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quinta-feira, junho 18, 2015

HABERMAS, BETHÂNIA, GILBERTO TELES, ARLETE SALLES, VIEN, ISABELLA, AMMANATI & ANA OSÓRIO.


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? DESNORTEIO – Na minha vida eu levei muita pancada. Foi bordoada de quase rachar no meio. No desenfreio alinhei todo viés, escapei de revestrés pra ajeitar o desnorteio. No aperreio eu passei toda desdita, fiz de premio pra conquista o que ganhei no pisoteio. Mas pra que tanta se apenas uma basta, quanto mais a vida arrasta mais se aprende a lição. Eu vou menino e piso bredo nas manobras, vai que um dia a sorte sobra pra aprumar a direção. Eu dei topada, levei tombo e ralei mais, no ademais muita asneira no passeio. E no recreio da maior das presepadas, fui gaiato nas quebradas fiz vergonha sem ter freio. Pra cabeceio só queria era abafar e a mulherada se achegar pra viver no meu rodeio. Mas pra que tanta se apenas uma basta, quanto mais a vida arrasta mais se aprende a lição. Eu vou menino e piso bredo nas manobras, vai que um dia a sorte sobra pra aprumar a direção. Hoje aprendi que na vida tudo prova. Não tem corcova que aguente a danação. Não dá mais não, ser roto do esfarrapado ou sujo do malavado, ser jeitoso sabidão, ser outro então com a paz de responsável cultivando o sustentável modo de ser cidadão. (Desnorteio, Luiz Alberto Machado). Veja mais aqui e aqui.

Imagem: Suzanna and the Elders (1746), do pintor francês Joseph-Marie Vien (1716-1809)

Curtindo Carta de Amor (Ato 1 & 2 – Biscoito Fino, 2013), da cantora Maria Bethânia.

TÉCNICA E CIÊNCIA ENQUANTO IDEOLOGIA – No livro Técnica e ciência enquanto ideologia (Edições 70, 1968), do filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas, o autor aborda temas como a ideologia da sociedade industrial, as teses de Herbet marcuse, a industrialização e capitalismo em Max Weber, ciência e tecnologia na sociedade caputalista, Husserl, ideologia e dominação de classe, nova ciência e nova técnica, a neutralidade científica e tecnológica, teoria da ação comunicativa, conhecimento e interesse, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho para reflexão: [...] O crescimento das forças produtivas institucionalizadas com o progresso técnico-cientifico rompe com todas as proporções históricas. É isso que dá ao quadro institucional sua chance de legitimação. A ideia de que as relações de produção possam ser medidas pelo potencial das forças produtivas desenvolvidas é descartada pelo fato de que as relações de produção existentes se apresentam como a forma de organização tecnicamente necessária de uma sociedade racionalizada. [...] Ao nível do seu desenvolvimento técnico-científico, as forças produtivas parecem portanto entrar numa nova constelação com as relações de produção; elas agora não mais funcionam como fundamento da crítica das legitimações em vigor para os fins de um iluminismo político, mas, em vez disso, convertem-se elas próprias no fundamento de legitimação. Isso é concebido por Marcuse como uma novidade na história mundial. Mas, se é assim que as coisas se comportam, será que a racionalidade, que se encontra incorporada nos sistemas do agir racional com respeito a fins, não deve então ser compreendida como uma racionalidade que sofreu uma especifica restrição? Em vez de reduzir a racionalidade da ciência e da técnica a regras invariantes da logica e do agir controlado pelo sucesso, não seria preferível pensar que ela absorveu em si um a priori material, surgido historicamente e portanto perecúvel? Marcuse responde afirmativamente a essa questão: “Os princípios da ciência moderna foram estruturados a priori de modo a poderem servir de instrumentos conceituais para um universo de controle produtivo que se perfaz automaticamente; o operacionalismo teórico passou a corresponder ao operacionalismo prático [...] Marcuse deve essa concepção de que a racionalidade da ciência moderna é uma formação histórica tanto ao ensaio de Husserl sobre a crise da ciência europeia, como à destruição heideggeriana da metafisica ocidental. No contexto materialista, foi Bloch que desenvolveu o ponto de vista segundo o qual a racionalidade da ciência desfigurada no capitalismo rouba também, à técnica moderna, a inocência de uma pura força produtiva. Mas só Marcuse faz do conteúdo político da razão técnica, o ponto de partida analítico para uma teoria da sociedade capitalista em fase tardia. Desde que a sua pretensão era não só a de desenvolver filosoficamente esse ponto de vista, mas também a de confirma-la pela análise sociológica, as dificuldades da concepção podem ser evidenciadas. [...]. Veja mais aqui.

TATILISMO DOS IMPROVISUAIS – No livro Hora aberta (Poemas Reunidos – Vozes, 2003), estão reunidos livros do poeta e professor universitário Gilberto Mendonças Teles, entre eles, Álibis (2000), Cone de Sombras (1995), Plural de nuvens (1984), Saciologia Goiana (1982), Arte de Armar (1977), A raiz da fala (1972), Sintaxe invisível (1967), Sonetos do azul sem tempo (1964-67), Pássaro de pedra (1962), Fábula de fogo (1961), Planície (1958), Estrela-D´Alva (1956), Alvorada (1955), Poemas avulsos (1950-57), Caixa-de-fósforo (1955-2002) e os inéditos Arabiscos & Improvisuais. Entre eles destaco o poema Tatilismo: Estou mesmo contíguo. / Terno e próximo, / tateio a densidade das paredes, / toco a força do barro e, digital, / vou apalpando o limo, o lodo, o gesso, / o que se faz de seda – o signo alado / que ainda move o céu quase intangível / na sua consistência. / Algumas vezes, / tomo a forma de chuva: é quando sinto / o visco, o peso, o comichão da terra, / quando inteiro me planto, agarranhando / os pelos da raiz e me aderindo / à substancia da imagem que te grava / no carbono da noite. / Unida ao gesto, / a mão que te copia e te faz cócegas / disfarça o movimento e te assinala, / te despe e te inicia no sentido / do mais puro e compacto – o da matéria: / mármore, cobre, zinco, essas linguagens / granuladas nos poros e nas fibras / indóceis da manhã. / Eu sempre tive / olhos nas pontas líricas dos dedos. / Sou dátitlos, troqueis e muitos iambos / para escandir um dia os teus veludos / e por dentro alisar o teu mais íntimo / refúgio de silêncio. / Pele a pele, / conservo o teu desejo. / Palmo a palmo, / manuseio teu ritmo, e no alvoroço, / viajamos na sombra o nosso impulso. / O amor vai-se fazendo corpo a corpo / na espessura da vida. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CONDIÇÃO MULHER & ARTE – A escritora, jornalista, pedagoga, ativista republicana e feminista portuguesa Ana de Castro Osório (1872-1935) foi a pioneira na luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, fundando o Grupo Português de Estudos Feministas (1907) e a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1909), entre outras instituições, marcando profundamente a história da literatura em Portugal. Ela é autora de livros como As mulheres portuguesas (Manifesto Feminista, 1905), Infeliz: histórias vividas (1898), Ambições (1903), bem como escreveu comédias para o teatro, tais como Bem prega Frei Tomás (1905), A comédia de Lili (1903), A bem da pátria: as mães devem amamentais seus filhos e a educação da criança pela mulher, além de livros sobre a educação das crianças. Foi a criadora da literatura infantil em seu país ao publicar os contos dos irmãos Grimm, em dez volumes; Alma infantil – animais (1903), entre outras obras. Merece portanto destaque por luta e sua obra! Veja mais aqui, aqui e aqui.

A TRAJETÓRIA DE ARLETE – A atriz Arlete Salles ganhou seu primeiro como atriz revelação, em 1958, quando integrava a companhia teatral de Barreto Junior. Ela era locutora, depois de ter sido instrumentadora num consultório odontológico, para depois ir pro cinema, pro teatro e televisão. Foi locutora inicialmente na Rádio Jornal do Commercio, em Recife, seguindo em 1960 para os Diários Associados, até transferir-se com Lúcio Mauro para o Rio de Janeiro, trabalhar como atriz na TV Tupi. No cinema ela participou dos filmes Terra sem Deus (1963), O grande gozador (1972), A dama das camélias (1972), O sexo das bonecas (1974), A cartomante (1974), A extorsão (1975) e só voltou ao cinema com Acredite, um espírito baixou em mim (2006), Irma Vap – o retorno (2006), A ilha do terrível Rapaterra (2006), A casa da mãe Joana (2008), Polaroides urbanas (2008) e Até que a sorte nos separe 2 (2013). No teatro, ela participou de A partilha (1990), A vida passa (2000), Todo mundo sabe que todo mundo sabe (2003), Veneza (2003), Hairspray (2009), Amores, perdas e meus vestidos (2010), A partilha (2012) e O que o mordomo viu (2014). Essa pernambucana de Paudalho merece aplausos de pé por sua grandiosa carreira. Veja mais aqui.

BLUE VELVET – O suspense neo-noir e surrealista Blue Velvet (Veludo azul, 1986), dirigido por David Lynch e trilha sonora de Angelo Badalemti, baseada na música homônima interpretada por Bobby Cinton e In dreams de Roy Orbison, contando a história de uma pequena cidade que aparentemente é normal, mas que é envolvida num mundo obscuro e assustador, levando um jovem a investigar a um tentador e erótico mistério que envolve uma cantora boate perturbada e um sádico viciado num chocante e assustador envolvimento de sentimentos. O destaque do filme vai para linda atriz e modelo italiana Isabella Rosselini. Confira mais aqui.

AGENDA DE EVENTOS: SARAU MARGINAL & VARAL DE POESIAS – Neste dia 20 de Junho, acontecerá no horário das 18:30 às 22hs, na Rua Professor Lúcio Santos, no Parque São José em Três Corações (MG), mais uma edição do Sarau Marginal, com as seguintes atrações: Declamando poesias: Poeta Paulo D'Barros & Poeta Gustavo Valin. Varal de Poesias & grupos de Rap: Era XXI, Léo Vínicius, MNiggaz, Rafael Raciocínio Tático & muito mais: "Um lugar onde não há atividades culturais, a violência vira espetáculo" (Info. Meimei Corrêa). Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
Leda with the Swan – marble, do arquiteto e escultor italiano Bartolomeu Ammanati (1511-1592)

Veja mais sobre:
Tudo em mim mestiço sou, O povo brasileiro de Darcy Ribeiro, o anarquismo de Emma Goldman, A história da vida de Helen Keller, a música de Haydn & Guilhermina Suggia, A escultura de Luiz Morrone, a pintura de Pisco Del Gaiso & Martin Eder, Os Fofos Encenam & Viviane Madu aqui.

E mais:
Os tantos e muitos Brasis aqui.
Tudo é Brasil aqui.
Água morro acima, fogo queda abaixo, isto é Brasil aqui.
Preconceito, ó, xô prá lá aqui.
Ih, esqueci!, A natureza de Anaximandro de Mileto, Tutameia de Guimarães Rosa, a poesia reunida de Lelia Coelho Frota, a música de Ida Presti, Geração Trianon & Anamaria Nunes, o cinema de Krzystof Kieslowski & Irène Marie Jacob, a pintura de Lavinia Fontana & a arte de Márcio Baraldi aqui.
Zezé Mota, O grande serão de Guimarães Rosa, a música de Milton Nascimento & Caetano Veloso, a entrevista de Rejane Souza, Rafael Nolli, a arte de Isabelle Adjani, Sóstenes Lima & Vestindo a Carapuça aqui.
A psicanálise de Karen Horney & Homofobia é crime aqui.
Cantador & Cantarau Tataritaritatá aqui.
Fecamepa: Quando o estreitamento do compadrio está acima da lei, aí, meu, as panelinhas mandam ver e só os privilegiados se banqueteiam aqui.
Brincarte do Nitolino, Menino de engenho de José Lins do Rego, A canção de Allen Ginsberg, a música de Charles Lecocq, O signo teatral de Ingarden & Cia., O choque das civilizações de Samuel Huntington, Noite & neblina de Alain Resnais, a pintura de Raoul Dufy & a arte de Catherine Deneuve aqui.
A vida se desvela nos meus olhos fechados, Outras mentes de John Langshaw Austin, Humilhados e ofendidos de Fiodor Dostoiévski, Daniel Deronda de Georg Eliot, a pintura de Top Thumvanit & Rico Lins, a música de Mísia, a fotografia de Edward Weston, a arte de Stephanie Sarley & Krzyzanowski aqui.
Carta de amor, Espécies naturais de Willard Van Orman Quine, Mulher da cor do tango de Alicia Dujovne Ortiz, a música de Dori Caymmi, Memórias de Prudhome de Henry Monnier, a fotografia de João Roberto Riper, Poema da paz de Madre Teresa de Calcutá, a arte de Tanja Ostojić & Luciah Lopez aqui.
A fome e a laranjeira, Princípios da filosofia do direito de Hegel, Declaração da Independência do Espírito de Romain Rolland, O diário de Frida Kahlo, a música de Bach & Janine Jansen, a fotografia de Sebastião Salgado, a xilogravura de Fernando Saiki, a arte de David Padworny & Tempo de amar de Genésio Cavalcanti aqui.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
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quinta-feira, setembro 18, 2008

GABRIEL GARCÍA MARQUEZ, ANA OSÓRIO, KATHRIN LONGHURST, ANA CRISTINA POZZA, HUMOR & LITERÓTICA

 
A arte de Kathrin Longhurst

LITERÓTICA: FESTA NO CÉU (Imagem: A arte de Kathrin Longhurst)Enquanto rodopiava pelos devaneios solfejando a canção dos seus idílios, ela sonhava comigo: um quase príncipe encantado na sua predileção que chegasse gentil e sedento com o fervor apaixonado de um Dom Quixote buscando nela a Dulcinéia desejada. Enquanto ela encantadoramente azul passeava sobre as nuvens oníricas dos meus desejos, eu coaxava sonhando com uma rã-pintada nua e maravilhosa na fonte das águas amorantes. Ela dava conta de mim nos seus sonhos de princesa. Eu ansiava a sua vida nas minhas alucinações de anuro desolado da beira do rio. Quanto mais cantarolava, mais transluzia infinitamente iridescente na vida. E eu cada vez mais apegado à imagem anfíbia de sua expressão mágica. Certo dia a princesa veio se bronzear no campo. Foi quando correu o boato de que haveria uma festa no céu. Essa eu não poderia jamais perder. Porém, para meu desapontamento, fui excluído pelos promotores do evento por ter a boca grande. Uma desfeita. Mas, cá pra nós, uma provocação para minhas astúcias. E fui: aproveitei a ocasião e me acomodei cuidadosamente dentro da calcinha da princesa e ali fiquei escondido. Ah, um verdadeiro porto seguro, a maloca mais aconchegante e segura que já tinha saboreado desde a maternal fase da concepção. Era o reino da vida e da paixão. Parecia até que ela gostava da minha presença ali. E, por isso, fiquei todo ancho, maior que o meu próprio tamanho. Lá para as tantas, eu fui surpreendido. É que a princesa deu por minha existência. Assustou-se, permitindo que eu caísse em queda livre. Nessa hora pude cantar aos gritos de socorro: “Béu, béu, béu! Se desta eu não escapar, nunca mais festa no céu!”. Tei bei. Lasquei-me! Estava eu ali desfeito em zis pedaços pelo chão. Ao ouvir minha cantiga a princesa azul lembrou dos conselhos de uma cigana despachada que lhe adivinhara as palpitações ocultas na alma, recomendando que desenhasse a efígie do amor dos seus sonhos para sacudi-lo na boca do primeiro sapo que encontrasse e que, ao encontrá-lo, deveria depositá-lo embaixo da sua cama, cuidando para que fosse a sua existência regada à base de ouro, dinheiro e metais. Com isso e só com isso seus desejos se realizariam. Foi aí que ela se encheu de ternura e compaixão, caindo de cócoras cantarolando a juntar pacientemente os meus pedaços. Ao juntá-los passou a cerzir cuidadosamente até me deixar inteiramente coaxando enamorado e todo remendado na beira dos seus sonhos. Ah, a emenda foi melhor que o soneto. É que ela passou a me embalar com canções de sua predileção a me tratar com carinhos até me deitar confortavelmente numa aveludada tipóia embaixo da cama e no escuro do seu quarto. Eu, aos pinotes, queria voltar pro meu habitat, enquanto ela me cercava por todas as direções, cuidando para eu não fugir. Numa dessas tentativas de fuga, fui agarrado e no pedestal de uma de suas mãos espalmadas, ela me fitou os olhos: leu-me a alma e o amor. Não sei, acho que se apaixonou por mim. E beijou-me. Crás! Desencantei. Não era o príncipe que ela esperava, mas nem deu tempo para que nomes ou feições valessem nessa hora. Passamos a nos confundir aos beijos um no outro. E rodopiamos juntos o idílio dos nossos sonhos. E desnudados cavalgamos os dias e as noites, lambendo um ao outro para nos purificar de amor e nos entregarmos no meio da chuva que explodiu dos nossos mais selvagens desejos no reino da paixão. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


A arte de Kathrin Longhurst

DITOS E DESDITOS - Devo ser um leitor muito ingênuo, porque nunca pensei que os escritores quisessem dizer mais do que dizem. Quando Franz Kafka conta que Gregório Samsa apareceu certa manhã convertido em um gigantesco inseto, não me parece que isto seja uma simbologia, e a única coisa que sempre me intrigou é a que espécie animal pertencia ele. Creio que houve realmente um tempo em que os tapetes voavam e que havia gênios prisioneiros dentro de lâmpadas. Creio – como diz a Bíblia – que o burro de Ballan falou, e a única coisa a se lamentar é não terem gravado sua voz, e creio que Josué derrubou as muralhas de Jericó com o poder de suas trombetas, e a única coisa lamentável é que ninguém tenha transcrito a música com poder de demolir. Creio, enfim, que Vidriera – de Cervantes – era na realidade de vidro, como dizia ele em sua loucura. E creio realmente na jubilosa verdade de que Gargântua urinava torrencialmente sobre as catedrais de Paris. Pensamento do escritor, jornalista e ativista político colombiano Prêmio Nobel de Literatura de 1982, Gabriel García Marquez (1927-2014). Veja mais aqui e aqui.

A MULHER PORTUGUESA & BRASILEIRA – [...] É principalmente a vós, senhoras brasileiras e portuguesas, que me dirijo, porque é das mulheres da nossa raça que desejo falar-vos neste momento único da História em que dois povos saídos do mesmo berço longínquo da raça se encontram fraternizando numa alvorada de esperança para um grande futuro social e civilizador [...] ; mas nas mulheres de Portugal e do Brasil ele é tão exaltado, que é difícil, encontrar outros povos que se comparem, como vamos provar com a nossa própria História [...] Desejaria poder aqui enumerar todas as que em Portugal têm erguido bem alto a honra do nosso nome, como escritoras, artistas, eruditas e propagandistas, como educadoras, como agricultoras, como comerciantes, como operárias... Não me é possível fazê-lo, tão grande seria a lista de nomes a lembrar [...] Unidas pelos mesmos sentimentos, pela mesma origem, pela língua e pelo mesmo ideal de grandeza e imposição da raça, é necessário que para o futuro a aliança das mulheres portuguesas e brasileiras seja profunda e indestrutível para o triunfo do nosso sangue como para a grandeza das nossas Pátrias irmanadas [...] À mulher portuguesa coube o papel de defensora e guarda das qualidades da raça. É ela que cultiva a terra na ausência do homem, é ela que mantém com energia a dignidade da família, é ela que conserva as indústrias regionais, que lida e que trabalha e que administra com inteligência os bens do casal, que tantas vezes o marido abandona em demanda doutros países, que a sua ambição mal enxerga e a sua ânsia de se expandir o faz procurar afanosamente. À mulher brasileira cabe o papel de fixadora e continuadora dessas qualidades, estando-lhes reservado o papel de companheira dos homens que hão-de fazer a penetração intensa do solo para que o Brasil seja a verdadeira terra prometida da humanidade de amanhã [...]. Trechos extraídos da obra A grande aliança (Lusitania, 1924), da escritora, jornalista, pedagoga, feminista e ativista portuguesa Ana de Castro Osório (1872-1935). Veja mais aqui.

GOSTO DE TIRAR A ROUPA - Gosto de tirar a roupa / E sentir o teu caralho duro / Enchendo de prazer a minha boca / Deixando-me louca de tesão / Enquanto vou sendo beijada com sofreguidão... / Gosto de tirar a roupa / Virar-me de costas / E oferecer-me por inteiro / Pedindo sorrateira / A tua entrada no meu traseiro. / Gosto de tirar a roupa / E me sentir lambuzada / Inteiramente desejada / Pronta para comer / E ser comida... / Gosto de tirar a roupa / Abrir as minhas pernas / E ficar te sacaneando / Oferecendo a minha vagina quente / Cheia de vontade de ficar molhada / Gosto de tirar a roupa / E me sentir uma puta / Pronta para ser abusada / Penetrada, amada / Tonta de tesão e dor. / Gosto de tirar a roupa / E sentir as tuas mãos me envolvendo / O teu dedo no meu cuzinho / A tua língua na minha pombinha / E a minha boca no teu pau. / Gosto de tirar a roupa / E de gritar como uma maluca / Com o prazer doidivanas / Que tu provocas no meu corpo / Quando entra em mim ereto. / Gosto de tirar a roupa / E ser obscena / Ser a tua pequena / Ser a tua tarada / Sempre pronta para tirar a roupa... Poema da poeta e psicóloga Ana Cristina Pozza. Veja mais aqui e aqui.

 A arte de Kathrin Longhurst


AS MULHERES, SEMPRE ELAS.


COISA BOA: BÃO DEMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIS!!!!!

Eis que a escritora, poeta, médica, mulher de teatro e linda paraibana, Clotilde Tavares, repassa essa preciosidade pra gente de autoria desconhecida. Diga se não é digna de um poeta da porra! Vejam a  

HISTÓRIA DA XOXOTA:

Sete bons homens de fino saber
Criaram a xoxota, como pode se ver:
Chegando na frente, veio um açougueiro
Com faca afiada deu talho certeiro
Um bom marceneiro, com dedicação
Fez furo no centro com malho e formão
Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno
Forrou com veludo o seu lado interno
Um bom caçador, chegando na hora
Forrou com raposa a parte de fora
Em quinto chegou sagaz pescador
Esfregando um peixe, lhe deu o odor
Em sexto, o bom padre da igreja daqui
Benzeu-a dizendo: "É só pra xixi!"
Por fim o marujo, zarolho e perneta
Chupou-a, fodeu-a e a chamou de boceta.

EU BEBO SIM, ESTOU VIVENDO!

Eita, gota! Pois é, por isso que eu bebo e quando fico decilitrado ando a pé ou de táxi. Tenho minhas precauções, né? Sou lá besta, meu!

VIVA A DIVERSIDADE!!!!!

É isso aí, vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!!



Veja mais sobre:
A vida, um sorriso, Fernando Pessoa, Charles Chaplin, João Ubaldo Ribeiro, William Shakespeare, Connie Chadwell, Marilyn Monroe, Michael Ritchie, Barbara Feldon, Jeremy Holton & Visão holística da educação aqui.

E mais:
Minha voz aqui e aqui.
Dia Nacional do Riso aqui e aqui.
E se nada acontecesse, nada valeria, Cecília Meireles, Albert Camus, Pierre-Auguste Renoir, Richard Wagner, Sophia de Mello Breyner, Gwyneth Jones, Hal Hartley, Aubrey Christina Plaza, Paul Laurenzi & Princípios de Neurociências de Kandel aqui.
Cordel A chegada de Getulio Vargas no céu e o seu julgamento, de Rodolfo Coelho Cavalcante aqui.
Horário Eleitoral do Big Shit Bôbras, Zé Bilola, Enzonzoamento de Mamão, Ocride, Classificados de Mandús e Cabaços & Previsão meteorológica aqui.
A arte de Karyme Hass aqui.
Dicionário Tataritaritatá – Big Shit Bôbras & Fecamepa aqui.
Richard Bach, Velho Chico, Ísis Nefelibata & Chamando na grande aqui.
Cordel A história de Jesus e o mestre dos mestres, de Manoel D´Almeida Filho aqui.




CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora parabenizando o Tataritaritatá!
Veja aqui e aqui.



CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
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MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...