMÉRIO, FEDRO, ROSSINI, DALINA CATUNDA, DORO, MARIE MACDONALD & MUITO MAIS!
UMAS DO DORO & O JABÁ - Quem tem bufunfa, viva! Quem não tem que chupe dedo! -
O Doro chegou encasquetado com o tal do Jabá.- Qui droga é nove, hem? -, perguntou-me intrigado. - Jabá é uma prática usual no mundo inteiro, mas que é ilícita. - Sim, sim, maisi troqui nos miuditos amiudados, vá! -, exigiu querendo detalhes. - Sim. É o seguinte: quem tem dinheiro para se promover, compra espaços em tudo quanto é lugar, nos rádios, na televisão, nos jornais.- Ah e é, é?- É. No Brasil a coisa é institucionalizada com o nome de gorjeta, molha-mão, alegria-de-bolso, espórtula, propina e outras nominações abomináveis e que perpassa a vida pública e privada do país. Daí o Brasil ser a desgraceira que é: não consegue ficar sério nem reto na frente de uma verdinha norte-americana. Só que o jabá é jargão do mundo artístico, usado pelos grandões das artes para massificar e predominar nas programações de rádio e televisão. Por isso quando você liga as rádios, só ouve os mesmos artistas o tempo inteiro. Você liga a televisão, só ver os mesmos na programação inteira. Para onde você se vira, seja jornal, revistas, eventos, só aparecem os mesmos o tempo inteiro.- Qué dizê intonse qui quem tem, manda vê mermo, é?- É. É como está na Bíblia, Mateus 13:13 “Pois ao que tem mais se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado”. E o artista que não dispuser de meios para entrar nesse esquema fica fora do circuito e vira marginal, alternativo ou independente. E isso significa o mesmo que filho amaldiçoado condenado aos quintos dos infernos de cabeça pra baixo para o grande público. - Vixe! E é mermo, é? - É. - Intonse, quem tem bufunfa, vive; quem num tem, pra num morrê só chupa dedo, né? E vamo aprumá a conversa! Veja mais aqui e aqui. GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS
Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM . Fábula dos embeiçados desavindos... ...
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Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM . Fábula dos embeiçados desavindos... ...
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DORO, A TEIBEI & ORÁCULO... – Doro aperreou-se: a situação não estava nada auspiciosa; de promissor mesmo, só a vontade de tom...
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PRIMEIRO DE MAIO - O melhor dia de trabalho é o primeiro de maio porque é feriado, isso quando não cai num dia de domingo, senão é mesmo...
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A arte do cartunista e ativista político Carlos Latuff . MOVIMENTO SINDICAL NO BRASIL - Os sindicatos são organizações cria...
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A arte da artista visual e arquiteta Rosana Palazyan . PENSAMENTO DO DIA – [...] Nós nos havíamos comprometido com demasiado...





















