segunda-feira, fevereiro 16, 2009

DAS BUNDAS & OUTROS ESTUDOS BUNDOLÓGICOS



Gentamiga!!!

Já apresentei aqui diversos estudos acadêmicos acerca da calipígica preferência nacional. O assunto, verdadeiramente, não se esgota nunca. Claro, afinal, o pódice é a maior atração do imaginário brasileiro. Quem manda ter uma fábrica porreta de quartudas reboculosas no Brasil, hem? Sorte nossa, né?

Pois é, a gente tem preferido as garupas femininas sem esquecer das abundâncias fabísticas, com a devida vênia da anuência das pudicas e belosas, pronto para tomar um suquinho de graviola pros peidinhos saírem bem cheirosos, tá? Então, tá.

Contribuindo inestimavelmente para a amplitude do debate acadêmico acerca de tema tão saboroso e aprazível, o médico, escritor e brilhante articulista paraibano de jornais como O Norte e o Correio da Paraiba, Marcus Aranha, traz esta belíssima crônica.



HÁ MAIS DE 500 ANOS -Marcus Aranha (publicado no Correio da Paraiba de 15/02/2009).
Há séculos, o homem tenta dominar a mulher com armas políticas. Descobriu a virgindade e tirou partido, fazendo da descoberta um mito em seu proveito. Construiu outros como, maternidade, domesticidade e passividade; mulher é pra ficar em casa... Tudo no sentido de anular a emancipação e obter o domínio completo.
A última arma do homem contra a mulher foi recrudescer o padrão estético dela, abalando-a psicologicamente: mulher só magra, tipo top model! Endeusaram as modelos sem peito e sem bunda. Aí, pra atingir o padrão exigido, as mulheres entraram numa loucura de exercícios e dietas de fome, obcecadas por emagrecer. Haja Herbalife, dieta da sopa, da lua, de Dr. Atkins, de Beverly Hills, Kiberom, chá de anis estrelado, malhação, caminhadas, hidroginástica, massagens e o diabo a quatro.
Ora, padrão de mulher foi Vênus, deusa do amor e da beleza, representada sob muitas formas: Vênus de Cnide, Vênus Erucina, Vênus de Cápua, Vênus Genetrix, Vênus de Milo e outras. Todas com bastante nádegas e seios. Há uma delas, a Vênus Calipígia, com a bunda magnífica, parecendo brasileira.
Leitor pudibundo, não precisa ficar chocado com tanta bunda neste artigo. Todo mundo tem bunda e bunda tem no mundo todo.
Na Capela Sistina, lugar insuspeitíssimo freqüentado pelo Papa, existem belíssimas bundas pintadas em afrescos de Sgnorelli, Botticelli, Ghirlandaio, Perugino e Michelângelo.
No Brasil, o padrão beleza tísica não faz sucesso. Brasileiro gosta da silhueta um pouco cheia, com mais sensualidade.
O excitante do corpo da mulher são as redondezas, doces contornos e formas voluptuosas. É a chamada beleza pneumática, que teve apogeu na Renascença, com mulheres de curvas opulentas, mas com o corpo obedecendo a cinco ditames: forma, harmonia, moleza, doçura e suavidade.
Mulheres! Deixem de passar fome e diminuam tanta caminhada e tanta ginástica. Se caminhar muito prolongasse a vida, carteiro era imortal. E ninguém vai adorá-las de ossos à mostra, só a grade.
Os homens são chegados à carnes desde 1500, quando Pero Vaz de Caminha em carta a El Rei, descreveu encantado a beleza das índias: "Bem novinhas e gentis, com cabelos pretos e compridos pelas costas; e as suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas, e tão limpas de cabeleiras... E uma delas era tão bem feita e tão redonda, sua vergonha tão graciosa, que à muitas mulheres de nossa terra faria vergonha, por não terem a sua como a dela”.
O safado do Caminha ficou vidrado nas redondezas e no sexo das índias, “vergonhas” gordinhas, fechadinhas, quase sem pêlos, diferentes das que ele conhecia nas portuguesas. Entusiasmado, não se conteve e escreveu contando ao Rei.
A Primeira Carta, “certidão de nascimento” do Brasil, já fala como as brasileiras são bem feitas e redondas.
No século 16 descreviam nossas mulheres, com “ancas e nádegas enxundiosas que convidam à luxúria”. Imagine! Àquela época, a gente já curtia bunda.
Houve época em que a TV mostrava cerveja como paixão nacional. O Carnaval vem aí. E em desfiles, blocos e bailes a TV vai exibir mulheres com muita carne e pouca roupa. Não vai mostrar uma só top model, esquálida, despeitada e desbundada, com um vão de quatro dedos entre as coxas, sambando na Marquês de Sapucaí. O que a gente vai ver em close e zoom, na cara da gente, é mil bundas por dia!
Taí... cerveja pode ser paixão nacional, na Alemanha. Aqui no Brasil, há mais de 500 anos, paixão nacional mesmo, é bunda!

Assino embaixo.



Veja mais outros estudos acadêmicos e escritos acerca do tema:
ESTUDOS ACADÊMICOS SOBRE A CALIPÍGICA PREFERÊNCIA NACIONAL
ABUNDÂNCIAS FABISTICAS
MULHER, AS PUDICAS QUE ME PERDOEM
MULHER: BELEZA É MESMO FUNDAMENTAL?
GRAVIOLA PRO PEIDINHO SAIR CHEIROSO
TOCHA HUMANA 



DORO APRONTA DAS SUAS - DORO – O Doro desibernou e deu o ar de sua graça na festa da revista Espia, na última sexta-feira, na Ponta Verde, de Maceió. Chegou, viu todo mundo, saudou todos com aquele ar de candidato já ganhou, fez troça e ficou pelegando para pegar no microfone e nada. Nesse meio termo, eis que o promotor do evento, o Duque de Jaraguá e editor da revista, Carlito Lima, se encosta na turma do gargarejo enquanto recebia os efusivos parabéns pela festa, deixando escapar certas insatisfações como o da prefeitura municipal de Maceió embromar por dias a liberação do evento, cobrando, simplesmente, um rol de exigências que compreendiam 8 alvarás e mais outras tantas burocracias da incompetência nacional. É mole? As entidades oficiais além de não fazer nada – em Maceió a cultura está reduzida aos forrós de quinta categoria e duplo sentido do show musical do próprio prefeito e no estado a coisa inexiste mesmo -, ainda botam gosto ruim em tudo. Coisa do Brasil. Pois bem, foi nessa hora que o Doro invocado, escapuliu quando franquearam o microfone e ele reapareceu se apossando da voz e arreando a lenha: - Genti do meu Brasi varoni véio, aberto e de porteira inscancarada!! A coisa precisa tomá nas vergonha! Num pode o Brasi insestir somente pelos cabra qui só quere atrapaiar. E quano num atrapaiam, cismam de andá de ré-ora--traisi! Ou vancês tomam pé da situação e me inlejem logo prisidente desta mercadoria toda, ou a genti vai s´afundá na merdaria gerá pru riba e pra sempre! Tenho dito. Foi um rebuceteio da porra! Uma ovação! Esse o Doro.



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