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quarta-feira, junho 22, 2016

ANNE MORROW LINDBERGH, CHARLOTTE MOORMAN, THOMAS MANN, ALAN WATTS, FASSBINDER & HANNA SCHYGULLA, EMMANUELLE SEIGNER, HANSEN BAHIA & ATTILA RICHARD LUKACS


A FILHARADA DE ZÉ CORNINHO - Imagem: Matriz pintada, do marinheiro, escultor, pintor e cineasta alemão Hansen Bahia (1915-1978) - - Zé Corninho ficou com o coração na mão quando viu aquela beldade doutora procurando-lhe pelo nome de registro civil. Logo pensou consigo: - É bronca. E ela: - O senhor José Cornélio da Conceição Pereira? -, e ele amolegando a peia afirmou: - Ao seu dispô, dona senhora doutora! E a sua esposa? Escolha, qualqué uma dessa aí é minha esposa! A assistente social arregalou os olhos, virou-se pro oficial de justiça e policiais, determinando: - Levem-no! Pegaram-no pelo cós da calça e sacudiram dentro do camburão. A bronca foi colocar as distintas esponsais dele num carro só, antes um ônibus para caber tudinho pra levar pra promotoria. Entretanto, várias viagens depois pra lá e pra cá, lá estavam numa sala apertada do Fórum local, a promotora, a delegada, a assistente social, o distinto acusado, dois policiais de escolta, as ditas cujas e a filharada no maior buá, fazendo do ambiente um escarcéu danado. Maior bafafá. – O senhor gosta de trabalho à humanidade, hem? -, reclamou um dos soldados presentes. – Afinal, o senhor casou com qual? Ninhuma, eu só me amiguei cum tudim. – Mentira! – levantou-se uma com um bruguelo mamando no seio -, eu casei cum ele de papel passado e tudo! – Eu tomém casei cum ele no papel e nos pés do padre! -, arremedou outra. – Eu tomém! E assim foi, uma a uma das ali presentes, manifestando haver contraído núpcias com o Don Juan. No conferido do amiudado, na verdade não havia de fato certidão de casamento, contudo, todas tinham tempo de serviço para garantir uma união estável nas costelas do distinto. – O senhor não é só bígamo, é multibígamo é? -, reclamou a delegada segurando o cabo do revólver. – Sô não, senhora dotôra delegada! Fidapeste, esse deve de ter parentesco com coelho! E essa ninhada de menino de quem é? É tudo meu, senhora doutora promotora, eu assumo tudo que faço! – Tem que colocar esse cabra atrás das grades e mandar capá-lo, é a solução! Ô dona senhora madama, mi diga qual macho de verdade num gosta dum furunfado? Dê-se ao respeito senão prendo o senhor agorinha por desacato a autoridade, afora outros crimes que o senhor será incurso, viu? Num é desfeita não, senhora doutora madama, sô igualzinho a qualquer macho daqui e donde quiser, a diferença é que eles só comem uma vez, desgraçam a mulher e deixam pra lá. Eu, não, assumo os meus e até os que não são meu por conta dos irresponsáveis. Meu avô mermo, teve pra mais de 30 e deu conta de tudinho; do meu pai, sou o nono de 20, nenhum deles teve problema algum. Eu acho que já passei disso e, com certeza, darei conta também. Verdade, uma infieira de bruguelo vindo com força fazia o plantel da prole dele. - O senhor, por acaso, sabe o que é ser pai? Senhora madama doutora, o que sei mesmo é enfiar o bregueço lá na loca da mocreia, depois sair tangendo tudo pra ser gente na vida e seja lá o que Deus quiser! E qual das senhoras sabe o que é ser mãe? Uma lá mais desaforada sapecou: - Oxe, mulé, o cabra chega o dia todo se esfregando, quase de comer a gente com caçola e tudo, aí a gente emprenha, fazer o quê? É rezar pra Deus pra que nenhum dê pro que não presta! Pode perguntar a qualquer uma dessa tuia de fêmea aí que é tudo mulher desse pilantra safado. O senhor é algum sheik ou sultão para ter um harém desse é? O senhor sabe que tem de sustentar essas e outras que estão reclamando paternidade, não sabe? Sei, sim senhora! E tem outro bocado reclamando que o senhor não paga pensão! Sei sim, senhora! E que se não pagar vai pra cadeia? Sei sim, senhora! Tudinho pode ir morar na minha casa que dou conta. A promotora olhou pra delegada que olhou pra assistente social e ficaram uma olhando pra outra sem saber o que fazer. Resultado, ao invés de reclamar ou se defender das acusações ou requerimentos, ele assumiu tudo e ainda saiu orgulhoso expondo que era o rei do harém. Uma coisa dessa não pode dar certo de jeito nenhum. Mas vamos aprumar a conversa e tataritaritatá! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 Imagem: a arte do marinheiro, escultor, pintor e cineasta alemão Hansen Bahia (1915 -1978).


Curtindo o álbum de 4 cds Cello Anthology (Alga Marghen, 2006), da violoncelista e artista performer da vanguatda estadunidense Charlotte Moorman (1933 - 1991), a Jeanne d'Arc da nova música.

PESQUISA
Travessia Marítima com Dom Quixote e outros ensaios sobre homens e artistas (Zahar, 2014), do escritor alemão e Prêmio Nobel de Literatura de 1929, Thomas Mann (1875-1955), reunindo 10 ensaios escritos sobre a atividade literária, a obra e outros escritos, ética, estética e temas de ordem sociopolítica, inclusive no ensaio Carta ao conde Hermann Keyserlink, aborda a questão do orgulho infantil de se procriar muitos filhos para confirmação da homência. Veja mais aqui e aqui.

LEITURA 
O casamento: variações sobre um tema (Crescer, 1993), da escritora estadunidense Anne Morrow Lindbergh (1906-2001), contando sobre uma cerimônia de casamento, desde o instante em que a noiva começa a se vestir até o momento em que se despede, partindo para uma nova vida; e o que sente cada uma das pessoas envolvidas nessa cerimônia, refletinco sobre o casamento, o amor, a separação e a infidelidade, o envelhecimento - sobre a vida e a morte, enfim.

PENSAMENTO DO DIA:
[...] o homem geralmente projeta o seu sêmen no interior da mulher e depois a acusa de o ter seduzido. Como bem disse Adão: “Esta mulher que me deste tentou-me e eu comi a maçã”. [...] Tal ato é, então, mais e mais esperado para compensar pela deficiência da espontaneidade em todas as demais direções, sendo, portanto, como o grande prazer, abstrato ou colcoado à parte de todas as experiências. [...] contribui para o desenvolvimento de todos os refinamentos da luxúria civilizada.
Trecho extraído do livro O homem, a mulher a natureza (Record, 1958), do filósofo e escritor inglês Alan Wilson Watts (1915-1973). Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA 
Cartaz do premiado drama O casamento de Maria Braun (Die Ehe Der Maria Braun, 1978), do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder (1945-1982), estrelado pela atriz alemã Hanna Schygulla que arrebatou juntamente com o Urso de Ouro do filme, o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Cinema de Berlim, de 1979. Veja mais aqui.

Veja mais sobre Norbert Elias, Hermeto Pascoal & Aline Moreira, Sándor Márai, Zuca Sardan, Martin Esslin, Fred Schepisi, Meryl Streep, Derek Gores, Pierre-Nicolas Beauvallet & Gilson Luiz dos Santos Braga aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Todo dia é dia da belíssima atriz e modelo francesa Emmanuelle Seigner.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Imagem: Etiquetas, do artista visual canadense Attila Richard Lukacs.
Recital Musical Tataritaritatá.
Veja aqui.




sexta-feira, janeiro 29, 2016

AS SOMBRAS DE GILVANÍCILA, HELOISA, JUVENAL, FASSBINDER, PASTORE, ITARARÉ, DEMÓCRITO, ISABELA MORAIS & MUITO MAIS!!!


TODO DIA É DIA DA MULHER: AS SOMBRAS DE GILVANÍCILA - Suetônio muito se esforçou doando de si uma dedicação exclusiva para se estruturar na vida, almejando dispor à Deusdith, a menina dos seus olhos, todo amor e condição de vida. Assim foi, anos a fio, para, enfim, contrair núpcias e viverem, no seu ideal, felizes para sempre. Casa montada com tudo do bom e do melhor, o idílio expansivo dos amantes reinando além das dimensões deles, tudo mais que mar de rosa na vigência da paixão. Assim foram por três anos que se passaram nas nuvens, chegando a notícia de que o irmão dele, Susdidido, há anos no Iraque, estaria de passando por ali de férias. Momento mais que propício para mostrar a felicidade do casal. Assim foi e ele preparou o quarto de hóspedes com uma festa de recepção para o mano. Abraços emotivos, saudades vingadas, Susdidido já pegava as malas para ir pum hotel, não admitido pelo irmão que insistiu ficasse ali na casa deles: - Aqui é a sua casa! Ali ficaram os três por dias e noites de muito calor humano e conversas longas noite adentro, só interrompida para Suetônio descansar do trampo que lhe exigia o dia seguinte. Enquanto isso, Deusdith e o irmão tagarelavam madrugada adentro até o raiar do sol. Findando as férias, hora do retorno e o irmão recebe a informação de que fora dispensado da empreiteira, não mais tendo que voltar pro estrangeiro. Irmão abatido, Suetônio entusiasmado, findou exigindo morar ali mesmo com eles. E assim foi, ao cabo de meses depois, Deusdith aparece grávida. Notícia mais que alvissareira para premiar o casal. Todavia, o que seria pra ser uma festa, não era: dava-se início a uma intranquila situação, daquelas bastante difíceis. Ela não sabia, Suetônio era estéril. Momento delicado. Coração bom, ele fez por menos, de nada acontecido. Meses de gestação todo de cuidado extremo, até o rebento: nascia Gilvanícila! Suetônio encheu-se de felicidades, dedicando pra ela todo seu mais extremado afeto: - Essa a minha filha! E assim foi, nvolveu a menina com carinhos e mimos, assistindo-lhe e fazendo tudo que ela pedisse ou quisesse. A menina crescia e Deusdith enciumava, adquirindo pela menina um ódio oculto e mortal. Quanto mais a criança crescia e se aformoseava, maior o desgosto dela. Susdidido cada vez mais acabrunhado, se escondendo, preferindo morar nos quartos do fundo do quintal para não ter que atrapalhar a felicidade do irmão. A menina gostava dele e, quando ela invadia seus aposentos, não perdia a oportunidade de abraça-la e senti-la no seu mais profundo acorçoo. Aquele abraço alimentava nele um sentimento além dos seus domínios, sobrepujando a frustração pelo insucesso na busca por empregos e a manutenção da condição de desempregado. Dependia ele da bondade do irmão para viver e ter um teto. Era todo grato e, inversamente proporcionar, era a inveja que crescia dentro dele por ver o casal feliz estruturado, com uma filha lindíssima. O que ele está fazendo ali? A vida prega peças. Abandonado, retraído, apenas sobrevivendo da filantropia do irmão que estava acima de qualquer situação. Revoltava-se consigo mesmo, sentiu-se um intruso, deprimido a ponto de perder a razão, tomar uma insana vontade de vingar-se, ao mesmo tempo, que se condenava pelo insucesso. E a cada chegada da visita da menina, a felicidade era tanta dele ser tomado por uma excitação que lhe remexia as entranhas e ser acometido por uma volúpia incontrolável que o tomava por completo. Dias e mais dias se martirizando por isso, quando num acesso de loucura, a menina chega braços abertos, envolvente, a felicidade ali pronta, ao seu dispor, até que, incontrolável de alegria, finda por abusá-la sexualmente. Deusdith acode aos gritos da menina e o enxota de casa. Quando Suetônio recebe a notícia de que a menina fora violentada pelo irmão e estava hospitalizada, não se conteve e caiu num desgosto profundo, não resistindo a mais essa fatalidade. Fora ali mesmo surpreendido por uma dor no peito, finando na hora. Deusdith enviuvara e fora tentada várias vezes por Susdidido, ao que ela negou qualquer possibilidade de novo envolvimento. Com a fortuna deixada pelo marido, ela pôde viver tranquilamente e encaminhar Gilvanícila para a casa dos avós para ser criada, vez que ela não aguentava aquela afronta em riste. Gilvanícila fora, a partir de então, criada pelo amor dos avós maternos, sempre perguntando pela mãe que a evitava, não quisera mais vê-la. Todas as noites as sombras da cena do estupro atormentavam seu sono, precisando, sempre, do apoio dos avós atentos aos seus pesadelos. O avô, mais atencioso, falecera algum tempo depois. Seguindo-se a avó, no ano seguinte. Gilvanícila viu-se só, apesar de possuidora de uma fortuna invejável deixada pelos avós, a solidão era maior. Procurou a mãe, não foi recebida. Insistiu e quando deu de cara com ela, recebeu a mais fria palavra materna: - Você não existe pra mim, você não é minha filha, me deixe em paz. Ainda hoje Gilvanícila tenta sobreviver aos pesadelos da infância e a implacável ausência da mãe que falecera anteontem sem um aceno ou afeto. (Luiz Alberto Machado).

Veja mais aqui.




 
PICADINHO
Imagem: Nua, do artista plástico Ângelo Cantú (1881-1955).


Curtindo o dvd Live in Paradise (Roadrunner Records/8ft Records, 2005), da banda estadunidense The Dresden Dolls, que desenvolve um estilo cabaré punk brechtiano denominado Cabaré Dark, formado por Amanda Palmer (vocal e piano) e Brian Viglione (bateria, guitarra e vocal).

EPÍGRAFEPanem et circenses, frase latina recolhida de uma das sátiras do poeta e retórico romano Juvenal (Décimo Júnio Juvenal – 55-127), que significa pão e circo, censurando a preocupação da plebe romana com a ociosidade. Lourenzo de Médici o Magnifico dizia: Pão e festejos conservam o povo tranquilo. Também o escritor, dramaturgo e filósofo iluminista francês Voltaire (François Marie Arouet/1694-1778), escreveu em 1870, numa carta para Mme. Necker que, na França, tinha sido suprimido o pão dos romanos e conservado o circo, isto é, a Ópera-Cômica. Já o padre Lopes Gama, em uma das edições do periódico O carapuceiro (1837), comentava assim a situação do Brasil durante a regência: Nós vamos muito mal porque não se tem cuidado em tornar-nos industriosos e morigerados. Os antigos romanos, quando se corromperam e relaxaram, só pediam panem et circenses – comer e festanças. Nós hoje só queremos viver de empregos públicos e que muitos trabalhem para nós desfrutarmos. Viver da nossa própria indústria é uma ideia que muito nos desanima. Veja mais aqui e aqui.

HELOISA – A jovem bela e culta Heloisa de Paráclito (ou de Argenteuil – 1090-1164), sobrinha do cônego Fulber, contava com dezessete anos quando passou a ser aluna do célebre filósofo e teólogo escolástico francês Abelardo. Ambos se envolveram em uma paixão carnal, tornando-se amantes. Ao ficar grávida, ele resolve encerrar sua carreira religiosa e desposá-la. A família opôs-se ao casamento sentindo-se traída pela confiança depositada no mestre. O escândalo resultou em maledicências contra Heloisa, fato que levou os amantes a se casarem secretamente e, posteriormente, nascer o filho Astrolábio. Como vingança, o cônego contratou sicários para que castrassem o professor, levando-o a uma vida encerrada num mosteiro. Ela, por sua vez, resolveu entrar para o convento de Paracleto, em Argenteuil, tornando-se priora e vivendo na clausura por mais vinte e dois anos, quando passa a ser uma escritora e erudita abadessa francesa. Com a morte dele, ela o sepultou, sob a jura de que, quando morresse, fosse enterrada ao lado dele. O túmulo de ambos se encontra no cemitério de Père-Lachaise, em Paris. A história desse amor está contada no filme Em nome de Deus (Stealing heaven, 1988). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

MÁXIMAS & MÍNIMAS DO BARÃO – Entre as Máximas e mínimas do barão de Itararé (Record, 1985), do Barão de Itararé, pseudônimo do jornalista e articulista Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (1895-1971), encontro a narrativa O uísque: Eu tinha doze garrafas de uísque na minha adega e minha mulher me disse para despejar todas na pia, porque se não... - Assim seja! Seja feita a vossa vontade, disse eu, humildemente. E comecei a desempenhar, com religiosa obediência, a minha ingrata tarefa. Tirei a rolha da primeira garrafa è despejei o seu conteúdo na pia, com exceção de um copo, que bebi. Extraí a rolha da segunda garrafa e procedi da mesma maneira, com exceção de um copo, que virei. Arranquei a rolha da terceira garrafa e despejei o uísque na pia, com exceção de um copo, que empinei. Puxei a pia da quarta rolha e despejei o copo na garrafa, que bebi. Apanhei a quinta rolha da pia, despejei o copo no resto e bebi a garrafa, por exceção. Agarrei o copo da sexta pia, puxei o uísque e bebi a garrafa, com exceção da rolha. Tirei a rolha seguinte, despejei a pia dentro da garrafa, arrolhei o copo e bebi por exceção. Quando esvaziei todas as garrafas, menos duas, que escondi atrás do banheiro, para lavar a boca amanhã cedo, resolvi conferir o serviço que tinha feito, de acordo com as ordens da minha mulher, a quem não gosto de contrariar, pelo mau gênio que tem. Segurei então a casa com uma mão e com a outra contei direitinho as garrafas, rolhas, copos e pias, que eram exatamente trinta e nove. Quando a casa passou mais uma vez pela minha frente, aproveitei para recontar tudo e deu noventa e três, o que confere, já que todas as coisas no momento estão ao contrário. Para maior segurança, vou conferir tudo mais uma vez, contando todas as pias, rolhas, banheiros, copos, casas e garrafas, menos aquelas duas que escondi e acho que não vão chegar até amanhã, porque estou com uma sede louca... Veja mais aqui.

MEU POEMA – Entre os poemas da poeta e professora Claudia Pastore, destaco o seu Meu poema: Cada vez mais e mais / Eu te vejo mais / Orgânico / Mais azul / Quisera saber / O porquê / A razão / Me destes a cor / és todo azul / Azul que incendeia / Azul que inebria / Azul que mete medo / Não és o mar / Tão pouco o céu / Lugares-comuns / Pra um azul / Tão azul / És um azul inteiro / Um azul que tenho / Tinteiro que jorra / E que cai pelo ar / Calor que conduz / Sangue pisado / Difícil e doce / Mormaço melaço / És a poesia / Que fala do azul / E que não encontra / No azul / O todo-você / Que é assim / Só pra mim / Azul / Ao sul / Do meu ser / Azul / Que passa / Brilhando / Por todo o meu corpo / Mas todo, inteirinho... / O meu corpo nu. Veja mais aqui, aqui e aqui.

A DIVINA MELPOMÈNE – Chamada por Voltaire como a Divina Melpomène, a atriz francesa Claire-Leris Josephus, que adotou o pseudônimo de Mademoiselle Clairon, e atendendo pelo apelido da mãe Bugle (1723-1803), foi uma das maiores atrizes do seu tempo. Registrada em suas memórias, ela relata o abuso da mãe que a queria por costureira, fugindo de casa para entrar no teatro. começou na Comédia-Italienne, em 1736, com a idade de treze anos, sendo contratada um ano depois no em Rouen, onde permaneceu e se envolveu com um pretendente que, posteriormente desprezou e que ele, por vingança, publicou um panfleto rude contando a sua vida e costumes íntimos. Ela se muda e vai para a Comédie-francesa, em 1743, estreando como Phaedra, de Jean Racine, obtendo sucesso. Por conta disso, tornou-se rival implacável da Mademoiselle Dumesnil, nascendo uma rivalidade sem precedentes, sendo presa após uma conspiração entre atores. Retorna ao teatro em 1770, para representar Hipermmnestra, de Lemierre, na corte. Escreveu um livro sobre a liberdade da França, envolvendo-se com o conde de Valbelle, em 1773, até vê-se envolvida por um jovem perdidamente apaixonado por ela, levando-a para seu principado. Retorna à Paris, na véspera da revolução, afundada na miséria. Veja mais aqui.

O DESESPERO DE VERONIKA VOSS – O premiado drama O desespero de Veronika Voss (Die Sehnsucht der Veronika Voss, 1982), do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder (1945-1982), é baseado livremente na carreira da atriz Sybille Schmitz por de uma história que ocorre numa cidade alemã no ano de 1955, em que uma ex-estrela de cinema é protegida pelos nazistas e que sofre com a interrupção da carreira pela derrota do regime após o término da Segunda Guerra Mundial. Viciando-se em morfina, envolvendo-se com um jornalista que, durante o namoro, procura investigar a razão do seu internamento, sem saber que está colocando-a num perigo mortal. O destaque do filme é para a atriz alemã Rosel Zech (1942-2011). Veja mais aqui, aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
 A arte de Demócrito Borges. Veja mais aqui.

DEDICATÓRIA
A edição de hoje é dedicada à cantora, compositora & educadora Isabela Morais & Brisas da Isa (foto: Fernando Lemos).

 Veja aqui.

 Veja as homenageadas aqui.

E veja mais Tolinho & Bestinha, Emmanuelle Seigner, Radamés Gnatalli, Anton Tchekhov, Germaine Greer, Linda Buck, Clóvis Graciano & muito mais aqui.



segunda-feira, junho 01, 2015

MORIN, RUBIÃO, GENET, FASSBINDER, MARILYN, MORISSETE, GAINSBOROUGH, FERNANDO FIORESE, MEMEI CORRÊA & IMPRENSA BRASILEIRA.


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? – O dia amanhece. Contemplo o Sol e o horizonte escancarado para minha realização. Então, canto e entoando a canção sobre os versos de Fernando FioresePorque cantar já não muda em manhã -, mais incorporo o poder de insistir, persistir, resistir e perseverar. Dedilhando os acordes da canção, recito Meimei Corrêa: "Minha palavra louca explode sem mesmo sair da boca, sai do coração, é mina em explosão, sem conter silêncios, provoca cada vez mais incêndios, não se reduz, porque reluz em sua direção. Sua palavra apouca, o coloca em falta, ela se escorrega peralta e se perde no labirinto do que eu sinto; se soa e ecoa, é canivete que corta, quando nem tanta coisa importa, o erro se repete e nada descreve a sua ou a minha falta. E quando surge a manhã, a palavra ainda está muda e se faz também surda, diante dos gritos inauditos das madrugadas que se perderam... Sou dona do que calo, escrava do que falo... E quero mais me escravizar mesmo pelo que não consigo expressar; palavras são palavras, pequenas diante das verdades que me fazem senhora do que não digo e se vou ou se fico, chego sem mesmo ir, me perco, me acho, me encaixo nas manhãs do seu desejo a me possuir". Veja mais aqui, aqui e aqui.

Imagem: Musidora, do célebre pintor do Arcadismo inglês Thomas Gainsborough (1828-1788)

Curtindo Live at Montreux (Havoc and Bright Lights – Guardian Angel Tour) – Montreux Jazz Festival, Switzerland (2013), da cantora, compositora, produtora e atriz canadense Alanis Morissete.

PENSAMENTO COMPLEXO – A obra Introdução ao pensamento complexo (Sulina, 2005), do antropólogo, sociólogo e filósofo francês Edgar Morin, aborda tema como a inteligência cega, a tomada de consciência, o problema da organização do conhecimento, a patologia do saber, a necessidade do pensamento complexo, a Indo-américa, a teoria sistêmica, o sistema aberto, o sujeito e o objeto, coerência e abertura epistemológica, scienza nuova, a integração das realidades banidas pela ciência clássica, a virada paradigmática, o paradigma complexo e simplificador, ordem e desordem no universo, necessidade dos macroconceitos, o todo está na parte que está no todo, da auto-organização à auto-eco-organização, viver e lidar com a desordem, epistemologia da complexidade, os mal-entendidos, a migração dos conceitos, entre outros assuntos. Destaco o texto introdutório: [...] A palavra complexidade só pode exprimir nosso incômodo, nossa confusão, nossa incapacidade para definir de modo simples, para nomear de modo claro, para ordenar nossas idéias. O conhecimento científico também foi durante muito tempo e com freqüência ainda continua sendo concebido como tendo por missão dissipar a aparente complexidade dos fenômenos a fim de revelar a ordem simples a que eles obedecem. Mas se resulta que os modos simplificadores de conhecimento mutilam mais do que exprimem as realidades ou os fenômenos de que tratam, torna-se evidente que eles produzem mais cegueira do que elucidação, então surge o problema: como considerar a complexidade de modo não simplificador? Este problema, entretanto, não pode se impor de imediato. Ele deve provar sua legitimidade, porque a palavra complexidade não tem por trás de si uma nobre herança filosófica, científica ou epistemológica. Ela suporta, ao contrário, uma pesada carga semântica, pois que traz em seu seio confusão, incerteza, desordem. Sua primeira definição não pode fornecer nenhuma elucidação: é complexo o que não pode se resumir numa palavra-chave, o que não pode ser reduzido a uma lei nem a uma ideia simples. Em outros termos, o complexo não pode se resumir à palavra complexidade, referir-se a uma lei da complexidade, reduzir-se à ideia de complexidade. Não se poderia fazer da complexidade algo que se definisse de modo simples e ocupasse o lugar da simplicidade. A complexidade é uma palavra-problema e não uma palavra-solução. [...] Em toda a minha vida, jamais pude me resignar ao saber fragmentado, pude isolar um objeto de estudo de seu contexto, de seus antecedentes, de seu devenir. Sempre aspirei a um pensamento multidimensional. Jamais pude eliminar a contradição interna. Sempre senti que verdades profundas, antagônicas umas às outras, eram para mim complementares, sem deixarem de ser antagônicas. Jamais quis reduzir à força a incerteza e a ambiguidade. [...] Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

O PIROTÉCNICO ZACARIAS – O livro O pirotécnico Zacarias (Ática, 1974), do escritor, advogado, professor e jornalista Murilo Rubião (1916-1991), é composto de oito contos que se inserem no gênero fantástico com narrativas que se dimensionam o onírico, situações absurdas e valorização do sobrenatural. Da obra destaco trecho do conto homônimo: [...] Ao clarear o dia, saí da semiletargia em que me encontrava. Alguém me perguntava onde eu desejava ficar. Recordo-me que insisti em descer no cemitério, ao que me responderam ser impossível, pois àquela hora ele se encontrava fechado. Repeti diversas vezes a palavra cemitério. (Quem sabe nem chegasse a repeti-la, mas somente movesse os lábios, procurando ligar as palavras às sensações longínquas do meu delírio policrômico.) Por muito tempo se prolongou em mim o desequilíbrio entre o mundo exterior e os meus olhos, que não se acomodavam ao colorido das paisagens estendidas na minha frente. Havia ainda o medo que sentia, desde aquela madrugada, quando constatei que a morte penetrara no meu corpo. Não fosse o ceticismo dos homens, recusando-se aceitar-me vivo ou morto, eu poderia abrigar a ambição de construir uma nova existência. Tinha ainda que lutar contra o desatino que, às vezes, se tornava senhor dos meus atos e obrigava-me a buscar, ansioso, nos jornais, qualquer notícia que elucidasse o mistério que cercava o meu falecimento. Fiz várias tentativas para estabelecer contato com meus companheiros da noite fatal e o resultado foi desencorajador. E eles eram a esperança que me restava para provar quão real fora a minha morte. No passar dos meses, tornou-se menos intenso o meu sofrimento e menor a minha frustração ante a dificuldade de convencer os amigos de que o Zacarias que anda pelas ruas da cidade é o mesmo artista pirotécnico de outros tempos, com a diferença de que aquele era vivo e este, um defunto. Só um pensamento me oprime: que acontecimentos o destino reservará a um morto se os vivos respiram uma vida agonizante? E a minha angústia cresce ao sentir, na sua plenitude, que a minha capacidade de amar, discernir as coisas, é bem superior à dos seres que por mim passam assustados. Amanhã o dia poderá nascer claro, o sol brilhando como nunca brilhou. Nessa hora os homens compreenderão que, mesmo à margem da vida, ainda vivo, porque a minha existência se transmudou em cores e o branco já se aproxima da terra para exclusiva ternura dos meus olhos. [...] Veja mais aqui.

AS CRIADAS – A peça teatral As criadas (Les Bonnes, 1946-47), do controverso escritor e dramaturgo francês Jean Genet (1910-1986), traz a histórias de duas irmãs que empregadas domesticas que executam elaborados rituais sadomasoquistas que levam a um jogo com desfecho trágico. Da obra destaco o trecho: [...] CLAIRE: Solange! Solange! Solange! SOLANGE: Berre à vontade! Pode até lançar seu grito derradeiro, Madame! (Empurra Claire, que fica agachada num canto) Enfim! Madame está morta! Estendida no linóleo ... Estrangulada pelas luvas de lavar panelas. Madame pode permanecer sentada! Madame pode me chamar de senhorita Solange. Justamente. É por causa do que eu fiz. Madame, o doutor me chamará Senhorita Solange Lemercier ... Madame devia ter tirado esse vestido preto, é grotesco. (Imita a voz de Madame) Eis-me aqui reduzida, por luto a minha criada. A saída do cemitério, todos os empregados do bairro desfilavam diante de mim como se eu fosse alguém da família. Tantas vezes fiz de conta que ela pertencia à família. Vai ver que a morte levou esse gracejo até as últimas conseqüências. Oh! Madame, sou sua igual Madame, e ando de cabeça erguida ... (Ri) Não, senhor inspetor, não ... o senhor não saberá nada sobre o meu trabalho. Nada sobre o nosso trabalho em comum. Nada sobre a nossa colaboração para esse assassinato ... Os vestidos? Oh! Madame pode guardá-los. Minha irmã e eu tínhamos os nossos. Aqueles que vestíamos a noite, escondida. Agora tenho meu vestido e sou sua igual. Estou com a toalete vermelha das criminosas. Faço rir o doutor? Faço o doutor sorrir? Ele pensa que as criadas devem ter bom gosto de não fazerem gestos que estão reservados à Madame! Verdade que me perdoa? É a bondade em pessoa. Quer competir comigo em grandeza. Mas a que eu conquistar é a mais selvagem ... Madame começa a perceber minha solidão! Finalmente! Agora estou sozinha, medonha. Podia lhe falar com crueldade, mas posso ser boa. Seu medo vai passar, Madame. Vai passar completamente. No meio das suas flores, seus perfumes, seus vestidos. Aquele vestido branco que a senhora usava à noite no baile da ópera, aquele vestido branco que eu não deixo ela vestir nunca. E no meio das suas jóias, dos seus amantes. Quanto a mim, tenho, minha irmã. Sim, ouso falar nela. Ouso, Madame. Posso ousar tudo. E quem poderia me fazer falar? Quem teria a coragem de me dizer: “minha filha”? Eu servi. Fiz os gestos que são necessários para servir. Sorri para Madame. Me abaixei para lavar os ladrilhos, me abaixei para fazer a cama, me abaixei para descascar legumes, para escutar atrás das portas, colar meu olho nas fechaduras. Mas agora estou de pé. E firme. Sou a estranguladora. A senhorita Solange, aquela que estrangulou a irmã! Me calar! Madame é mesmo delicada. Mas tenho pena da brancura da Madame, da sua pele acetinada, das suas orelhinhas, dos seus pulsinhos ... Eu sou a galinha preta, tenho os meus juízes. Sou da polícia ... Claire? Ela gostava muito, muito mesmo da Madame! ... Não senhor inspetor, diante deles não explico nada. Essas coisas só interessam a nós ... Aquilo, minha filha, a nossa noite, nossa! (Acende um cigarro e fuma desajeitadamente. A fumaça a faz tossir) Nem vocês nem ninguém vai saber nada, senão que desta vez Solange foi até o fim. Vocês a estão vendo vestida de vermelho. Ela vai sair. (Solange se dirige para a janela, abre-a e sobe a sacada, de costas para o público, encarando a noite. Dirá a retirada seguinte. Um vento leve faz ondular as cortinas) Sair. Descer a grande escadaria! A polícia a acompanha. Saiam à sacada para vê-la seguir entre os negros penitentes.É meio-dia. E, assim, leva na mão uma tocha de nove libras. Logo atrás, o carrasco segreda-lhe ao ouvido palavras de amor. O carrasco me acompanha, Claire! (Ri) Ela será conduzida em cortejo por todas as criadas do bairro, por todos os domésticos que acompanharam Claire à sua última morada. (Olha para fora) Levam coroas, flores, bandeirolas, tocam o dobre de finados. O enterro desdobra sua pompa. Lindo, não. Vêm primeiro os mordomos, de fraque, sem forro de seda. Trazem suas coroas. Depois os criados de libré, os lacaios de culote curto e meias brancas. Trazem suas coroas. Vêm depois os camareiros e depois as arrumadeiras, trazendo as nossas cores. Vêm os porteiros e vêm ainda, as delegações do céu. E eu as conduzo. O carrasco me embala. Todos clamam. Estou pálida e vou morrer! (Entra) Quantas flores! Deram-lhe um lindo enterro, não. Oh! Claire, minha pobrezinha Claire! (Rompe em soluços e se afunda numa poltrona. Levanta-se de novo) Não adianta, Madame, obedeço à polícia. Só ela me compreende. Ela também é do mundo dos réprobos. (Debruçada na ombreira da porta da cozinha, Claire visível só para o público, desde há instantes ouve sua irmã) Agora somos a senhorita Solange Lemercier. A mulher Lemercier. A Lemercier. A célebre criminosa. (Cansada) Claire, nós estamos perdidas. CLAIRE: (Dolente, com a voz da Madame) Fecha a janela e corra a cortina. SOLANGE: Já é tarde. Todo mundo foi dormir. Não vamos continuar. CLAIRE: (Faz com a mão um gesto de silêncio) Claire, você vai me servir um chá. SOLANGE: Mas...  CLAIRE: Eu estou dizendo, meu chá.  SOLANGE: Estamos mortas de cansaço. Temos de parar. (Senta-se na poltrona) CLAIRE: Ah! Absolutamente! Não! Então pensa, criadinha, que se safa assim à toa? Seria fácil demais conspirar com o vento, ser cúmplice da noite. SOLANGE: Mas CLAIRE: Não discuta. É a mim que compete dispor destes minutos finais. Solange, tu me guardarás em ti. [...]. Essa peça foi adaptada para o cinema, The Maids (1974) pelo diretor Christhopher Miles. Veja mais aqui.

O CASAMENTO DE MARIA BRAUN – O premiado drama O casamento de Maria Braun (Die Ehe Der Maria Braun, 1978), do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder (1945-1982), é uma das obras-primas do diretor que conta a história de uma mulher cujo casamento se transforma numa longa espera pela reunificação com o seu marido, que parte para a guerra, se perde na frente russa, é preso e emigra para a América. A trama inclui várias metáforas cinematográficas sobre a questão da identidade e as experiências do pós-guerra alemão, narrando o percurso de Maria Braun, desde o seu casamento apressado em 1943 e contando as várias fases da história da Alemanha, dos anos de guerra ao milagre econômico. Destaque para a atriz alemã Hanna Schygulla que arrebatou juntamente com o Urso de Ouro do filme, o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Cinema de Berlim, de 1979. Veja mais aqui e aqui.

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Hoje é dia da atriz, cantora, modelo e musa mundial Marilyn Monroe (1926-1962). Veja mais aqui.

Hoje é o Dia da Imprensa


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