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quarta-feira, outubro 03, 2018

OSMAN LINS, JEUDY, RAFAEL ALBERTI, UNAMUNO, ANNIE LEIBOVITZ, CAMILLA CABELLO & MARACATU REAL DA VÁRZEA


SÓ FALTAVA ESSA! - Imagem: arte da fotógrafa estadunidense Annie Leibovitz. - Entre coisas acontecidas e inventadas, já vi muitas coincidências nesse mundo de meu Deus por aí afora e valha-me tudo quanto é de doidice e arrepios. Já ouvi de tudo quanto é de coisa sobrenatural, de ficar de orelha em pé com incidências que dão trabalho com acrobacias mentais para justificar como é que pode aquilo ter acontecido, as mais disparatadas razões sequer davam para imaginar o que deveras sucedeu. No meio disso, há quem tenha visto, não acredita em nenhuma delas, mas afirma que há, inclusive sortilégios, ou mesmo pretexto para uma boa pinoia ou deixar o temeroso insone. Por conta disso, há quem recorra a todo tipo de crendice para se ver livre dos desfortunios, tem quem adivinhe antes da hora, como quem não arrede o pé dos horóscopos, saque das ocultidões da astrologia, coisas do tipo inexplicáveis, impossíveis ou de outro mundo, coisas assim do inusitado, mesmo que não tenham sido lá essas coisas, alguma até são, outras nem tanto, só que foram e ainda espalham brasa entre incautos e desconfiados. Explicações existem, quase nem sempre aceitáveis, mas vá lá, tipo esconjuro, déjà vu, cilada, ou aquela de que Deus protege os bêbados, as crianças e os doidos; ou mesmo daqueles que tiram fino na morte, escapam incólume e não aprendem a lição. Na verdade, o que tem de gente descrente que chama na grande no ver pra crer e, ao mesmo tempo, cultua o apocalipse da besta fera dos religiosos e outras pragas, não tendo cabimento nenhum motejo, pois, eu mesmo sei de gente condenada à morte por doença terminal asseverada por médico gabaritado com todos os equipamentos disponíveis da ciência, que só garantia no máximo seis meses de vida pro aniquilado, e até hoje ele zanza por aí sorridente pra cima e pra baixo, de se dizer boquiaberto: ué, curou-se como? Mistério. Quantas com mais de um século de existência de aprontar no fumo e na bebida, sequer baixaram emergências a vida toda, somente sorrindo e não levando nada a sério, de só se ouvir: como é que pode, hem? Ontem mesmo um atleta parrudo, saudável, abstêmio e antitabagista, passou, acenou e saiu sorridente, teve um piripaque, caiu, morreu na flor da idade. Que coisa!?! Afora aquelas mais cavernosas que custam mesmo acreditar e que vem logo com a falação de praxe: acredite, se quiser. Na verdade, o que há de mesmo é que o barulho lá de fora é enorme e atrapalha os meus pensamentos, rouba minha concentração, me tira do sério, me deixa neurótico ou virado na porra, pronto pra desaforar por aí que tem muito parasita que se passa por gente bem vestida e educada, muares diplomados, chatos de galocha peritos em dar toque de arrodeio e ganhar dinheiro, armados da maior picaretagem de tão inescrupuloso, pronto para desancar reputações e sair na maior depois de picar a mula para lugar incerto e não sabido, pra voltar com a cara mais lisa como se nada tivesse acontecido e começar tudo de novo, no fuxico, na trama e danação, isso sim, isso custa acreditar, como se não aprendesse a lição ou jamais tenha lição alguma pra ser aprendida, o que passou, passou, e nada mais resta que seguir adiante à espera de um milagre que cairá do céu e tudo será resolvido, só assim, Deus na causa e valha-nos todos nós. Dramas e comédias, de amigos que se foram assim do nada, duns estropiados que ressuscitaram na hora do enterro, casos que pairam dúvidas, outros intrigantes, afinal o estrupício é que incomoda, ou como diz Leon Eliachar: “nem sempre dramas, nem sempre comédias, mas irremediavelmente humanos – qualquer semelhança, portanto, é aquilo que todos nós sabemos”. Ora, ora, só faltava essa do misterioso, ah, nunca! Tudo é tão natural na vida. Então, vamos aprumar a conversa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música da cantora e compositora estadunidense de origem cubana, Camilla Cabello: Live Isle of Wight Festival, Live from Lollapalooza Argentina, Camila & Greatest Hits & muito mais nos mais de 2 milhões & 600 mil acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS – [...] As variações da ciência dependem das variações das necessidades humanas, e os homens de ciência costumam trabalhar, quer queiram, quer não, consciente ou inconscientemente, a serviço dos poderosos ou do povo, que lhes pedem confirmação de suas aspirações. [...] O conhecimento está a serviço da necessidade de viver... E essa necessidade criou no homem os órgãos do conhecimento... O homem vê, ouve, apalpa, saboreia e cheira aquilo que precisa ver, ouvir, apalpar, saborear ou cheirar ... Os parasitas que, nas entranhas dos outros animais, vivem dos sucos nutritivos por estes preparados, como não precisam de ouvir ou ver, não ouvem nem vêem ... Para estes parasitas não deve existir nem o mundo visual nem o mundo sonoro. [...]. Extraído da obra O sentimento trágico da vida (Educação Nacional, 1953), do filósofo, escritor e dramaturgo espanhol Miguel de Unamuno (1864-1936). Veja mais aqui.

A SOCIEDADE TRANSBORDANTE – [...] A ética, o direito, a história são coordenadores e depositários de sentido que sustentam modelos de representação do mundo e de interpretação dos acontecimentos. Todavia, as relações com o mundo, com os outros, os modos de apreensão do espaço e dos objetos não parecem concordar com tal enquadramento simbólico. O desvio entre os discursos que dão sentido ao mundo ou à existência e a materialidade das coisas não cessa de crescer. [...] No processo generalizado de consumo, deixa de haver alma, sombra, duplo e imagem, no sentido especular. Já não existe contradição do ser, nem problemática do ser e da aparência. Dá-se apenas a emissão e a recepção de signos, abolindo-se o ser individual no interior desta combinatória e deste cálculo de signos [...] a atual sociedade não é, por conseguinte, transbordante de sentido porque dá em espectáculo a realidade, mas porque se situa além da espectacularização, porque neutraliza a oposição entre a realidade e os seus simulacros mediáticos. É por isso que a crítica da sociedade do espectáculo, a partir do desfasamento em relação a uma suposta realidade exterior que lhe servisse de referente, se tornou obsoleta e ingênua, visto ter passado a estar integrada no próprio sistema mediático e a servir de alimento ao próprio funcionamento das redes da informação. Os discursos sobre o “vazio”, sobre o “efémero”, sobre a “desrealização do mundo”, acabam por produzir uma negação estereotipada das angústias, das cóleras, das emoções, das tentativas de violência crítica…- como se o indivíduo não tivesse senão que assistir à sua própria desrealização. Pouco importa se é mera ilusão ou ficção. Cada um sabe que a ilusão permanece fundamental, existencial e que, neste sentido, perde praticamente o seu estatuto de ilusão tornando a emoção sempre possível [...]. Trechos extraídos da obra A sociedade transbordante (Século XXI, 1995), do filósofo, sociólogo e escritor francês Henri-Pierre Jeudy.

GUERRA SEM TESTEMUNHAS – [...] Hoje, porém, se ainda estou incerto quanto ao processo a seguir em minha exposição – ou em minha procura? – ocorre-me de súbito o ardil de confessar esta inatividade e referir ao mesmo tempo os fins da obra projetada. O que era obstáculo transforma-se em pretexto para agir; converte-se em literatura o que me impedia de escrever. Dêste modo, sem o fazer deliberadamente, ilustro o postulado gideano segundo o qual o escritor, longe de evitar ou ignorar suas dificuldades, nelas deve se apoiar. [...]. Trecho extraído da obra Guerra sem testemunhas (Ática, 1974), do escritor e dramaturgo Osman Lins (1924-1978). Veja mais aqui

EQUIVOCOU-SE A POMBAEquivocou-se a pomba. / Equivocava-se. / Por ir ao norte, foi ao sul. / Acreditou que o trigo era água. / Equivocava-se. / Acreditou que o mar era o céu; / que a noite a manhã. / Equivocava-se. / Que as estrelas orvalho; / que o calor, a nevasca. / Equivocava-se. / Que tua saia era tua blusa; / que teu coração, sua casa. / Equivocava-se. / (Ela dormiu na beira / tu, no topo de um ramo). Poema do poeta espanhol Rafael Alberti (1902-1999).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da fotógrafa estadunidense Annie Leibovitz. 
Veja mais aquiaqui e aqui.

AGENDA
Maracatu Real da Várzea – 21 anos, 15/dez, 14hs, Praça Pinto Dâmaso – Av. Afonso Olindense, Recife – PE & muito mais na Agenda aqui.
&
De repente a crise, Carlos Eduardo Novaes, Nicandro Nunes da Costa, David Harvey, David Salle, O Trabalho & Ricardo Antunes, Desigualdade & Direitos & Elaine Rossetti Behring & Silvana Mara de Morais dos Santos, Antonio Carlos Nóbrega, Caroline Dale, Lee Ritenour & Rosana Simpson aqui.


quarta-feira, dezembro 31, 2014

PAULA SIMONETTI, LAUREN KATE, MARIANNE WILLIAMSON, JORDAN PETERSON, BASUKI & LITERÓTICA


 


CAPÉI, A DEUSA SELENE – A noite saiu do coco de Tucumã e a moça das águas da cachoeira, sozinha no fundo dos bosques, acendeu os vaga-lumes e à beira do lago sua imagem influenciou a natureza e regulou as marés, a germinação das sementes, o fluxo das mulheres, o nascimento das crianças e dos bichos e o brilho de certas pedras de cor. E a moça branca das águas da cachoeira vivia sozinha no fundo dos bosques, o meu amor proibido. Sua lágrima se fez Amazonas e alumiou meus versos de ermitão. E eu a segui até o terminadouro, navegante solitário, seguindo seus passos até me envolver em seu breu para nunca mais raiar o dia. Nela eu virei tetéu e se fez eterna guardiã para cantá-la: quero-quero e pra vigiar a volta do sol. E cantando comigo me fez Selenito, andejo da noite em que a coruja segura o ponta do céu como se o meu amor tivesse ido e se foi, o meu amor já se foi, já foi, foi... Era ela nua aos meus pés pagãos, um discípulo que dela se apropriou: ela diz que sou seu amor, ninguém sabe, desde então ela sempre me amou. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aquiaqui e aqui.

  


DITOS & DESDITOS - Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente esperando resultados diferentes. Não há progresso sem mudança de atitude. É melhor se arrepender de algo que você fez do que se arrepender de algo que não fez. O que define você é o que você faz quando se sente mais entediado... Pensamento do psicólogo, escritor e professor canadense Jordan Peterson, autor da obra Maps of Meaning: The Architecture of Belief (Routledge, 2000). Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: O amor é com o que nascemos. O medo é o que aprendemos. A jornada espiritual é o desaprendizado do medo e dos preconceitos e a aceitação do amor de volta em nossos corações. O amor é a realidade essencial e nosso propósito na terra. Estar consciente disso, experimentar o amor em nós mesmos e nos outros, é o sentido da vida. O significado não está nas coisas. O significado está em nós... Pensamento da escritora estadunidense Marianne Williamson. Veja mais aqui.

 

QUEDA - [...] A confiança é, na melhor das hipóteses, uma busca descuidada. Na pior das hipóteses, é uma boa maneira de morrer. [...] A única maneira de sobreviver à eternidade é poder apreciar cada momento [...] Você sabe que todo mundo adora odiar um casal feliz de pombinhos. [...]. Trechos extraídos da obra Fallen (Galera, 2010), da escritora estadunidense Lauren Kate, que na obra Torment (Ember, 2011), expressou que: [...] Às vezes, coisas bonitas surgem em nossas vidas do nada. Nem sempre conseguimos entendê-los, mas temos que confiar neles. Eu sei que você quer questionar tudo, mas às vezes vale a pena ter um pouco de fé. [...] O amor nunca morre [...] A solidão no meio de uma multidão era o pior tipo de solidão, mas ela não conseguia evitar. [...]. Já na obra Rapture (Delacorte, 2014), expressou que: [...] Quero que você saiba que eu faria tudo de novo. Eu escolherei você todas as vezes. [...]. E na Passion (Ember, 2012), expressou que: […] Amarei você de todo o coração, em cada vida, em cada morte. EU não estarei vinculado a nada além do meu amor por você [...]. Além disso é autora de frases como: A sabedoria segura uma vela para a experiência, mas você tem que pegar a vela e caminhar sozinho... O passado é importante por todas as informações e sabedoria que contém. Mas você pode se perder nisso. Você precisa aprender a manter o conhecimento do passado com você enquanto busca o presente...

 

EU NÃO VOU FALAR - vou falar sobre outra coisa \ nunca é isso \ não vou te falar \ Suficiente \ Eu vou te desenhar assim sutil \ paraíso de papel \ sem te contar sobre os piolhos ou os sonhos \ o olhar que se abre para uma breve infância \ vou falar \ sobre as redes \ os rosários \ talvez você não reze \ que você não balançou \ ontem \ Manhã \ nunca \ Não vou retomar a conta \ hematomas que desaparecem, mas para dentro \ explodir novamente no gesto das crianças \ de seus filhos e ad eternum \ Vou esquecer mais tarde quando estiver falando \ a ninguém \ por Picasso \ isso \ machuca \ não sua mão firme como \ a rigidez de um louco \ você virou o rosto e outro voltou \ de uma só vez, seu filho se tornou um homem \ Você não vai me dizer que eles são crianças \ vou falar sobre outra coisa \ embora eu volte \ para este alfabeto \ que só fala de você e da minha infância \ nada mais \ não diz o suficiente \ Não foi feito para dizer o suficiente \ Não vou falar do golpe e da marca \ a maneira como sua mão esmaga o gesto \ do seu filho como se ele fosse uma mosca de verão \ Vou falar sobre a maneira como sua mão \ surge de dentro do poema \ e desfaz. Poema extraído da obra En la boca de los tristes (Editorial Lo que Vendrá, 2014), da poeta e professora Paula Simonetti.

 

AS MULHERES DE BASUKI ABDULLAH

A arte do pintor e professor indonésio Fransiskus Xaverius Basuki Abdullah (Muhammad Basuki Abdullah - 1915- 1993), espancado até a morte por três agressores durante a invasão de sua casa em Jacarta.

 

SACADOUTRAS

 


Ouvindo Alô, Alô, Marciano, de Rita Lee (1947-2023), na voz da inesquecível Elis Regina.

Alô, alô, marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down the high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
Alô, alô, marciano
A crise tá virando zona
Cada um por si todo mundo na lona
E lá se foi a mordomia
Tem muito rei aí pedindo alforria porque
Tá cada vez mais down the high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
Alô, alô, marciano
A coisa tá ficando ruça
Muita patrulha, muita bagunça
O muro começou a pichar
Tem sempre um aiatolá pra atola, Alá
Tá cada vez mais down the high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
Alô, alô, marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down the high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Ui, gente fina é outra coisa, entende?
Down, down, down
High society
Down, down, down, down, down
High society
Hoje não se fazem mais countries como antigamente, não é?
High society, high society, high society, high society
Down, down, down
High society
Down, down, down, down down
High society
Ai que chique é o jazz, meu Deus
Down, down, down
High society
Down, down, down
Ah, Deus
(Alô, Alô, Marciano, Rita Lee e Roberto de Carvalho), Veja mais aqui.


Imagem: Nu allongé, do pintor francês Henri Matisse (1869-1954)

O SENTIMENTO TRÁGICO DE UNAMUNONão basta pensar, é preciso sentir nosso destino [...] A filosofia é um produto humano de cada filósofo, e cada filósofo é um homem de carne e osso que se dirige a outros homens de carne e ossos como ele. Faça o que fizer, filosofa, não apenas com a razão, mas com a vontade, com o sentimento, com a carne e com os ossos, com toda a alma e todo o corpo. Filosofa o homem. [...] A fé, a vida e a razão se necessitam mutuamente. O anseio vital não é propriamente problema, não pode adquirir estado lógico, não pode formular-se em proposições racionalmente discutíveis, mas se coloca a nós, como a nós se coloca a fome. Um lobo que se lança sobre a sua presa para devorá-la ou sobre a loba para fecundá-la também não pode colocar-se racionalmente, e como problema lógico, seu impulso. [...] Por minha parte, não quero celebrar a paz entre meu coração e minha cabeça, entre minha fé e minha razão; quero que combatam entre si. [...] Não faltará a tudo isso quem diga que a vida deve submeter-se à razão, ao que responderemos que ninguém deve o que não pode, e a vida não pode submeter-se à razão. “Deve, logo pode”, replicará algum kantiano. E contra-replicaremos: “Não pode, logo não  deve.” E não pode porque a finalidade da vida é viver, não compreender. [...] Aumentando o amor, esta ânsia ardorosa de ir mais longe e mais fundo vai-se estendendo a tudo o que se vê, a tudo o que se vai compadecendo de tudo. À medida que vais penetrando em ti mesmo, e mais fundo desces em ti mesmo, vais descobrindo a tua própria futilidade, que não és tudo o que não és, que não és o que gostarias de ser, que, em suma, não és mais do que uma ninharia. E ao tocares no teu próprio nada, ao não sentires o teu fundo permanente, ao não atingires nem a tua própria infinitude nem, mesmo, a tua eternidade, tendo lástima de todo o coração a ti próprio, inflamas-te em doloroso amor por ti mesmo, matando o que se chama amor-próprio, e não é mais do que uma espécie de deleite sensual de ti mesmo, algo assim como a carne da tua alma a gozar-se a si mesma. O amor espiritual a si mesmo, a compaixão que uma pessoa adquire para consigo própria, poderá, porventura, chamar-se de egotismo; mas é o que de mais oposto existe ao vulgar egoísmo. Porque deste amor ou compaixão de ti próprio, deste intenso desespero, porque, do mesmo modo que não eras antes de nasceres, também depois de morreres não serás, passas a ter compaixão, isto é, a amar todos os teus semelhantes e irmãos, em aparência miseráveis sombras que desfilam do seu nada ao seu nada, chispas de consciência que brilham um momento nas infinitas e eternas trevas. E dos demais homens, teus semelhantes, passando pelos que são mais semelhantes a ti, pelos que contigo convivem, vais-te compadecer de todos os que vivem, e até daquilo que, porventura, não vive, mas existe. Aquela longínqua estrela que brilha durante a noite, lá no alto, há-de apagar-se algum dia, e tornar-se-á pó, e deixará de brilhar e de existir. E, como ela, todo o céu estrelado. Pobre céu! E se é doloroso ter de deixar de ser algum dia, mais doloroso seria, talvez, continuar a ser sempre o mesmo, e só o mesmo, sem poder ser outro ao mesmo tempo, sem poder ser ao mesmo tempo tudo o resto, sem poder ser tudo. Se olhares para o universo do modo mais próximo e profundo que puderes olhar, que é em ti próprio; se sentires, e não só comtemplares, todas as coisas na tua consciência, onde todas elas deixaram a sua dolorosa marca, atingirás as profundezas do tédio da existência, o poço da vaidade das vaidades. E é assim como chegarás, a compadecer-te de tudo, ao amor universal. Para amares tudo, para teres compaixão de tudo, do humano e extra-hunamo, do que vive e não vive, é necessário que sintas tudo dentro de ti mesmo, que personalizes tudo. Porque o amor personaliza tudo quanto ama, tudo aquilo de que se compadece. Só nos compadecemos, isto é, só amamos, o que se nos assemelha, e assim aumenta a nossa compaixão, e com ela o nosso amor pelas coisas, à medida que descobrimos as semelhanças que têm conosco. Ou, melhor, é o nosso próprio amor, que por si só tende a crescer, o que nos revela essas semelhanças. Se consigo compadecer-me e amar a pobre estrela que um dia desaparecerá do céu, é porque o amor, a compaixão, me faz sentir nela uma consciência, mais ou menos obscura, que a leva a sofrer por não ser mais do que uma estrela e por ter de deixar de o ser, um dia. Pois toda a consciência o é de morte e de dor. Consciência, conscientia, é conhecimento partilhado, é consentimento, e con-sentir é con-padecer. O amor personaliza tudo o que ama. Só é possível apaixonarmo-nos por uma ideia personalizando-a. E quando o amor é tão grande e tão vivo e tão forte e transbordante que tudo ama, então, ele tudo personaliza, e descobre que o Todo total, o Universo, também é Pessoa. Tem uma Consciência, Consciência que, por sua vez, sofre, se compadece e ama, isto é, é consciência. E esta Consciência do Universo, que o amor descobre personalizando tudo o que ama, é o que chamamos Deus. E assim a alma compadece-se de Deus e sente que Ele se compadece dela, ama-o e sente-se amada por Ele, dando abrigo à sua miséria no seio da miséria eterna e infinita, que é, ao eternizar-se e tornar-se infinita, a própria felicidade. Deus é, pois, a personalização do Todo, é a Consciência eterna e infinita do Universo. Consciência presa da matéria e esforçando-se por se libertar dela. Personalizamos o Todo para nos salvarmos do Nada, e o único mistério verdadeiramente misterioso é o mistério da dor. A dor é o caminho da consciência, e é por ela que os seres vivos atingem a consciência de si. Porque ter consciência de si mesmo, ter personalidade, é saber-se e sentir-se distinto dos outros seres, e só se consegue sentir essa distinção com o choque, com a dor maior ou menor, com a sensação do próprio limite. A consciência de si mesmo não é mais do que a consciência da própria limitação. Sinto-me eu mesmo ao sentir que não sou os outros; saber e sentir até onde sou é saber onde deixo de ser, e a partir de onde não sou. E como saber que se existe não sofrendo nem muito nem pouco? Como voltar sobre si, lograr consciência reflexa, senão através da dor? Quando se tem prazer, esquecemo-nos de nós próprios, de que existimos, entramos noutra coisa, alienamo-nos. E só nos ensimesmamos, voltamos a nós próprios, a sermos nós, na dor. (Miguel de Unamuno y Jugo [1864-1936], O sentimento trágico da vida. São Paulo: Martins Fontes, 1996). Veja mais aqui.


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quinta-feira, agosto 23, 2007

UNAMUNO, RUSSELL, FOUCAULT, CASCUDO, HOLÍSTICA, CALÍOPE, FENELON BARRETO, COMPADRIO, PROSERÓTICA & KID MALVADEZA



Imagem: Sociabilidade século XX, do pintor e muralista estadunidense Thomas Hart Benton (1889-1975).

ENGATINHANDO NA NOITE AZUL - De repente tudo fica deliciosamente excedente entre nós. A dimensão dela deixa tudo com ar de fantasia cosmogônica num idílio para lá de transcendental. E isso era mais que um sonho real. Toda a via-láctea ali, ao nosso dispor. E ei-la linda mameluca com sua angélica brancura na noite azul, com sua franzinice primaveril e uma gula gigantesca no seu olhar Sinéad O´Conoor, com as querências inauditas dos seus desejos mais secretos. Tímida com o querer maior que o mundo. Parceira de ir além da última curva do universo. Por um lapso de tempo nos espreitamos atraídos pelo mútuo ardor das carnes incendiadas de paixão. Quase não ser possível manter-me distante da sua provocação corpórea nua, com seus peitinhos de goiaba-boa que me enche a boca d´água e deságua no meu sexo como lança pronta para desferir o golpe certeiro. Impossível desgrudar daquele corpo que é um verdadeiro aconchego de gozo. Para minha grata surpresa, ela arqueia e sai engatinhando na minha direção: língua lambendo os beiços, olhos imantados no meu sexo. Ousei uma artimanha: recuei dificultando sua chegada. Mas ela engatinhou e sorriu safada como quem se dispunha a bordejar genuflexa entre as estrelas oníricas do nosso cenário jubiloso. Perseguiu firme ela por todos os cantos da cama, perseverou com desassossego até que com seu jeito Cristina Kirchner fermento do meu desejo a me envolver e se apoderar da minha emanação total, levando-me pelos limites do prazer. É quando ela jura todo o seu amor eterno e perjurando das suas para batizar-se nas minhas crenças, a se entregar por inteiro como quem vai pro carrasco no cadafalso da sua última hora. Ah, como tudo é tão bom! Bom demais. Muito demais. É quando todas as delícias degustadas, exauridas e satisfeitas, ela tão Marina Lima sela o nosso amor com um beijo de paixão. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui


PENSAMENTO DO DIA – [...] Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contrasenso [...]. Extraído da obra O sentimento trágico da vida (Educação Nacional, 1953), do filósofo, escritor e dramaturgo espanhol Miguel de Unamuno (1864-1936). Veja mais aqui e aqui.

ALGUÉM FALOUNenhum homem pode ser um bom professor se não tiver afeto por seus alunos e um genuíno desejo de dividir com eles o que acredita ser de valor, do filósofo, matemático e pensador inglês Bertrand Russell (1872-1970). Veja mais aqui.

AS CIDADES & A VIOLÊNCIA– [...] A insegurança das cidadaes tinha aumentado devido ao afluxo de todas as populações flutuantes, mendigos, vagabundos, delinqüentes, criminosos, ladrões, assassinos, etc., que podiam vir, como se sabe, do campo. [...] Em outras palavras, tratava-se de organizar a circulação, de eliminar o que era perigoso nela, de separar a boa circulação da má. Tratava-se de planejar os acessos ao exterior, essencialmente no que concerne ao consumo da cidade e a seu comércio com o mundo exterior. [...]. Trecho extraído da obra Vigiar e punir: o nascimento da prisão (34, 2007), do filósofo, historiador, filólogo, teórico social e crítico literário francês Michel Foucault (1926-1984). Veja mais aqui e aqui.

COMPADRIOÉ por ocasião das festas juninas que, entre outras funções sociais, se reforçam os laços de solidariedade através de uma instituição folclórica – o compadrio. No Nordeste brasileiro, muito mais do que noutras partes, uma das formas pela qual os moradores das comunidades rurais, dos bairros, das aglomerações urbanoides, demonstram a cordialidade é a escolha do compadre. Verdadeira instituição, paralela à família, chegando às vezes a entrelaçar um núimero bem maior de membros através do parentesco pelo coração do que pelo do sangue. Há provas evidentes nas comunidades nordestinas de que os liames afetivos que prendem um compadre ao outro, são por vezes, em certos aspectos, tão fortes como aqueles que unem irmãos. Acontece muitas vezes que estes são toros por interferência de ordem econômica, como é o caso de partilha de gerança, quase sempre fatal para o bom andamento das relações amistosas interfraternais. Há também casos em que os irmãos são entrelaçados pelos liames do compadrio. É tão importante este tipo de relações que o próprio tratamento entre eles se modifica. Deixam ambos de se tratar apenas pelo nome, mas antepõe sempre o compadrio. Tratamento respeitoso que não sofre solução de continuidade, caso venha a falecer o afilhado. Há no Nordeste, dois tipos de compadre: o da igreja e o da fogueira. O da igreja é aquele que leva a criança, o afilhado para receber o sinal de iniciação – o batismo na igreja católica romana. O de fogueira é o caso em que não há criança a ser batizada, são apenas compadres, que passam a tratar-se respeitosamente por tal. Não há apenas os compadres de fogueira, há tios, sobrinhos, pais e filhos de fogueira. Basta que um afeto forte os aproxime para que no dia de São João, ao saltar a fogueira, façam antes um juramento e a seguir saltem em cruz três vezes a fogueira. Desse momento em diante a tratar-se de acordo com o que adrede ficou combinado. Ao saltar a fogueira revivem, sem o saber, um ritual de origem celta. O juramento que precede o salto da fogueira é o seguinte: “Eu juro por São João, São Pedro e São Paulo e todos os santos da corte do céu”. A seguir saltam a fogueira dizendo: “São João dormiu / São Pedro acordô, / vamos sê cumpadre / que São João mandô”. Repetindo três vezes de cada lado passam a tratar-se por compadres ou tios e sobrinhos, pai e filho, etc. Extraído da obra Cultura popular brasileira (Melhoramentos, 1977), do professor, sociólogo, etnólogo, folclorista e escritor Alceu Maynard Araújo (1913- 1974).

A GULOSA DISFARÇADAUm homem casara com excelente mulher, dona de casa arranjadeira e honrada, mas muito gulosa. Para disfarçar seu apetite, fingia-se sem vontade de alimentar-se sempre que o marido a convidava nas refeições. Apesar desse regime, engordava cada vez mais, e o esposo admirava alguém poder viver com tão pouca comida. Uma manhã resolveu certificar-se se a mulher comia em sua ausência. Disse que ia para o trabalho e escondeu-se num lugar onde podia acompanhar os passos da esposa. No almoço, viu-a fazer umas tapiocas de goma, bem grossas, molhadas no leite de coco, e comê-las todas, deliciada. Na merenda, mastigou uns cem números de alfenins finos, branquinhos e gostosos. Na hora do jantar, matou um capão, ensopou-o em molho espesso, saboreando-o. À ceia, devorou um prato de macaxeiras, enxutinhas, acompanhando-as com manteiga. Ao anoitecer, o marido apareceu, fingindo-se fatigado. Chovera o dia inteiro, e o homem estava como se estivesse passado, como realmente passara, o dia à sombra. A mulher perguntou: — Homem, como é que trabalhando na chuva você não se molhou? O marido respondeu: — Se a chuva fosse grossa como as tapiocas que você almoçou, eu teria vindo ensopado como o capão que você jantou. Mas a chuva era fina como os alfenins que você merendou e eu fiquei enxuto como as macaxeiras que você ceou. A mulher compreendeu que fora descoberta em seu disfarce e não mais escondeu o apetite de seu marido. Extraído da obra Contos tradicionais do Brasil para jovens (Global, 2006), do historiador, antropólogo, advogado e jornalista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). Veja mais aqui e aqui.

CONFISSÃO - És a luz divinal que eu busco a todo instante / Tens a atração dum sol, / rilhando o poente aureado! / Porque não há quem te ouvindo a voz rouxinoleante,/ Não se renda a teus pés, perdido... escravizado! / És a glória que almejo, estrela fascinante! / Pudesse realizar meu sonho desejado! / A meu lado possuir-te, alva como o diamante / Soberana mulher, causa do meu pecado! / Pudesse! – e o meu coração que tanto te deseja / Livre um dia no mundo enfim, desta peleja / Levantaria o olhar aos céus a agradecer! / Porque só teu olhar no mundo, poderia, / Num riso transformar a intérmina agonia / Dum pobre coração que vive sem viver! Poema do professor, advogado, teatrólogo e poeta, Fenelon Barreto (1898-1961). Veja mais aqui.


CALÍOPE – Era a musa da poesia épica, da sabedoria e da grande eloqüência. É representada com a aparência de uma jovem de ar majestoso, fronte cingida por uma coroa de ouro, emblema que, segundo Hesíodo, indica sua supremacia entre as outras musas. Está ornada de grinaldas, uma das mãos empunha uma trombeta e outra um poema épico. Os poetas julgam que ela é a mãe de Orfeu. Veja mais aqui.

ERIN BROCKOVICH – O filme biográfico Erin Brockovich (Uma Mulher de Talento, 2000), dirigido por Steven Soderbergh, conta a história real de uma mãe solteira com très filhos, ferida em um acidente de trânsito e passa a lutar contra uma empresa de energia – a Pacific Gas and Eletric Company (PG&E). A partir disso ela resolve lutar pelos direitos da comunidade eliminada pelos efeitos tóxicos da poluição da água local, causada pela poderosa empresa estadunidense.

HOLÍSTICA


O NOVO PARADIGMA CIENTÍFICO – A partir da leitura do artigo escrito por Robert Bouleau acerca do novo paradigma científico, o autor trata sobre a experiência da fenda dupla e do fundamento da mecânica quântica, abordando sobre mecânica quantica, experiência da fenda dupla, a teoria das cordas, o bóson de Highs, interconectividade do universo, o campo da supercorda, o mistério da fronteira que separa o mundo quântico do mundo clássico, o pensamento de William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicenté sobre o que sabemos verdadeiramente sobre a realidade, as novas teorias de Lynne McTaggart, a ideia sobre o campo da supercorda de Fred Alan Wolf, a teoria das cordas na ótica de Stephen Hawking e David Hickman, a interconectividade de Fred Alan Wolf, entre outros interessantes assuntos a respeito da teoria quântica.

TEORIA QUÂNTICA – A obra Teoria quântica: estudos históricos e implicações culturais, organizado por Olival Freire Junior, Osvaldo Pessoa Junior e Joan Lisa Bromberg, aborda a história e cultura da teoria quântica, problemas de pesquisa na história da Mecânica Quântica, dissidentes quânticos, a descoerência e os múltiplos caminhos de um novo fenômeno físico, o itinerário científico de Louis de Broglie em busca de uma interpretação causal para a mecânica ondulatória, sobre a cultura material dos primeiros testes experimentais do teorema de Bell, Física Quântica e a transferência de conceitos entre física de partículas, nuclear e do estado sólido, implicações filosóficas da Teoria Quântica, a construção do objeto e objetividade na Física Quântica, o realismo de Einstein e sua crítica da Mecânica Quântica, Bohr e o problema da medição, singularidades do pensamento de Eugene P. Wigner, fundamentações e perspectivas para a Teoria Quântica, o fenômeno cultural do misticismo quântico, a Mecânica Quântica e a cultura em dois momentos, os princípios de complementaridade e de incerteza na obra Copenhague de Michael Frayn, a arte e a teoria quântica, teoria da ressonância, ênfase conceitual e interpretações no ensino da Mecânica Quântica, de Louis de Broglie a Erwin Schrödinger, a imagem pública de Arthur Holly Compton, a Mecânica Quântica e não-linearidade, ontologia de Fourier, análise local por onduletas e Física Quântica,

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REFERÊNCIAS
BOULEAU, Robert. O novo paradigma científico. Revista O Rosacruz, nº 284, p. 38-45, outubro 2013.
FREIRE JUNIOR, Olival; PESSOA JUNIOR, Osvaldo; BROMBERG, Joan. Teoria quântica: estudos históricos e implicações culturais. Campina Grande/São Paulo: EDUEPB/Livraria da Física, 2011.


KID MALVADEZA – Reunião de sete - a conta do mentiroso, sete dias da semana - noveletas carregadas de muito humor e condições adversas na vida dos personagens.

















Veja mais A prisão de Papai Noel, Henryk Górecki, Demócrito de Abdera, Sábato Magaldi, Jane Campion, Alfred Eisenstaedt, Frédéric Bazille, Meg Ryan, Luiz Berto & Fernando Fabio Fiorese Furtado aqui


E mais Mahatma Gandhi, Educação de Pais e Filhos, Zéfiro, Michelangelo Antonioni, Vanessa Redgrave, Phil Collins, Jennifer R. Hale & Maria Luísa Mendonça aqui.
 
PS: FECAMEPA - QUANDO TODO APARATO DE LEI VIRA PILHÉRIA DE BANDIDO, TODO O RESTO ARREPIA O PANDEMÔNIO PORQUE A VIDA VIRA PIADA!!! Olá, gentamiga, essa pulha de que a ANAC deu papelada fraudulenta para a juiza escorregar engalobada, ih, queimou o filme mesmo. Não é à toa, vez por outra, saltitarem petas impunes entre os nossos mais graduados representantes. A gente mesmo nem dá fé do que podem avassalar tais encasacados do Executivo, Legislativo & Judiciário. É mesmo. Eu que ando com a orelha catando rota de pulga, fico somente indignado com a cara-de-pau desses fi-duma-égua. Por isso mesmo que digo: O BRASIL É O PAÍS DA ESPÓRTULA!! É ou não é? Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!! Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: Citrus reclining, da artista plástica Kristina Laurendi Havena.
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MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...