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segunda-feira, janeiro 05, 2015

LEA SCHNEIDER, ESPIDO FREIRE, NATHALIE SARRAUTE & ARIANNA HUFFINGTON

 


UMA CANÇÃO PRO MEU AMOR - É quando a tarde é mansa que o meu desejo acende com a gula de querer além da conta toda a sua inexprimível sedução. É quando vou esfaimado mergulhar no seu riso de sol vasto porque nasci destinado a amá-la completa e indecentemente. É aí que me atiro mergulhando nos seus olhos de mar que me dão seu sexo fulgurante e desesperado que emerge do seu jeito nu e completamente minha clamando com o remexido de sua dança sensual onde sou suicida de suas montanhas mais que ambicionadas. É quando me jogo e subo por suas pernas onde semeio minhas lambidas que rebenta na minha obscenidade inescrupulosa de retê-la toda para mim até repousar no seu ventre fuviando ao alcance da minha assanhada posse demoradeira sem regresso. É quando me extasio na sua reluzente boca que me engole varada de astúcias e bebe do meu sobejo e brinda festiva até ficar lavada por meu sêmen para sufocá-la com a minha euforia. É quando você se faz meu abrigo porque descobri sua concha que levo comigo e me faz esfaimado hóspede que deprava seus desejos ignorando o futuro, penetrando a sua solidão e mantendo o seu trote delicioso e interminável. E se me fosse dado o poder de refazer tudo que já fiz, eu queria nunca ter que ir embora. Mesmo que fosse tarde, mesmo que fosse nunca, ou jamais. E se me fosse dado o poder de sonhar de novo tudo o que sonhei, jamais queria acordar, mesmo que a vida me dissesse para não valer. E se eu tivesse que vencer um dia o invencível, só queria vencer toda sua querência quando me dá o que é para mim de nunca acabar, porque eu tenho a sua flor e não quero que ela seja cinza na minha mão. Porque eu tenho o seu beijo tatuado na minha alma e não quero jamais que a solidão me ensine que tudo um dia basta. Porque eu tenho a sua dor e sorri para que nascesse o sol sempre na nossa entrega. Eu recolhi a sua lágrima e a gente rio caudaloso que se esvaia em desejos e desencontros. Eu vivi o seu sonho e fui com seu desespero onde tudo é o que não tem pra onde ir e ficamos juntos porque eu sempre tive a sua pele na minha alma como se nunca fosse possível arrancá-la, levando a vida que pude ter para viver. Porque na gente a dor não vai durar pra sempre pelo que foi ou jamais será só porque ontem soubemos nos alimentar do irrefreável prazer. Porque o azul nos salva dos abismos. E eu enlouqueci me refugiando no seu mangue irremediavelmente delirante a me fazer percorrer por seu sangue os sonhos de cão sem dono que tenho tudo na sua triunfante teia de amor impossível. Em nós nunca caberá o aceno do adeus porque estou perdido das lembranças a me enfincar incendiado no fogo eterno de seu ser que é meu e é todo de maravilhas. Aos saltos meu coração implode tudo e rebenta nos seus seios para que eu seja as labaredas acesas ressaltando seus dotes para sempre a me dar todos os versos e a me entregar todos os poemas. E me faz seu amo a recolher toda minha poesia saindo de sua carne e eu como bicho morto de sede e de fome miseravelmente apaixonado. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Num momento como o atual, em que os olhos mal pousam um momento sobre um tema antes de saltar para outro mais escandaloso, mais marcante, os livros têm que recuperar o ritmo lento, a necessidade de transcendência essencial à reflexão e à aprendizagem proporciona um mínimo de significado para a sociedade moderna. Pensamento da escritora espanhola Espido Freire. Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Minha mãe foi uma fonte contínua de sabedoria e ótimos conselhos... ela me ensinou que sempre há uma maneira de contornar um problema - basta encontrá-la. Continue tentando portas; um deles acabará por abrir. Ela também me ensinou a aceitar o fracasso como parte integrante da vida. Não é o oposto do sucesso; é parte integrante do sucesso. Falo muito sobre aprender a ser destemido em sua abordagem da vida. Destemor não é ausência de medo. É o domínio do medo. É sobre levantar mais uma vez do que cair. Pensamento da escritora e jornalista greco-estadunidense Arianna Huffington, que no livro On Becoming Fearless...in Love, Work, and Life (Little, Brown Spark, 2007), expressa que: […] Se você olhar as melhores pesquisas sobre paternidade, verá que se resume a uma coisa e apenas uma coisa. Não o que você ensina a seus filhos ou quanto tempo passa com eles, ou se lê para eles ou não. O que importa é quem você é, porque ensinamos quem somos. Você lê, seu filho vai ler. Se você assistir muita TV, seu filho assistirá. Você presta serviço ao mundo, seu filho prestará serviço ao mundo. Portanto, a melhor maneira de superar todas as preocupações é ser o melhor que puder. E perdoe-se quando não estiver. E não ter expectativas irrealistas em relação aos seus filhos quando você não está de forma alguma mostrando-lhes o comportamento que exige deles. Seja um exemplo para você mesmo do qual seu filho possa se orgulhar [...]. Veja mais aqui.

 

OS FRUTOS DE OURO - [...] Sinto-o muito bem, mas não sei como exprimi-lo... Só tenho à minha disposição palavras pobres, completamente desgastadas por terem sido usadas por todos e por tudo. [...]. Trecho extraído da obra Les Fruits d'Or (Folio, 1973), da escritora e advogada francesa Nathalie Sarraute (1900-1999), que no livro Age of Suspicion (George Braziller Inc, 1990), expressou que: […] A suspeita é uma das reações mórbidas pelas quais um organismo se defende e busca outro equilíbrio. [...]. Dela também a frase: Aqueles que vivem num mundo de seres humanos só podem refazer os seus passos... Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 

[DEIXE AS BICICLETAS E SIGA A OUTRA PESSOA] - deixe as bicicletas e siga a outra pessoa. que age como uma artista faminta, acariciando a barba como um gato confuso, uma curta distância que ela percorre embaçada. gira em água, efervescendo comprimidos de vitaminas. será verdade que todo movimento implica um ponto estável anterior ou começa mais atrás? como a suspeita furtiva de que alguém havia ativado as legendas erradas e não queria voltar ao início. você não pode separá-lo. como ela ri quando está mais forte. hera, como ela brilha através das folhas, como fica invisível. isomorfia, diz a outra pessoa, que forma você consegue manter? se eu te tocar, aqui, e não te disser onde está. os pronomes em seu cotovelo, nade. nenhum deles chega até a parte de trás do seu cabelo, subindo o barranco. Poema da escritora alemã Lea Schneider.

 

SACADOUTRAS

 


OUTROS DITOS E DESDITOS – A única convicção que tenho é a de que não tenho convicção nem certeza alguma (LAM). Veja mais aqui e aqui.

Imagem: escultura do artista plástico, professor, poeta, escultor, gravurista e ceramista pernambucano Abelardo da Hora (1924-2014).

Ouvindo: Qui nem jiló, de Luís Gonzaga e Humberto Teixeira, numa interpretação de anos, apenas ao violão, da cantoramiga Eliane Ferraz.


O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS – Belíssimo documentário de 2009, produzido pela filha do homenageado, Denise Dummont, e dirigido por Lírio ferreira, em homenagem ao advogado, poeta, político e compositor Humberto Cavalcanti Teixeira (1915-1979), grande parceiro de Luís Gonzaga, o Rei do Baião. O filme é tocante e maravilhoso, principalmente pela oportunidade de rever cenas de antanho e da lindíssima Denise homenageando seu pai. Veja mais aqui.


EXCESSO DE INFORMAÇÃO PROVOCA AMNÉSIA – Em uma entrevista concedida a um veículo da imprensa brasileira, o escritor e semiólogo Umberto Eco, esbravejou:  A internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhecimento. A longo prazo, o resultado pedagógico será dramático. Veremos multidões de ignorantes usando a internet para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papos e busca de notícias irrelevantes.[...] Seria preciso criar uma teoria da filtragem. Uma disciplina prática, baseada na experimentação cotidiana com a internet. Fica aí uma sugestão para as universidades: elaborar uma teoria e uma ferramenta de filtragem que funcionem para o bem do conhecimento. Conhecer é filtrar. Veja mais aqui e aqui.


A PANE DE DÜRRENMATT – Quando li A pane, do escritor e dramaturgo suíço Friedrich Dürrenmatt (1921-1990), tomei um susto! Veja como ele começa sua narrativa: Haverá, ainda, histórias possíveis! Temas para escritores? Aquele que não quiser falar em si, generalizar seu eu de modo romântico, lírico, que não quiser sentir a obrigação de relatar, com absoluta veracidade, suas esperanças e fracassos, dissertar sobre a sua maneira de agradas às mulheres, como se a veracidade transportasse tudo isso para o campo geral em vez de para o da medicina ou, quando muito, da psicologia; àquele que não quiser proceder assim, tendo o assunto diante de si como o escultor a seu material, trabalhar e se desenvolver nele e, como uma espécie de clássico, tentar não desesperar-se logo, embora seja quase impossível negar o absurdo que surge sempre; aí, então, o escrever se torna mais difícil, raro e também inútil. [...] E se o autor se recusar, mais e mais obstinadamente a uma produção dessas, por estar ciente de que o motivo de sua história existe nele, em seu consciente e inconsciente, dosado em relação a cada caso, em sua crença e dúvida, e pense também que justamente isso não é da conta do público, sendo suficiente o que escreve, realiza e dá forma; que mostre, de modo agradável, apenas a superfície e somente nela trabalhe; deverá calar-se quanto ao mais, sem comentários e conversa fiada? Se chegar a essa conclusão, irá deter-se, vacilar, sem saber como agir; isso por certo, é inevitável. Surge, então, a desconfiança de que não há mais nada a contar, e a renúncia é, seriamente, considerada. Talvez ainda sejam possíveis algumas sentenças. Alem delas, porem, apenas um giro no campo da biologia, com o intuito de, ao menos em pensamento, aproximar-se da explosão da humanidade, dos bilhões que avançam, da ininterrupta produção dos úteros; ou no da física, da astronomia, visando, a bem da ordem, prestar contas do andaime onde oscilamos. [...] Por este mundo de panes segue o nosso caminho, em cuja beira poeirenta, junto ao reclame de sapatos Bally, Studebaker, sorvete e de cruzes marcando acidentes, ainda existem algumas histórias possíveis, onde através de um rosto comum a humanidade espreita e azar sem propósito se generaliza, tribunal e justiça se tornam visíveis, talvez até clemência, refletida por acaso no monóculo de um ébrio (Friedrich Dürrenmatt, A pane. Rio de Janeiro: Globo, 1964). Veja mais aquiaqui.


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Literatura: Modernidade x Pós-Modernidade aqui.

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Crença, Gabrielle D´Annunzio, Jack Kerouac, Al Jarreau, José Antônio da Silva, Edgar Rice Burroughs, Benício, Kristen Stewart & A princesa que amava insetos aqui.
Celso Furtado & O capitalismo global, Lucia Santaella & Linguagens Líquidas, Pierre Lévy & O Virtual, Cibercultura & Narrativas midiáticas contemporâneas aqui.
Al-Chaer, José Terra Correia, Vanice Zimerman Ferreira, Marisa Queiroz, Psicologia da Saúde, Elisabeth Kubler-Rossa & a morte e o morrer, Direito Ambiental & Simone Lessa aqui.
Caudal do Una de Pelópidas Soares, Cartilha do cantador de Aleixo Leite Filho, Afonso Paulo Lins, Carmen Silvia Presotto, Natanael Lima Filho, Adriano Nunes & Eliane Auer aqui.
O trabalho: escravidão, subordinação e desemprego aqui.
Erich Fromm, Sigmund Freud, Roland Gori, Alan Watts & Eduardo Gianetti aqui.
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Big Shit Bôbras: e num é que o Padre Cícero matou duas aqui.
A fenomenologia de Edmund Hurrserl, O bacanal do Boechat, Jacques Demolay & Programa Tataritaritatá aqui.
Brincar para aprender, Sistema Endócrino, Argemiro Correa, Nó na Garganta: Jan Claúdio & Eduardo Proffa aqui.
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Desdita de Tripa, Maria Helena Vieira da Silva & Walter S. Parker aqui.
Trajeto Fatal, Bajado, Ascenso Ferreira & Jessiva Sabino de Oliveira aqui.
Proezas do Biritoaldo: Quando Deus Num Quer, Santo Num Voga aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
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sábado, junho 26, 2010

ROSEGGER, PREMCHAND, BAUDRILLARD, DÜRRENMATT, AGOSTINHO, DUMAS, LESLEY SANDERSON, KATE BUSH, ANTÔNIO CÂNDIDO, STERNHEIM & APRENDIZAGEM


 
A arte da artista malaia Lesley Sanderson.

SABE AQUELA... (DE UMA LEITURA DE PREMCHAND) – Estalou. Ao terminar a leitura da Pane de Dürrenmatt, uma insistente coisinha de um estalo e começou a remoer nas catracas da cachola feito uma cantiga de grilo insistente a me perseguir desde as indagações das primeiras páginas provocadoras da obra: o que há mais para contar? Se o seu teatro épico me impressionava, dele ficou: Uma história não está terminada até que algo tenha dado extremamente errado. Ah, mais uma vez, os labirintos dos paradoxos de Agostinho voltava à tona e eu me perdia em profundas elucubrações. Foi que nem bem havia começado a refletir, dei logo de cara com os escritos de Premchand. Quem? Aquele escritor hindu, o Munshi Premchand (1880-1936), para mim, bastante esclarecedor. Como ele era um vigoroso escritor que falava sobre homem do campo e seu povo, de pobreza e exploração, de castas e vida comunitária nas vilas, cortava com sua afiada pena a hipocrisia e a falsidade, facilitando a contextualização. Ao me deparar com suas expressões, logo fui me dando conta: De que grandeza eu tenho que preciso contar a alguém? Eu vivo como milhões de pessoas neste país; eu sou comum. Minha vida também é comum. Eu sou um professor de escola pobre sofrendo trabalhos familiares. Durante toda a minha vida, estive afundando com a esperança de poder me libertar de meus sofrimentos. Mas não fui capaz de me libertar do sofrimento. O que há de tão especial nesta vida que precisa ser contado a alguém? Até parecia que era carregado de interrogações. Até que ao final, ele trouxe seu categórico arremate: É dever de um escritor proteger e argumentar em favor daqueles que são oprimidos e sofredores, sejam indivíduos ou grupos privados. Ah, assim foi meu aprendizado no início da adolescência: a vida, o tempo, tantas voltas. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.


DITOS & DESDITOS: Nunca teria havido ciências humanas nem psicanálise se tivesse sido milagrosamente possível reduzir o homem a comportamentos racionais. Pensamento do sociólogo francês Jean Baudrillard (1929-2007). Veja mais aqui.

ALGUÉM FALOU: Acho que uma das coisas mais sinistras da história da civilização ocidental é o famoso dito atribuído a Benjamim Franklin, ‘tempo é dinheiro’. Isso é uma monstruosidade. Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida, é esse minuto que está passando. Daqui a 10 minutos eu estou mais velho, daqui a 20 minutos eu estou mais próximo da morte. Portanto, eu tenho direito a esse tempo. Esse tempo pertence a meus afetos. É para amar a mulher que escolhi, para ser amado por ela. Para conviver com meus amigos, para ler Machado de Assis. Isso é o tempo. E justamente a luta pela instrução do trabalhador é a luta pela conquista do tempo como universo de realização própria. A luta pela justiça social começa por uma reivindicação do tempo: ‘eu quero aproveitar o meu tempo de forma que eu me humanize’. As bibliotecas, os livros, são uma grande necessidade de nossa vida humanizada. Temos que entender que tempo não é dinheiro. Essa é uma brutalidade que o capitalismo faz como se o capitalismo fosse o senhor do tempo. Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida. Pensamento do crítico literário e sociólogo Antônio Cândido (1918-2017). Veja mais aqui.


Curtindo a música da antor e compositora britânica Kate Bush, seus álbuns The Kick Inside (1978), Linhoeart (1978), Never for ever (1980), The dreaming (1982), Hounds of love (1985), The whole story (1986), The sensual world (1989), The woman’s work (1990), The red shoes (1993) e Aerial (2005).

DE AMOR, VIDA & TUDO MAIS – Em amor, não há último adeus, senão aquele que se não diz. Prefiro os canalhas aos imbecis. Os canalhas, pelo menos, descansam de vez em quando. Só os que padecem um extremo infortúnio estão aptos a usufruir uma extrema felicidade. É preciso ter querido morrer para saber o que vale a vida. As feridas morais têm sempre essa particularidade: ocultam-se, mas não se fecham nunca; sempre dolorosas, sempre prontas a sangrar quando se lhes toque, conservam-se, porém, no coração, vivas e abertas. Os homens verdadeiramente generosos mostram-se sempre indulgentes quando a desgraça do inimigo ultrapassa os limites de sua aversão. Expressões do escritor francês Alexandre Dumas, pai (1802-1870). Veja mais aqui.

UMA POESIA POR DIA, NEM SABE O BEM QUE LHE FARIAUm pouco mais de paz e um pouco menos de debate, / um pouco mais de bondade e um pouco menos de ódio, / um pouco mais de amor e esqueça o ciúme, / e mais da verdade – agora isso nos liberta! / Não tanto de luta, mas de paz a seguir, / não tanto de mim, mas um pouco mais de você, / não tenha medo nem desânimo, mas mais empresa / e força para agir – agora isso seria sensato! / Sem tristeza e escuridão, mas a luz vamos mostrar, / nenhum desejo ardente, mas um alegre desapego, / com muito mais flores para alegrar o destino, / e não apenas nos cemitérios – pois é tarde demais! Poema do poeta austríaco Peter Rosegger (1843-1918).

O CINEMA DE ALFREDO STERNHEIM
A arte do cineasta, diretor, jornalista, escritor e roteirista Alfredo Sternheim (1942-2018): Fêmeas que topam tudo (1987), Sexo doido (1986), Sexo em festa (1986), Borboletas & garanhões (1985), Sexo Livre (1985), Sexo dos anormais (1984), Sexo em Grupo (1984), Variações do sexo explícito (1984), Sacanagem (1983), Tensão e desejo (1983), Amor de perversão (1982), Brisas do amor (1982), As vigaristas do sexo (1982), As prostitutas do Dr. Alberto (1981), Violência na carne (1981), Corpo devasso (1980), Herança dos devassos (1979), Mulher desejada (1979), Lucíola, o anjo pecador (1975), Pureza proibida (1974), Anjo loiro (1973), Aguelhas mulheres (1973), Paixão na praia (1971), entre outros. Veja mais aqui, aqui & aqui.


ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM – O presente trabalho pretende abordar as questões acerca das estratégias de aprendizagem, seu conceito, indicadores, estilos e tipologia, a partir de Morales e Alfonso (2010), tendo em vista a importância da adoção e definição dessas estratégias por parte dos alunos, sendo, portanto, uma das mais importantes ações da prática docente. Pela importância dessas estratégias de aprendizagem se faz necessário que o professor esteja atendo para incentivar e promover a descoberta de preferências de aprendizagem para que o aluno adote as suas estratégias e, com isso, possa tornar a aprendizagem eficiente e eficaz. CONCEITO DE ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM - As estratégias de aprendizagem, conforme Morales e Alfonso (2011), são entendidas como processo de escolha, coordenação e execução das habilidades, procedimento adotado para desenvolvimento e realização de determinada tarefa e que refletem os processos utilizados pelo estudante para responder às demandas de uma situação de aprendizagem. Essas estratégias de aprendizagem são definidas, conforme Morales e Alfonso (2001, p. 1), como “[...] seqüências de procedimentos ou atividades que se escolhem com o propósito de facilitar a aquisição, o armazenamento e/ ou a utilização da informação”. São essas estratégias as formas de se lidar com as organizações dadas na situação de aprendizagem e apresentação das informações. Possuem as estratégias de aprendizagem a função de superar dificuldades e de discernir incompatibilidades entre as preferências individuais, a assimilação de organização da aprendizagem e a apresentação das informações, potencializando a aprendizagem para tornar-se mais eficiente. O objetivo principal da aprendizagem é ensinar a pensar, ao visar a busca pela autonomia, o senso critico e a independência do educando. Essas estratégias de aprendizagem envolvem estilos cognitivos no contexto de uma forma automática de resposta às informações e situações que se encontram presentes no ser humano desde o seu nascimento e que afetam seu comportamento individual e social. Envolvem essas estratégicas os estilos que definem o desempenho, interferindo na aprendizagem e no comportamento do ser humano diante da necessidade de resolução de problemas. Vê-se, portanto, que as estratégias de aprendizagem são dotadas de importante papel no rendimento escolar e no processo de aprendizagem porque definem a intencional e consciente tomada de decisão do aluno. Por essa razão, essas estratégias são fundamentais dependendo da forma que são assimiladas para a condução dos atos, a relação com o meio e a resolução de situações. INDICADORES PARA EXECUÇÃO DA ESTRATÉGIA DE APRENDIZAGEM - Encontra-se em Morales e Alfonso (2011) que os indicadores que definem as estratégias de aprendizagem, são a conscientização e a adaptabilidade. Entendem os autores como conscientização a ação estratégica representada no entendimento das conseqüências de uma escolha, ou seja, baseada na atividade metacognitiva que reflete na adoção e implementação do processo mental, assimilando a causa, conseqüências e efeitos. A adaptabilidade, para os autores em estudo, está na regulação do comportamento antecipadamente com o curso da ação logo após a tomada de decisão, antevendo e planejando o curso da ação para que se possa sentir firmeza, redesenhar quando houver necessidade, avaliar e, por conseqüência, corrigir, se necessário, os resultados desejados a serem alcançados. Esses comportamentos se encontram nas estratégias de aprendizagem como a capacidade de planejamento, antecipação e auto-regulação da atividade intelectual, expressos pela linguagem e comportamento externo, significando, assim, que o aluno tenha a capacidade de formular e verbalizar procedimentos que determinam conhecimento de causa das suas decisões tomadas. OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM - Os estilos de aprendizagem são representados pelo método utilizado para aquisição de conhecimento, sendo, portanto, o modo de comportamento durante o aprendizado. Esses estilos são influenciados por diversos fatores em relação à seleção e representação das informações. A percepção desses estilos de aprendizagem pelo professor possibilitará a aquisição de indicadores de ensino que se tornarão úteis para melhor trabalhar a aprendizagem dos alunos. TIPOLOGIA DAS ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM - A tipologia das estratégias de aprendizagem compreende o aspecto disposicional da estratégia e suporte, o controle e contexto, busca e seleção de coleta de informações, processamento e utilização da informação adquirida, replicação de armazenamento, personalização e criatividade, e recuperação da informação. A estratégia disposicional do suporte, são aquelas estratégias que, segundo Morales e Alfonso (2011), procede ao andamento do processo, ajudando a sustentar o esforço, e dividem-se em emocionais e afetivo-auto-gestão, compreendendo a integração dos processo motivacionais, auto-estima, atitudes apropriadas, sendo de competência, relaxamento, ansiedade, redução de estresse, entre outras. A estratégia de controle se refere à criação de condições ambientais adequadas, controle de espaço, tempo, material, entre outras. As estratégias de busca e seleção de coleta de informações integram a localização, recolhimento e tratamento de informação, estabelecendo critérios e mecanismos de seleção. As estratégias de processamento e utilização da informação adquirida envolvem estratégias. de atendimento que objetivam controlar e focalizar a atenção na tarefa com a  codificação estratégica de desenvolvimento e organização das informações, controle dos processos de reestruturação e de personalização da informação, integração na estrutura cognitiva através de táticas como sublinhado, epigrafia, esboço, resumo, mapas conceituais, tabelas de resumo, entre outros. As estratégias de replicação de armazenamento controlam os processos de retenção na memória e de curto e longo prazo, por meio de táticas como a cópia, a repetição, dispositivos mnemônicos, que estabelece conexões significativas, entre outras. As estratégias de personalização e criatividade incluem o pensamento crítico, o reprocessamento de informações pessoais, propostas criativas, entre outras. As estratégias para recuperação de informação controlam os processos de recordação e de recuperação por meio de táticas, tais como exercícios de memória, a recuperação da informação seguindo a rota de conceitos relacionados, bem como as estratégias de comunicação e utilização de informações adquiridas, que podem usar efetivamente as informações recolhidas para o trabalho acadêmico e a vida cotidiana por meio de táticas, tais como relatórios, desenvolvimento de síntese de aprendizagem, testes de simulação, autoperguntas exercícios de aplicação e transferência, entre outras. Também como estratégias metacognitivas que regulam e controlam a avaliação do conhecimento e controle das várias estratégias e processos cognitivos, de acordo com os objetivos da tarefa e, dependendo do contexto. Contudo, tem-se encontrado inúmeros modelos de estratégias de aprendizagens que são utilizadas, tais como aprendizagem recíproca, treino estratégico e estratégias específicas, que apesar de se mostrarem numa variedade tipológica, todas convergem para a necessidade de adoção de modelo metodológico de estratégia de aprendizagem com o fito de superar deficiências e ajudar na execução de tarefas, situações e tomadas de decisão. CONCLUSÃO - O ensino de estratégias de aprendizagem garante ao processo educacional a busca pela aprendizagem eficiente e eficaz dos alunos, fomentando a sua autonomia, independência e cidadania. Esse ensino deve ser ministrado com o objetivo do aprender a aprender, acrescido da pratica de diferentes dinâmicas combinadas para despertar as preferências de aprendizagens. A importância da adoção de estratégias de aprendizagem é fundamental no processo instrucional, tendo em vista possibilitar a abertura de perspectivas que promovem a potencialização da aprendizagem, superando dificuldades, obstáculos e deficiências de natureza pessoal e ambiental, obtendo êxito no desenvolvimento das atividades escolares. Veja mais aqui, aqui & aqui.
REFERÊNCIAS
MORALES, D.; ALFONSO, Y. La importância de promover em el aula estratégias de aprendizaje para elevar el nível acadêmico em los estudiantes de Psicología. Revista Iberamericana de Educação, 2010. 




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MÁRIO QUINTANA, ANNE BOYER, KATE MANNE & JONES MANOEL

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Aroma da memória, flor despetalada... – Bella não era Isabella, a cantora perturbada do Blue Velvet . Nem a...