quarta-feira, setembro 26, 2012

MARIAMA BÂ, BORIS VIAN, HUYSMANS, SALAM PAX, MONTAIGNE, BECCARIA, RADIODIFUSÃO & LITERÓTICA

 
A arte do artista conceitual alemão Franz Erhard Walther, que também é escultor e artista de instalação e de processo.

 


ELA ME ESPERA... – Imagem: AcervoLAM - À minha chegada ela espera para acender a minha cobiça: calcinha à mostra imantando o meu olhar e sexo, demonstrando sua inquietude na saia encolhida. Logo se levanta faceira reboladora, sorri do nada e me beija ávida como se fosse pela última vez. A sua boca é quente como as tardes primaveris das lembranças mais benfazejas, sua língua serpenteia sobre a minha a me dar o prazer das frutas dadas do pomar infantil. Toco-lhe o sexo afogueado e ungido. Ela me puxa para que eu me sente na poltrona e me cobre de beijos toda face, mordisca meu queixo com seus lábios aveludados para que nuvens arejem minha agonia voluptuosa e lambe minha orelha e a remover minha camisa para manter-se em lambidas por meu pescoço, tórax e umbigo, como se fosse o passeio fagueiro pelos jardins das praças juvenis. Abre a minha calça e liberta meu membro agora aprisionando entre seu ombro e mandíbula, a sua forma de carinho de senti-lo por todo seu esfregado aos seios e ondulações carnais, a sentir-se lambuzada pelo sêmen prévio que se insinua no seu apetite. Não se esquiva e dele se apropria encarando a glande ereta e túrgida, a beijá-la fazendo biquinho e entre os lábios mordiscantes ela esfrega-o, para depois mais lambidas manhosas de ânsia, calmamente serelepe a percorrer com as labaredas da paixão todo meu mastro celebrado, até abocanhá-lo celerado com a urgência das sedentas noites desesperadas de clausura, como se um vulcão soltasse larvas de pétalas aveludadas sobejando meu pênis feito prêmio ao paladar de viúva sequiosa pela mais sagrada felação. E chucha e sorve e suga e haure para que eu saiba do céu da sua boca estrelada garganta adentro, enquanto acomoda a vagina ensopada no dorso do meu pé onde vira e mexe e dança e se esfrega para que eu exploda ejaculação plena na sua felatriz loucura. É o apogeu e ela não arreda a deslizar os lábios como se deglutisse toda extensão da minha pele pélvica, como se alentasse carinhosamente o meu membro relaxado. E ela mais se agita a esfregar seu sexo reluzente por meu pé e pernas, a escorregá-la por meu joelho, deslizá-la sobre minha coxa até alcançar meu ventre sobre o qual ela ginga suspirante e percebo que é chegada a minha hora e deito-a ao meu lado quedada, pernas abertas para degustar da sua mina púbica e perscruto cunilíngua suas entranhas como quem busca a herança de todos os seus prazeres e gozos, o ouro mais preciso dela toda pra mim, e ela geme, ronrona, grita e se contorce, alcança meu sexo que se insinua endurecido entre seus dedos e mão, ela parte para nova felação e se revolta, alisa-o com os pés, prende-o entre as pernas, acomoda-o pelos joelhos, toma-o entre as coxas, revira-se com ele quase íntimo de seus lábios vaginais e vira-se de costas a segurá-lo por suas ancas e apruma-o no orifício apertado e me quer dentro dela debruçada e remexendo e tira e mete e arremete vulva inteira e possuída e arrevirada, enlarguecida e arreganhada é toda para que seja minha dada e entregue cavalgante no que sou de viril todo dentro dela até a extrema emanação do orgasmo e meu gozo final entre seus seios expostos. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Pois o costume é na verdade uma violenta e traidora mestra que põe sobre nós, à socapa, o pé da sua autoridade. Apesar daquele manso e humilde começo, tendo-oo assentado com o tempo, ela nos mostra logo um rosto furioso e tirânico, contra o qual não temos sequer a liberdade de erguer os olhos. Pensamento do jurista, filósofo, escritor e humanista francês Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592). Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Preocupo-me com os inocentes e minhas ideias pessoais só me inspiram grande comiseração pelos culpados. O que não impede de calcular... Onde está a tara, a fadiga, o baile, as festas, o perigo, a cortesã mimada, a carruagem, a grupe, o médico incompetente que não cause prejuizos? Pesamento do jurista italiano Cesare Beccaria (1738-1794), considerado o principal representante do Iluminismo Penal e da Escola Clássica do Direito italiano. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

BLOG BAGDÁ – [...] Minha manchete favorita até agora veio da Reuters (ABC News Online): O mundo vê chance para a paz, e iraque emudece perante votação da ONU. Engraçado, o mundo vê paz, enquanto eu preciso preparar um abrigo contra bombas na minha casa. Se alguém precisar de mim, estarei escondido embaixo da cama até isso tudo terminar. [...]. Com a exceção de um jornal chamado Novo Iraque - no momento é um seminário, porque é financiado por um grupo de jornalistas -, são todos uma porcaria. São exatamente iguais aos velhos jornais iraquianos: uma foto do líder do partido X “no meio dos seus”, notícias dos grandes feitos daquele partido. Blá-blá-blá. Bom para os vendedores de amendoim na rua – dão ótimos cones de papel. [...] Não é tão surreal quanto parece. Saddam imprimiu mais dinares iraquianos do que o sistema pode suportar. Com muitos dinares no mercado, o valor cai e o valor real fica distorcido. Se as queimas estão ocorrendo, então eles estão diminuindo a quantidade de papel (dinares) que está no mercado, criando uma demanda e puxando o valor do dinar para cima, portanto não se trata de “coisa ruim”. Não vejo razão para ficar tão alarmado quanto às pessoas que me contaram a história estavam. [...] Trecho extraído da obra O blog de Bagdá (Companhia das Letras, 2003), do jornalista e blogueiro iraquiano Salam Pax, pseudônimo de Salam Abdulmunem, também conhecido como Salam al-Janabi.

 

CONTRA A NATUREZA – [...] Ele já estava sonhando com uma solidão refinada, um deserto confortável, uma arca imóvel na qual se refugiar do dilúvio interminável da estupidez humana... [...] Imerso na solidão, ele sonhava ou lia noite adentro. Pela contemplação prolongada dos mesmos pensamentos, sua mente se aguçou, suas ideias vagas e não desenvolvidas tomaram forma... [...] Procuro novos perfumes, flores mais amplas, prazeres inexperientes... [...]. Trechos estraídos da obra Against Nature (Penguin, 2004), do escritor francês Joris-Karl Huysmans, pseudônimo de Charles-Marie-Georges Huysmans (1848-1907).

 

CARTA MAIS LONGA – [...] Se os sonhos morrem atravessando os anos e as realidades, mantenho intactas minhas lembranças, sal de minha memória. Príncipes dominam seus sentimentos, para honrar seus deveres. Apetite de viver mata a viver. A palavra felicidade alguma coisa, não é? Irei procurá-lo. Uma mulher é como um balão; quem esta bola joga não pode prever suas torções . Ele não controla o lugar onde rola, muito menos quem o apodera. Muitas vezes pega uma mão que nós não suspeitava. A amizade tem magnitudes desconhecidas para o amor. Fica mais forte nas dificuldades , enquanto as mais matam o amor. Resiste ao tempo que cansa e desune os casais. Ela tem elevações desconhecidas para o amor. Você não marca um encontro com o destino. O agarra quem quer, quando o destino quer. Na direção de seus desejos, traz - lhe plenitude. Mas na maioria das vezes o dás acertos. Assim sofremos. [...]. Trecho da obra Mi carta más larga (Zanzibar, 2007), da escritora e feminista senegalesa Mariama Bâ (1929-1981).

 

DOIS POEMAS - SE OS POETAS FOSSEM MENOS BESTAS: Se os poetas fossem menos bestas / E se fossem menos preguiçosos / Fariam todo o mundo feliz / Para poderem tratar em paz / Dos seus sofrimentos literários / Levantariam casas douradas / Cercadas por enormes jardins / E árvores cheias de colibris / De rustiflautas e de aqualises / De pardongros e de luziverdes / De plumuchas e de picapratos / E de pequenos corvos vermelhos / Que soubessem tirar nossa sorte / Haveria grandes chafarizes / Jorrando luzes de zil matizes / Não faltariam duzentos peixes / Do crocantusco ao empedraqueixo / Do trilibelo ao falamumula / Da suazmina ao rara quirila / E do guardavela ao canifeixe / Provaríamos de um ar fresquíssimo / Perfumado pelo odor das folhas / Comeríamos quando quiséssemos / E trabalharíamos sem pressa / A arquitetar escadarias / De formas nunca dantes sonhadas / Com tábuas raiadas de lilás / Lisas como só ela sob os dedos / Mas os poetas são muito bestas / Para começar, eles escrevem / Ao invés de pôr a mão na massa / Isso lhes traz profundos remorsos / Que levam consigo até a morte / Radiantes por sofrerem tanto / O mundo os aclama com requinte / E os esquece no dia seguinte / Se a preguiça não fosse mania / Teriam fama por mais um dia. UM A MAIS: Um a mais / Um sem motivo / Mas já que os outros / Se perguntam perguntas dos outros / E lhes respondem com palavras dos outros / O que fazer / Além de escrever, como os outros / E hesitar / Repetir / Procurar / Pesquisar / Não achar / Se chatear e se dizer / Isto não serve para nada / Valia mais ganhar a vida / Mas a vida, já tenho a minha / Logo, não preciso ganhá-la / Não é um problema, eu asseguro, / E só esta coisa não o é / Pois todo o resto são problemas / Mas todos já estão formulados / Todos se consultaram, todos, / Sobre os mais ínfimos assuntos / Agora eu, o que me resta? / Usaram as palavras fáceis / Belas palavras feitas verbo / Espumantes, quentes, vistosas / Os céus, os astros, as lanternas / E estas brutas lânguidas ondas / Raivam roem rochedos rubros / Tudo em torno trevas e gritos / Tudo cheio de sangue e sexo / Tudo ventosas e rubis / Agora eu, o que me resta? / Em silêncio me perguntar / Sem escrever e sem dormir / Lançar-me a procurar por mim / Sem dizer nem ao zelador / Nem ao anão sob o assoalho / Nem ao paparlante em meu bolso / Nem ao padre em minha gaveta / Preciso urgente me sondar / Sozinho, sem freira rodeira / Que me segure a maçaneta / E me adentre como um polícia / Com cassetete e vaselina / Preciso urgente me enfiar / Um cotonete no nariz / Contra uremia cerebral / E que veja jorrar palavras / Todos se consultaram, todos / Não tenho direito à palavra / Usaram as belas brilhantes / E estão todos bem lá no topo / Onde habitam os poetas / Com suas liras a pedal / Com suas liras a vapor / Com suas liras de oito relhas / E seus Pégasos nucleares / Não me resta o menor estímulo / Só me restam palavras rasas / Palavras idiotas frouxas / Somente me mim o a os / De por para que quem o quê / É ela ele nós vós nem / Como vocês querem que eu faça / Um poema com esta lei? / Tanto pior, não o farei. Poema dos polímata francês Boris Vian (1920-1959), integrante do Surrealismo e do Anarquismo enquanto filosofia política.

 

A RADIODIFUSÃO Com base nos estudos realizados por Vampré (1979), Frederico (1982), Ferrareto (2000) e Sampaio (1984), vê-se conceitualmente que o rádio é um meio de comunicação baseada na difusão de informações sonora por meio de ondas eletromagnéticas (hertzianas) em diversas freqüências. Inicialmente, conforme Lago (1969), credita-se o início de tudo ao Samuel Morse (1791-1872) que inventou em 1837, um código composto de sinais sonoros. As primeiras transmissões de rádio foram realizadas nesse código. A partir disso, segundo Federico (1982), percebe-se que o início da radiodifusão se dá a partir de 1863 quando, em Cambridge, na Inglaterra, James Clerck Maxwell, professor de física experimental, demonstrou teoricamente a provável existência das ondas eletromagnéticas. A desta revelação outros pesquisadores se interessaram pelo assunto, dentre eles, o alemão Henrich Rudolph Hertz (1857-1894), que defendeu o princípio da propagação radiofônica, em 1887, através de Hertz, quando fez saltar faíscas através do ar que separavam duas bolas de cobre. Por causa disso os antigos "quilociclos" passaram a ser chamados de "ondas hertzianas" ou "quilohertz". Após tal advento, conforme Ferracero (2000), Lago (1969) e Sampio (1984), ocorreu a industrialização de equipamentos que se deu com a criação da primeira companhia de rádio, fundada em Londres - Inglaterra pelo cientista italiano Guglielmo Marconi. Tal fato ocorreu em 1896, conforme Lopes (1970), quando Marconi já havia demonstrado o funcionamento de seus aparelhos de emissão e recepção de sinais na própria Inglaterra e percebeu a importância comercial da telegrafia. Na verdade, Marconi estava colocando em prática as teorias, idéias e descobertas de Faraday, Maxwell, Edison, Hertz, Branly e Popoff. Isto quer dizer que até então o rádio era exclusivamente "telegrafia sem fio", algo já bastante útil e inovador para a época, tanto que outros cientistas e professores se dedicaram a melhorar seu funcionamento, como tal. Oliver Lodge (Inglaterra) e Ernest Branly (França), por exemplo, inventaram o "coesor", um dispositivo que melhorava a detecção. Não se imaginava, até então, a possibilidade do rádio transmitir mensagens faladas, através do espaço. Ocorre que, segundo Moreira (1991) e Moreira & Del Bianco (1999), em 1897, Oliver Lodge inventou o circuito elétrico sintonizado, que possibilitava a mudança de sintonia selecionando a freqüência desejada. Daí em diante, Lee Forest, desenvolveu a válvula triodo. Von Lieben, da Alemanha e o americano Armstrong empregaram o triodo para amplificar e produzir ondas eletromagnéticas de forma contínua. O aproveitamento das ondas eletromagnéticas para a propagação de informação sonora, segundo Maranhão Filho (1998), acontece no início do século XX, graças à invenção da válvula radioelétrica (tríodo), criada em 1906, nos EUA, por Lee De Forest. A válvula tríodo permite a ampliação dos sinais elétricos, viabilizando a audição de sons complexos transmitidos por ondas hertzianas. No Natal de 1906, a radiodifusão é inaugurada no mundo: De Forest e Reginald Aubrey Fessenden transmitem, nos EUA, números de canto e solos de violino. Outras transmissões pioneiras são realizadas nos anos seguintes. Conforme estudado por Sampaio (1984), as emissoras de rádio desenvolvem-se de fato após a 1ª Guerra Mundial. Durante o conflito, a transmissão de ondas eletromagnéticas fica sob o controle do governo dos países em guerra. Esse atraso na implantação da radiodifusão para o grande público, no entanto, é compensado pelos avanços feitos no período, que facilitam o crescimento das estações de rádio no pós-guerra. Em apenas uma década, a radiodifusão espalha-se por todo o mundo. Em 1919 é criada a primeira empresa norte-americana de telecomunicações, a Radio Corporation of America (RCA), seguida da National Broadcasting Company (NBC), em 1926, e da Columbia Broadcasting System (CBS), em 1927. Na Europa, são implantadas várias empresas de grande porte, entre as quais a italiana Radiotelevisione Italiana (RAI), em 1924; a inglesa British Broadcasting Corporation (BBC), em 1927; e a francesa Radio France Internationale ( RFI ), em 1931. O número de receptores também aumenta drasticamente: nos EUA, por exemplo, os aparelhos de rádio sobem de 50 mil, em 1922, para mais de quatro milhões, em 1925. Em suma, a partir de se entender a abordagem histórica da radiodifusão mundial, segundo Ferrareto (2000), há que se especificar que as ondas de rádio compõem-se de oscilações rápidas dos campos magnéticos e elétricos. A taxa de oscilações é chamada de freqüência da onda, medida em hertz (Hz). Um hertz eqüivale a uma oscilação por segundo e um quilohertz (kHz) corresponde a 1.000 hertz. Cada faixa de freqüência é utilizada para transmitir tipos distintos de informação: as ondas longas (30 a 300 kHz) podem atingir cerca de 1.000 km. Elas são utilizadas, por exemplo, para transmitir dados meteorológicos a embarcações; programas transmitidos por canais de média freqüência, ou ondas médias (300 a 3.000 kHz), podem percorrer algumas centenas de quilômetros. Muitas estações de rádio utilizam essas faixas; aAs ondas curtas (3.000 a 30.000 kHz) podem alcançar grandes distâncias. Elas circundam o planeta, refletidas entre a ionosfera (uma camada da atmosfera) e a superfície da Terra. Estações de rádio internacionais e radioamadores utilizam essas faixas. As ondas de VHF (very high frequency) movem-se em linha reta e por isso não podem propagar-se além do horizonte. A polícia, o corpo de bombeiros e as estações de rádio locais usam as ondas VHF (30.000 a 300.000 kHz). Os satélites de comunicação captam e retransmitem programas de rádio usando ondas de altíssima freqüência (mais de três bilhões de Hz). Além da radiodifusão, as ondas eletromagnéticas também são usadas nas transmissões de telefones, de televisão, de radar, nos sistemas de navegação e nas telecomunicações. Entende-se, pois, que a história do Rádio se confunde com a história de vários personagens que contribuíram para que hoje se possa ligar a o rádio ou a televisão e assistir um programa que está sendo transmitido ao vivo nos locais mais remotos do planeta. Pelo visto, é muito difícil afirmar com absoluta certeza quem foi o inventor do Rádio. No entanto, segundo Maranhão Filho (1998), existe uma corrente mundial que concede esse crédito a Guglielmo Marconi, não podendo esquecer do físico russo Alexander Stepanovitch Popov (1859-1906) que no dia 7 de maio de 1895, transmitiu, recebeu e decifrou a primeira mensagem telegráfica sem fios com sucesso que era considerado como um fantástico segredo de estado, e ele perde qualquer chance de fama mundial. Encontra-se, por isso, em Lopes (1973) que o rádio entre os meios de comunicação de massa pode ser considerado o mais popular e o de maior alcance do público, não só no Brasil, mas no mundo. Segundo Lopes (1970) ele destaca os serviços prestados pela rádio inglesa BBC, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando ela manteve os aliados informados sobre as batalhas contra o Eixo  (Alemanha, Itália e Japão) e monopolizou a voz do mundo livre com transmissões para países inválidos pelos alemães. Esse destaque é dado ao rádio basicamente, segundo Lopes (1957), por dois fatores: a capacidade que o homem tem em ouvir a mensagem sonora e a falada simultaneamente e não ter de interromper as suas atividades e se dedicar exclusivamente à audição e, à descoberta do transmissor. Neste sentido, Vampré (1979) considera que a história dos meios de comunicação, notadamente a radiodifusão, está estreitamente ligada à efervescência industrial experimentada no século XIX e que foi provocada pela Revolução Industrial. Também credita o autor mencionado à evolução tecnológica que proporcionou a comunicação à distância que se tornou realidade, notadamente em 1866, quando os cabos submarinos atravessaram o oceano Atlântico ligando os Estados Unidos à Europa. A troca de informações tornou-se bem mais eficaz e rápida, sendo que os maiores beneficiários foram às empresas jornalísticas da época.  Tal fato, conforme Vampré (1979) possibilita que as agências de informações comecem a se estruturar, surgindo a inglesa a Reuters e a norte-americana Associated Press.
RADIODIFUSÃO NO BRASIL - Oficialmente no Brasil, segundo Sampaio (1984) e Moreira (1991), o rádio foi inaugurado no dia 07 de setembro de 1922, como parte das comemorações do Centenário da Independência, graças a instalação de 80 receptores especialmente importados para aquela ocasião, por alguns e poucos privilegiados da elite carioca da época, o que possibilitou ouvirem em casa o discurso do então Presidente da República Epitácio, Pessoa. Isto quer dizer que o advento da radiodifusão no Brasil, segundo Federico (1982), está centrado em 1922, com a demonstração pública efetuada por ocasião dos festejos do Centenário da Independência, quando "O Guarani", de Villa Lobos, foi transmitido diretamente do Teatro Municipal do Rio de Janeiro para o recinto de exposição. Durante alguns dias, após a inauguração, a emissora que fora instalada pela Westinghouse, com um transmissor de 500 watts, no alto do Corcovado, chegou a transmitir óperas diretamente do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Mesmo com essa demonstração de gala, o projeto não foi adiante por falta de continuidade. Antes, porém, conforme Sampaio (1984), Moreira (1991) e Lopes (1973), há registros de documentos que provam que no dia 06 de abril de 1919, com um transmissor importado da França, foi inaugurada a Rádio Clube de Pernambuco, que ainda hoje se encontra no ar. Muito embora seja assinalado, segundo Ortriwano (1985), a data de 20 de abril de 1923, como a considerada como a data de instalação da radiodifusão no Brasil, tendo em vista ter início de funcionamento da primeira emissora de rádio brasileira, Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, implantada Edgard Roquete Pinto e Henry Morize, na Academia Brasileira de Ciências. E nascia nesta época como produto de luxo, e se destinava a quem tivesse condições econômicas para importar os aparelhos receptores, que custavam caros. Logo, o sonho dos seus fundadores em levar a todos os recantos um pouco de educação e alegria foi se apagando, para dar lugar a um empreendimento voltado para os interesses de intelectuais e cientistas. Somente a partir do início da década de 1930, conforme Ortriwano (1985), quando o rádio já está espalhado em vários pontos do território brasileiro, nascidos de “clubes” ou “associações”, é que dá uma guinada para o lado comercial, passando a faturar com os chamados “reclames”, os conhecidos anúncios comerciais da época, para garantir a sobrevivência das emissoras. Há que se observar também que à época quase todas as emissoras criadas até 1930 no Brasil se chamavam clube ou sociedades porque eram isso mesmo: clubes e associações sustentadas por ouvintes que pagavam uma mensalidade para as emissoras funcionarem. A partir da década de 30, conforme Tavares (1999), o rádio sofre transformação radical. Em maio de 1931 surgiu o primeiro documento sobre radiodifusão, o Decreto nº 20.047, que divulgou o primeiro diploma legal sobre a radiodifusão, após nove anos de implantação do rádio no Brasil. Mas, o rádio brasileiro já estava comprometido com os "reclames" – anúncios -, para garantir sua sobrevivência. Foi o decreto nº 21.111/31 que autorizou a veiculação da propaganda pelo rádio, limitando oficialmente a 10% da programação posteriormente elevada a 20%, e, atualmente fixada em 25%. A "época de ouro" do rádio, conforme Xavir (2000),  termina com o surgimento da TV no Brasil, inaugurada em 18 de setembro de 1950. Para enfrentar a forte concorrência da televisão, o radiojornalismo ganha grande impulso principalmente pela programação noticiosa da Rádio Bandeirantes, em 1954. Ela foi pioneira no sistema intensivo de noticiários. Mas, é na área eletrônica que o rádio encontra seu mais forte aliado: o transistor revolucionou o mercado, pois gerou uma comunicação ágil, noticiosa e de serviço. O transistor deu ao rádio sua principal arma de faturamento: a possibilidade de ouvi-lo a qualquer hora e lugar sem precisar ligá-lo a tomadas, além de permitir que as reportagens fossem transmitidas diretamente da rua e entrevistas fora dos estúdios. Na década de 60, começaram a operar as primeiras emissoras em FM - freqüência modulada. Inicialmente, forneceram música ambiente. A emissora pioneira foi a Rádio Difusora de São Paulo – FM (XAVIER, 2000; BARBEIRO & LIMA, 2001). A partir de meados dos anos 70, conforme Tavares (1999), começou a transformação para que o rádio conseguisse sair definitivamente do marasmo em que caiu nos anos 50. Com o aumento da potência das emissoras pequenas e a criação de muitas novas, inicia uma Segunda etapa no processo de especialização: as grandes emissoras tentam ganhar diversos segmentos de publico mantendo programas que atinjam diferentes faixas em diferentes horários. Foi nesta época, muito embora as emissoras de rádio clandestinas já existissem desde o início da radiodifusão, mas foi a partir dos anos 70, que o fenômeno das rádios livres ganhou impulso político, associados a movimentos libertários, principalmente na Itália e na França. Isto quer dizer que, conforme Blois (1984) e Tavares (1999), em vários países a palavra escrita é relativamente livre, mas, a liberdade de expressão da palavra falada - e da imagem – tem esbarrado sistematicamente no monopólio da radiodifusão. No Brasil, segundo Cabello & Dias (2005), o fenômeno das rádios livres só começou ganhar impulso nos anos 80, principalmente a partir da divulgação da imprensa da proliferação de "rádios piratas" na cidade paulista de Sorocaba. Em 1982, conforme Barbeiro & Lima (2001), a Rádio Jornal do Brasil – Fm é primeira o compact disc audio digital o famoso cd. O rádio esportivo sempre foi muito participante. Gerando polêmica, sempre foi dos setores mais opinativos de toda a programação radiofônica Nicolau Tuma é considerado pioneiro entre os locutores esportivos. Neste sentido, Federico (1982:82), apresenta quatro fases evolutivas da radiodifusão no país, quais sejam, amadorismo, profissionalismo, concorrência e segmentação, resgata alguns episódios que marcaram essas fases: na fase de amadorismo (1925-1934), começam a despontar: (a) o sucesso dos primeiros ídolos construídos pelo rádio; (b) o interesse dos empresários, atentos para a força publicitária do veículo; e (c) a perspicácia de políticos da época, como Júlio Prestes e Getúlio Vargas, que passam a utilizar a força do rádio em suas campanhas eleitorais; na fase do profissionalismo (1935-1954), acontece a popularização do rádio, do ponto de vista: (a) dos mecanismos da produção de consumo, tanto, que a publicidade passa a sustentar as emissoras nessa chamada fase de ouro do rádio brasileiro; (b) da abertura de espaço para o lazer, entretenimento, músicas populares, programas humorísticos e programas de auditório; e (c) ampliação do número de emissoras, para possibilitar o estabelecimento de uma rede nacional, visto que Getúlio Vargas reconhece o poder político do rádio; na fase da concorrência (1955-1976), surge a consolidação da TV e com ela o aparecimento: (a) do transistor, propiciando condições de mobilidade e alta penetração do veículo mais popular, até pelo baixo custo; (b) do gravador de fita e de equipamentos específicos, que garantiam maior dinamismo na programação das rádios, que passaram a ser remodeladas; e (c) a introdução em 1973 da FM - Freqüência Modulada; e na fase da segmentação (iniciada em 1976), ocorre: (a) a consolidação das FMs no quadro geral das emissoras de rádio e a conseqüente segmentação do público; (b) a criação de redes de rádios, formando sistemas de comunicação; e (c) a força de interiorização crescente das emissoras; com linguagem e programação próprias, que vão desde a programação dirigida a segmentos de público até a atuação de empresários oriundos de diferentes setores da economia. No entanto, para defender a posição de que a radiodifusão brasileira se constituiu com fins educativos, Blois (1984:43-87) estabelece quatro fases pelas quais o rádio perpassou, são elas: a primeira se configurou como Experimento Educativo (1923-1928); a segunda como Rádio-Escola (1929-1940); a terceira como Movimento de Educação de Base (1941-1966); e a quarta como Radiobrás (1967-1979). Mais aprofundadamente encontra-se que, conforme Friderichs (2002), é na década de 80, a maior parte da programação, das 1600 rádios existentes, consistia de notícias e de músicas. Mais de 55% da programação das rádios brasileiras eram de música e entretenimento: 13% de notícias; 17% de publicidade; e apenas 5% de programas educativos e culturais, conforme o documento "Por uma Comunicação Democrática", aprovado em 1986, pelo Décimo Congresso Nacional do PMDB, em Brasília. E é imprescindível considerar que, a partir da década de 90, prepondera a crescente preocupação de atualizar e dinamizar os formatos e a prática publicitária; bem como de criar e renovar equipamentos e aparelhos receptores de alta qualidade, para acompanhar os avanços da ciência e da tecnologia, em prol de democratizar o veículo, considerado o mais popular de todos, num país, chamado Brasil, de cultura eminentemente oral. Friderichs (2002) também observa que o rádio ao longo de seus mais de 70 anos de história cumpriu diversos papéis, atendeu interesses variados, adaptou-se às mudanças dos tempos, e hoje, conforme dados recolhidos por Moreira & Del Bianco (1999), alcança a marca de mais de 115 milhões de ouvintes contra uns 85 milhões de telespectadores e no máximo 8 milhões de leitores de jornais e revistas. Inclusive, pode haver fontes divergentes, mas os dados mostram ser o Brasil um lugar privilegiado dentro do contexto mundial da radiodifusão sonora, tanto em relação ao número de emissoras como de aparelhos receptores, de público e publicidade. Não é exagero se afirmar que no Brasil quase todas as residências possuem pelo menos um aparelho de rádio. Há que se levar em consideração os dados recolhidos pela ABERT – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, estimando a existência de mais de 15.000 (quinze mil) rádios clandestinas em funcionamento no país. E se for somado ao número de emissoras legalmente oficializadas, o Brasil ocupa nos dias atuais o primeiro lugar mundial no número de estações de radiodifusão, ultrapassando até os Estados Unidos. Veja mais aqui e aqui.
REFERÊNCIAS
ABERT. Vade-mecum jurídico da radiodifusão. Brasília: ABERT, 1984
ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária e outras entidades. Quem Calar a Voz do Povo – II, Intervozes, fev/.2005.
ANATEL. Agência Nacional de Telecomunicações. 2006.
BAREIRO, Heródoto & LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual de radiojornalismo. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
BLOIS, Marlene Mortezi. O rádio brasileiro e as rádios educativas: fatores da ocupação dos canais de FM reservados para a educação no Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: UERJ, 1984.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 2006.
_______Lei nº 4117, de 27 de agosto de 1962. Dispõe sobre o Código Brasileiro de Telecomunicações. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 27 ago 1962. Senado Federal, 2006.
_______Decreto-lei nº  236, de 28 de fevereiro de 1967. Complementa e modifica a Lei nº 117/62. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 28 fev 1967. Senado Federal, 2006.
______Lei º 9099 de 26 de setembro de 1995. Dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 27 set 1995. Senado Federal, 2006.
______Lei nº 9472, de 16 de julho de 1997. Dispõe sobre os serviços de telecomunicações – entre outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 16 jul 1997. Senado Federal, 2006.
_______Lei nº 9612, de 19 de fevereiro de 1998. Institui os Serviços de Radiodifusão Comunitária. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 19 fev 1998. Senado Federal, 2006.
_______Decreto nº 2.615, de 3 de junho de 1998. Aprova o Regulamento do Serviço de Radiodifusão Comunitária.. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 3 jun 1998. Senado Federal, 2006.
_______Lei nº 10.597, de 11 de dezembro de 2002. Altera o parágrafo único do art. 6º da Lei nº 9.612, de 19 de fevereiro de 1998, que institui o Serviço de Radiodifusão Comunitária, para aumentar o prazo de outorga.. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 11 dez 2002. Senado Federal, 2006.
_______Tribunal Regional Federal 1ª Região. 2006;
_______Tribunal Regional Federal 2ª Região. 2006.
_______Tribunal Regional Federal 3ª Região. 2006;.
_______Tribunal Regional Federal 4ª Região. 2006;
_______Tribunal Regional Federal 5ª Região. 2006;.
BURBAGE, Robert e outros - Os meios de comunicação nos Estados Unidos - Imprensa - Rádio – Televisão. Rio de Janeiro: Agir, 1973.
CABELLO, Ana R G; DIAS, Carlos E. M. Interatividade na mídia radiofônica. Rio de Janeiro: UFRJ, 2005.
CÉSAR, Cyro. Rádio - Inspiração, Transpiração e Emoção. São Paulo: IBRASA, 1999.
CHANTLER, Paul & HARRIS, Sim. Radiojornalismo. São Paulo: Summus, 1998.
ESCOBAR, João Carlos Mariense. O novo direito de telecomunicações. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1999.
FAUTH, Luiz Fernando. Radiodifusão Comunitária no Brasil, artigo. Senado Federal, 2006.
FEDERICO, Maria Elvira Bonavita. História da comunicação - rádio e TV no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1982.
FELICE, Mauro de. Jornalismo de rádio. Brasília: Thesaurus Editora, 1981.
FERRARETO, Luiz Artur.  Rádio no ar - O veículo, a história e a técnica. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2000.
FRIDERICHS, Bibiana de Paula.  Comunicação popular no rádio comercial. Passo Fundo: UFP, 2002.
FURTADO, Valtan. O Crime de Rádio Clandestina ou “Pirata” e sua Classificação Legal, o Artigo 70 da Lei 4.117/62. Boletim dos Procuradores da República nº 67, maio/2005.
GIACOMOLLI, Nereu José. Juizados Especiais Criminais: Lei nº 9.099/95/. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002.
GOMES, Luiz Flávio. Direito penal: parte geral, volume I. São Paulo: Revista dos Tribunais: IELF, 2004.
LAGO, Benjamim do. Radiodifusão e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Livraria Cultural da GB, 1969.
LOPES, Ismael. Os (des)mandamentos da Radiodifusão Comunitária, Radio Fala Mulher, 2006.
LOPES, Saint-Clair. Comunicação e a radiodifusão hoje. Rio de Janeiro: Temrio, 1970.
_______. Fundamentos jurídico-sociais da radiodifusão. Rio de Janeiro:    Editora Nacional, 1957.
_______. Radiodifusão - meio século a serviço da integração nacional. Rio de Janeiro: ABERT, 1973.
MACHADO, Arlindo e outros. Rádios livres - a reforma agrária no ar. São Paulo: Brasiliense, 1986.
MARANHÃO FILHO, Luiz. Rádio em todas as Ondas. Recife: Editorial Universitária/UFPE, 1998.
MELIANI, Marisa. “Rádios Livres, O outro lado da voz do Brasil”. São Paulo, 1995, Tese de Mestrado, ECA/USP, 2001.
MINASSIAN, Ara Apkar. Serviços de radiodifusão no Brasil: regulação, evolução, história e identifcação dos elementos componentes da crise. São Paulo: Anatel, 2003.
MOREIRA, Sônia Virgínia. O Rádio no Brasil. Rio de Janeiro: Rio Fundo Editora, 1991.
______ .Rádio Palanque: política feita no ar. Rio de Janeiro: Mil Palavras, 1998.
MOREIRA, S. V; DEL BIANCO, Nélia R. (org.). Rádio no Brasil - Tendências e Perspectivas.  Coleção GTs Intercom n. 8: UERJ/UNB. 1999.
MOZART, Fábio. Democracia no Ar – histórias de lutas pela radiodifusão comunitária na Paraíba. João Pessoa: Imprell, 2004.
ORTRIWANO, Gisela Swetlana. A Informação no Rádio: os grupos de poder e a determinação dos conteúdos. São Paulo: Summus, 1985.
PORCHAT, Maria Elisa. Manual de Radiojornalismo Jovem Pan.São Paulo: Ática, s/d.
Revista Perícia Federal, ano II – Nº 7, dezembro/2002.
SALGADO, Álvaro. A radiodifusão educativa no Brasil (notas). Rio de Janeiro: Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Saúde, 1946.
SAMPAIO, Mário Ferraz. História do rádio e da TV no Brasil e no mundo. Rio de Janeiro, Achiamé, 1984.
SILVEIRA, Paulo Fernando. Rádios comunitárias. Belo Horizonte: Del Rey, 2001.
TAVARES, Reynaldo C. Histórias que o rádio não contou: do galena ao digital, desvendando a radiofusão no Brasil e no mundo. São Paulo: Harbra, 1999.
TOURINHO NETO, Fernando da Costa. Juizados especiais cíveis e criminais:comentários à Lei 9.099/1995. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005.
UNESCO. Um mundo e muitas vozes: comunicação e informação na nossa época. Comissão internacional para o estudo dos problemas de comunicação. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1983.
VAMPRÉ, Octavio Augusto. Raízes e evolução do rádio e da TV: cronologia. Porto Alegre: Fundação Educacional Padre Landell de Moura/RBS, 1979.
XAVIER, Ricardo. Almanaque da TV: 50 anos de memória e informação. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.







Veja mais sobre:
Das decepções com as mazelas na vida, Luís da Câmara Cascudo, Noam Chomsky, Hector Babenco, Frieze Magazine, Marília Pêra, Maria Luísa Mendonça, Xuxa Lopes, Sara Bareilles, Danielle Winits, Enki Bilal & O rabicho da Geralda aqui.

E mais:
A explosão do prazer & Zine Tataritaritatá aqui.
Desenvolvimento Psicossocial & Justiça à Poesia aqui.
A mulher e as relações de gênero aqui.
A mulher, a Lei Maria da Pena & Ginocracia aqui.
Paulo Freire & a Pedagogia do Oprimido aqui.
Satyricon de Petrônio aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 Veja aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:


Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.




IMRE KERTSZ, MAVIS GALLANT, VERONICA FRANCO, CHARLOTTE YONGE& CLODOALDO CARDOSO

  Ao som do show Almério e Martins gravado ao vivo no Teatro do Parque, Recife, 21 de novembro de 2021.   TRÍPTICO DQP: Isso é aquilo ...