Pular para o conteúdo principal

HORKHEIMER, JULIA MARGARET, WLADIMIR KAMINER, ELIANE SILVESTRE, EDUCAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA, DORO & BUNDASS


Arte da fotógrafa britânica Julia Margaret Cameron (1815-1879)

DITOS & DESDITOS - Se por evolução científica e progresso intelectual queremos significar a libertação do homem da crença supersticiosa em forças do mal, demônios e fadas, e no destino cego – em suma, a emancipação do medo – então a denuncia daquilo que atualmente se chama razão é o maior serviço que a razão pode prestar. Pensamento do filósofo e sociólogo alemão Max Horkheimer (1895-1973). Veja mais aqui e aqui.

EDUCAÇÃO SUPERIOR – [...] as instituições de educação superior devem promover o desenvolvimento de um modelo de ciência e tecnologia condizente com os legítimos interesses humanos; se estivermos de acordo, também, que estas instituições devem formar cidadãos não só competentes, mas também eticamente responsáveis; se, enfim, estivermos de acordo que tais instituições, além da performatividade e da eficiência econômicas, devem promover o desenvolvimento humano e ambiental integral; então também devemos estar conscientes da necessidade de uma reforma de pensamento e de postura ante o conhecimento, seu manejo e aplicação; mais que isso, devemos estar conscientes, da necessidade de uma nova paidéia formativa que coloque em primeiro plano o sentido humano de ciência e tecnologia e os princípios de corresponsabilidade, solidariedade, justiça e eqüidade. A responsabilidade social da universidade não se restringe, portanto, à sua adaptação às demandas e urgências do mundo econômico como, por vezes, se supõe, mas implica em assumir a responsabilidade de repensar os sentidos de ciência e tecnologia e, portanto, os sentidos de investigação e da formação profissional. [...]. Trecho de Educação superior entre formação e performance (Avaliação, 2008), do professor e pesquisador Pedro Goergen. Veja mais aqui e aqui.

BALADA RUSSA – [...] Certo dia, era bem depois da meia-noite, a luz se apagou no cassino. Todos os sistemas se misturaram, os jogadores de todos os países xingaram, cada um em seu idioma. Parecia ser último dia de Babilônia. Nesse momento entendi que todas as pessoas, não importa quão diferentes fossem, queriam todas a mesma coisa: energia elétrica. [...] Trecho extraído da obra Balada russa (Globo, 2005) do escritor russo Wladimir Kaminer.

DOIS POEMAS - CHOVE POESIA: Crianças e bicicletas, na chuva. / Conversas infantis, no vento. / Riscando o asfalto, rodas molhadas. / Riscando a tarde, crianças regadas. / Cheirinho de mato encharcado. / Uma melodia procura a chuva, / Fugindo pela janela, / O céu carregado, torna-se refúgio para ela. / Nuvens pesadas / Sonham em ser crianças levadas – / Andam de carona na bicicleta do vento. / E eu penso, neste momento: / Com certeza, não é para criança que se destina / A previsão do tempo. ARVENTURA: Estou grávida do vento. / Brincou entre as minhas pernas / E... / Sucumbi à sua sedução. / Ele entende da natureza feminina. / Sabe que a carícia pequenina, / Que evolui a cada sopro, / É a fonte maior da tesão. / Foi numa noite de lua cheia... / A minha saia voou... / Ele rapidamente correu minhas pernas, / E, subindo por dentro da meia, / Parou... / Reconheceu o algodão da calcinha / De alguma longínqüa plantação. / E, friozinho, me penetrou, / Veio carregado do perfume / Da flor Dama-da-Noite. / A flor agora em meu ventre. / Numa noite, depois de 9 luas cheias, / Darei à luz. / Menino Perfume? / Menina Dama? Poemas da poeta, atriz e publicitária Eliane Silvestre.

FUNDAMENTOS E TÉCNICAS DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA: FINANCIAMENTO DAS ATIVIDADES EMPRESARIAIS - Efetuando detida leitura no capítulo referente ao Financiamento das Atividades Empresariais, contido no livro Fundamentos e Técnicas de Administração Financeira (Atlas, 1992), escrito por Roberto Braga, deparou-se com assuntos atinentes às modalidades de financiamentos por parte das empresas, bem como da visualização do sistema financeiro no Brasil. Informa o autor que a principal fonte externa de recursos próprios corresponde à subscrição e integralização de aumentos de capital. Os fundos próprios gerados internamente decorrem da retenção do lucro líquido, registrada nas contas de reservas de lucros ou de lucros acumulados. As vendas de ativos e as reduções nos níveis de estoques, contas a receber e outros ativos, possibilitam a liberação de recursos para outras finalidades. O capital próprio, assim, constitui a fonte de recursos mais adequada para investimentos de maior risco ou de manutenção prolongada. Os lucros retidos constituem uma fonte interna de capital próprio largamente utilizada no financiamento dos planos operacionais e de investimentos e correspondem ao valor remanescente do lucro líquido após a dedução da parcela ser distribuída em espécie aos proprietários, denominada por dividendos em se tratando de sociedades por ações. Assim, a política de dividendos satisfaz às expectativas dos investidos quanto à realização de uma parcela dos lucros, devendo atingir dois objetivos básicos na maximização da riqueza dos acionistas e provendo recursos para financiar os planos operacionais e de investimento. Os tipos de políticas de dividendos são a manutenção de uma taxa constante de distribuição dos lucros apurados; pagamento de um valor fixo por ação, independentemente das flutuações ocorridas no lucro por ação; e pagamento regular de um dividendo fixo mínimo e de dividendo extra nos exercícios em que ocorrerem lucros acima do normal. O dividendo preferencial fixo corresponde a certo valor, enquanto o dividendo preferencial mínimo representa um percentual sobre o valor nominal da ação ou sobre o valor total do capitula preferencial quando essas ações não tiverem valor nominal. As bonificações, o aumento do capital social efetuado mediante a incorporação de reservas e lucros mantêm inalterado o valor total do patrimônio líquido. Contabilmente trata-se de uma transferência interna de valores dentro do mesmo grupo de contas representativas do capital própria da empresa. Já o desdobramento de ações, é fixado na legislação para companhia abertas, a correção monetária do capital realizado e deve ser capitalizada sem modificação do número de ações emitidas. As fontes internas de recursos de terceiros correspondem a diversas obrigações decorrentes das atividades operacionais da empresa, tais como salários, contribuições sociais, impostos, dividendos declarados, etc. Os créditos dos empregados, diretores e acionistas representam recursos de terceiros, pois se deve separar a empresa das pessoas que nela trabalham ou detenham participação societária. A partir do fato gerador e durante o prazo concedido para pagamento ou recolhimento, os impostos, contribuições e outros compromissos são considerados recursos de terceiros. As fontes externas de recursos de terceiros podem ser geradas espontaneamente, como o crédito concedido pelos fornecedores e os adiantamentos de clientes relativos a bens ou serviços encomendados. As fontes externas de passivos onerosos são constituídas pelos empréstimos e financiamentos contratados com instituições financeiras ou com outras pessoas jurídicas ou físicas. Ainda, as fontes externas de capitais de terceiros apresentam-se as operações de arrendamento mercantil (leasing) em que a empresa arrendatária detém a posse e o uso de ativos fixos, durante a maior parte de sua vida útil. O financiamento com capital de terceiros pode ser gerado espontaneamente no curso normal das atividades operacionais e também ser obtido mediante a contratação de empréstimos e financiamentos. As fontes espontâneas de capital de terceiros são constituídas pelas exigibilidades diversas, adiantamentos de clientes e obrigações para com fornecedores. As exigibilidade da empresa para com seus empregados e diretores, órgãos governamentais, credores diversos e acionistas constituem exemplos de fontes internas de capital de terceiros, tais como salários e encargos incidentes sobre a folha de pagamento, inclusive as contribuições previdenciárias e sindicais dos empregados retidas para posterior recolhimento; impostos e contribuições sobre o faturamento; imposto de renda a pagar sobre o lucro de exercício e imposto de renda retido na fonte sobre salários e dividendos; contas a pagar e provisões para despesas incorridas e ainda não pagas relativas a férias, 13.º salário, indenizações contratuais, contingência fiscais e trabalhistas, etc; e dividendos e participações estatutárias a pagar, etc. Ocorre o adiantamento de clientes quando os bens são produzidos sob encomenda mediante a celebração de contratos que especificam as características técnicas do produto, o prazo de entrega, a base de cálculo do preço final quando este não for determinado. Essa prática ocorre com equipamentos não produzidos em série, construção civil, projetos de engenharia e outros serviços técnicos de valor elevado. O crédito mercantil ou comercial constitui uma modalidade de financiamento a curto prazo concedido por uma empresa a outra, mediante o diferimento entre o momento da entrega da mercadoria ou da prestação do serviço e a data de pagamento. Os empréstimos e financiamentos podem ocorrer  através de descontos de títulos: é uma operação típica de bancos comerciais que envolve notas promissórias ou duplicatas emitidas pela empresa com vencimento de até 180 dias; de empréstimos em conta-corrente, geralmente são concedidos pelos bancos comerciais por um prazo de 60 dias, com possibilidade de renovação; de financiamento de tributos e contribuições previdências, realizado por bancos comerciais por um prazo inferior ao período em que os recursos arrecadados ficam em seu poder, esses financiamentos estão sujeitos à tarifa de contratação, juros e IOF e garantidos por notas promissórias avalizadas. Ainda podem ocorrer os empréstimos à micro, à pequena e à média empresa, que são financiamentos para capital de giro regulamentado pelo Banco Central que corresponde a uma aplicação compulsórias dos bancos comerciais calculadas sobre seus depósitos a vista. Os contratos de financiamento, são destinado ao capital de giro ou capital fixo, são oferecidos por bancos comerciais ou de investimentos, que bancam as operações com recursos próprios e de depósitos a prazo, cobrando comissões, taxas, correção monetária, juros e IOF. Já o financiamento com recursos do PIS, são realizadas com recursos proveniente do programa, administrado pela Caixa Econômica Federal. Ainda ocorre o financiamento com recursos do BNDES, os repasses de recursos do FINAME, realizados por bancos comerciais, de investimento ou sociedade de crédito, financiamento e investimento, destinam-se ao financiamento de máquinas, equipamentos, veículos pesados e equipamentos de informática, novos e de fabricação nacional; os financiamentos com recursos externos, são financiamento para capital de giro ou capital fixo com prazos que varia de 90 dias a 08 anos; debêntures, são títulos da dívida emitidos pelas sociedades anônimas com a finalidade de levantar recursos de médio e longo prazos para financiar suas necessidades de capital de giro ou capital fixo. O arrendamento mercantil, ou leasing, pode ser operacional e financeiro. Operacional quanto os contratos celebrados por prazos bastante inferiores à vida útil do bem, podendo envolver computadores, máquinas copiadoras e outros equipamentos. O financeiro que é praticado somente pelas sociedade de arrendamento mercantil, pelo período de vida útil do produto. O sistema financeiro nacional é formado por diferentes tipos de instituições financeiras públicas e privadas. Em função da natureza e do prazo, as operações realizadas por essas instituições podem ser agrupadas em quatro grandes mercado: mercado monetário, também denominado mercado aberto ou open market que compreende operações de curto e curtíssimo prazo, realizadas por alguns dias ou de um dia para o outro (overnight); o mercado de crédito que envolve empréstimos e financiamentos de curto e médio prazos; o mercado de capitais, que engloba operações de crédito de longo prazo e transações com ações, debêntures e títulos públicos de longo prazo; e o mercado de câmbio onde são realizadas transações de compra e venda de moedas estrangeiras conversíveis em moeda nacional. O Conselho Monetário Nacional constitui a cúpula do sistema, sendo um órgão normativo que atua mediante um colegiado presidido pelo ministro da fazenda e composto por outros ministros de estado, dirigentes de entidades governamentais, basicamente da área financeira, e representantes do setor privado. Em virtude do conselho não possuir uma estrutura administrativa própria, o Banco Central funciona como sua secretaria. O banco central é uma autarquia federal que atua como o principal executor das decisões do conselho monetário nacional e, dentre as suas atribuições, destacam-se a emissão de moeda, a administração da liquidez da economia, o controle do crédito, o controle de capitais estrangeiros, a autorização para funcionamento e a fiscalização das instituições financeiras. A comissão de valores mobiliários é uma autarquia vinculada ao ministério da Fazenda que regulamenta e controla as companhias abertas, os investidores, os intermediários e os profissionais envolvidos nos mercados de ações e de debêntures. O banco nacional de desenvolvimento econômico e social - BNDES, é o principal agente da política de investimentos do governo federal, num sistema formado pelo próprio banco e suas subsidiárias, o FINAME, agência especial de financiamento industrial que financia a aquisição de máquinas e equipamentos industriais de procedência nacional através de outras instituições financeiras como repassadores de recursos, e o BNDESPAR, BNDES Participações S/A, que apoia empresas nacionais através de participação societária em seu capital, prestação de garantia de subscrição de ações ou debêntures conversíveis em ações, concessão de aval em empréstimos em moeda nacional e estrangeira e outras formas de colaboração. O Banco do Brasil é o principal agente financeiro do governo federal que, além de atuar como banco comercial, é o principal executor da política de financiamento da agricultura, executa o serviço de compensação de cheques e exerce outras atividades em nome do governo federal. os bancos regionais e estaduais de desenvolvimento têm sua atuação voltada para o financiamento de projetos públicos e privados que promovam o fomento econômico e social. O Banco do Nordeste do Brasil S/A e o Banco da Amazônia S/A, são controlados pelo governo federal e operam o FINOR e o FINAM, ambos constituídos por meios de deduções do imposto de renda das pessoas jurídicas. O Banco Nacional de Crédito Cooperativo é vinculado ao Ministério da Agricultura e presta apoio financeiro às cooperativas de produção. As instituições bancárias são aquelas que captam depósitos a vista, livremente movimentos através de cheques emitidos pelos depositantes. Os bancos comerciais concedem empréstimos de curto prazo às pessoas jurídicas em geral e também às pessoas físicas. Os bancos comerciais também realizam financiamentos a prazos mais dilatados atuando como agentes de fundos oficiais de crédito e repassadores de empréstimos contraídos no exterior. A caixa econômica federal possui múltiplas funções, dentre elas, captação de depósitos a vista, arrecada tributos, realiza empréstimos pessoas e concede financiamentos para capital de giro das empresas utilizando recurso do PIS. As caixas estaduais realizam algumas operações típicas dos bancos comerciais, mas atuam principalmente em financiamentos de imóveis residenciais através de suas próprias carteiras hipotecárias ou com recursos do SFH. O conjunto de instituições não bancárias é bastante heterogêneo, tendo como característica comum o impedimento legal de captar depósitos a vista. O papel originalmente atribuído aos bancos de investimentos era o de suprir as empresas com recursos de médio e longo prazos através de financiamentos e da compra de títulos e valores mobiliários emitidos pelas empresas que seriam mantidos em carteira ou revendidos posteriormente ao público. As sociedades de crédito, financiamento e investimentos têm como operação básica o crédito ao consumidor, financiando suas compras de bens de consumo durável diretamente através do refinanciamento das vendas a prestação do comércio varejista. As sociedades de crédito imobiliário integram o sistema financeiro de habitação financiando a construção e aquisição de imóveis e também empresas fornecedores de materiais de construção. As associações de poupança e empréstimo têm pouca expressão dentro do sistema financeiro de habitação. As cooperativas de crédito são entidades formadas por um grupo de pessoas que contribuem periodicamente com certa soma de dinheiro e se habilitam a obter empréstimos a juros inferiores àqueles praticados no mercado. As sociedades de arrendamento mercantil adquirem bens para arrendá-los pela maior parte de sua vida útil a empresas industriais, comerciais, agrícolas e de serviços. as instituições auxiliares atuam no sistema de distribuição de títulos e valores mobiliários. As bolsas de valores não são instituições financeiras, mas associações civis, de âmbito regional e sem finalidade lucrativa, constituídas pelas sociedades corretoras para que as mesmas disponham de um local adequado e da infraestrutura necessária à realização de operações de venda e compra de títulos e valores mobiliários por conta de terceiros. As sociedades corretoras detêm títulos patrimoniais das bolsas de valores e são as únicas instituições autorizadas a operar nos pregões. as sociedades distribuidoras de valores atuam na intermediação de títulos e valores mobiliários colocando no mercado certificados de depósito bancários, letras de câmbio, debêntures e ações emitidos por outras instituições financeiras ou empresas em geral. Os agentes autônomos de investimento são pessoas físicas credenciadas para atuar na distribuição de títulos e valores mobiliários. Veja mais aqui, aqui e aqui.


Gentamiga!!!

Já apresentei aqui diversos estudos acadêmicos acerca da calipígica preferência nacional. O assunto, verdadeiramente, não se esgota nunca. Claro, afinal, o pódice é a maior atração do imaginário brasileiro. Quem manda ter uma fábrica porreta de quartudas reboculosas no Brasil, hem? Sorte nossa, né?

Pois é, a gente tem preferido as garupas femininas sem esquecer das abundâncias fabísticas, com a devida vênia da anuência das pudicas e belosas, pronto para tomar um suquinho de graviola pros peidinhos saírem bem cheirosos, tá? Então, tá.

Contribuindo inestimavelmente para a amplitude do debate acadêmico acerca de tema tão saboroso e aprazível, o médico, escritor e brilhante articulista paraibano de jornais como O Norte e o Correio da Paraiba, Marcus Aranha, traz esta belíssima crônica.



HÁ MAIS DE 500 ANOS -Marcus Aranha (publicado no Correio da Paraiba de 15/02/2009).
Há séculos, o homem tenta dominar a mulher com armas políticas. Descobriu a virgindade e tirou partido, fazendo da descoberta um mito em seu proveito. Construiu outros como, maternidade, domesticidade e passividade; mulher é pra ficar em casa... Tudo no sentido de anular a emancipação e obter o domínio completo.
A última arma do homem contra a mulher foi recrudescer o padrão estético dela, abalando-a psicologicamente: mulher só magra, tipo top model! Endeusaram as modelos sem peito e sem bunda. Aí, pra atingir o padrão exigido, as mulheres entraram numa loucura de exercícios e dietas de fome, obcecadas por emagrecer. Haja Herbalife, dieta da sopa, da lua, de Dr. Atkins, de Beverly Hills, Kiberom, chá de anis estrelado, malhação, caminhadas, hidroginástica, massagens e o diabo a quatro.
Ora, padrão de mulher foi Vênus, deusa do amor e da beleza, representada sob muitas formas: Vênus de Cnide, Vênus Erucina, Vênus de Cápua, Vênus Genetrix, Vênus de Milo e outras. Todas com bastante nádegas e seios. Há uma delas, a Vênus Calipígia, com a bunda magnífica, parecendo brasileira.
Leitor pudibundo, não precisa ficar chocado com tanta bunda neste artigo. Todo mundo tem bunda e bunda tem no mundo todo.
Na Capela Sistina, lugar insuspeitíssimo freqüentado pelo Papa, existem belíssimas bundas pintadas em afrescos de Sgnorelli, Botticelli, Ghirlandaio, Perugino e Michelângelo.
No Brasil, o padrão beleza tísica não faz sucesso. Brasileiro gosta da silhueta um pouco cheia, com mais sensualidade.
O excitante do corpo da mulher são as redondezas, doces contornos e formas voluptuosas. É a chamada beleza pneumática, que teve apogeu na Renascença, com mulheres de curvas opulentas, mas com o corpo obedecendo a cinco ditames: forma, harmonia, moleza, doçura e suavidade.
Mulheres! Deixem de passar fome e diminuam tanta caminhada e tanta ginástica. Se caminhar muito prolongasse a vida, carteiro era imortal. E ninguém vai adorá-las de ossos à mostra, só a grade.
Os homens são chegados à carnes desde 1500, quando Pero Vaz de Caminha em carta a El Rei, descreveu encantado a beleza das índias: "Bem novinhas e gentis, com cabelos pretos e compridos pelas costas; e as suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas, e tão limpas de cabeleiras... E uma delas era tão bem feita e tão redonda, sua vergonha tão graciosa, que à muitas mulheres de nossa terra faria vergonha, por não terem a sua como a dela”.
O safado do Caminha ficou vidrado nas redondezas e no sexo das índias, “vergonhas” gordinhas, fechadinhas, quase sem pêlos, diferentes das que ele conhecia nas portuguesas. Entusiasmado, não se conteve e escreveu contando ao Rei.
A Primeira Carta, “certidão de nascimento” do Brasil, já fala como as brasileiras são bem feitas e redondas.
No século 16 descreviam nossas mulheres, com “ancas e nádegas enxundiosas que convidam à luxúria”. Imagine! Àquela época, a gente já curtia bunda.
Houve época em que a TV mostrava cerveja como paixão nacional. O Carnaval vem aí. E em desfiles, blocos e bailes a TV vai exibir mulheres com muita carne e pouca roupa. Não vai mostrar uma só top model, esquálida, despeitada e desbundada, com um vão de quatro dedos entre as coxas, sambando na Marquês de Sapucaí. O que a gente vai ver em close e zoom, na cara da gente, é mil bundas por dia!
Taí... cerveja pode ser paixão nacional, na Alemanha. Aqui no Brasil, há mais de 500 anos, paixão nacional mesmo, é bunda!

Assino embaixo.



Veja mais outros estudos acadêmicos e escritos acerca do tema:
ESTUDOS ACADÊMICOS SOBRE A CALIPÍGICA PREFERÊNCIA NACIONAL
ABUNDÂNCIAS FABISTICAS
MULHER, AS PUDICAS QUE ME PERDOEM
MULHER: BELEZA É MESMO FUNDAMENTAL?
GRAVIOLA PRO PEIDINHO SAIR CHEIROSO
TOCHA HUMANA 

DORO APRONTA DAS SUAS - DORO – O Doro desibernou e deu o ar de sua graça na festa da revista Espia, na última sexta-feira, na Ponta Verde, de Maceió. Chegou, viu todo mundo, saudou todos com aquele ar de candidato já ganhou, fez troça e ficou pelegando para pegar no microfone e nada. Nesse meio termo, eis que o promotor do evento, o Duque de Jaraguá e editor da revista, Carlito Lima, se encosta na turma do gargarejo enquanto recebia os efusivos parabéns pela festa, deixando escapar certas insatisfações como o da prefeitura municipal de Maceió embromar por dias a liberação do evento, cobrando, simplesmente, um rol de exigências que compreendiam 8 alvarás e mais outras tantas burocracias da incompetência nacional. É mole? As entidades oficiais além de não fazer nada – em Maceió a cultura está reduzida aos forrós de quinta categoria e duplo sentido do show musical do próprio prefeito e no estado a coisa inexiste mesmo -, ainda botam gosto ruim em tudo. Coisa do Brasil. Pois bem, foi nessa hora que o Doro invocado, escapuliu quando franquearam o microfone e ele reapareceu se apossando da voz e arreando a lenha: - Genti do meu Brasi varoni véio, aberto e de porteira inscancarada!! A coisa precisa tomá nas vergonha! Num pode o Brasi insestir somente pelos cabra qui só quere atrapaiar. E quano num atrapaiam, cismam de andá de ré-ora--traisi! Ou vancês tomam pé da situação e me inlejem logo prisidente desta mercadoria toda, ou a genti vai s´afundá na merdaria gerá pru riba e pra sempre! Tenho dito. Foi um rebuceteio da porra! Uma ovação! Esse o Doro.



Veja mais sobre:
Das idas e vindas, a vida, Roberto Crema, Martins Pena, Leila Diniz, Angeli, Sharon Bezaly, Paulo César Saraceni. Anders Zorn, Eudes Jarbas de Melo & João Monteiro aqui.

E mais:
Cinema aqui, aqui e aqui.
Uns trecos dos tecos, A importância do sono, Doro arretado & Zé Bilola aqui.
Horário eleitoral puto da vida: a campanha de Zé Bilola aqui.
Cordel O sertanejo Antonio Cobra Choca, de José Vila Nova aqui.
Voto Moral aqui.
Maurren Maggi aqui.
Horário eleitoral, Dani Calabreza & outras presepadas aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora manifestando os seus efusivos parabéns para o Tataritaritatá!
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
 Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.
 

Postagens mais visitadas deste blog

A MULHER

A MULHER – Quando criei o blog “Crônica de amor por ela” levado pelo mote dado pela poetamiga Mariza LourençoEla nua é linda – um bloguerótico” eu pensava publicar meus versos, tons & prosas poéticas voltadas para o amor e afetividade, sexualidade e cumplicidade das paixões, desejos e amizade entre os seres humanos.


Arte: Mariza Lourenço.
De primeira, eu queria fazer uma homenagem às mulheres pelo reconhecimento de grandeza do seu ser.


Arte: Mariza Lourenço.
Depois, eu queria fazer uma homenagem ao amor, este sentimento que envolve todos os seres humanos.


Arte: Derinha Rocha.
Quando menos pensei eu estava com um livro pronto: o “Crônica de amor por ela” reunindo poemas, prosas poéticas, poemiúdos, .canções, proseróticas, poemiuderóticos, croniquetas, noveletas, expressões ginofágicas priápicas e outros teréns e juras de amor por ela.


Arte: Derinha Rocha.
UNIVERSO FEMININO – O universo feminino muito me encanta, fascina e me faz cada vez mais cativo ao maravilhoso ser que é a mulher.


Ar…

STEVENSON & FANNY, MARIANNE MOORE, BETTY MEGGERS & HANNAH YATA

A ÚLTIMA CARTA PARA FANNY - O mundo está cheio de tantas coisas, os sonhos são maiores que as dores. O sangrento Jack me persegue desde a infância, mesmo quando as aventuras davam num débil inválido, enfermiço, era eu um acendedor de lampiões com o bicho-papão fungando nas sombras dos meus cabelos. Só me restava a noite solitária com o sopro dos ventos, calafrios e tempestades terríveis, as lembranças de Cumme e as suas histórias horripilantes. Sempre foi assim entre a espada heroica e a pena inglória, os mapas e histórias inventadas, os paladinos marinheiros marchando para salvar a humanidade indefesa na minha cabeça, me fazendo faroleiro das ondas, tormentas e naufrágios, a distinguir o que era e não era entre vagabundos e ilibados senhores da sociedade. Como fui reprovado pelos professores, já sabia que nunca seria um contador de história respeitável, só um plumitivo que nada mais era que uma alma perdida com passatempos mirabolantes na ideia. Nunca me vi levantando paredes para mo…

ÉLUARD, APPIA, ALMODÓVAR, OSMAN LINS, PAULO CESAR PINHEIRO, ALBERTO DE OLIVEIRA, MALHOA, PENÉLOPE CRUZ, VALERIA PISAURO & MUITO MAIS NO PROGRAMA TATARITARITATÁ!!!!

CANTO DE CIRCO – O livro Os gestos (José Olympio, 1957), do escritor pernambucano Osman Lins (1924-1978), reúne treze contos que foram escritos nos anos 1950, abordando sobre a impotência e angustia do ser humano. Do livro destaco esse trecho do Canto de Circo: Ergue a cabeça e contemplou o lugar onde tantas vezes se apresentara para os seus breves triungos no trapézio. No dia seguinte, desarmariam o Circo – pensava; e na próxima cidade, quando o reerguessem, ele estaria longe. Nunca, porém, haveria de esquecer aquela frahil armação de lona e tabique, as cadeiras desconjuntadas, o quebra-luz sobre oespelho partido e o modo como os aplausos e a música chegavam ali. Baixou os olhos, voltou a folhear a revista. Em algum ponto do corpo ou da alma, doía-lhe ver o lugar do qual despedia e que lembrava, de certo modo, o aposento de um morto, semelhança esta que seria maior, não fosse a indiferença quase rancorosa que o rodeava; pois, a despedida iminente, só ele sentia. Os colegas – o equili…

EGBERTO GISMONTI, HANNAH ARENDT, SARAH BERNHARDT & ANJA MATKO

A ALMA DE GISMONTI - Os acordes do Palhaço de Circense trouxeram lembranças do primeiro contato na Dança das Cabeças: acordes de cordas e teclas, batidas de corpo e de alma. Outras memorações, como a do Nó Caipira ou Zig-Zag, tão similares às coisas de minha gente com suas quermesses cumprindo penitentes a sua obrigação para livrar das mandingas, enganando as dores do mundo às mungangas e saudando a vida nos parques de diversão, ou na saída da sessão do cinema, as rodas de conversa com adágios e licenciosidades nas lapadas da tirana com estalado dos dedos e caretas de mamulengo pras quatro festas do ano, no meio de loas com livusias e pinoias de Malasartes e Camonge. Ah, minha gente, como coisas de Carmo, a Cidade Coração e a herança ítalo-libanesa: a mãe que canta acalanto para ninar o futuro do seu filho ou como quem junta mão-de-milho a tomar da garapa ou do ponche, soltando lorotas e potocas para quem puxa moda de viola, parlendas e mnemonias das coisas do Monge de Ipanema ou de C…

MOLIÉRE, DURAS, PANCHATANTRA, CYBELE, VLAMINCK, MUDDY & IDA BAUER.

O DOENTE IMAGINÁRIO – A peça O doente imaginário (Le malade imaginaire, 1673) é a última entre as escritas pelo dramaturgo, ator e encenador francês Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière (1622-1673). Considerado um dos mestres da comédia satírica, essa peça composta em três atos, critica os costumes da época ao contar a história de um velho hipocondríaco Argan que se julga pesadamente doente sem realmente estar, acatando cegamente toda as ordens do médico que se aproveita da situação. Por outro lado, o doente quer por fim da força que sua filha Angélique contraia matrimonio com um filho de médico para que possa receber gratuitamente do genro o seu tratamento. Entretanto, a jovem filha está apaixonada por Cléante, tornando-se livre para casar depois de um ardil tramado por seu irmão Bérald para curar seu pai de sua fixação com médicos. Destaco o seu Quarto Ato: (Uma cenaburlesca, de coração de grau de um médico. Assembléia composta de porta-seringas, farmacêuticos, doutor…