A arte
de pintor francês Paul Laurenzi.

A arte
de pintor francês Paul Laurenzi.
PENSAMENTO DO DIA - Todo
o universo visível não é senão um depósito de imagens e de signos aos quais a
imaginação conferirá um lugar e um valor relativos; é uma espécie de alimento
que a imaginação deve digerir e transformar. Pensamento do escritor, tradutor, critico de arte e poeta francês,
Charles Baudelaire (1821 - 1867). Veja
mais aqui.
MENTES, CÉREBROS & CIÊNCIA [...] Ter
uma mente é algo mais do que ter processos formais ou sintáricos. Nossos
estados mentais internos têm, por definição, certos tipos de conteúdos
[...] A razão pela qual um programa de
computador não pode jamais ser uma mente é simplesmente que um programa de
compitador é somente sintático e as mentes são mais do que sintáticas. As
mentes são semânticas, no sentido de que têm algo mais do que uma estrutura
formal: têm um conteúdo. Trechos extraídos da obra Mentes, cérebros y ciência (Catedra, 1985), do filósofo e escritor
estadunidense John Searle. Veja mais
aqui.
MORFOSSINTAXE – [...] Pensamos
neste momento em Derrida, que se pergunta, perplexo, diante da análise de uma
tragédia de Corneille: por que há mais beleza na tragédia do que em sua
estrutura? Estamos inteiramente de acordo com ele [...] embora o texto não seja
sua estrutura, ele certamente a possui; e, se a perder, perderá sua própria
identidade, mutilado em sua essência. Além do mais, a análise, como prática,
que leva ao conhecimento,tem tambpem a sua beleza e proporciona aquele prazer
especial que sempre motiva o homem: o prazer da descoberta. [...]. Diz
Hjelmslev que “toda sintaxe é morfologia e toda morfologia é sintaxe”.
Poderiamos parafrasear sua asserção, concluindo que a sintaxe é a morfologia da
frase e a morfologia é a sintaxe da palavra. Trechos extraídos da obra Morfossintaxe (Ática, 1995), de Flávia de Barros Carone.
VENDEDORA DE FÓSFOROS - [...] Achou
um canto, formado pela saliência de uma casa, e acocorou-se ali, com os pés
encolhidos, para abrigá-la ao calor do corpo; mas cada vez sentia mais frio.
Não se animava a voltar para casa, porque não tinha vendido uma única caixinha
de fósofors, e não ganhara um vintém. Era certo que levaria algumas lambadas.
Além disso, em sua casa fazia tanto frio como na rua, pois só havia o abrigo do
telhado, e por ele entrava uivando o vento, apesar dos trapos e das palhas com
que lhe tinham tapado as enormes frestas. Tinha as mãozinhas tão geladas...
estavam duras de frio. Quem sabe se acendendo um daqueles fósfotos pequeninos
sentiria alguma calor? Se se animasse a tirar um ao menos da caixinha, e
riscá-lona parede para acendê-lo...Ritch!... Como estalou, e faiscou, antes de
pegar fogo! Deu uma chama quente, bem clara, e parecia mesmo uma vela quando
ela o abrigou com a mão. E era uma vela esquisita aquela! Pareceu0-lhe logo que
estava sentada diante de uma grande estufa, de pés e maçanetas de bronze
polido. Ardia nela um fogo magnítico, que espalhava suave calor. E a
meninazinha ia estendendo os pés enregelados, para aquecê-los e... tss!
Apagou-se o clarão! Sumiu-se a estufa, tão quentinha, e ali ficou ela, no seu
canto gelado, com um fósforo apagado na mão. Só via a parede escura e fria.
[...] A pequena vendedora de fósforos, de Contos escolhidos (Globo, 1985), do
escritor dinamarquês Hans Christian
Andersen (1805-1875). Veja mais aqui.
OUVERTURE LA VIE EM CLOSE – em latim / “porta” se diz “janua” / e
“janela” se diz “fenestra” / a palavra “fenestra” / não veio para o português /
mas veio o diminutivo da “janua”, / “januela”, “portinha”, / que deu nossa
“janela” / “fenestra” veio / mas não como esse ponto da casa / que olha o mundo
lá fora, / de “fenestra”, veio “fresta”, / o que é uma coisa bem diversa / Já
em inglês / “janela se diz “window” / porque por ela entra / o vento (“wind”)
frio do norte / a menos que a fechemos / como quem abre / o grande dicionário
etimológico / dos espaços interiores. Poema de do escritor, critico literário, tradutor e professor Paulo Leminski (1944-1989).
Veja mais aqui.
A arte
de pintor francês Paul Laurenzi.
Imagem: hehehehehehehehe, ano passado não foi, este também não... e o que vem, será? .
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