LITERÓTICA: AS PERNAS DE MARYNA – Compenetrado nas minhas escrituras, a cigarra tocou. Não
esperava ninguém àquela hora, quem seria, não sei. Abro a porta e o aroma de
mulher invade o ambiente. Nada melhor que a surpresa. Era ela: Maryna sedutora,
maneirosa, decotada, obscena, deliciosa. Ah, como é bom vê-chegar assim
irresponsável, safada, matreira. Ao entrar empurrou-me incontinente, até
sentar-me à cadeira da escrivaninha. Meus olhos fixos nela, quanta gostosura. Tirou
o salto alto lentamente, descalça, o busto saltava do decote, o corpo enchia
minha vista, a boca cheia d’água diante da sua apetitosa emanação. Trouxe o pé
desnudo ao meu ventre, massageando delicadamente meu pênis já emergente. O corte
da sia expôs suas esculturais pernas, a coxa roliça, permitia a visão da
calcinha guardando seu ventre abundante: a fogueira para minha heresia priápica.
Manhosamente enleava, convidava-me à sua safadeza sensual. Ela jogou a cabeça
para trás, respirando fundo, mãos aos cabelos e as minhas aos seus fartos seios.
Desabotoei os primeiros botões do vestido, invadi por baixo do sutiã, sua pele
acetinada, minha ardente lasciva. Respirava com dificuldade pelo prazer
abrasador das minhas mãos na sua carne perfeita para amar e gozar. Livrando-se
do vestido, tirou a calcinha e sutiã, virou-se de quatro e me expôs as suas
nádegas magistrais, ah, lauto banquete, fausto monumento. Passei a língua na
sua vagina úmida e ela murmurava felina, porquanto submissa, apetitosa,
propícia. Meus dedos percorriam suas ancas, acariciando seu ânus e clitóris, a
sua carne viçosa, ah Vênus calipígica nua, suas pernas eram duas torres
aprazíveis em que eu esfregava meu sexo duro e babento, a sua respiração
suspensa, e eu mais lambia aquela fonte deliciosa de prazer. É por ali que eu
devia seguir sem inibição e como uma ovelha desgarrada, levantei-me e aprumei
meu pau rijo ns sua correnteza copiosa, a gemer com a minha estocada, disse-me:
Ah, flauta mágica, a verdadeira. E nela trepei, empurrei, meus urros
indecorosos, mais pedia, mais estocava, mais gemia, mais me acumulava entre
suas coxas e gozava loucamente ao meu gozo estonteante. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja
mais aqui, aqui e aqui.TATARITARITATÁ: VAMOS APRUMAR A CONVERSA - Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
domingo, outubro 29, 2017
ALDOUS HUXLEY, JOSEPH CONRAD, SUSAN SONTAG, JOAN LA BARBARA, CELSO KELLY, MARC ATTALI, LIVRO, LITERÓTICA & MARYNA.
LITERÓTICA: AS PERNAS DE MARYNA – Compenetrado nas minhas escrituras, a cigarra tocou. Não
esperava ninguém àquela hora, quem seria, não sei. Abro a porta e o aroma de
mulher invade o ambiente. Nada melhor que a surpresa. Era ela: Maryna sedutora,
maneirosa, decotada, obscena, deliciosa. Ah, como é bom vê-chegar assim
irresponsável, safada, matreira. Ao entrar empurrou-me incontinente, até
sentar-me à cadeira da escrivaninha. Meus olhos fixos nela, quanta gostosura. Tirou
o salto alto lentamente, descalça, o busto saltava do decote, o corpo enchia
minha vista, a boca cheia d’água diante da sua apetitosa emanação. Trouxe o pé
desnudo ao meu ventre, massageando delicadamente meu pênis já emergente. O corte
da sia expôs suas esculturais pernas, a coxa roliça, permitia a visão da
calcinha guardando seu ventre abundante: a fogueira para minha heresia priápica.
Manhosamente enleava, convidava-me à sua safadeza sensual. Ela jogou a cabeça
para trás, respirando fundo, mãos aos cabelos e as minhas aos seus fartos seios.
Desabotoei os primeiros botões do vestido, invadi por baixo do sutiã, sua pele
acetinada, minha ardente lasciva. Respirava com dificuldade pelo prazer
abrasador das minhas mãos na sua carne perfeita para amar e gozar. Livrando-se
do vestido, tirou a calcinha e sutiã, virou-se de quatro e me expôs as suas
nádegas magistrais, ah, lauto banquete, fausto monumento. Passei a língua na
sua vagina úmida e ela murmurava felina, porquanto submissa, apetitosa,
propícia. Meus dedos percorriam suas ancas, acariciando seu ânus e clitóris, a
sua carne viçosa, ah Vênus calipígica nua, suas pernas eram duas torres
aprazíveis em que eu esfregava meu sexo duro e babento, a sua respiração
suspensa, e eu mais lambia aquela fonte deliciosa de prazer. É por ali que eu
devia seguir sem inibição e como uma ovelha desgarrada, levantei-me e aprumei
meu pau rijo ns sua correnteza copiosa, a gemer com a minha estocada, disse-me:
Ah, flauta mágica, a verdadeira. E nela trepei, empurrei, meus urros
indecorosos, mais pedia, mais estocava, mais gemia, mais me acumulava entre
suas coxas e gozava loucamente ao meu gozo estonteante. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja
mais aqui, aqui e aqui.domingo, julho 15, 2012
GIOCONDA BELLI, LESLIE CANNOLD, PIA TAFDRUP & A MULHER NA HISTÓRIA
A MULHER NA HISTÓRIA – Ao longo dos últimos dez
anos – na verdade, tudo começou quando publiquei o meu poema Crônica de amor
por ela, em 1996 -, que venho desenvolvendo uma pesquisa acerca do papel da
mulher na história da humanidade. No primeiro momento desses estudos, desenvolvi
uma revisão da literatura a partir da construção histórica das relações de
gênero, procurando os fundamentos para análise da opressão da mulher, definindo
conceitualmente gênero, tratando acerca da desigualdade e da violência de
gênero. A partir disso passei a analisar a questão dos direitos da mulher, suas
lutas e conquistas ao longo dos tempos, a partir do seu papel na Antiguidade,
passando pela Renascença ao Marxismo, tratando acerca da violência contra a
mulher, incluindo a violência doméstica no Brasil, considerando o controle
social e o Estado na sociedade de classe e no capitalismo. Num segundo momento
procurei tratar acerca do papel da mulher no mercado de trabalho, efetuando uma
abordagem histórica até o século XX, incluindo as perspectivas para o século
XXI.
DITOS & DESDITOS - Fecho os olhos e me derreto em seu
abraço, me aquecendo no mais doce bálsamo do perdão: aquele pelo qual não se
precisa nem pedir... Pensamento da escritora e
filósofa australiana Leslie Cannold.
ALGUÉM FALOU: Cada poema cada palavra
que eu tenho uma pena brilhante como o coração em um corpo cada frase eu tenho
uma asa que ao me tocar como seu olhar não esquece todo o resto cada poema eu
tenho um pássaro subindo e procurando através do ar me lança para um novo
começo uma palavra é uma pena é uma asa é um pássaro que foge. Um poema da escritora dinamarquesa Pia Tafdrup.
O LIVRO - O livro é um volume no espaço. Livro é uma sequência de espaços (planos)
em que cada um é percebido como um momento diferente. O livro é portanto, uma
sequência de momentos. O livro é signo, é linguagem espaço‑temporal. O texto
verbal contido num livro ignora o fato que o livro é uma estrutura autônoma
espaço‑temporal em sequência. Uma série de textos, poemas ou outros signos,
distribuídos através do livro, seguindo uma ordem particular e sequencial,
revela a natureza do livro como estrutura espaço‑temporal. Esta disposição
revela a sequência mas não a incorpora, não a assimila. O livro é um sintagma
sobre o qual se projeta o paradigma página. [...] A
criação do livro como forma de arte comporta um distanciamento critico em
relação ao livro tradicional; contestando‑o recria‑se a tradição em tradução
criativa, fazendo surgir novas configurações e formas de leitura. Com a mudança
do sistema linear para o simultâneo, mudamos também a sistemática de leitura,
não mais lidamos com símbolos abstratos, mas com figuras, desenhos, diagramas e
imagens. Livro é montagem de signos, de espaços, onde convém diferenciar os
diferentes tipos de montagem já que este procedimento “é o processo fundamental
da organização dos signos icônicos”. Distingue‑se basicamente três tipos de
montagem, extensivos a toda arte contemporânea. [...] No livro-poema há a intersecção de vários
códigos e ou sistemas de signos: visuais, escritos, desenhos, fotografias,
organizados isomorficamente no suporte. Já no livro-objeto, pode predominar o
uso de materiais outros que não o papel, como o metal ou mesmo uma problemática
espacial que faz com que o livro se sature na escultura. No livro-objeto com
materiais recupera-se a tradição antiga. [...]. Trechos extraídos da obra O livro como forma de arte (São Paulo,
1982), do artista, escritor, gravador e professor espanhol Julio Plaza. Sobre a categorização do autor escreveu Paulo Silveira, na obra A página violada: da ternura à injúria na
construção do livro de artista (EdUFRGS; Fumproarte/SMC, 2008) que: Livro.
Coleção de folhas em branco e/ou que portam imagens, usualmente fixadas juntas
por uma das bordas e refiladas nas outras para formar uma única sucessão de
folhas uniformes. Livro de arte.
Livro em que a arte ou o artista é o assunto. Livro de artista. Livro em que o artista é o autor. Arte do livro. Arte que emprega a forma
do livro. Livro-obra [bookwork]. Obra de arte dependente da
estrutura de um livro. Livro-objeto.
Objeto de arte que alude à forma de um livro. Veja mais aqui, aqui, aqui e
aqui.
ÁRVORE DOS GINGONGOS – [...] – Xé,
Cuidado! Faz favor não trazer aqui desgraça, deixem lá as crianças. – Vocês não
sabem que zanga de gingongo traz azar? – Essa gente são muloje (feiticeiro),
lhes deixa sossegado. [...] ao cair
da noite, quando toda a família se encontrava no quintal, sentada no luando
(tipo de esteira mais grosseira) a tomar o habitual musongué (caldo de peixe
que se acompanha de farinha de mandioca torrada) [...]. Os pais ocupavam-se dos seus afazeres
enquanto os filhos iam para a escola, uns de manhã, outros de tarde, o que
permitia que os mais novos tivessem sempre com quem ficar [...]. Trechos
extraídos da obra A árvore dos gingongos
(Margem, 1993), da escritora angolana Maria
Celestina Fernandes.
CONSELHOS PARA A MULHER FORTE - Se és uma mulher
forte / te protejas das hordas que desejarão / almoçar teu coração. / Elas usam
todos os disfarces dos carnavais da terra:/ se vestem como culpas, como
oportunidades, como preços que se precisa pagar. / Te cutucam a alma; metem o
aço de seus olhares ou de seus prantos / até o mais profundo do magma de tua
essência / não para alumbrar-se com teu fogo / senão para apagar a paixão / a
erudição de tuas fantasias. / Se és uma mulher forte / tens que saber que o ar
que te nutre / carrega também parasitas, varejeiras, / miúdos insetos que
buscarão se alojar em teu sangue / e se nutrir do quanto é sólido e grande em
ti. / Não percas a compaixão, mas teme tudo que te conduz / a negar-te a
palavra, a esconder quem és, / tudo que te obrigue a abrandar-se / e te prometa
um reino terrestre em troca / de um sorriso complacente. / Se és uma mulher
forte / prepara-te para a batalha: / aprende a estar sozinha / a dormir na mais
absoluta escuridão sem medo / que ninguém te lance cordas quando rugir a
tormenta / a nadar contra a corrente. / Treine-se nos ofícios da reflexão e do
intelecto. / Lê, faz o amor a ti mesma, constrói teu castelo / o rodeia de
fossos profundos / mas lhe faça amplas portas e janelas. / É fundamental que
cultives enormes amizades / que os que te rodeiam e queiram saibam o que és / que
te faças um círculo de fogueiras e acendas no centro de tua habitação / uma
estufa sempre ardente de onde se mantenha o fervor de teus sonhos. / Se és uma
mulher forte / se proteja com palavras e árvores / e invoca a memória de
mulheres antigas. / Saberás que és um campo magnético / até onde viajarão
uivando os pregos enferrujados / e o óxido mortal de todos os naufrágios. / Ampara,
mas te ampara primeiro. / Guarda as distâncias. / Te constrói. Te cuida. / Entesoura
teu poder. / O defenda. / O faça por você. / Te peço em nome de todas nós.
Poema da escritora nicaraguense Gioconda
Belli.
A ARTE DE NEIDE SÁ
A arte da artista e fundadora do movimento de vanguarda
Poema/Processo, Neide Dias de Sá, autora de obra como Revelação
dos Rastros, Pinturas e Livros Objetos, (Margs, 1998), Laços de Cumplicidade (1993), IAB (1991) e Livros de Artista (Centro
I'L Brandale, 1980).
DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS
Imagem: Acervo ArtLAM . Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...
-
TATARITARITATÁ: PROJETO CORDEL NA ESCOLA - Trata-se de um projeto que envolve palestras e oficinas sobre Literatura de Cordel para estu...
-
PRIMEIRO ENCONTRO – O VÔO DA LÍNGUA NO UNIVERSO DO GOZO - Imagem: Ksenia – MPL Studios. - A viagem fora cansativa demais. Havia me l...
-
Imagem: Acervo ArtLAM . Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...
-
PACIÊNCIA – A belíssima canção Paciência , uma parceria musical de Lenine e Dudu Falcão, traduz uma reflexão intro-extrospectiva dos ...
-
Imagem: Acervo ArtLAM . Vênus da Lua de Fel na Serra das Russas... - Lá ia Tó Zeca , sobe-desce na sua fubica incrementada, todo a...









