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sábado, abril 22, 2017

O BRASIL & OUTROS BRASIS, SICKO DE MOORE, SOS SAÚDE & BEATRICE TOSI.

O BRASIL & OUTROS BRASIS -Tem Brasil pra todo gosto, quem manda é o freguês. Todo mundo está careca de saber que tem o Brasil pra FIFA, pra Fórmula 1, pras Olimpíadas, tem até o mundo todo dentro do Brasil. Duvida? Tem o das tantas e muitas crenças e cultos, dos tantos e muitos carnavais, de todas as ideologias, das loterias & apostas, das festas de dia santo e feriados, das ondas de todas as modas, das gafes e chistes, da hipocrisia e falso moralismo, do que se diz que é e não é, do que não se diz e é, da propaganda enganosa, do BBB, dos telejornais – que apesar da espetacularização e da instantaneidade, mostra só uma banda das bandas: os interesses dominantes; tem o da roubalheira e das belezas naturais poluídas; o dos políticos que abusam do óleo de peroba, o das florestas que quase nem existem mais; o dos novos ricos e falidos metidos a besta; o das epidemias de todos os tipos de epidemias que logo viram calamidade pública e até as que foram erradicadas ou as que nunca existiram e aparecem assim do nada de repente quando menos se esperava; tem o dos helicópteros e dos recordes negativos, o dos remédios e placebos de ocasião, o da soja, o da cana, o do ouro que ninguém sabe de onde vem, o do tráfico de tudo, o da formação de todas as quadrilhas, o dos fazendeiros e latifundiários de todas as monoculturas, o dos bacanas, o dos salafrários, o dos sacanas e o dos usurários, e tantos muitos outros que se misturam e se renovam na mais inovadora diversidade. Tem Brasil de todo tipo: o do primeiro mundo que é só de fachada, o do segundo mundo pras arrumações dos seletos e servir ao primeiro, e o terceiro que é a tragédia de tudo e ninguém faz nada porque não se vê no meio da desgraça, mas que serve ao primeiro e ao segundo, sim senhor, tudo certo, muito bem. Tanto é que em uma pesquisa os brasileiros foram indagados: - Você é feliz? Sou, dentro da minha realidade, sou (e essa a resposta da esmagadora maioria consultada de norte a sul, leste a oeste do país). E o brasileiro é feliz? Nunca, nunquinha (resposta de 100% dos entrevistados). E você nasceu e vive aonde mesmo? Nasci e vivo no Brasil (idem anterior). E é? Eu, hem!?! Que coisa! Pois é. O Brasil de verdade, esse é pouco, senão minimamente mostrado, afora o que não é nem cogitado quanto menos visto – mesmo que se veja ou esteja a um palmo do nariz é ignorado. Tem até o Brasil dos invisíveis, esse o maior de todos: ninguém vê, não sai na telinha, é reprimido e expulso pras escondidas periferias e pendurados na beira de qualquer morro em qualquer cidade desse Brasilzão afora, sem contar com a que ninguém vai ou nem quer saber. Se tantos ou muitos, ainda é pouco. Na verdade, por trás de cada um há outros Brasis. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

O BRASIL & OUTROS TANTOS BRASIS
O Brasil é o país da violência institucional. As primeiras e principais vítimas: todo cidadão e cidadã deste país que, inevitavelmente, precisam dos serviços públicos. Os servidores são conscientemente algozes dos primeiros e, inconscientemente, as segundas vítimas de um sistema perverso que permeia a engrenagem de toda disfuncional burocracia brasileira que só serve pra uns poucos milhares de gatos pingados lavarem a jega. (LAM)

Veja mais sobre:
O Brasil na festa do Fecamepa, a música de Marlos Nobre, a literatura de Anna Bolecka, a arte de Adriana Varejão & Sophia Monte Alegre aqui.

E mais:
Numa roda de choro, Chorinho brejeiro de Dalton Trevisan, Almanaque do choro de André Diniz da Silva, a música d’O Charme do Choro, a pintura de Marina Bonifatti & Sérgio Marques da Silva Júnior aqui.
O jacaré & a princesa, Catxerê, a mulher estrela, a Metafísica de Immanuel Kant, Lolita de Vladimir Nabokov, a música de Bach & Yehudi Menuhin, o teatro de Thomas Stearns Eliot, o cinema de Éric Rohmer, a arte de Mae West. a pintura de Paul Sieffert, Domingo com Poesia & Natanael Lima Júnior aqui.
Aurora nascente de Jacob Boehme, a Teoria Quântica de Max Planck, o teatro de William Shakespeare, a música de Pixinguinha, o cinema de Michael Moore, a pintura de Marcel René Herrfeldt, a arte de Brigitte Bardot & a Biopoesia de Silvia Mota aqui.
Educação & direito ambiental porque todo dia é dia da terra aqui.
Eu & ela naquela noite todas as noites aqui.
O evangelho de José Saramago aqui.
Günther Jakobs & o direito penal do inimigo e do cidadão aqui.
Educação Infantil, a psicologia de Abraham Maslow, a música de Sergei Rachmaninoff, a poesia de Nauro Machado, a pintura de Edgar Leeteg, A pesca das mulheres, a arte de Luz del Fuego & Lucélia Santos aqui.
O teatro de William Shakespeare, a literatura de Émile Zola & Hans Christian Andersen, Casanova de Fellini, a música de Emmylou Harris, a escultura de Harriet Hosmer, a Rainha Zenóbia, a pintura de Max Ernst & Contos de Magreb aqui.
Até onde o amor levar, Sidarta Gautama, o teatro de Constantin Stanislavski, a música de Maria Rita, a escultura de Carlos Baez Barrueto, a pintura de Clare Rose, Luciah Lopez & a poesia de Ieda Estergilda de Abreu aqui.
Da vida, meio a meio, O suicídio de Karl Marx, a poesia de Mário Quintana, a música de Girolamo Frescobaldi & Jody Pou, A estrutura do todo de Andras Angyal, a fotografia de Mário Cravo Neto, a pintura de Mario Zanini & Arna Baartz aqui.
O poema nasce na solidão, a poesia de Adélia Prado, a psicanálise de Carl Gustav Jung, a psicologia educacional de David Ausubel, a arte de Salvador Dali & Cristiana Reali, a música de Cynthia Makris, a pintura de Catherine Abel & Luciah Lopez aqui.
Andejo da noite e do dia, O caminho interior de Graf Dürckheim, A cultura da educação de Jerome Bruner, a poesia de Giuseppe Ungaretti, a música Ricardo Tacuchian, a fotografia de Ana Carolina Fernandes, a coreografia de Célia Gouvêa, a pintura de Tess Gubrin & Kerry Lee aqui.
Nunca fui e quando inventei de ir não era pra ter ido, A pedagogia do sonho de Paulo Freire, O narratário de Vitor Manuel de Aguiar e Silva, a literatura de Tessa Bridal, a música de Quinteto Violado & Dominguinhos, a escultura de Pedro Figueiredo, a arte de Marcela Tiboni & a pintura de Victoria Selbach aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

SICKO: A SAÚDE DE LÁ – E A DE CÁ, COMO SERÁ?
Sicko (S.O.S. Saúde, 2007), drama independente do cineasta Michael Moore que trata do sistema de saúde dos Estados Unidos, analisando as crises e observando porque milhões continuam se seguro saúde adequado para tratamentos. PS: Se lá que é lá é assim, como será aqui no Brasil? Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Arte da artista italiana Beatrice Tosi.
Veja mais aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.
 

terça-feira, agosto 02, 2016

HAROLDO DE CAMPOS, GENETON MORAES, BRIAN DUFFY, LEO LOBOS, BUTTERFIELD, ADRIANA ZAPPAROLLI, LAURA BARBOSA, FONTE & BRASIS


OS TANTOS E MUITOS BRASIS – Não há um Brasil só, muitos: o do Norte, o do Nordeste, o do Sul & Sudeste, o do Centro Oeste; o de Pindorama que foi e é sempre preado, encurralado, dizimado, estornado e injustiçado. Há o Brasil dos que pagam todos os patos e contas – os Fabos que são carrascos pela subserviência e que transitam nos propinodutos perenizando a corrupção, e, também, os absortos quase desconectados com seus umbigos no presente que não estão nem aí pra quem pintou a zebra e só querem ver o circo pegar fogo. Também o Brazil dos que queriam que fosse noutro lugar (na Europa ou nos USA, por exemplo) e que deveria ser grafado “z” e não com “s”, que são aqueles que tiram daqui tudo pra sua riqueza e gastar lá fora, só na exploração e cavilação de botar pra ferrar nos que são bestas – como eu - e não podem sair daqui nem dali nem ir pra nenhum outro lugar porque não tem onde cair morto. Há ainda o Brasil das duas Histórias: a oficial paradisíaca, ricaça e cheia de heroísmo, pacifismo, perfurmaria e mentiras escondidas em baixo do tapete; e a outra verdadeira escondida porque envergonha e ninguém se lembra, a que é feudal e oligárquica, golpista, desumana e só pro compadrio, carregada de sangue, injustiça, safadeza, carteiradas e blefes. Todos esses Brasís são o mesmo Brasil que ninguém leva sério e só serve pra piadas no mundo inteiro por suas anomalias, contradições e paradoxos: o do Fecamepa, o do Big Shit Bôbras da esculhambação na maior zona geral; o do Hino – que ninguém sabe cantar – e da Bandeira que tripudia e só tem Ordem e Progresso no nome. Há muitos outros e tantos, todos esses Brasis são um só e que faz parte dos quase 200 milhões e lá vai tampão de Brasís que pipocam aos tantos para ser muitos e quase nenhum. Esse o verdadeiro Brasil de zis Brasís. E vamos aprumar a conversa & tataritaritatá! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA: FONTE
Quero que você me venha de manhã plantar a luz do sol
Com sua fonte a minar e em mim se escorrer
E aguando esta ternura a gente dê vontade de nascer:
Beijar-lhe o ventre e ver a vida a rolar
Vai ser demais!
O tempo vai ruir pra nós, desexistir
Incendiar o corpo, a voz
A sede saciar na foz, assim, asssim, sedento
A diluir-se em flor pelos confins
Em você está o que sou eu, será promessa inteira do querer?
Amor, que vai ser de mim
Se um dia essa vontade de viver perder o amor de vista
E esquecer angústia de não ter raiz? O ar desvencilhar-se do nariz?
Será de mim, o que será do meu coração?
Será de mim...
(Fonte, letra & música de Luiz Alberto Machado. Crônica de amor por ela. Veja mais abaixo & aqui. Veja o clipe aqui)

PESQUISA:
[...] A poética sincrônica (estético-criativa), no sentido em que a conceituo para propósitos bem definidos, está imperativamente vinculada às necessidades criativs do presente: ela não se guia por uma descrição sincrônica estabelecida no passado, mas quer substituí-la – para efeitos, inclusive, de revisão do panorama diacrônico rotineiro – por uma nova tábua sincrônica que retira sua função da literatura viva no presente. [...].
Trecho da obra A arte no horizonte do provável (Perspectiva, 1977), do poeta e tradutor Haroldo de Campos (1929-2002). Veja mais aqui e aqui.

LEITURA
É difícil ser um pássaro / e voar contra a tormenta / melhor é como um gato estar / sempre atento às brasas / cerca da chaminé / e escutar / sempre atento escutar / três línguas diferentes falarem / um idioma fascinante / misterioso e conhecido / ouvir e ir em sua música / em suas luzes e próprias / e universais sombras / fotografar / por um só segundo / fotografar com os olhos seus perfis / de ser possível / flutuar /dentro / da sala / como / um pássaro / na / tormenta.
Poema Três mulheres, um piano, um gato e uma tormenta (tradução de Adriana Zapparoli) & a arte do poeta, ensaísta, tradutor e artista visual chileno Leo Lobos. Veja mais aqui e aqui.

PENSAMENTO DO DIA:
[...] As queixas que eventualmente se fazem sobre a morte da reportagem têm razão de ser. Afinal, só quer ser repórter, hoje, quem é dono de uma irresistível vocação masoquista. É melhor ser um bem-remunerado cirurgião de textos alheios. [...].
Trecho de apresentação da obra Cartas ao planeta Brasil (Revan, 1988), do jornalista e escritor Geneton Moraes Neto.

IMAGEM DO DIA
A arte do fotógrafo e produtor de cinema Brian Duffy (1933-2010).

Veja mais sobre Nascente publicação lítero-cultural, Maurice Maeterlinck, Naná Vasconcelos, Psicologia da Saúde, Peter Weiss, Marcelo Grabowsky, Albert Edelfelt, Leo Lobos & Companhia de Ballet Eliana Cavalcanti aqui.

DESTAQUE: ADRIANA ZAPPAROLLI

POESIA & IMAGEM: A EXPRESSÃO DO VERBO NA DANÇA VISUAL DOS SENTIMENTOS
Sentimentos de Adriana: verso, corpo e alma. Imagens: a mística expressão Zapparolli. E quase mais nada restava dizer depois da completude captada pelo Alfaya: a inteireza revelada. Mas como a poesia é reinvenção e a imagem suscita novos e outros olhares, novas possibilidades surgem da exploração dos atributos poéticos que brotam do eu que “nasce silêncio sem ter sido alma” porque a “poesia queima num espaço inapropriado pela paz que arranco de dentro de mim e insiro em ti em vão”. Poesia, imagem. Poesia & imagem abstratas: intimista em movimento a dançar as ambiguidades flutuantes na atmosfera do verso que se mostra do enleio e contorno dos seios no calor do encontro e o destroço da despedida, capturando escassez e excesso, estiagens e tormentas, recomeços e refazimentos, sinuosidades, sinergias, versos. Verso que vem das profundezas do corpo e sai pelo dorso carregando a palavra de sangue no desejo feito fogo-fátuo eternizado na memória das remotas lembranças, exorcizando os tantos significados que se revelam no espelho que é a própria poeta que se faz poesia na nudez coberta de pólen para medir a vida e migrar dos dias e noites da sua hermética celebração de afetos. Verso delicado de artesã com seu rubro cântico nos lábios que adivinham os mistérios do amor na boca da noite dos furores uterinos e atravessam a jugular para sorverem a suntuosa magnificência do encanto que se refugia na própria alma, como o sabor do vinho degustado ardentemente na taça da vida, sem interditos ou maniqueísmos. Verso que experimenta sombrios mistérios impetuosos da fêmea na sedução do olhar de Medusa, no encanto que não petrifica e flana nua pelos implícitos abraços do poema com sabor de carne almejada. Verso que exercita o cheiro interceptado da flor do ventre que lateja e se faz guardiã da dança que sai como açoite das coxias anímicas para o banho onírico no mar aberto da nudez oculta pelo palpável desejo de zênite. Verso que convida a conhecer o olhar feminino que se faz transgressão inocentada por ser lâmina afiada para desvendar segredos, magnética por ousar mergulho na corrente do rio em êxtase, impetuosa por usurpar entre parêntesis, xeque mate, tochas dos flancos, pontos nevrálgicos, metas intransponíveis e a deixar no cúmplice leitor a inquieta idéia de perseguir essa aventura revelada de ser simplesmente mulher. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor estadunidense W. Cortland Butterfield (1904 - 1977).
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra – Peace in World, by Laura Barbosa.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja aqui e aqui.



quinta-feira, março 13, 2008

CECÍLIA MEIRELES, FOUCAULT, BÉCAT, ERRI DE LUCA, BRASIS, CORDEL, DROGAS & OUTRAS LOAS

 
A arte do pintor, gravador e ilustrador francês Paul-Émile Bécat (1885-1960). Veja mais aqui e aqui.

PARTILHA – Imagem do pintor, gravador e ilustrador francês Paul-Émile Bécat (1885-1960). - “(...) E por entre as coxas da noiva envolvente, a mulher com seus seios e o pássaro de crista celestial, foi ele enfim derrubado ardendo no leito nupcial do amor, no torvelinho do centro desejado, nas dobras do paraíso, no botão rodopiante do universo”. (Dylan Thomas, Conto de inverno). “(...) Debaixo de ti e de mim, tu e eu, sinceramente, teu cadeado afogando-se de chaves, eu, subindo e suando e criando o infinito entre tuas coxas”. (César Vallejo, Doçura por doçura). Saibam todos quantos virem esta canção entoada que eu amo esta mulher nua e linda como a terra que me faz abrigo e me reparte toda a felicidade universal de sua beleza ruidosa no meu coração. Saibam. E que este poema exaltado seja o testemunho do quanto vivo e me sou dado à propícia magia da boca fresca de uma mulher com o seu riso refulgente espalhando o prazer perpétuo, onde fecho os olhos para imergir no beijo e seja lá o que deus quiser. Por isso eu canto toda canção para ela nua e linda, porque eu conheço todas as astúcias de quem cavalga na minha carne onde o seu nome é o sexo úmido a pulsar exsudando gozo aos grandes goles. Por isso eu declamo aos quatro ventos todos os versos viscerais do meu poema imperfeito, porque conheço a fundura do paladar de quem se debruça oferecendo a maçã com um verso na mão estendida e uma poesia na carne de todos os molhos para que eu faça festa impudente e reine com açoites para ocultar-me no porão de sua alma. Por isso vou vociferando com meu coração barulhento todas as rezas da maior adoração de quem na lonjura conhece o abraço do jeito irrigado que tece a luz do sol e vou decidido a transpor além das margens e colunas do seu jeito crepuscular à maneira de quem soterra quente rajada do que sou por todos os lados até levar-me tapete mágico por todos os seus dons ao alcance do meu canto. Por isso sou terno eternamente grato porque conheço o perfume de quem me espera nua em cada esquina, porque conheço o aguaceiro que nos lava o íntimo envolto em névoas oníricas até sermos alagados de suspiros na luz rubra do archote que empunhamos em nome da paixão. Por isso sou reiteradamente grato porque conheço o namoro do olhar que não repara de nada e reata amorante as distâncias por todos os ângulos de espera e se arrasta até pôr-se de pé pedinte e acossada que eu seja infindável na minha poesia rústica até a fronteira que nos divide quando somos na total comunhão. Por isso me faço cantor para envolver os braços de cisne jurado de amar que não medem um palmo sequer, nem se demora um triz e prevalece na altura estelar adivinhando a vigília de quem é capaz de empreender a mais inescrutável loucura na voz que trespassa tudo a me dizer que amar é costume gostoso que dá na gente e faz da vida a festança de partilhar do amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


PENSAMENTO DO DIALiberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda. Pensamento da escritora, pintora, professora e jornalista Cecília Meireles (1901-1964). Veja mais aqui.

OS MUITOS BRASÍS - [...] A ideia de que somos um país privilegiado, pois do ponto de vista linguístico tudo nos une e nada nos separa, parece-me, contudo, ser apenas mais um dos grandes mitos arraigados em nossa cultura. Um mito, por sinal, de consequencias danosas, pois na medida em que não se reconhecem os problemas de comunicação entre falantes de diferenças variedades da língua, nada se faz também para resolvê-los. [...]. Trecho extraído de Problemas de comunicação interdialetal (Tempo Brasileiro, 1984), da professora Stella Maris Bortoni-Ricardo. Veja mais aqui, aqui e aqui.

EM NOME DA MÃE – [...] Com a ternura veio a gratidão. Ela acreditara em mim. Contra todas as evidências [...] Em seu belo rosto não se mexera sequer um músculo de suspeita [...] E ele tinha visto a sua Miriam pela primeira vez, porque era a primeira vez que eu o olhava sem baixar a fronte, como nem mesmo as esposas ousam fazer. [...]. Trecho extraído da obra Em nome da mãe (Companhia das Letras, 2007), do jornalista e escritor italiano Erri de Luca, contando a história de um amor materno por seu filho fecundado por um misterioso vento, durante uma viagem a terras ocupadas pelo exército romano.

MOIRÃO QUE VOCÊ CAI DE LOURIVAL E OTACILIO BATISTA - Lourival: Meu irmão, a hora é esta, / de travar-se um desafio! Lá vai uma, duas e três... Otacilio: Mas, em luta eu não conto / porque desanima a festa! Lá vai quatro, cinco e seis... Lourival: Meus versos ninguém destesta / proque desafio distrai! Otacilio: Cuido que você cai... Lourival: Caio tomando sorvete, / você levando cacete, / se foir por dez pés lá vai! Extraído da Antologia ilustrada dos cantadores (Fortaleza, 1976), de Francisco Linhares e Otacilio Batista. Veja mais aqui.

A DROGA É UM PRETEXTO – A obra A droga é um pretexto, do médico, psiquiatra clínico, perito de tribunais e especialista em problemas ligados à droga, Francis Curtet, aborda sobre as drogas e dependências químicas, lei e repressão, terapias de acompanhamento, prevenção, o máximo de carência, entre outros importantes assuntos abordados. Fonte: CURTET, Francis. A droga é um pretexto. São Paulo: Loyola, 2005. Veja mais aqui.

PROBLEMATIZAÇÃO DO SUJEITO – O livro Problematização do sujeito: psicologia, psiquiatria e psicanálise, de Michel Foucault, traduzido por Vera Lucia Avellar Ribeiro e organizado por Manoel Barros da Motta, trata acerca da psicologia de 1850 a 1950, loucura, sociedade, relação paterna, água e loucura, Derrida, Filosofia e Psicologia, loucura e sociedade, o grande internamento, experttise psiquiátrica, a casa dos loucos, bancar os loucos, bruxaria e loucura, asilo, Lacan, entre outros temas importantes. Fonte: FOUCAULT, Michel. Problematização do sujeito: psicologia, psiquiatria e psicanálise. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002. Veja mais aqui.


A arte do pintor, gravador e ilustrador francês Paul-Émile Bécat (1885-1960). Veja mais aqui e aqui.


ISSO É BRASILSILSILSILSILSIL!!!!!!!

UM RECADO: No princípio era ARENA (lembra? Vixe, cabrunco reinou feio!). Depois, a cambada mudou de nome PDS (eita! Quase limpam tudo na marra!). Aí, mudaram de cara e cabelo: PFL (pensavam que enganavam e que a gente fosse os bestas, né?). E agora querem engalobar de novo: DEMO (democratas?! Onde?!!!??) – nem o diabo tá gostando disso, hehehehehehe!

DÓLARES: QUEM RESISTIRIA?

Quando vejo o remexido dessas cédulas fico imaginando: quem, autoridade que seja neste Brasil véio, aberto e sem porteira, que resistiria, hem?

PENSAMENTO DO DIA2: Quanto mais força para vencer na vida o cara faz, mais o cagador vai distribuindo o sucesso dos tolotes pela parte de trás.

ATENÇÃO!!! NO REINO DA TEIBEI

Uma recomendação preciosíssima pros apreciadores da água-que-passarinho-não-bebe, mas eu bebo sim sem correr o risco de assanhar ou danificar o frosquete. É que o povinho num tem o que fazer mesmo, hem? Essa é pros embeiçadores que começam no socialmente e findam invariavelmente na chapuletada acanalhadamente. Segura a onda! U-hu! Desce uma pro santo aí, meu!




Veja mais sobre

O encontro das sombras e olores, Cyro dos Anjos, Denis Diderot, Violeta Parra, Marieta Severo, István Szabó, Leo Putz, Erika Marozsán, Ida Rubinstein aqui.


E mais:
A Trupe do Fecamepa aqui.
Proezas do Biritoaldo Quando Risca Fogo, o Rabo Inflamável Sofre Que Só Sovaco de Aleijado aqui.
Painel das fêmeas, Lao Zi, Richard Flanagan, Heinrich Heine, Sally Nyolo, Fabiana Karfig, Gaspar Noé, Howard Rogers, Musetta Vander & Ação civil pública aqui.
Big Shit Bôbras: a chegada & primeira emboança aqui.
A Primavera de Ginsberg, Frederick Chopin, Valentina Igoshina, Paula Vogel, Jane Campion, Karl Briullov, Andréa Beltrão, Meg Ryan, Mademoiselle Dubois, Psicologia & Direitos Humanos, Cordel do Professor & Ísis Nefelibata aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora fanzaça parabenizando o Tataritaritatá!
Veja aqui e aqui.




CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...