sexta-feira, abril 11, 2008

LINDEMANN, SARA PAÏN, VITOR DA FONSECA, APRENDIZAGEM, ARTE-TERAPIA, CAPITAL INTELECTUAL, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL & POLÍTICAS PÚBLICAS!



PENSAMENTO DO DIA: UM POEMA DE CHAGAS LOURENÇO: Se verso desse dinheiro eu só vivia versando. Eu canto por derradeiro a minha poesia contente e enricava de repente se verso desse dinheiro! Cabra véio canguleiro, vivia verso inventando, passava o dia cantando sem sequer ficar cansado era rico aposentado - eu só vivia versando! “. Veja mais aqui.

ISTO É BRASILSILSILSILSILSIL!!!!!

ISTO AINDA É BRASILSILSILSILSILSILSILSIL!!!




O CAPITAL INTELECTUAL – Considerando as expressões de Wernke (2003), Brandalize et al (2005) e Antunes (2000) que o capital humano é formado pela composição de conhecimento, habilidade e poder de inovação dos colaboradores internos, acrescido da cultura, valores e filosofia da empresa, enquanto que o capital estrutural, conforme os autores mencionados, é composto pelos recursos e equipamentos que envolvem informática, banco de dados, softwares, marcas, patentes, relação com a clientela e a capacidade organizacional apoiada na produção dos trabalhadores, ambos resultam, assim, no conjunto de experiência, conhecimento e tecnologia organizacional que formará o capital intelectual. Assim sendo, reitera Herckert (2000) que o capital intelectual é constituído pelos dados e fatos transformados em informação que, por sua vez, gera conhecimento, e este reunido com o acervo de experiências juntamente com o valor agregado aos produtos e a cultura da organização, A respeito do capital intelectual, Wernke (2003, p. 75) chama atenção para o fato dele ser conceituado como: (...) junção do Capital Humano e o Capital Estrutural. Dessa forma, o autor menciona que o Capital Humano não pertence à empresa, pois na verdade é uma conseqüência direta da soma das habilidades e especialidades de seus empregados. O Capital Estrutural pertence à empresa e pode ser negociado (pelo menos na teoria), sendo o ambiente real construído pela companhia para administrar e gerar seu conhecimento de forma adequada. Mediante isso, observa-se que, segundo o autor mencionado, o conhecimento acumulado pela empresa é o principal fator de produção na economia moderna e é chamado capital intelectual porque veio ocupar o lugar dos tradicionais fatores de produção como terra, mão-de-obra e o capital financeiro. Sobre este propósito Wernke (2003) assinala o papel crucial desenvolvido pelas pessoas-chaves da organização principalmente para aquisição e manutenção de competências essenciais, bem como das vantagens competitivas da empresa, independentemente de tratar-se do ambiente tecnológico ou de gestão. Isto porque o conjunto das ações voltadas para tal meta oferecem vantagens e agrega outras tantas competitivas, tais como melhora o custo e a qualidade dos produtos e dos serviços do seu ativo intelectual; reforça e amplia as atuais competências da entidade pela administração do seu ativo intelectual; melhora e acelera a disseminação do conhecimento por toda a entidade; aplica novos conhecimentos para melhorar os comportamentos internos; e estimula a inovação mais rápida e ainda mais lucrativa de novos produtos. Para tanto, assinala Wernke (2003), o melhor desempenho dos trabalhadores depende da forma da empresa lidar o ativo intelectual humano, agregando algumas ações, como as de dar reconhecimento, oportunidade de desenvolvimento e envolvimento no processo; adoção de um plano de compensações ousado, criação de uma política de Recursos Humanos, de classes e salários, funcionais e criação de cursos técnicos internos para melhor desenvolvimento dos trabalhos. É neste sentido que para Edvisson e Malone (1998) o capital intelectual proporciona a formação dos ativos intangíveis da organização. O que levou Stewart (1998) a considerar que a inteligência para torna-se ativo tem que ter alguma utilidade e criatividade, permitindo ser compartilhada, explorada e descrita, sem complexidade e buscando alcançar o grau de competitividade na capacidade de gerar lucros que são conseqüências da qualidade do capital intelectual de cada empresa. E esses ativos intelectuais para Fitz-Enz (2001) estão se tornando elementos fundamentais para o universo negocial, onde a organização extrai toda sua potencialidade dos conhecimentos de seu capital intelectual humano. Já para Antunes (2000, p. 73) este capital intelectual é: (...) o emprego racional, útil e compartilhado da inteligência; é um agente dinâmico que interage com os demais recursos estruturais, operacionalizando as empresas, objetivando a geração de riquezas e a continuidade da empresa. O que fica entendido, conforme a autora mencionada o capital intelectual é a utilização do conhecimento, das experiências pessoais e profissionais, das habilidades para solucionar problemas, dos valores, do poder de inovação e a criatividade dos funcionários das empresas que apoiadas pelo capital estrutural, gerenciam os ativos tangíveis, objetivando agregar valor ao patrimônio, permitindo, portanto a sua continuidade no mercado de negócios. Por conta disso, é de suma importância saber como buscar e acumular conhecimentos e informações como um banco de dados, considerando esta busca como um processo de produção das empresas, ou seja, adquirir a matéria-prima que é a informação, através do capital intelectual que a mão-de-obra irá transformá-la em um produto invisível em forma de idéia que ao ser aplicado gerará retornos financeiros. A esse respeito Fitz-Ein (2001) observa que os investimentos efetuados para a formação de capital humano atribuir ao valor econômico de cada colaborador individualmente somando para a contribuição do potencial de geração de resultados e do desenvolvimento e sucesso dos negócios da organização empresarial. Isto porque as informações sobre o capital intelectual serão consideradas básicas e indispensáveis para se conhecer a verdade sobre uma entidade. A contabilidade procura e encontrará, os mecanismos que tomarão possível a mensuração desse Ativo, como direcionador aos tomadores de decisão. Neste diapasão, entendendo-se que o capital intelectual é a soma do capital humano mais o capital estrutural, Antunes (2000) assinala que o capital intelectual de forma especial valoriza atividades como lealdade e comprometimento de colaboradores e parceiros, o desenvolvimento da competência dos empregados, socialização de conhecimento no intuito de promover soluções e inovações para as organizações, sendo que tais quesitos podem não influir diretamente na lucratividade de uma empresa em curto prazo, podendo-se mensurá-lo de longo prazo demonstrando o principal diferencial competitivo entre as empresas. Conforme as expressões de Stewart (1998), Edvinsson e Malone (1998) Antunes (2000) e Rezende (2003), o capital intelectual é composto por ativos de mercado, que representam o poder da sua marca, negócios recorrentes, canais de distribuição, franquias, carteira, lealdade e fidelidade dos clientes, dentre outros; ativos humanos, que são os benefícios oriundos da ação de seus funcionários, proporcionando criatividade, conhecimentos e habilidades de resolver problemas; os ativos de propriedades intelectual, que correspondem às tecnologias, metodologia, patentes etc.; e ativos de infra-estrutura, que são representados pela cultura empresarial, sistema de informação, métodos gerenciais, bancos de dados etc.. Neste sentido, Lima (2001) chama atenção para o fato de que na atual sociedade de conhecimento, o sucesso das organizações está em reconhecer e maximizar o potencial desses ativos, trazendo lucratividade para as mesmas. Por esta razão, entende o autor mencionado que o capital intelectual representa um desafio para as ciências contábeis, pois as mesmas encontram dificuldade em mensurá-lo por representar um ativo intangível. Tal fato se dá em virtude das observações de Edvinsson e Malone (1998) no sentido de sinalizarem que a inteligência humana e os recursos intelectuais constituem presentemente os ativos mais valiosos de qualquer empresa, porque as pessoas deixaram de ser simples recursos humanos organizacionais para serem adotadas como seres adotados de inteligência, aspirações, conhecimentos, etc. Assim sendo, conforme visto por Rodrigues (1995), nas organizações inteligentes, elas transcendem as suas capacidades individuais e se ajudam mutuamente a fortalecer as habilidades e a aumentar a sabedoria, uma vez que os funcionários gerem as suas áreas como mini empresas, servindo aos seus clientes internos e externos, trabalhando com os colegas através de toda a organização para assegurarem que os sistemas funcionem devidamente. É assim que Oliveira, Zanutto e Silveira (2007) explicitam tendo em vista que num mundo globalizado as empresas viajarão a velocidade do som, da luz e da quântica, e conforme sua estratégia potencializarão seu mais nobre capital nesta ou naquela direção, onde a inteligência é competência não apenas para os que pensam, mas também para quem as facilita e quem as executa. Nesta mesma linha de raciocínio Prado e Souza (2001) dizem que cada vez mais intelecto e menos materiais, pois, o único capital da fábrica é a imaginação humana, isto porque ela empresta inteligência á empresa os únicos recursos vivos que as organizações se dispõem para enfrentar os desafios a seguir, sendo a fonte de força da empresa, dependendo, outrossim, da capacidade dos funcionários de aprender novas habilidades e criatividades. Essa capacidade de ativar a inteligência, e a energia dos funcionários nunca foi tão importante quanto na economia do conhecimento. Em virtude disso, entende-se a partir dos ensinamentos de Rezende (2003) que por ser o capital intelectual oriundo da aplicação do conhecimento pelos indivíduos, é necessário que as empresas destinem esforços no sentido de identificar os agentes que se relacionarão para otimizarem sua ações com investimentos para o seu desenvolvimento. Em visto disso o autor mencionado elege pontualmente esforços empresariais no sentido de contratar a pessoa certa, considerando suas habilidades, oportunizar desenvolvimento; manusear database de marketing com tratamento pró-ativo da propriedade intelectual; mensurar valor da marca; avaliar retorno de investimento sobre os canais de distribuição; efetuar sinergia entre programas de treinamento e os objetivos corporativos; valorizar as opiniões dos funcionários; encorajar á participação e inovação; e valorizar a cultura organizacional. Com isso evidencia-se a gestão do capital humano na organização empresarial. A GESTÃO DO CAPITAL HUMANO: Segundo Brandalize et al (2005), a gestão do conhecimento aborda duas questões, a saber: os ativos tangíveis e intangíveis, sendo os primeiros aqueles que podem ser tocados, como os equipamentos e a matéria-prima utilizada pela empresa, enquanto que os segundos, é tudo aquilo o que a empresa sabe e que constitui o seu capital intelectual, o ponto estratégico da empresa. Por esta razão, segundo Wenrcke (2003), a gestão do conhecimento vai administrar e viabilizar meios de disseminar, socializar o conhecimento de seus colaboradores de forma a produzir soluções de problemas e garantir o diferencial no mercado competitivo. A gestão estratégica do capital intelectual, portanto, evidencia quando as idéias, especialização e experiências conseguem ser geradas e difundidas para maior competitividade das organizações. Isto porque, segundo Tofler (1980), a competitividade das organizações empresariais tem por base as experiências, especializações e idéias conseguidas como valor do conhecimento dos sistemas empresariais adotados como fator de produção distinto e seu acesso facilitados por rede de dados estão dando uma ferramenta para auxiliar o trabalho conjunto e o aprendizado coletivo. Sendo assim, segundo o autor mencionado, a gestão eficaz do conhecimento é a fonte do Capital Intelectual, a principal vantagem competitiva da nova economia. A partir disso, Brandalize et al (2005), observa que, partindo do pressuposto de que, se o capital intelectual de uma empresa está intimamente ligado ao nível de educação e treinamento, a necessidade de gerenciar cada etapa do processo produtivo da empresa, em relação ao nível de escolaridade dos funcionários, passa a ser uma ferramenta importantíssima para a administração. Foi a partir do modelo de Strassman, conforme Oliveira, Zanutto e Silveira (2007) que se criou um modelo que mensurasse o valor agregado ao valor da empresa em todos os níveis de uma empresa (do chão de fábrica até os gerentes e ou executivos), onde cada nível demonstrará o valor agregado ao valor da empresa e ao produto, conforme grau de escolaridade dos funcionários. Ou seja, o Capital Intelectual aplicado de cada nível ao produto ou serviço nas etapas do ciclo operacional da empresa. Esse modelo, segundo os autores mencionados, tem a intenção de contribuir como uma ferramenta útil para gerenciar o capital intelectual pelos seguintes motivos: medindo o custo dos funcionários para verificar se é ou não superior ao valor que agregam à empresa; visualizando quais os níveis de gerenciamento são realmente necessários; comparando os investimentos feitos em educação e treinamento e o retorno sobre estes investimentos; determinando o custo e a necessidade de determinado nível de escolaridade para cada função na empresa; e determinando a necessidade de treinamento em relação ao nível de tecnologia empregada, etc. Isto quer dizer, portanto, que segundo o autor mencionado, num mundo de modificações rápidas, os responsáveis pelo processo decisório devem medir e gerenciar seu capital intelectual, verificando, se estes estão criando valor e que tipo de inovação devem implantar a fim de que eles criem cada vez mais valor para a empresa. Por isso, este é o mais valioso ativo das empresas na atualidade e que realmente agrega vantagens superiores e sustentáveis de competividade. Por meio de um modelo de valorização de recompensas estocásticas, segundo Oliveira, Zanutto e Silveira (2007), pode-se medir os valores condicionais e realizáveis esperados de um integrante do corpo funcional da empresa, devendo, contudo, definir o conjunto de níveis e funções mutuamente excludentes que um indivíduo pode ocupar na organização; determinando o valor de cada nível para a organização; estimando o tempo de permanência esperada de uma pessoa na organização; estimando a probabilidade de que uma pessoa ocupará cada nível possível em tempos futuros e especificados; e descontando os fluxos de caixa futuros para determinar seu valor atual. Com tudo isso evidencia-se que o conhecimento é, sem dúvida o mais importante insumo das organizações, e sua gestão adequada cria vantagens competitivas a partir do tratamento sistemático das informações, do compartilhamento dos conhecimentos individuais para fomentar o conhecimento coletivo, a valorização do homem e de suas competências e experiências. Pois, conforme anotado por Rodrigues (1995), é a partir da reflexão estratégica sobre a produção, os mercados, sobre o futuro, as possibilidades tecnológicas, a qualidade e a competência do pessoal que se desenvolverá o desejo de mudar, de inovar, isto em razão do processo de  globalização, do ciclo de vida cada vez menor dos produtos, das mudanças tecnológicas, da abundância de informação da internet, impondo a valorização do conhecimento, demandando a utilização de metodologias modernas de gestão, razão porque  constituem instrumentos capazes de coletar, tratar, analisar e fazer uso das informações disponíveis. É conveniente, ainda, observar que, conforme Antunes (2000), que embora a implantação da gestão do conhecimento em todos os aspectos de uma empresa seja uma operação bastante complexa, até pela grande mudança cultural que isso exige, nada impede que a organização inicie esses procedimentos aos poucos, em áreas específicas ação, aliás recomendada por vários autores. Pode-se mesmo, segundo a autora mencionada, lançar mão de ferramentas já existentes na empresa para auxiliar nesse processo, como softwares variados de gestão empresarial. É preciso, no entanto, conforme a autora em questão, que qualquer empresa que deseje ser bem-sucedida nos dias atuais, precisa encontrar uma forma de mobilizar a mente de cada empregado individualmente. Este, então, o grande desafio do milênio para todas as organizações que vão precisar mostrar suas competências. Isto porque, segundo Davenport (2001), é necessário sempre investir em treinamento de pessoas, em qualificação e melhoria da performance para aquisição de maior qualidade de produtos e serviços, justamente porque na era da informação e do conhecimento, os funcionários devem agregar valor pelo que sabem e pelas informações que podem oferecer. Assim, investir, explorar e gerenciar o conhecimento de cada funcionário passou a ser necessário para o sucesso das empresas, pois a função das pessoas é pensar, garantir a qualidade e solucionar problemas. CONCLUSÃO: O avanço tecnológico decorrente do processo de globalização tem efetuado uma série de mudanças na busca por armazenamento de enormes quantidades de informações quando o fator humano continua a demonstrar as qualidades na gestão do conhecimento, tanto no meio social quanto organizacional. Assim, as rápidas e intensas mudanças que atingem as organizações atuais têm efetuado alterações profundas na estrutura das organizações. Neste cenário as organizações passaram a depender além da tecnologia e equipamentos, das estratégias e inovações para se manterem competitivas e com diferencial explícito entre a concorrência. Por causa disso as organizações tem promovido o crescimento da importância do aprendizado, formação e qualificação dos seus funcionários para aprimoramento dos conhecimentos e criatividades, buscando com base nisso o seu sucesso e competitividade na economia globalizada. Para tanto, ficou evidenciado que é no capital humano que está a chave para a competitividade organizacional, quando se passou a exigir do trabalhador uma constante atualização, flexibilização e adaptabilidade diante das novas demandas do mundo do trabalho. Exige-se do trabalhador com isso um tipo de conhecimento não restrito apenas ao técnico-operacional, e sim aquele que envolva atitude, habilidades de comunicação e de inovação, além de trabalho em equipe. A organização contemporânea necessita de pessoas criativas e competentes e criativas para enfrentar as dificuldades do mercado atual. Isto porque ser uma empresa competitiva implica na necessidade de fixar objetivos e perseguir resultados reduzindo custos e aumentando receitas, visão do futuro e focalização de metas a serem alcançadas de forma imprescindíveis e a melhoria da qualidade e o aumento gradativo da produtividade são as bases da competitividade no mundo atual: o que faz as empresas serem bem-sucedidas. Observou-se, então, no presente trabalho que o conhecimento que gera eficácia patrimonial é a chave do êxito da célula social que compete no contexto econômico, social, político e tecnológico do nosso tempo e cujo papel no futuro tende a ser cada vez mais relevante. Isto porque os ativos humanos passaram a se constituir no motor que empurra as organizações, fazem a grande diferença e determinam o sucesso ou o fracasso de seus empreendimentos. Portanto, o capital humano está configurado como um grande referencial de sucesso no meio empresarial, é o que vai determinar o futuro de uma organização, exigindo um gerenciamento que seja adequado e emancipatório. Isto porque, conforme visto no desenvolvimento do estudo ora realizado, que o capital humano é composto pela soma de diversas peculiaridades como, habilidades individuais, conhecimento, cultura, valores, filosofia da empresa, ou seja, a somatória de diversos ativos intangíveis. Por esta razão é necessário que haja investimentos na formação dos profissionais objetivando o aprimoramento constante de corpo funcional da entidade, agregando valor ao seu Capital Humano, conseqüentemente, agregando valor ao empreendimento, mas devem ao mesmo tempo criar mecanismos que procurem preservar esse valioso patrimônio. Há que se entender que a força de trabalho de uma entidade representa a agregação futura de novas potencialidades, considerando que o Capital Estrutural inclui os conceitos organizacionais e de documentação, a qualidade de seus sistemas informatizados de informações, o relacionamento com os clientes e, a imagem da entidade perante o público, enquanto que o capital humano, bem como o valor econômico do indivíduo pode contribuir para o desenvolvimento e sucesso dos negócios da entidade, permitindo que os usuários internos e externos das informações tomem conhecimento do potencial de geração desses resultados. É consenso entre todos os autores pesquisados na revisão da literatura realizada, a importância da avaliação do Capital Intelectual para uma administração mais eficiente das organizações, na Era do Conhecimento e da Informação. Isto porque a ação em prol do Capital Intelectual, leva a um aperfeiçoamento das ferramentas gerenciais, melhorando o conhecimento das empresas pelos próprios gestores, tornando-se um instrumento valioso para tomada de decisões mais precisas e objetivas. Desta forma, os gestores podem maximizar a capacidade competitiva das empresas hoje e projetar a capacidade de gerar lucros amanhã. Pelo que foi exposto no desenvolvimento do presente estudo, entende-se que Capital Intelectual influencia nos resultados financeiros, tendo em vista que este, ao proporcionar vantagens competitivas, gera resultados, portanto constitui o patrimônio mais importante das empresas. Esse fenômeno sugere que a organização deva avaliar e registrar o Capital Intelectual como um ativo. A busca incessante pela racionalização e otimização em todos os setores, levam os empresários a usar de todas as armas contra a possibilidade de perder suas melhores cabeças, além de desenvolver programas de treinamentos voltados a aumentar o potencial de seus recursos humanos e outros programas que objetivam atrair talentos do mercado. Com isso, pretende-se formar grandes empreendedores que tenham persistência, iniciativa, visão e, acima de tudo, liderança. Além disso, os empresários devem proporcionar aos seus funcionários, liberdade de atuação e condições para contribuir na busca de alternativas e estratégias, através da liberdade de expressão, para que os mesmos opinem sobre os diferentes assuntos envolvendo a empresa. São elementos que fazem a diferença entre conseguir segurar seus cérebros e atrair outros talentos do mercado ou perdê-los para concorrentes melhores estruturados. Pois, com um bom e harmonioso ambiente de trabalho gerando satisfação, credibilidade e confiança ao grupo organizacional, seguramente a empresa contará com um potencial humano seleto e de alto nível e com baixa rotatividade, cuja motivação resultará em aumento na produção, melhora na qualidade e redução de desperdícios, tudo contribuindo para o aumento da competitividade de seus produtos ou serviços no mercado. Os resultados não demoram a aparecer nos balanços da empresa, que passarão a mostrar lucros substancialmente maiores. Por fim, a qualidade de vida não deve ser esquecida no processo de valorização do capital humano, preocupando-se com os problemas externos dos trabalhadores, não mandar desnecessariamente, explicar a razão pela qual o funcionário deva agir desta ou daquela maneira, propiciar um clima de criatividade entre os empregados, verificar problemas internos da empresa que afetam os funcionários, chamar atenção de maneira adequada, conversar com o subordinado sobre a sua produtividade, sendo, pois, que todos estes aspectos devem ser administrados de maneira correta, pois afetam profundamente a empresa. Por esta razão, conclui o presente trabalho assinalando a necessidade de uma gestão eficaz do conhecimento que seja a fonte do Capital Intelectual, a principal vantagem competitiva da nova economia. Veja mais aqui.
REFERÊNCIAS
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POLÍTICAS PÚBLICAS & DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – O pressente trabalho pretende abordar As políticas públicas para o desenvolvimento sustentável do Brasil e, por conseqüência, do Nordeste e em Alagoas. Para tanto, há que se evidenciar introdutoriamente, que o desenvolvimento de uma política vem do estabelecimento e consistência de uma série de procedimentos de natureza formal e informal, capazes de expressar as relações entre o poder de resolução pacífica dos conflitos ocorridos no universo dos bens públicos. São essas políticas definidas como públicas porque são resultantes das atividades políticas e compreendem todo aparato de decisão e ações concernentes à alocação imperativa de valores. Neste sentido, há que se entender que as políticas publicas envolvem a decisão e o requerimento de ações diversas de âmbito estratégicos, selecionadas e aplicadas para a implantação e implementação de decisões tomadas. Ou seja, tais políticas públicas compreendem o conjunto de programas e planos para ações governamentais, destinados à intervenção por meio de metas e diretrizes fomentadas pelo Estado para o domínio social, implementando os objetivos que atendam os direitos constitucionais fundamentais. Representam, assim, a convergência entre os elementos de gestão de natureza técnica na administração de recursos e meios públicos e a natural escolha política proprietária no uso desses recursos. As demandas pelos bens e serviços que envolvem educação, saúde, transportes, estradas, higiene, segurança, acesso à justiça, garantias e direitos individuais, dentre outros, precisam estar nas políticas governamentais por se tratarem de políticas que envolvem todos os cidadãos brasileiros, em consonância com os ditames constitucionais, sendo, pois, políticas públicas. Assim sendo, entende-se que as políticas públicas envolvem ações políticas exercidas pelos governos como o objetivo de satisfazer demandas, que lhes são impostas pelos atores, e também a negociar apoios necessários a sua execução, de forma a afastar a omissão do Estado, e dar sustentação, credibilidade aqueles que detêm o poder do mando. No caso do presente trabalho, observa-se a destinação das políticas para o desenvolvimento sustentável, cujo conceito, conforme evidenciado na Agenda 21, se define como um programa de aprimoramento e mudança do processo de desenvolvimento econômico garantindo um nível que estabeleça a base na qualidade de vida de todos os seres humanos, protegendo os sistemas sociais e ambientais que fazem parte da dimensão humana. Este desenvolvimento é entendido como aquele que visa o atendimento das necessidades do presente não comprometendo o cenário dos anseios e desejos das gerações futuras. Sua expressão é articulada com a equidade e harmonia entre seres humanos e a natureza, permeando o tempo e o espaço. Por ser o conceito de desenvolvimento sustentável integrado às vertentes sociais, ambientais e econômicas, tais como melhoria da qualidade de vida, crescimento econômico e melhoria da sociedade, sendo, por isso, um processo que se mostra evolutivo exigindo o ajustamento de objetivos e construção de indicadores capaz de medir a evolução de um pais, região ou Estado, detectando quais benefícios poderão ser representado para as gerações do presente do futuro. Na condução das políticas públicas para o desenvolvimento sustentável, encontram-se os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 - IDS 2008 que representam sessenta indicadores levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, frente ao ideal previsto pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento - Comissão Brundtland -, em 1987, que deixou claro a necessidade de fomentar um desenvolvimento que seja capaz de atender às necessidades das gerações atuais sem provocar comprometimento no atendimento dos desejos e anseios das futuras gerações e que serão abordados no presente trabalho. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: O conceito de desenvolvimento sustentável elaborado pelo relatório Brundland, conforme expresso em Bella (1996) e Souza (2002), dá conta de uma definição que compreende o formato de desenvolvimento naquele que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as suas, permitindo o entendimento de que deve ser efetuado tal desenvolvimento de forma interdependente e interligado às variáveis ambientais, sociais e econômicas de forma equilibrada com a garantia de uma melhor qualidade de vida para as gerações do presente e do futuro. A Conferencia das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, conforme expresso em com base em Schwartzman (1974), Lobo e Santos (2002) e Bucci (2005),  coroa este processo com a aprovação de um documento contendo compromissos para mudança do padrão do desenvolvimento para este novo século, denominado o documento de Agenda 21, uma proposta contendo estratégias para subsidiar o desenvolvimento sustentável, adaptando-se suas propostas ao tempo e espaço correspondente de atuação, obedecendo as características e peculiaridade de cada local, região ou país e aos desejos, sentimentos e anseios da população. Tais propostas buscam o envolvimento da comunidade, dos governos e do setor produtivo, oferecendo uma nova visão sustentável da vida, na melhora da sua qualidade para as presentes e futuras gerações. Em suma, a Agenda 21 é proposta cujo processo visa a integração dos aspectos ambientais, sociais, institucionais e econômicos, objetivando o estabelecimento do desenvolvimento sustentável no presente e no futuro. A partir disso, segundo expressões extraídas de Corsen (1996), encontra-se que a sustentabilidade é formada em cinco dimentsões que determinam o planejamento do desenvolvimento e são elas a sustentabilidade social. A sustentabilidade social, conforme Corsen (1996), é definida como a consolidação do processo de desenvolvimento construído na equidade, visando a melhora substancial dos direitos e as condições de equiparação em todos os níveis sociais. A sustentabilidade econômica, segundo Corsen (1996), é alcançada quando da gestão eficiente da alocação de recursos públicos e privados, que façam uso racional da interpretação entre o ônus e o fluxo dos recursos para o desenvolvimento eqüitativo de todos os segmentos econômicos para a eficiência econômica. A sustentabilidade ambiental, em conformidade o expresso em Corsen (1996), ou ecológica é aquela em que se detecta a capacidade do planeta durante o uso de suas potencialidades, visando cometer o mínimo de danos e voltados para propósitos sociais, definindo regras de adequação ambiental quando da utilização do conjunto de instrumentos legais, administrativos e econômicos. A sustentabilidade espacial, conforme Corsen (1996), é aquela voltada para o equilíbrio da configuração relacionada com o meio rural e urbano, visando a melhor adequação distributiva do território no que concerne às atividades econômicas e os assentamentos humanos, estabelecendo uma rede que possibilite efetuar reservas naturais e de biosfera com o objetivo de proteger a biodiversidade. Por fim, a sustentabilidade cultural, no dizer de Corsen (1996), que é aquela que atua dentro dos modelos modernos, das raízes endógenas e dos sistemas integrados sejam rurais, ou urbanos, promovendo um processo de transformação e mudança cultural para o ecodesenvolvimento, rumo à pluralidade cultural que traduza o respeito local à cultura de cada ecossistema. A partir disso, considerando que os indicadores são úteis para reflexão e análise sobre determinadas condições, visualizando a realidade por meio da representação parametrizadas que se apresenta como resultado de seleção e combinação de dados estudados, os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 - IDS 2008 possibilitam uma amostragem do país, região ou estado, a realidade de cada um dentro dos avanços econômicos. Os indicadores recolhidos pelo IBGE com base nos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 - IDS 2008, apresentaram dados que resultaram na percepção de que houve um progresso menor e lento no Brasil, apresentando índices negativos que mantiveram uma evolução lenta na dimensão ambiental que envolve os indicadores de terra, atmosfera, oceanos, água doce, áreas costeiras, mares, saneamento e biodiversidade. Negativamente respondem por esta realidade os índices obtidos no crescimento do uso de agrotóxicos e fertilizantes na agricultura, desmatamento na Amazônia, aumento da comercialização ilegal de animais e níveis elevados da poluição dos rios e praias, dentre outros. Já positivamente, porém, foram detectados no aumento do número de unidades de conservação – Ucs, também no aumento de Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPNs, estacionamento da tendência de poluição atmosférica, redução dos focos de calor indicando menos queimadas e incêndios florestais, e na  redução dos focos de incêndio e de consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio, ocorrendo a redução no consumo de substâncias que destroem a camada de ozônio. Na dimensão social os indicadores correspondem aos setores de melhoria da qualidade de vida, satisfação das necessidades humanas, justiça social, trabalho e rendimento, população, saúde, habitação, educação e segurança. Mesmo com uma realidade de desigualdade e ameaçada pela violência, ocorreram melhorias significativas nas estatísticas correspondentes ao acesso ao trabalho, educação, mortalidade infantil, rendimento, situação das mulheres e adequação dos domicílios. No entanto pesaram negativamente a violência e a mortalidade afetando a qualidade de vida da população, falta de saneamento determinando internações hospitalares, Por outro lado, positivamente foram encontrados dados, dentre outros, de que são adequados 54% dos domicílios brasileiros, com esgotamento sanitário por rede coletora ou fossa séptica, abastecimento de água por rede geral, dois moradores por dormitório e coleta de lixo direta ou indireta, que são determinantes condições para qualidade de vida da população. Na dimensão econômica é possível visualizar o desempenho macroeconômico e financeiro do Brasil, além de possibilitar a checagem dos impactos na produção e gerenciamento de resíduos, no consumo de recursos materiais e uso racional de energia.  Neste setor, apesar do avanço, há uma realidade dicotômica onde se destacam tanto os benefícios quanto os alertas, em virtude uma série de fatores, tais como menor grau de endividamento, balança comercial favorável, crescimento do PIB, crescimento da reciclagem, aumento da participação de fontes renováveis especialmente na matriz energética, maior taxa de investimento. Tal dicotomia é verificável em virtude do confronto entre os padrões de produção e consumo com o quadro econômico, onde fica expresso o crescimento do gasto de energia per capita, não reaproveitamento do lixo domiciliar e indeterminação dos depósitos ou locais para destinação definitiva dos resíduos nucleares. Já positivamente ocorreram o crescimento da participação de fontes renováveis na matriz energética e o aumento na reciclagem de latas de alumínio. Na dimensão institucional, o resultado apresentado reunindo a percepção concernente à orientação política, bem como esforço e capacidade da sociedade e dos governos na implementação das transformações e mudanças requeridas para o desenvolvimento sustentável, apresentou um resultado onde ficou detectado um esforço incipiente, mesmo havendo a ratificação de tratados internacionais, bem como melhorias no acesso à internet e à telefonia. É flagrante a realidade de que são efetuados pouquíssimos investimentos nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, onde um dado de que menos de 1% do PIB são gastos com P&D, muito embora positivamente encontre respostas na proteção ambiental com gastos proporcionais por parte dos municípios e o acesso à internet que chegou a 67% das escolas do nível médio brasileiro. No Brasil visualiza-se que ocorreram avanços econômicos, havendo, pois, grandes passivos ainda por serem sanados nas questões sociais, apesar das melhorias detectadas. Também foram detectados problemas ambientais expressados contraditoriamente, ao se detectar avanços em determinadas áreas observadas, como, também, retrocesso noutras áreas estudadas. O diagnóstico apresentado com os indicadores recolhidos pelo IBGE, sessenta ao todo, revela uma realidade de êxitos visíveis com índice, ainda, distante do atendimento das necessidades de hoje sem o comprometimento das gerações futuras. No Nordeste, visualizam-se os maiores desafios e inúmeros ativos de recursos comunitários de natureza social, econômica e sustentável, onde há necessidade de uma consolidação cultural de cooperação que potencializem as iniciativas que possam repercutir na melhoria da qualidade de vida e maior eficácia das políticas públicas, buscando a formação de parcerias na proposta básica de se baixar o índice de mortalidade infantil, diminuição do analfabetismo funcional, gestão racional das empresas que fazem uso e realizam ações em beneficio das comunidades, para o desenvolvimento sustentável na região. Em Alagoas, Estado nordestino que reflete os graves problemas e situação desagradável do país e da região, vem se desenrolando uma série de ações no sentido de articular as políticas públicas com o desenvolvimento sustentável, a exemplo do Projeto de Fortalecimento do Planejamento e da Gestão de Políticas Públicas do Estado de Alagoas – PROGEAL, que parte da idéia de reestruturação dos processos que envolvem o planejamento e o modelo de gestão da Administração Pública, controlando e desenvolvendo políticas públicas necessárias para o seu gerenciamento e inter-relacionamento com programas de promoção sustentável, atuando nas áreas de saúde, agricultura, água, acesso à educação, erradicação do analfabetismo, inovação de gestão, redução da violência, trabalho e renda, transportes, turismo sustentável, incentivo ao microcrédito via Funcred e Arranjos Produtivos Locais – APLs. Mediante o expostos, passa-se às considerações conclusivas. CONCLUSÃO: Ao realizar o trabalho de pesquisa acerca da temática Políticas Públicas & Desenvolvimento Sustentável, seus reflexos e considerações no Brasil, Nordeste e Alagoas, ficou patenteado, de modo geral, que o Brasil obteve maiores avanços na economia, persistindo passivos grandiosos na esfera social. No campo ambiental, detecta-se que ocorreram avanços e retrocessos, uma contradição apenas verificável pelo desenvolvimento menor que o desejado e lento. A dimensão social apresentou desigualdades e ameaça da violência, embora tenha obtido importantes melhorias. Outra contradição brasileira que é verificável no preconceito racial e aumento dos índices de criminalidade, com cenários precários detectados precisamente nas regiões Norte e Nordeste. Na dimensão econômica, outras contradições se fazem dicotômicas, apresentando resultados de avanços com benefícios, como alertas de retrocesso no desempenho. Por fim, na dimensão institucional a precarização determina a incipiência dos esforços, mesmo com consignação brasileira em uma série de importantes tratados internacionais, porém comprometidas pelo baixíssimo investimento em Pesquisa e Desenvolvimento. No Nordeste, os desafios prosseguem na articulação das políticas públicas posicionadas para o desenvolvimento sustentável, o mesmo ocorrendo com Alagoas, onde algumas ações e programas já foram pautados neste sentido. Diante da atual conjuntura macroeconômica da geração de políticas públicas com relação ao desenvolvimento sustentável, pode-se observar que vários mecanismos foram criados e implantados, como metas prioritárias de vários governantes, mas, mesmo assim, há muito a ser feito e, conseqüentemente, a serem implantados. Conclui-se, com isso, que quem participa na construção das verdadeiras Políticas Públicas, não é só o indivíduo isolado, mas os diversos grupos constituídos de atores das políticas públicas e que a população econômica ativa cresce a cada dia, levando em consideração a justiça social para os de menores poder aquisitivos e que possam ser inseridos no campo de trabalho e posterior desenvolvimento social na trajetória brasileira rumo à sustentabilidade. Veja mais aqui.
REFERÊNCIAS
BELLA, Vitor. Introdução a Economia do Meio Ambiente. IBAMA, 1996.
BUCCI, Maria Paula Dallari. Direito Administrativo e Políticas Públicas. São Paulo: Saraiva, 2005.
CORSEN, Walter H. Manual Global da Ecologia: O que Você Pode Fazer a Respeito da Crise do Meio Ambiente. São Paulo: Augustus, 1996.
IBGE. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 - IDS 2008. Fundação IBGE www.fibge.org. Acesso em 20/06/2008.
JANNUZZI, Paulo de Martino. Indicadores Sociais no Brasil. Conceitos, Fontes de Dados e Aplicações. Campinas/SP: Alínea, 2004.
LOBO, Carlos F.; SANTOS, Ivan Sergei M. Desenvolvimento e qualidade de vida: a utilização de indicadores sociais. Pensar BH – Política Urbana e Ambiental, Belo Horizonte, n.4, p. 49-50, ago/out 2002.
MELO, Marcus André. Estado, Governo e Políticas Públicas. In: O que ler na ciência social brasileira (1970-1995). Ciência Política, v. 3. São Paulo: Sumaré/ANPOCS & CAPES, 1999.
NEIVA, José da Luz. Política e projetos públicos. Maceió: Cesmac, 2008.
ROCHA, Carlos V. Idéias dispersas sobre o significado de políticas sociais. In: Políticas públicas de apoio sociofamiliar. Belo Horizonte: PUC-Minas, 2001.
RUA, Maria das Graças. Análise de Políticas Públicas: Conceitos Básicos. Washington: INDES/BID, 1997.
SCHWARTZMAN, Simon. Seminário sobre Política de Desenvolvimento Social. Revista de Ciências Sociais. Fortaleza: v. 5, n. 2, p. 101-111, 1974.
SOUZA, Marcelo. Mudar a Cidade. Uma introdução crítica ao planejamento e à gestão urbanos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

MAR MORTO – Entre os poemas do livro Messer, do poeta, ator e vocalista alemão da banda Rammstein, Till Lindemann, destaco o poema Mar morto: o mar morto em minha carne / fez nascer um porto / todo dia à mesma hora / ela faz questão de me punir / com uma galera à morte / a cotovia com o capuz branco / eu mataria, se estivesse aqui comigo / mas tem o bico como um pinça / e garras afiadas como uma tesoura / ela joga as âncoras e irá cantar / em dois meu barquinho de papel / se rasga diante das águas geladas / ele afunda e ninguém canta comigo / e por isso tenho medo de facas / o barquinho sangra do mastro / rumo ao peito da avó / e quando à noite o sol lhe brilha / tem ela alguém com quem chorar / e permanecemos frios diante olhares / saciados da fome e pesados barris / ela corta fundo prá eu comer / e por isso tenho medo de facas / e quando à noite o sol brilha / não há ninguém / que comigo chora. Veja mais aqui.

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM – O livro Introdução às dificuldades de aprendizagem (Artemd, 1995), de Vitor da Fonseca, trata acerca do passado e presente das dificuldades de aprendizagem, analise contextual e novos desafios, modelos teóricos e subtipos de dificuldades de aprendizagem no ensino básico e secundário, etiologia e epidemiologia das dificuldades de aprendizagem, visão integrada da aprendizagem, contribuições da neuropsicologia às dificuldades de aprendizagem, taxonomia, despistagem e identificação precoce das dificuldades, características das crianças, dislexia, insucesso escolar, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

TEORIA E TÉCNICA DA ARTE-TERAPIA – O livro Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito (Artmed, 1996), de Sara Païn e Gladis Jarreau, trata sobre a arte-terapia, a utilização da arte com fins terapêuticos, o papel do arte-terapeuta, tempo e espaço para a criatividade, os espaços, o tempo, o corpo: inteligência e símbolo, os aspectos semióticos da representação plástica, a construção das imagens, o processo de criação da representação plástica, patologia da representação, as técnicas, pintura, a modelagem, as marionetes, a linoleogravura, entre outros assuntos. Veja mais aqui.




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