
Curtindo
a Suite para harpa e orquestra
(2013), do compositor, bandeonista e maestro argentino Daniel Binelli, na interpretação da premiada compositora e harpista
Giselle Boeters & Orquestra
Filarmônica de Minas Gerais.
PESQUISA:
[...] é possivel para um telespectador entender
perfeitamente tanto a inflexão conotativa quanto a literal conferida a um
discurso, mas, ao mesmo tempo, decodificar a mensagem de uma maneira
globalmente contrária. Ele ou ela destotaliza a mensagem no código preferencial
para retotalizá-la dentro de algum referencial alternativo. Esse é o caso do
telespectador que ouve um debate sobre a necessidade de imitar os sabores, mas
"lê" cada menção ao "interesse nacional" como
"interesse de classe". Ele ou ela está operando com o que chamamos de
código de oposição. Um dos momentos políticos mais significativos (eles tambem
coincidem com os momentos de crise dentro das próprias empresas de televisão,
por razões óbvias) é aquele em que os acontecimentos que são normalmente
significados e decodificados de maneira negociada começam a ter uma leitura
contestatária. Aqui trava a "politica da significação" — a luta no
discurso.
Trecho
extraído da obra Da diáspora: identidades
e mediações culturais (UFMG/Unesco, 2003), do teórico cultural e sociologo
jamaicano Stuart Hall (1932-2014), refletindo
sobre a diáspora, a terra exterior, a questão multicultural, o pós-colonial,
representação e ideologia, estruturalismo, o legado teórico de estudos
culturais, as metáforas de transformação e a desconstrução do popular, raça e
etnicidade, teoria da recepção, entre outros ensaios, enfatizando as discussões
dos fenômenos estéticos e filosóficos a partir de uma perspectiva pós-colonial e
multicultural.
LEITURA
Sei que ando bem longe, / Distante de tudo, / Os olhos nos rostos, / Mas
vendo outros mundos, / Sei que estou por aqui, / Mas sempre adiante, / Perdida
no tempo, / Me perco no instante. / Sei que às vezes não escuto / Se
solicitada, / Por vezes, me calo, / Pensando no nada... / O passo estancado, /
A vida parada, / Um olho entreaberto / E o outro, fechado. / Perdoa-me o tempo
/ Em que perco tempo, / Perdoa-me o toque / Às vezes vazio, / Sei que ando tão
longe, / Mas nunca te esqueço, / É que ando pensando, / Me olhando do avesso...
Sei, poema da poeta e professora Ana Bailune. Veja mais aqui.
PENSAMENTO DO DIA:
Seres humanos, pessoas daqui e de toda parte,
vocês que são arrastado no grande movimento da desterritorialização, vocês que
são enxertados no hipercorpo da humanidade e cuja pulsação ecoa as gigantescas
pulsações deste hipercorpo, vocês que pensam reunidos e dispersos entre o
hipercórtex das nações, vocês que vivem capturados, esquartejados, nesse imenso
acontecimento do mundo que não cessa de voltar a si e de recriar-se, vocês que
são jogados vivos no virtual, vocês que são pegos nesse enorme salto que nossa
espécie efetua em direção á nascente do fluxo do ser, sim, no núcleo mesmo
desse estranho turbilhão, vocês estão em sua casa. Benvindos à nova morada do
gênero humano. Benvindos aos caminhos do virtual.
Trecho extraído da obra O que é o virtual? (34, 1996), do filósofo, sociologo e pesquisador
tunisiano Pierre Lévy. Veja mais
aqui e aqui.
IMAGEM DO DIA
A arte do artista plástico Eloir Júnior. Veja mais aqui.
Veja mais sobre Tunga, Airto Moreira &
Flora Purim, Alenxander Luria, José
Cândido de Carvalho, Ovídio, Didática do Teatro, Edgar Allan Poe,
Federico Felilini & Louis Wain aqui.
DESTAQUE:
... de você / eu quero a simplicidade / presa
num relicário / tesouro na palma da mão / coração em festa/oração / que não se
acaba ao cair da noite... / (( quero o silêncio dos segredos / soprados em
bocas de conchas marinhas / enquanto a maré recua e desnuda / a areia branca))
/ ...de você / quero a leveza / em carinhos_____ / feito escamas de peixe / reluzindo na luz
deste seu olhar / menino/poeta/ave marinha / sobrevoando o horizonte dos meus
olhos... / (( quero o eco das palavras / esculpidas na sua boca ecoando / pelo
marfim dos seus dentes/sorriso / que me encanta)) / ...de você / quero um
pedaço de sonho / costurado no meu sonho feito colcha de retalhos / que à noite
me aconchega, / me adormecendo na poesia/você.
CRÔNICA DE AMOR POR ELA
CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
A arte de Doris Savard
Recital
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