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sexta-feira, outubro 28, 2016

BAUMAN, TENNESSEE WILLIAM, FERNANDA BRUNO, JULES DASSIN, CAROLINA DE JESUS, JANICE GARRETT, ALESSANDRA TOMAZI, ARLINDA FERNANDES, REJANE SOUZA, IRINA COSTA, LUCIAH & BRINCARTE

INEDITORIAL: PRECISAMOS DISCUTIR SOBRE OS PRÓXIMOS 20 ANOS! - Alô, alô, torcida do Flamengo! Aquele abraço! Hoje é o dia do Flamenguista, como também é o Dia Internacional do Animador e Nacional do Servidor Público! Salve, salve! Afinal, todo dia a gente comemora alguma coisa lá que seja. Nada contra, apenas não tenho motivo algum pra comemorar nada nesse nosso Brasilzão véio, arrevirado e de porteira escancarada! Há muito que se discutir e refletir, isso sim. Já que tudo rachou em bandas, nem por isso posso esmorecer no protesto de sempre contra a injustiça & a corrupção que mandam e desgovernam a nossa Patriamada! Muito menos aguentar calado o desplante da atriz Alexia Dechamps! Vou na da poeta cordelista Dalinha Catunda: A barata descascada / Nascida na Argentina / Abra a boca pra falar / Mau da gente nordestina / Uma reles estrangeira / Abre a boca e diz besteira / Só sendo muito cretina. Aproveito o vocativo pra lavar a alma com os estudantes que ocuparam as escolas e estão protestando por uma educação pública de qualidade em todo Brasil! Como já cantava Gonzaguinha: Eu vou à luta com essa juventude / Que não corre da raia a troco de nada / Eu vou no bloco dessa mocidade / Que não tá na saudade e constrói / A manhã desejada. Estou com a estudantada! Vamos sempre juntos! E aprumando a conversa pras novidades do dia: na edição de hoje destaque para a modernidade líquida de Zygmunt Bauman, a poesia de Carolina de Jesus, o público e o privado de Fernanda Bruno, a coreografia e dança de Janice Garret, o teatro de Tennesse Williams, o cinema de Jules Dassin & Melina Mercouri, a arte de Arlinda Fernandes, Luciah Lopez & Alessandra Tomazzi, a música de Irina Costa, o Encontro Estadual dos Estudantes, a entrevista de Rejane Souza, a Literatura Infantil do Brincarte & a croniqueta Canção de quem ama além da conta. Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
Pechisbeque, Ramalho Ortigão, Zélia Duncan, Erasmo de Roterdã, Fabrício Carpinejar, Myriam Muniz, Alan Clarke, Militão dos Santos, Mauricio de Souza & Turma da Mônica aqui.

E mais:
Big Shit Bôbras: o assustado & papagaiadas aqui.
Proezas do Biritoaldo: Quando o cabra se envulta, já num t'aqui mais quem falou aqui.
A música de Maria Dapaz aqui.
Cantador aqui.
Literatura de Cordel: Cego Sinfrônio aqui.

DESTAQUE:
A arte da ceramista e artista plástica Arlinda Fernandes.

CANÇÃO DE QUEM AMA ALÉM DA CONTA (Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez) - Posso não ter nada nas minhas vazias mãos, nem chão aos pés perdidos estrada afora, ou embriagado com meus belos sonhos vãos, sem ter pra onde ir quando a tarde vai embora. Posso não saber o que será do amanhã, se o que fiz não valha relembrar passado, ou se sou noite fria no céu de Amsterdam, ou sou calor solitário no deserto segregado. E se vou calado rio ante as encruzilhadas, ou se esperneio a buscar qualquer saída, nem que valha ter a sorte arrestada, só pra ver da fortuna a pindaíba. Se nada colho do que planto noitedia, não maldigo a vida tal qual pródigo esconjurado, por mais íngreme que seja a travessia, mais aprendo dos segredos desvelados. Se nada mais me resta por desiderato, ou esgotado o arsenal das zis alternativas, mais que eu tenha sido um insensato, só me sobra a perdição de estar sempre sob pena restritiva, mesmo assim, persisto firme e sigo adiante, coração na boca e a alma solta em si, quando o Sol nasce nos seus seios de deusamante a me embevecer na sua ensolarada alma, Freyaravi, sou resgatado de onde for só Sol poente, para alvorada em que tudo brilha em flor e a sua voz poetardente a ecoar no universo pra me guardar no ventre do seu ser emerso, em meio ao jorro de todos os seus versos que me dão à vida o prêmio do amor. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui & aqui.

 Curtindo o talento, a interpretação & a maravilhosa voz da cantora portuguesa nascida em Angola e radicada em Alagoas, IrinaCosta, na festa de pré-lançamento do seu DVD O mar fala de mim. Veja mais aqui e aqui.

DA EXPOSIÇÃO DA VIDA ÍNTIMA & PRIVADA – [...] Hoje, a crescente exposição da vida íntima e privada nos diversos meios de comunicação e a forte presença da imagem na relação que os indivíduos estabelecem com o mundo, com o outro e consigo apontam para uma subjetividade radicalmente próxima do olhar do outro e inserida num regime de visibilidade onde as tecnologias de informação e de comunicação têm um papel fundamental. É sempre possível reconhecer aí o ápice de uma cultura regida pelo narcisismo e pelo espetáculo, mas podemos ir além deste diagnóstico ou constatação e interrogar como as relações entre o olhar e a subjetividade são reconfiguradas no âmbito dos novos dispositivos de visibilidade constituídos pelas tecnologias de informação e de comunicação. [...] Ora, se o eu é um ideal, ele está sempre adiante; além disso, ele se efetua no plano da imagem – daí o interesse em filmar e publicar o processo de transformação. Vale lembrar que há não muitos anos atrás as pessoas que se submetiam a cirurgias estéticas procuravam mantê-la em relativo segredo; hoje parece não bastar mudar a aparência ou o corpo, é preciso que esta mudança seja ela mesma convertida em imagem sob o olhar de milhões de espectadores. Eis talvez uma das principais astúcias destes laboratórios da autenticidade. Neste sentido, os weblogs e fotologs pessoais, assim como os reality shows, configuram-se como dispositivos artificiais de produção da intimi­dade e da subjetividade, o que mostra como certas transformações recentes no estatuto do olhar do outro cruzam e retraçam os limites entre o público e o privado e entre o natural e o artificial. Trechos extraídos do artigo Quem está olhando? Variações do público e privado em weblogs, fotologs e reality shows (Mauad, 2006), da doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ e professora pesquisadora, Fernanda Bruno. Veja mais aqui.

 Imagem: a arte da atelierista, arte-educadora e artista plástica Alessandra Tomazi.

PENSAMENTO DO DIA: DAS VITÓRIAS E DERROTAS - [...] Poucas derrotas são definitivas, pouquíssimos contratempos irreversíveis, mas nenhuma vitória é tampouco final. Para que as possibilidades continuem infinitas, nenhuma deve ser capaz de petrificar-se em realidade para sempre. Melhor que permaneçam liquidas e fluidas e tenham data de validade, caso contrário, poderiam excluir as oportunidades remanescentes e abortar o embrião da próxima aventura. [...]. Trecho extraído da obra Modernidade líquida (Zahar, 2001), do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Veja mais aqui, aqui e aqui. 

Imagem: a arte da dança & coreografia de Janice Garrett and Dancers' Heidi Schweiker.

A HUMANIDADE DO ESTRANHO DIÁRIO - Depois de conhecer a humanidade / suas perversidades / suas ambições / Eu fui envelhecendo / E perdendo / as ilusões / o que predomina é a / maldade / porque a bondade: / Ninguem pratica / Humanidade ambiciosa / E gananciosa / Que quer ficar rica! / Quando eu morrer... / Não quero renascer / é horrivel, suportar a humanidade / Que tem aparência nobre / Que encobre / As péssimas qualidades / Notei que o ente humano / É perverso, é tirano / Egoista interesseiros / Mas trata com cortêzia / Mas tudo é ipocresia / São rudes, e trapaceiros. Humanidade, poema recolho da obra Meu estranho diário (Xamã, 1996), da escritora Carolina de Jesus (1914-1977), que mantinha da venda de lixo reciclável, latas de comida e roupas que encontrava no lixo.

FALA COMIGO DOCE COMO A CHUVA – A peça teatral em um único ato Fala comigo doce como a chuva (1953), do dramaturgo e escritor estadunidense Tennessee William (1911-1983),conta a história de um casal jovem, desolado e anônimo que vive sem diálogo como estranhos na relação fracassada na claustrofobia de um apartamento miserável, vivenciando a pobreza e o que há de cruel na sociedade. Desta feita, o espetáculo dirigido por Marrara Mara aborda o aspecto mais psicológico da trama na linguagem da Dança/Teatro, com a atuação dos atores Gabriela Berbert e Samuel Gallo. As apresentações acontecerá sempre às sextas-feiras, às 20hs, no Espaço da Arte (Rua Alberto Folloni, N° 1534 – Ahú), de 28 de outubro a 18 de novembro. Informações: 41-30156320. Veja mais aqui.


NEVER ON SUNDAY – A comédia romântica Never on Sunday (Nunca aos Domingos, 1960), dirigido pelo cineasta estadunidense Jules Dassin (1911-2008), conta a história que é uma variação do mito de Pigmaleão, ou seja, de uma atriz que ganha o prêmio do Festival de Cannes, casada com o diretor do filme premiado, com seus sonhos de independência e igualdade social. O destaque fica por conta da atuação da atriz grega Melina Mercouri (1920-1994). Veja mais aqui


AGENDA: ENCONTRO ESTUDANTIL DE ALAGOAS - Acontecerá entre os dias 23 e 25 de novembro, no Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), em Maceió, o I Encontro Estudantil da Rede Estadual de Alagoas, com a temática O estudante como protagonista da escola. O encontro tem por objetivo estimular os estudantes a serem responsáveis pela elaboração e desenvolvimento de projetos interdisciplinares, integrando a comunidade ao corpo discente, nas áreas de cultura, artes, tecnologia, inovação e ciência. Durante o evento ocorrerá a Feira de Ciências do Estado de Alagoas, reunindo mostras de robótica, audiovisual, artes plásticas, teatro, festivais de música e de dança, além da conferência dos grêmios das escolas, além de rodadas de discussão. Maiores informações http://www.educacao.al.gov.br/. Veja mais aqui e aqui.


ENTREVISTA: REJANE SOUZA – Dentro da campanha Todo dia é dia da mulher, tive a grata satisfação de entrevistar a poeta, blogueira, professora universitária e doutoranda potiguar, Rejane Souza, que atua como consultora e assessora de projetos educacionais e cursos e palestras para concursos sobre Luis Gonzaga. Na ocasião ele falou sobre a sua trajetória, projetos e perspectivas. Confira a entrevista aqui.

REGISTRO: LITERATURA INFANTIL
Com o desenvolvimento de estudos e pesquisas realizados a partir de meados dos anos de 1990, nas áreas de Educação, Psicologia e Direito, articuladas com Literatura, Teatro e Música, voltadas para o universo infanto-juvenil, comecei a desenvolver o projeto Brincar para Aprender, que culminou com a criação do Brincarte do Nitolino. Entre as atividades desenvolvidas para o público alvo, estão desde contação de história, recreações, espetáculos teatrais e musicais, oficinas e palestras, que foram apresentadas em escolas, feiras, bienais, instituições e eventos diversos. Entre as seções do projeto, destaco o que é dedicado à Literatura Infantil. Confira detalhes aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Urgência de todo teu amor ____o meu corpo tem urgência! Quero a proximidade obscena e a nudez dos nossos corpos feito cachoeira misturando águas decompondo a luz do teu olhar dentro do meu Quero o gozo das tuas carnes na encantação de ser assim: tão meu.
Imagem: poema/desenho/foto, arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


terça-feira, fevereiro 02, 2016

SANTA FOLIA, CHAUÍ, DARWIN, JAMES JOYCE, RODIN, MATISSE, GRAÇA GRAÚNA, CIKÓ, IRINA COSTA, ACERVUM & MUITO MAIS!!!

FOLIA TATARITARITATÁ: SANTA FOLIA (Imagem: Arte-vídeo da saudosa Derinha Rocha) – Era início dos anos 1990, quando o parceriamigo Cikó Macedo me entregou uma melodia para apreciar. Dei uma arrumada e emplacamos a primeira parceria: Sede. Essa canção foi incluída no álbum Edição Extraordinária que ele gravou com Zé Linaldo Martins. Tempos depois ele me entregou um frevo. Tome tempo, um ano, dois. Quase todo dia eu pegava na melodia e dava uma sapecada na letra. Não gostava, lata do lixo. Queimei as pestanas para letrar a frevada boa. Enganchei de não gostar de nada que colocava ali. Deixei de mão. O tempo passava e eu sem acertar a mão na roda. Veio, então, a Copa do Mundo de 1994 e resolvi assistir Brasil e Holanda – o único jogo que vi da seleção no certame. Fiquei puto com a escalação, time retrancado, jogando na defesa. E quando vi o cansado Branco na lateral esquerda, no lugar de Leonardo que foi expulso contra os Estados Unidos, aí que perdi todas as esperanças de que chegasse a ser campeão. O jogo estava zero a zero, logo 1x0 pro Brasil, E mais um, 2x0. Mal comemorava quando vi quando o locutor da televisão falar 2x2. Oxe? O Brasil fez dois a zero agorinha?! Pois foi. Comemorava o segundo gol do Brasil, quando a Holanda fez dois somente na comemoração do segundo. Pode? Pois foi, o time dormiu e eles aproveitaram o cochilo. Coisas do Brasil, né? Aí que me desinteressei e fiquei tomando umas e outras, torcendo escondido, roendo as unhas, deu de aparecer uma no campo adversário. Eu já estava arretado com o cara quando ele pega a bola pra bater. Pra mim, aí fodeu. Esculhambei o cara e tudo. Na verdade, o cara mancava em campo. Mas era falta a favor do Brasil. Resolvi relaxar e tomar mais uns goles. Quando o tal do Branco deu um chute, um teiaço – como a gente dizia nas peladas do campinho de barro da Cohab I -, Romário e o zagueiro holandês saíram da bola e ela foi descansar no fundo das redes: Brasil 3x2 na Holanda. Gente, a inspiração bateu na hora! Escrevi a letra da música do Cikó que ficou Santa Folia: Quero ver o frevo na praça / Pra massa viver feliz / Segura a graça / Na raça / Na taça esse triz / Quero pular feito louco / Tão broco de endoidecer / Hoje a folia começa / E vai amanhecer./ E nessa noite vadia / Eu sinto essa fantasia / Esse momento mais terno / Até o sol raiar / E nessa vida eu queria / Pra reforçar no meu dia / A vontade mais certa da gente brincar / Que não fique tarde / Pra toda verdade / Poder ainda vir nos alcançar / A nossa santa folia no ar / E muito mais se quiser / A noite é festa pra se pular / Nos braços de uma mulher! Esse frevo foi incluído no álbum De janeiro a janeiro (1996), do Cikó Macedo. (Veja o clipe aqui). Em 2010, ele me enviou uma leva de temas para frevo, ao todo nove melodias. Até hoje não consegui dar por fechado. Se com um eu passei um tempão, imagine nove. Deus dará e ainda fecharei tudinho. E vamos aprumar a conversa aqui.

Veja mais:

PICADINHO
Imagem: Odalisque relaxing in a chair, do pintor francês Henri Matisse (1869-1954). Veja mais aqui.


Curtindo o álbum Salt (Righteous Babe, 2004), do cantor, guitarrista, compositor e produtor musical estadunidense Arto Lindsay.

EPÍGRAFE – Struuggle for life, expressão extraída do livro A origem das espécies por meio da seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida (Escala, 2009), do naturalista britânico Charles Robert Darwin (1809 — 1882), referindo-se à condição de que todos os seres lutam pela vida, sobrevivendo os mais aptos, tornando-se corrente como luta pela vida. Veja mais aqui, aqui e aqui.

REPRESSÃO SEXUAL – No livro Repressão sexual: essa nossa (des)conhecida (Brasiliense, 1991), da filósofa e educadora brasileira Marilena Chauí, encontro que: A repressão sexual pode ser considerada como um conjunto de interdições, permissões, normas, valores, regras estabelecidas histórica e culturalmente para controlar o exercício da sexualidade, pois, como inúmeras expressões sugerem, o sexo é encarado por diferentes sociedades (e particularmente a nossa) como uma torrente impetuosa cheia de perigos [...] As proibições e permissões são interiorizadas pela consciência individual, graças a inúmeros procedimentos sociais (como a educação, por exemplo) e também expulsas para longe da consciência, quando transgredidas porque, neste caso, trazem sentimentos de dor, sofrimento e culpa que desejamos esquecer ou ocultar. Veja mais aqui e aqui.

ULISSES – No livro Ulisses (Civilização Brasileira, 1966), escritor irlandês James Joyce (1882-1941) – presente que ganhei do poeta Afonso Paulo Lins -, destaco o trecho que: [...] A verdade, cospe-a fora. Eu o quereria. Eu tentaria. Não sou um bom nadador. Agua fria fofa. Quando eu metia a cara nela na bacia de Clongowes. Posso ver não! Quem está atrás de mim? Fora, rápido, rápido. Vês a maré enchendo de todos os lados rápido, laminando rápido os bancos de areia castanha-decaucoloridas? Se eu tivesse terra debaixo de meus pés. Quero que seja sua vida ainda sua, a minha seha minha. Um homem afogado. Seus olhos humanos berram para mim no horror de sua morte. Eu... Com ele juntos no fundo... Eu não podia salvá-la. Águas: morte amarga: perdida. Uma mulher e um homem. Vejo a saiota dela. Arregaçada, aposto. O cão deles equipava por um minguante banco de areia, trotando, fungando por todos os lados. Procurando algo perdido em vida passada. [...]. Veja mais aqui e aqui.

DA HUMANIDADE LEVADA PELAS ÁGUAS – Entre as poesias da escritora Graça Graúna, destaco o poema Da humanidade levada pelas águas (Em memória de Aylan Kurdi): Viver é perigoso, / o poeta dizia. / Assim mesmo insistimos / em fazer a travessia. / Viver é perigoso, / mas seguimos / vestidos de coragem / na ânsia de encontrar / o olhar generoso / o abraço apertado / a mão amiga / que acolham os nossos sonhos... / Em meio à travessia / a humanidade / é levada pelas águas / e tudo que me fica / é uma tênue esperança / que se alastra pelo mundo / nos sonhos do pequeno anjo / de asas partidas. / Apesar das muralhas / e dos arames farpados, / o direito à Paz nos aproxima. / Viver é perigoso, / mas insistimos... Veja mais aqui e aqui.

MADEMOSIELLE GEORGE - A atriz francesa Marguerite-Joséphine Weymer, mais conhecida como Mademoiselle George (1787-1867), tornou-se a mais brilhante da cena francesa, começando na Comédie Fraçaise, na qual seu tio era secretário e seu pai era o diretor, atuando a partir dos cinco anos no drama e na ópera cômica. Na adolescência já era dotada de sensibilidade apurada, de uma maravilhosa e sonora voz, alcance e som, flexível e poderosa, estreando profissional em 1802, com Clitemnestra. Deu-se inicio ao triunfo geral torcendo que aliada à sua beleza como a sua voz, com dicção apurada e elegante, chegando ao auge com sua atuação Amenaide. Finalmente ela conseguiu o papel de Idame, o Órfão da China. Foi nessa época que ela se tornou a amante do Primeiro Cônsul Napoleão Bonaparte que lhe deu o apelido de Georgina, e tornou-se amiga de Alexandre Dumas e Victor Hugo. Ao ser abandonada pelo amante, seguiu para Rússia, onde sua vida entrou numa nova fase de honras, glória e riqueza. Seguiram-se inúmeros sucessos e ao retornar à França foi coroada de êxito. Veja mais aqui.

IT’S A WONDERFUL LIFE – O filme It's a Wonderful life (A felicidade não se compra, 1946), dirigido por Frank Capra, conta a história de um espírito desencarnado, candidato a anjo que, para ganhar suas asas, recebeu a missão de ajudar um valoroso empresário que se encontrava com grave problema financeiro, provocado por desonesto banqueiro e tinha a intenção de se suicidar. O aspirante a anjo foi encontrá-lo na véspera do Natal, à noite, prestes a saltar de uma ponte nas águas geladas que corriam embaixo. Fazendo-se visível e identificando-se, falou de sua missão e, sem nenhuma pretensão de demovê-lo da ideia, comentou que seria um desperdício, porque ele vinha sendo importante para muita gente. Ante o ceticismo de seu protegido, que se sentia um fracassado, o amigo espiritual mostrou-lhe várias situações que teriam acontecido se não fosse sua interferência. A morte do irmão, a tristeza da esposa, a situação lastimável de sua cidade entre outras. O destaque do filme fica por conta da atuação da atriz estadunidense Donna Reed (1921-1986). Veja mais aqui.

REVISTA ACERVUM - Está no ar a atualização da Revista Acervum – Suplemento Nacional de Literatura & Artes, editada pelo jornalista Mhario Lincoln. Esta edição é especial Luis Augusto Cassas, encartando a Revista Poética Brasileira com destaques para Jamerson Belfort, Osmarosman Aedo, Mariana Felix, Izau Neto, Luciah Lopez, entre outros. Traz ainda a entrevista com o poeta Eloy Melônio. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
A arte do escultor e pintor francês Auguste Rodin (1840-1917). Veja mais aqui.

DEDICATÓRIA
A edição de hoje é dedicada à cantora portuguesa nascida em Angola e radicada no Brasil, Irina Costa. Veja aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA 
Veja aqui & aqui.

 Veja as homenageadas aqui.

E veja mais Ayn Rand, Elisa Lucinda, Lenine, Alina Zenon, Enrique Simonet, Paula Burlamaqui & muito mais aqui.


RAQUEL VARELA, OMAIMA AL-KHAMIS, OLIVE SENIOR & SANDRA RIBEIRO

  Imagem: Contornos da ubiquidade , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Ressaca aluada de panacei...