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quarta-feira, julho 31, 2019

SEARLE, BARBARA MCCLINTOCK, MÁRCIA JAQUELINE, CONTOS DA TERRA DOS MIL POVOS & ANTES DE NADA DIZER


ANTES DE NADA DIZER... - Muitas dores nos olhos alheios, tão disfarçados de risos ocasionais pelas avenidas estrangeiras de qualquer lugar do polo norte ao sul – frustrações de quem erra o caminho e não sabe mais o que fazer, ambições que se diluem disfarçadas de gentilezas e solidariedade -, e morrem todo dia para chamar a atenção da hipocrisia do outro, quase todos os mesmos do mesmo, crucificados pelo cotidiano. Muita solidão nas mãos pedintes – carências exaltadas na volta para casa e no quarto de dormir quantos Heróstratos, bússola perdida, incendiam as maravilhas da Natureza apenas para imortalizar seu mando de dendroclasta ou o que valha! Todos se parecem com o seu lugar, à sua imagem e feição, para pior, nem mais, nem menos. Muitas lágrimas escondidas – faces idealizadas nas máscaras que escondem o que verdadeiramente são por trás dos cosméticos e simpatia. Ah, todos vulneráveis comigo que choro por mim e por todos os que sofrem sozinhos sem enxergar saída alguma nesse mundo de infortúnios e injúrias. Muitas e muitos são uns e outras que gargalham para não desabar na sua vidinha entediante, a única coisa que temem é passar fome, enquanto o sal se pisa com nós pelas costas e não dá o braço a torcer, botando as manguinhas e pés de fora, levando no peito e queixo caído, a sorte a passar de raspão, seja lá, meu Deus, oxalá. Ninguém leva a sério a instrução e a verdade, quem digno de atenção. Sou solidário a todos e doo doendo também, mesmo que não seja visto nem percebido ou rejeitado, não importa que não me vejam chorar seus choros, doer suas dores, estão ocupados demais com suas sofrências valiosas; e mesmo que ignorem que a vida não é só a satisfação dos desejos, mas muito mais que sacrifício; e mesmo que se matem com seus prantos, ah, velho Schopenhauer, a ingenuidade é a honra do gênio; a nudez, da beleza. Quem me dirá de si o que houve se nem mesmo de todos há o que se esperar. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS:
Se você sabe que está no caminho certo, se você tem este conhecimento interior, então ninguém pode negar o seu pedido... não importa o que eles dizem. Devo admitir que no início me senti surpresa, e depois confusa. Ninguém me convidava para dar aulas ou seminários, nem para participar de comitês ou tribunais acadêmicos. Mas esse longo intervalo foi uma delícia. Deu-me uma completa liberdade para continuar pesquisando por puro prazer e sem interrupções. Pode parecer injusto recompensar uma pessoa por ter tido tanto prazer nos últimos anos, pedindo à planta do milho para resolver problemas específicos e depois ver suas respostas.
Pensamento da cientista estadunidense Barbara McClintock, Prêmio Nobel de Medicina/Fisiologia em 1983, Ph.D em Botânica e especializada em citogenética, que em sua aula O significado das respostas do genoma aos desafios, publicada na obra O genoma dinamico (Cold Spring Harbor Laboratory Press, 1983), organizada por Nina Fedoroff e David Botstein, expressa que: [...] No futuro não há dúvida de que todas as atenções se voltarão para o genoma, com uma consciência maior do significado deste como um órgão altamente sensível da célula, que acompanha as atividades genômicas, corrige os erros comuns, percebe os acontecimentos estranhos e inesperados e reage a eles [...].

A TIA MISÉRIA
[...] Até que em uma noite chuvosa, bateram-lhe à porta. - Já vou, já vou! Gritou Tia Miséria. Era uma mulher de horrendo aspecto, vestida de negro, com as asas negras nos ombros e nos pés. - O que... o que... quer? - Perguntou Tia Miséria a tremer. - Tenha uma boa e santa noite, Tia Miséria. - Você me conhece? Perguntou assombrada. - Vamos, Tia Miséria. Chegou a sua hora. Foi então que Tia Miséria percebeu a foice debaixo da capa da estranha criatura. Nesse momento, se deu conta de que tinha aberto a porta para ela... ela mesma... a MORTE! - Sou a Morte: venho buscar-te e estou com pressa. - Já? Pois nem ao menos pode me dar um ano de espera? - Não pode ser - respondeu a Morte. - Faça-me ao menos um último favor: suba à minha pereira e colha-me a última pera que me resta. Quero comê-la, visto que é a última. Enquanto isso, vou me preparando para a partida. - Tudo bem, mulher, mas anda rápido! A Morte subiu à pereira, colheu a pera, mas não pôde descer. Pôs-se a chamar a velhinha. Esta respondeu: “Tem paciência, maldita, pois aí ficarás por todos os séculos. És má, tens feito muitas desgraças, roubando muitos pais aos seus filhos pequeninos...” E a Morte ficou em cima da pereira durante dias, semanas, meses. - Por onde anda a morte? Perguntavam os velhinhos e os doentes terminais nos hospitais. Depois de um ano, e depois de muita procura, Tia Miséria percebeu, na frente da sua porta, um comitê composto de padres que se queixavam de que não havia enterros, de médicos enfurecidos com o pouco profissionalismo da morte: uma coisa era alargar a vida, outra muito diferente era estender a dor. Ali estavam também escrivães e advogados que se lastimavam de não ter inventários, de donos de funerárias que reclamavam da queda das vendas de caixões; enfim, eram todos aqueles que vivem da morte do próximo. Todos pediam à velha que autorizasse a Morte a descer da pereira, mas Tia Miséria respondia: “Não quero, não quero e não quero”! Falou então a Morte do alto da pereira e fez com a velha um trato: se a deixasse descer, pouparia sua vida enquanto o mundo fosse mundo. A velhinha consentiu e a Morte desceu. Saiu correndo dali com a promessa de nunca mais bater à porta de Tia Miséria. Mas compensou o tempo perdido: nunca morreram tantos em tão pouco tempo. É por isso que enquanto o mundo for mundo a Miséria existirá sobre a Terra.
Contação de lendas e mitos recolhida do espetáculo Contos da Terra dos Mil Povos (2007), que entra no Campo do Sagrado, pelos rituais e conhecimentos ancestrais que evocam e pelo próprio ato de Contar Histórias, Sagrado para as Culturas Orais. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Depois que eu entrei, o meu sonho era terminar a minha carreira aqui. Trazer esta obra, neste momento, é um grito de socorro. A gente está dançando para arrecadar feijão e arroz, porque famílias não têm o que comer. Eu batalhei tanto para chegar até aqui e não podia, neste momento, desanimar. Mas eu quero voltar e fechar o meu círculo, porque aqui eu comecei e quero terminar aqui.
A arte da bailarina Márcia Jaqueline, a primeira-bailarina do balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e, hoje, no Salzburg Ballet, da Áustria. Veja mais aqui & aqui.

A OBRA DE JOHN ROGERS SEARLE
A consciência é um fenômeno biológico, como a fotossíntese, a digestão, a mitose - você conhece todos os fenômenos biológicos - e uma vez aceito isso, a maioria, se não todos os problemas difíceis da consciência simplesmente evaporam.
A obra do filósofo e escritor estadunidense John Rogers Searle aqui e aqui.


sexta-feira, fevereiro 23, 2018

LOUISE BOGAN, EAGLETON, JOSTEIN GAARDER, SEARLE, IVAN BUNIN, HARRIET HOSMER, JOHN MCLAUGHLIN, HILARY HAHN, CRISTINA ARRUDA & FEMINISMO E LUTAS ANTISSISTÊMICAS

COMEÇOU O FINAL DE SEMANA, É SEXTA! - Imagem: art by Cristina Arruda. - UMA: ESCOLARIZAÇÃO PRA SER GENTE - Desde menino sempre ouviu: Estude pra ser gente, seu cabra. Estudava e muito: tabuada, vogais, consoantes, soletrava o abecê. Agradar a professora do primário, tirar boas notas, ser o primeiro da classe. E a turma: CDF, caga-pau! Ora. Foi pro ginasial, deu guinada de todo tipo: Tome jeito de ser gente, seu medonho! E como é que é ser gente? Aprenda! Mais estudava, menos sabia. Sabia de coisas de antanho que nada diziam respeito, de cálculos, somas, equações, qual a serventia mesmo, hem? De ciências, os acidentes geográficos, a moral e cívica, aprenda a falar sua língua, não seja analfabeto, desgraçado! E tome substantivo, sintaxe, conjugação de verbos, regência, tudo grego! Verdade, nada a ver com sua cidade, sua gente, seus vizinhos, só coisas de um mundo que nunca ia viver, como a Revolução Francesa, o Dia do Fico, fatos e heroísmos de gente de longe ou do passado, coisas assim, do nada, sem pé nem cabeça, mas tinha que decorar, saber de cor e salteado, de trás pra frente, na ponta da língua, era assim que passava de ano, se expremesse sabia de nada. Até aí não sabia: estudar pra quê? Foi pro colegial com ensino profissionalizante, científico, tal qual o bê-a-bá: isso é isso, aquilo é aquilo, aprendeu? Feijão com arroz, café com pão, física, química, religião, laboratório e as meninas assanhadas pra cima e pra baixo, gazeava, quando não escapolia de fininho. Desde o ginasial, na sorte; tirava sete e dava pra passar, escapando e se arrastando. Onze anos nessa pisada, primário, ginasial, científico, serve mesmo estudar, hem? Ainda não sabia. Foi pra faculdade depois de levar pau nuns dez vestibulares. Aí queimou as pestanas, virou noite, passou aperto, fez força de deixar marca de freada na cueca, fedor de queimado dos chifres, torceu, virou e mexeu, segunda chamada, recuperação, vai mas num vai, empurra e aos empurrões, falta fôlego, ah, falta pouco, vambora, coisas do arco da velha, ciência que jamais entendera, contudo decorava tudo ou recorria às fila na mão, na meia, nos tacos de papel, copiava, reproduzia, aos trancos e barrancos, escorregava e passava com pau no canto. Depois de morrer umas três vezes, tirou fino no abismo e se lascou todinho de dúvidas. Qual é? Ninguém esclarecia, aumentava a dúvida: Vixe! Qualquer dia essa bomba estoura! Enfim, formou-se. Ufa! Agora vai! Foi pro mercado de trabalho, sobrou; sebo nas canelas e teve que se especializar pra ser aproveitado, pós-graduou-se umas duas vezes e viu que era pouco e não sabia nada, o dinheiro não dava, pagava o crédito educativo, meio lá, meio cá, se arrastando fez um mestrado que nem lembra em quê e emburacou no doutoramento, tudo com temas que nem acreditava, por imposição do orientador e pra ganhar a vida sobre a concorrência que era muita e desleal. Agora sim. Voltou ao mercado e viu que não era bem assim, passou da conta, tinha gente com nada disso ocupando os lugares e ele que estudou pra ser gente, não era. Foi, então, o chamado da família: criar galinhas era mais fácil e ganhar um bom dinheiro sem precisar de estudo que, para ele, agora, era perda de tempo. Nunca mais quer saber de escola, aula, professor, tudo inútil por que ele queria só ganhar um dinheirinho pra sobreviver, nada mais. Agora sou gente, tenho dinheiro e fim de papo! E os estudos? Respondia: Se eu souber quem inventou escola eu mando matar! E ponto final. DUAS: TODO DIA É DIA DE SEDUÇÃO – Valha-me minha santa tesão, que mulher linda! Era mesmo, lindíssima: cabelo liso aos ombros, olhar agateado, faces róseas, lábios salientes, corpo escultural num bustiê dos peitinhos de goiaba, cinturinha de pilão, saínha curtíssima, coxas e pernas, valha-me, santa criatura! E dançava elegantemente, enturmada. Sentou-se ao lado, piscou pra ela; ela, também. Sorriu pra ela, ah, que riso lindo o dela, salvai-me Deus que eu já vou! Piscou de novo, ela correspondeu. Fez menção de falar, ela a ouvir. Levantou-se, sentou-se ao lado e deitou maior chaveco, blábláblá, e ela se ria frouxa pro seu encanto. Já dizia Gonzagão: Mulher querendo é bom demais. É nessa que eu vou! E foi: dançou soltou, remexeu-se de todo jeito, tudo para impressioná-la e ela ria que ria, bão demais. Ela sentou-se: Cerveja? Pensou nos bolsos: Acompanho. Ela agita o relógio do pulso, chega o garçom: Cerveja, dois copos! Ela virava, ele bebericava – estava desprevenido financeiramente, mas ela deve ser endinheirada, pelo jeito. Outro litro, mais dois, dança sem se agarrar, ela reboladeira, ele todo sem jeito com as coisas por denunciar-lhe a concupiscência. Ela se achega e se esfrega, ele tonteia; maior rela-rela, uma mão ao seio assim sem querer, outra na altura do rebolado: Essa é pra casar de mesmo! Goles e passos, música lenta, o sarro, coisa de arrepiar! Ambos exaltados, vamos. Ele vai. À mesa, agita o relógio no pulso, o garçom, a conta: Pagaí! Hem? A conta! Conversa vai, conversa vem, empenha o relógio dele e ela já passando na borboleta da saída, corre atrás. Cadê o carro? Hem? O carro, au-to-mó-vel, entendeu? Ah, só tenho passe pra condução. Como? Vamos pra onde? Ela virou-se e foi embora, ele acompanhou o rebolado dela até vê-la beijar um outro que vinha em sua direção, entraram num carro e ela se foi buzinando, adeus. Ah, tá! Já era, a fila anda e quem não tem músculo, bom de bolso e possante, fica só a ver navios, as mãos, à beira do cais. TRÊS: SAIDEIRA DA INGRESIA – Maior bate boca: É a mãe! O calão denunciava a exaltação lascando a gramática: É o corno do teu pai, fidapeste! Nervos à flor da pele, empurra-empurra, deixa disso, vamos lá, seja razoável, dá logo um tabefe na cara desse freco, isso é um pulha, faz isso não, vai logo, se fosse comigo eu já tinha enfiado uma peixeira no bucho desse fidaputa! Que é isso, corno? As gaias estão dando circuito é? Ah, vou esquentar sua orelha, desgraçado! Vem que vou encher essa tua fuça de tapa, viado! Deixa pra lá, aqui não, vai ou não vai. Como dizem as escrituras apagadas: uns atiçam pra briga, outros tantos pra desapartar. E o vuque-vuque sobra: tapas pra que te quero! Êpa! O perigo no meio do temporal de lapadas! Comigo é assim: brincou, sai apanhado! Vou quebrar suas costelas, galhudo! Vem que vou arrebetar seu espinhaço, boiola! Que comemoração é essa, hem? -, gritou uma autoridade que passava. Ah, hoje é Dia da Paz e da Compreensão Mundial! É mesmo? É. Então tá. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá é dia de especial com a música do guitarrista britânico de jazz John McLaughlin: Extrapolation, Live in Concert & Stuttgart Concert Live; da violinista estadunidense Hilary Hahn: Concert Violin Beethoven, Violin Concert Mozart & Caprice 23 Paganini; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] um filósofo de verdade nunca desiste. Se pelo menos a gente conseguisse desprendê-lo [...]. Pensamento extraído da obra O mundo de Sofia (Cia das Letras, 1995), do escritor e professor norueguês Jostein Gaarder, compreendendo uma narrativa a respeito do conhecimento filosófico, voltada para o público jovem. No livro o autor articula os conhecimentos filosóficos com a vida real. No inicio traz o primeiro capítulo, O jardim do Éden, significando o início quando Deus cria o mundo com seus primeiros habitantes, Adão e Eva. Nessa parte relata o retorno da escola de Sofia, a relação de confidência dela com sua melhor amiga Jorunn. A jovem recebe cartas de uma pessoa que nunca conheceu com perguntas curiosas acerca do mundo e da vida. Nessa parte a vida é mostrada para a protagonista de uma forma que a faz se questionar. No segundo capítulo, Cartola, a adolescente recebe um envelope contendo os primeiros passos de um curso grátis de Filosofia. A partir desse presente, ela começa a ter contato com o universo filosófico, partindo para praticá-la. Nessa parte aparecem explicações acerca da filosofia e sua importância. No terceiro capítulo, Mitos, ela viaja na imaginação sobre os mitos antigos da Antiga Grécia, acompanhando sobre os mitos da antiguidade. O quarto capítulo trata sobre os filósofos da natureza, a recepção pela adolescente de perguntas quando ela passa a refletir sobre o assunto. No quinto capítulo, Demócrito, vê-se a ênfase dada ao assunto filosófico por parte do misterioso professor de Sofia, quando ela passa a tentar descobri-lo. Ela apreende que o filósofo grego Demócrito defendia que tudo era composto por átomos e que com a morte do ser, os átomos são espalhados na natureza. No sexto capítulo, Destino, a jovem Sofia resolve escrever uma carta ao filósofo, quando recebe uma aula sobre o destino e, misteriosamente uma echarpe vermelha aparece com o nome inscrito nas correspondências da pessoa que ela não conhecia. No sétimo capítulo, Sócrates, a jovem é surpreendida por uma carta de um professor solicitando que ela guardasse uma echarpe vermelha. É quando o professor ministra conteúdos acerca dos filósofos Sócrates, Platão e Aristóteles. Para esses filósofos ainda que houvessem respostas para muitas questões filosóficas ninguém jamais seria capaz de encontrar respostas seguras e definitivas para os mistérios da natureza e do universo. Este ponto de vista é conhecido na filosofia como ceticismo. No oitavo capítulo, Atenas, as aulas foram ampliadas com vídeo, quando o filosofo aparece na Atenas da Antiga Grécia. No capítulo nono, Platão, os ensinamentos ministrados davam conta que esse filósofo defendia que a alma era imortal e que por trás de tudo está a verdade, e o que vemos é apenas uma espécie de sombra, reflexo do real. O décimo capítulo, A cabana do major, é permeado de suspense. É quando depois de fazer a leitura sobre Platão, Sofia permanece em seu esconderijo refletindo sobre as ideias deste filósofo. Depois disso, muitas coisas ocorreram até que Sofia foi para o seu quarto e lá pensou sobre tudo que tinha passado. Ficou receosa por haver entrado na casa de seu professor e então resolveu escrever-lhe uma carta pedindo desculpas. O décimo primeiro capítulo, Aristóteles, tomando ciência que esse filósofo teceu várias criticas às ideias de Platão, uma vez que ambos possuíam visões diferentes. Aristóteles defendia que a mulher era um homem imperfeito, fazendo com que Sofia começasse a ter uma opinião própria a respeito das coisas, retrucando o filósofo. No décimo segundo capítulo, Helenismo, há uma passagem de tempo que se desenvolve pela época, passando pela Idade Média, Renascimento, Barroco, Descartes, Spinoza, Locke, Hume, Berkeley, o Iluminismo, Kant, o Romantismo, Hegel e Kierkgaard. Depois lições sobre Marx, Darwin, Freud e os filósofos do século XX. A partir dessa parte, Hilde refletia sobre tudo que lia e ao lado de Sofia passou a observar o Existencialismo, levando as duas a realizarem reflexão sobre tudo que havia ocorrido, a festa, os mistérios, os acontecimentos que se davam em um outro mundo da eternidade, como as conversas sobre a origem do universo, a teoria do Big Bang entre outros acontecimentos. A leitura da obra é bastante esclarecedora e fascinante. Conclui-se que a Filosofia é um ramo de estudo que permite a busca do saber e da verdade, descortinando o sentido secreto da realidade. O seu estudo permite ainda que proporcione melhor visão das coisas e prepare o estudante para melhor desempenhar seu papel na vida. Veja mais aqui.

EPISTEMOLOGIA & PRAGMATISMO - [...] Abandonar a epistemologia em prol da política não é desejável, é impossível; todos os enunciados de cunho político são implicitamente teorias sobre a realidade [...] A posição do pragmatista que toma “interesse”, “poder”, ou “desejo” como seu ponto de partida epistemológico [...] está sujeita à constetação. Tal contextação inevitavelmente acarretará debate em torno de como são as coisas no mundo lá fora. Falar a respeito do mundo lá fora não quer dizer necessariamente que as coisas são uma vez por todas de uma só forma ou que o conhecimento do mundo está transcendentalmente descontaminada de interesses e desejos. [...]. Trechos extraído de Two approaches in the sociology of literature (Critical Inquiry, 1988), do filósofo e crítico literário britânico Terry Eagleton. Veja mais aqui.

CONTAR ESTÓRIAS - [...] contar estórias realmente se constitui em um jogo de lingaugem distinto; um jogo que para ser jogado pede um conjunto distinto de convenções, embora essas convenções não sejam regras do significado; e o jogo da linguagem não está no mesmo nível que os jogos ilocucionários da linguagem, mas é parasitário em relação a eles. [...] Os teóricos da literatura tendem a emitir observações vagas sobre como o autor cria um mundo fictício, um mundo de romance, ou coisa parecida. Acredito que estamos em posição de fazer essas observações terem sentido. Ao fingir referir=se a pessoas e relatar eventos a seu respeito, o autor cria personagens e eventos fictícios. No caso de ficção realista ou naturalista, o autor fará referencia a lugares e eventos reais, entremeando-os com referências fictícias, dessa forma tornando possível tratar do conto fictício como se fosse uma extensão do nosso conhecimento já existente. [...]. Trechos extraídos de Expression and meaning studies in the Theory of Speech Acts (Cambridge, 1979), do filósofo e escritor estadunidense John Searle. Veja mais aqui.

O AMOR DE MÍTIA – [...] Aquela dor era tão forte, tão intolerável, que, sem pensar no que fazia, não compreendendo o que resultaria de tudo aquilo, fervorosamente uma coisa apenas, livrar-se por um instante que fosse daquela dor e não tornar àquele mundo horrível em que passara o dia todo e onde, apenas um instante atrás, estivera imerso no mais horrível e repugnante de todos os sonhos terrestres, apalpou e puxou uma gavetra do criado-mudo, apanhou a esfera fria, pesada, do revolver e, soltando um suspiro profundo e alegre, abriu a boca e, com toda a força, deliciando-se, atirou. Extraído da obra O amor de Mítia (Delta, 1964), do escritor russo Ivan Bunin (1870-1053), Prêmio Nobel de 1933.

M. CANTANDO – Agora inocente dentro da profunda noite / de todas as coisas vivas e leves / libertando o que sabemos no sono. / Na tua voz fresca gritam alto / aqueles seres sem coração ou nome. / Aquelas criaturas corretas e orgulhosas / sobre as palavras de melancolia / e as sutilezas de música, / deixam a longa colheita que segam / na terra perdida de pó e chama / e movem-se para o espaço sob o nosso céu. Poema da poeta estadunidense Louise Bogan (1897-1970).

FEMINISMO POPULAR & LUTAS ANTISSISTÊMICAS
O nosso desafio é transformar o mundo, enquanto transformamos a nós mesmas e ao nosso movimento. Guacira César de Oliveira
Extraído da obra Feminismo popular e lutas antissistêmicas (SOS Corpo, 2016), de Carmen S. M. Silva, tratando sobre feminismo, mulheres e movimentos sociais, movimento das mulheres e questão do feminismo hegemônico, movimentos sociais e subjetividades coletivas, classes populares e formação do campo, grupos de reflexão ao planeta fêmea, relação com o campo político dos movimentos sociais, articulações e manifestações, participação institucional, Conferência de Beijing, a crise no campo político, a AMB, lutas nacionais, atuação em movimentos, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

Veja mais:
Uma prosa nos entreversos do amor, a música de Maestro Duda, o cinema de Marco Ferreri & Andréa Ferréol, a Conquista do Voto das Mulheres, a arte de Fernando Alves & Luciah Lopez aqui.
Centenário de Hermilo, o teatro de Augusto Boal, a música de Cussy de Almeida, a pintura de Joshua Reynolds, Ginofagia & Dia da Sedução aqui.
A arte do advogado, escritor, crítico literário, jornalista, dramaturgo, diretor, teatrólogo e tradutor Hermilo Borba Filho (1917-2017) aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Os encantos de Valkyria Freya, Paulo Freire, Daniel Goleman, a literatura de Pierre Michon,o teatro de Mario Viana,o cinema de Ferenc Moldoványi, a música de Vânia Abreu, a pintura de Carolyn Weltman, a arte de Alexis Texas, Merari Tavares, Saúde no Brasil, Fracasso Escolar & Professor e aluno aqui.
A poesia de Benhjamim Péret, Dolls & Cátia Rodrigues aqui.
Paixão, a literatura de Francis Scott Fitzgerald & Djuna Barnes, o teatro de Sarah Kane, o cinema de Ken Loach, a música de Regina Carter, a pintura de Pal Fried & Carolyn Weltman & Jane Graverol, a fotografia de Wang Huaxiang, Jurema Barreto de Souza, Gestão em Saúde, A relação entre professor & aluno aqui.
A música de Kylie Minogue, a poesia de Cláudio Manuel da Costa, o teatro de Michael Frayn,o cinema de Michel Gondry, a fotografia de Jeanine Toledo, a pintura de Carl Larsson, Lucilene Machado, Kate Winslet, Hope 2050, aecamepa, Administração Hospitalar & Síndrome de Burnout, Transtornos & Distúrbios da Aprendizagem aqui.
O alvo do pódice, Cervantes, Márcia Tiburi, Giovanni Sartori, a literatura de Rick Moody, o teatro de Mário Prata & Fernando Rojas, o cinema de István Szabó, a música de Ferruccio Busoni & Gertrud Schilde, a pintura de Omar Ortiz & Emerico Imre Toth, Rachel Weisz, Ádila J. P. Cabral, A Trajetória da Mulher & O cérebro na escola aqui.
Solfejo de uma ária amanhecida & a pintura de Max Klinger aqui.
Cecília Meireles, Pablo Milanés. Pedrinho Guareschi & O mistério da Consciência, o cinema de Jean-Luc Godard, a pintura de Johan Christian Dahl, Juliette Binoche e Myriem Roussel, Costinha, O sufrágio feminino & Programa Tataritaritatá aqui.
Leibniz, Manoel Bentevi, Alceu Valença, Helena Cristina & Programa Tataritaritatá aqui.
Hermann Hesse, a poesia de Wislawa Szymborska, a literatura de Evelyn Lau, a música de Christoph Willibald Gluck & Daniella Alcarpe, a fotografia de Bárbara Angel aqui.
Franz Kafka, a pintura de Anna Chromý, a música de Leoš Janáček & Karyme Hass & Ibys Maceioh aqui.
Adolfo Casais Monteiro, Roberto Burle Marx, a música de Astor Piazzola, a poesia de Antonio Miranda, Adriana Garambone & Doro na Copa do Mundo aqui.
O cinema de Jean Cocteau & Elizabteh Lee Miller, a música de Márcia Novo & Felipe Cerquize aqui.
Frida Kahlo, Alberto Nepomuceno & Luciah Lopez aqui.
Marc Chagall, Gustav Mahler, Artur Azevedo, Lampião & Bee Scott aqui.
Fritz Perls, Procópio Ferreira, Moraes Moreira, Doro na Copa & Programa Tataritaritatá aqui.
Manuel Bandeira, Violeta Parra & Mercedes Sosa, Ana Botafogo & Blitz-krieg do Mineirão aqui.
Marcel Proust, Carl Orff, Mestre Vitalino, Jacob Abraham Camille Pissarro & Rachel Levkovits aqui.
Carlos Gomes & Quinteto Violado, Sérgio Buarque de Holanda, Joana Ramos & Givaldo Kleber aqui.
Lygia Fagundes Teles & Pomba enamorada ou uma história de amor aqui.
A poesia de D. H. Lawrence & Milene Possas Sarquissiano aqui.
A poesia de Pablo Neruda, a Música de Jane Monheit & a fotografia de Colette Standish aqui.
A poesia de Raymond Radiguet, a pintura de Thereza Toscano & Para sempe Lilya aqui.
Encruzilhadas aqui.
Arthur Schopenhauer, Johann Nikolaus Forkel, José Cândido de Carvalho, Victor Brecheret, Luís Buñuel, Iremar Marinho & Bestiário Alagoano aqui.
Karl Theodor Jaspers, Pablo Picasso, Georg Friedrich Händel, Fernanda Seno, Eva Green & Demi Moore, Tom Wesselmann & Soninha Porto aqui.
Os crimes contra a administração pública aqui.
Homofobia, sexualidade, bissexualidade & educação para as diferenças aqui.
A mulher assíria-babilônia & outras tiradas, sacadas & outros tataritaritatás aqui.
Interpretação dos sonhos de Freud, Psicopatologia, Semiologia & Comunicação Linguística aqui.
De todo jeito é bom & Programa Tataritaritatá aqui.
Diário de um sedutor de Kierkegaar & Se não chover aqui.
Os cânticos de Salomão, Anna Akhmatova, a música de Carl Reinecke & Elza Soares, Chico Buarque & as chicólatras, Fecamepa & Naldinho Freire aqui.
Ernesto Sábato, Nelson Rodrigues, Antonio Cândido, Betty Lago, OVNI, A chegada dela no prazer da tarde & Programa Tataritaritatá aqui.
Mahatma Gandhi, George Orwell, Maurren Magg & Rick Wakeman aqui.
Autran Dourado, Thomas Mann, Gilberto Gil, Luiza Possi & Célia Demézio aqui.
Guimarães Rosa, Milton Nascimento & Caetano Veloso, Isabelle Adjani, Zezé Motta, Rejane Souza, Rafael Nolli & Sóstenes Lima aqui.
Luigi Pirandello, Jean-Jacques Rousseau, Pat Metheny, Mel Brooks, Peter Paul Rubens & Maurice Quentin de La Tour aqui.
Antoine de Saint-Exupéry, Paul Klee, Aarre Merikanto, Colin Hay, Clóvis Graciano & Cris Braun aqui.
Emily Brontë, John Gay, Fryderyk Chopin, Yngwie Malmsteen, Floriano Martins, Maria Luisa Persson & Julia Crystal aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da escultora estadunidense Harriet Hosmer (1830-1908). 
Veja mais aqui & aqui.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

SEARLE, ANDERSEN, LEMINSKI, BAUDELAIRE, FLÁVIA BARROS CARONE, PAUL LAURENZI, FELATRIZ & CRÔNICAS NATALINAS


A arte de pintor francês Paul Laurenzi.

FELATRIZ: O UNIVERSO NA SUA BOCA - Ela chega e me beija devoradora, enquanto uma das mãos alisa meu sexo por cima da calça. E com sua boca devoradora, ela desce e se acocora, as faces esfregadas sobre o tecido com o meu membro rijo, alisando os lábios como se quisesse tragar assim desse jeito e a me deixar louco, desabotoa minha calça, desliza o zíper, alisa meu pau que sente o seu bafo a contorna-lo por cima da cueca, mordiscando e ajoelhada encara meu pinto sacado, rijo e ousado, e se debruça como se fosse o seu credo professando toda sua devoção numa silenciosa oração e o beija aos montões com seus beiços de Kelly LeBrock pra lambê-lo todinho e prendê-lo entre os lábios de Angelina Jolie, como se fosse a sua chupeta – ah, língua da capeta! – chupóloga que oferta todo universo na sua boca, com todos os sóis, todas as estrelas, planetas, todas as constelações siderais pra me presentear na sua abobada palatina a me perder entre Amdrêda e Cassiopeia, quando brinca com uma lambida: Tem gosto de graviola e ela toda se evola acha lindo o chapéu do vaqueiro e diz que sou seu rei e senhor, dedica todo penhor para achar que tem gosto de carambola e ela toda esmola com a maior sucção, ah, eu viro vulcão quando ela diz que é sua saborosa manga, ah, tem gosto de uma gigante pitanga e acha meu cacete gostoso como se chupasse mangaba e diz que depois que me dar sua goiaba todinha madura preu me fartar, ela quer é me enfartar dizendo minha pica tem a gostosura do ingá e de saborosa pinha, ela toda se aninha na maior boquetada, chega baba a safada e mais quer chupar o meu tamarindo, todo lambido luzindo feito siriguela, de levá-lo inteiro até na goela, engolindo dele entrar à garganta de tão engolideira e fiel boqueteira a lamber os testículos, a me dá a constelação de Ophiucus e a me fazer seu melão ou apetitoso cajá, ela adora felar, felatriz que me faz levitar como se eu fosse primorosa cajarana, ah, como chupa a putana e diz que é legal, e sobeja como pega uma acerola ou umbu como se a constalação de Grus estivesse nela e ela quer mais chupar o seu maracujá, a sua cenoura, suga chupadora o seu grandão caroço de pitomba e diz que meu pinto é uma tromba e quer nela se arrombar e meu gozo é seu xarope, vitamina pra sua saúde, loção pro seu corpo, quando diz que adora ficar toda peguenta com meu sêmen, ah viscosidade do seu hidratante labial e facial, fragrância da sua pele e enche a boca com minha gozada e faz seu batismo, crisma e júbilo e nela amanheço, nela entardeço, nela anoiteço e sou todo nela. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.


A arte de pintor francês Paul Laurenzi.

PENSAMENTO DO DIA - Todo o universo visível não é senão um depósito de imagens e de signos aos quais a imaginação conferirá um lugar e um valor relativos; é uma espécie de alimento que a imaginação deve digerir e transformar. Pensamento do escritor, tradutor, critico de arte e poeta francês, Charles Baudelaire (1821 - 1867). Veja mais aqui.

MENTES, CÉREBROS & CIÊNCIA [...] Ter uma mente é algo mais do que ter processos formais ou sintáricos. Nossos estados mentais internos têm, por definição, certos tipos de conteúdos [...] A razão pela qual um programa de computador não pode jamais ser uma mente é simplesmente que um programa de compitador é somente sintático e as mentes são mais do que sintáticas. As mentes são semânticas, no sentido de que têm algo mais do que uma estrutura formal: têm um conteúdo. Trechos extraídos da obra Mentes, cérebros y ciência (Catedra, 1985), do filósofo e escritor estadunidense John Searle. Veja mais aqui.

MORFOSSINTAXE – [...] Pensamos neste momento em Derrida, que se pergunta, perplexo, diante da análise de uma tragédia de Corneille: por que há mais beleza na tragédia do que em sua estrutura? Estamos inteiramente de acordo com ele [...] embora o texto não seja sua estrutura, ele certamente a possui; e, se a perder, perderá sua própria identidade, mutilado em sua essência. Além do mais, a análise, como prática, que leva ao conhecimento,tem tambpem a sua beleza e proporciona aquele prazer especial que sempre motiva o homem: o prazer da descoberta. [...]. Diz Hjelmslev que “toda sintaxe é morfologia e toda morfologia é sintaxe”. Poderiamos parafrasear sua asserção, concluindo que a sintaxe é a morfologia da frase e a morfologia é a sintaxe da palavra. Trechos extraídos da obra Morfossintaxe (Ática, 1995), de Flávia de Barros Carone.

VENDEDORA DE FÓSFOROS - [...] Achou um canto, formado pela saliência de uma casa, e acocorou-se ali, com os pés encolhidos, para abrigá-la ao calor do corpo; mas cada vez sentia mais frio. Não se animava a voltar para casa, porque não tinha vendido uma única caixinha de fósofors, e não ganhara um vintém. Era certo que levaria algumas lambadas. Além disso, em sua casa fazia tanto frio como na rua, pois só havia o abrigo do telhado, e por ele entrava uivando o vento, apesar dos trapos e das palhas com que lhe tinham tapado as enormes frestas. Tinha as mãozinhas tão geladas... estavam duras de frio. Quem sabe se acendendo um daqueles fósfotos pequeninos sentiria alguma calor? Se se animasse a tirar um ao menos da caixinha, e riscá-lona parede para acendê-lo...Ritch!... Como estalou, e faiscou, antes de pegar fogo! Deu uma chama quente, bem clara, e parecia mesmo uma vela quando ela o abrigou com a mão. E era uma vela esquisita aquela! Pareceu0-lhe logo que estava sentada diante de uma grande estufa, de pés e maçanetas de bronze polido. Ardia nela um fogo magnítico, que espalhava suave calor. E a meninazinha ia estendendo os pés enregelados, para aquecê-los e... tss! Apagou-se o clarão! Sumiu-se a estufa, tão quentinha, e ali ficou ela, no seu canto gelado, com um fósforo apagado na mão. Só via a parede escura e fria. [...] A pequena vendedora de fósforos, de Contos escolhidos (Globo, 1985), do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875). Veja mais aqui.

OUVERTURE LA VIE EM CLOSE – em latim / “porta” se diz “janua” / e “janela” se diz “fenestra” / a palavra “fenestra” / não veio para o português / mas veio o diminutivo da “janua”, / “januela”, “portinha”, / que deu nossa “janela” / “fenestra” veio / mas não como esse ponto da casa / que olha o mundo lá fora, / de “fenestra”, veio “fresta”, / o que é uma coisa bem diversa / Já em inglês / “janela se diz “window” / porque por ela entra / o vento (“wind”) frio do norte / a menos que a fechemos / como quem abre / o grande dicionário etimológico / dos espaços interiores. Poema de do escritor, critico literário, tradutor e professor Paulo Leminski (1944-1989). Veja mais aqui.


A arte de pintor francês Paul Laurenzi.



Imagem: hehehehehehehehe, ano passado não foi, este também não... e o que vem,  será? .

Gentamiga,
para vocês minhas crônicas natalinas. É só clicar em cima do título e curtir as ditas:







E não deixe de ver as previsões e simpatias do Doro.



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O toco do Barnabé, Mario de Andrade, Franz Hartmann, Roger Chartier, Felipe Coelho, Rosi Campos, Laetitia Colombani, Albert Arthur Allen, Audrey Tautou, Anna Rose Bain & Helena Ferreira aqui.


CRÔNICA DE AMOR POR ELA


Homenagem de Leitora como presente de parabéns pro Tataritaritaá!
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
 Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.

GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...