Imagem: arte da série Makowe Damy, do artista plástico polonês
Krzysztof Lozowski.
PENSAMENTO DO DIA - A
rosa é sem porquê, floresce porque floresce. Pensamento do poeta místico e
médico alemão Angelus Silesius
(1624-1677).

GRADIVA DE JENSEN
E OUTROS TRABALHOS, DE SIGMUND FREUD - [...] Até então o sexo feminino não passara para ele de
um conceito expresso em mármore ou em bronze, e nunca prestara a menor atenção
às suas representantes contemporâneas. [...] Agora, entretanto, a tarefa
científica a que se propusera impelia-o na rua, especialmente nos dias
chuvosos, a observar ansiosamente os pés de todas as mulheres que encontrava,
atividade que lhe granjeava olhares ora indignados, ora encorajadores dos
objetos de sua observação, ‘mas ele não percebia nem uns, nem outros’. (10.) Essa
pesquisa meticulosa levou-o a concluir que o modo de andar de Gradiva não era
encontrável na realidade, o que o encheu de desânimo e consternação. [...] Chegou à conclusão de que, de todas as
loucuras da humanidade, ‘o casamento é a maior e a mais incompreensível, sendo
o ápice dessa imbecilidade aquelas despropositadas viagens de núpcias à Itália.
[...] Para a construção de um sonho
não é essencial um vínculo com um estímulo sensorial externo. Aquele que dorme
pode ignorar um estímulo desse gênero a partir do mundo externo, pode ser
despertado pelo mesmo sem construir um sonho, ou, como aconteceu aqui, pode
incorporá-lo a seu sonho, se isto lhe convier por alguma razão. Além disso,
existem inúmeros sonhos cujo conteúdo de forma alguma pode ser explicado como
sendo determinado por um estímulo externo sobre os sentidos do indivíduo que
dorme. [...] Nos cinco anos que
decorreram desde o término deste estudo, a investigação psicanalítica
encorajou-se a examinar as criações dos escritos imaginativos tendo em vista
outro propósito. Não mais procura nelas somente uma confirmação das descobertas
feitas em seres humanos neuróticos e banais; também quer conhecer o material de
lembranças e impressões no qual o autor baseou a obra, e os métodos e processos
pelos quais converteu esse material em obra de arte. Essas perguntas podem ser
respondidas com maior facilidade no caso de escritores que (como Wilhelm
Jensen, falecido em 1911) costumavam entregar-se inteiramente à sua imaginação
pela simples alegria de criar. Pouco depois da publicação do meu exame
analítico de Gradiva, tentei interessar seu idoso autor por essas novas tarefas
da pesquisa psicanalítica. Ele, porém, recusou sua cooperação. [...] Não sou certamente o primeiro a notar a semelhança existente entre os
chamados atos obsessivos dos que sofrem de afecções venosas e as práticas pelas
quais o crente expressa sua devoção. O termo ‘cerimonial’, que tem sido
aplicado a alguns desses atos obsessivos, constitui uma evidência disso. Em
minha opinião, entretanto, essa semelhança não é apenas superficial, de modo
que a compreensão interna (insight)
da origem do cerimonial neurótico pode, por analogia, estimular-nos a
estabelecer inferências sobre os processos psicológicos da vida religiosa. As
pessoas que praticam atos obsessivos ou cerimoniais pertencem à mesma classe
das que sofrem de pensamento obsessivo, ideias obsessivas, impulsos obsessivos
e afins. Isso, em conjunto, constitui uma entidade clínica especial, que
comumente se denomina de ‘neurose obsessiva. [...] Uma mulher que estava
vivendo separada do marido via-se sob a compulsão de deixar intacta a melhor
porção de tudo aquilo que comia: por exemplo, só aproveitava as beiradas de uma
fatia de carne assada. A explicação dessa renúncia foi encontrada por meio da data
de sua origem. Ela surgiu no dia seguinte àquele em que se recusara a ter
relações maritais com seu marido - isto é, após ter renunciado ao melhor. [...]
O escritor suaviza o caráter de seus
devaneios egoístas por meio de alterações e disfarces, e nos suborna com o
prazer puramente formal, isto é, estético, que nos oferece na apresentação de
suas fantasias. Denominamos de prêmio
de estímulo ou de prazer preliminar ao prazer desse gênero, que nos é
oferecido para possibilitar a liberação de um prazer ainda maior, proveniente
de fontes psíquicas mais profundas. Em minha opinião, todo prazer estético que
o escritor criativo nos proporciona é da mesma natureza desse prazer preliminar, e a verdadeira
satisfação que usufruímos de uma obra literária procede de uma libertação de
tensões em nossas mentes. Talvez até grande parte desse efeito seja devida à
possibilidade que o escritor nos oferece de, dali em diante, nos deleitarmos
com nossos próprios devaneios, sem auto-acusações ou vergonha. Isso nos leva ao
limiar de novas e complexas investigações, mas também, pelo menos no momento,
ao fim deste exame. [...] Pedem-me que faça uma relação de ‘dez bons livros’
sem a tal acrescentarem maiores explicações. Cabe-me assim não somente a
escolha dos livros, mas também a interpretação do pedido. Como estou acostumado
a dar atenção a pequenos sinais, devo basear-me na forma como esse enigmático
pedido foi expresso. Não me solicitaram ‘os dez mais esplêndidos livros (da
literatura mundial)’, quando eu seria obrigado a responder, como tantos outros:
Homero, as tragédias de Sófocles, o Fausto
de Goethe, o Hamlet e o Macbeth de Shakespeare, etc. Nem me
pediram ‘os dez livros mais significativos’, entre os quais teriam de ser
incluídas as realizações científicas de Copérnico, do velho médico Johann Weier
sobre a crença nas bruxas, a Descendência
do Homem de Darwin, e outros. Nem falaram em ‘livros favoritos’, entre
os quais eu não teria esquecido O
Paraíso Perdido de Milton e o Lázaro
de Heine. Parece-me pairar uma ênfase especial sobre o adjetivo ‘bons’, em sua
frase, e com isso pretenderem os senhores designar aqueles livros que se
assemelham a ‘bons’ amigos, aos quais devemos uma parcela do nosso conhecimento
da vida e de nossa visão do mundo - livros que nos deram prazer e que recomendamos
de bom grado a outros, mas que não nos despertam uma particular e tímida
reverência, nem uma sensação de pequenez diante de sua grandiosidade.
Indicarei, portanto, dez ‘bons’ livros que me vieram à mente sem muita
reflexão. Multatuli, Cartas e Obras. Kipling, Jungle Book. Anatole France, Sur la pierre blanche. Zola, Fécondité. Merezhkovsky, Leonardo
da Vinci. G. Keller, Leute von
Seldwyla. C. F. Meyer, Huttens
letzte Tage. Macaulay, Essays.
Gomperz, Griechische Denker.
Mark Twain, Sketches. Não sei o
que pretendem fazer com essa lista. GRADIVA DE JENSEN - Na Obra Gradiva de Jensen e outros trabalhos, de
Sigmund Freud, é tratado acerca dos delírios e sonho do conto Gradiva de
Wilhelm Jensen, sobre uma escultura - Gradiva, a jovem que avança -, que o
arqueólogo Norbert Hanold sonha e tem delírios, abordando ainda sobre os
delírios e os ditúrbios mentais e o método analítico de psicoterapia. Em
seguida vem a parte de pós-escrito acerca do tema proposto e outros trabalhos
como a psicanálise e a determinação dos fatos nos processos jurídicos, atos
obsessivos e práticas religiosas e o esclarecimento sexual das crianças. O
ensaio Escritores criativos e devaneio,
aborda sobre Ariosto, o brincar da criança e o escritor criativo, o fantasiar e
os romances de Zola. Depois vem os ensaios sobre as fantasias histéricas e sua
relação com a bissexualidade, o caráter e o erotismo anal, moral sexual
civilizada e doença nervosa moderna, sobre as teorias sexuais da criança,
algumas observações gerais sobre ataques histéricos, romances familiares e
breves escritos sobre os melhores livros indicados por Freud. Veja mais aqui e
aqui.
REFERÊNCIA: FREUD, Sigmund. Gradiva de
Jensen e outros trabalhos. Rio de Janeiro: Imago, 1980.
O SEMINÁRIO – AS
PSICOSES, DE JACQUES LACAN – O livro O
seminário: as psicoses, de Jacques Lacan, trata na primeira parte da
introdução à questão das psicoses, abordando sobre esquizofrenia e paranoia, o
Sr. De Ciemrambault, as miragens da compreensão, da Verneinung à Vermerfung,
psicose e psicanálise, doutrina freudiana, o psiquiatra discípulo de Kant,
constituição paranoica, noção de automatismo mental, noção de compreensão, o
simbólico, o imaginário, sentido recalcado, significação do delírio, crítica de
Krapelin, a inércia dialética, Ségias e a alucinação psicomotora, o presidente
Schereber, Elogio da Loucura, a paranoia, a consciência mórbida, memória sobre
a autobiografia de um caso de paranoia delirante, o outro e a psicose,
homossexualidade e paranoia, a palavra e o ritornelo, automatismo e endoscopia,
o conhecimento paranoico, gramática do inconsciente, eu venho do salsicheiro,
do que volta no real, fantoches do delírio, R. S. I na linguagem e a erotização
do significante. Na segunda parte, trata da temática e estrutura do fenômeno
psicótico, abordando de um deus que não engana e de um que engana, a psicose
não é um simples fato de linguagem, o dialeto dos sintomas, como seria belo ser
uma mulher, Deus e a ciência, o deus de Schereber, o discurso da escrivaninha,
o fenômeno psicótico e seu mecanismo, certeza e realidade, Schereber não é
poeta, a noção de defesa, Verdichtung, Verdrangung, a dissolução imaginária,
Dora e seu quadrilátero, Eros e a agressão no carapau macho, o que se chama o
pai, a fragmentação da identidade, a frase simbólica, a noção de defesa, o
testemunho do paciente, o sentimento de realidade, os fenômenos verbais, do
não-sendo e da estrutura de Deus, princípios da análise do delírio, a
interlocução delirante, o abandonar sem mais nem menos, diálogo e volúpia, a
política de Deus, do significante no real e do milagre do uivo, o fato
psiquiátrico primeiro, o discurso da liberdade, a paz do enaltecer, a topologia
subjetiva, da rejeição de um significante primordial, um gêmeo cheio de
delírio, o dia e a noite, a carta. Na terceira parte trata sobre o significante
e o significado, abordando a questão histeria, do mundo pré-verbal, pré-consciente
e inconsciente, signo, traço, significante, uma histeria traumática, o que é
uma mulher, Dora e o órgão feminino, a dissimetria significante, o simbólico e
a procriação, Freud e o significante, o significante como tal não significa
nada, a noção de estrutura, a subjetividade no real, como situar o inicio do
delírio, os entre-eu, dos significantes primordiais e da falta de um, uma
encruzilhada, significantes de base, um significante novo no real, aproximações
do buraco, compensação identificatória, secretários do alienado, a leitura, o
assassinato das almas, as implicações do significante, os homenzinhos, as três
funções do pai, metáfora e metonímia, As gerbe n´etait point avare ni haineuse,
a verdade do pai, a inversão do significante, sintaxe e metáfora, a afasia de
Wernicke, articulação significante e transferência do significado, afasia
sensorial e motora, o vinculo posicional, toda linguagem é metalinguagem,
pormenor e desejo, Freud no século, as imediações do buraco, apelo, alusão, a
entrada na psicose, tomar a palavra, loucura do amor, a evolução do delírio, o
ponto de basta, sentido e escansão, laçada e segmentação, sim eu venho em seu
templo, o temor a Deus, o pai ponto de basta, tu és aquele que me seguirás, o
outro é um lugar, o tu no superego, devolução e constatação, a via média, o
apelo do significante, a estrada principal e o significante ser pai, formar
hiâncias, o verbo ser, do tu ao outro, a tartaruga e os dois patos, a entrada
na psicose, o falo e o meteoro, prevalência da castração, Ida Macalpine,
simbolização material e sublimação, o arco-íris, inserido no pai, entre outros
temas. Veja mais aqui e aqui.
REFERÊNCIA: LACAN, Jacques. O seminário:
as psicoses. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
ANTÍGONA DE SÓFOCLES – O CORO - Amor, invencível Amor, tu que subjugas os
mais poderosos; que repousas nas faces mimosas das virgens; tu que reinas,
tanto na vastidão dos mares, como na humilde cabana do pastor; nem os deuses
imortais, nem os homens de vida transitória, podem fugir a teus golpes; e, quem
for por ti ferido, perde o uso da razão! Tu arrastas, muita vez, o justo à
pratica da injustiça, e o virtuoso ao crime; tu semeias a discórdia entre as
famílias... Tudo cede à sedução do olhar
de uma mulher formosa, de uma noiva ansiosamente desejada; tu, Amor, te
equiparas, no poder, às leis supremas do universo, porque Vênus zomba de nós!” ANTÍGONA
DE SÓFOCLES – Antígona é uma das grandes tragédias escritas há
mais de 2 mil e 500 anos pelo dramaturgo grego Sófocles, colocando o confronto
entre a coragem da princesa Antígona e a tirania do rei déspota Creonte. A
tragédia trata dos filhos de Édipo, os irmãos Polinices e Etéocles, que se
atraiçoam e reciprocamente se matam pelo poder, restando apenas da linhagem
edipiana as duas filhas Antígona e Ismenia. Com a morte dos irmãos, assume
Creonte o poder, uma vez cunhado de Édipo e tio de seus filhos, indignado com
Polinices e honrando a memória de Etéocles. Por isso, lança édito condenando
Polinices ao relento sem sepultamento, o que leva Antígona a se indignar e
descumprir suas ordens. Indignado com Antígona Creonte planeja uma morte
dolorosa e lenta, determinando que fosse levada a sua última morada, para se
juntar com o que ela venerava: os mortos. Após esse desfecho, Creonte ouve do
adivinho Tirésias o que poderia acontecer se concretizasse todo o seu ódio em
relação à filha de Édipo.Com receio que suas premonições se realizassem Creonte
vai ao local onde mandou aprisionar Antígona, chegando à tumba encontra ao lado
do corpo dela o de seu filho, que num ato de revolta volta-se contra seu pai e
não conseguindo aplacá-lo, suicida-se. Não bastando à morte do filho sua esposa
ao tomar conhecimento do fato também suicida. (Tradução de J. B. Mello e
Souza). Veja mais aqui e aqui.
REFERÊNCIA: SÓFOCLES. Antígona. São Paulo: W. M. Jacnson Inc, 1969.
CARTAS NA RUA – [...] Acho que era meu segundo dia como empregado temporário de Natal quando
essa enorme mulher apareceu e ficou me acompanhando enquanto eu entregava
cartas. O que quero dizer enorme é que sua bunda era enorme e suas tetas eram
enormes e que ela enorme em todos os lugares em que devia ser. Ela me pareceu
meio doida mas eu fiquei olhando pro seu corpo e não me incomodei. [...] A porta se abriu e ela veio correndo, usava
umas dessas combinações transparentes sem soutien. E umas calças azul-escuro. O
cabelo desfeito e espetado como se tentando fugir da cabeça. Algum tipo de
creme lambuzava o rosto, especialmente debaixo dos olhos. O seu corpo era
branco como se o sol jamais tivesse tocado sua pele e seu rosto tinha um
aspecto nada saudável. Sua boca se pendurava, aberta. Usava um risco de batom e
era bem torneada de cima a baixo... [...] Ela estava de pé bem junto de mim. Agarrei-a pela bunda e mergulhei de
boca. Os peitos balançando bem junto, ela toda junto de mim. Ela levantou a
cabeça e afastou-a de mim: - Tarado! Tarado! Tarado! Com a boca alcancei um de
seus peitos, fiquei nele um pouco e depois mudei para o outro. – Estupro!
Estupro! Estou sendo estuprada! E ela estava certa. Puxei as calças, abri o meu
zíper e liberei o ganso. Enfurecido, enfiei, e fomos andando até o sofá. Caímos
bem no meio. Ela abriu bem as pernas! – Estupro!, gritou. Acabei logo, fechei o
zíper, apanhei a mala do correio e saí enquanto ela ficava absorta olhando o
teto...[...]. Trechos extraídos da obra Cartas
na rua (Brasiliense, 1983), do escritor estadunidense nascido na Alemanha, Charles
Bukowski (1920-1994). Veja mais aqui.
O CONFESSIONÁRIO DO PADRE
BIDIÃO – Depois da recuperação
da Prazeres do Céu, dada cientificamente como um caso perdido por se encontrar acometida
por uma depressão crônica que lhe corroía a vida, tornando-se, depois de um
eficiente tratamento com o Padre Bidião, na saltitante e feliz mulher de todos
os dias, invejada e sedutoramente transformada numa mulher fatal cobiçada por
todos os marmanjos de queixo caído com sua passagem, afora o resultado exitoso
do retiro realizado no último carnaval, do qual todas as barangas e trubufus inscritas,
retornaram feito mulheres fatais dispostas a tudo no trato com o marido, filhos
e nas lides domésticas, foi o bastante para ventilar-se a plenos pulmões o
boato da terapia salvadora promovida pelo pároco. Oxe, não deu outra. Quem presenciou
já na quarta-feira de cinzas e nos dias subsequentes, o retorno das distintas
senhoras elegantemente felicíssimas aos seus lares depois de cinco dias no
retiro, foi o bastante para que todas as senhoras e senhoritas acorressem em
massa para o templo bidiônico, com o fito de realizarem a qualquer custo o
tratamento ministrado. Foi uma balbúrdia que quase tira do sério a infatigável e
pacienticíssima Prazeres, administrando uma a uma das candidatas. Pra se ter
uma ideia, tinha de tudo: de meninas que mal desabrocharam os peitinhos às
maduras sexagenárias, sem contar com a quase centenária Bastianita, uma
distinta macróbia com as suas longevas noventa e oito primaveras, lá no fim da
fila, levando a Prazeres a inquirir: Mas o que a senhora está fazendo nessa
fila, hem? Ah, minha filha, eu também mereço ser feliz, ora, ora. O ambiente
todo foi coberto por gargalhadas que já imprimiam a qualidade superior de vida que
reinava no recinto, tudo inspirando uma paz interior e uma satisfação de
encontrar ali a realização de todos os seus sonhos. Prazeres atendeu uma a uma
e expôs os requisitos que não eram muitos, bastando que se apresentassem
dispostas a serem curadas de suas enfermidades, ficando incomunicáveis durante
determinado período que seria definido após a primeira sessão com o padre, contanto
que se levassem em suas malas apenas peças que fossem vestidos ou blusas e
saias, nada de calças compridas, nem bermudas. Para o tratamento tornava-se
indispensável e regras irrecorríveis, apenas para aquelas que dispusessem de
vestidos e saias, mais nada. Tudo conforme, cada uma das inscritas foram
dispensadas, regressando no dia seguinte com as exigências atendidas, do
contrário seriam eliminadas e aguardariam uma nova abertura de inscrições ou no
próximo semestre, ou no ano seguinte, apenas. Todas cumpriram à risca. Seis meses
depois, o milagre! Todas reapareceram como se fossem, cada uma, novas mulheres,
cheias de vidas e sorrisos, até a Bastianita havia dispensado a moleta e com
ares de mocinha namoradeira, exibindo uma minissaia e um decote de causar
inveja em debutantes. Os homens entreolhavam-se uns aos outros, todos querendo
saber o segredo do padre. Ah, o segredo, eu mesmo procurei saber e o padre só
mudando de conversa. Não tem quem consiga adivinhar o que seja, já se fez tudo
para descobrir e não se tem a mínima ideia de tão secreto que é. Até hoje o
tratamento é ministrado e sequer uma pista mínima se conseguira para saber como
se processa tal terapia. Esse Padre Bidião tem cada uma. Veja mais aqui e aqui.
POEMA – Havia
um homem com uma língua de madeira / que tentava cantar / e na verdade era
deplorável. / Mas houve um que ouviu / os estalos dessa língua de madeira / e
entendeu o que o homem / queria cantar / e com isto o cantor ficou feliz. Poema
do escritor e jornalista estadunidense Stephen Crane (1871-1900).
A arte do artista plástico polonês Krzysztof Lozowski.
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