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segunda-feira, dezembro 11, 2017

JAMES JOYCE, DELEUZE, JOAQUIM CARDOZO, AGAMBEN, RODOLFO AMOEDO, ARRIGO BARNABÉ & VÂNIA BASTOS, LUCIAH LOPEZ, NA ERA DO RADIO & BEZERROS

COMEÇAR, RECOMEÇAR & DOIS MILHÕES DE BEIJABRAÇÕES - Imagem: foto de Alexandre Buisse – A vida pra ser vivida é feita de ação, movimento. Bola pra frente! E seguir cada qual sua estrada. Reconheço que todo aclive seja obstáculo, nada que uma motivação não vença! É só querer, mesmo que seja embaixo da maior chuva de canivete, ou queda de meteoros, ou desaforos, ou no meio de uma saraivada de pedras, apupos, remoques. Ninguém chega ao topo sozinho ou somente por seus próprios esforços, mesmo que se veja solitário na subida pro topo do mundo ou pra baixo da ponte, entre torcidas do contra, escárnios, xingamentos. Só isto já vale a pena, sou um sortudo: entre zilhões de espermatozóides, fui aquele que persistiu e sobreviveu, fertilizando o óvulo. Não fui abatido, nem estou liquidado, sigo adiante. Minha mãe foi a escolhida e a ela sou eternamente grato. A meu pai, minha reveência. Posso não ter sido o que sonharam ou desejaram. Fazer o quê? Sou o que sou, o melhor que posso a cada dia. E saúdo os que chegam junto ou os que se evadiram, ou se acovardaram ou estranharam, ou que tiveram a maior má vontade ou fizeram que não sabiam de nada, perguntando o que é que é isso, e coisa e tal, enfim, saúdo, vivas! Agradeço sem rancores ou cobranças, e agradeço porque, de uma forma ou de outra, contribuíram assim mesmo para que eu buscasse uma saída quando não havia mais nada em que amparar, sem essa contribuição, com certeza, eu jamais tomaria a iniciativa e jamais chegaria aonde cheguei. Cheguei mesmo onde? Sei lá, pouco importa. No caminho do Sol, agradeço todos os dias a graça de viver. Se não tenho nada pra comemorar, junto os trapos, pedaços e troços, saio feliz de bolsos vazios e braços abertos, mesmo que me tenham por falido ou derrotado, vou adiante, topadas, derrapadas, espalhando afeitos e solidariedade. Minha gratidão aos que se fizeram presente, zilhões de abraços! Aos que se foram sem terem chegado às vias de fato, meu desejo de boa viagem e saravá! Aos que se acham incólumes pra condenarem a mim e a quem quer que seja, e aos esculachos se acharam donos da razão e mandaram ver sem ter nem pra quê, com areia e cimento, atirando pedras, gestos hostis e a última pá de cal, minha gratidão. Este é só o começo, eterno recomeço. Dois milhões de beijabrações procês! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com o músico, compositor, radialista e ator Arrigo Barnabé, apresentando músicas dos álbuns Clara Crocodilo (1980), e apresentações em show ao vivo; e a cantora da Vanguarda Paulista, Vânia Bastos: Canta Mais & Tocar na Banda. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui & aqui.

PENSAMENTO DO DIA – [...] o estado de exceção tende cada vez mais a se apresentar como o paradigma de governo dominante na política contemporânea. Esse deslocamento de uma medida provisória e excepcional para uma técnica de governo [...] apresenta-sem nessa perspectiva, como um patamar de indeterminação entre democracia e absolutismo. [...]. Trecho extraído da obra Estado de exceção (Boitempo, 2004), do filósofo italiano Giorgio Agamben, criador da teoria do homo sacer e tratando sobre o estado de exceção como paradigma de governo, força-de-lei, luta de gigantes acerca de um vazio, festa, luto, anomia, auctoritas e potestas,

DO LEGAL & ILEGAL - [...] as leis não se opõem à ilegalidade [...] Umas organizam explicitamente o meio de não cumprir as outras. A lei é uma gestão dos ilegalismos, permitindo uns, tornando-os possíveis ou inventando-os como privilégios da classe dominante, tolerando outros como compensação às classes dominadas, ou, mesmo, fazendo-os servir à classe dominante, finalmente, proibindo, isolando e tomando outros como objeto, mas também como meio de dominação. [...]. Trechos da obra Foucault (Brasiliense, 2005), do filósofo francês Gilles Deleuze (1925-1995). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

BEZERROS – O município de Bezerros é formado pelos distritos sede, Encruzilha, Sapucarana e Boas Novas e pelos povoados de Serra Negra, Sítio dos Remédios, Cajazeiras e Areias. A sua origem data de 20 de maio 1870, quando foi implantado um grande comércio de gado, iniciando o povoamento do local. Algumas versões da história de Bezerros tentam explicar o nome da cidade. A primeira diz respeito ao sobrenome da família Bezerra, que foi a primeira proprietária das terras. A segunda diz que o local foi, primitivamente, uma queimada de bezerros. A terceira conta que um dos filhos da família Bezerra se perdeu na reserva florestal no dia 18 de Maio, tendo sido feita uma promessa a São José, sendo a criança encontrada com vida dois dias após seu sumiço, ou seja, dia 20 de Maio, ao pé de frondosa árvore onde foi erguida uma Capela sob a invocação de São José dos Bezerros. Anualmente, no dia 18 de maio se comemora a sua emancipação política. O município está inserido nas bacias do Rio Ipojuca e o seu carnaval é um dos mais prestigiados, sendo também conhecida como a terra do Papangu, tradição festiva na qual as pessoas se vestem com máscaras de todos os tipos durante as festas carnavalescas. Veja mais aqui.

FINNEGANS WAKES – [...] Então Esta é Dubilingue? Halto! Cautela! Ecolândia! Heis um caminho esquisito! Lembra, de rasto, a deslavada negravura que bostumávamos manchar no borramuro de sua pensão intistinta. Crostumavam? (Estou certo de que aquele chatigante matracavo com sua caixa de chocolates mujicais, Muco Michel, está escutando) Digo, restos da desusada gravultura onde postumavam murchar os Ptolomens dos Incabus. Gostumávamos? (Ele está apenas pretrendentro estar peliscando a harpa jubalar de um segundo existinto ouvivente, Fero Farelo). Isto é bem conhecido. Ferrolha-te a ele mesmo e vê o velho novo em folha. Dbin. W. K. O. O. Ouve? Junto ao muro do mausolimo. Finfim finfim. Um cortejo funébrio. Fumfumfumfum. É optopfone que ontofana. Ouve! A mágica mentira de Wheatstone. Eles lutharão por mil lírios. Eles escutarão por mil heras. Eles retumbarão por mil luras. Seus daedos tangerão a harpscordia por mil liras. [...] Trecho do Panorama do Finnegans Wake (Perspectiva, 1971), de Augusto e Haroldo de Campos, com fragmentos, sinopse e síntese biobliográfica acerca do último romance publicado em 1939, do escritor irlandês expatriado James Joyce (1882-1941), que se tornou um dos grandes marcos da literatura experimental e sua multiplicidade de significados. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

O CORONEL DE MACAMBIRA – [...] Doutor: Também previno e advirto / para o bem-estar geral: / cuidado tenham, cuidado / com aqueles eu praticam / a medicina ilegal. / No meio justo objetivo / de evitar o grande mal / de tantas charlatanices / empreguei na ciência médica / organização vertical. / Vou dizer sumariamente / em que consta este ideal: / servindo à comunidade / dentro dos mais sãos princípios, / dispomho de consultório / e de hospital bem montados / nos quais dirijo e executo / serviço especializado / no domínio operatório. / Para não ser explorado / pela ganância, e o abuso / evitar de desonestos / fabricantes de remédios, / com perfeição realizo / num grande laboratóiro / as drogas de que preciso. (O doutor vai-se aproximando do boi para examiná-lo, mas continua a explicar a sua organização): / Tenho ali bem instalados / banco de sangue e de córneas, / tão úteis à medicina / sem dúvida. Mesmo agora / criri um banco a que dei / o nome de Celestina [...]. Trecho da peça teatral O coronel de macambira: bumba-meu-boi em dois quadros (Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2005), do poeta, dramaturgo, engenheiro civil, desenhista, professor e editor Joaquim Cardozo (1897-1978). Veja mais aqui e aqui.

CUMPLICIDADE
... e a pele se junta à pele na eternidade da carne e o Verbo se conjuga no abração e na boca que faz juras de amor eterno a palavra perpetua o eco do amor de outras eras.
Poema/imagem da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez, em comemoração aos dois milhões de acessos ao blog Tataritaritatá. Veja mais aqui.

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DOCUMENTÁRIO: NA ERA DO RÁDIO – SHOW DE CALOUROS
Documentário Na era do rádio: Show de Calouros. Participção dos artistas palmarenses: Rosa Maria, Val dos Anjos, Batista Silva, Rudimar Tempero Gostoso, Fernando Santos, Linaldo Martins (Zé Linaldo) & apresentação de Marquinhos Cabral. Direção Genésio Cavalcanti. Cinegrafista: Luiz Heitor Cavalcanti. Lançamento em breve.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor Rodolfo Amoedo (1857-1941)
Veja mais aqui.
 

sábado, dezembro 26, 2015

SÁBADO PRA VIVER, NEPOMUCENO, TERÊNCIO, AMOEDO, EGITO, ARTEMÍSIA & MUITO MAIS!!!

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? É SÁBADO PRA VIVER - É sábado. E porque hoje é sábado, como diz Vinicius de Morais no Dia da Criação, amanhã é domingo e a vida vem em ondas como o mar. E se é sábado, seja do hebraico Shabat ou das satúrnias, eu vou com o raio do Sol pra viver. Durante o dia sou todo vigília e a noite foi feita  pra sonhar! E como sou noitedia, vigília e sonhos são uma coisa só. Desculpei a tudo e todos, perdoei até o que não devia – porque o perdão é com a consciência de cada um, não comigo nem com a vítima da desfaçatez -, mesmo sabendo que tem palavras que não se retiram e escritos que não apagam. De manhã vou como um Neandertal solitário rabiscando nas paredes duma caverna insondável, com a contundente teimosia da sinceridade enjaulada no escuro e com todos os símbolos acumulados na memória. E articulo minha linguagem num solilóquio que só eu mesmo posso entender, vez que minhas narrativas jamais servirão por herança porque são palimpsestos que não resistem a qualquer simples sopro inexorável das horas, se evaporando instantaneamente logo depois de pensadas e escritas. Já me perdi das lendas e mitos que fundaram as civilizações, estou tal como um elo perdido sem saber das assembleias retóricas e dialéticas. Não uso de artificio algum para falar e escrever, e me perdi na amplitude heterogênea da imaginação e no intransponível abismo entre o pensado e o percebido no barulho da realidade, que não me deixa sequer pensar, vez que é nada mais que postiça sobre todo o automatismo coletivo que não distingue o verdadeiro ou falso. Vou com meu acervo de erros além da redoma do tempo e do espaço, devassando o véu do futuro nessa manhã entre ensolarada e chuvosa, pra diante de situações terríveis, como na queda de quem caiu em desgraça pelas risadarias desordenadas pelo ridículo, me prostrar diante da perplexidade de proclamações e brados inúteis que não me deixam o sono sossegado no meu isolamento abismal. É que o amor também erra – e feio! O que me faz de um bufão cercado de burlas e farsas por todos os lados. É tudo assustadoramente complexo se sobrepondo sobre aqueles que pensam pobres, estreito ou deficitário sobre si e todas as coisas, com os seus medos de alarmes imprecisos na combinação entre os olhares e gestões, palavras vagas ou retumbantemente temperamentais de preocupações ou arrependimentos. Vou a reboque das genuínas aleivosias e da vulgaridade maciça que não possui modos e que é dolorosa e desnecessária, além de que se saiba ou se suspeite de nada disso no esforço canhestra das suposições volatizadas na poeira de hoje pela tirania de Saturno tão despótica quanto ignorada, ostensivamente estampada nas notícias, nos acenos, nos afetos e nas relações. De manhã vou pra tarde para me embevecer da noite de um novo amanhecer domingo. E quando as lembranças doem e atormentam, é chegada a hora da virtude do esquecimento. Até lá vou no meu voo sobre o sábado que anuncia que não há fim e sim um outro dia de domingo pra viver. E aprume a conversa aqui.

PICADINHO


Imagem: Reclining Female, do artista plástico húngaro Mikos Mihalovits (1888-1940)


Curtindo a Sinfonia em Sol Menor (1893), do compositor, pianista, organista e regente Alberto Nepomuceno (1864-1920), gravada ao vivo no Teatro Municipal de São Paulo pela Orquestra Sinfônica Brasileira com regência do maestro Edoardo de Guarnieri. Veja mais aqui.

EPÍGRAFE – Homo sum: humani nihil a me alienum puto, verso do poeta e dramaturgo cômico romano Publius Terentius Afer – Terêncio (185ª.C – 159ª.C), que expressa os sentimentos humanistas em voga no Renascimento e que significa Sou homem: nada de humano me é estranho. Veja mais aqui , aqui e aqui.

O HOMEM PÓS-ORGÂNICO - No livro O homem pós-orgânico (Relume-Dumará, 2002), da ensaísta e pesquisadora argentina Paula Sibilia, encontro que: O corpo humano, em sua antiga configuração biológica, estaria se tornando obsoleto. Intimidados pelas pressões de um meio ambiente amalgamado com o artificio, os corpos contemporâneos não conseguem fugir das tiranias (e das delícias) do upgrade. Um novo imperativo é internalizado, num jogo espiralado que mistura prazeres, saberes e poderes; o desejo de atingir a compatibilidade total com o tecnocosmos digitalizado. Para efetivar tal sonho é necessário recorrer à atualização tecnológica permanente: impõem-se, assim, os rituais auto-upgrade cotidiano. Veja mais aqui.

O CONTO DOS DOIS IRMÃOS – Na literatura do Egito antigo chegou até o presente reunida em textos que contemplam inscrições religiosas, mortuárias, profanas, cenas da vida corrente e diversas outras como em narrações de batalhas, as sagrações, os jubileus dos faraós, os contos e máximas, as histórias morais, as decisões judiciárias, os poemas de amor, entre outros. Entre os poemas de amor, foi recolhido por Visconde de Rougé (Otto Pierre, 1978), numa tradução feita a partir do papiro de Orniney, o célebre O conto dos dois irmãos: Multiplicaram-se os dias e os dois irmãos estavam no campo. O primogênito enviou seu irmão caçula dizendo: vai à cidade e traze-nos grãos. O jovem encontrou a mulher de seu irmão a trançar os cabelos. Disse-lhe: - Levanta-te! Dá-me sementes para que eu possa voltar aos campos, pois meu irmão me espera. Não demores. Ela lhe responde: - Vai, abre o celeiro e toma o que desejas, meus cabelos cairiam no caminho. O jovem foi ao estábulo e apanhou o vaso grande, pois queria levar muitos grãos; encheu-o de cevada e de trigo, saindo depois, com sua carga. A mulher lhe diz: - Tens umas cinco medidas de grãos nos ombros. O jovem concorda e ela continua: - Como és forte! Notei tua coragem. E desejou conhece-lo como homem. levantou-se, provocou-o e disse: - Vem! Depois do prazer dormiremos uma hora. Quero-te: também pus minha roupa mais bonita. O jovem torna-se furioso como uma pantera escutando esse discurso e ela começa a ter medo. Disse0lhe: - Sempre te considerei como minha mãe, e teu marido, como meu pai, pois sendo o irmão mais velho, me educou [...] Quando a noite chegou, o mais velho voltou para casa e o caçula seguiu os bois. Carregado de todas as boas produções dos campos, conduzia os animais diante de si para dormirem no estábulo. Sua cunhada estava inquieta, com o que ele poderia ter dito ao irmão. Tomou a aparência de uma mulher que foi violentada, querendo dizer a seu marido: - Foi o teu irmão mais moço que me fez isto. À noite o marido volta como costumava fazer todos os dias. Chegando, encontra a mulher estendida, como se estivesse morta pela violência. Não veio, como de costume, lavar-lhe as mãos e a casa ficou às escuras.... ela permanecia deitada e despojada de suas vestes. E seu marido lhe diz: - Sou eu quem te fala. – Não me fales mais – lhe diz ela. – Teu irmão, quando veio apanhar os grãos me encontrou só e me disse: “Deitemo-nos uma hora juntos. Ele me falava, mas eu não escutava. Não sou tua mãe, e teu irmão mais velo não é como teu pai? Eu lhe falava assim. Então ele teve medo e me violentou para que não te dissesse nada. Também, se o deixas viver eu me matarei. Pois escuta, quando ele voltar esta noite e eu contar esta perversa história, fará com que ela pareça limpa. [...]. Veja mais aqui.

TRES POEMAS DE CATULO – No livro ABC da Literatura (Cultrix, 1977), do poeta, músico e crítico literário estadunidense Ezra Pound (1885-1972), encontro três poemas do sofisticado e controverso poeta romano Caio Valério Cátulo ou Catulo, os quais destaco: I – Vivamos, minha Lésbia, e amemos, / e as graves vozes velhas / - todas - / valham para nós menos que um vintém. / Os sóis podem morrer e renascer: / quando se apaga nosso fogo breve / dormimos uma noite infinita. / Dá-me pois mil beijos, e mais cem, / e mil, e cem, e mil, e mil e cem. / Quando somarmos muitas vezes mil / misturaremos tudo até perder a conta: / que a inveja ponha o olho de agouro / no assombro de uma tal soma de beijos. II – Tão caro a mim quanto à moça / de pernas ágeis (dizem) / a maçã de ouro / graças à qual desatou a cintura / longamente ligada. III – Salve, moça de nariz não mínimo, / de pé não lindo, / de olhos não negros, / de dedos não longos, / de boca não breve, / de linguagem não muito distinta, / amiga do debochado Formiano. / A ti, beleza de província, / comparam minha Lésbia? / O século sem graça e sem raça. Veja mais aqui e aqui.
 
TEATRO RENASCENTISTA – Na obra Teatro Vivo (Civita, 1976), organizada por Sábato Magaldi, encontro que: O Brasil também conheceu esse drama teatral didático e religioso na época da colonização, através dos autos do jesuíta e poeta espanhol José de Anchieta (1534-1597). Instrumento de catequização o teatro jesuíta apoiava-se nas lendas dos mártires e dos santos, incluindo histórias do Velho Testamento e da mitologia clássica, mostrando em cenas horripilantes as consequências da heresia e da maldade. Veja mais aqui e aqui.

HISTÓRIA DO OLHAR – O drama Histórias do olhar (2002), dirigido pela cineasta Isa Albuquerque, tem como pano de fundo a cidade do Rio de Janeiro, na qual se sucedem encontros entre amigas em uma livraria. Os sentimentos de quatro mulheres, em fases diferentes da vida, em quatro episódios divididos entre os temas da inveja, do rancor, do medo e do amor. O destaque é duplo, pois vão para as atrizes Joana Medeiros e Fernanda Maiorano. Imperdível. Veja mais aqui.

COISAS DO CHICO: A CENA - O cara entra no bar e vê de cara Chico Buarque e começa a esculhambar: - Filho da puta, odeio suas música, você canta ruim e ainda por cima apoia a porra da Dilma. Sabe de uma cara: odeio você! E o Chico, geminianamente respondeu: - Você não gosta de mim, mas sua filha gosta! Ponto final. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
A arte do pintor, desenhista, decorador e professor Rodolfo Amoedo (1857-1941). Veja mais aqui.

DEDICATÓRIA
A edição de hoje é dedicada à artesã alagoana Artemísia Barroso. Veja aqui.

AS PREVISÕES DO DORO PARA 2016
Confira os signos e simpatias aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA

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ANNE CARSON, FRANÇOISE VERGÈS, TAHMIMA ANAM & SETÍGONO

    Imagem: Pulsações caósmicas , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Em rota de colisão, a sorte...