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quinta-feira, outubro 26, 2017

CHAUCER, ALBERTINA BERTHA, MARYSE CONDÉ, FERNANDO LÚCIO & ALTINHO

MANDANDO VER NO CANTO – Cada um como tal: suas redes, as teias dos seus enredos: desejos da noite insone, sofrências de dia longo, longe vão quereres aos montes e muitos, mágoas, frustrações, fugazes delírios, alucinações, oh não. O que tem que ser dito, diga logo, não deixar passar a vez, a hora, cavernas de avestruz não serve mais. Aprende: risadas largas ensolaradas valem mais que lágrimas soturnas pelo que perdeu, deixou de ser. Já era, outro o devaneio. Cada um seu terreiro, seus limítrofes confins: quem não tem nada, melhor; pois ter dá muito trabalho, só de acumular, perder, ganhar, o que fazer pra mais quando menos é o que resulta depois de tanto pelejar por horas a fio, cara ou coroa, lances de dados, cartas desmarcadas, tacadas de cegueira, só quem erra aprende a acertar: melhor é ser como o dia que vai pela tarde fagueira, quando nem a noite ainda escureceu e o crepúsculo é festa no céu. Aproveita-se das águas, aprendizagem de peixe de rio e mar. Aproveita-se do voo, aves de arribação. Aproveita-se do fogo, transformação. Aproveita-se da terra: adubo de cinzas. Quando escuridão, melhor fechar os olhos: a luz vem de dentro, pra toda direção é só seguir, ir em frente até sabor amanhecido. Cada qual sua rota, estradas sem fim: teimosias de ontem, travessias de inverno: pra quem não sabe outono, jamais terá primavera. Cada qual sua espera, paciência de Jó, passo firme chão afora: pra quem viveu redoma de lagarta, aprende a liberdade da borboleta. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com a música do pianista e tecladista de jazz estadunidense Chick Corea: Live at North Sea Jazz, Live at Montreux & Beneath the mask; da caontora, compositora e instrumentista Joyce Moreno: Feminina, Revendo amigos & ao Vivo; do contratenor Edson Cordeiro: Baioque & Habanera Carmen Bizet; da premiada violinista búlgara Teodora Dimitrova: Otono Porteno Piazzolla, Adios nonino Piazzolla & Sonata violin Beethoven. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA - [...] ir em busca dos ancestrais é buscar a si mesmo [...] Qualquer literatura é uma busca e uma articulação do eu que sempre implica o saber dos ancestrais [...]. Pensamento da escritora francesa Maryse Condé, extraído da obra Conversation with Maryse Condé (University Nebraska Press, 1996), de Françoise Pfaff.

CABANOS EM ALTINHO - [...] a luta com os salteadores “cabanos” concentrados nas matas de Jacuípe, Panelas e imediações, e constando a este governo que, quando eles ali são aperetados mandam-se disfarladamente para diferentes distritos, por isso cumpre V.Sa., não consinta que pessoa alguma durante a mesma guerra vá residir em seu distrito senm que apresente o competente passaporte do Juiz de Paz do Distrito, donde tiver vindo, recomendando V. Sa., todo o escrúpulo e vigilância em tal negócio, fazendo prender aqueles que se fizerem suspeitos [...]. Trecho da Circular de 20 de fevereiro de 1834, expedida pelo Presidente da Província pros Juizes de Paz de Altinho e de outros municípios pernambucanos, extraída da obra Cronologia pernambucana: subsídios para a história do agreste e do sertão – 1834-1835 (CEHM, 2015, do historiador, jornalista, lexicógrafo, pesquisador e compositor Nelson Barbalho (1918-1993), autor da obra Altinho de antes da Fazenda até a Freguesia de Nossa Senhora do Ó (CEHM, 1988), integrante da Coleção Biblioteca Pernambucana de História Municipal: história sistemática dos municípios pernambucanos. Em sua cronologia, o autor ainda registra a respeito do assunto: [...] o décimo distrito de Altinho principiará da Fazenda da Laje pelo Rio Una acima até a Fazenda Cachoeirinha, inclusive o Riachão do Morais, e, para a parte Sul, todas as suas águas, inclusive o Rio Chata, e pelo norte todas as suas águas inclusive todo o termo que antigamente havia Juizes de Paz e que hoje não existem e nem se pode aviar pela falta de habitantes [...]. Fora da zona conflagrada, permanecia o inconformismo dos moradores de Altinho, do Caruaru e dos Bezerros pela elevação do Benito às categprias de Vila/Município e de Comarca. Alegavam que o lugar, muito novo ainda, não tinha condições, inclusive financeiras, para a manutenção de um tão grande privilégio [...] A denúncia contida no objetivo relatório do Cel. Souza, diz bem do desprezo em que viviam, já na metade da quarta década do sec. XIX, as populações de Cachoeiras, Lagoa dos Garos, Panelas, Agrestrina, Altinho, etc., em cujas terras a lei era a do mais forte e religião era coisa distante e quase desconhecida de todos. Tudo ali estava por ser feito, tudo corria ao sabor da natureza, e seus habitantes, no geral, portavam ignorância tomanha que nem pareciam criaturas racionais. Ao menos para o descobrimento dessa triste realidade a Guerra dos Cabanos torna-se útil e necessária, pois sem sua ocorrência, é possível que o calamitoso estado daquela pobre gente prosseguisse inalterado até o séc. XX, pelo menos [...]. A representação bonitense era indelicada e infeliz, pois na verdade, o padre-deputado Francisco José Correia apenas apresentava projeto de lei no sentido de que a vila a ser criada dentro da jurisdição da comarca do Bonito, ao invés de Altinho, como propusera o juiz Altnio Batista Gitirana, fosse situada em Bezerros. [...]. Já na obra História de Lagoa dos Gatos (CEHM, 1981), do contador e funcionário público João Pereira Callado, trata acerca do ataque Cabano a Altinho, da seguinte forma: Estava chegado o mês de abril de 1833, em que um grande acontecimento se deu na povoação de Altinhoi, do qual resultou a morte do chefe tenente-coronel João Francisco Vaz do Pinho Carapeba, o qual foi o seguinte: parecia a todos que a Guerra dos Cabanos havia tocado o seu término, sendo manifesto engano [...] Entre os mortos, contava-se o Benevides que foi encontrado em seu sobradinho, por feito de uma bala perdida. Tiveram mais dez feridos, entre os quais, o comandante Carapeba. Quanto ao prejuízo dos Cabanos não foi possível tomar conhecimento, porque eles costumavam conduzir seus mortos e feridos, sendo, todavaia, algum tenmpo depois, encontrados alguns mortos nos matos perto da povoação. [...] A pequena povoação de Altinho, naqueles temerosos dias, viveu o seu angustioso período de incerteza e pavor. As forças legais, na pessoa do estado maior, temiam  um mais vigoroso ataque dos Cabanos, porque ali estava grande parte de sua munição e armamento. Felizmente, isso não aconteceu. [...]. Na enciclopédia dos municípios do interior pernambucano (FIAM/DU, 1986): Alktinho teve sua origem da fazenda do Ó, situada no lugar deste nome que ainda assim se conserva, e pertencente ao território da então freguesia de Garanhuns, localizada à margemn direita do Rio Una. [...] A Lei provincial 1560, de 20 de maio de4 1881, criou o município de Altinho, desmembrado do município de Caruaru, tendo sido instalado em 11 de abrul de 1884. Foi elavado à categoria de ciadade por Lei Estadual 400, de 28 de junho de 1899. Atualmente, no dia 28 de junho, o município comemora sua emancipação política. Administrativamente é formado pelo distritos: sede e Itaguaçu e pelos povoados de Cabeça de Negro, Guaraciaba e Taquara de São Pedro. Veja mais aqui, aqui e aqui.

EXALTAÇÃO - [...] querem-me sem inclinações, sem opinião, igual a todos. Meu Deus. É preciso que eu siga a trilha comum, que diga sim, após o sim, de toda uma geração, que tenha o pensamento que vinte mil cérebros já elaboraram. [...]. Vivi uma loucura, amei o meu amor pelas rosas: tive delas sobre o corpo branco e fino, seu êxtase divino... No côncavo das mãos, ao longo dos braços, nos ombros, pelos cabelos, debruando-me as linhas separando-me os dedos, no perfil, na boca, nos olhos, presas nos dentes, rosas em abundancia, rosas lívidas, rosas escarlates... As rosas da manhã a sangrar ardores; as rosas estranhas, violadas pela noite; as rosas passivas das sombras [...] E era a rosa de todas as rosas, a Rosa da vida, a Rosa do amor, a Rosa imutável que não se desfolha; a Rosa Orgânica de um desejo selvagem e imensurável. [...]. Trechos extraídos da obra Exaltação (Jacintho Ribeiro dos Santos, 1916), de da escritora Albertina Bertha (1880-1953).

O CONTO DO MOLEIRO – [...] Ela era uma jovem agradável, seu corpo era delgado/ Como qualquer doninha e era macio e tenro;/Ela usava um cinto com debrum de seda;/ Seu avental era branco como o leite da manhã/ Todo ele coberto de babados./ Branca também era a camisa, toda bordada/ O modelo de sua gola, frente e atrás/ Dentro e fora era de seda preta,/ O laço de fita que usava/ Era feito para combinar com a gola;/ E a fita larga nos cabelos, atada nos cabelos,/ E certamente ela tinha um olhar malicioso./ E ela tinha as sobrancelhas depiladas, curvas,/ Elas eram elegantes e arqueadas, negras como abrunho;/ E a sua visão era realmente bem-aventurada/ Ela era mais florida que a pereira,/ E mais suave do que a lã do carneiro;/ De sua cintura pendia uma bolsa de couro,/ Com borlas de seda e contas de latão;/ Se fosse buscar pelo mundo/ O mais sábio dos homens você encontrasse/ Ele não a imaginaria;/ Sua pele tinha mais brilho/ Que uma moeda nova cunhada na Casa Real./ Seu canto era estrondoso e vivo/ Como de uma andorinha gorjeando numa pilha de feno;/ Ela pularia ou jogaria qualquer jogo/ Como uma criança ou bezerrinha atrás da mãe/ Sua boca era doce como o hidromel – dizem/ Ou um amontoado de maçãs sobre o feno./ Ela era leviana e jovial como um potro,/ Alta como um mastro e reta como uma flecha/ Saída de um arco. Seu decote era fechado/ Por um broche grande como um escudo/ Pelas pernas subiam as tiras com que atava os sapatos/ Ela era uma margarida ou um doce/ Para qualquer homem nobre levar para a cama/ Ou algum fazendeiro de estirpe desposar. [...] Por ser ele velho e ela jovem e selvagem;/ Ele vivia aflito, com medo de ser corneado./ Ele deveria Conhecer Cato que diz/ Um homem deve casar com alguem como ele,/ Deve escolher alguem de sua idade./ Juventude e velhice estao sempre em debate./ Mas tendo caido na armadilha,/ Tinha de viver nessa aflicao como tantos outros. [...] Trechos extraídos da obra Os contos da Cantuária (T. A. Queiroz, 1988), do escritor, filosofo, cortesão e diplomata inglês Geoffrey Chaucer (1343 – 1400), obra esta que inspirou o filme homônimo do cineasta, poeta e escritor italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975), Veja mais aqui.

FALANDO DE DIREITOS HUMANOS
Participando da 11º Mostra de Cinema & Direitos Humanos, tratando os temas Índios no Poder & Diversidade Religiosa, na programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no Campus Palmares do IFPE, que acontecerá até o dia 26/10, numa promoção do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). Veja mais aqui e aqui.

Veja mais:
O pensamento & a obra de Darcy Ribeiro aqui, aqui, aqui & aqui.
As obras de Nelson Barbalho aqui & aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
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Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do artista plástico Fernando Lúcio, participante do projeto Pintando na Praça, Palmares – PE. Veja mais aqui & aqui.
 

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

PIEDAD BONNETT, MIA SOSA, TAYLOR CALDWELL & ALINA PAIM

 


UMA VEZ, SELENA... - Adolescia com a beleza de seus gestos. Não precisa ouvi-la, basta vê-la sensual nas capas de discos e nos vídeos que passavam na televisão. Era uma caçula latina que nascera em Lake Jackson, filha de uma descendente cherokee e de um músico Testemunha de Jeová que integrava Los Dinos e descobriu seu talento ainda menina. Começou a cantar no Papagayo’s com seus irmãos e, por seus pais terem sido despejados do restaurante, se estabeleceram em Corpus Christi, quando foi criada a banda Selena y Los Dinos. Abandonou a escola por conta da cheia agenda profissional e só concluiu o colegial por correspondência para se bacharelar em administração. Enamorou-se do guitarrista contratado, o que fez com que o pai o expulsasse da banda. Às escondidas, mas contando com apoio da mãe depois se casaram. Foram três meses sem conversa até a aprovação paterna. Venceu concursos musicais atraindo a atenção da indústria fonográfica. Tornou-se logo um ícone sexual e a Vocalista Feminina do Ano - isso por nove anos consecutivos: a rainha tejano-cumbia do México, uma artista do povo. Daí começou uma carreira solo e as paradas de sucesso: Ven conmigo... Os bustiers decorativos, elastanos, calças justas e jaquetas atraentes para realçar o decote incendiavam minha libido como se a visse sussurrante pra mim: Entre a mi mundo... Sonhava e era verdadeiramente um Amor prohibido... Veio então Selena Live! E a novela: Dos mujeres, um caminho... Também os desenhos e fabricação de uma linha de roupas: a boutique Selena Etc. Quebrava as suas barreiras e recordes. Em plena ascensão, no verão daquele fatídico ano, a enfermeira administradora das lojas e fã-clube: a obsessão e um tiro nas costas: My heart burns... E ficou pra mim a sua pose de Dreaming Of You... E ficou na minha predileção adolescente, a rainha do Tex Mex. Veja mais abaixo e mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Se você tem um sonho, não deixe que ninguém o tire. Com uma atitude positiva, você pode ser tudo o que quiser ser. Se você vai ser alguém, precisa ser um líder, não um seguidor... tenha uma mente forte, o impossível é sempre possível. Tudo o que preciso fazer é tentar fazer o melhor que posso. Pensamento da cantora, dançarina, estilista e empresária Selena Quintanilla Perez (1971-1995), apelidada de Rainha da Música Tejana.

 

ALGUÉM FALOU: A humanidade adora seus traidores e assassina seus salvadores... Pensamento da escritora britânica Taylor Caldwell (Janet Miriam Holland Taylor Caldwell, 1900-1985). Veja mais aqui e aqui.

 

DESABOTOANDO O CÉU - […] A altura dele a forçou a ficar na ponta dos pés. Para uma mulher que era mais alta do que a maioria dos garotos da sua classe no ensino médio, essa característica física em particular provocou uma onda de imagens sensuais em sua mente. Sexo contra uma parede. Era uma possibilidade. E dada a largura dos ombros dele, ela imaginou que ele a seguraria muito bem. Oh, dia glorioso. [...]. Trecho extraído da obra Unbuttoning the CEO (Forever, 2015), da escritora estadunidense Mia Sosa.

 

A CORRENTEZA – [...] Humana! Que é ser humano? É ser forte e fraco, certo e errado, não ser réu nem juiz, ter no coração sol e chuva. [...]. Trecho extraído da obra A Correnteza (Record, 1979), da escritora Alina Paim (1919–2011), qie na sua obra Sol do Meio-dia (ABL, 1961), expressa que: [...] Quanto mais se tem os pés na realidade mais livre se tem a cabeça pra sonhar [...] O amor no seu coração trazia o deslumbramento do sol do meio-dia, sol que não faz sombras. Não era nenhum milagre, o amor fazia o que sempre fará em todo o coração de mulher enamorada, por todos os séculos, sem fim [...]. Já na obra Sombra do Patriarca (Globo, 1950), ela expressa que: [...] Era tão simples desejar que muita coisa acontecesse! Nenhuma consequência. O pensamento é a coisa que, por mais junto que estejamos de alguém, é sempre nossa: não pode ser mandado, foge de quem o queira reter contra nossa vontade, foge mais ligeiro talvez que o relâmpago. Sabendo isto, havia de ser sempre inquieta, dominada pela ânsia de penetrar a mente da pessoa de que eu gostasse e desejasse inteiramente minha. [...].

 

TRÊS POEMAS – ORAÇÃO - Pelos meus dias peço, \ Senhor dos naufrágios, \ não água para a minha sede, mas sede, \ não sonhos, \ mas desejo de sonhar. \ Pelas noites, \ toda a escuridão que será necessária \ para afogar a minha própria escuridão. BIOGRAFIA DE UM HOMEM MEDROSO - Meu pai logo teve medo de ter nascido. \ Mas logo se lembrou também \ dos deveres de um homem \ e eles lhe ensinaram \ a rezar, a economizar, a trabalhar. \ De modo que logo meu pai era um bom homem. \ ("Um homem de verdade", diria meu avô). \ No entanto \ - como um cão ganindo, amordaçado \ e amarrado a uma estaca - o medo persistia \ no âmago de meu pai. \ De meu pai, \ que quando menino tinha olhos tristes, e quando velho \ mãos tão solenes e limpas \ quanto o silêncio ao amanhecer. \ E sempre, sempre, o ar de um homem solitário. \ De modo que quando nasci meu pai me deu \ tudo o que seu coração desorientado \ sabia dar. E isso incluía \ o presente amoroso de seu medo. \ Como um homem honesto, meu pai trabalhava todas as manhãs \ e se movimentava todas as noites e, quando podia, \ comprava em prestações a pequena morte \ que sempre desejou ter. \ Pagava por ela rigorosamente, \sem nenhuma ansiedade, ano após ano, \ como um homem honesto, meu bom e velho pai. HOMENS TRISTES NÃO TÊM PARCEIROS DE DANÇA - Os homens tristes afugentam os pássaros. \ Até suas testas pensativas descem \ as nuvens \ e se dissolvem em uma garoa opaca. \ As flores definham \ nos jardins dos homens tristes. \ Seus precipícios tentam a morte. \ Enquanto \ as mulheres que estão dentro de uma mulher \ nascem todas ao mesmo tempo \ diante dos olhos tristes dos homens tristes. \ O vaso da mulher abre novamente seu ventre \ e oferece ao homem triste seu leite redentor. \ A mulher criança beija com fervor \ suas mãos paternas e desoladas de viúvo. \ E aquela que anda silenciosamente pela casa \ brilha suas horas negras e remenda \ todos os buracos de seu peito. \ Há outra que empresta ao homem triste \ suas duas mãos como se fossem asas. \ Mas os homens tristes são surdos à sua música. \ Não há mulher mais solitária então, \ mais tristemente solitária, \ do que aquela que quer amar um homem triste. Poemas da poeta e dramaturga colombiana Piedad Bonnett. Veja mais aqui.

 

SACADOUTRAS

 

A SOCIEDADE EM REDE – Importante leitura para quem quiser ter uma compreensão da realidade atual e planetária, são os três volumes que compõem a obra A sociedade em rede (Paz e Terra, 2002), do sociólogo espanhol Manuel Castels, na qual o autor defende o conceito de capitalismo informacional e introduz o conceito de consumo coletivo concentrando-se no papel das novas tecnologias de informação e comunicação no mapeamento do cenário da reestruturação econômica. No primeiro volume dedicado ao tema da era da informação: economia, sociedade e cultura, o autor aborda temas como a rede e o ser, a revolução da tecnologia da informação, a nova economia do informacionalismo, da globalização e do funcionamento em rede, a nova economia, a empresa em rede na observação da cultura, as instituições e da economia informacional; a transformação do trabalho e do mercado de trabalho, a cultura da virtualidade real o espaço de fluxos, o limiar de eterno e tempo intemporal. No segundo volume, o poder da identidade, aborda assuntos como paraísos comunais, a outra face da terra, o verdejar do ser, o fim do patriarcalismo, um Estado destituído de poder, a política informacional e a crise da democracia, fechando o volume com a transformação social na sociedade em rede. No terceiro volume, dedicado ao tema o fim do milênio, aborda acerca da crise do estatismo e o colapso da União Soviética, o surgimento do Quarto Mundo, a conexão perversa e a economia global do crime, a globalização e o Estado, a unificação da Europa e a necessidade de depreender o nosso mundo. Veja mais aqui e aqui.

  
Imagem: mulher no frevo que hoje no Brasil é o Dia do Frevo e da Folia Tataritaritatá. Veja mais aqui e aqui.

Ouvindo o excelente álbum de estreia (Sony, 1992) do não menos excelente cantor e compositor brasileiro Edson Cordeiro. Veja mais aqui.

UM FREVO CHAMADO MULHER – A cantora e compositora cearense Amélia Cláudia Garcia Colares, ou simplesmente Amelinha, é detentora de uma voz singular, de um talento indiscutível e de uma trajetória artística invejável, comprovada com os seus inúmeros sucessos, desde o seu primeiro álbum Flor da Paisagem (1976) até o Janelas do Brasil (2011). O seu dvd Janelas do Brasil (2012) está um primor e com participações pra lá de especiais de Toquinho, Fagner e Zeca Baleiro. Em 2009, com a sua sempre gentil e simpática forma de ser, esta grande cantora me concedeu uma entrevista. Para conferir veja mais aqui e aqui.

OS PAIS E O RESPEITO AOS FILHOS – A psicóloga alemã Karen Horney (1885-1952) criadora da escola de psicanálise neofreudiana, desenvolveu estudos acerca das neuroses ao perceber que elas são resultado das relações interpessoais e de conflitos emocionais que começam na infância. A respeito disso, ela trata sobre O respeito aos filhos, expressando que: Quando você esperava seu filho, certamente tinha planos para ele. Nesses sonhos, conscientemente ou não, fazia de seu filho um prolongamento de si mesma, projetando tudo aquilo que gostaria de ter sido. Mas quem nasceu de você um outro individuo, cuja realidade nada tem haver com a sua, embora tenha se alimentado de seu sangue e tenha sido gerado de suas células. Ele terá características próprias, outros anseios, outro temperamento. Não é justo que você transfira para ele suas frustrações. Deixe que ele se desenvolva. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.


OS PROIBIDOS DESEJOS DA FERA RACIONAL - A atriz, roteirista e escritora paulista Branca Tirollo, é membro da Academia de Letras do Brasil e autora de várias peças teatrais, de diversos projetos engajados, artísticos e sociais, do documentário Mil vidas em meu pensar, de inúmeros livros de contos e poesias, além de ter participado de várias antologias. Dela reunimos alguns dos seus poemas aqui.

TODO DIA É DIA DA MULHER
CARMEN MIRANDA
A primeira homenageada de hoje é a saudosa atriz e cantora luso-brasileira Carmen Miranda (1909-1955) que tanto enalteceu a nossa música! Veja mais aqui e aqui.
MÔNICA WALDVOGEL
A segunda homenagem de hoje é a competente e lindíssima jornalista Mônica Waldvogel.
Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Cantarau, Thiago de Mello, Paul Verlaine, Tracy Chapman, Melanie Klein, Francisco de Goya, José Celso Martinez Corrêa, Vincent Van Gogh, Warren Beatty, Méry Laurent & Paulo Cesar Barros aqui.

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Sombras de Goya & Os poderosos de hoje aqui.
Poemas de Thiago de Mello aqui.
A poesia de Paul Verlaine, Denise Levertov, Wojciech Kilar, Paul Delaroche, Marcoliva & Lourdes Limeira aqui.
Big Shit Bôbras: a lástima da imitação do pior do ruim, Georg Trakl, Paul Auster, Sarah Kane, Gertrude Stein, Felix Mendelssohn, Gil Elvgren & Marion Cotillard aqui.
Desejo: a história da canção, A Paz & Ralph M. Lewis, Jacques Prévert, Milton Hatoum, Jonathan Larson, Eric Fischl, Monica Bellucci, Madhu Maretiori & Sônia Mello aqui.
A multa do fim do mundo, William Burroughs, Henfil, Ernest Chausson, Liliana Cavani, Hans Rudolf Giger, Paulo Dalgalarrondo, Charlotte Rampling & Auber Fioravante Junior aqui.
O pensamento de Theodor Adorno aqui.
A teoria da estruturação de Anthony Giddens & Iniciação à estética de Ariano Suassuna aqui.
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Festa do dia 8 de dezembro, lavando a jega, Florbela Espanca, Camille Claudel, Alaíde Costa, Tatiana Grinberg, Militão dos Santos & Quando tudo se desapruma a farra é só pro desgoverno aqui.
O fulgor do amor, Érico Veríssimo, Jorge Drexler, Luciah Lopez & O amor premia o final de semana aqui.
A corrupção come no centro e a gente é quem paga o pato sempre, Darcy Ribeiro, Sebastião Salgado & Depois da farra a corda só arrebenta pra precipício dos que estão de fora aqui.
Há um ano, Ná Ozzetti, Fernando Rosa, Luciah Lopez & Quem não sabe ver é mais fácil de enrolar aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá!
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...