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quinta-feira, março 29, 2018

THIAGO DE MELLO, THOMAS MANN, HOTTOIS, PASOLINI, JENNY HOLZER, VANGELIS & ASTRUD GILBERTO, HOLÍSTICA & EDUCAÇÃO, NALAH & ADERBAL

Imagem: Rua Corona, da artista neo-conceitual estadunidense Jenny Holzer.

O ESTRANHO AMOR DE NALAH & ADERBAL – Imagem: foto da poeta, artista visual & blogueira Luciah Lopez - Aderbal é um cururu pra lá de folgado. Todo embecado de fraque, bengala e gravata-borboleta, o que já namorou de jias, rãs e pererecas, afora duas jabutis, três lagartixas, uma calanga, três coelhas, duas ratazanas e uma cobra que não caiu no papo dele, tirante tudo isso, ele ainda apronta das suas e se embola às gaitadas de caçoar lorota com o compadre Asdrubal. Até então, nunca passou apertado, sempre se saindo ileso de todas as investidas de seu topete destemido. Agora não, o cabra entrou num imprensado de não ter mais jeito, do compadre Asdrúbal, ao encontrá-lo todo meio que mocorongo de farol baixo, gritar logo: Anda sumido, né compadre? Nada, compadre, é que a madame lá de casa é danada de braba. É mesmo? Não tem mais aprontado? Ela num deixa, colada em cima, qualquer trastejado meu, ela chega com bafo de anteontem. Como é que pode? Oxe, se é, nessa me lasquei. Lascou-se mesmo. É que a dita cuja é uma filha de pitbull red nose com cão labrador, imaginem a fera. Deu pra conferir: irmã de doze malsinados, tudo pedra ruim que nem ela, o que já empenaram na vida de gente e de bicho, não dá pra contar. O brinquedo dela é caçar o que passar vivo pela frente, buliu no mato, ela corre atrás e já aleijou uns tantos sabiás, João de Barro, cobra, lagarto, a peste! Um dia ela mordeu um ouriço e ficou com uma carreira pra mais de quarenta espinhos na boca, língua e focinho, metendo-se a querer beijar o Aderbal que fugia que nem doido corre da maldição. Pois bem, um dia lá, uma distinta senhora achou de acomodá-lo numa vasilha d’água num canto da sala, do amostrado ficar ancho lá, só soltando bolinhas. Ele nem sacou que do lado dele havia outra vasilha carregada de ração. Quando ele viu o bafo da monstra devorando a comida, ele ficou todo encolhido só soltando lorota: Uma dessa eu dou jeito. Ela olhou pra ele pelo canto do olho, ronronou de desprezo e manteve-se comendo. Ele arremedou: Uma dessa eu caso, domo e mando ver. Foi aí que ela foi tomar água na vasilha dele. Eita! Quando viu a lapa de língua da brabona, não teve dúvidas, ficou de papo pro ar, dizendo: Vá, assim eu gozo. Chupe, minha filha, chupe. Nalah invocou-se e deu-lhe uma focinhada dele ficar vendo estrelas. A-rá, gritou ele: gostei da felação, amanhã venha de novo, minha filha. Passou. No outro dia, ele lá: Se me der mole eu domino. Nalah nem aí. Ele insistia afinando a goela deitando árias, óperas e operetas pra cima dela, até o dia em que ela arretou-se, pegou-lo pelo rabo e arrastou-lo pendurado pra casinha dela. Agora que quero ver. É que ela havia arrumado um cantinho cheio de galhos e matos para deitá-lo lá, foi ver se o atrevido era de mesmo ou só de faro. Oxe, Aderbal tremia encostado e ela só na provocação. É macho mesmo ou só se faz? Ela danou-se a requebrar, esfregar o rabo nele, alisar as patas, ficar roçando o couro, a ponto dele gritar de quase morrer sufocado: Assim também é demais também, ora! E como é que você quer? Ah, se ajeite estirada e deixe que eu faço o serviço! Arrepara só. Ela pagou pra ver: deitou-se e ficou lá se fingindo de morta. Num é que o Aderbal criou coragem e saiu fuçando nas partes pudendas dela, maior ajeitado, cai mas num cai, se enrola todo, se estica, se enfia, escorrega e ela já impaciente: Como é que é, hem? Num se avexe que ainda nem botei a cabeça! Ela lá com ele no meio e no maior caqueado. Lá pras tantas, todo lambuzado, ele sai se limpando: E aí, moleza, gostou da minha performance? Ué, já terminou, foi? Já, queria mais é? Eu nem comecei a virar os olhos, quanto mais gostar disso que não senti nada. Eita! Ah, desse dia em diante, ela ficava: Vai, mostra aí que é macho mesmo, vai! E ele fazia de tudo e nada. Virou o brinquedinho dela. Ele já anda de olheiras, capengando quase sem voz, sem ânimo, cansado de dormir por horas nunca suficientes do dia todo, mas ali, comendo curto na rédea dela. Tome, sem-vergonho, agora quero ver você sair dessa. Bem empregado, vai se meter com o que não pode, acaba assim. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música do músico e compositor grego Vangelis: Mask, Love Song & com Jon Anderson; da cantora Astrud Gilberto: ZDF Jazz Club, 24 Canciones & I haven’t got anything beter to do; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] Assim como a ciência teórica podia ser chamada de pura e inocente, a tecnociência, ao ser, essencialmente, atividade produtora e modificadora do mundo, não é nunca totalmente inocente. A práxis é eticamente problemática. As questões éticas se colocam, hoje, no nível da investigação chamada básica, devido ao que o projeto de saber é fazer e poder. [...] Pensamento extraído da obra El paradigma bioético: uma ética para la tecnociencia (Antropos, 1991), do filósofo belga Gilbert Hottois, autor de obras de filosofia contemporânea atinentes à ética, linguagem, ciência e técnica. A respeito da clonagem (Human Reproduction Update, 1998), o autor considera alguns aspectos fundamentais que envolvem a questão, como a autoidentidade e a alteridade, a instrumentralização, da determinação no que concerne à liberdade e a autonomia do ser.

HOLÍSTICA & EDUCAÇÃO – [...] os pensadores holísticos reconhecem que há uma parte misteriosa e imutável em toda pessoa, que transcende os sintomas físicos, psíquicos e o próprio condicionamento social. É a dimensão espiritual. Se somos parte integrante do Ser, algo permanece necessariamente após a temporalidade de nossa existência para se integrar na totalidade cósmica: fonte de todo o significado e inatingível intelectualmente. A espiritualidade nos orienta à compaixão universal no sentido de profunda solidariedade com toda a humanidade e à comunhão com todos os demais seres. Educar holisticamente, portanto, é estimular no aluno o desenvolvimento harmonioso das dimensões da totalidade pessoal: física, intelectual, emocional e espiritual. E esta, por sua vez, participa de outros planos de totalidade: o comunitário, o social, o planetário, o cósmico. Todos estes planos devem ser desenvolvidos concomitantemente no processo educacional. Não se entende o homem somente a partir de si mesmo, como centro e senhor da natureza, mas como parte de um todo. Questões como autoconhecimento, liberdade, realização, justiça e paz são enfocadas, levando sempre em conta o contexto da interdependência dos fenômenos, nos diversos planos sistêmicos dos quais o homem é parte. A vivência comunitária é fundamental no desenvolvimento do indivíduo. O sentido da vida comunitária está na mais intensa e genuína interação entre as pessoas. Ela, muito mais do que as normas e leis, é estimulada pelo sentimento de philia (amizade), de que falavam os gregos. A qualidade das relações comunitárias, seja na família e/ou mesmo em outros grupos sociais, deve proporcionar o equilíbrio entre os interesses individuais e os coletivos, garantindo assim a diversidade e a individualidade na interação do grupo. No plano social está nossa dimensão de ser histórico. Participamos da sociedade humana e, portanto, temos nossa parcela de responsabilidade na história por ela construída. A ação política do homem deve se pautar na solidariedade e na cooperação, visando um desenvolvimento sustentado que possinilite a sobrevivência das gerações atuais e futuras. A totalidade planetária nos traz a consciência de que não estamos simplesmente habitando a Terra, mas fazemos parte integrante dela assim como os outros animais, os vegetais e os minerais. Nosso planeta é um complexo harmonioso, um sistema vivo auto-regulável, um oásis de vida na vastidão do universo. Todos os seres da comunidade planetária são igualmente importantes para a vida de Gaia. [...]. Trechos extraídos da obra A canção da inteireza: visão holística da educação (Summus, 1995), do professor e pesquisador Clodoaldo Meneguello Cardoso. Veja mais aqui, aqui e aqui.

UMA LENDA HINDU - [...] Naquela época em que a memória se originava nas almas dos homens, assim como a taça do sacrifício lentamente se enche de sangue ou de inebriantes poções, quando o colo da austera piedade patriarcal se abria, a fim de receber a semente da era primeva, e a saudade pela Mãe cercava símbolos antigos de renovados tremores, fazendo com que aumentassem as procissões de peregrinos, que acorriam na primavera às moradas da grande Nutriz do Mundo — foi naquele tempo que dois jovens, pouco diferentes quanto à idade e à casta mas bem diversos com relação ao seu físico, travaram entre si íntima amizade. O mais jovem chamava-se Nanda, e o outro, pouco mais velho, Shridaman. Aquele contava dezoito anos, ao passo que este já completara vinte e um. Ambos, cada qual no seu dia, haviam sido cingidos com o cordão sagrado e acolhidos na comunidade dos que nasceram duas vezes. Eram naturais da mesma aldeia dotada de um santuário, a qual tinha o nome de Bem-Estar das Vacas. Por indicação dos deuses, fora instalada no seu lugar na terra de Kosala, em tempos remotos. [...] Tudo isso agradava a Shridaman, sempre que comparava o amigo com sua própria pessoa, que tinha no semblante e nos membros alguns matizes mais claros, além das diferenças de fisionomia. O cavalete de seu nariz era fininho, qual lâmina, e ele tinha olhos que revelavam meiguice nas pupilas e nas pálpebras, enquanto nas faces crescia, em leque, uma barba macia. Também eram macios os membros, absolutamente não enrijecidos pelos ofícios de ferreiro e pastor, e mais se assemelhavam aos de um brâmane ou de um comerciante, com o tronco estreito, levemente balofo, e um pouco de gordura na região da barriguinha. Mas, fora isso, não deixava de ser perfeito, de joelhos e pés delicados. Era um corpo que muito bem podia servir de complemento e acessório a uma cabeça nobre, inteligente, à qual, no conjunto, coubesse ser a parte mais importante, ao passo que, no caso de Nanda, o corpo constituía-se no essencial e a cabeça não passava de um acréscimo agradável. Somando tudo, os dois se pareciam com Siva, na sua dupla manifestação, quando, ora como barbudo asceta, fica prostrado, feito morto, aos pés da Deusa, ora ereto, encara-a de braços estendidos, qual efebo em plena flor da mocidade. No entanto, eles não formavam uma unidade, ao contrário de Siva, que é a vida e a morte, o mundo e a eternidade no seio da Mãe, senão representavam sobre a Terra dois seres diversos. Por isso, eram um para o outro semelhantes a ídolos. Em ambos, o sentimento do eu e do meu entediava-se de si próprio, e, embora soubessem que, na realidade, tudo é um composto de imperfeições, espiavam um no outro justamente aquilo que os tornava diferentes. [...]. Trechos da obra As cabeças trocadas: uma lenda indiana (Nova Fronteira, 1988) do escritor alemão e Prêmio Nobel de Literatura de 1929, Thomas Mann (1875-1955). Veja mais aqui.

OS DO AMOR – O nosso amor só se acaba / se for para começar. / Te perdes longe de mim, / para poder me encontrar. / Todo fim sabe a começo. / Na fundura do teu peito / dorme a clave do milagre / cujo segredo mereço. / Sozinho mais te proclamo / a pessoa preferida. / Asa de graça, pendão / no vento, estrela da vida. / Que te cante a paz no peito. / Não é benção para mim, / que perto estou já do fim. / Te quero tanto, que tanto / dentro de ti me perdi. / Só por sonhar que erga voo / de pássaro prisioneiro / a luz que lateja em ti. Poema Embalo de rede, extraído da obra Campo de milagres (Bertrand Brasil, 1998), do premiadíssimo poeta amazonense Thiago de Mello. Veja mais aqui e aqui.

A ESFINGE DE HOJE
[...] Na luta contra a exclusão, mesmo antecipando a vitória do capitalismo, o desafio de decifrar o enigma da esfinge poderia representar o caminho da salvação dos povos oprimidos [...]. O monstro devorador deste mundo corrompido e implacável de hoje não é a esfinge de Tebas da antiguidade, mas o capitalismo selvagem, a desenfreada sociedade de consumo, a barbárie que marginalizou os povos, favelizando-os [...]. Na minha opinião, essa sociedade de consumo está anulando a identidade pluralista, a identidade regional, sem fundamento em parte alguma. É a destruição da alma e da esperança do homem mais puro. Essa a maior ameaça. E acontece em todas as sociedades [...]. Trechos da entrevista A última palavra de Pasolini, concedida pelo cineasta, escritor, jornalista e professor italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975), extraído de Conversações (Cultura, 2008), de João Lins de Albuquerque, quatro dias antes de ser brutalmente assassinado no dia 02 de novembro de 1975, em circunstâncias que continuam gerando polêmica até hoje. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

Congresso Entre Mares: a literatura, leitura do mundo & muito mais na Agenda aqui.
&
É nela o festival de Ishtar, Lenda Bororo, a música de Astrud Gilberto, a escultura de Wayland Gregory, a arte de Amadeo de Souza-Cardoso & Maria de Lourdes Oliveira aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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sábado, dezembro 02, 2017

THOMAS MANN, JOSUÉ DE CASTRO, AUTRAN DOURADO, MARIA CALLAS, TONINHO HORTA, JESSIER, BARBARA HEINISCH, TEATRO PERNAMBUCANO, CONTRAPONTO & VENTUROSA

É SIM E COMO É QUE NÃO PODE – Imagem: arte da pintora e perfomer alemã Barbara Heinisch. - Quando Jadinelson – Jadí pros da sua laia - bateu as botas que chegou à encruzilhada entre as portas do céu, o buraco do inferno e o estreitinho pinguelo do purgatório, bateu-lhe uma dúvida: Pronde é que vou mesmo? E ficou ali, no osso do mucumbu, sem saber qual deles escolhia. É que sua vida não havia sido nada daquilo que imaginava que fosse, de não saber ao certo, se pulava pra santa paz, se tostava inturido pagando os pecados de vez, ou se pinotava pra coluna do meio amargando a eterna dúvida: Estou num verdadeiro mata-burro! Tudo começou quando ele deu aquela empenada de se enrabichar pras bandas da Cecíclia – a angelical feiosa Cezinha, a que arriou desmantelando sua vida numa estrepitosa paixonite -, não prevendo ele as afolozadas voltas que a vida dá. Cristão filho de Deus, como ele se dizia reiteradamente, não entendia o que havia feito pra pagar tão pesado quinhão. Resolveu, então, dá um freio nas ideias e refletir no amiudado para saber adonde é que estava a causa de tudo que tanto atormentava no meio das nuvens. Tantos constrangimentos repassados, até teve cócegas afetivas no seu combalido coração, com as lembranças de como foi que ela pousou faceira, de repente, como um anjinha bem safadinha às suas vistas. Pense num aperreio: ela nem aí pra sua secura idílica. Não fosse o amigo carne e unha, Lalau – o Venceslau pros que não são da roda -, aliado às coiteiras ajeitadas da sua amantíssima namorada, Lolinha – respeitosamente tratada por dona Locidalva -, ele não teria sabido como fazer com aquele estrupício de paixão. Emplacou namoro de pular noivado, casando-se com o prestimoso apadrinhamento do casal amigo. Nem bem dois meses, já anunciava festivamente o embuchamento da então esposa, com uma cachaçada de arrasar quarteirão: É homem, macho como o pai! A gravidez aos altos e baixos, idas e vindas, o menino rebenta e ele todo ancho, nem levava mais em conta os apertos de todos os dias, semanas, meses, anos. Estava ele agora premiado com o sonho de ser pai e isso era o que valia, pronto! A vida passa, o tempo lá e cá, o menino cresce e a fuchicagem come no centro: Esse menino desmunheca! Como? Isso mesmo! Sai pra lá comboio de enredeiro! Rapaz, esse menino acende a fluorescente! Hem? Ele queima a rodela! Vai ter briga. Esse menino, sei não a quem puxou! E Jadí foi conferir a boataria: olhou, cismou, quase teve um troço, fez que não viu, relevou, chateou-se, não morreu por conta do sempre providencial pitaco do Lalau: Rapaz, se levar a sério o que a mundiça diz, você que morre do coração. É mesmo. Convenceu-se e deixou a coisa escorrer na calha, até o dia em que a boataria passou dos limites e ele se virou pra mulher e gritou: A culpa é sua, desgraçada! Ela nem ligou, já era culpada mesmo de um monte de coisas que nem entendia. Foi aí que o próprio Lalau segredou: Meu compadre, abre o olho: o menino está fazendo fila da macharia nos requedros das quebradas. Como é? Ele está servindo de quenga pra lavagem da jega! Hem? Ô bicho burro da gota: o macho do teu filho está soltando o frosquete! Vixe! Danou-se! Quer me matar de vergonha, é? Foi um Deus nos acuda! Esse menino só me dá vexame! A coisa enfeiou dele perder o senso e a razão: tomou todas de virada e quando chegou em casa arriou a lenha pra cima da mulher, findando na deportação do primogênito: Agora ele vai dar o furico na casa de caixa pregos, aqui não! Então, desterrado pro fim do mundo, o seu Sydnelson assumiu de vez a SySy – com dois ipsilones no meio dos dois esses, como ele afetadamente pronunciava. E transformou-se na dama desvaraida das noites, viúva dos perdidos, cachorra dos sebosos, quenga dos desvalidos, atriz no picadeiro das mariposas, dadeira de todas as safadezas embaixo do lençol: Essa é a viada mais despranaveada de todas! E ela desfilava reboladeira toda espaçosa a ponto de seduzir gregos e troianos às centenas toda de manhã, de tarde e de noite madrugada a dentro, direto feito cantiga de grilo, de não se saciar da safadeza todos os dias, até feriados e dias santos, o que era o maior escândalo. Era um escarcéu. Eis que um dia lá, quando se preparava para a cirurgia de remoção dos penduricalhos e troca dos documentos, ninguém sabe que milagre dos remédios, a espalhafatosa biba se acordou assim, sem mais nem menos, macho dos brabos como se ruidoso e destemido halterofilista, distribuindo bofetada para quem ousasse escárnio com qualquer menção à Sysy: - agora valente Sidnelson, pra quem não sabe. Alguém assobiasse dormia certamente com o maluvido esquentado pra aprender a respeitar. Como é que é? Nunca ouvi falar de ex-gay! Sou muito macho! - e carimbava a munhecada de deixar uma roncha no olho do intrometido que aparecesse com insinuação. Logo ele conheceu Ranuza, uma galeguinha bem arrumada de peito, cardan e beiço, chega dava gosto de ver os dois no maior dos agarrados, aos beijos e apertões. Menino, essa eu nunca vi! Agora veja. Tanto é que Jadinelson estava lá no meio das nuvens, se perguntando: Como é que pode, hem? É sim e por que não? © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais 

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com com a cantora lírica estadunidense de origem grega, Maria Callas – La Divina (1923-1977) & Best Colection – Casta Diva, Madame Butterfly, La Traviata, Mimi & Mio bambino caro; & do compositor, arranjador, produtor musical e guitarrista Toninho Horta: Foot On The Road (1994). Veja mais 

PENSAMENTO DO DIA – [...] Em realidade, passamos a nos habituar com o desumano. Aprendemos a tolerar o intolerável. Acomodamo-nos a uma realidade social repleta de carências e cheia de ausências. A palavra política provoca um silêncio gritante. O arco-iris do futuro se nos apresenta inteiramente incolor. Ao purgarm,os essa nova ordem coletiva, caminhamos indignados, mas com uma intrigante conformação, esperando que algum milagre aconteça nas nossas vidas e compreendamos melhor a teia de complexidade que é a realidade, porquento nas nossas míopes visões tudo isso não passa de uma (dês)ordem geral. Trecho de O poder dos mercados: até pouco tempo atrás, a economia nacional era uma entidade soberana, agora o domínio é dos mercados, extraído da obra Contraponto: poder, política, economia e costumes (CEPE, 2006), do economista, professor universitário, editor e analista consultor Carlos Alberto Fernandes.

VENTUROSA – O município de Venturosa é administrativamente formado pelos distritos sede e Grotão e pelos povoados de Ingazeira e Tara Velho, está inserido no Planalto da Borborema, situado nos domínios da Bacia Hidrográfica do Rio Ipanema e seus tributários são os rios dos Bois e Cordeiro, e os riachos do Meio, Carrapateira, da Luiza, das Cabeceiras, Chã de Souza, da Pedra Fixa e Simão. Todos os cursos d'água são intermitentes. O município conta ainda com o açude Ingazeira. O município foi denominado de vila de Venturosa já próximo de ser emancipada. Logo em seguida, foi elevada a categoria de cidade, localizando-se a Pedra Furada, que é uma das mais belas paisagens da região e que faz parte do pólo Buíque/Pesqueira/Venturosa que é um dos sete pólos de ecoturismo de Pernambuco. Em 1985, a Prefeitura de Venturosa construiu o Parque Pedra Furada que dispõe de infraestrutura básica, situada no parque municipal, no qual o mirante oferece paisagens de grande beleza. A cidade possui também outros sítios arqueológicos de grande valor histórico-cientifico, como a pedra do Tubarão, onde foram descobertos um cemitério de índios pré-históricos; Peri-peri ou Morro dos Ossos, formados por dois grandes blocos de granito, que afloram em meio a uma planície e que possuem em suas paredes inúmeras pinturas rupestres. Veja mais aqui.

QUEM NÃO TEM REMÉDIO REMEDIADO ESTÁ – A família Silva mora nos “mangues” da cidade do Recirfe, num “mocambo” que o chefe da família fez quando chegou de cima. A família é originária do sertão. Desceu do Cariri, na seca, perseguida pela fome. Fez uma paradinha no brejo, para tentar o trabalho das usinas, mas não se pôde agüentar com os salários dessa zona, sem ter direito a plantar senão cana. Sem ter, nem ao menos o recurso do xiquexique e da macambira, como no sertão, para quando a fome apertasse. Nesse tempo espalharam pelo interior um boato que o governo tinha criado um ministério para defender os interesses do trabalhador e que com os fiscais da lei, a vida na cidade estava uma beleza, trabalhador ganhando tanto que dava para comer até matar a fome. A família Silva ouviu esta estória, acreditou piamente e resolveu descer para a cidade, para gozar das vantagens que o governo bom oferece aos pobres. Logo de chegada a família ouviu que a coisa era outra. Não havia dúvida que a cidade era bonita, com tanto palácio e as ruas fervilhando de automóveis. Mas a vida do operário, apertada como sempre. Muita coisa pros olhos, pouca coisa pra barriga. O caboclo Zé Luís da Silva não quis desanimar. Adaptou-se: "Quem não tem remédio, remediado está." Entrou na luta da cidade com todas as forças de que dispunha, mas as forças dele não rendiam que desse para a família viver com casa, roupa e comida. Casa só de 80 mil réis para cima, para comida uns 150 e os salários sem passarem de 5 mil réis por dia. Começou o arrôcho. Só havia uma maneira de desapertar: era cair no mangue. No mangue não se paga casa, come-se caranguejo e anda-se quase nu. O mangue é um paraíso. Sem o cor-de-rosa e o azul do paraíso celeste, mas com as cores negras da lama, paraíso dos caranguejos. No mangue o terreno não é de ninguém. É da maré. Quando ela enche, se estira e se espreguiça, alaga a terra toda, mas quando ela baixa e se encolhe, deixa descobertos os calombos mais altos. Num deles, o caboclo Zé Luís levantou o seu mocambo. As paredes de varas de mangue e lama amassada. A coberta de palha, capim seco e outros materiais que o monturo fornece. Tudo de graça encontrado ali mesmo numa bruta camaradagem com a natureza. O mangue é um camaradão. Dá tudo, casa e comida: mocambo e caranguejo. Agora, quando o caboclo sai de manhã para o trabalho, já o resto da família cai no mundo. Os meninos vão pulando do jirau, abrindo a porta e caindo no mangue. Lavam as ramelas dos olhos com a água barrenta, fazem porcaria e pipi, ali mesmo, depois enterram os braços na lama a dentro para pegar caranguejos. Com as pernas e os braços atolados na lama, a família Silva está com a vida garantida. Zé Luís vai para o trabalho sossegado, porque deixa a família dentro da própria comida, atolada na lama fervilhante de caranguejos e siris. Os mangues do Capibaribe são o paraíso do caranguejo. Se a terra foi feita pro homem, com tudo para bem servi-lo, também o mangue foi feito especialmente pro caranguejo. Tudo aí, é, foi ou está para ser caranguejo, inclusive o homem e a lama que vive nela. A lama misturada com urina, excremento e outros resíduos que a maré traz, quando ainda não é caranguejo, vai ser. O caranguejo nasce nela, vive nela. Cresce comendo lama, engordando com as porcarias dela, fazendo com lama a carninha branca de suas patas e a geléia esverdeada de suas vísceras pegajosas. Por outro lado o povo daí vive de pegar caranguejo, chupar-lhe as patas, comer e lamber os seus cascos até que fiquem limpos como um copo. E com a sua carne feita de lama fazer a carne do seu corpo e a carne do corpo de seus filhos. São cem mil indivíduos, cem mil cidadãos feitos de carne de caranguejo. O que o organismo rejeita, volta como detrito, para a lama do mangue, para virar caranguejo outra vez. Nesta placidez de charco, identificada, unificada no ciclo do caranguejo, a família Silva vai vivendo, com a sua vida solucionada, como uma das etapas do ciclo maravilhoso. Cada elemento da família marcha dentro desse ciclo até o fim, até o dia de sua morte. Nesse dia os vizinhos piedosos levarão aquela lama que deixou de viver, dentro dum caixão pro cemitério de Santo Amaro, onde ela seguirá as etapas do verme e da flor. Etapas demasiado poéticas, cheias duma poesia que o mangue não comportaria. Parte-se aparentemente, neste dia, o ciclo do caranguejo, mas os parentes que ficam, derramam caridosos as suas lágrimas no mangue para alimentar a lama que alimenta o ciclo do caranguejo. Texto O ciclo do carangueijo, extraído da obra Documentário Nordeste (Brasiliense, 1957), do médico, professor catedrático, pensador, ativista político e embaixador do Brasil na ONU, Josué de Castro (1908-1973). Veja mais 

A VERDADE & A BELEZA - [...] A verdade e a beleza devem ser postas em relação; tomadas em si mesmas, sem o apoio que mútuamente se prestam, são valores mui instáveis. A beleza que não se fundasse na verdade, que não pudesse apelar para ela, que não nascesse dela a não vivesse graças a ela, seria pura quimera - e "que é a verdade"? Tirados dum mundo de fenômenos, duma visão do mundo submetida a múltiplas condições, nossos conceitos, como o discerne e o reconhece a filosofia crítica, não são para use transcendente mas só imanente; esse material de nosso pensamento e, com maior razão, os juízos que nos permite construir, não são meios adequados para quem quer apreender a própria essência das coisas e a verdadeira conexão do mundo a da existência. Mesmo que, por uma experiência intimamente vivida, se determine mais convencida a mais convincentemente o que está na base dos fenômenos ainda não se terá trazido à luz a raiz das coisas. Só isto encoraja o espírito humano a tentar este ensaio, que se lhe impõe a isto o justifica; é a hipótese necessária de que também o nosso próprio ser, o nosso mais profundo Eu, é um elemento desse "substractum" do mundo, que aí deve ter raízes e que, por conseguinte, dele talvez se tirem alguns dados que permitam esclarecer a ligação do mundo dos fenômenos a da essência verdadeira das coisas. [...] Texto escrito pelo escritor alemão e Prêmio Nobel de Literatura de 1929, Thomas Mann (1875-1955). Veja mais 

AQUELA DESTELHADA – [...] Destelhada sozinha na rua era uma, em companhia de dona Pequetita era outra. Sozinha, andava ligeira e desempenada, deselegante e sem jejto, o corpo bambolenate todo apoiado ora num pé, ora noutro. Se encontrava algum conhecido, parava e destramelava a língua, contava os casos mais estúrdios e desataviados, que ninguém entendia direito, tão matéria de desmiolação eram as suas conversas. [...] Num instante Aquela Destalhada foi sumindo, sumindo, minguando, e virou um monte de ossos, fantasticamente encolhida. Todo mundo viu que, apesar dos surpreendentes cuidados de dona Pequetita, tinha chegado a sua vez. [...]. Conto extraído da obra Melhores contos (Global, 2001), reunidos do escritor, advogado e jornalista Autran Dourado (1926-2012), organizado por João Luiz Lafetá. Veja mais 

FÉ MENINA: DE COMO AOS POUCOS POUQUINHOS SE PALAVRA UMA MULHER – Aos poucos ela se estreia. / se espelha, se emparelha, se brecha, se avexa / se acalma, se isola, se desnuda, se tesuda / se chuvisca, se saboneta, se tateia / se depila, se orvalha, se toalha, se enxuta / se hidrata, se escova, se desodora, se fareja / se calcinha, se saia, se camiseta / se retoca, se bonita, se bendita, se viceja / se lampeja, se menina, se gata, se heroína, / se tigresa, se mulher. / Se joga na vida dele, se afeiçoa, se atina, se afina, / se imã, se clima, se bem-me-quer. / Se namora, se demora / se chega, se aprochega, se encabula, se melindra / se recata, se fasta, se dificulta / se nega, se nega, se nega... / Se titubeia, se insinua, se permite, se alua / se enfraquece, se esquece, se entrega, se chamega / se beija, se rebeija, se carícia / se ameiga, se marasma, se instiga, se descontina. / Se inflama, se faísca, se incendeia, / se inunda, se serpenteia / se galopa, se ofega, se avassala, se cora / se desnorta, se doideja, se tremelica / se transborda, se zarolha, se estardalha / se estonteia, se estronda, se estupefa / se estafa, se triunfa, se fulmina... / se glorifica. Poema extraído da obra Bandeira nordestina (Bagaço, 2006), do poeta, compositor e intérprete Jessier Quirino. Veja mais 
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XADREZ NA BIBLIOTECA FENELON BARRETO
Nesta sexta-feira, 01/12, realizou-se o Campeonato de Xadrez na Biblioteca Pública Fenelon, envolvendo alunos da Escola Municipal Lauro Chaves e participantes da comunidade, com apoio da Semed Palmares-PE.

Veja mais:

A literatura de Marquês de Sade aqui, aqui, aqui & aqui.
A arte de Anita Malfati aqui, aqui, aqui & aqui.
O teatro de Edmond Rostand aqui.
A arte de Otto Dix aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora e perfomer alemã Barbara Heinisch.
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MEMÓRIA DA CENA PERNAMBUCANA
Livro tratando acerca da cena teatral pernambucana, a partir do Teatro Hermilo Borba Filho, do Tucap, do TEO, do Teatro da Criança do Recife, Vivencial Diversiones, Clube de Teatro de Pernambuco, do Tare/Marcus Siqueira Produções Artisticas, do TAM, TTTrês Produções & Grpo de Teatro Panaceia, organizado por Leidson Ferraz, Rodrigo Dourado e Wellington Júnior (Autores, 2005), com entrevistas, fotos e registros de espetáculos. Veja mais aqui & aqui.


quarta-feira, junho 22, 2016

ANNE MORROW LINDBERGH, CHARLOTTE MOORMAN, THOMAS MANN, ALAN WATTS, FASSBINDER & HANNA SCHYGULLA, EMMANUELLE SEIGNER, HANSEN BAHIA & ATTILA RICHARD LUKACS


A FILHARADA DE ZÉ CORNINHO - Imagem: Matriz pintada, do marinheiro, escultor, pintor e cineasta alemão Hansen Bahia (1915-1978) - - Zé Corninho ficou com o coração na mão quando viu aquela beldade doutora procurando-lhe pelo nome de registro civil. Logo pensou consigo: - É bronca. E ela: - O senhor José Cornélio da Conceição Pereira? -, e ele amolegando a peia afirmou: - Ao seu dispô, dona senhora doutora! E a sua esposa? Escolha, qualqué uma dessa aí é minha esposa! A assistente social arregalou os olhos, virou-se pro oficial de justiça e policiais, determinando: - Levem-no! Pegaram-no pelo cós da calça e sacudiram dentro do camburão. A bronca foi colocar as distintas esponsais dele num carro só, antes um ônibus para caber tudinho pra levar pra promotoria. Entretanto, várias viagens depois pra lá e pra cá, lá estavam numa sala apertada do Fórum local, a promotora, a delegada, a assistente social, o distinto acusado, dois policiais de escolta, as ditas cujas e a filharada no maior buá, fazendo do ambiente um escarcéu danado. Maior bafafá. – O senhor gosta de trabalho à humanidade, hem? -, reclamou um dos soldados presentes. – Afinal, o senhor casou com qual? Ninhuma, eu só me amiguei cum tudim. – Mentira! – levantou-se uma com um bruguelo mamando no seio -, eu casei cum ele de papel passado e tudo! – Eu tomém casei cum ele no papel e nos pés do padre! -, arremedou outra. – Eu tomém! E assim foi, uma a uma das ali presentes, manifestando haver contraído núpcias com o Don Juan. No conferido do amiudado, na verdade não havia de fato certidão de casamento, contudo, todas tinham tempo de serviço para garantir uma união estável nas costelas do distinto. – O senhor não é só bígamo, é multibígamo é? -, reclamou a delegada segurando o cabo do revólver. – Sô não, senhora dotôra delegada! Fidapeste, esse deve de ter parentesco com coelho! E essa ninhada de menino de quem é? É tudo meu, senhora doutora promotora, eu assumo tudo que faço! – Tem que colocar esse cabra atrás das grades e mandar capá-lo, é a solução! Ô dona senhora madama, mi diga qual macho de verdade num gosta dum furunfado? Dê-se ao respeito senão prendo o senhor agorinha por desacato a autoridade, afora outros crimes que o senhor será incurso, viu? Num é desfeita não, senhora doutora madama, sô igualzinho a qualquer macho daqui e donde quiser, a diferença é que eles só comem uma vez, desgraçam a mulher e deixam pra lá. Eu, não, assumo os meus e até os que não são meu por conta dos irresponsáveis. Meu avô mermo, teve pra mais de 30 e deu conta de tudinho; do meu pai, sou o nono de 20, nenhum deles teve problema algum. Eu acho que já passei disso e, com certeza, darei conta também. Verdade, uma infieira de bruguelo vindo com força fazia o plantel da prole dele. - O senhor, por acaso, sabe o que é ser pai? Senhora madama doutora, o que sei mesmo é enfiar o bregueço lá na loca da mocreia, depois sair tangendo tudo pra ser gente na vida e seja lá o que Deus quiser! E qual das senhoras sabe o que é ser mãe? Uma lá mais desaforada sapecou: - Oxe, mulé, o cabra chega o dia todo se esfregando, quase de comer a gente com caçola e tudo, aí a gente emprenha, fazer o quê? É rezar pra Deus pra que nenhum dê pro que não presta! Pode perguntar a qualquer uma dessa tuia de fêmea aí que é tudo mulher desse pilantra safado. O senhor é algum sheik ou sultão para ter um harém desse é? O senhor sabe que tem de sustentar essas e outras que estão reclamando paternidade, não sabe? Sei, sim senhora! E tem outro bocado reclamando que o senhor não paga pensão! Sei sim, senhora! E que se não pagar vai pra cadeia? Sei sim, senhora! Tudinho pode ir morar na minha casa que dou conta. A promotora olhou pra delegada que olhou pra assistente social e ficaram uma olhando pra outra sem saber o que fazer. Resultado, ao invés de reclamar ou se defender das acusações ou requerimentos, ele assumiu tudo e ainda saiu orgulhoso expondo que era o rei do harém. Uma coisa dessa não pode dar certo de jeito nenhum. Mas vamos aprumar a conversa e tataritaritatá! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 Imagem: a arte do marinheiro, escultor, pintor e cineasta alemão Hansen Bahia (1915 -1978).


Curtindo o álbum de 4 cds Cello Anthology (Alga Marghen, 2006), da violoncelista e artista performer da vanguatda estadunidense Charlotte Moorman (1933 - 1991), a Jeanne d'Arc da nova música.

PESQUISA
Travessia Marítima com Dom Quixote e outros ensaios sobre homens e artistas (Zahar, 2014), do escritor alemão e Prêmio Nobel de Literatura de 1929, Thomas Mann (1875-1955), reunindo 10 ensaios escritos sobre a atividade literária, a obra e outros escritos, ética, estética e temas de ordem sociopolítica, inclusive no ensaio Carta ao conde Hermann Keyserlink, aborda a questão do orgulho infantil de se procriar muitos filhos para confirmação da homência. Veja mais aqui e aqui.

LEITURA 
O casamento: variações sobre um tema (Crescer, 1993), da escritora estadunidense Anne Morrow Lindbergh (1906-2001), contando sobre uma cerimônia de casamento, desde o instante em que a noiva começa a se vestir até o momento em que se despede, partindo para uma nova vida; e o que sente cada uma das pessoas envolvidas nessa cerimônia, refletinco sobre o casamento, o amor, a separação e a infidelidade, o envelhecimento - sobre a vida e a morte, enfim.

PENSAMENTO DO DIA:
[...] o homem geralmente projeta o seu sêmen no interior da mulher e depois a acusa de o ter seduzido. Como bem disse Adão: “Esta mulher que me deste tentou-me e eu comi a maçã”. [...] Tal ato é, então, mais e mais esperado para compensar pela deficiência da espontaneidade em todas as demais direções, sendo, portanto, como o grande prazer, abstrato ou colcoado à parte de todas as experiências. [...] contribui para o desenvolvimento de todos os refinamentos da luxúria civilizada.
Trecho extraído do livro O homem, a mulher a natureza (Record, 1958), do filósofo e escritor inglês Alan Wilson Watts (1915-1973). Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA 
Cartaz do premiado drama O casamento de Maria Braun (Die Ehe Der Maria Braun, 1978), do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder (1945-1982), estrelado pela atriz alemã Hanna Schygulla que arrebatou juntamente com o Urso de Ouro do filme, o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Cinema de Berlim, de 1979. Veja mais aqui.

Veja mais sobre Norbert Elias, Hermeto Pascoal & Aline Moreira, Sándor Márai, Zuca Sardan, Martin Esslin, Fred Schepisi, Meryl Streep, Derek Gores, Pierre-Nicolas Beauvallet & Gilson Luiz dos Santos Braga aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Todo dia é dia da belíssima atriz e modelo francesa Emmanuelle Seigner.
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Imagem: Etiquetas, do artista visual canadense Attila Richard Lukacs.
Recital Musical Tataritaritatá.
Veja aqui.




TATIANA DE ROSNAY, VERONIKA KIVISILLA, NIALL FERGUSON & MARIA LAURA LOPES

  Imagem: Fluxo dos devires , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula porcina na cabeça!... -...