A arte da fotógrafa Kristina
Kazarina.

PENSAMENTO DO DIA - [...] A totalidade só se torna existência, só se realiza completamente, através
das formas sociais, incluindo as geográficas. E a cada momento de sua evolução,
a totalidade sofre uma nova metamorfose. Volta a ser real-abstrato. O movimento
que a transforma em multiplicidade individualiza a totalidade por meio das
formas. Os fragmentos de totalidade assim tornados objetivos continuam a integrar
a totalidade. Eles ocupam os objetos como sua essência e atividade, mas sempre
como função da totalidade, que continua íntegra. [...]. Trecho extraído da
obra A Natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção (Ed USP, 2006), do
geógrafo e professor Milton Santos (1926-2001). Veja mais aqui.
NAÇÃO &
IDENTIDADE NACIONAL – [...] As identidades nacionais não são nem
genéticas nem hereditárias, ao contrário, são formadas e transformadas no
interior de uma representação. Uma nação é, nesse processo formador de uma
identidade, uma comunidade simbólica em um sistema de representação cultural. E
a cultura nacional é um discurso, ou modo de construir sentidos que influenciam
e organizam tanto as ações quanto às concepções que temos de nós mesmos. Não é
ocioso lembrar que tais identidades, no caso do Brasil, estão embutidas em
nossa língua e em nossos sistemas culturais, mas estão longe de uma
homogeneidade – que já não perseguimos –; ao contrário, estão influenciadas (as
identidades) pelas nossas diferenças étnicas, pelas desigualdades sociais e
regionais, pelos desenvolvimentos históricos diferenciados, naquilo que
denominamos ‘unidade na diversidade’. Como todas as nações, mas bem mais do que
a maioria delas, somos híbridos culturais e vemos esse processo como um fator
de potencialização de nossas faculdades criativas [...]. Trecho extraído de
Sociedade da informação: globalização,
identidade cultural e conteúdos (Ciência & Informação, 2000), do escritor,
dramaturgo, escultor e professor maranhense radicado em Brasília, Antônio Miranda. Veja mais aqui.
MATHILDE – [...] Podiam
passar horas acariciando as pernas dela. Um pegava um dos seios de Mathilde,
outro depositava beijos na carne macia do pescoço, comprimindo apenas os
lábios, pois o ópio intensificava cada sensação. Um beijo podia provocar arrepios
por todo o corpo dela. Mathilde deitava-se nua no chão. Todos os movimentos
eram vagarosos. Os três ou quatro moços deitavam-se de costas entre as
almofadas. Um dedo procurava lentamente o sexo dela, penetrava-o, ficava ali,
entre os lábios da vulva, sem se mexer. Outra mão buscava-o também,
contentando-se em circular em volta do sexo, buscando outro orifício. Um homem
oferecia o pênis para a boca de Mathilde. Ela mamava muito lentamente, cada
toque magnificado pela droga. Então poderia ficar deitados imóveis durante
horas, sonhando. [...] O prazer de
Mathilde em acariciar os homens era tão imenso, e as mãos deles percorriam seu
corpo e a afagavam tão completamente, tão continuamente, que ela raramente
tinha um orgasmo [...] Nessa hora
ficou tomada pelo desejo de ser possuída por ambos os lados, e inseriu o outro
indicador no ânus. Agora, ao se mexer para a frente, sentia o dedo da dianteira
e, ao oscilar para trás, sentia o outro dedo, como sentia nas vezes em Martinez
e um amigo a acariciavam ao mesmo tempo. A aproximação do orgasmo excitou-a,
começou a fazer gestos convulsivos, como que para puxar o último fruto de um
galho, puxando, puxando o galho para trazer tudo abaixo em um orgasmo selvagem,
que veio enquanto se observava no espelho, vendo as mãos se movendo, o mel
brilhando, o sexo e a bunda brilhando, inteiramente molhada entre as pernas [...].
Encontrou Mathilde no chão, em frente ao
espelho. Ela estava de quatro olhando-se no espelho por entre as pernas. Ele disse:
- Não se mexa, Mathilde. Essa é uma pose que eu adoro. Agachou-se por cima dela
como um gato gigante, e o pênis entrou nela. Deu a Mathilde o que não dava à
amante. O peso dele fez com que por fim Mathilde caísse e se estatelasse no
tapete. Ele ergueu a bunda dela com as duas mãos e arremeteu contra ela sem
parar. O pênis parecia feito de ferro quente. Era comprido e estreito, e
Antonio o mexia em todas as direção e saltava dentro dela com uma agilidade que
Mathilde nunca conhecera. Ele acelerou os movimentos ainda mais e disse em voz
rouca: - Goze agora! Com essas palavras ela começou a se arremessar contra ele
furiosamente, e o orgasmo veio como um raio atingindo-os ao mesmo tempo. [...].
Trecho extraído de Delta de Vênus (Artenova, 1978), da escritora
francesa Anaïs Nin (1903-1977). Veja mais aqui, aqui e aqui.
DOIS POEMAS - UMA MULHER: Uma mulher
caminha nua pelo quarto / é lenta como a luz daquela estrela / é tão secreta
uma mulher que ao vê-la / nua no quarto pouco se sabe dela / a cor da pele, dos
pêlos, o cabelo / o modo de pisar, algumas marcas / a curva arredondada de suas
ancas / a parte onde a carne é mais branca / uma mulher é feita de mistérios / tudo
se esconde: os sonhos, as axilas, / a vagina / ela envelhece e esconde uma
menina / que permanece onde ela está agora / o homem que descobre uma mulher / será
sempre o primeiro a ver a aurora. ELOGIO
DO PECADO: Ela é uma mulher que goza / celestial sublime / isso a torna
perigosa / e você não pode nada contra o crime / dela ser uma mulher que goza /
você pode persegui-la, ameaçá-la / tachá-la, matá-la se quiser / retalhar seu
corpo, deixá-lo exposto / pra servir de exemplo. / É inútil. Ela agora pode
resistir / ao mais feroz dos tempos / à ira, ao pior julgamento / repara, ela
renasce e brota / nova rosa / Atravessou a história / foi queimada viva,
acusada / desceu ao fundo dos infernos / e já não teme nada / retorna inteira,
maior, mais larga / absolutamente poderosa.
Poema da escritora, atriz e modelo Bruna
Lombardi. Veja mais aqui.
A SEDUÇÃO DE MARYNA
O sonho do sequestro
anunciado aqui.
Crônica do sequestro
anunciado aqui.
A coelhinha da páscoa
aqui
O prazer de Maryna na
fúria do arpão aqui.
O sabor da fonte de
todos os gozos aqui.
Convite ao sequestro e a
delação premiada aqui.
Maryna: a obsessão do
prazer aqui.
Na alcova de Maryna
aqui.
A arte da fotógrafa Kristina
Kazarina.
MUSA DA SEMANA: MARIA DAPAZ - A pernambucana Maria Dapaz é cantora, compositora e instrumentista invejável. Sua estrada vem desde menina-moça quando aos 9 anos tirou o segundo lugar no concurso “A Mais Bela Voz do Nordeste”. A partir daí participou do grupo Marajoara até fazer uma trajetória internacional que apenas consagra o seu talento.

Lançou, em 1981, seu primeiro disco solo, “Pássaro Carente”, cuja repercussão permitiu que seu segundo trabalho, “Maria da Paz”, tivesse arranjos assinados pelo maestro Lincoln Olivetti.
Em 2004 lançou o cd “Vida de Viajante”, dedicado à obra de Luiz Gonzaga, com o qual foi indicada ao Grammy Latino de 2004. Ela tem mais outros álbuns gravados, todos confirmando seu talento e prestígio.

UM CANTAR DE AMOR
Maria Dapaz/Xico Bizerra
Vou te cantar um canto de amor
Que afaste a dor e cure a cicatriz
Vou te cantar um canto de paz
Um canto capaz de te fazer feliz
Vou te cantar um canto saudoso
Um canto amoroso, meu carinhar
Vou te cantar apenas o meu canto
Pra espantar teu pranto, pra te alegrar
Um canto pra dizer que es o meu amor
E o mundo saber que es o meu amor
Um canto belo, breve e singelo
Só pra te dizer que es o meu amor

SETEMBRO
Maria Dapaz/Fátima Marcolino
Setembro me fez perder
A rima da poesia
Tirou o brilho dos versos
Que eu escrevia
A chuva me traz saudade
O vento sopra lembranças
A lua clareia o chão
Acendendo a esperança
Desate o laço da minha saudade
Deixe meu riso caminhar direito
Quero tomar um chá de esperança
Tirar de vez a dor que dói no peito
Sinto saudade da chuva
De um riacho a correr
De uma estrela que deixa
Pelas paredes descer
O seu brilho amarelado
Escorrer entre o telhado
Antes do amanhecer.

O show intimista "Projeto Adoniran apresenta Maria Dapaz" com a participação do violonista Rafael Cardoso está registrado em dvd. Essa apresentação foi gravada na Sala dos Espelhos do Memorial da América Latina em São Paulo. Este dvd está somente sendo vendido no site www.mariadapaz.com ou pela Joma Produções Artísticas (11) 4704.3494 jomaprodart@uol.com.br

Ela concedeu uma entrevista exclusiva pro Música, Teatro & Cia, confira.

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