quarta-feira, agosto 08, 2012

MARGARET MEAD, A MULHER, A ANTROPOLOGIA & A PESQUISA TRANSCULTURAL



“Sempre que liberamos uma mulher, libertamos um homem”

“Uma das mais antigas necessidades humanas é ter alguém para imaginar onde nós estamos, quando não chegamos em casa à noite”.

"Em 1920, ridicularizávamos a ideia de ser uma mulher considerada uma solteirona aos 25 anos. O que então sabíamos de obstetrícia era suficiente para demonstrar que, mesmo depois dessa idade, uma mulher pode ter com segurança o seu primeiro filho. Mas, ao chegarmos a 1950, as mulheres já eram consideradas solteironas aos 23 anos...”

“A existência numa dada sociedade de uma dicotomia de personalidade determinada pelo sexo, limitada pelo sexo, pune em maior ou menor grau todo o indivíduo que nasce em seu âmbito. Aqueles indivíduos cujos temperamentos são indubitavelmente anômalos não conseguem ajustar-se aos padrões aceitos, e pela sua própria presença, pela anormalidade de suas respostas, confundem aqueles cujos temperamentos são os esperados para o seu sexo. Dessa forma, é plantado, em praticamente todo o espírito, um germe de dúvida, de ansiedade, que interfere com o curso normal da vida”.

“As padronizadas diferenças de personalidade entre os sexos são desta ordem, criações culturais às quais cada geração, masculina e feminina, é treinada a conformar-se. Persiste, entretanto o problema da origem dessas diferenças socialmente padronizadas”.

"Quando estudamos as sociedades mais simples, não podem deixar de nos impressionar as muitas maneiras como o homem tomou umas poucas sugestões e as traçou em belas e imaginosas texturas sociais que denominamos civilizações. Seu ambiente natural muniu-o de alguns contrastes e periodicidades notáveis: o dia e a noite, a mudança das estações, o incansável crescer e minguar da lua, a desova dos peixes e as épocas de migração dos animais e pássaros. Sua própria natureza física forneceu-lhe outros pontos importantes: idade e sexo, ritmo de nascimento, maturação e velhice e a estrutura do parentesco consanguíneo. Diferenças entre um e outro animal, entre um e outro indivíduo, diferenças em ferocidade ou em mansidão, em coragem ou em esperteza, em riqueza de imaginação ou em perseverante obtusidade - todas proporcionaram sugestões a partir das quais foi possível desenvolver as idéias de categoria e casta, de sacerdócios especiais, do artista e do oráculo."

"Um dos problemas da ciência é que ela nos adverte para certas coisas negativas e isso não é popular. Então os próprios cientistas e até os professores tentam evitar a reflexão oferecendo respostas simplistas, curtas e grosseiras”.

MARGARET MEAD – Antropóloga, pensadora e psicóloga norte-americana, autora de 23 livros abordando os mais diversos temas: poluição, sexo, serviço militar, planejamento urbano, arte, costumes tribais, devastação da Amazônia, entre outros. Aos 20 anos se viu envolvida numas aventuras pelos Mares do Sul, onde realizou uma pesquisa descrevendo forma como as jovens mulheres samoanas tinham o hábito de adiar o casamento por muitos anos, desfrutando do sexo ocasional e que, só depois de se casarem é que assentavam e tinham filhos. Aos 30 estava à margem do rio Sepik e na região hostil de Mundugumor, enfrentando a malária. Casou-se três vezes, divorciou-se de todos e teve casos amorosos com mulheres. Ensinou antropologia na Universidade de Columbia e trabalhou no American Museum of Natural History. Foi pioneira ao propor que as características masculinas e femininas refletiam as influências culturais e sociais, não se limitando às diferenças biológicas. Era a favor da liberação do aborto e do uso da maconha. Criticou o pensamento científico que decretava a inferioridade feminina como algo da natureza, biológica e fisiologicamente determinado como um fato universal e perene, explicando as condicionantes históricas e socioculturais que definiam pela contingência da subalternidade da mulher. Em suas observações etnográficas, mostrou que grupos culturais em que as mulheres experimentavam a liberdade diferiam do padrão cultural "civilizado" embasado no etnocentrismo do mundo ocidental. A sua opinião em favor da liberação sexual foi alvo de vasta polêmica, publicado em "Coming of Age in Samoa" em 1928, oriundo de sua tese de doutoramento e trazendo a preocupação com a crise da adolescência. Segundo seus estudos, em Samoa, onde ela passou seis meses estudando a realidade local, não existia nenhuma crise, pois também não havia nada parecido com repressão sexual. Ao divulgar sua teoria do comportamento adolescente e sexual, cujos problemas se originam na forma de educação ocidental. Ela faleceu aos 77 anos, em 18 de novembro de 1978. Veja mais aqui.

REFERÊNCIAS:
MEAD, Margaret. Macho e fêmea. Petrópolis: Vozes, 1971.
______. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 1969.


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