sexta-feira, junho 27, 2014

GUIMARÃES ROSA, ZEZÉ MOTTA, ISABELLE ADJANI, RAFAEL NOLLI, SÓSTENES LIMA & REJANE SOUZA.


Ouvindo a Terceira margem do rio, de Milton Nascimento & Caetano Veloso.

O senhor... mire veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão...
(Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas)

GUIMARÃES ROSA – A descoberta da obra do Rosa foi iniciática. Pelas mãos do poetaprimo, Afonso Paulo Lins, recebi o volume de Sagarana: as sagas de Augusto Matraga, do burrinho pedrês, do marido pródigo, Sarapalha e conversa de bois. Um verdadeiro encantamento: gente, lugares, bichos e lendas. Depois, Primeiras estórias: da terceira margem do rio, de Sorôco, Darandina, Famigerado, pirlimpsiquice, Tarantão e do cavalo que bebia cerveja. Depois, O corpo de baile: de Manuelzão e Miguilim, uma história de amor e campo geral; No Urubuquaquá, no pinhén, com recado do morro e cara de bronze; e Noites do sertão, com Lão-Dalalão (Dão-Lalalão) e buriti. Chegou a vez do grande sertão de Riobaldo e Diadorim: “[...] Por enquanto, que eu penso, tudo quanto há, neste mundo, é porque se merece e carece. Antesmente preciso. Deus não se comparece com refe, não arrocha no regulamento. Pra que? Deixa: bobo com bobo – um dia, algum estala e aprende: esperta. Só que, às vezes, por mais auxiliar, Deus espalha, no meio, um pingado de pimenta...”. E veio Tutameia (terceiras estórias): de Droenha, João Porém, os temulentos, Ripuária e o palhaço da boca verde - “A estória não quer ser estória. A estória, em rigor, deve ser contra a História. A estória, às vezes, quer-se um pouco parecida à anedota”. Foi daí pra Estas estórias: do retábulo de são nunca, do burrinho comandante, do vaqueiro Mariano e o dar das pedras brilhantes. Quando, enfim, Ave, palavra: de Evanira, das coisas de poesia, de Sanga Puytã, Cipango, Sirimin e “[...] Trazia também um violão a tiracolo – acrescentam. E explicam que o violão, para o paraguaio, é arma de combate e ferramenta de lavoura. Se verdadeira, bela é a história, se imaginada, ainda mais”. Esse o João, o Rosa, o Guimarães. 

 Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

ZEZÉ MOTTA – Primeiro eu vi a atriz na tela de Cacá Diegues do livro de João Felicio dos Santos e na música de Jorge Benjor: Xica da Silva, a negra escrava do Tijuco, alforriada pra vida do contratador de diamantes, João Fernandes de Oliveira. Nessa época eu contava com 16 anos e assisti às escondidas numa sessão lotadíssima no Teatro Cinema Apolo. Depois revi no Vai trabalhar vagabundo, do Hugo Carvana com música de Chico Buarque. E filmes e peças de teatro, até Prazer, Zezé, de 1978: um primor musical. Muitos filmes, muitas músicas. E eu até hoje fã dessa grande atriz e cantora.

SÓSTENES LIMA - Conheci primeiro o Boca de forno: “Meu verso é semente Pra tudo se presta Apara as arestas Exalta bandeiras Nos campos, nas feiras Canais e lagoas Faz odes, faz loas E até elegias Se é bravo e é forte Por que que da morte Da vida o reverso eu não falaria?”. E foi mais ou menos quase meados ou isso mesmo dos anos 2000. Eu acho, sei lá. Só sei que topei com Vestindo a Carapuça e peitei uma entrevista: ele concedeu na hora. Foi aí que conheci, de mesmo, o poeta, músico e blogueiro Sóstenes Lima. A amizade veio com o tempo: shows, Comusa, comemorações. Até a música “Noites de bar” que é uma das minhas prediletas. Pra você, parabéns & sucesso, feliz aniversário.

REJANE SOUZA - A professora universitária Rejane Souza concedeu tempos atrás uma entrevista pra nossa campanha Todo dia é dia mulher. E como hoje é o aniversário, fazemos nossa homenagem aqui.

RAFAEL NOLLI – Acompanho o trabalho literário de Rafael Nolli há tempos e hoje me toquei que nunca comentei a respeito. Agora faço esse registro: ele é autor do Memórias à beira de um estopim (2005) e de Elefante (2012). Entre as coisas que mais gostei no meio de tantas coisas boas que conferi e apreciei do seu blog Stalingrado II, destaco Hefesto/Vulcano: “Era um deus, no entanto. Porém, não o poupavam. “Coxo Coxo Coxo” sussurravam pelas ruas. Nos inferninhos e na boca do lixo o consenso era geral: “feio como um beliscão no cu” “a própria mãe reconhece a merda que fez” & demais despautérios. Entre os seus, em língua grega – ou naquela que lá se fala & tampouco compreendemos –a fama de corno corria aos quatro cantos: “vencido por um amor de espuma” “enfeitiçado pelos olhos de cigana oblíqua...” & coisas do tipo. Distraído, no cômodo do fundo, iluminado pelo fogo da fornalha ele nada ouvia senão o som do martelo malhando o metal” ( do livro "poemas é um péssimo título").

ISABELLE ADJANI – A bela atriz francesa Isabelle Yasmine Adjani sem foi maravilhosamente linda desde que a vi nos filmes como “Camile Claudel”, “A história de Adele H”, de François Triffaut, no “O Inquilino” de Roman Polanski e... muitos: ela aparece, eu aprecio. Ora, ora, sempre linda, hoje completando 59 anos de idade.



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