A arte do artista plástico mexicano Lui Ferreyra.

PENSAMENTO DO DIA – Não
livros morais e livros imorais. Há livros bem escritos e livros mal-escritos.
Pensamento do
escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde (1854-1900). Veja mais aqui,
aqui e aqui.
ESTÉTICA & A TEORIA DA
FORMATIVIDADE - [...] A obra de arte [...] é matéria e espirito, fisicidade e
personalidade, objeto e interioridade. Por outro lado, com efeito, ela é apenas
matéria formada, objeto entre outros objetos, coisa entre outras coisas; objeto
físico e material, em que a matéria não é nem invólucro nem parte nem meio, mas
tudo [...] essa matéria é formada
segundo um irrepetível e todo singular modo de formar, que é a própria
espiritualidade e personalidade do artista. [...]. Trecho extraído da obra Estética: teoria da formatividade
(Vozes, 1993), do filósofo italiano Luigi
Pareyson (1918-1991). Veja mais aqui.
ESTÉTICA & OBRA DE ARTE - [...] em cada elemento sensível está operante o mundo que nele se encarna,
com todo o meio ambiente ao qual pertence e que nutre. Este meio ambiente e
esse mundo estão pedindo de per si um material sensível adequado para ser
plasmado luminosamente. Em cada obra de arte o chamado 'material’ e o
‘espiritual’ se influenciam mutuamente. [...]. Trecho extraído da obra Estética (Vozes, 1993), do pedagogo e
filósofo espanhol Alfonso López Quintás.
OS CHISTES E SUA RELAÇÃO COM O INCONSCIENTE – [...]
Os propósitos dos chistes podem facilmente ser
passados em revista. Onde um chiste não tem objetivo em si mesmo - isto é, onde
não é um chiste inocente - pode servir a apenas dois propósitos, que podem ser
subsumidos sob um único rótulo. Ou será um chiste hostil (servindo ao propósito de agressividade, sátira ou
defesa) ou um chiste obsceno
(servindo ao propósito de desnudamento). Deve-se reiterar desde já que as
espécies técnicas do chiste - verbal ou conceptual - não se relacionam com
esses dois propósitos. [...] os chistes executam a serviço de seu propósito.
Tornam possível a satisfação de um instinto (seja libidinoso ou hostil) face a
um obstáculo. Evitam esse obstáculo e assim extraem prazer de uma fonte que o
obstáculo tornara inacessível. O obstáculo interferente nada mais é em
realidade que a incapacidade da mulher em tolerar a sexualidade sem disfarces,
incapacidade correspondentemente aumentada com a elevação do nível educacional
e social. [...] Chegamos
agora ao fim de nossa tarefa, tendo reproduzido o mecanismo do humor a uma
fórmula análoga àquelas referentes ao prazer cômico e aos chistes. O prazer nos
chistes pareceu-nos proceder de uma economia na despesa com a inibição, o
prazer no cômico de uma economia na despesa com a ideação (catexia) e o prazer
no humor de uma economia na despesa com o sentimento. Em todos os três modos de
trabalho do nosso aparato mental o prazer derivava de uma economia. Todos os
três concordavam em representarem métodos de restabelecimento, a partir da
atividade mental, de um prazer que se perdera no desenvolvimento daquela
atividade. Pois a euforia que nos esforçamos por atingir através desses meios
nada mais é que um estado de ânimo comum em uma época de nossa vida quando
costumávamos operar nosso trabalho psíquico em geral com pequena despesa de
energia - o estado de ânimo de nossa infância, quando ignorávamos o cômico, éramos
incapazes de chistes e não necessitávamos do humor para sentir-nos felizes em
nossas vidas. [...] O livro Os chistes
e sua relação com o inconsciente, de Sigmund Freud, trata na parte
analítica sobre os chistes e o cômico na literatura, a caricatura e o juízo
lúdico, as similaridades dessemelhantes, contrastes de ideias, nonsense,
desconcerto, esclarecimento, Kant, Heine, a brevidade e os eventos mentais. Na
parte das técnicas dos chistes trata sobre a forma verbal dos chistes, Flaubert
e Salmbô, a interpretação dos sonhos, duplo sentido e jogo de palavras,
trocadilhos, deslocamento, o absurdo, o raciocínio falho, omissão e alusão,
representação, exagero, analogias chistosas, entre outras. Na parte dos
propósitos dos chistes, trata sobre os chistes verbais e conceptuais,
substancia do pensamento e envoltório chistoso, Smut, a libido, os chistes
cínicos. Na parte sintética trata sobre o mecanismo do prazer e a psicogênese
dos chistes, as fontes do prazer, os chistes inocentes, a redescoberta do que é
familiar e gratificante, o jogo do gracejo, a produção do prazer, Fechner, os
motivos dos chistes, os chistes como processo social. Na parte teórica trata da
relação dos chistes com os sonhos e o inconsciente, os chistes e as espécies do
cômico, o cômico da sexualidade e da obscenidade, o deslocamento humorístico e
um apêndice sobre os enigmas de Franz Brentano. REFERÊNCIA: FREUD, Sigmund. Os
chistes e sua relação com o inconsciente. Rio de Janeiro: Imago, 1980. Veja
mais aqui.
OS IRMÃOS KARAMAZÓV –[...] E
o espantoso não é que Deus exista realmente, mas que essa ideia da necessidade
de Deus tenha surgido no espírito de um animal feroz e mau como o homem
[...]. Trecho do livro Os irmãos
Karamázov (1879 - 34, 2008), do escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821 - 1881). Veja mais aqui.
AS IMAGINAÇÕES ERÓTICAS – [...] - teu corpo impuro até aos vis corrompe / E só
nos puros ele se abastece” (SONETO DE DORMITÓRIO) [...] nos trechos escuros de tua nudez / Eu
capinava matos onde o amor se iniciava” (A MORTA) BALADA DE ADEUS OU O AMOR
EM MONTPARNASSE: Eu dormirei contigo em
Montparnasse / Sob um céu belo, intacto e surpreendido: / Contigo dormirei
embora passe / Este desejo de te amar demais / Que, de repente, sob o céu
ferido, / Me vem preciso, louco, vão, fugaz. / Nosso encontro campestre, na
distancia, / Não dispensa boninas, madrigais, / Para desgraça minha, o amor
audaz / Faz com que me conquiste doce ânsia / E teu corpo estrangeiro se
desfaça / Em musicas de abismos dissolventes. / Uma aragem marítima perpassa / Nos
contrapontos de teus seios quentes. / Em Montparnasse, que faremos nós? / Teus
adeuses não são mais de neblina / E não repousas mais no ultimo andar / Do
edifício sem sombra de pudor. / Jamais, porem, nos ficaremos sós / Pois teu
corpo escaldante de menino / Novos jogos de amor há de inventar / Em que o
desejo se misture à dor. / Teus dedos matam pássaros que ficam / Depois mais
vivos e então te dedicam / Intermináveis bailes sempre alados. / Ó rosa branca,
ó flor sem virgindade, / Tremes ao vento sem peste no obscuro / Lugar de mil
amores desprezados. / A claridade é treva, e esconde o escuro / Seios, cabelos,
pernas, coxas, sexos / Dos que se possuírem sem amizade / E tiveram do amor
tristes reflexos. / Corpo desnudo, como te ofereces! / És como um sino cujo
toque fosse / Um convite de amor, um triste e doce / Convite à posse do que bem
mereces. / Em Montparnasse, eu te farei amar / Como se fosse ao próprio amor
que amasse / A tua carne viva em Montparnasse. / Em Montparnasse, eu te farei
gritar. FAZENDA DO AMOR CAMPESTRE: Deixaste
a marca de teus pés na terra / Despertando os grãos / Que se esqueceram de
germinar. / A unidade perdida dos campos / Te sepultava, te naufragava. / Ias
para a fazenda / Porem caminhavas pela floresta. / O ar que respiravas era / Um
oxigênio sem resistência ou pudor. / Confiavas a ti mesma / E caminhavas
orgulhosa levando o campo. / Em teu corpo havia muitos países de amor / Alguns
que só poderiam ser atingidos via nunca mais / Outros que a mão ruralmente
alcançaria. / Foi quando – tu o esperavas, moça! – / Fui ao teu encontro e te
derrubei / No mato que cheirava a paz e a morte. SONETO DO POETA BRASILEIRO:
Não sou viril somente nas poesias. / Quero
dormir contigo, pois teus pés / Amassavam pitangas e trazias / No corpo inteiro
a marca das marés. / Disseste que comigo casarias / - amor na cama, beijos,
cafunés. / Entre-sombras de carne oferecias / Tão navegáveis como os igarapés.
/Minha morena até dizer que não, / O nosso amor demais me recordava / Duas
lagoas onde me banhei. / Sou macho e brasileiro, coração: / Em teu olhar eu nu
e forte estava / E foi assim, morena, que te amei. PRAIA DO SOBRAL: Esperava que ela afastasse de mim os seios
puros / E passeava com ela pela praia e a beijava / E enfeitava seus cabelos
com uma flor. / Permanecia tranqüilo mesmo junto de sua carne / Pois no litoral
Doralice era a flor esquiva / Que restaurava em mim o obscuro desequilíbrio. / Misteriosamente
claros seus seios tentavam / Minha mão direita que a louvaria em verso / E
minha mão esquerda frágil e inconsistente / Inútil quando não a acariciava. / Praia
debruçada sobre o seu corpo, / O amor era a gratidão marítima / E as ondas
obedeciam ao fremir de suas coxas. / Doralice era a utilidade que sob o sol / Ou
sob a lua me afastava do céu. / Era o crepúsculo invasor de alguma manhã. / Sonhos
caminhando, tardes naufragas, noites grandes, / Doralice era como a lagoa da
terra em que nasci: / Me perturbava e me acendia. / Era a areia quente / Onde o
sol de minha infância se nutria. / A noite vinha do sexo de Doralice / Para o
litoral que era / Como um colchão onde se amava. / Depois Doralice vomitou a
infância / E eu fiquei, menino, na praia sonhando. A DAMA: Sempre te vejo, Dama Esportiva, / Inclinada
para o espaço como uma torre / No gesto de uma partida de tênis. / Acompanhada
de duzentas figurantes de opereta / Reconstituir o crime de um sono nostálgico
/ E a náusea das residências do noroeste. / Telegrafas para a eternidade / Com
a fúria de tuas coxas. / Sempre te vejo e confesso / Que teu corpo de bailarina
me aniquila / Teus braços me aprisionam / E tua boca me sorve. / És uma mistura
de carne e de opera / Imóvel na tarde com os teus espelhos, / Tua geografia e
teu porta-seios. / Flor que sempre viaja incógnita / Ou rosa verde que provoca
suicídios em massa e desfalques / És uma calamidade pública. ESMERALDA: O internato em que estavas / Voava contigo
nas manhãs sem nuvens / Ficavas acima do farol / Azul e branco e saia de sino /
Dominavas um azul que não existirá / E estudavas química. / Esmeralda, tormento
e magia / Naquele tempo teu corpo germinava como um campo / E tua carne
inventava novas formas / Que desfiguravam a ausência. / Eu desenhava na praia a
curva de teu seio. / E continuavas voando, entre o farol e o mar, / Ballet de
minha adolescência. CANTIGA PARA A AMIGA FUTIL: Venho cantar tua pronuncia inglesa, digna de Oxford. / Teus múltiplos
passeios. / Teu complexo de Elextra. / E venho te convidar para partir comigo /
Na corveta de Euterpe, / Para o país sem nome e sem dia. / Andaremos de
velocípedes nas nuvens / Faremos filhos por via aérea / E navegaremos na lagoa
escaldante do mistério. / Venho te convidar ó perpetua senhora / Para a
contemplação no espelho da Sala do Fim do Mundo. / Teus seios, outrora lunares,
teu secreto charme, / Teu corpo mais eterno do que realmente é, / Teu exímio
processo de amar. / Venho te convidar para o amor / No jardim-terraço da corveta Euterpe. / Com o teu corpo de fragata ou tua
paixão, vem. / Sou menor que tudo. ADRIANA E A POESIA: Adriana estava dormindo e um sonho se levantava de seu corpo / Neste
momento faltou inspiração aos poetas porque todas as inspirações estavam em
Adriana / As sereias tentaram em vão roubar os seus cabelos / Porem um anjo
guardião não permitiu que ela fosse destituída de sua beleza durante o sono / Seus
seios arfavam docemente como as rosas ao vento – todos vós sabeis que os seios
de Adriana não morrem / Uma sonata celebre fugiu de um concerto com um suspiro
de Adriana / Desembargadores tiraram o chapéu porque pensaram em Adriana
dormindo / Ela repousava e então caixas de música enlouqueceram
inexplicavelmente / E as amadas dos poetas se cobriram misteriosamente de
neblina / Temporais desapareceram e naus antigas fugiram de velhos livros de
historias infantis e acordaram nos portos sonhados / Um trapezista julgou ver Adriana
com os braços abertos tentando-o no ar e precipitou-se irreparavelmente no
vazio / Incontáveis elegias descobriram-na dormindo / O Presidente da Republica
decretou feriado porque Adriana estava dormindo / Sendo revogadas as
disposições em contrário / Berceuses partiram em maravilhosos crepúsculos / Países
em guerra concordaram em tréguas indeterminadas / Para que as batalhas não
perturbasse o sono de Adriana / Que algum tempo depois despertou docemente e
descobriu não estar como antes do descanso / Pois Cristo havia desapropriado
sua grande poesia / Para que ela pertencesse a todos os homens e a todos os
mágicos. LEDO IVO – O poeta, jornalista, escritor e
ensaísta alagoano Ledo Ivo, foi e leito em 13 de novembro de 1986 para a
Cadeira n. 10, sucedendo a Orígenes Lessa, foi recebido em 7 de abril de 1987,
pelo acadêmico Dom Marcos Barbosa. Ele estreou na literatura em 1944, com o
livro de poesias As imaginações. No ano seguinte, publicou Ode e elegia,
distinguido com o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, o
primeiro de uma série de prêmios que Lêdo Ivo irá obter, nos anos subseqüentes,
com a publicação de obras de poesia, romance, conto, crônica e ensaio. Lêdo Ivo
é uma das figuras de maior destaque na moderna literatura brasileira,
notadamente na poesia. Seu romance Ninho de cobras (1973) foi traduzido para o
inglês, sob o título Snakes’ Nest, e em dinamarquês, sob o título Slangeboet.
Obras: As imaginações, poesia (1944); Ode e elegia, poesia (1945); As alianças,
romance (1947); Acontecimento do soneto, poesia (1948); O caminho sem aventura,
romance (1948); Ode ao crepúsculo, poesia (1948); Cântico, poesia (1949);
Linguagem, poesia (1951); Lição de Mário de Andrade, ensaio (1951); Ode
equatorial, poesia (1951); Um brasileiro em Paris e O rei da Europa, poesia
(1955); O preto no branco, ensaio (1955): A cidade e os dias, crônicas (1957);
Magias (contendo: Os amantes sonoros), poesia (1960); O girassol às avessas,
ensaio (1960); Use a passagem subterrânea, contos (1961); Paraísos de papel,
ensaio (1961); Uma lira dos vinte anos, reunião de obras poéticas anteriores
(1962); Ladrão de flor, ensaio (1963); O universo poético de Raul Pompéia,
ensaio (1963); O sobrinho do general, romance (1964); Estação central, poesia
(1964); Poesia observada, ensaios (1967); Finisterra, poesia (1972); Modernismo
e modernidade, ensaio (1972); Ninho de cobras, romance (1973); O sinal
semafórico, reunião de sua obra poética, desde As imaginações até Estação
central (1974); Teoria e celebração, ensaio (1976); Alagoas, ensaio (1976);
Confissões de um poeta, autobiografia (1979); O soldado raso, poesia (1980); A
ética da aventura, ensaio (1982) A noite misteriosa, poesia (1982); A morte do Brasil,
romance (1984); Calabar, poesia (1985); Mar oceano, poesia (1987); Crepúsculo
civil, poesia (1990); O aluno relapso, autobiografia (1991); A república das
desilusões, ensaios (1995); Curral de peixe, poesia (1995). FONTES: IVO, Ledo.
As imaginações. Rio de Janeiro: Pongetti, 1944. ____. Poesia completa
(1940-2004). Rio de Janeiro: Topbooks, 2004. Veja mais aqui.
A arte do artista plástico mexicano Lui Ferreyra.
Veja mais sobre Teatro & o caminho para
libertação, Rubem Alves, Lya Luft, Bocage, Arrigo Barnabé, Fernanda Torres, Oliver Stone, José
Júlio Sousa Pinto, Blake
Liverly, Henri Cartier-Brersson & Literatura Infantil aqui.
E mais:
Quando o negócio tá num nó-cego da peste, o melhor
mesmo é se infincar na rebeldia e partir para a desobediência civil de Henri
Thoreau aqui.
Escalavradura,
Hermes Trismegistus,
Sinclair Lewis, Walter Kerr, Beth Gibbons, Phil Morrison, Amy Adams, Yannick
Corboz, Jean-Léon Gérôme & Marly
Vasconcelos aqui.
Fecamepa,
Harvey Spencer Lewis, Donna Tartt, Casimiro
de Abreu, Gil Vicente, Cris Delanno, Maeve Quinlan, Gustave Courbet, George Dawnay & Dimensão ético-afetiva do adoecer da
classe trabalhadora aqui.
Buda, Loius Claude de Saint-Martin, Omar Khayyãm, Leo Huberman, Otto Friedrich, Dominique Ingres, Felicja Blumental, Mabel Collins, Ingrid Koudela, James
Ivory, Ewa Kienko Gawlik & João Câmara aqui.
CRÔNICA
DE AMOR POR ELA
Leitora
parabenizando o Tataritaritatá.
CANTARAU: VAMOS
APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.