Mostrando postagens com marcador Ewa Kienko Gawlik. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ewa Kienko Gawlik. Mostrar todas as postagens

sábado, maio 14, 2016

TAGORE, HERMES, BLAVATSKY, KITARO, EWA GAWLIK & JOVANA RIKALO



EM MIM A VIDA & O ESTOURO DOS CONFINS DE TUDO - O meu coração pulsa e com ele tudo é pulsante na Terra que sou eu com todas as rotações e translações do planeta a cumprir a sua missão entre as sístoles e diástoles e em consonância com o movimento cósmico vibratório de todo Universo. O meu coração pulsa e com ele toda galáxia gira e vibra em torno do Sol como um fogo que é vivo e que é vida. E mais pulsa com o milagre das águas até o espetáculo das cachoeiras que formam brejos, lagos, lagoas, rios e sou até a imensidão dos mares que banham e me lavam na festa da vida, por sinapses com as sementes que sou brotando do chão pras raízes, troncos, galhos, folhas e flores e frutos na imensidão de todas as matas e florestas com todas as cores da vida. E pulsa nos ventos que sopram as águas e as árvores levando a vida pelos interstícios das fissuras na distinção dos continentes do Oriente ao Ocidente, que em dois foram formados pelo corte do corpo caloso e sou desorioentado de meus hemisférios agora perdido entre os quatro pontos cardeais, pra ser retalhado em muitas redomas da lei de cada país. E sou até minha América do meu coração pele vermelha asteca, maia, inca e tupi, disposto em postas da Groenlandia até a Patagonia, com o abraço da brancura do cara pálida e a doçura da negra pra recompor os fragmentos equatoriais da minha carne tropical Brasil de todos os sons, danças e loucuras paradoxais, de Colônia preada para um Império de sopapos e República de amorfa banana pegando carona nos trens atrasados das chegadas e partidas e à deriva pelo elo perdido do fio da meada do desvario humano, até que um dia um porto seguro possa discernir entre as tantas trilhas que se desbravam das tão poucas veredas no horizonte escancarado, até ser-me apenas um coração que pulsa quase mínimo grão invisível no coração do Universo que sou eu e todas as coisas. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

Imagem: a arte da pintora polonesa Ewa Kienko Gawlik. Veja mais aqui e aqui.

 Curtindo o álbum Gaia Onbashira (Domo Records General, 1998), do compositor, músico e multi-instrumentista Kitaro. Veja mais aqui.

PESQUISA
Ísis sem véu: Uma chave-mestra para os mistérios da Antiga e Moderna Ciência e Teologia (1877), obra da filosofia esotérica da escritora e ocultista russa Helena Blavatsky (1831-1891). Veja mais aqui, aqui e aqui.

LEITURA 
O livro O jardinheiro do amor (Thesaurus, 1983), do poeta e músico indiano, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, Rabindranath Tagore (1861-1941). Veja mais aqui, aqui e aqui.

PENSAMENTO DO DIA:
[...] agora, é necessário que laceres pouco a pouco a túnica que te reveste, o tecido da corrupção, o suporte da malícia, a cadeia da corrupção, a prisão tenebrosa, a morte vivente, o cadáver sensível, a tumba que levas para todos os lados contigo, o assaltante que habita em tua casa, o companheiro daquelas coisas que ama te odeia e pelas coisas que te odeia, tem ciúme de ti. Tal é o inimigo que revestiste como uma túnica, que te estrangula e atira sob si, de modo que, tendo elevado os olhos e contemplado a beleza da verdade e o bem que nela reside, venhas a odiar a malícia do inimigo, tendo compreendido todas as ciladas que preparou contra ti, tornando insensíveis os órgãos dos sentidos que não aparecem e não são tidos por tal, tendo-os obstruído pela massa da matéria e preenchido de uma voluptuosidade desgostante, a fim de que não possuas oouvidos para as coisas que deves ouvir, nem visão para as coisas que precisas ver.
Extraído do capítulo VIII – O maior dos males entre os homens constitui a ignorância relativamente a Deus -, da obra Corpos Hermeticum: discurso de iniciação / A Tábua de Esmeralda (Hemus, 1978), de Hermes Trismegistus. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui.

Veja mais Eurídice, Alan Watts, Mário de Andrade, Augusto de Campos, Pedro Kilkerry, Machado de Assis, Doris Lessing, Walter Hugo Khouri, Jean-Baptiste Camille, Joseph Edgar Boehm, Willibald Gluck, Patrick Nicholas, Vera Fischer & Meimei Correa aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da fotógrafa Jovana Rikalo.
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.

sábado, março 19, 2016

IARAVI, APELLATTIO, DEGAS & GAWLIK.

O CORAÇÃO DE IARAVI (Imagem: ilustração de J. Lanzellotti)– Foi no coração dela que descobri a vida e o sentido de todas as coisas, para que eu pudesse ser vivo mais que a teimosia de viver. E colhi no roseiral de todos os matizes do seu íntimo, o eflúvio anímico que me ensinou o que é divino e o que é profano, na emanação de sua forma mais menina, a cismar tão pura pelas horas perdidas do meu poetar errante, e a me ensinar do amor que nasce e cresce comigo como a nascente que brota e se faz de mar, e remoço intumescido com os cântaros e regatos de sua nudez mais que extasiante. Foi na grandeza de seu coração Paranavaí que conheci a fonte mais caudalosa de todas as cachoeiras, onde nasce a dualidade das coisas que são de si e do Paranapanema ao Ivaí, para saber onde vai dar o roteiro das profundezas marítimas, como as correntes que me faz seguir e poder penetrar na escuridão de sua fundura com o meu exílio desesperado, para me deitar na guarida da enseada na sua manhã tupi. Foi no seu coração de rainha dos campos e filha do fogo - a mais linda tantó tapuia com sua pele de romã, solfejando meu nome com sua face ao meu ombro e os lábios a me beijar como se socorresse em mim mais que o anseio solitário de acordar o mundo, para que eu possa sentir o espetáculo da natureza na sua mimosa flor a me queimar com seus fulgores e basta um beijo seu e o meu céu diverso se revolve para ser aconchegado na sua meiguice perfumada de floresta densa com o sabor de vida de sua carne ameríndia de rio manso e lua prateada. E recolho os poemas dos seus seios nus de protegida de M’boi, o Grão Pandere do sopé da Serpente, alumiados pela luz do pinfé com todos os versos de amor, a me livrar dos empecilhos e das emboscadas que se escondem pelas correntezas e cataratas, e a me guiar com seus olhos de cristais liquefeitos feito alas de manacás iluminados pelas veredas da paixão. Foi no coração da bela caingangue a se erguer desnuda e bela das águas turbilhonantes, me ensinando a cantar a canção dos enamorados pelas vazantes e ribanceiras, a me socorrer pelas noites e dias quando romper com meus braços e coragem os taquarais que me cercam e por todo matagal sermos mais que dois amantes seguidos pelos rios do seu corpo sob a égide de Caix Cã Gogn que apaga seu Xuxá para que possamos desfrutar do nosso amor em paz. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aquiaqui e aqui

 Imagem: a arte do pintor impressionista francês Edgar Degas (1834-1917). Veja mais aqui e aqui.

Veja mais Pesquisa & Cia, Marcelo Gleiser, Fernando Sabino, Bigas Luna, Juno/Hera, Eliane Elias, Alonso Cano, Minna Canth & Francesca Neri aqui.


MANIFESTO APPELLATIO – “Todo indivíduo tem o dever de considerar a humanidade inteira como sua família e de se comportar em toda circunstância e em todo lugar como um cidadão do mundo, fazendo assim do humanismo a base de seu comportamento e de sua filosofia”.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: a arte da pintora polonesa Ewa Kienko Gawlik.
Veja mais aqui, aqui e aqui.
 

sexta-feira, setembro 28, 2007

KHAYYÃM, SAINT-MARTIN, MABEL COLLINS, BUDA, BLUMENTAL, INGRES, JOÃO CÂMARA, GAWLIK & FECAMEPA!


REMOENDO AS CATRACAS: QUANDO O BOCÓ DÁ NUM MATA-BURRO DA VIELA, VIRGE! A COISA TÁ FEIA MESMO PRONTA PRO FIM DO MUNDO! - Gentamiga do meu Brasil de Maria-vai-com-as-outras! Hoje eu trago uma indagação: Se um sujeito inventasse de começar lendo a “História da riqueza do homem”, de Leo Huberman e, numa tabacada só, emendasse com “O fim do mundo”, de Otto Friedrich, ao final da leitura ele teria esperança ainda no ser humano? Enquanto o Leo Huberman faz um levantamento da evolução das instituições políticas, dos sistemas econômicos e modelos sociais europeia, pautada no materialismo dialético, desde a idade média até o nascimento do nazifascismo, trazendo uma ideia inicial de como surgiram as primeiras teorias econômicas, relacionando o surgimento das teorias com a história, o Otto Friedrich traz o mito do apocalipse presente em todas as culturas, transmitido geração após geração pela tradição oral, analisando as catástrofes que se abateram sobre a humanidade, desde os tempos bíblicos ao medo do holocausto nuclear. Vamos aprumar a conversa aquiaqui e aqui!


 Imagem: Bathing women, do pintor e desenhista Romantismo francês Dominique Ingres (1780-1867). Veja mais aqui.

Curtindo os álbuns da coleção de oito cds com a interpretação da pianista e compositora polonesa Felicja Blumental (1908 - 1991), iniciativa da filha dela Annette Celine e da Brana Records. Veja mais aqui.

EPÍGRAFESe um homem conquista em batalha mil vezes mil homens, e outro conquista a si mesmo, este é o maior dos conquistadores, trecho extraído do livro Dhammapada (Caminho do Dharma), com máximas em versos agrupados em quatrocentos e vinte e três estrofes, composto por Siddhartha Gautama, o Buda. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

O FILÓSOFO DESCONHECIDO – Entre as obras lidas do Filósofo Desconhecido, atribuídas ao filósofo, advogado, pensador e místico francês Loius Claude de Saint-Martin (1743-1803), destaco um dos importantes trechos: Não, homem, objeto caro e sagrado do meu coração, não temerei o ter-te enganado ao te pintar em cores tão consoladoras as riquezas, os apoios e os testemunhos que se impõem ao teu redor, a fim de atestarem ao mesmo tempo o teu destino e os meios que te são oferecidos para cumpri-lo. Veja mais aqui e aqui.

LEITURA HUMANA - Entre as várias obras lidas da escritora mística e teosofista britânica Mabel Collins (1851-1927), destaco os trechos: [...] Estuda os corações dos homens, de modo que possas saber como é o mundo em que vives e do qual serás uma parte. Olha a vida constantemente mudando e movendo-se ao teu redor, pois ela é formada pelos corações dos homens, e, à medida que tu aprenderes a compreender a natureza e o significado dos corações, serás capaz, gradualmente, de ler a palavra maior da vida. [...] Quando o discípulo está preparado para aprender, então é aceite e reconhecido. Assim deve ser, porque ele acendeu a sua lâmpada, e esta não pode estar oculta. [...] Cada homem é absolutamente para si mesmo o caminho, a verdade e a vida. [...] Cada homem é seu absoluto legislador, o dispensador de glória ou escuridão para si mesmo, o decretador de sua vida, recompensa e punição. [...]. Veja mais aqui.

RUBAIYAT – O livro Rubaiyat, do poeta, matemático e astrônomo persa dos séculos XI e XII, Omar Khayyãm (1048-1131), construído com poemas cujas estrofes de duas linhas com dois hemistíquos cada formando um quarteto, canta a existência humana, a brevidade da vida, o êxtase e o amor. Entre os poemas destaco os trechos: Além da Terra, pelo infinito, / procurei, em vão, o Céu e o Inferno, / depois uma vez me disse: Céu e Inferno estão em ti. [...] Silêncio, dor da minha alma, / deixa-me procurar um remédio. / É preciso viver; os mortos não se lembram / e eu quero rever a minha amada. / É grande a tua dor? Não lhe dês atenção. / Lembra-te dos outros que sofrem inutilmente. / Procura uma linda mulher; mas cuidado, evita amá-la, / e ela, que não te ame. / Rosas, taças, lábios vermelhos: / brinquedos que o Tempo estraga; / estudo, meditação, renúncia: / cinzas que o Tempo espalha. Veja mais aqui e aqui.

CAMINHOS DO FAZ-DE-CONTA - No livro Jogos teatrais (Perspectiva, 1984), da escritora, tradutora e professora universitária Ingrid Koudela, encontrei a parte Caminhos do faz-de-conta, da qual destaco o trecho: Vejo um caminho. Às vezes tortuoso, apontam curvas e trilhas sinuosas. De repente a estrada é larga para dar novamente em uma picada onde se torna necessário até abrir o caminho com a foice. [...] Algumas ideias-chave são essenciais para o entendimento do processo de Jogos Teatrais. A condição fundamental é a criação coletiva onde os jogadores fazem parte de um todo orgânico motivado pela ação lúdica. Aliada a essa condição está eliminação dos papéis tradicionais aluno/professor, dicotomia superada pelo principio de parceria a partir do qual é dissolvido o apelo da aprovação/desaprovação. Não existe certo errado, nem formas certas ou erradas para a cena. Cada cena é uma cena. O método das ações físicas propõe que o jogador saia de si mesmo e focalize o campo de jogo (espaço). [...] Veja mais aqui e aqui.

LE DIVORCE – A comédia romântica Le divorce (À francesa, 2003), dirigido por James Ivory e baseado no romance de Diane Johnson, conta a história de uma mulher que viaja dos Estados Unidos para a Europa, com a intenção de visitar sua irmã que está grávida e foi abandonada pelo seu marido. Ao chegar ao seu destino, ela acaba por se apaixonar por um diplomata francês que é igualmente casado. O destaque do filme é para o time de beldades, a primeira delas a atriz Naomi Watts que ganhou o Prêmio Wella de melhor atriz no Festival de Veneza, mais Kate Hudson, Glenn Close e Leslie Caron. Veja mais aqui.

VEJA MAIS:
Por um novo dia, Machado de Assis, Oswald de Andrade, Sônia Goulart, Ruy Guerra, Sarah Bernhardt & Georges Henri Tribout, Victor de Aveyron aqui.
Psicologia & Literatura, Anton Walter Smetak, Costa-Gavras, Olga Benário, Kazimir Malevich, Pegada de Carbono, Irene Pappás & Camila Morgado aqui

O baquete do Beliato, Erich Fromm, James Joyce, Manoel de Barros, Jean Genet, Édith Piaf, Peter Greenaway, Suzana Jardim, Nathan Oliveira, Vivian Wu, Literatura & Ilustrações Eróticas aqui.
Imagem: a arte da pintora polonesa Ewa Kienko Gawlik. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: Circa (1980), litografia do artista plástico João Câmara.
Veja aqui e aqui.
 


HILDA HILST, HANNAH CRITCHLOW, DANIELLE STEEL & ONILDO ALMEIDA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Fábula hodierna ... - Dois irmãos uterinos, duas irmãs órfãs consanguíneas. Assim: Prometeu brechava fascín...