

IANSÃ - DO SOPRO, A TEMPESTADE
[...] O sopro forte de Iansã muitas vezes derrubava
árvores, arrancava o teto de palha das casas, levantava redemoinhos, provocava
chuva e até destruía plantações. Com a chuva chegavam os raios, anunciados
pelas trovoadas. O povo teve muito medo desse novo fenômeno e deu-lhe o nome de
tempestade. Até hoje, quando o céu escurece durante o dia, e os trovões
anunciam o fogo do raio, homens e mulheres pedem proteção a Iansã. [...].
IANSÃ - DO SOPRO, A TEMPESTADE - Trecho extraído
da obra Contos e lendas afro-brasileiros: a criação do mundo (Companhia
das Letras, 2007), de Reginaldo Prandi. Veja mais aqui, aqui & aqui.
A ARTE DE VERA MANTERO
Para mim
a dança não é um dado adquirido. Acredito que quanto menos o adquirir mais
próxima estarei dela. Uso a dança e o trabalho performativo para perceber
aquilo que necessito de perceber. Deixei de ver sentido num performer
especializado numa disciplina (um bailarino ou um ator ou um cantor ou um
músico) e passei a ver sentido num performer especializado no todo. A vida é um
fenômeno terrivelmente complicado e rico e vejo o trabalho que faço como uma
luta contínua contra o empobrecimento do espírito, o meu e o dos outros, luta
que considero essencial agora e sempre.
VERA MANTERO - A arte da premiada bailarina e coreografa
portuguesa Vera Mantero, que tem se
apresentado em palcos da Europa, Argentina, Chile, Uruguai, Brasil, Canadá,
Coreia do Sul, EUA e Singapura. Entre os seus trabalhos, destacam-se os solos Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar
depois (1991), Olympia (1993), uma misteriosa Coisa, disse o e.e.cummings
(1996), O que podemos dizer do Pierre
(2011), Os Serrenhos do Caldeirão,
exercícios em antropologia ficcional (2012) e Pão Rico (2017), entre outros. Entre os anos 2013/2014 criou as
instalações performativas Oferecem-se
Sombras e Mais Pra Menos Que Pra Mais.
Veja mais aqui e aqui
PERNAMBUCULTURARTES
Atriz que se descobriu bailarina, desabrochou professora, tornou-se mãe
e hoje sonha com os pés no chão. Comecei a fazer teatro aos 12 anos e dança aos
16, mas esse tema não havia passado pela minha cabeça. Essa conscientização é
algo mais recente. Venho de uma família onde esse debate é muito velado e eu
tinha vergonha de dizer que era da favela. Despertei esse olhar diferente ao
fazer mestrado e me questionar por que não havia autores negros na minha
dissertação. A partir daí, tive uma necessidade voraz de falar sobre isso e
entender o quanto de violência passei.
A arte
da bailarina e atriz Janaina Gomes, que
idealizou a performance Como manter-se
preta e viva, fundou o Coletivo Cênico Tenda Vermelha e integra o Carne –
Coletivo de Arte Negra e edita os blogs BailarinaJana e 5MinutosPorDia.
Tempo dos Flamengos: influência da ocupação holandesa na vida e na
cultura do norte do Brasil, do advogado e historiador José Antonio
Gonsalves de Mello (1916-2002) aqui
Contos populares brasileiros:
Pernambuco, organizado por Roberto
Benjamin aqui.
A arte
da artista visual Maria Rosa Nunes
aqui.
A música do álbum Paleolítica
humana (Independente, 2015), do cantor, compositor e músico Nado Rodrigues
aqui.
A arte da dançarina, cantora e compositora Lia de
Itamaracá (Maria Madalena Correia do Nascimento) aqui.
&
A noite
do Recife aqui.