terça-feira, setembro 13, 2016

NUNCA FUI E QUANDO INVENTEI DE IR NÃO ERA PRA TER IDO

NUNCA FUI E QUANDO INVENTEI DE IR NÃO ERA PRA TER IDO – A gente passa pelas turbulências, mas é tudo tão mesmo! Aqui a coisa anda, desanda, avança, recua, fica plantado remoendo, não sai do canto nem com um tição futucando pra seguir o movimento do planeta, porém, quando vai pro conferido, dá na gente a sensação do ué só foi voltas!?! Quando vai pra acertar, só opta pelo erro – tantas opções, alternativas, contudo, só dá na repetição. Ô enganchado danado. Tudo com fórmulas repetidas e copiadas da mesmice que eu, xéxeu de fotocopias autenticadas, nem tenho como sonhar nada de novo sob o Sol. Vixe! O que esperam de mim? Xis repertório com as minhas várias personas, experimentando os meus muitos eus, alter ego aos borbotões: tudo é extensão de mim e da minha vida. O que dizer dos desencontros? O velho desejo de chegar no lugar certo, na hora certa, e pegar a cornucópia entre as titânides. Nada, só vexame. Sempre passo batido e me rio que só disso. Ademais, não sou artista de cinema hollywoodiano para ser pego na maior das cruzetas, levar mais de quinhentos tiros e sair à forra incólume, como manda o figurino. Gente, pra quem nasceu Macunaíma nunca dá certo. Ah, desesperar? Jamais. Se der, faço da vida de todos como uma final de campeonato de futebol: maior festaço! – se bem que a dança de uma bailarina seja coisa muito mais bonita de se ver que qualquer jogo. No dia seguinte, a vida prossegue pra que eu cante peito inchado Canalha do Walter Franco e arremede, ao final, como o Pernalonga: sem bons modos somos só animais. Afinal, a gente é o resultado das nossas escolhas. Vamos adiante, um dia a gente aprende. E vamos aprumar a conversa. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

UMA MÚSICA

Curtindo o álbum Quinteto Violado canta Dominguinhos (2015), do grupo instrumental-vocal Quinteto Violado, caracterizado pela interpretação de músicas nordestinas e pesquisas sobre o folclore brasileiro.

PESQUISA: O NARRATÁRIO – Em muitos textos narrativos, existe um destinatário intratextual do discurso narrativo e, portanto, da história narrada. É a esta instancia à qual o narrador conta a história, ou parte da história. O narratário, como deflui da dilucidação conceptual e terminológica ao examinarmos a problemática do destinatário, do leitor e do receptor, não deve ser identificado, ou confundido, com o leitor implícito, com o leitor visado e com o leitor ideal – e muito menos com o leitor empírico -, embora a sua função no texto narrativo tenha sempre correlações importantes com o leitor implícito e com o leitor empírico -, o narratário representa uma das articulações mediadoras da transmissão da narrativa – e possa apresentar também correlações diversas com o leitor visado e com o leitor ideal. [...] O narratário apresenta-se como uma personagem, com caracterização psicológica, social, etc., variável em minudência e em profundidade, que pode desempenhar apenas a função específica de narratário ou acumular esta função com a de interveniente mais ou menos importante na intriga do romance. [...] Como acontece com o narrador, a existência e a função do narratário articulam-se com os diversos níveis da narração que podem ocorrer no texto. Trechos extraídos da obra Teoria da literatura (Almedina, 1968), do professor e escritor português Vitor Manuel de Aguiar e Silva.

UM LIVRO: 
[...] O rio da Prata era melancólico, rude, manso e selvagem, e, para mim, sempre lindo. O rio rejeitava as oferendas indesejadas e absorvia vidas asiladas. Marco, nossa amiga Emilia e eu sempre trazíamos nossos sofrimentos e medos para arejar ao longo de suas praias arenosas. Havia algo na mudança das cores do rio e na música do seu movimento contra a areia e as pedras que acalmava e reconfortava. [...]
Trecho extraído do romance A árvore das estrelas vermelhas (Record, 2001), da escritora uruguaia Tessa Bridal, contando a história de uma jovem da elite que renuncia aos prazeres e as regras sociais para aderir à guerrilha dos Tupamaros.

PENSAMENTO DO DIA: SONHAR UM SONHO POSSÍVEL DE INCLUSÃO - [...] O grande problema do educador não é discutir se a educação pode ou não pode, mas é discutir onde pode, como pode, com quem pode,quando pode; é reconhecer os limites que sua prática impõe. É perceber que o seu trabalho não é individual, é social e se dá na prática de que ele faz parte. [...] é por isto que este desrespeito à criança e à sua identidade, este desrespeito ao mundo e ao mundo em que a criança está se fazendo pelo fato mesmo de estar tocando neste mundo, revela indiscutivelmente uma ideologia elitista e autoritária da escola. Quer dizer, a escola é elitista entre outras coisas porque só aceita como válido o saber já montado, o saber pseudamente terminado. Aí há um erro cientifico, também um erro epistemológico. É que não há saber nenhum que esteja pronto e completo. O saber tem historicidade pelo fato de se construir durante a história e não antes da história nem fora dela. [...]. Trechos do livro A pedagogia dos sonhos possíveis (Unesp, 2001), do educador, pedagogista e filósofo Paulo Freire (1921-1997). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

UMA IMAGEM

A arte do escultor português Pedro Figueiredo.

Veja mais sobre Brincar para aprender, Ignácio Martin-Baró, Clara Schumann, Antônio Torres, Natália Correia, Heloisa Perissé, Humberto Mauro. Temple Grandin, Domitila Stabile de Oliveira & Literatura Infantil aqui.

E mais:
Fecamepa, Tom Zé, Tácito, Camilo Castelo Branco, Artur Azevedo, Roberto Mauro, Ernest Joseph Laurent, Isnelda Weise, Pena de Talião & A Lei do Amor aqui.
Fecamepa, João Antonio, John Coltrane, Milton Nascimento, Massaud Moisés, Sarah Bernhardt, Ana Carolina, Madonna, Miklos Mihalovits & Vilmar Antônio Carvalho aqui.
Abundâncias Fabísticas, Teresa Berganza, Bram Stocker, Tomás Antonio Gonzaga, Ellen Terry, Agnieszka Holland, Jennifer Jason Leigh, Antoine-Jean Gros & Cibercultura aqui.

DESTAQUE: 
 Imagem: Estudo para desenho de corpo feminino (2006), da artista plástica Marcela Tiboni para a exposição Silêncio(s) do Feminino, utilizando a fotografia como registro de um momento, um tempo e uma experiência do próprio corpo como principal personagem e suporte com a arte e a literatura, abordando questões complexas da natureza feminina, relacionadas a gênero, identidade, abuso social, entre outras, proporcionando uma visão da manifestação sensível de suas narrativas poéticas e visuais contemporâneas.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
The presence, da pintora estadunidense Victoria Selbach.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.
 

RILKE, HUYSSEN, MARIA IGNEZ MARIZ, ANTÔNIO PEREIRA, LUCIAH LOPEZ & ARTE NA PRAÇA

PRIMEIRO ENCONTRO: MEU OLHAR, SEU SORRISO – Imagem: arte da poeta, artista visual & blogueira Luciah Lopez . - Da tarde a vida fez-se ...