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sábado, fevereiro 25, 2017

GALO DA MADRUGADA, NELSON FERREIRA, JAE ELLINGER, RECIFE & OLINDA

A FOLIA DO FREVO NO MEU CORAÇÃO - Imagem: foto do Galo da Madrugada – Recife – PE - Sou o carnaval, desregrado desbunde, dionisíaco, transgressor! Sou Vassourinhas agitando a onda pra ferver na loucura do povo que sofre na vida e quer ser feliz. Sou a sexta de véspera que quer ser o dia que a quinta se foi noite longa madrugada, sou do dia e não dei a mão à palmatória nem sucumbi ao calor dos desapontamentos, porque já fiz o meu melhor e tudo que pude, ainda muito por fazer, mesmo tendo já esgotado todas as alternativas e possibilidades, porque na dobradiça e ferrolho adentro pelo sábado de Zé Pereira de ponta de pé e calcanhar, só pra me esbaldar no Galo da Madrugada como quem persiste, insiste e persevera resiliente, persigo meu caminho feito uma tirolesa solta em rotação 360 graus por novos desafios, novos horizontes, fora da zona de conforto só pra emendar feito cantiga de grilho e ver o Sol raiar no domingo no abanando e tesoura de Nelson ou Capiba, de riba pra baixo e volta por cima no pontilhada ou pernada, nada mais vale, segunda é folia de caindo nas molas ou parafuso, pra ir de locomotiva pra Terça Gorda e findar pererê na Quarta das Cinzas. Não quero nada em troca, só aquela passista faceira pra nela brincar, ela o meu brinquedo preferido, o meu bicinho de estimação, o gosto mais saboroso, a pele mais sedosa, o passeio mais aprazível, a comida mais apetitosa, o encontro mais festeiro, a sensação mais prazerosa, a rocha pra minha escalada, a paisagem dos meus passeios, barco da minha navegação, a aeronave pro meu voo, a minha pista de pouso, fonte pro meu mergulho e calçada preu cravar minha fama. É ela, índia caingang de foliã de caboclinhos caeté, que faz o frevo vibrar no meu coração. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

 Curtindo álbuns com os frevos do compositor Nelson Ferreira (1902-1976). Veja mais aqui.

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Folia & Frevo, Galo da Madrugada, Mário Souto Maior, Roberto DaMatta, Mauro Mota, Valdemar de Oliveira, Capiba, Orquestra Contemporânea de Olinda, Márcio Melo, Zsa Zsa Gabor & Helena Isabel Correia Ribeiro aqui.

E mais:
Folia Tataritaritatá, Cecília Meireles, Gregório de Matos Guerra, Camargo Guarnieri, Heitor Shalia, Albert Marquet, Sarah Siddons & Graciela Rodriguez, Priscila Almeida & Lei Maria da Penha aqui.
Folia Caeté, Ascenso Ferreira, Nelson Ferreira, Baco, Frevo, Chiquinha Gonzaga, Teatro & Carnaval, Dias de Momo, Adolphe William Bouguereau, Peró Batista de Andrade & As Puaras aqui.
Quando o sonho é uma canção de amor aqui.
Eu nasci entre um rio e um riso de mulher aqui.
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Amor Imortal, Carnaval, Pedro Nava, Manuel Bandeira, Arlequim & Carlo Goldoni, Carybé, SpokFrevo Orquestra, Luís Bandeira, Hugo Carvana e Chico Buarque, Tatiana Cañas & Claudia Maia aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A fantasia dela no meu carnaval. Art by Jae Ellinger
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra neste Carnaval
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domingo, fevereiro 07, 2016

ESTER NAOMI PERQUIN, MARIA RITA KEHL, CHANTAL THOMAS, LINDA MAMMANA, GALO DA MADRUGADA & FOLIA TATARITARITATÁ


O RECIFE DO GALO DA MADRUGADA

Luiz Alberto Machado

O Recife é magia no Galo da Madrugada de braços abertos pra minha volta enfeitiçada de Vassourinhas. Eu voltei Dioniso na Santa Folia dos braços dela, e ela Alvorada da Folia Caeté se faz Ariadne ensolarada pra de tarde me fazer de seu Baco sereno na alegria do Amor Imortal. E quando vier noite adentro eu sou seu Pã todo estrelado, lavado nos sonhos da sua Lagoa Manguaba, reamanhecendo pra felicidade de todo nosso amanhã. É nela que todo dia é pra ela e eu sou folia, mais que seu folião.

E veja mais:
AIJUNA, O MURAL DOS DESEJOS FLORESCIDOS 
FREVO BRINCARTE
CRÔNICAS PALMARENSES


DITOS & DESDITOS – Uma: sinal verde, pode passar tranquilo. Amarelo, êpa! Não seja metido à besta, melhor precaução, cuidado. Vermelho! Ei, não vá dá uma de cavalo do cão! Vixe! E num é que foi? Teibei. Num disse! Oxe, parece mais que esse povinho é daltônico mesmo! Outra: Se nessa não deu, que é que tem? Não adianta amarrar o bode todo jururu! O pencó vai só apertar de quase torar tudo na emenda; mas, destá, depois vem outra, aí, quem sabe, né? (LAM)

HOMENS & MULHERES – [...] No caso das pequenas diferenças entre homens e mulheres, parecem ser os homens os mais afetados pela recente interpenetração de territórios – e não só porque isso implica possíveis perdas de poder, como argumentaria um feminismo mais belicoso, e sim porque coloca a própria identidade masculina em questão. Sabemos que a mulher encara a conquista de atributos “masculinos” como direito seu, reapropriação de algo que de fato lhe pertence e há muito lhe foi tomado. Por outro lado, a uma mulher é impossível se roubar a feminilidade: se a feminilidade é máscara sobre um vazio, todo atributo fálico virá sempre incrementar essa função. Já para o homem toda feminização é sentida como perda – ou como antiga ameaça que afinal se cumpre. Ao homem, interessa manter a mulher à distância, tentando garantir que este “a mais” inscrito em seu corpo lhe confira de fato alguma imunidade. A aproximação entre as aparências, as ações, os atributos masculinos e femininos são para o homem mais do que angustiantes. É de terror e de fascínio que se trata, quando um homem se vê diante da pretensão feminina de ser também homem, sem deixar de ser mulher. Bruxas, feiticeiras, possuídas do demônio, assim se designavam na antiguidade essas aberrações do mundo feminino que levavam a mascarada da sua feminilidade até um limite intolerável. Só a morte, a fogueira ou a guilhotina seriam capazes de põr fim à onipotência dessas que já nasceram “sem nada a perder”. [...]. Trechos extraídos da obra A mínima diferença: masculino e feminino na cultura (Imago, 1996), da poeta, psicanalista, jornalista, ensaísta e crítica literária Maria Rita Kehl. Veja mais aqui.

LIBERDADE - [...] a liberdade nem sempre está na evidencia de uma muralha a ser derrubada, de um direito a ser conquistado. Não está necessariamente na violência de um enfrentamento e na exaltação que ele suscita. Ela está também, numa exigência interior, no ideal de uma invenção da própria vida, numa atenção ativa, aguda, participante em todos os seus episódios, numa vigilância que nos leva a recursar os compromissos, os papeis de figuração em imagens de felicidade pre-construidas. [...] A liberdade continua sendo no entanto um desafio essencial, a mercer todos os nossos cuidados. Se o esquecemos ou o desdenhamos, ainda nos arriscamos a morrer, de outro modo, não nos transes de uma impossível façanha, mas sem brilho, amordaçados pelo conformismo e o tédio, embrutecidos pelas preocupações, sobrecarregados de tarefas, entropecidos por falatórios telefônicos, alucinados por um mundo que nos escapa, dia após dia. Anestesiados. [...].
Trechos da obra Somos dignos de ser livres? (Zahar, 1999), da escritora francesa Chantal Thomas.

BEM-VINDO DE VOLTA - Sei como eles passam o portão à noitinha. / As mãos ainda côncavas de acariciarem / as cabeças dos filhos, as costas dobradas. / Trazem na roupa o exterior e cheiros a comida, / pêlos de cão, cerveja, o cheiro a mulher quente e / últimos cigarros juntos, lençóis enxovalhados. / Olho para os homens a lavarem-se / deixando para trás sabão, pó e saudades. / Sei que as mulheres ficam junto aos portões. / Os casacos abotoados até ao pescoço, / As mãos nos bolsos, cabeças curvadas. / Como os homens avançam em silêncio. Poema da premiada poeta holandesa Ester Naomi Perquin. Veja mais aqui e aqui.

A arte da artista visual estadunidense Linda Mammana



Veja mais sobre:
Amor imortal na Folia Tataritaritatá, Manuel Bandeira, Pedro Nava, Carlo Goldoni, Cacá Diégues, Carybé, SpokFrevo Orquestra, Luís Bandeira, Ana Paula Bouzas, Tatiana Cañas, Carnaval & Claudia Maia aqui.

E mais:
Jacques Prévert, A Paz de Ralph M. Lewis, Milton Hatoum, Eric Fischl, Jonathan Larson, Monica Bellucci, Madhu Maretiore & Sônia Mello aqui.
Fecamepa & Óleo de Peroba, Educação & Hilton Japiassu, Bresser Pereira & A psicanálise de Leopold Nosek aqui.
Erro médico & dano estético aqui.
A literatura de Hilda Hilst aqui, aqui, aqui e aqui.
O pensamento de Carl Rogers aqui e aqui.
O ativismo de Rosa Parks aqui.
A personologia de Henry Murray aqui.
Poetas do Brasil aqui, aqui e aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA;
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sexta-feira, fevereiro 05, 2016

FOLIA & FREVO, GALO DA MADRUGADA, DAMATTA, SOUTO MAIOR, OLINDA, CAPIBA, VALDEMAR, MAURO MOTA & MUITO MAIS!!!


FOLIA TATARITARITATÁ: FEVEREIRO, CARNAVAL & FREVO (Imagem: Folia Caeté, do artista plástico Rollandry Silvério) - A gente nem piscou o olho: o ano eclodiu ontem e já estamos em fevereiro. O tempo voa, não para. Verdade. Nem bem a gente saiu de um cotoquinho de gente, já se sente envergado com o peso da idade. E parece que foi ontem: as presepadas da infância, as maloqueragens da adolescência e as estripulias do rigor adulto. Tudo num triz da memória. Zás! E ao se dá conta hoje, quando não é o fardo extenuante desfocando a vida com os peculiares embaraços que arrocham se amontoando no toitiço da gente, é aquela bronca como bola de sinuca ricocheteada que acerta nos possuídos: oh, nãoooooo! Doeu. E como dói, meu. Quem tem os penduricalhos que sabe. Por isso, sem nostalgia alguma, eu vou nas freviocas entoando: ...eu vou driblando as broncas pra gororoba chegar, eu dou nó cego até no mar pra fazer meu direito valer... Como o calendário vai dando corpo ao relógio na guilhotina do tempo e preparando todo mundo para a casa dos que não estão mais aqui, basta virar o ano e, de supetão, já é fevereiro e ninguém quer fazer par com os que morreram dum bocado de coisa. Claro, e como em fevereiro – mês da februa, consagrado às festas e purificação dos mortos - ninguém é asno simiesco de ficar na espreguiçadeira do Hino do Nacional, tá doido? Basta ouvir o primeiro acorde de qualquer frevo que a gente se encharca de incha-bucho, lavando a prensa pra liberar a jega e cair na folia. U-hu, é com esse que eu vou! E se é fevereiro, é carnaval, do carmem levãre, véspera da abstenção da carne. Eu, hem? Eu mesmo me apronto, dou uma fortificada no fígado, estico os ossos, libero a goela e viro adepto do Momo, filho do Sono e da Noite, que vem numa mão com a máscara e, na outra, a loucura na cabeça grotesca do cetro. E tome folia pra cima. Assim, enveredo no tríduo momesco todo probo, da sexta-pré que vira pro sábado de Zé-pereira no improviso das piruetas que esquenta os nervos, mexe com alma e agita o esqueleto com as acrobacias de sombrinha, até a terça-feira gorda, gingando na dobradura, na tesoura, na locomotiva, no ferrolho, no parafuso, no pontilhado, no saci-pererê, no diabo-a-quatro para confirmar: Sou brasileiro, meu bem, de janeiro a janeiro, de ralar o ano inteiro pra ver se a vida um dia vai mudar prum melhor fevereiro, festa de carnaval, pular, esbaldar festeiro pra ver se a minha vida um dia vai mudar... tudo na melhor tradição de Edgar Morais, João Santiago, Raul Morais, os Irmãos Valença, Nelson Ferreira, ou Capiba que diz: “...essa vida é mesmo assim... não penses que estou triste nem que vou chorar... eu vou cair no frevo, vou me acabar”. Assim, no frevo uma homenagem: que essa vida, essa passagem, só o amor faz imortal. E vamos aprumar a conversa na Folia Tataritaritatá e aqui.

E veja mais:










PICADINHO
Imagem: O Galo da Madrugada, do artista plástico Márcio Melo.


Curtindo o álbum de estreia da Orquestra Contemporânea de Olinda (Som Livre, 2008). Veja mais aqui.

EPÍGRAFE – Viva Zé Pereira / Que ninguém faz mal! / Viva Zé Pereira / Nos dias de Carnaval / Viva Zé! / Viva Zé! / Viva Zé Pereira, trecho de uma música cantada pela população, recolhido do texto Carnaval, carnavais (Recife, 2011), do escritor, advogado, pesquisador e folclorista Mário Souto Maior (1920-2001), dando conta da música que surgiu nos festejos carnavalescos a partir de 1846. Veja mais aqui.

CARNAVAL, MALANDROS E HEROIS – No livro Carnavais, malandros e heróis: Para uma sociologia do dilema brasileiro (Zahar, 1983), do antropólogo e sociólogo Roberto DaMatta, destaco os trechos a seguir: [...] como é possível ter um carnaval aristocrático numa sociedade igualitária e ter - no caso brasileiro - precisamente o inverso, ou seja: um carnaval igualitário, numa sociedade hierarquizada e autoritária? [...] O ritual, então, tem como traço distintivo a dramatização, isto é a condensação de algum aspecto, elemento ou relação, colocando-o em foco, em destaque, tal como ocorre nos desfiles carnavalescos e nas procissões, onde certas figuras são individualizadas e assim adquirem um novo significado, insuspeitado anteriormente, quando eram apenas partes de situações, relações e contextos do quotidiano [...] De fato, como o ritual é definido por meio de uma dialética entre quotidiano e extraordinário ele se constitui pela abertura deste mundo especial para a coletividade. Não há sociedade sem uma idéia de um mundo extraordinário, onde habitam os deuses e onde, em geral, a vida transcorre num plano de plenitude, abastança e liberdade. Montar o ritual é, pois, abrir-se para esse mundo, dando-lhe uma realidade, criando um espaço para ele e abrindo as portas para a comunicação entre o “mundo real” e o mundo especial. É no ritual, pois, sobretudo no ritual coletivo, que a sociedade pode ter (e efetivamente tem) uma visão alternativa de si mesma. [...]. Veja mais aqui e aqui.

CARNAVAL, CARNAVAIS – No livro Carnaval: textos, imagens & sons (Recife, 2011), organizado por Mário Souto Maior, Fernando Spencer e Renato Phaelante, encontro o texto Carnaval, Carnavais, do escritor, advogado, pesquisador e folclorista Mário Souto Maior (1920-2001), do qual destaco o trecho: [...] festas greco-romanas semelhantes ao Carnaval vamos encontrar muitas delas perdidas no tempo, quase sempre relacionadas com a fecundidade ou com a colheita. Outras, semi-pagãs no seu todo – as comemorações à deusa Isis no Egito e à deusa Herta entre os teutões, as bacanais, as lupercais e as saturnais romanas no seu maior esplendor, os festejos em honra a Dioníso na Grécia, as festas dos inocentes e dos doidos na Idade Média – constituem provas de que eram muito apreciadas na antiguidade clássica e até mesmo pré-clássica, com suas danças, suas licenciosidades, suas máscaras, suas músicas ruidosamente alegres na sua maioria, algumas são características conservadas até hoje. O Carnaval –“primitivamente designativo da Terça-feira gorda, tempo a partir do qual a Igreja Católica suprime o uso da carne”, conforme Antenor Nascente – surgiu com a propagação do Cristianismo e por força do seu calendário litúrgico. A posição da Igreja Católica Apostólica Romana em relação ao Carnaval, foi, inicialmente, de uma ambigüidade mais que comprovada. O Papa Paulo II, no Século XV permitiu que, na via Latta, bem próxima ao seu palácio, silenciosa durante o ano todo, se realizasse o Carnaval romano, com suas corridas de cavalos e corcundas, com seus carros alegóricos e lançamento de ovos, com o local feericamente iluminado por tocos de velas, introduzindo, como contribuição de sua inventiva, o baile de máscaras que fez tanto sucesso como continua fazendo agora. O Papa Paulo VI chegou a convidar o Sacro Colégio para um jantar festivo. O Papa Júlio III gostava mais de touradas. Já Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e Inocêncio II, sempre foram contra a participação da Igreja nos festejos carnavalescos. O Papa Inocêncio III, constatando o excesso de abusos, proibiu o uso de máscara pelos padres e o festejo do Carnaval dentro das Igrejas. Em consequência de tais proibições o Carnaval perdeu seu antigo brilho, só conseguindo ressurgir, com a mesma impetuosidade, algum tempo depois, antes da Revolução Francesa e durante o império napoleônico, quando se espalhou pelo mundo todo. Pode-se dizer que a sociologia do Carnaval brasileiro, como a sua história, exige que sejam consideradas as principais expressões regionais do mesmo Carnaval, que não poderiam deixar de ocorrer num país cuja cultura é ao mesmo tempo una – nacionalmente una – e diversa, regionalmente diversa [...]. Veja mais aqui, aqui e aqui.

O GALO – No livro Antologia Poética, (Leitura, 1968), do poeta, jornalista, professor e memorialista Mauro Mota (1911-1984), destaco o poema O Galo: É a noite negra e é o galo rubro, / da madrugada o industrial. / É a noite negra sobre o mundo / e o galo rubro no quintal. / A noite desce, o galo sobre, / plumas de fogo e de metal, / desfecha golpe sobre golpe / na treva unidimensional. / Afia os esporões e o bico, / canta o seu canto auroreal. / O galo inflama-se e fabrica / a madrugada no quintal. Veja mais aqui e aqui.

O TEATRO – O teatrólogo, médico, ator, escritor e compositor Valdemar de Oliveira (1900-1977), realizou as suas primeiras experiências da renovação teatral pernambucana, ao criar o Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP), em 1941. Essa iniciativa contrapôs-se ao que se praticava com a comédia ligeira, o teatro de revista, o teatro como diversão, tendo por missão elevar o teatro que se praticava no Recife ao nível da ‘grande arte’. O TAP teve um papel de renovação, no sentido de qualificar melhor a experiência teatral e cenográfica, já que sua posição era reafirmar o realismo e não aceitar nenhum experimento de linguagem e expressão teatral. Para o autor em comento: [...] o teatro é exclusivamente uma expressão da arte. E esta, por definição, em suas formas mais elevadas, só é acessível à fruição e apreciação daqueles poucos cultivados em seus sentidos, dotados de uma aprimorada e apurada sensibilidade [...]. Veja mais aqui.

CAPIBA, O SENHOR DOS CARNAVAIS – O documentário Capiba - O Senhor dos Carnavais (2004), realizado pelos alunos da disciplina Sociologia do curso de Ciências Contábeis, Sidney Silva, José Eduardo e Ghislene Moura, ministrada e orientada pela professora Jacyra Bezerra, da Faculdade Olindense de Ciências Contábeis e Administrativas (FOCCA), traz a história de vida do compositor e músico Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa – 1904-1997), trazendo suas histórias inesquecíveis, discografia, homenagens e depoimentos de Lenine, Raphael Rabello, Milton Nascimento e Claudionor Germano. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da atriz austro-húngara Zsa Zsa Gabor (pseudônimo de Gábor Sári).

DEDICATÓRIA
A edição de hoje é dedicada ao folião do Galo da Madrugada.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA 
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Veja as homenageadas aqui.

E veja mais Duofel, François Truffaut, Christopher Marlowe, Natalie Portman, Ewa Kienko Gawlik, Haim G. Ginott, Mary Leakey, Dona Zica & muito mais aqui.

A MUSA DO DIA
A atriz portuguesa Helena Isabel Correia Ribeiro.



GLAUCE ROCHA, KRISZTINA TÓTH, JERRY JENKINS, JACQUES VALLÉE & OLINDA.

    Imagem: Ensaio de múltiplas dimensões , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM . Do lançamento TTTTT e...