terça-feira, setembro 24, 2013

CAMILLA LÄCKBERG, CAROL DWECK, NATALIE HAYNES, BETJEMAN & BÁRBARA DE ALENCAR.

 


BÁRBARA DE EXU, A INIMIGA DO REI- Uma homenagem à heroína Bárbara Pereira de Alencar (1760-1832). – Ela nasceu lá no sertão dos Aflitos de Exu, filha de mãe indígena com pai descendente dos primeiros bandeirantes. No meio do cultivo de gado, algodão e cana-de-açúcar cresceu afortunada pelos domínios por Pernambuco e Ceará. Mulher forte e resistente passou logo a ser considerada “mulher-macho”, criando seus cinco filhos, ao mesmo tempo que cuidava de seu pai doente e administrava o engenho de cachaça e rapadura da família. Investiu no empreendimento de tachos, mesmo contra a vontade do marido. Enviuvou e assumiu o comando da família para evidenciar sua atuação anti-monarquista nos movimentos independentistas de forte cunho liberal. Com ela as ideias republicanas e a fazendeira do Cariri sabia que “a Soberania emana do Povo”. Era então a matriarca da família Alencar, a anfitriã dos levantes. Foi pro Sítio Pau Seco, no Crato, lutando incansavelmente por oito dias pela independência do jugo português. Participou das trincheiras da Revolução de 1817, prestigiou o Leão Coroado e, por essa insurreição, tornou-se a primeira presa política do Brasil. Foi capturada em Fortaleza pelo comando contrarrevolucionário e vítima de uma devassa judicial. Foi salva da pena de morte, mas não de três anos de trabalhos forçados, crueldade assumida por ela e seus filhos em condições insalubres e subhumanas. Perdeu seus bens e propriedades, alguns só reavidos depois de muita luta. Ao ser solta defendeu os ideais da Confederação do Equador, em Alecrim no Piaui e, com isso, tornou-se uma das principais personagens femininas dos processos de libertação colonial, não bastando ser avó do José de Alencar e parente do Arraes pernambucano, dela inspiração para romanceiro e estátua da Medianeira. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Não há segurança em não saber as coisas, em evitar as verdades mais feias porque elas não podem ser enfrentadas. Existe apenas um pavor opressivo e assustador de que aquilo que ninguém lhe contou seja terrível demais para imaginar, e que assombrará o resto da sua vida quando você descobrir. Pensamento da escritora, radialista e comediante inglesa Natalie Haynes.

 

ALGUÉM FALOU: Um fato: Quanto mais você amar uma coisa, mais duro terá que trabalhar por ela. Eu não me importo de perder se eu ver melhorias ou sentir que eu fiz tão bem quanto poderia. O que importa não é sua capacidade, mas o esforço que inflama essa capacidade e a transforma em realização. Pensamento da psicóloga e professora Carol Dweck.

 

A PRINCESA DO GELO - [...] Nunca envelheça. A cada ano que passa, a velha ideia Viking de saltar de um penhasco para a morte parece cada vez melhor. A única coisa que podemos esperar é que você fique tão senil que pense que tem vinte anos de novo. Seria divertido reviver isso. [,,,] Espera-se que alguém mostre um pouco de excentricidade para ser interessante. Caso contrário, a pessoa é simplesmente uma velha triste, e ninguém quer isso, você sabe [...]. Trechos extraídos da obra The Ice Princess (HarperCollins, 2008), da escritora sueca Camilla Läckberg. Veja mais aqui.

 

SOLIDÃO - As folhas do ano passado estão na faia: \ Os galhos são pretos; \ o frio está seco; \ Para profundezas além do alcance mais profundo \ Os sinos da Páscoa ampliam o céu. \ Ó ordenado barulho de metal! \ A sua é a música que os anjos cantaram? \ Você enche meu coração de alegria e tristeza \ - Crença! Crença! E a incredulidade... \ E, embora você me diga que vou morrer, \ Você não diz como, quando ou por quê. \ Indiferentes os tentilhões cantam, \ Desatentos, os caminhões passam: \ Que miséria este ano trará \ Agora a primavera finalmente está no ar? \ Pois, tão certo quanto o abrunheiro irrompe em neve, \ O câncer em alguns de nós crescerá, \ A porta do crematório de bom gosto \ Fecha para alguns o rugido da fornalha; \ Mas os sinos das igrejas abrem na explosão \ Nossa solidão, tão longa e vasta. Poema do escritor e radialista inglês John Betjeman (1906-1984).

 

O PRINCÍPIO DA PROBIDADE ADMINISTRATIVA E A LEGIMATAÇÃO PASSIVA DOS AGENTES PÚBLICOS E DOS TERCEIROS BENEFICIÁRIOS - A probidade administrativa consiste na proibição de atos desonestos ou desleais, para a administração pública, praticadas por agentes seus ou terceiros, com os mecanismos sancionatórios inscritos na lei n.º 8.429/92, que exigem aplicação cercada das devidas cautelas para nã transpor os limites finalísticos traçados pelo ordenamento. Em relação ao enriquecimento ilícito ou o dano material, a violação do princípio da moralidade pode e deve ser considerada, em si mesma, para caraterizar a ofensa ao subprincípio da probidade administrativa, na senda correta de perceber que o constituinte quis coibir a lesividade à moral positivada, em si mesma. O art. 11 do diploma em exame, não se devem aplicar as sanções cominadas às condutas culposas leves ou levíssimas, exatamente em função do tê-los em pauta e por não se evidenciar, em situações semelhantes, a improbidade, sequer por violação aos princípios. Poder-se-ia invocar o art. 1.º da Lei da Ação Civil Pública, com a redação dada pela lei n.º 8.884/94, ao admitir, sem prejuízo da ação popular, o cabimento de ações de responsabilidade por danos morais além dos patrimoniais, causados aos consumidores, neste caso, apenas interessando, na analogia, o tangente a serviços públicos remunerados à base de preços públicos ao meio ambiente, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turísticos e paisagísticos, por infração à ordem econômica e outro interesse difuso ou coletivo. Pode ser reelaborada a noção conceitual do princípio da probidade administrativa, vendo-o como aquele que veda a violação de qualquer um dos princípios, a improbidade qualquer agente público, consoante a dicção elástica do art. 2.º servidor ou não, os agentes políticos em geral, os contratados por tempo determinado ou temporários e os celetistas, que atentarem contra as pautas morais básicas, abrangendo as relacionadas ao princípio conexo da boa-fé nos atos e nos contratos públicos da administração direta ou indireta de qualquer dos poderes e das várias entidades políticas. O art. 1.º da lei n.º 4.717/65, por não recepcionadas, imperativo, por igual, sustentar onde houver a presença de recursos públicos, no manejo dos mesmos, sempre se poderá verificar a improbidade, sem embargo de render ensejo, noutro contexto processual à anulação do ato lesivo. Encontram sujeitos às sanções da lei de improbidade os atos praticados contra o patrimônio de entidades que recebam subvenção, benefício ou incentivo fiscal ou creditício, de órgão público, bem como daquelas para cuja criação o erário haja participado com menos da metade do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestas situações, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dada pelo Poder Público (art. 1.º , parágrafo único), sem sentido, portanto, a distinção supostamente pretendida no citado parágrafo único. A fortiori, a lie maior exige que se interpretem os comandos em tela em harmonia plena e abrangência no art. 70, parágrafo único, determina a prestação de contas de qualquer pessoa física ou entidade pública, arrecada, guarda, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos, ou pelos quais a União. Entretanto, não poderiam ser inseridos no rol dos violadores do princípio da probidade administrativa os que cometem o delito de tráfico de influência pela lei n.º 9.127/95, desde que, no máximo, insinuem ou aleguem que a vantagem seria também destinada ao servidor, sem induzir propriamente a prática do ato censurável. A lei que não permite a improbidade administrativa, é a lei n.º 8.429/92, que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício do mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências. Veja mais aqui.


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sexta-feira, setembro 20, 2013

HILDE DOMIN, BEATRIX POTTER, MARX, NAYLOR, KRASNER & LITERÓTICA


A MINISSAIA PROVOCANTE DELA - Naquela manhã ela chegara com o sol na carne. Não fosse aquela minissaia, por certo, nada teria acontecido fora do normal. Mas aconteceu. Tudo por causa da irradiação sedutora que exalava daquela candura de gente naquele momento mais encantador no tope da poesia de sua própria emanação. De fato ela chegara, como de costume, para alegrar a vida dos que ali se enfurnavam por anos na labuta intragável. Eu mesmo, desde que ela fora admitida na repartição, que fui contemplado por uma motivação nunca dantes sentida, para, ali, estar arduamente todos os dias. Mas naquele dia ela passara da conta. Por certo, não fosse aquela minissaia o mundo jamais seria o mesmo e eu jamais teria ousado além da minha timidez. É certo também que não havia quem não lhe dedicasse atenção. Muito menos quem não lhe acenasse simpatia, não lhe quisesse com afeto e ternura. Isso porque ela sempre fora a figura encantadora que envolvia as pessoas com a magnitude de sua gentileza e carinho. Todos, sem exceção alguma, todos, inclusive os chatos de galocha, os superiores necrófilos, os misóginos enrustidos, todos adoravam aquele seu jeito doce de ser: uma lindeza fora do comum. Verdade. E naquele dia, realmente, ela passara da conta. Tudo por causa de uma minissaia. Se já se flagrava dela uma boniteza acima do usual e que perfumava o ambiente de trabalho, que coloria as horas mórbidas da rotina, incendiava os ânimos mais enterrados, iluminava a vontade de viver recôndita na carestia, tudo isso e ainda mais futucava paixões remotas em seres embrutecidos. Nossa, era demais mesmo. Réu confesso, eu posso dizer que já era um dos mais agudos sujeitos afeiçoados por tudo que ela representava de lindo, de sedutor, de apaixonante, de maravilhoso além do limite de todas espetacularidades concebidas. A tal ponto de sua mínima aproximação provocar o mais louco descontrole em mim. Nossa, cada vez que ela chegava ao meu lado, tudo revolucionava. E reitero que eu mesmo não me continha e logo procurava esconder a tesão que se insinuava no meu membro, deixando-me atordoado com tanta sedução ali imantando todo o meu desejo. Tanto é que se há uma palavra que possa legitimar toda singularidade da sua beleza, confesso que não há como se definir num único termo, pois o que há de fantástico, o que se der por extraordinário, o que se mensurar por insuperável, ali, naquela pessoa, reduzia-se ao simplesmente magnífico jeito de ser próximo da imortalidade cândida dos contemplados da magnitude dos deuses. Foi tanta sedução que não resisti cobiçar tudo além daquela blusinha de alça coladinha no tronco, delineando-lhe os apetitosos seios com ductos salientes acedendo a minha libido. Com o umbigo exposto no centro da estonteante plataforma corporal que dava na sugestão de uma mina púbica para lá de farta e coberta por uma minissaia que guardava apenas o necessário para insinuar a revelação mais esplendorosa de todas as missões iniciáticas. Ah, tudo estonteantemente muito devastador, desde os pés de uma delicadeza aconchegante, das pernas torneadas a convidar passos no mundo de todas as lonjuras, coxas de pele acetinada a dar com o limite na minissaia junto ao encontro delas para realçar-lhe toda sedução que começava no olhar querente incendiando todos, nos lábios de Angelina Jolie, no rosto angelical de Mônica Bellucci, ah quanta loucura prestes a explodir. Foi quando a tarde veio no meio da loucura e na impossibilidade de conter as amarras, recorri dela para me acompanhar nos afazeres externos, ao que fiquei feliz com sua aquiescência. - Que legal, estava precisando de uma carona para resolver umas coisinhas. E o melhor: vai dar certinho no seu itinerário! Nossa, que coincidência, havia algo de diabólico no ar para dar tão certo, ao passo que sempre dera tudo errado para minha banda. Pé na taboa, a oportunidade não se perdera. Ela entrou com jeito top model no assento dianteiro da kombi, ao meu lado, mostrando logo a pontinha de sua calcinha branca que insinuava toda gostosura protegida, enquanto eu me denunciava com o boticão de olho naquela deliciosíssima fonte sob mil e uma peripécia comendo no centro do meu cérebro enlouquecido com o cenário mais altissonante de todas as cenas luxuriosas que se possam existir. Evidentemente que ela percebera a minha fixação no seu tufo desejoso como se ali residisse todo segredo da botija de seu corpo. E esse flagra surtiu efeito e ela parece que mais desleixava um jeito para lá de conivente com a minha volúpia, gesticulando mais que sempre, ajeitando o decote da blusa, apertando mais a minissaia já colada, minúscula e rente a tudo que houvesse de maravilhoso no mundo. Ah. E sorria um riso largo com tudo que eu inventasse dizer naquela hora para que eu me deliciasse com ela cada vez mais linda e acessível, combinação perfeita. Mãos bobas, lábios errantes cruzando o triz, perna roçando perna, tudo timidamente insinuando entregas de carícias aqui e ali, descompromissados dos afazeres, ela indo e vindo no turbilhão de ânsias, tudo se confundindo de vitalidade, luxúria e estertor. No meio desse bombardeamento, respiramos molhando o íntimo de nossos quereres enquanto uma cerveja apaziguava os queimores instantâneos na garganta, ao passo que nos revelava efusivos, largados, despojados e eu levitando no close da sua intimidade cada vez mais exposta para o meu regalo exploratório. Sei que nos aboletamos nalgum lugar em uma das mesas mais afastada dali e ficamos bebericando enquanto eu mergulhava no seu olhar e nadava nas ondas mais movediças dos maremotos mais ruidosos. Eu viajava no som da sua fala como que embalado pela ária mais etérea de encantamento humano. Eu bordejava pelas curvas do seu rosto e me despencava na geografia do seu corpo como o cosmonauta mais insone de todas as galáxias. Ao perceber todo meu encantamento, ela passou-me as mãos pelos olhos e me disse: - Acorda! Tomei um susto. Evidente que ela havia percebido que eu estava enfeitiçado. Não se fez de rogada, trouxe-me seu copo à boca, bebi e senti-lhe a primeira ponta do sabor. - Gostou? -, perguntou-me. - Adorei seu sabor. - Ah, é?  Então ali os seus lábios enleavam a dança na rotação do meus sentidos que se seguravam na translação iridescente da sua nudez que suguei como quem apetece o mel de sua alma de abelha-mestra. E percorri seus seios à beça com a minha boca sedenta que baldeou sua imensidão despudoradamente com todas as carícias do meu ser rijo a transgredir sua saia e correndo o risco de alcançar o interior da calcinha que vai escondendo a diáfana gruta de veludo que me captava com bruscos movimentos de suas pernas errantes e quadris indomáveis a me lambuzar com a vontade gigantesca do seu prazer no que há de mais alvino e saboroso para o apetite nas encostas da caverna mais deliciosamente abocanhada para me fartar domador de feras na rota austral do encontro piaçabuçu de sua íntima rede potâmica, quando vou pistão lubrificado pelo carter da sua cambota, imergindo na sua câmara de combustão até o escape com toda força de tração para o apogeu de nossas almas incendiadas. Ali nos agarramos um ao outro com beliscões ousados, mordiscantes gestos, todos os puxavanques carinhosos de remexidos cambaleantes e agarramentos famintos a nos esfregar na sacada do prédio, a nos desnudar na penumbra do quarto e a nos curtir com a loucura do trânsito que é onda de mar onde surfamos traquinos até que vençamos a última instância do nosso gozo irrefreável a quedarmos vencidos um na premência do outro. O mundo rodou com a nossa querência. Era bom demais para ser desastroso. Não conseguia largar de mim nem dela naquela loucura de redemoinho delicioso. Éramos retirados dos escombros ainda enlevados por tudo e levados para observação médica.  Nosso olhar se cruzou e ela, delirantemente, me sussurrou: - Não dá para perceber nada na vida além... - Não dá mesmo -, concordei. A kombi fora dada com perda total. Nós dois incólumes do acidente estávamos mais que levados pela luxúria da nossa entrega. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui e aqui.


DITOS & DESDITOS - Quanto maiores os problemas da vida real, maior a tendência da disciplina de se retirar para uma terra de fantasia tranquilizadora de teorias abstractas e manipulações técnicas... Pensamento do economista e professor estadunidense Thomas Naylor (1936–2012).

 

ALGUÉM FALOU: Acho que de vez em quando sinto a necessidade de quebrar meu meio... se estou fazendo uma pintura muito grande, gosto de mergulhar em algo em pequena escala. É um desafio chegar a esse tamanho. É só manter o meu interesse, e aí cada mídia tem suas condições. Mais uma vez, fui duramente atingida pelo que vi… Comecei a sentir a necessidade de romper com o que estava fazendo e abordar outra coisa... Pensamento da pintora expressionista abstrata estadunidense Lee Krasner (1908-1984). Veja mais aqui.

 

O CAPITAL – [...] No processo de trabalho, portanto, a atividade do homem, com a ajuda dos meios de trabalho, opera uma transformação do objeto do trabalho segundo uma finalidade concebida desde o início. O processo se extingue no produto. Seu produto é um valor de uso, um material natural adaptado às necessidades humanas por meio da modificação de sua forma. O trabalho se incorporou a seu objeto. Ele está objetivado, e o objeto está trabalhado. O que do lado do trabalhador aparecia sob a forma do movimento, agora se manifesta, do lado do produto, como qualidade imóvel, na forma do ser. [...]. Trecho extraído da obra O capital (Boitempo, 2013), do economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista alemão Karl Marx (1818-1773). Veja mais aqui e aqui.

 

O DIÁRIO DE BEATRIX POTTER - [...] Lembro-me de que costumava acreditar parcialmente e brincar totalmente com fadas quando era criança. Que paraíso pode ser mais real do que reter o mundo espiritual da infância, temperado e equilibrado pelo conhecimento e pelo bom senso. [...] O lugar mudou agora e muitos rostos familiares se foram, mas a maior mudança sou eu. Eu era criança naquela época, não tinha ideia de como seria o mundo. Queria confiar em mim mesmo nas águas e no mar. Tudo era romântico na minha imaginação. A floresta era povoada por pessoas misteriosas e boas. Os Senhores e Senhoras do século passado caminharam comigo pelos caminhos cobertos de vegetação e colheram as flores antiquadas entre os buxos e as sebes de rosas do jardim. [...]. Trechos extraídos da obra The Journal of Beatrix Potter from 1881-1897 (‎Warne, 2012), da escritora e ilustradora Beatrix Potter (1866-1943), que mais expressa: Há algo de delicioso em escrever as primeiras palavras de uma história. Você nunca sabe exatamente para onde eles o levarão... Acredite que existe um grande poder trabalhando silenciosamente todas as coisas para o bem, comporte-se e não se preocupe com o resto... Veja mais aqui e aqui.

 

ESCOLHA - Ser uma amendoeira uma pequena nuvem \ altura da cabeça acima do solo \ muito brilhante uma vez por ano \ Um na pequena vanguarda da \ Primavera machucando ninguém além de você mesmo \ acreditando em um dia azul queima de frio \ Ser uma pequena amendoeira aspecto sul dos Pirenéus \ ou no vale do Reno permanecendo e crescendo onde está plantado \ Mas para caminhar por esta amendoeira \ ou ver de repente quando o trem sai do túnel rir e chorar \ e ter a escolha impossível \ e não fazer nada certo e nada de errado e talvez \ perder tudo ainda não se cansa de sim e não \ e ido para sempre, em vez de estender a mão \ silenciosamente como se fosse um pássaro, para a maravilha. Poema da escritora alemã Hilde Domin (Hilde Palm - 1909-2006).

 

PROGRAMA DOMINGO ROMÂNTICO – O programa Domingo Romântico que vai ao ar todos os domingos, a partir das 10hs (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. Na edição deste 22 de setembro, as comemorações de 8 anos do Programa e do Tataritaritatá com muitas atrações, confira: Pablo Neruda, Joyce, Ivan Lins & Lee Ritenour, Cesar Camargo Mariano, Ray Charles, Toquinho & Vinicius de Morais, Selma Reis, Dominguinhos e Yamandu Costa, Maysa, Elis Regina, Lenine, Tom Jobim & Miucha, Djavan, Chico Buarque, Leila Pinheiro, Erasmo Carlos & Wanderléia, Zizi & Luiza Possi, Fernanda Takai, Boca Livre, Milton Nascimento, João Bosco, Daúde, Sonia Mello, Liz Rosa, Jozi Lucka, Rogéria Holtz, Mirianês Zabot, Felipe Cerquize & Heitor Branquinho, Elza Maria, Chicas, Bianca Toledo, Gilvandro Filho & Josué Demétrio, Wilson Meireles e Caricatrio, Tirso Florence de Biase & Classic TFB Band, Crikka Amorim, Ricardo Machado, Ricky Vallen, Paulo Ricardo, Biafra, Barão Vermelho & Especial de Gonzaguinha & muito mais! Participe, comente, curta online & abrilhante a nossa festa neste 22 de setembro, na programação da Cidade FM 87,9, a partir das 10hs. Não deixe de participar para concorrer a diversos prêmios: CDs, DVDs, livros & um tablet. Confira o programa e concorra a prêmios.  Veja mais aqui.


SERVIÇO:
O que? Programa Domingo Romântico.
Quando? Neste domingo, 22 de setembro , a partir das 10hs.
Onde? Cidade FM 
Apresentação Meimei Corrêa.
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RAQUEL VARELA, OMAIMA AL-KHAMIS, OLIVE SENIOR & SANDRA RIBEIRO

  Imagem: Contornos da ubiquidade , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Ressaca aluada de panacei...