Mostrando postagens com marcador Madame Bovary. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Madame Bovary. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, março 07, 2013

IVO ANDRIĆ, PARVEEN SHAKIR, FLAUBERT, SEBASTIÃO ALBA, DARWISH, ZELDA, WANDA GÁG & EFEITO GENOVESE

 

EFEITO GENOVESE, OU DEIXA & EU DEIXO, TERCEIRIZA – Tinha eu apenas quatro anos de idade quando tudo ocorreu. Sim, eu ouvia as pessoas comentando, queria saber o que havia acontecido. Parecia algo que comoveu muita gente ao meu redor, parente ou pessoa muita achegada havia sido vítima de uma tragédia. Quem, não sabia. Só muitos anos depois é que alguém dos meus familiares lembrou-se daquela noite da minha infância e não deixei passar. Então, insisti muito para que me contasse, até que uma das minhas tias relatou de uma caso distante e muito longe, parecia que em Nova Iorque. Estranhei algo tão longínquo poderia afetar meus familiares a ponto deles ficarem todos cabisbaixos, contidos, logo percebi que a minha gente era sentimental demais. Mas, não. Sim, décadas passadas e pude ter uma noção completa a respeito do caso que ocorrera na região metropolitana nova-iorquina em 1964. Uma moça foi atacada quando chegava na sua residência de madrugada, por um sujeito que a apunhalou duas vezes pelas costas. Ela gritou e o agressor fugiu em seu carro. Minutos depois, ela conseguiu entrar em casa e o agressor retornou para mais esfaqueá-la, estuprá-la e roubar dela 49 dólares de sua bolsa. Ela lutou o quanto pôde, gritando por socorro desesperadamente por 35 minutos. A polícia foi chamada e dois minutos depois chegou: era tarde demais, ela falecera aos 28 anos de idade. Era ela Kitty Genovese (Catherine Susan Genovese – 1935-1964). O mais curioso de tudo é que 37 pessoas presenciaram toda cena e não chamaram a polícia. Inclusive um dos vizinhos relatou à policia e à imprensa que não chamou as autoridades policiais porque não queria se envolver. Mais ainda: ela já estava morta, mesmo assim os turistas tiram fotos de recordação. O assassino foi preso dias depois, um jovem de 29 anos de idade, chamado Winston Moseley, casado e pai de três filhos. Ele confessou o crime durante o interrogatório, afora outros dois assassinatos, mais violações e quarenta assaltos, afora ser diagnosticado por exames psiquiátricos como necrófilo. Foi o que apurou a dupla de psicólogos John Darley e Bibb Latané num estudo realizado em 1968, chegando à conclusão de que quantas mais pessoas testemunham uma emergência, menos provável é que uma delas ajude a vítima. O criminoso foi condenado à morte, mas teve seu veredicto alterado para prisão perpétua. Foi quando surgiu o fenômeno psicológico hoje conhecido como efeito espectador ou síndrome de Genovese. Este por sua vez compreende aos casos de espectadores em situações de perigo ou violência não oferecerem qualquer meio de ajuda emergencial quando outras pessoas estão presentes. E para o meu mais completo espanto tomei ciência que dois dias antes do ocorrido com a vítima estadunidense, uma vizinha lá de casa havia sido esquartejada pelo insano marido, depois de uma convivência de violência doméstica de décadas e nenhum vizinho jamais dera parte às autoridades, ignorando o caso até o presente. Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Se eu tivesse dois caminhos, teria escolhido o terceiro... Os dias ensinaram você a não confiar na felicidade porque dói quando ela nos engana... Longe, nossos sonhos nada têm a ver com o que fazemos. O vento leva a noite e passa, sem rumo... Pensamento do poeta árabe Mahmoud Darwish (1942-2008). Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Ninguém nunca mediu, nem mesmo poetas, quanto o coração pode segurar... Um vácuo só pode existir, imagino, pelas coisas que o inclui... Pensamento da escritora estadunidense Zelda Fitzgerald (1900-1948). Veja mais aqui e aqui.

 

DIÁRIO - [...] Não há nada melhor para fazermos do que assumir a nós mesmos como nos encontramos e fazer o melhor de nós mesmos. Se me vejo, como fiz, filha de um artista que me deixou com uma mente aberta e um caráter convenientemente forte para resistir à tentação, saio dali e faço o que posso… Não mereço nem elogios por fazer o meu melhor , pois esse é meu dever e mereço ser culpado por não ter feito o meu melhor. [...]. Trecho extraído da obra Growing Pains: Diaries And Drawings From The Years 1908-17 (Minnesota Historical Society Press, 1984), da desenhista, escritora e artista estadunidense Wanda Gág (1893-1946). Veja mais aqui.

 

A PONTE SOBRE O DRINA - [...] Para um homem cheio de um amor grande, verdadeiro e altruísta, mesmo que seja apenas de um lado, abrem-se horizontes e possibilidades e caminhos que são fechados e desconhecidos para tantos homens inteligentes, ambiciosos e egoístas. [...] Não há edifícios que tenham sido construídos ao acaso, distantes da sociedade humana onde cresceram e das suas necessidades, esperanças e entendimentos, assim como não há linhas arbitrárias e formas sem motivo na obra dos pedreiros. A vida e a existência de cada edifício grande, bonito e útil, bem como sua relação com o local onde foi construído, muitas vezes traz consigo um drama e uma história complexos e misteriosos. [...] O esquecimento cura tudo e a canção é a forma mais bela de esquecer, pois na canção o homem sente apenas o que ama. [...] A ponte permaneceu como se estivesse sob sentença de morte, mas ainda assim inteira e intocada, entre os dois lados em guerra [...] Você ouve e vive com prudência, na verdade você não vive nada, mas trabalha e economiza e está sobrecarregado de preocupações; e assim toda a sua vida passa. Então, de repente, tudo vira de cabeça para baixo; tempos vêm em que o mundo zomba da razão, quando a Igreja fecha suas portas e se cala, quando a autoridade se torna mera força bruta, quando aqueles que ganharam seu dinheiro honestamente e com o suor de suas sobrancelhas perdem seu tempo e seu dinheiro, e os violentos ganham o jogo. Ninguém reconhece seus esforços e não há ninguém para ajudá-lo ou aconselhá-lo sobre como manter o que você ganhou e economizou. Isso pode ser? Certamente isso não pode ser? [...]. Trechos extraídos da obra The Bridge on the Drina (University of Chicago Press, 1977), do escritor iugoslavo e ganhador do Prêmio Nobel, Ivo Andrić (1892-1975).

 

UM POEMA - Não sou anterior à escolha \ ou nexo do ofício \ Nada em mim começou por um acorde\ Escrevo com saliva\ e a fuligem da noite\ no meio de mobília\ inarredável\ atento à efusão\ da névoa na sala. Poema do poeta moçanbicano Sebastião Alba (Dinis Albano Carneiro Gonçalves – 1940-2000).

 

MAIS TRÊS POEMAS - PARA UMA AMIGA - Ouça, garota, esses momentos são nuvens: \ você os deixa passar e eles se vão. \ Absorva seu toque úmido. \ Pegar encharcado. \ Não desperdice uma única gota. \ Ouça, as chuvas não se lembram ruas, \ e a luz do sol não consegue ler sinais de trânsito. SOMETHING TO REMEMBER - Você também será como os outros: colocar a escuridão de ontem contra a de hoje brilhante? \ Bem, agrade a si mesmo...\ mas tenha paciência mente: \ eles também cobram: \ o sol dorme com noite! WHAT WILL HAPPEN TO FLOWERS? - Eu ouço as borboletas serão novamente banidas, \ e as abelhas receberão pólen por correio para eles- \ “Eles não devem voar de rosa em rosa!” \ E a brisa terá que vigiar seus passos. \ Abelhas, borboletas, até brisa verá apenas quem a lei aprova. \ Mas, Alguém pensou no destino da flor? Quantos podem se autopolinizar? Poemas da professora e poeta paquistanesa Parveen Shakir (1952-1994)

 


"Madame Bovary sou eu" - Gustave Flaubert (1821-1880), escritor francês e mestre do Realismo, tornou-se um dos maiores nomes da literatura ocidental ao publicar a sua obra mais famosa, Madame Bovary. Este romance escandalizou a França sendo o autor alvo do conservadorismo francês da época, processado e, posteriormente, absolvido, mas sendo considerada uma “obra execrável sob o ponto de vista moral". É ele também autor de obras como Salambô, La Tentation de Saint Antoine, Trois Contes, Bouvard ey Pécuchet e L´Éducation Sentimentale. Em suas obras ele buscava a perfeição, o “le mot juste”.
Tratando sobre a traição feminina no casamento, o primeiro romance do realismo universal, Madame Bovary, foi publicado em 1857, onde o autor demonstra a intenção de destruir o arquétipo da mulher romântica e, por conseqüência, o mundo romântico idealizado. No entanto, vale considerar que os personagens não se desenvolvem segundo a vontade do autor, e sim em face da dialética interna de sua existência social e psicológica, refletindo a visão de mundo do autor.
A personagem principal da história, Emma Bovary, encarna o retrato fiel da incapacidade intelectual, emocional e insensibilidade moral que, para o autor, eram os principais componentes das sociedades provincianas, se constituindo no arquétipo do herói quixotesco, cujo maior problema da heroína era escurecimento da visão e detectando o seu estado de devaneio lírico e romântico: "(...) atraída para o homem pela ilusão da personagem, ela tentou imaginar a sua vida, essa vida retumbante, extraordinária, esplêndida, e que poderia ter sido a sua se a sorte o tivesse querido. Eles ter - se - iam conhecido, ter - se - iam amado! Com ele, por todos os reinos da Europa, ela teria viajado de capital em capital, partilhando - lhe as fadigas e os triunfos, colhendo as flores que lhe arremessavam, bordando- lhe ela própria os seus fatos de cena; depois, todas as noites, no fundo de um camarote, atrás da grade com a sua rede de ouro, teria recolhido, boquiaberta, as expansões dessa alma que cantaria só para ela; da cena, enquanto representava, ele olharia para ela. Mas uma alucinação apoderou - se de Emma; o cantor estava realmente com os olhos postos nela .Sentiu ânsias de correr para os seus braços e refugiar - se na sua força, como na própria encarnação do amor, e de lhe dizer, de lhe gritar: «Arrebata - me, leva - me, partamos! Para ti, para ti todos os meus ardores e todos os meus sonhos". Pelo que se pode ver o livro conta a história de Ema, uma jovem simples do interior da França, que um certo dia tem a chance de dar um chega pra lá a toda rotina que a consumia, pois fora convidada à casa do Marques d’Andersvilliers, em Vaubyessard. É claro que o convite não foi à toa, pois: "O coração de Ema palpitou, quando o seu cavalheiro lhe pegou a mão, pela ponta dos dedos, e colocou-se em linha, esperando o sinal de partida (...) logo, desapareceu a comoção e balouçando-se ao ritmo da orquestra, deslizou para frente com ligeiros movimentos de pescoço. O sorriso assomava-se aos lábios...". Depois aparece Leon com quem Ema pretende fugir, ir embora e entregar-se, quando ocorre a surpresa: a partida de Leon para Paris deixou-a desnorteada, e colocou-se apenas a pensar nele. Até aí, tudo na vontade até que aparece Rudolfo e Ema enfim trairia Carlos: "E ele declarou, por fim, num ar sério, que suas visitas se tornaram imprudentes e que ela se comprometia (...) Entretanto, como a luz das velas o ofuscava ele se voltava para a parede e adormecia, ela escapulia então retendo o fôlego, sorridente, palpitante, nua". Ema era só ambição, queria riquezas e devaneios, enquanto que o marido traído era voltado para tratar dos seus clientes. Seu marido Carlos ao tentar cuidar de um paciente, viu-se humilhado por outro médico. O pior era ter que agüentar a reprovação de Ema: "Ema a sua frente, olhava-o. Não compartilhava da sua humilhação; experimentava outra: a ter imaginado que semelhante homem pudesse valer alguma coisa; como se já vinte vezes ela não houvesse suficientemente percebido sua mediocridade". Depois de mais uma decepção, Ema procura o amante. Ema já não liga para horários e nem faz questão de esconder o que acontece. Num desses encontros, veio então a proposta de morarem longe, ele desconversou. Ema pede ao amante que fujam juntos. Combinaram tudo. Só faltavam os preparativos. Mas um arrependimento se abateu sobre Rudolfo, que escreveu uma carta renunciando a tudo o que havia combinado e a mandou para Ema, a carta estava em uma cesta de frutas. "Ema não se conteve mais: saiu como que para levar os frutos, despejou o cesto, arrancou as folhas, achou a carta, abriu-a e, como se não ouvisse atrás de si um pavoroso incêndio, pôs-se a fugir em direção ao quarto esbaforida". Mais tarde: "Pegou no frasco azul, destapou-o, meteu-lhe dentro a mão, tirou um punhado de pó branco e pôs-se a come-lo". Carlos então soubera da penhora, e quando encontrou Ema, quis explicações acerca do assunto. Mas a agonia do veneno já tomava conta do seu corpo. Carlos chorava, e ela quase desfalecia. Carlos manda chamar Homais, e apesar dos esforços após entoar uma canção, Ema deixou de existir.
Pouco compreendido em sua época, o romance Madame Bovary é considerado como o mais importante romance da literatura francesa.

FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary. São Paulo: Abril Cultural, 1979.  ]
Confira mais do autor aqui, aquiaqui, aqui e aqui




Veja mais sobre:
A mulher na Roma antiga, William Faulkner, Victor Hugo, Jacqueline Du Pre, Helena Saffioti, Brian De Palma, Jean-Baptiste Pigalle, Carmen Tyrrel, Elizabeth Short, Mia Kirshner, Lenita Estrela de Sá & Lia Helena Giannechini aqui.

E mais:
Antonio Callado, Angela Yvonne Davis, Giovanni Lanfranco, Tavito Carvalho & Jane Fonda aqui.
A violência aqui.
O pensamento de Demócrito aqui.
O pensamento de Anaxágoras aqui.
O pensamento de Empédocles aqui.
O pensamento de Zenão de Eleia aqui.
O pensamento de Parmênides aqui.
O pensamento de Xenófanes aqui.
O pensamento de Heráclito aqui.
A fenomenologia de Husserl aqui.
O pensamento de Pitágoras aqui.
O pensamento de Anaxímenes aqui.
O pensamento de Anaximandro aqui.
Autoestima aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá!
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.



sábado, novembro 01, 2008

SECCHIN, EMERSON, LEVI-MONTALCINI, MEDEROS, BOVARY, GATTACA, PAI, TERUZ, UMA THURMAN & VIOLÊNCIA!!!


EPÍGRAFE - Em toda obra de gênio, reconhecemos nossas próprias ideias rejeitadas; elas retornam a nós, com certa inusitada majestade, pensamento do escritor e filósofo estadunidense Ralf Waldo Emerson (1803-1882). Veja mais aqui e aqui.


EPÍGRAFE II – A minha inteligência? Um pouco acima de medíocre. Os meus únicos méritos foram empenho e optimismo [...] O corpo faz aquilo que quer. Eu não sou corpo: sou a mente, extraído de uma entrevista da neurologista italiana Rita Levi-Montalcini (1909-2012). Veja mais aqui.





Imagem: Nu feminino, do pintor e professor Orlando Teruz (1902-1984).

 Curtindo o álbum Eterno Buenos Aires (1999), do bandoneonista, compositor e arranjador argentino Rodolfo Mederos. Veja mais aqui.

OS OVÁRIOS DE MADAME BOVARY – O livro Os ovários de Madame Bovary: um olhar darwninao sobre a literatura (Relume Dumará, 2006), de David Barash e Nanelle Barash, traz uma análise de obras e personagens literários segundo a teoria da evolução, defendendo que toda natureza humana poderia ser avaliada por conceitos semelhantes aos empregados aos animais. Da obra destaco o trecho: [...] O que era realmente importante a respeito de Otelo não era a cor da sua pele, sua idade ou seu desempenho na guerra. Otelo, na verdade, tinha tudo a ver com espermatozoides. Desdêmona, com óvulos. Então, quando o vil Iago estava atiçando Otelo, havia algo mais em jogo. [...]. Veja mais aquiaqui e aqui.

TODOS OS VENTOS – Entre os poemas do livro Todos os ventos (Nova Fronteira, 2002), do escritor, ensaísta, crítico literário e membro da Academia Brasileira de Letras, Antônio Carlos Secchin, destaco: Um sol sagrado afronta meu sossego / e faz do medo sua dor e dote, / no galope louco das cinco letras / que soletram no vazio minha morte. / As portas do fogo bravo / são travas onde o som termina, / enquantona garganta do meu canto / um sol solene me assassina. Veja mais aqui.

PAI – Em 2003, tive oportunidade de assistir no Centro Cultural São Paulo, à montagem da peça Pai, de Izaías Almada, com direção de Marcelo Braga, contando a história de mãe e filha que mergulham em penosas lembranças quando recebem a noticia do parente que desapareceu durante a ditadura militar, um passado que impõe {as mulheres novos desafios para se relacionar com o presente. Destaque para atuação das atrizes Claudia Tordatto e Cinthia Zaccariotto. Veja mais aqui.

GATTACA – O filme Gattaca - a experiência genética (1998), dirigido por Andrew Niccol, trata de uma idéia levantada já há muitas décadas atrás, pelos escritores George Orwel, na sua obra "1984", e Aldous Huxley, com o livro "Admirável mundo novo", onde já se percebia os avanços tecnológicos emergentes nos dias atuais, criando uma série de conquistas que proporcionem uma melhora nos níveis de vida das pessoas, bem como a posse por pessoas inexcrupulosas que passam a manipular através da sua ambição e ganância, produzindo problemas os mais desastrosos para a humanidade. Paradoxalmente, o mundo alcança um nível de eficiência capaz de sanar doenças, detectá-las através do processo genético desde a geração do ser, corrigindo distorções e problemas que possam caracterizar falência de órgãos ou deficiências físicas, solucionando grandes exclusões a que estão submetidos vários dos vitimados por enfermidades múltiplas. E, ao mesmo tempo que isto contempla uma vitória da ciência para o bem do ser humano, inexcrupulosos manipulam, tornando bastante seletiva a oportunidade de se produzir seres escolhidos ao bel prazer de egoístas e mal-intencionados. Os autores supra citados, previam este problema e já instauravam na discussão a necessidade da introdução de uma bioética, produzida através da consciência do exercício de cidadania e na interação do indivíduo com os anseios da coletividade. A ética, como padrão de comportamento, delineando a conduta humana para a retidão, a probidade e a solidariedade, refrearia as iniciativas esdrúxulas produtoras dos maiores malefícios como a da criação de uma sociedade de escolhidos, através de pessoas escolhidas com fito de satisfação meramente egoísticas, não previstas nas diversas legislações que regulam a conduta da humanidade. Isto quer dizer que grandes avanços científicos e tecnológicos produzidos para uma melhor condição de vida da humanidade, provocaria uma seletividade racial através da eugenia positiva, uma elite genética, campeã nos esportes, perfeita geneticamente, através da manipulação ou da engenharia genética, resultando na fecundação do embrião, através da inseminação artificial e da clonagem, excluindo-se, a exemplo dos autores citados, outros tantos naturais que seriam tratados por defeituosos, a exemplo dos gamas, zetas denunciados. O que se torna inconstitucional visto ser reprimido pela Constituição Federal vigente a discriminação. A discussão sobre tal temática tem levantado inúmeras questões envolvendo a comunidade científica e a sociedade em geral, no sentido de se encontrar um modelo legislativo capaz de coibir abusos e permitir a plenitude de oportunidade para todos. E o profissional do Direito tem de estar sintonizado com tais desdobramentos para que a Justiça seja sempre enfatizada em tais questões. O destaque do filme fica por conta da atuação da atriz estadunidense Uma Thurman. Veja mais aqui.


ABDIC – A AMERICA FALIU : “... MAS QUEM VAI PAGAR A CONTA ?” Este é o questionamento que faz Pettersen Filho no Jornal do Cidadão, alegando que a herdeira de um afortunado passado, em que correm nas suas veias o “ Sangue Azul ” do Antigo Império Britânico , que se ocupou, durante muitos anos, do Saque Corsário aos navios portugueses e espanhóis, vindos do Continente Americano , da África e da Ásia, de onde extraiam ouro, e especiarias, até financiarem a sua própria Revolução Industrial com o que dominaram praticamente o Mundo , até o advento da Primeira Grande Guerra Mundial, quando perderam, em grande parte, o seu apogeu, e hegemonia, sendo preteridos pelos Estados Unidos da América do Norte, sua Ex-colônia, a América Anglo-saxônica, como os “Americanos” preferem auto-intitularem-se, numa atitude depreciativa ao restante da América Central e do Sul , mais conhecido como “América”, vem vivendo, há longos, e muitos, anos, não mais do seu inegável Poder Fabril e Financeiro, mas, sim, vem acumulando constantes Déficits Comerciais com todo o Resto do Mundo, de quem vem importando bens e insumos que, dão, ora, pujança a Economia Americana, diga-se de passagem, a maior de todo o Planeta. Sim, mas quem pagará a conta da derrocada norte-americana? ABDIC - Associação Brasileira de Defesa do Indivíduo e da Cidadania.Jornal Grito Cidadão Rua da Grécia, 195, CEP: 29057-660, Barro Vermelho, Vitória - ES. Tel.: 27 3315-3694


VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES - O propósito fundamental de contribuir para a prevenção como forma de impedir a violência que atinge milhares de crianças e adolescentes, se defronta com umproblema que não costuma obedecer algum nível sócio-cultural específico, por isso, a importância de tratar dessa violência é relevante sob dois aspectos distintos, sendo o primeiro deles, devido ao sofrimento indescritível que imputa às suas vítimas, muitas vezes silenciosas e, em segundo, porque, comprovadamente, a violência doméstica inclui tanto a negligência precoce como o abuso sexual que podem impedir um bom desenvolvimento físico e mental da vítima (Gabel, 1997; Faleiros, 1998). Partindo então para tratar acerca da violência, entende-se que esta é toda e qualquer forma de opressão, de maus tratos, de agressão, tanto no plano físico como emocional, que contribuem para o sofrimento de outra pessoa. Dentre as diversas formas de violência que se conhece existe a violência sexual. A vidência sexual é uma agressão a liberdade do indivíduo, é uma manifestação extrema do domínio de uma pessoa sobre outra (Faleiros, 1998). A violência sexual pode ser evidenciada sob várias formas e apresenta maneiras diferenciadas de expressão, tais como: estupro, incesto, atentado violento ao pudor, de acordo com a conceituação jurídica; abuso sexual e exploração sexual comercial (prostituição), conforme conceituados pela sociologia e antropologia (Faleiros, 1998). Neste sentido, o presente estudo se delineará exclusivamente à violência contra crianças e adolescentes. A maioria dos casos de violência contra a criança e o adolescentes acontecem em suas próprias casas e, geralmente, as famílias são desestruturadas, quando o menor é órfão de pai ou mãe, quando os pais estão desempregados e apresentam problemas financeiros ou ainda, quando os pais são usuários de droga, dentre outros tantos acontecimentos. A violência dos familiares é considerada um fator que estimula crianças e adolescentes a passar a viver nas ruas. Em muitas pesquisas feitas, elas referem maus tratos corporais, castigos físicos, conflitos domésticos e outras agressões como motivo de sua decisão para sair de casa (Faleiros, 1998; Leal, 1998)). A imagem mais comum da violência doméstica está na agressão física. Além das agressões físicas, existem ainda três importantes formas de violência doméstica. A mais complexa delas, a violência sexual, tende a ficar escondida dentro das casas sob o rótulo de assunto de família e de assunto sobre sexo. Vergonha ou medo de que uma acusação acabe desagregando a família, como por exemplo no caso a serem reveladas relações incestuosas, torna a questão mais difícil de ser resolvida. O desejo de reprimi-la, de fingir que ela não existe, leva ao silêncio (Faleiros 1998; Leal, 1998). Outra forma de violência cometida contra crianças e adolescentes é a psicológica. Ela ocorre, por exemplo, quando os adultos usam ameaças ou estratégias semelhantes para exigir que a criança obedeça a um comando, quando eles comparam as crianças a outras, depreciando-as, ou quando lhes negam afeto. A negligência, terceira forma encontrada, acontece quando os adultos responsáveis deixam de prover os recursos mínimos, como por exemplo alimentação, atenção e higiene, para que a criança e o adolescente tenham condições de adequado desenvolvimento tanto biológico como psicológico e social. Nem sempre a negligência deve ser atribuída à pobreza dos pais, pois não se trata apenas de proporcionar recursos materiais, já que apoio emocional, carinho, amor e compreensão, por exemplo, são tão essenciais para a vida e o desenvolvimento de garotos e garotas de todas as idades quanto a mesa farta (Faleiros, 1998; Leal, 1998; Flores, 1998). Dois fatores tornam mais complexas as discussões e as soluções relativas à violência doméstica. Em primeiro lugar, como qualquer assunto que se relaciona à família, ela é vista em geral como um problema privado, no qual vizinhos, amigos, outros familiares e agentes públicos não devem tomar para si e tentar resolver. Além disso, o castigo corporal contra crianças é freqüentemente visto como normal. No entanto, os espancamentos são muitas vezes acompanhados de outros atos de sadismo, como queimaduras com pontas de cigarro, água fervendo e outros objetos da casa (Flores, 1998). Crianças e adolescentes vítimas de negligência dos adultos responsáveis por elas também apresentam marcas físicas deste tipo de agressão. A falta de comida pode acarretar anemia e outras doenças associadas à escassez de nutrientes. Sem água para beber a criança pode chegar a desidratação. Ausência de higiene abre espaço para inúmeras doenças como parasitoses, tétano ou hepatite. Na maioria das vezes estas conseqüências podem ser evitadas com a atenção dos responsáveis, unida aos cuidados corretos que uma pessoa em desenvolvimento precisa (Faleiros, 1998; Leal, 1998; Flores, 1998). Os abusos sexuais também deixam marcas físicas, embora nem sempre facilmente identificáveis. Apertões, beliscões e beijos podem resultar em hematomas que desaparecem em alguns dias. Em muitos casos, porém, as marcas são indeléveis. Crianças pequenas que sofrem estupros ou com as quais são mantidas relações anais podem sofrer rompimentos no períneo, laceramentos e sangramentos na região dos genitais e corrimentos incomuns para a idade da vítima. Na adolescência, meninas abusadas sexualmente correm ainda o risco de engravidar do agressor (Faleiros, 1998). Além das marcas físicas, a violência contra crianças e adolescentes causa danos psicológicos que geralmente podem ser detectados pela mudança de atitudes e comportamentos apresentados pela vítima. E mais além destas marcas físicas, mais visíveis e portanto, mais fáceis de serem tratadas, a violência contra crianças e adolescentes pode causar também sérios danos psicológicos. Isso porque é na infância que serão moldadas grande parte das características que a criança levará para a vida adulta. Cercada de amor, carinho, compreensão e atenção, a criança terá mais possibilidades para desenvolver confiança, afetividade e interesse pelos outros. Cercada de agressões em um ambiente violento, provavelmente vai ter medo, desconfiança e finalmente pode também se tornar violenta (Leal, 1998). Assim sendo, para a criança vítima de tais ambientes conturbados, onde a violência é a única forma que eles conhecem seja de resolver conflitos, seja de colocar suas idéias em prática, muitos problemas poderão acarretar na sua convivência futura. Por outro lado, se elas aprendem desde cedo a perceber o outro como um ser igual e que portanto deve ser ouvido e respeitado, terão mais chances de aprender a dialogar e a resolver conflitos sem o uso da violência. Para isso, é necessário que a criança seja ouvida, perceba o que lhe é permitido e o que lhe é negado e por quê. Há ainda a criança que se torna mimada porque nada lhe é negado e que, como a criança a quem tudo é negado, não verá os outros como iguais. Veja mais aqui e aqui.
REFERÊNCIAS
ABRAPIA. Abuso sexual: Mitos e Realidade. Petrópolis, RJ:Autores&Agentes&Associados, 1997.
AQUINO, J. G. (org.). Sexualidade na escola. Alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1997.
BARROSO, C. & BRUSCHINI, C. Sexo e juventude: como discutir a sexualidade em casa e na escola. 6 ed. São Paulo: Cortez, 1983.
BEMFAM/ICAF - Adolescência: Época de planejar a vida, 1997.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: pluralidade cultural, Orientação sexual. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.
_______. Parâmetros curriculares nacionais; bases legais. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Básica, 1999.
_______. Parâmetros curriculares nacionais; apresentação dos temas transversais. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Básica, 1998.
_______. Plano nacional de enfrentamento da violência sexual infanto-juvenil. Brasília: Ministério da Justiça/SEDH/DCA, 2001
BRINO, R.F. Capacitação do professor acerca do abuso sexual infantil. São Paulo: UFSC, 2002
CHAUÍ, Marilena. Repressão sexual. SP, Brasiliense, 1992.
CURY et alli (coords.). Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado - Comentários Jurídicos e Sociais. São Paulo, Ed. Malheiros, 1992.
FALEIROS, V P. A violência sexual contra crianças e adolescentes e a construção de indicadores: a crítica do poder, da desiguldade e do imaginário. In: Indicadores de violência intra-familiar e exploração sexual comercial de crianças e adolescentes. Brasília: CECRIA/Ministério da Justça/CESE, 1998
FLORES, R Z. Definir e medir o que são abusos sexuais. In: Indicadores de violência intra-familiar e exploração sexual comercial de crianças e adolescentes. Brasília: CECRIA/Ministério da Justça/CESE, 1998
FOUCAULT, M. História da sexualidade: à vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 2001.
GABEL, Marceline (Org). Crianças vítimas de abuso sexual. São Paulo: Summus, 1997
GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.
______. Construindo a escola cidadã: projeto político-pegagógico. Série de Estudos educação a distância. Brasília. MEC - Ministério da Educação e do Desporto/Secretaria de Educação a distância, 1998
GEJER, D et al. Sexualidade e saúde reprodutiva na adolescência. São Paulo: Atheneu, 2001
GUIA DE ORIENTAÇÃO SEXUAL: diretrizes e metodologia. 4a ed. São Paulo: Casa do psicólogo, 1994.
GUIMARÃES, I. Educação Sexual na escola: mito e realidade. São Paulo: Mercado de Letras, 1995.
LAPLANCHAHE, J. & PONTALIS, J. B. Vocabulário da psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
LEAL, M F & CÉSAR, M A. Indicadores de violência intra-familiar e exploração sexual comercial de crianças e adolescentes. Brasília: CECRIA/Ministério da Justça/CESE, 1998
LIMA, H. O papel de cada um na orientação sexual e os diferentes modelos de trabalhos. Boa Saúde, 2003.
MULLER, R C & VEIGA, M K. Abuso sexual. In: Sexualidade e saúde reprodutiva na adolescência. São Paulo: Atheneu, 2001
NUNES, C. & SILVA, E. A educação sexual da criança. Campinas: Autores Associados, 2000.
ORTEGA, R. & DEL REY, R. Estratégias educativas para a prevenção da violência. Brasília: UNESCO/PUC, 2002
PAULIV, Hália de Souza. Orientação Sexual. Curitiba: Juruá, 1999
PERES, C. et al. Fala educadora & fala educador. Secretaria de Educação de São Paulo: São Paulo, 2000.
REATO, L F. Desenvolvimento da sexualidade na adolescência. In: Sexualidade e saúde reprodutiva na adolescência. São Paulo: Atheneu, 2001
RIBEIRO, P. R. M. Educação sexual além da informação. São Paulo: EPU, 1990.
RIBEIRO, M. Educação sexual: novas idéias, novas conquistas. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1993.
SAYÃO, Y. Orientação Sexual na escola: os territórios possíveis e necessários. In: Sexualidade na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1997.
_______. Saber o sexo? Os problemas da informação sexual e o papel da escola. In:. Sexualidade na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1997.
SCHIAVO, M R & ANDRADE-SILVA, M C. Educação sexual: história, conceito e metodologia. In: Sexologia: interdisciplinaridade nos modelos clínicos, educacionais, e na pesquisa. Rio de Janeiro: Gama Filho, 2002
SERAPIÃO, J. J. & SILVA, M. C. A. Educação sexual ao nível do terceiro grau. Scientia Sexualis, v. 2, n. 1, p. 13-50, 1996.
SUPLICY, M. et al. Sexo se aprende na escola. São Paulo: Olho d'Água, 1998.
______. Educação e orientação sexual. In: Novas idéias: novas conquistas. Rio de Janeiro, Rosa dos Tempos, 1993.
______.Conversando sobre sexo. Rio de Janeiro: Vozes, 1994.
VITIELLO, N. Sexualidade: quem educa o educador. Um manual para jovens, pais e educadores. São Paulo: Iglu, 1997.
ZABALA, Antoni. Enfoque Globalizador e Pensamento Complexo: uma proposta para o currículo escolar. Porto Alegre: Artmed, 2002
ZAN, R P. Educação sexual. In: Sexualidade e saúde reprodutiva na adolescência. São Paulo: Atheneu, 2001


MUSA ALVIRRUBRA: ISSO É QUE É SAÚDE!!!! - Está é a jovem modelo e promotora de eventos pernambucana Eduarda Garcia Viana Menezes, a Dudinha, de 19 anos, eleita musa do Clube Náutico Capibaribe. Ela é capricorniana, tem 1,67m. de altura, 54kg. de charme e peso, 90 cm de quadril, 89 cm de busto, olhos castanhos e cabelos castanho-escuros, que adora dançar, gosta de pão de queijo e é representante, também, da Praia de Gaibú, no litoral sul de Pernambuco. Vixe, nossa! Que Deus guarde Dudinha pra ninguém botar mau-olhado. E vem aí a MUSA TATARITATÁ 2008, aguarde a votação.




IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da atriz estadunidense Uma Thurman.



Veja mais sobre:
Querência & a arte de Mazinho, Fiódor Dostoiévski, Igor Stravinsky, Saulo Laranjeira, René Clair, Joseph Tomanek, Veronica Lake, Erich Sokol & Bioética: meio ambiente, saúde e pesquisa aqui.
 
E mais:
A arte de Rosana Simpson aqui.
Danos Morais & o Direito do Consumidor aqui.
Interpretação e aplicação do Direito aqui.
Direito como fato social aqui.
A arte de Di Mostacatto aqui.
Concurso de Beleza, Vinicius de Morais, Carlos Zéfiro & Nik aqui.
A arte de Lanna Rodrigues aqui.
Sindicato das Mulheres Feias, Saúde & Sexo, Humor, Papo vai & papo vem aqui.


 CRÔNICA DE AMOR POR ELA

Leitora parabenizando o Tataritaritatá!
Veja aqui e aqui.



CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.



LYGIA FAGUNDES TELLES, RIM BATTAL, MILTON HATOUM, BEATRIZ PAREDES RANGEL & ANASTÁCIA

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Vênus da Lua de Fel na Serra das Russas... - Lá ia Tó Zeca , sobe-desce na sua fubica incrementada, todo a...