segunda-feira, julho 20, 2015

SARTRE, BUÑUEL, PETRARCA, DENISE BARROS, ZENÃO, SANTANA, LIEBERMANN, KURASOV & DR. CIUÇA GORDA!

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VAMOS APRUMAR A CONVERSA? DR. CIUÇA GORDA & OS CAVALEIROS DO PÓS-CALIPSO DO NÓ CEGO – O Dr. Ciuça Gorda – leia-se Ismael Oliveira – é um baiano de Juazeiro que, na expressão do João Beiro Mônaco – pra sorriso da Aglay -, é linha de azeite. Não sei o que significa, mas pro triunvirato do nó cego – Marcos Palmeira Tolinho Bidião, Luiz Carlos Jegue Durão e eu -, traduza-se: catimbozeiro. Um detalhe: na verdade não é um trio, é um quarteto que ele mesmo integra, mas pra prosa sair imparcial, fica valendo a tríade. Ah, sim! O trio assevera que se trata dum sujeito do tipo artista de cinema e capa de revista, digno de integrar o BSB (leia-se Big Shit Bôbras): tem cardã de força nas quatro, castiga no óleo de peroba pra arejar a lata, gosta dum holofote, distingue estria de celulite – só falta mesmo esconder a língua e falar com o queixo nos ombros: - Isso é uma vergonha! -, sabe atirar bem com espoleta dos outros, não aguenta aperto entregando tudo na primeira futucada, perito cobrador – deva a ele não! – e sonha virar escritor ou cineasta ou sei lá o quê para publicar sua história inédita O homem de uma cueca só (e com furo no fiofó). Ah, outra coisa: acrescentam mais que se você tiver segredo, não conte pra ele; se contar, logo toda torcida do Flamengo vai saber, viu? Avisei. Afinal, ele mesmo diz que não é cofre. Pronto, os caras pintaram o quadro dele, cagado e cuspido. Oxe, não avalizo nada disso, mesmo que eu tenha perdido por voto vencido. E falando sério: tudo isso da trindade só serve mesmo pra mangação no meio das loas, petas e patranhas na hora do vira-vira, toma outra e cachaça & pilhérias, tudo no reino da pinoia. Da minha parte, admito que ele tem lá os seus pantins, mas digo ao contrário: é um amigo de primeira hora. Eu mesmo, refazendo minha trajetória desde 1994, quando o conheci, que lhe devo uma (tô correndo o risco da cobrada, mas, destá). Assumo. Aliás, devo duas. É... peraí, devo três. Vixe! Tá virando confissão de dívidas - cuidado, o cabra é da turma da lei. Ih! É, reavaliando a minha vida, acho que devo um bocado – e bote volume nessa tuia! - a esse rapaz e passo impune porque, mesmo como zagueiro inescapável na marcação cerrada das cobranças, fiquei tão inadimplente com ele, que me tornei descarado insolvente, de bico e cheio de razão. Pode? Como ele tem o coração do bom baiano, acho que ele deu na veneta da sua generosidade e, numa caridosa anistia, botou os meus débitos na conta dos perdidos. Sei não, mais uma das vítimas das minhas presepadas. Pois foi, devo admitir que o cara me tirou do sufoco na hora que precisei, aguentou minhas cachaças – quer pior que um bebo chato de galocha azoando o juízo? -, teve a paciência de acompanhar as curvas e as baforadas das minhas ideias, esteve junto, somou, empurrou o meu mandú pra pegar no tranco, chegou na horagá, enfim, só me resta com a cara mais deslavada dizer: - Devo, não nego; pago quando puder. Amigo é pressas coisas, num é? E como hoje é dia do amigo – Dia Internacional da Amizade - prometo não cantar A Rosa, dar baixa na pacutia e mandar um abração fraterno de gratidão procê, Rosana & Raphinha, tá? Beijabrações no coração docês, viu? E vamos aprumar a conversa! Veja mais dele aqui e mais aqui.

Imagem: Love scene (Liebesszene) do pintor, gravurista e litógrafo alemão Max Liebermann (1847-1935)

Curtindo Maria Maria (G&B, 1999), do músico, compositor e multi-instrumentista mexicano Carlos Santana. Veja mais aqui.

AS APORIAS DE ZENÃO – No livro História da Filosofia (Melhoramentos, 1978), de Umberto Padovani e Luís Castagnola, tem-se a informação de que Zenão de Eleia (490-430aC), integra a terceira geração eleática do pensamento filosófico grego, discípulo de Parmênidas que aceita a concepção do ser uno e imutável, acrescentando a infinitude. Torna-se famoso por suas argumentações dialéticas e sofisticas contra a multiplicidade e especialmente contra o movimento, que seriam, pois, demonstrações indiretas da concepção eleatica do ser, concebido como uno e imutável. Ele parte do pressuposto de que o espaço é dividido em partes infinitas e deduz a impossibilidade de que um corpo possa percorrer o número infinito de pontos, de que consta o espaço. As aporias mostram as consequências extremas a que conduzia o monismo corporalista, adotando o juízo da impossibilidade do movimento e da multiplicidade, passando a expor os argumentos tanto contra a pluralidade dos corpos e sua mutabilidade e movimentos, ao defender a unidade do universo. Com esses argumentos ele demonstra o seu paradoxo ou antinomia conduzindo o pensamento a impasses e contradições lógicas insuperáveis que preparam a invenção futura do cálculo infinitesimal. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

TRÊS SONETOS – No livro Sonetos (Sol Negro, s/d), do escritor, intelectual humanista e filosofo italiano Francesco Petrarca (1304-1374), traduzido por Renato Suttana, encontro três sonetos que merecem destaque, o primeiro: Se dela o doce olhar me mata aqui, / e as palavrinhas brandas de tal sorte, / e se Amor sobre mim a faz tão forte, / só quando fala ou só quando sorri, / ah! que será, se acaso ela por si, / por minha culpa ou por malvada sorte, / separa os olhos da mercê, e à morte, / lá onde me protege, então me fie? / Porém se tremo, e em coração gelado / vejo às vezes mudar sua figura, / medo é de antigas provas derivado. / Mulher é coisa móvel por natura; / onde eu sei bem que um amoroso estado / no peito dela pouco tempo dura. O segundo soneto destacado: Ó minha alcova, que já foste um porto / Às tempestades que cruzei diurnas, / Fonte agora de lágrimas noturnas, / Que no dia, por pejo, ocultas porto; / Ó leito, onde encontrei paz e conforto / De tanta mágoa, que dolentes urnas / Sobre ti verte o Amor com mãos ebúrneas, / Só para mim crueza e desconforto! / Porém do meu retiro e do repouso / Não fujo, mas de mim e do pensar, / Que tanta vez segui num devaneio; / E em meio ao vulgo adverso e inamistoso / (Quem diria?) refúgio vou buscar, / Tal é de ficar só o meu receio. Por fim, o terceiro soneto destacado: Vós que escutais em rima esparsa o som / do gemer que a meu peito deu vigor / no meu primeiro juvenil error, / quando era em parte outro homem, e no tom / do vário estilo em que eu discorro com / choro, esperanças vãs e esta vã dor, / onde haja quem provado tenha amor, / perdão e piedade espero em dom. / Mas o falar de todo o povo escuto / A que dei azo e repetidamente / De mim mesmo comigo me envergonho; / e desse enleio vão vergonha é o fruto, / e arrepender-me e ver tão claramente / que quanto agrada ao mundo é breve sonho. Veja mais aqui e aqui.

O AUTOR, A OBRA E O PÚBLICO – O livro Un Théatre de Situation (Gallimard, 1973), é uma compilação de textos, discursos e entrevistas do filósofo, dramaturgo e escritor francês Jean-Paul Sartre (1905-1986), dissecando e definindo o teatro, no qual destaco o trecho O autor, a obra e o público: [...] Nos grandes momentos da história do teatro, havia uma homogeneidade real entre o autor e o público. Este vivia mais ou menos conscientemente as contradições que aquele punha em cena. Não oferece dúvidas que Antígona representa, como aliás já o disse Hegel, o conflito das grandes famílias aristocráticas em vias de desagregação e da cidade que contra elas se organiza limitando-lhe o poder. Também não oferece dúvidas que os atenienses se sentiam profundamente tocados pelo conflito entre Antígona e Creonte. Existia pois um público unido pelo teatro. O mesmo sucedeu no século XVIII inglês, quando a língua inglesa se enriqueceu sem cessar, e quando a monarquia absoluta se estabeleceu; é a nação inglesa que toma consciência de si mesma através do teatro elisabetano. na Nossa época, os espectadores provém de meios muito diversificados e por vezes tem interesses antagônicos, para que se possa prever as reações do público heterogêneo que constituem. De qualquer maneira, o teatro pertence, na sua totalidade, á burguesia. É ela quem suporta e alimenta as salas de espetáculo, estando sempre disposta a subir os preços. Existem tantos conflitos internos nas classes médias e mesmo na classe dominante que uma parte do público correria o risco de se chocar se o teatro desse, da nossa sociedade, uma imagem que agradaria a outros espectadores. O resultado deste compromisso, dá como consequência que o teatro não mostra frequentemente as mudanças do homem e do mundo, mas antes fornece a imagem de um homem eternamente semelhante a si mesmo num universo que nunca muda. Veja mais aqui e aqui.

VIRIDIANA – O premiado filme Viridiana (1961), do controverso cineasta espanhol Luis Buñuel (1900-1983), conta a história de uma jovem noviça que é obrigada pela madre superiora a visitar seu tio, o único parente vivo, antes de fazer seus votos. Ao passar um tempo na companhia do parente, ele tenta seduzi-la por lembrar-lhe a imagem da esposa morta. Ela tenta fugir, entretanto, é drogada pela empregada da casa, tenta estupra-la, preferindo, então, enganá-la no dia seguinte de que ela não é mais virgem e que não pode ir mais para o convento, quando ela o abandona e no caminho tem a notícia de que seu tio se suicidou. Ela retorna, acolhe pobres e os acomoda numa das áreas da casa quando, depois de alguns dias, os pobres tentam estuprá-la, quando é salva pela intervenção do primo Jorge, filho do seu tio morto e, também, apaixonado por ela. Passam-se aos anos, quando ela resolve visitar Jorge e lá o encontra com a governanta da casa, Ramona, convidada a um ménage à trois. O destaque vai para a atriz mexicana de teatro, cinema e televisão, Silvia Pinal. O filme causou escândalos por se tratar do nome de uma santa católica do século XIII, sendo condenado por blasfêmia e indecência pela Igreja, banido pelo governo do ditador Franco na Espanha, contudo, ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes, em 1961. Veja mais aqui, aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
Escultura Menina moça, da escultora e professora Denise Barros.


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