sábado, agosto 31, 2013

A CONTENDA DO AMOR


A CONTENDA DO AMOR - Ela nua e linda ali pronta para o ataque: pele despida assaltando o meu coração apressado que vai com toda munição nas mãos para suplantar suas defesas e trapaças na mira do meu gatilho até a última instância de todas as suas sedições voluptuosas. Ela, a Vênus nua dos olhos faiscantes de infinitos desejos e que possuem o néctar do gozo dos mil ventos que inebriam com o fogo das suas entranhas rasgando a velada intimidade fecunda de amor onde eu sou remador dessa canoa de desejos. Nua e linda se fazendo errada às vergastas do meu carinho ateu enquanto o seu sorriso estelar compõe os matizes de luz que irradiam de sua carne fêmea uivante queimando a lenha da minha canção ardente e estiolada. Não me contenho e sou manhã integral no seu paraíso e embriagado com o vinho do seu corpo de vertiginosa flor das entranhas nuas com todos os ferrolhos destrancados, todas as escoras rebentadas, todos os pilares removidos, todas as searas para o meu domínio e eu torrencial no contágio da sua boca que engole a minha agonia e o sangue fervendo nas veias. Sou mais que faminto porque sei que não oferece a menor resistência e se deixa espalmada no tabuleiro pronta para o sacrifício da última cartada no bem mais precioso: a sua dinamite úmida onde alcanço o céu e recolho toda maravilha do dorso felino no sonho de Ariano. Revigorada e à espreita em plena temporada de caça, ela acomoda a nudez de esvoaçante onirismo: dos pés à cabeça é só sedução. E ela insurreta me faz caudatário da sua sublevação que nos confunde caça e caçador na mesma batalha, guilhotinando o tempo, minando os espaços e eu fico refém da fogueira do seu ventre, dos sóis e luas da boca dos lábios de carmim e riso tentador com açoites incontáveis que esfola a alma e se desata no arremesso demolindo todas as estruturas do universo. Nosso olhar se confunde em nossa pele eriçada: é tudo explosão no trapézio da cama-de-gato, nos grilhões do desejo, na questão de honra de esmagar enquanto a faço prisioneira impedida de desertar do meu ataque. Assim, nua e linda capitula e se banqueteia na minha proclamação triunfante sobre a nossa mútua rendição. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

  
PROGRAMA DOMINGO ROMÂNTICO – O programa Domingo Romântico que vai ao ar todos os domingos, a partir das 10hs (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. Na edição do programa deste 1º de setembro  as comemorações do mês de aniversário de 8 anos do programa com muitas atrações, confira: Pierre Saint-Preux, Flora Purim, Gianfrancesco Guarnieri, Ella Fitzgerald, Al Jarreau, Elis Regina, Toninho Horta, Nara Leão, Toquinho & Bruno Dela Rosa, Chico Buarque, Milton Nascimento, Leila Pinheiro, Djavan, Gal Costa, Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Boca Livre, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Ana Carolina, Nelson Gonçalves, Roberto Carlos, Kátia, Joanna, Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, Os Fulanos, Vozes Incríveis, Irah Caldeira & Xico Bizerra, Mauricio Maestro & Felipe Cerquize & Celio Matos & Fernando Brant, Cambada Mineira, Liz Rosa, Tirso Florence de Biasi, Eleonora Falcone, Ruthe London, Ju Mota, Luis Menestrel & Pedro Duart, Mauro Henrique Salles, Xisto Beto Rocha & Rose Garcia, Frederico Amitrano & Rosanne Grinberg, Bia Sion, Pedra Letícia, Santana o Cantador & muito mais! Participe, comente, curta online & abrilhante a nossa festa neste 1º de setembro, na programação da Cidade FM 87,9, a partir das 10hs. Não deixe de participar para concorrer a diversos prêmios: CDs, DVDs, livros & um tablet. Confira o programa e concorra a prêmios. Veja mais aqui.


SERVIÇO:
O que? Programa Domingo Romântico.
Quando? Neste domingo, 1º de setembro , a partir das 10hs.
Onde? Cidade FM  
Apresentação Meimei Corrêa.
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terça-feira, agosto 27, 2013

PSICOPATOLOGIA & ATENÇÃO, PSICODRAMA & CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


PSICOPATOLOGIA & ATENÇÃO – É definida, conforme Paim (1993) como um processo psicológico, mediante o qual concentramos a nossa atividade psíquica sobre o estímulo que a solicita, seja este uma sensação, percepção, representação, afeto ou desejo, a fim de fixar, definir e selecionar as percepções, as representações, os conceitos e elaborar o raciocínio. Não se trata de uma função psíquica autônoma, vez que se encontra vinculada à consciência, representando, com isso a faculdade de concentrar a atividade psíquica sobre determinado objeto. Na atenção, convém destacar a existência de diferentes níveis na atividade, verificando-se a elevação de nível na atividade perceptiva, motora e intelectual, bem como a predominância de um tipo de atividade sobre as demais no mesmo instante, em favor de uma atividade mais ou menos delimitada. Para Dalgalarrondo (2008), a atenção pode ser definida como a direção da consciência, o estado de concentração da atividade mental sobre determinado objeto. Ela se refere ao conjunto de processos psicológicos que torna o ser humano capaz de selecionar, filtrar e organizar as informações em unidades controláveis e significativas. O estado de atenção é um estado com uma claridade especial e um movimento de tensão para frente, no sentido de uma conscientização nova e superior. O campo de atenção é a área que o ato intencional delimita em relação ao restante dos conteúdos da consciência. Distinguem-se, com isso, o campo de objeto e o campo de força. FORMAS DE ATENÇÃO – Para Paim (1993) as formas de atenção são sensorial, motora e intelectual. A atenção sensorial corresponde a uma atividade de espera, mais estática do que dinâmica, como a espera auditiva. A atenção visual é acompanhada de movimentos coordenados dos globos oculares que se dirigem de um ponto a outro, modificando-se a abertura das pupilas e a curvatura do cristalino. Ocorrem outros fenômenos em relação à atenção auditiva e gustativa. Essa atenção dirige-se para percepções claras e nítidas. A atenção motora consiste no aparecimento de movimentos voluntários de uma tensão ao mesmo tempo sensorial e intelectual. A atenção intelectual representa o ato de reflexão, quando necessitamos resolver qualquer problema em que se encontra implicado o raciocínio. Essa atenção dirige-se para produtos do pensamento, da memória, da imaginação. Também existem outras duas formas: a atenção espontânea e a voluntária. A atenção espontânea resulta de uma tendência natural da atividade psíquica a orientar-se espontaneamente para as solicitações sensoriais ou sensitivas ou numa simples fixação espontânea dos fenômenos, sem que nisso intervenha um proposito consciente. Para Dalgalarrondo (2008), a atenção espontânea, que é aquele tipo de atenção suscitado pelo interesse momentâneo, incidental, que desperta este ou aquele objeto, geralmente está aumentada nos estados mentais em que o indivíduo tem pouco controle voluntário sobre sua atividade mental. A atenção voluntária é aquela que exige certo esforço, no sentido de orientar a atividade psíquica para determinado fim e tem como finalidade a atividade psíquica, permitindo que as representações e os conceitos permaneçam maior ou menor tempo no campo da consciência. A afetividade participa inegavelmente na direção da atenção voluntária. Essa atenção voluntária, para Dalgalarrondo (2008), exprime a concentração ativa e intencional da consciência sobre um objeto. Acrescenta Dalgalarrondo (2008), com relação à direção da atenção, pode-se discriminar duas forma básicas: a atenção externa, projetada para fora do mundo subjetivo do sujeito, voltada para o mundo exterior ou para o corpo, geralmente de natureza mais sensorial, utilizando os órgãos dos sentidos. Difere-se da atenção interna, que se volta para os processos mentais do próprio indivíduo. É uma atenção mais reflexiva, introspectiva e meditativa. Em relação à amplitude da atenção, há a atenção focal, que se mantém concentrada sobre um campo determinado e relativamente delimitado e restrito da consciência, em contraposição à atenção dispersa, que não se concentra em um campo determinado, espalhando-se de modo menos delimitado. QUALIDADES DA ATENÇÃO – Paim (1993) destaca duas qualidade na atenção: tenacidade e vigilância. A tenacidade é a propriedade de manter a atenção orientada de modo permanente em determinado sentido. Dalgalarrondo (2008) entende que a tenacidade consiste na capacidade do indivíduo de fixar sua atenção sobre determinada área ou objeto. Na tenacidade, a atenção se prende a certo estímulo, fixando-se sobre ele. A vigilância é a possibilidade de desviar a atenção para um novo objeto, especialmente para um estímulo do meio externo. Para Dalgalarrondo (2008), a vigilância é definida como a qualidade da atenção que permite ao indivíduo mudar seu foco de um objeto para outro. ASPECTOS BÁSICOS DA ATENÇÃO – Dalgalarrondo (2008) subdivide-se a atenção em quatro aspectos básicos: 1. Capacidade e foco de atenção; 2. Atenção seletiva; 3. Seleção de resposta e controle executivo; 4. Atenção constante ou sustentada. ALTERAÇÕES DA ATENÇÃO – Paim (1993) assinala que as alterações da atenção desempenham importante papel no processo de conhecimento, vez que decorrem de deturpações de outras funções das quais depende o funcionamento normal da atenção. A fadiga, os estados tóxicos e diversos estados patológicos determinam uma capacidade de concentrar a atenção. Sob a influência de terminados alimentos, de bebidas alcoólicas e de substâncias farmacológicas, a atenção pode experimentar alterações em seu rendimento, estimulando ou diminuindo sua eficiências. A distração é uma incapacidade quase completa de fixar a atenção. Para Dalgalarrondo (2008), a distração é um sinal, não de déficit propriamente, mas de superconcentração ativa da atenção sobre determinados conteúdos ou objetos, com a inibição de tudo o mais. Há, nesse sentido, certa hipertenacidade e hipovigilância. A distrabilidade é a incessante flutuação da atenção entre diversos objetos, quando se observa a diminuição da atenção voluntária e a conservação da espontânea. Assim, a distraibilidade é, ao contrário da distração, um estado patológico que se exprime por instabilidade marcante e mobilidade acentuada da atenção voluntária, com dificuldade ou incapacidade para fixar-se ou deter-se em qualquer coisa que implique esforço produtivo. A hiperprosexia é o aumento quantitativo da atenção, referindo-se a uma superatividade da atenção espontânea, caracterizando-se por uma extrema habilidade de atenção, que leva o individuo a atender, simultaneamente, às mais variadas impressões sensoriais, sem que fixe a atenção sobre um objeto determinado. Para Dalgalarrondo (2008) a hiperprosexia consiste em um estado da atenção exacerbada, no qual há uma tendência incoercível a obstinar- se, a deter-se indefinidamente sobre certos objetos com surpreendente infatigabilidade. A hipoprosesxia consiste no enfraquecimento acentuado da atenção em todos os seus aspectos, observada nos estados infecciosos acompanhados de obnubilação da consciência, na embriaguês alcoólica aguda, em casos de transtornos mentais tóxicos, na amência e em certas reações vivenciais anormais.  A aprosexia é a falta absoluta de atenção, dependendo esse tipo de transtorno de acentuada deficiência intelectual ou de inibição cortical. Esse estado difere da insuficiente capacidade de concentração de origem afetiva e das manifestações de negativismo esquizofrênico. Observa-se a aprosexia na amência, no estupor e nos estados demenciais. Para Dalgalarrondo (2008), denomina-se aprosexia a total abolição da capacidade de atenção, por mais fortes e variados que sejam os estímulos utilizados. Destaca Dalgalarrondo (2008) que no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), há dificuldade marcante de prestar atenção a estímulos internos e externos, pois o paciente, geralmente criança ou adolescente, tem a capacidade prejudicada em organizar e completar tarefas, assim como relutância em controlar seus comportamentos e impulsos. Pacientes com TDAH revelam, em estudos de imagem cerebral, alterações no sistema frontal. A atenção constante prejudicada parece ser um aspecto primário e central dessa condição. A dificuldade é maior quando se faz necessário um estado de vigilância para detectar informação infrequente, sobretudo quanto tal informação não é motivacionalmente importante para o sujeito. Crianças com TDAH têm prejuízo relacionado à filtragem de estímulos irrelevantes à tarefa (embora seja questionável se a filtragem atencional é ou não o principal problema das pessoas com TDAH). Veja mais aqui.

REFERÊNCIAS
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2008.
PAIM, Isaías. Curso de psicopatologia. São Paulo: EPU, 1993.

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – Para realizar um trabalho acadêmico analisando a ética e a responsabilidade do funcionalismo público mediante os crimes previstos na legislação penal contra a administração pública, faz-se necessário efetuar uma abordagem por meio de uma revisão da literatura sobre os confeitos e definições para fundamentação teórica, bem como uma abordagem histórica a respeito do tema, os princípios constitucionais da administração pública, poderes e deveres do administrador, dos crimes previstos contra a administração pública, da Lei de Responsabilidade Fiscal, das penalidades na improbidade, condutas ilícitas e criminosas, a moralidade e a ética na gestão pública. Veja mais aqui, aqui e aqui.

PSICODRAMA – O livro Psicodrama: descolonizando o imaginário (Plexus, 1997), de Alfredo Naffah Neto, trata sobre o que é psicodrama, da espontaneidade e seu núcleo constituinte, da criatividade e do ato-criador, Socionomia como convergência e síntese do projeto de Moreno, da posição sociométrica e sociodinamica, entre outros assuntos. Veja mais aqui e aqui.


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sexta-feira, agosto 23, 2013

DOIS POEMETOS EM PROSA DE AMOR PRA ELA

DOIS POEMETOS EM PROSA DE AMOR PRA ELA: - I – TRANSBORDANDO: Eis que vôo acima dos mortais pela abissal língua esfíngica soberana ensopada dos desejos mais intensos que revejo na viagem pela imensa abóbada dos fulgores estelares onde tudo baila na flor do coração suplicando amor, onde tudo transborda de prazer no sobejo quando deliro amante na saliva e gotejo o triunfo no lago de água cristalina que almejo nas profundezas, serranias, orgias e curvas dos seus lábios encarnados pela fúria dos amantes. II - USO & ABUSO - O olhar. E eu vejo o meu verso indeciso nas suas entremanhãs. Nas suas manhas vãs. E sou mais que herói na sua retina. A ponto que afina as necessidades e ela com vaidade me segura com toda travessura pr´eu não ir embora. Agora? Não, nunca, só ela que adunca acha que posso ir embora. É canção. E ouço. Função por todo meu osso. De dor e prazer eu canto. Rigor e lazer, seu manto. E ela me ouve mortal criatura como se eu tivesse a candura de enfeitiçá-la. Quando na sala ela está nua para que eu a possua até o final dos tempos. Toco seu corpo, sua pele macia. É puro conforto quando vasculho sua alvenaria. É perfume no ar. É o seu cheiro a me fazer levitar no seu ventre com seu grito ancestral entre os dentes e a vida caindo na sua face sorrindo o atlântico sol. É quando ela desmancha na minha boca ancha com o seu gosto singular: o meu verso incisivo a poetar na sua carne cunhã que usufruo com afã seu sabor de caju, maracujá, de abacaxi, de cajá, é quando ela foca e com a ponta da língua ela toca todos os meus poros, eu só revigoro e me rendo de paixão com ela estirada inteirinha na palma da minha mão. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


 PROGRAMA DOMINGO ROMÂNTICO – O programa Domingo Romântico que vai ao ar todos os domingos, a partir das 10hs (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. Na edição deste 25 de agostoas comemorações do mês de aniversário de 8 anos do programa com muitas atrações, confira: Elomar, Uakti, Patativa de Assaré, Toquinho & Vinicius, Rick Wakeman, Xangai, Jessé, Milton Nascimento, Carlos Santana, Phil Collins, Erasmo Carlos & Skank, Arrigo Barnabé & Tetê Espíndola, Itamar Assumpção, Simone, Djavan, Ney Matogrosso, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Altay Veloso, Zélia Duncan, Maria Bethania, Fafá de Belém, Dóris Monteiro, Belchior, Caetano & Maria Gadu, Maria Dapaz, Jozy Lucka, Tatiana Cobbett, Braulio Tavares, Bee Scott, Dhara Alzira Mamana, Jarbinhas Barros, Di Mostacatto, Zé Barros, Jessier Quirino, Silvili Sakovic, Thiago Felix, Tirso Florence de Biasi, The Fevers, Altemar Dutra Junior, Roberto Carlos, Martinha & muito mais! Participe, comente, curta online & abrilhante a nossa festa neste 25 de agosto, na programação da Cidade FM 87,9, a partir das 10hs. Veja mais aqui.



SERVIÇO:

O que? Programa Domingo Romântico.

Quando? Neste domingo, 25 de agosto , a partir das 10hs.

Onde? Cidade FM 
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domingo, agosto 18, 2013

A UTOPIA DE THOMAS MORE


A UTOPIA DE THOMAS MORE - Thomas More (ou Thomas Morus, 1478- 1535) foi mártir, patrono dos advogados, Lorde Chanceler da Inglaterra, escritor e filósofo, pensador humanista de origem inglesa e representante das ideologias humanistas renascentistas do século XVI. Por ter pedido demissão do cargo ao rei, defendido Ana Bolena, uma das esposas de Henrique VII, em 1533, se recusado a assistir a coroação do rei e não prestando fidelidade aos seus descendentes, foi condenado a prisão perpétua e, posteriormente, condenado à morte por crime de alta traição. Foi, por isso, decapitado em 1535. Ao longo dos cinco séculos da obra, muitos sonhos com ideal utópico de um mundo justo e igualitário foram alimentados por esse escrito, comungados com o ideal da terra prometida bíblica, eldorado, Canaã, éden terrestre.


A UTOPIA - Obra escrita em 1516, conta o encontro do autor numa praça frente à catedral, na Antuérpia, com seu amigo Pedro Gil que presenciam os relatos da viagem do personagem Rafael Hitlodeu, viajante da expedição de Américo Vespúcio ao continente hoje americano, apresentando uma ilha imaginária onde todos conviviam em harmonia e em favor do bem comum, com liberdade religiosa. Há que se entender que a palavra Utopia é deriva do grego ouk com sentido de negação e topos que traduz a ideia de lugar. Adquire, pois, a palavra sentido de quimera, imaginário, sonho inalcançável. Entretanto, para o autor que antagonizava com o feudalismo da época, a sociedade ideal é aquela apresentada por Platão, em A República, e nos ideais de Tomás de Aquino, realizando com sua obra uma critica social, religiosa e política da Inglaterra de Henrique VIII e o seu Anglicanismo, num ataque amargo à sociedade do Renascimento cristão europeu.

Na primeira parte do livro, o autor descreve os problemas sociais da Europa, dividida pelo egoísmo e ambição de poder e riqueza. Narra que na Utopia, as leis são pouco numerosas; a administração distribui indistintamente seus benefícios por todas as classes de cidadãos.

Na segunda parte do livro, dá-se a descrição física da ilha, e o acontecimento histórico sobre a conquista da terra por um sábio, o rei Utopus, que dá origem ao sistema perfeito. Descreve a sociedade perfeita baseada na inexistência da propriedade privada e na colocação das necessidades coletivas acima dos interesses individuais, dividida por cidadãos livres e escravos que são os prisioneiros de guerra ou criminosos condenados, hierarquia social definida pela idade, mulheres com igualdade de direitos e a força produtiva baseada no trabalho do cidadão livre.

Na parte Das Cidades da Utopia e Particularmente de Amaurota,, narrando que todas as cidades são praticamente iguais, então aqui será descrita somente a capital. Amaurota fica às margens do rio Anidra e de outro pequeno rio que abastece a cidade através de uma rede de canos de barro e cisternas. A cidade é cercada por muralha e fossos. As ruas e praças são largas e espaçosas, as casas são de posse comum e seus habitantes se mudam a cada dez anos.
Na parte Dos Magistrado, ele trata acerca dos filarcas e da protofilarca que escolhem um príncipe que será vitalício, mas o príncipe pode ser deposto a qualquer momento que se suspeite de tirania.
Na parte denominada de Artes e Oficios, continua o autor tratando acerca da agricultura, vestuário, a divisão do tempo entre o trabalho e o estudo.
Na parte Das relações mútuas entre os cidadãos, o autor narra da composição das famílias, a autoridade familiar, os quatro hospitais com ótimo atendimento, isolamento e estoque de remédios e dos escravos que são encarregados dos trabalhos mais penosos.
Apresenta na parte Viagem dos Utopianos o comércio e a riqueza do lugar, as.crenças espirituais dos utopianos e seu interesse por leituras.
A parte dedicada aos Escravos, informa que todos os prisioneiros de guerra e os criminosos condenados são feitos escravos.
Na parte Da Guerra, tratando dos soldados, dos vizinhos zapoletas qie são bárbaros, ferozes e selvagens, e da criação dos rebanhos.
Já na parte Religiões da Utopia, descreve sobre meditação e silêncio nos templos, a existência de materialistas e a diversidade religiosa do lugar. Em oposição ao materialismo ateu, existe um sistema inteiramente diferente e como não é perigoso pode ser professado livremente. Eles acreditam que todos os seres vivos têm alma e elas são imortais como a do homem. A maioria dos utopianos acredita na vida após a morte. E por isso não temem morrer e chora-se pelos doentes e nunca pelos mortos. Apesar das diferentes crenças, todas são praticadas no mesmo templo. Sempre buscando a harmonia entre todas as religiões.


Eis alguns excertos capturados no livro:

[...] Há por toda parte caminho para chegar a Deus [...] os príncipes cuidam somente da guerra (arte que me é desconhecida e que não tenho nenhum desejo de conhecer). Eles desprezam  as artes benfazejas da paz. Trata-se de conquistar novos reinados, e todos os meios lhe parecem bom; o sagrado e o profano, o crime e o sangue, não os detêm. Em compensação, ocupam-se muito pouco de bem administrar os Estados submetidos à sua dominação [...] esses mandriões são uma sementeira inesgotável para o exercito. Com efeito, os ladrões não são os piores soldados, como os soldados não são os ladrões mais tímidos; há muita analogia entre esses dois ofícios. Infelizmente, esta praga social não é particular à Inglaterra; corrói quase todas as nações. [...] Dir-se-ia mesmo que fazem guerras para ensinar o exercício ao soldado a fim de que, como escreveu Salústio, nesse grande matadouro humano, o coração ou a mão não se lhes entorpeçam no repouso. [...] é perfeitamente inútil dar conselhos quando se tem a certeza de que serão repelidos, quer na forma, quer no fundo. Ora, os ministros políticos de hoje, estão impregnados de erros e preconceitos; [...] Há covardia ou má fé em calar as verdades que condenam a perversidade humana, sob o pretexto de que serão escarnecidas como novidades absurdas ou quimeras impraticáveis. [...] Em toda parte onde a propriedade for um bem individual, onde todas as coisas se medirem pelo dinheiro, não se poderá jamais organizar nem a justiça nem a prosperidade social, a menos que denomineis justa a sociedade em que o que há de melhor é a partilha dos piores, e que considereis perfeitamente feliz o Estado no qual a fortuna pública é a presa de um punhado de indivíduos insaciáveis de prazeres, enquanto a massa é devorada pela miséria.
[...]
Cada grupo de trinta famílias escolhe, todos os anos, um magistrado, chamado sifogrante, na antiga linguagem, e filarco, na moderna. Encabeçando os dez sifograntes e suas famílias vem aquele que denominavam antigamente denominado de traníbora, e que hoje chamam protofilarco. Os sifogrante – duzentos ao todo – depois de jurarem eleger o melhor, designam, por voto secreto, um príncipe escolhido entre quatro candidatos propostos pelo povo: cada quarta parte da cidade aponta um candidato e o recomenda ao senado. [...] Eis o que invencivelmente me persuade que o único meio de distribuir os bens com igualdade e justiça, e de fazer a felicidade do gênero humano, é a abolição da propriedade. Enquanto o direito de propriedade for o fundamento do edifício social, a classe mais numerosa e mais estimável não terá por quinhão senão miséria, tormentos e desesperos. [...] .esta massa imensa de gente ociosa parece-me inútil ao pais mesmo na hipótese de uma guerra [...] Eis o que invencivelmente me persuade que o único meio de distribuir os bens com igualdade e justiça, e de fazer a felicidade do gênero humano, é a abolição da propriedade. Enquanto o direito de propriedade for o fundamento do edifício social, a classe mais numerosa e mais estimável não terá por quinhão senão miséria, tormentos e desesperos.

BIBLIOGRAFIA
COELHO,  Teixeira. O que é Utopia. São Paulo: Brasiliense, 1981.
FRANCO, Afonso Arinos et al. O Renascimento. Rio de Janeiro: Agir/Museu Nacional de Belas-Artes, 1978.
MORUS, Thomas – A Utopia. São Paulo: L&PM, 1997.


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JAMES JOYCE, DELEUZE, JOAQUIM CARDOZO, AGAMBEN, RODOLFO AMOEDO, ARRIGO BARNABÉ & VÂNIA BASTOS, LUCIAH LOPEZ, NA ERA DO RADIO & BEZERROS

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