segunda-feira, setembro 03, 2012

ROSA MONTERO, JOHN LENNON, ORIDES FONTELA & LITERÓTICA

 

A arte do premiado artista estadunidense Bruce Nauman. Veja mais abaixo.

 


OS SIGNOS DA ABETARDA - Não a vi chegar porque eu lia sentado na guarita aguardando no ponto da condução. Virei-lhe as vistas e ela piscou o olho direito e me sorriu. Surpreso, logo se mostrou receptiva. Quebrou o gelo como quem viera do lago Kadyara do Níger emergindo das letras do récit initiatique peul (Julliard, 1969), do malinês Amadou Hampâté Bâ (1901-1991). Logo tomou corpo diante de mim como se crescesse das páginas do L’homme et i’nvisible (Imago, 1980), do etnólogo e historiador francês Jean-Henri Servier (1918-2000). Vi-lhe a nítida pata dupla de pássaro impressa na testa e outras duas no seio esquerdo à mostra pelo decote. Percebeu minha curiosidade e logo explicou que as adotara depois que uniu sua alma no casamento para a fecundidade e a alma descesse à matéria naquela cerimônia. Mais disse ser uma camponesa chamada Beatriz do Morro do Cabril e que, muito jovem, foi muito disputada entre os jovens. Dedicada ao trabalho levava seu rebanho influenciada pela avó: entre os sonhos das pastoras e príncipes. De repente um príncipe conquistador e belo apareceu e o sonho se realizara: foi levada para o paraíso. Ali viveu por um ano até que o seu marido saiu com um pedido a sua mãe para ajudá-la a ter seu filho. A mãe chegou ao palácio com a vida no neto que viria. Assim fez sobre a promessa de manter segredo irrevelável, coisa que ambas sequer entendia no pacto. E todos os dias a visitava, até que um dia encontrou o genro numa feira com o neto no colo, deu-lhe um recado dela. No exato momento em que a transmitira a mensagem, ambos desaparecem numa fumaça e nunca mais reapareceram. Ao final a genitora enlouqueceu porque ela também havia desaparecido. Sim? Ao ver-me atento ao seu relato, acrescentou que agora trabalhava recolhendo as cinzas espalhadas ao redor do leito de defuntos para que a alma deles fosse liberada para o seu voo. Para aplacar meu espanto me fez um convite: conhecer qualquer dia as Sete Pedras de Abetarda que são oito sumidouros da lixiviação na cúpula de Benthe, Ronnenberg na Baixa Saxônia. Estava mais curioso que aquiescente. E disse tratar-se de um lugar em que todas a pedras estão à beira da Nenndorfer Landstrasse, ao lado da entrada da pousada Zum Sieben Trappen, era ali onde Gograf realizava o tribunal com os membros do júri, admoestando acusados a serem honestos. A localização do monumento era o sinal de reparação, evitando brigas familiares após homicídios culposos ou a morte sem absolvição pela confissão ou sob a ameaça do castigo do inferno sem os últimos ritos da salvação. Reiterou então que o naquela localidade tanto poderia ser a cena de um crime como para orações, falsos juramentos, perjúrios, roubos, cobranças de dívidas, pagamento de salários, aviso aos mentirosos. Coincidentemente apontou adiante para uma grande ave jamais conhecida, com cristas de plumas finas – era o macho e não passava de enfeite efêmero simbolizando o mundo temporal, considerou. Era um majestoso otididae dos gruiformes, solitário de plumagem variada, gregário omnívoro, com seus elaborados rituais de acasalamento, tão imponente, daquele que corre e não voa, anda lentamente, se assustando com facilidade e fugindo em voos curtos. Era um macho estepário com longos bigodes e, só logo depois percebi que três fêmeas do pescoço fino acompanhavam-no: Sempre será assim porque nunca se afastará da terra, nem alçará altos voos. Sim? Ah, como uma criança que não sai do colo da mãe nem nunca se tornará maior quando adulto. Precisa ver o banho de espuma na primavera! Como é? Ah, é uma bonita parada nupcial com poses aparatosas nas planícies da Mongólia ou Sibéria. Mesmo? Estão em perigo de extinção. Como este pássaro, o mundo se mantinha num só pé, batendo asas e não se podendo apanhar, talqualmente os homens que brigam entre si, ferindo-se e se matando uns aos outros em todo momento. Era a primeira Abetarda, sabia lá o que era. Detalhou ser uma ave fabulosa que desprezava o caçador de quem escapava sempre e representa a aventura da alma humana. É mesmo? Pacientemente explicou-me que assim como o ar explica o pássaro, o homem se explicaria pelo invisível – e se referia ao invisível para representar o numinoso e o sagrado, uma realidade nada metafísica: a dimensão em que cada um dos homens se movia na humanidade. Mais enigmática e sensual confidenciou que o ocidente havia se desviado do caminho na angústia dada pela racionalidade, isolado pelo racismo e arrodeado de vozes sábias aos farrapos, quando a palavra seria sempre a senha das iniciações e que, infelizmente, havíamos perdido. O grande medo de uma aventura estranha, foi o que ela disse enquanto descruzava a perna para sentenciar gravemente ao meu ouvido: A morte é como o pôr do sol, tão necessária quanto o nascimento. Aquilo me assustou e ela se recompôs ajeitando o decote que se pronunciava, mas deixando à mostra um par de coxas provocantes reveladas sob a minissaia. Percebeu meu embaraço e indicou que a minha condução havia chegado: Vá, você já perdeu várias paradas, pode ir, a gente se reencontrará com certeza. Obrigou-me a seguir como se evitasse uma despedida. Subi os degraus e enquanto remexia as cédulas na carteira para pagar ao cobrador, o motorista deu partida e meus olhos firmes naquela que lá ficou com a promessa de que outro haveria de acontecer. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - O que desejamos são pressentimentos do potencial de que dispomos, o anúncio daquilo que somos capazes de realizar. O que queremos e podemos obter, nossa mente projeta para fora de nós, no futuro. Pensamento do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832). Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Vida é o que acontece a você / enquanto você está ocupado fazendo outros planos... Trecho da música Beautiful Boy (Double Fantasy – Geffen Records, 1980), do cantor, compositor e músico inglês John Lennon (1940-1980).

 

VENÚSIA – É uma cidade que está descrita no livro L’lle des femmes (Du monde nouveau, 1922), de Raymond Clauzel e é dominada pela Vênus Genetrix, na qual os homens são selecionados para a reprodução, treinados desde cedo para várias atividades e depois são entregues às mulheres como escravos. É um local em que as jovens mulheres são mantidas virgens para servirem ao exército, mas se durante o serviço perder a virgindade são queimadas vivas. Lá a líder Julia Senecion odeia os homens. Ao seu redor as masculinas e as venusianas – estas são convencidas da superioridade feminina. É difícil falar com elas, podendo-se usar o latim para se comunicar com elas. Sobre o local conta-se uma lenda de uma fada do mar que vivia girando dentro de uma caverna porque confiou a sua roca mágica a outra mulher que ficou rica, mas que perdeu tudo porque revelou o segredo. Também existe uma narrativa de Glénat de Zanzin, sobre Céleste Bompard que é uma "Coq en l'air", ou seja, um ás acrobático e que possuía talento, afora um ego desproporcional levando-o a constantemente ultrapassar os limites de sua técnica, aproveitando seu sucesso para seduzir o maior número possível de mulheres. Sua destreza evidentemente lhe rendeu grande sucesso com o sexo frágil. Alinha as conquistas. Contratado quando eclodiu a Grande Guerra, ele era responsável por transportar as cartas que os soldados do front escreviam para suas esposas. Mas durante uma missão, ele foi vítima de fogo inimigo e seu biplano cai em uma ilha misteriosa. Obrigado a sobreviver neste lugar visivelmente deserto, ele supera o tédio lendo as cartas que os peludos mandam para suas esposas. Um dia, enquanto navegava pelo local, ele descobre um Jardim do Éden inteiramente povoado por mulheres! Verdadeiras amazonas, tão belas quanto formidáveis, que são rápidas em capturá-lo para substituir seu atual "reprodutor". Veja mais aqui.

 

A LOUCA DA CASA - [...] Em seu precioso ensaio, Nuria Amat propõe aos escritores uma pergunta cruel que consiste em decidir entre duas mutilações, duas catástrofes: se, por alguma circunstância que não vem ao caso, você tivesse que escolher entre nunca mais escrever ou nunca mais ler, o que escolheria? Nestes últimos anos, formulei esta inquietante questão, na base da brincadeira, a quase todos os autores com quem me encontrei pelo mundo afora e descobri duas coisas interessantes. A primeira é que a esmagadora maioria deles, pelo menos noventa por cento e possivelmente ainda mais, escolhe (escolhemos: eu também) continuar lendo. E a segunda é que esta brincadeira aparentemente inocente é um bom revelador da alma humana, porque tenho a sensação de que muitos dos escritores que dizem preferir a escrita são pessoas que cultivam mais o seu próprio personagem do que a verdade. [...] Liguei para Carmen García Mallo, uma das minhas melhores amigas, com o ânimo sombrio e furibundo: — Hoje eu queria escrever, tinha o dia todo para escrever, e desperdicei o tempo respondendo e-mails. — Por quê? — Sei lá. Às vezes a gente evita começar o trabalho. É uma coisa esquisita. — Por preguiça? — Não, não. — Por quê? — Por medo. Não soube explicar, mas ontem, na desproteção extrema da noite, na claridade alucinada da noite, enquanto me revirava na cama, entendi exatamente o que queria dizer. Por medo de tudo o que você deixa sem escrever uma vez que parte para a ação. Por medo de concretizar a ideia, de aprisioná-la, deteriorá-la, mutilá-la. Enquanto permanecem no rutilante limbo do imaginário, enquanto são somente ideias e projetos, seus livros são absolutamente maravilhosos, os melhores livros que já foram escritos. E só depois, quando você os vai cravando na realidade palavra por palavra, como Nabokov cravava suas pobres borboletas na cortiça, é que se transformam em coisas inevitavelmente mortas, em insetos crucificados, por mais que sejam recobertos por um triste pó de ouro. [...]. Trechos extraídos da obra La Loca de la Casa (Punto de Lectura, 2006), da escritora espanhola Rosa Montero, autora de obras como Crónica del desamor (1979), La función Delta (1981), Te trataré como a una reina (1983), Amado Amo (1988), Temblor (1990), Bella y Oscura (1993), La hija del caníbal (1997, Premio Primavera de Novela), El corazón del Tártaro (2001), La loca de la casa (Alfaguara, 2003; Premio Qué Leer 2004 al mejor libro del año, Premio Grinzane Cavour 2005 y Premio Roman Primeur 2006, Francia), Historia del Rey Transparente (Alfaguara, 2005; Premio Qué Leer 2005 al mejor libro del año, y Premio Mandarache 2007), Instrucciones para salvar el mundo (Alfaguara, 2008; Premio de los Lectores del Festival de Literaturas Europeas de Cognac, Francia, 2011) e Lágrimas en la lluvia (2011), entre outros.

 

TRÊS POEMAS - A ESTRELA PRÓXIMA - A poesia é impossível / o amor é mais / que impossível / a vida, a morte loucamente / impossíveis. / Só a estrela, só a / estrela / existe / - só existe o impossível. CÍRCULO - O círculo / é astuto:/ enrola-se / envolve-se / autofagicamente. / Depois / explode / - galáxias!  ̶  / abre-se / vivo / pulsa / multiplica-se / divindadecírculo / perplexa / (perversa?) / o unicírculo / devorando / tudo. TEIA - A teia, não / mágica / mas arma, armadilha / a teia, não / morta / mas sensitiva, vivente / a teia, não / arte / mas trabalho, tensa / a teia, não / virgem / mas intensamente / prenhe: / no / centro / a aranha espera. Poemas da escritora Orides Fontela (1940-1998). Veja mais aqui e aqui.

 

A arte do premiado artista estadunidense Bruce Nauman.

 


PSICOPATOLOGIA
– O livro Psicopatologia: teoria e clínica (Artmed, 2006) de J. Bergeret, A. Bécache, J. Boulanger, J. Chartier, P. Dubor, M. Houser e J. Lustin, trata na primeira parte da Teoria do aspecto genético, metapsicológico, violência e evolução afetiva humana e o problema das defesas. Na segunda parte trata da clínica com entrevista com o paciente em psicopatologia, a vida fetal e suas consequências, noção de formalidade, noção de estrutura, estruturas neuróticas, estrutura psicótica, os estados-militrofes e seus arranjos, doentes psicossomáticos, clinica e teoria da clínica infantil e panorama das principais psicoterapias. Na terceira parte trata dos aspectos institucionais e os dispositivos de tratamento. A estrutura neurótica é entendida como neurose individual com aceitação clássica da neurose ou neurose segundo a primeira tópica freudiana, fundada por inteiro no princípio do recalcamento histérico. A concepção contemporânea da neurose ou a neurose segundo a segunda tópica freudiana, a sua sintomatologia é bastante mais imprecisa, na busca insaciável que pode assumir formas extremamente variadas, tanto histéricas como carcteriais, e até mesmo paranoicas. O inconsciente da neurose obriga a reconsiderar sua face existencial, frustração e avidez, mesmo se, à primeira vista, sua base está em perda de referencia. Considera, portanto, as formações incestuosas simbólicas. A neurose familiar ocorre quando o desejo incestuoso da criança é retomado em espelho pelos pais, que se tornam participantes nesse desejo. O núcleo edipiano típico se deve ao conflito sexual da neurose que se sistua no nível genital do Édipo, mesmo se as aptidões defensivas conduzam a tomar as vias de regressões pré-genitais e considerando que o conflito no menino decorre da rivalidade edipiana com o pai, do projeto de conquista da mãe. A identificação do menino com o pai e da menina com a mãe são os herdeiros mais evidentes do complexo de Édipo. A castração edipiana se incrusta bem, evidentemente, no destino biológico da diferença dos sexos e o Superego masculino conservará por isso um rigor que seu homologo feminino não atinge. As formas psudoneuróticas em patologia mental considera a neurose de angustia, a depressão dita neurótica, as neuroses fóbicas e as neuroses de caráter. As outras fobias como neurose hipocondríaca, hipocondria psicótica, hipocondria depressiva, as neuroses de caráter e personalidade de caráter, os diferentes tipos de descompensação e as neuroses autênticas que são vistas a partir da histeria de conversão, os sintomas médicos ou ditos somáticos, os acidentes paroxísticos, os transtornos do aspecto neurológico, sintomas psíquicos e caráter histérico, a sedução e avidez afetiva, fuga ou amnésia, caráter histérico, o paradoxo da histérica, a ubiquidade e condensação, núcleo anal e histeria e psicose. A histeria de angustia é a fobia situada sob o signo da sexualidade e é a única fobia neurótica. A neurose obsessiva possui origem emocional a partir de sua distinção entre os destinos respectivos da representação e do afeto, que assume nessa neurose importância capital. O isolamento é o primeiro sintoma. O controle obsessivo é a segunda vertente da sintomatologia do obsessivo. O caráter obsessivo no investimento e de controle incessante. O rital obsessivo é outro destino da ambivalência do obsessivo. A representação é isolada e essa redução do ato ao pensamento é um mecanismo particular do recalcamento. Os afetos sofrem uma regressão dinâmica e temporal para as representações anais. A depressão neurótica representa um elemento maior da descompensação neurótica. A natureza neurótica da depressão se revela pela capacidade de utilizar a dor depressiva para fins de elaboração psíquica, apesar dos sintomas da ruminação e até mesmo da recusa. A depressão neurótica põe em evidencia além da severidade do superego, a importância da hiancia narcísica do Ego em relação com a precariedade das identificações que lhe permitiram se construir, a integração ou não da castração edipiana, por meio da capacidade de elaboração do trabalho de luto e surge como a pedra de toque das condições de possibilidade do trabalho de elaboração do pré-consciente e, por conseguinte, o lugar específico da vida psíquica. A estrutura psicótica considera o agir e o pensamento concreto, uma vez que a inaptidão primeira para existir de maneira diferencial e, por consequência, para dialogar leva a falar da lingaguem do psicótico como uma não-linguagem. No psicótico, a insuficiência e mesmo a inaptidão ao distanciamento imaginário e simbólico dão lugar a sistemas equivalentes de expressão direta das pulsões, não por mentalização, mas por reificação. Com efeito, trata-se de uma verdadeira coisificação de todo esboço de mentalização. Os modos de funcionamento deste sistema, aparece como essencialmente ligadas à entrada ou à saída, serão presididos pelo fenômeno de dupla polaridade da introjeção ou da projeção, sem que, entretanto, jamais houvesse nessa fase, unipolar por excelência, a constituição possível de um distanciamento objetal verdadeiro e sem que houvesse uma diferenciação entre a realidade interior e o meio ambiente. Independentemente dos fatores orgânicos que podem sempre intervir nos transtornos do desenvolvimento mental, o fator educativo e, por conseguinte, o papel dos elementos genéticos, em particular da relação materna primária, revelam-se extremamente importantes. Uma mãe hiperprotetora, não permitindo à criança alcançar o registro do desejo, sempre presente e prevenindo. Uma mãe ausente que não permite que a criança ligue a espera penosa e as representações do objeto desejado. A organização clinica reconhece o autismo como o primeiro e o mais arcaico desses níveis de organização caracterizado pelo autismo esquizofrênico cuja manifestação essencial reside para fugir do trauma de uma impossível boa relação com os objetos ambientes, em uma fixação eletiva e persistente a um movimento de desinvestimento sistemático do mundo exterior e no retorno fora de representação e fora de mentalização. Um outro nível dessa posição anobjetal é obtido na catatonia, na qual o fenomeno predominante é uma contratura muscular quase total, com rigidez do tronco e dos membros, cujo essencial reside no plano da musculatura, em uma contração simultânea dos músculos agonistas e antagonistas, fixando de maneira curiosa toda a motricidade segmentar e dando ao paciente uma aparecia estratificada. Um outro elemento que se mostra nessa relação de objeto é a criação alucinativa ou delirante se encontra, na clinica, na esquizofrenia paranoide. um outro nível da organização pré-objetal do Ego poderá ser representado pela posição clinica dita depressiva, cuja organização oral se exprime de acordo com a outra modalidade funcional que se caracteriza pelo falar em oposição à projeção, da atividade dita introjetiva. As relações entre desrealização, despersonalização e delírio considera que a despersonalização propriamente dita constitui uma operação psíquica mais regressiva. A desrealização pode facilmente sobrevir em uma pessoa normal, é uma simples falha do funcionamento mental em que uma parte da realidade se torna estranha à sua propria pessoal. A erotização das condutas psicóticas, latentes ou deslocadas, anorexia, bulimia, é uma erotização secundária que muitas vezes assume uma forma toxicomaníaca, apenas um conteúdo visual é as vezes depositário de um traço autenticamente edipiano, como voyeurismo, vestígios de imagos infantis. Veja mais aqui, aqui e aqui.

Fotos & imagens: Meimei Correa & Verney Filho.

FEIRA DE NEGÓCIO DA COOPERCAM – O Tataritaritatá esteve presente na Feira de Negócios promovida pela Cooperativados Cafeicultores de Campos Gerais e Campo do Meio (Coopercam), em Minas Gerais, nos dias 22 e 23 de agosto, onde foram apresentadas novas tecnologias em maquinários, equipamentos e produtos, com especial coffees, espaço mulher, recreações e trabalhos artesanais. 


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Último domingo, Konstantínos Kaváfis, William Shakespeare, Dalton Trevisan, Amelinha, Heitor Villa-Lobos, Johannes Kepler, Lope de Vega, Andrew Jarecki, Henfil, Isaac Karabtchevsky & Freya aqui.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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EMMA LAZARUS, NADINE GORDIMER, LAGERLÖF, YOURCENAR & JOAN RODRIGUEZ

    Ao som de Pavane por une infante défunte (1899), de Maurice Ravel , com a Orchestre National de France, sob a regência da maestrina fin...