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segunda-feira, fevereiro 15, 2016

RENATA PALLOTTINI & CARL ROGERS



AS LEIS DO DRAMA – No livro Introdução à dramaturgia (Brasiliense, 1983), da poeta, dramaturga, ensaísta e tradutora paulista Renata Pallottini, trata, entre outros assuntos, acerca das leis do drama, embasada nas teorias de Hegel e de Augusto Boal, quais sejam elas: a lei do conflito, da variação quantitativa (ação dramática), variação qualitativa e interdependência. Segundo a autora, o teatro é conflito: todo drama pressupõe conflito, confronto de vontades, ideias, pontos de vista, ações. Onde não há conflito, não há drama; a ação dramática, o movimento interior, o devir, constituem a própria essência de uma peça de teatro e são consequência do conflito; a variação qualitativa é o ponto de mudança para o qual caminha o conflito, em sua intensificação; e tudo isto, conflito, ação dramática, variação quantitativa e salto qualitativo, deve estar submetido a uma unidade fundamental do todo, à interdependência de todos os componentes, à constância da ideia central, espinha dorsal da obra, e que é, outra vez, o correspondente à regra aristotélica da unidade da ação. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.


UM JEITO DE SER, DE CARL ROGERS - [...] Creio que sei por que me é gratificante ouvir alguém. Quando consigo realmente ouvir alguém, isso me coloca em contato com ele, isso enriquece a minha vida. [...] Quando efetivamente ouço uma pessoa e os significados que lhe são importantes naquele momento, ouvindo não suas palavras mas ela mesma, e quando lhe demonstro que ouvi seus significados pessoais e íntimos, muitas coisas acontecem. Há, em primeiro lugar, um olhar agradecido. Ela se sente aliviada. Quer falar mais sobre seu mundo. Sente-se impelida em direção a um novo sentido de liberdade. Torna-se mais aberta ao processo de mudança. [...] Assim, estimar ou amar e ser estimado e amado são experiências que promovem crescimento. [...] considero a morte como uma abertura para a experiência. Ela será o que tiver que ser, e estou certo de que a aceitarei, quer ela seja um fim, quer uma continuação da vida. [...] Os indivíduos possuem dentro de si vastos recursos para a autocompreensão e para modificação de seus autoconceitos, de suas atitudes e de seu comportamento autônomo. Esses recursos podem ser ativados se houver um clima, passível de definição, de atitudes psicológicas facilitadoras. Há três condições que devem estar presentes para que se crie um clima facilitador de crescimento. [...] Essas tendências, que são a recíproca das atitudes do terapeuta, permitem que a pessoa seja uma propiciadora mais eficiente de seu próprio crescimento. Sente-se mais livre para ser uma pessoa verdadeira e integral. [...] quando criamos um clima psicológico que permite que as pessoas sejam sejam elas clientes, estudantes, trabalhadores ou membros de um grupo não estamos participando de um evento casual. Estamos descobrindo uma tendência que permeia toda a vida orgânica uma tendência para se tornar toda a complexidade de que o organismo é capaz. Em uma escala ainda maior, creio que estamos sintonizando uma tendência criativa poderosa, que deu origem ao nosso universo, desde o menor floco de neve até a maior galáxia, da modesta ameba até a mais sensível e bem-dotada das pessoas. E talvez estejamos atingindo o ponto crítico da nossa capacidade de nos transcendermos, de criar direções novas e mais espirituais na evolução humana. [...] Está-se chegando à compreensão de que a pessoa é um processo e não um conjunto fixo de hábitos, o que provoca maneiras diferentes de comportamento, aumenta as opções. UM JEITO DE SER – O livro Um jeito de ser, de Carl Rogers, trata na primeira parte das experiências e perspectivas pessoas, abordando experiências em comunicação, crescer envelhecendo ou envelhecer crescendo, a dimensão física, atividades, cuidando de mim, abertura para novas ideias, intimidade, alegrias e dificuldades pessoais, reflexões sobre a morte, vivendo o processo de morrer, atividade e risco e assuntos pessoais. Na segunda parte trata dos aspectos de uma abordagem centrada na pessoa, abordando os fundamentos de uma abordagem centrada na pessoa, a formação de comunidades centradas na pessoa: implicações para o futuro, seis vinhetas, características, as evidencias que fundamentam, um processo direcional na vida, provas fornecidas pela teoria pratica modernas, uma base na confiança, uma concepção mais ampla: a tendência formativa, a função de consciência nos seres humanos, estados alterados de consciência, a ciência e o misticismo e uma hipótese para o futuro. A terceira parte do livro trata do processo educacional e seu futuro, abordando para além do divisor de águas: onde agora, o que aprendemos com os grandes grupos: implicações para o futuro, a formação de comunidades centradas na pessoas, o que aprendemos com os grandes grupos, uma descrição de ciclos, o conteúdo dos ciclos, o processo grupal, a função da equipe e a dinâmica de grupo, implicações para a educação no futuro. Na quarta e última parte, trata do tema olhando à frente: um cenário centrado na pessoa, abordando o mundo do futuro e a pessoa do futuro, o mundo do amanhã, o significado das tendências, a pessoa do amanhã, características das pessoas do futuro e se ela sobreviverá, uma visão otimista, entre outras ideias do autor. Veja mais aqui e aqui.

REFERÊNCIAS
ROGERS, Carl. Um Jeito de Ser  São Paulo: EPU, 1987.


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quarta-feira, agosto 06, 2014

ANNE SEXTON, SCHILLER, MAYA ANGELOU, FLORA TRISTAN & LAURENCE GONZALES

 

A SOLIDÃO DE ANNE – A menina foi criada em Weston, filha de empresário nem sucedido, infância confortável e nem um pouco feliz. A difícil relação com os pais em Boston: era a caçula entre duas irmãs. Quando saía do internato era a sua tia-avó solteira o seu amparo. Os pais alcoólatras e a tia-avó distante não parecia louca, apenas doente. Culpou-se pelas enfermidades de Nana: sua voz irada ecoava na cabeça. Casou-se aos 19 anos: ele na Coréia, ela nas passarelas. Como simples dona de casa teve seu primeiro filho e um sinal de alerta: vitimada posteriormente por uma depressão pós-parto. Nasce a filha e sofre um colapso nervoso, internando-se num hospital neuropsiquiátrico. Ali foi encorajada a escrever durante o tratamento: a escrita uma terapia. E escrevia sonetos e outros versos, poemas sobre suas lutas psiquiátricas: To Bedlam and Part Way Back. E as experimentações: de loucura e quase loucura, do patético e bem-intencionado... O mundo ao seu redor a desencorajava, juntou-se a grupos de escritores. Recontava contos de Grimm, usava de fatos e imaginação, ensinava redação criativa e educava adultos. Manipulava tons, rimas e ritmos, refletia sobre os seus tormentos, a dependência de drogas e alcoolismo crônico. Era uma mãe com esgotamento nervoso entre tentativas de suicídio. A filha sai do casulo e perde o corpo antigo, enquanto ela apodrece a maternidade por dentro, sentindo-se descartada, com seus episódios maníacos persistentes. Formou um grupo de jazz com os tons de sua poesia, escrevendo a peça teatral Mercy Street. Seus temas iam além do isolamento e desespero, também tratavam os dramas de seu cotidiano, de menstruação e aborto, masturbação e adultério. Separou-se do marido com uma frase... Como já foi dito: O amor e a tosse não podem ser disfarçados, nem mesmo a pequena tosse. Nem mesmo o pequeno amor... Ela lutou contra a depressão, explorou seus mitos, exorcizou seus demônios, sublimou seus paradoxos. E a vida era a separação, duas filhas, amantes, psiquiatras e incontáveis tentativas de suicídio. Recriou-se e ganhou prêmios, bolsas e viagens. Estava desestabilizada, uma espiral de emoções e sentimentos: a poeta! Enfim, era outubro e retornou para casa depois de uma agenda agitada. Vestiu o casaco de peles de sua mãe e fechou-se em sua garagem: ligou o carro e inalou monóxido de carbono, tornando realidade os versos de "Querendo Morrer": Mas as suicidas têm uma linguagem especial/ como carpinteiros, eles querem saber 'com que ferramenta'/ jamais perguntam o porquê da obra. Anne Sexton (1928-1974). Veja mais abaixo, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível... Quando você aprender, ensine; quando você receber, dê. Há um mundo de diferença entre verdade e fatos. Fatos podem obscurecer a verdade. Minha missão na vida não é meramente sobreviver, mas prosperar; e fazê-lo com alguma paixão, alguma compaixão, algum humor e algum estilo. Pensamento da escritora e ativista estadunidense Maya Angelou - Marguerite Ann Johnson (1928-2014). Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Duas coisas me admiram: a inteligência das feras e a bestialidade dos homens. Todas as desgraças do mundo advêm do esquecimento e do desprezo que até hoje se tem demonstrado aos direitos naturais e essenciais de ser mulher. A lei que escraviza as mulheres e as priva da educação também oprime vocês, homens proletários. Em nome do seu próprio interesse, homens; em nome da sua melhoria, da sua, homens. Em suma, em nome do bem-estar universal de todos, comprometo-vos a exigir os direitos das mulheres. O nível de civilização que várias sociedades humanas alcançaram é proporcional à independência de que as mulheres desfrutam. Pensamento da escritora e ativista franco-peruana Flora Tristan (1803-1844). Veja mais aqui.

 

A NOIVA DE MESSINA – [...] Nas montanhas há liberdade! O mundo é perfeito em todos os lugares, exceto onde o homem chega com seu tormento. [...] Não ligue seu coração aos bens, Que enfeitam a vida de forma fugaz! Quem possui aprende a perder, Deixe quem está feliz aprender a dor! [...]. Trechos extraídos da peça teatral Die Braut von Messina (Createspace, 2012), do poeta, dramaturgo, filósofo e historiador alemão Friedrich Schiller (1759-1805). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

SOBREVIVÊNCIA PROFUNDA – [...] A sobrevivência é a celebração da escolha da vida em vez da morte. Sabemos que vamos morrer. Nós, todos eles. Mas a sobrevivência está dizendo: talvez não hoje. Nesse sentido, os sobreviventes não derrotam a morte, eles aceitam-na. [...] A palavra 'experiente' geralmente se refere a alguém que se safou fazendo coisas erradas com mais frequência do que você [...] Para lidar com a realidade você deve primeiro reconhecê-la como tal. [...] Não entendemos o poder da natureza e do mundo porque não convivemos com ele. Nosso ambiente foi projetado para nos sustentar. Somos os animais domésticos de um zoológico humano chamado civilização. [...] O mundo que imaginamos parece tão real quanto aqueles que vivenciamos. Infundimos o modelo com os valores emocionais de realidades passadas. E, sob o domínio dessa visão (chame-a de “o plano”, escreva em letras grandes), seguimos em frente e agimos. Se as coisas não correrem de acordo com o planejado, poderá ser difícil rever um modelo tão robusto. Num ambiente que apresenta riscos objetivos elevados, quanto mais tempo for necessário para desalojar o mundo imaginado em favor do mundo real, maior será o risco. Na natureza, a adaptação é importante; o plano não é. É uma coisa Zen. Temos que planejar. Mas também devemos ser capazes de abandonar o plano. [...] Para sobreviver, você deve desenvolver emoções secundárias que funcionem em equilíbrio estratégico com a razão. [...] Estou constantemente cercado por uma exibição de maravilhas naturais... É uma beleza cercada por um medo horrível. Escrevo em meu diário que é uma vista do céu de um assento no inferno. (sobrevivente após 53 dias no mar) [...] Perder tudo numa eternidade tão gloriosa é muito mais doce do que vencer arrastando-se por uma vida cautelosa, indolor e sem características. [...] Achamos que acreditamos no que sabemos, mas só acreditamos verdadeiramente no que sentimos. [...] Todo mundo que morre por aí morre de confusão. [...] Ajudar outra pessoa é a melhor maneira de garantir sua própria sobrevivência. Isso tira você de si mesmo. Ajuda você a superar seus medos. Agora você é um salvador, não uma vítima. E ver como sua liderança e habilidade estimulam os outros lhe dá mais foco e energia para perseverar. O ciclo se reforça: você os anima e a resposta deles o anima.Muitas pessoas que sobrevivem sozinhas relatam que estavam fazendo isso por outra pessoa (esposa, namorado, mãe, filho) em casa. [...]. Trechos extraídos da obra Deep Survival: Who Lives, Who Dies, and Why (W. W. Norton & Company, 2004), do escritor estadunidense Laurence Gonzales.

 

TRÊS POEMAS - A BALADA DO MASTURBADOR SOLITÁRIO - O fim do caso é sempre a morte. \ Ela é minha oficina. Olho escorregadio, \ fora da tribo de mim mesmo, minha respiração \ descobre que você se foi. Eu horrorizo \ aqueles que estão por perto. Eu estou alimentado. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama.\ Dedo com dedo, agora ela é minha. \ Ela não está muito longe. Ela é meu encontro. \ Eu bati nela como um sino. eu reclino \ no caramanchão onde você costumava montá-la. \ Você me emprestou na colcha florida. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama. \ Tomemos por exemplo esta noite, meu amor, \ que cada casal reúne \ com um tombamento conjunto, abaixo, acima, \ os dois abundantes em esponja e pena, \ ajoelhando-se e empurrando, cabeça com cabeça. \ À noite, sozinho, me caso com a cama. \ Eu saio do meu corpo dessa maneira, \ um milagre irritante. Posso \ exibir o mercado dos sonhos? \ Estou espalhado. Eu crucifico. \ Minha pequena ameixa é o que você disse. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama. \ Então veio meu rival de olhos pretos. \ A senhora das águas, subindo na praia, \ um piano na ponta dos dedos, vergonha \ nos lábios e um discurso de flauta. \ E eu era a vassoura com os joelhos dobrados. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama. \ Ela pegou você do jeito que uma mulher leva \ um vestido de barganha fora do rack \ e eu quebrei como uma pedra quebra. \ Devolvo seus livros e apetrechos de pesca. \ O jornal de hoje diz que você está casado. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama. \ Os meninos e meninas são um só esta noite. \ Eles desabotoam blusas. Eles descompactam moscas. \ Eles tiram os sapatos. Eles apagam a luz. \ As criaturas cintilantes estão cheias de mentiras. \ Eles estão comendo um ao outro. Eles estão superalimentados. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama. ESSE DIA - Esta é a escrivaninha à qual me sento \ e é a esta escrivaninha que te amo demasiado\ e esta é a máquina de escrever perante mim\ e ontem apenas o teu corpo esteve perante mim\ com os seus ombros unidos num coro grego\ com a sua língua de rei, inventando leis no momento,\ com a sua língua exposta como um gato bebendo leite\ com a língua – e nós os dois na espiral da sua vida escorregadia.\ Foi ontem, esse dia.\ Esse foi o dia da tua língua,\ da tua língua, que veio dos teus lábios,\ duas aberturas, meio animal, meio ave\ capturadas da soleira do teu coração.\ esse foi o dia em que segui as leis do rei,\ passando pelas tuas veias rubras e azuis,\ as minhas mãos descendo pela espinha, descendo depressa como bombeiros num mastro,\ mãos entre as pernas onde exibes a tua sabedoria íntima,\ onde minas de diamantes se escondem e sobressaem para se esconderem,\ sobressaem mais depressa que uma cidade reconstruída.\ ergue-se em segundos, esse monumento.\ O sangue flui no subsolo mas ergue uma torre.\ Uma multidão devia assistir à ascensão deste edifício.\ Por um milagre, fica-se em fila e atira-se confetes. \ Claro, A Imprensa está cá em busca de títulos.\ Claro que alguém devia levar um estandarte pelo passeio.\  Se uma ponte é construída, o presidente não corta uma fita?\ No advento de um fenómeno, o Reis Magos não devem trazer presentes?\ Ontem foi o dia em que eu trouxe presentes para o teu presente\ e vim do vale para me encontrar contigo no pavimento.\ Foi ontem, esse dia. \ Foi esse o dia do teu rosto,\ do teu rosto depois do amor, junto à almofada, uma canção de embalar.\ Meio a dormir ao meu lado, deixando parar o berço antiquado,\ O nosso respirar tornou-se uno, tornou-se no respirar de uma criança,\ enquanto os meus dedos desenhavam pequenos sorrisos na tua boca,\ enquanto eu desenhava AMO-TE no teu peito e no seu baterista\ e murmurava, “Acorda!” e resmungaste no sono\ “Sh. Vamos de carro para Cape Cod. Vamos para a Ponte de\ Bourne. Andamos às voltas na Rotunda de Bourne.” \ Bourne! \ Depois conheci-te no teu sonho e rezei pelo tempo em que seria trespassada e ganharias raízes em mim\ tempos em que poderia dar à luz o teu filho, em que te traria comigo, tu ou o teu fantasma no meu pequeno lar.\ Ontem, eu não queria ser perdida ou achada para isto\ mas esta é a máquina de escrever perante mim\ e o amor vive onde o ontem vive. CELEBRANDO O MEU ÚTERO - Tudo em mim é uma ave.\ Esvoaço todas as minhas asas.\ Elas quiseram cortar-te\ mas não o farão.\ Disseram que eras infinitamente vazio\ mas não és.\ Disseram que estavas moribundo\ mas enganaram-se.\ Cantas como uma colegial.\ Não estás ferido.\ Doce valor,\ celebrando a mulher que sou\ e a alma da mulher que sou\ e a criatura central e o seu prazer\ canto para ti. Atrevo-me a viver.\ Olá, espírito. Olá, taça.\ Firmada, coberta. Cobertura com conteúdo.\ Olá, terra dos campos.\ Bem-vindas, raízes.\ Cada célula tem uma vida.\ Há suficientes para agradar a uma nação.\ Estes bens bastam à populaça.\ Qualquer pessoa, qualquer comunidade diria,\ “É óptimo podermos plantar novamente este ano\ E ter perspectivas de uma colheita.\ Previu-se míldio mas houve engano.”\ Muitas mulheres cantam isto:\ Uma está numa fábrica de sapatos, a amaldiçoar a máquina,\ outra está no aquário a tratar uma foca,\ outra aborrece-se ao volante do Ford,\ outra recebe dinheiro na portagem,\ outra ata a corda do vitelo no Arizona,\ outra percorre a escala de um violoncelo na Rússia,\ outra muda de turno num forno egípcio,\ outra pinta as paredes do quarto da cor da Lua,\ outra morre mas recorda um pequeno-almoço,\ outra estende-se no seu tapete na Tailândia,\ outra limpa o rabo do filho,\ outra olha pela janela de um comboio\ no meio do Wyoming e outra\ está algures e algumas estão em toda a parte e todas\ parecem cantar, embora algumas não saibam cantar uma nota.\ Doce valor,\ celebrando a mulher que sou\ deixa-me andar com um lenço de três metros,\ deixa-me atrair os rapazes de dezanove,\ deixa-me transportar tigelas para a oferenda\ (se é a parte que me toca).\ Deixa-me estudar o tecido cardiovascular,\ deixa-me examinar a distância angular de meteoros,\ deixa-me chupar os caules das flores\ (se é a parte que me toca).\ Deixa-me desenhar umas imagens tribais\ (se é a parte que me toca).\ Por esta coisa que o corpo precisa,\ deixa-me cantar\ pela ceia,\ pelos beijos,\ pelo sim\ correto. Poemas da escritora estadunidense Anne Sexton (Anne Gray Harvey – 1928-1974). Veja mais aqui e aqui.

 


O TEATRO DA ESPONTANEIDADE – A obra O teatro da espontaneidade, de Jacob Levy Moreno (1892-1974), aborda temas como a influencia da espontaneidade no drama moderno e psicodrama, ideia fixa, lugar e significação do self, dimensões e futuro do sel do homem, origem do teatro, analise do teatro legitimo e a categoria do momento, teatro do conflito, teatro no palco e teatro de plateia ou grupo, participação da audiência e diretor de audiência, drama da audiência, o metateatro, estrutura arquitetônica, elenco, as duas meta zonas, metapraxis, dramaturgia experimental, principio, direção de produção, teste de espontaneidade, ciência das formas, diferente analítica entre o ator de espontaneidade e o ator dramático, ato criativo, estado de espontaneidade, caráter duplo do estado de espontaneidade, status nasciendi e ideia de perfeição, dramaturgia e criaturgia, patologia do trabalho de espontaneidade, drama-máquina e o principio da espontaneidade, ciência das relações interpessoais, técnicas para o ator individual e ação interpessoal, principio de liderança no role playing, espaço e movimento, técnica de um desempenho dramático totalmente espontâneo, sistemas de comunicação, ciência da apresentação, panos de fundo, máscaras, preparação, direção, aplicações, programa de peças, jornal vivo, improvisação e drama espontâneo, temas principais da educação da espontaneidade, linguagem legitima e ilegítima, catarse mental e cura, teatro terapêutico, Goethe e o psicodrama, entre outros importantes assuntos. Veja mais aqui e aqui.

REFERÊNCIA
MORENO, Jacob Levy. O teatro da espontaneidade. São Paulo: Summus, 1984.


PSICODRAMA – A obra Psicodrama, de Jacob Levy Moreno, trata do berço do psicodrama, antecedentes históricos e ideia de catarse total, origens do drama terapêutico, filosofia do ato criador, o estado da espontaneidade, o jornal vivo, mundo das crianças, teoria geral da espontaneidade, Helen H. Jennings, o psicodrama na educação, psicodrama experimental, função do direito e do Ego auxiliar, entre outros assuntos.

REFERÊNCIA
MORENO, J. L. Psicodrama. São Paulo: Cultrix, 1978.

PSICODRAMA E NEUROCIÊNCIA - A obra Psicodrama e Neurociência: contribuição para a mudança terapêutica, aborda temas como neuroplasticidade e mudança terapêutica, neurônios-espelho e o espaço intersubjetivo, o conceito de eu em Moreno e a teoria emergentista do eu de Rojas-Bermudes, imagem psicodramática e a técnica de construção de imagens, uso da técnica de construção de imagens na clinica psicodramática, construção de imagens com tecidos (CIT) em psicoterapia psicodramática bipessoal e nas organizações, construção de imagens em grupo com pacientes psicóticas, psicodrama transformador na mudança terapêutica, entre outros assuntos.

REFERÊNCIA
FLEURY, Heloisa; KHOURI, Georges; HUG, Edward. Psicodrama e Neurociência: contribuição para a mudança terapêutica. São Paulo: Ágora, 2008.

PSICODRAMA COM CRIANÇAS – A obra Psicodrama com crianças: uma psicoterapia possível, organizada por Camila Salles Gonçalves, aborda temas como faz-de-conta e participação social, implantação do atendimento a crianças, rematrizando a relação pais-filhos, psicoterapia dos papéis de pai e de mãe, psicodrama com crianças, duas sessões com meninas, matriz de identidade e desenvolvimento afetivo-emocional, o som e a fúria dos punks, uma nave contra a monstro do espaço, o avião e a morte, entre outros importantes temas.

REFERÊNCIA
GONÇALVES, Camila (Org.). Psicodrama com crianças: uma psicoterapia possível. São Paulo: Ágora, 1988.

PSICODRAMA NO SÉCULO 21 – A obra Psicodrama no século 21: aplicações clínicas e educacionais, organizada por Jacob Gershoni, reúne diversos autores que abordam temas como o psicodrama e outros métodos, o sistema triádico, sociometria, psicodrama, psicoterapia de grupo, a transferência no psicodrama analítico, a utilização na terapia familiar sistêmica de Bowen, terapia estrutural de família, modelo para grupos de crianças, metáforas para conectar corpo e mente, sinergia entre arteterapia e psicodrama, interligação dos mundos externo e interno, aplicações a diversos grupos, aplicação do psicodrama na vida diária, métodos, sociodrama, sociometria, traumas de terremotos, tratamento de adição e trauma em mulheres, comunidade gay, lésbicas, bissexuais, transgêneros, treinamento e consultoria, educação vivencial, exploração de um ambiente de aprendizagem cooperativa, treinamento de advogados, consultas sistêmicas com clínicos gerais, entre outros assuntos.

REFERÊNCIA
GERSHONI, Jacob (Org.). Psicodrama no século 21: aplicações clínicas e educacionais. São Paulo: Ágora, 2008.

UMA ANATOMIA DO DRAMA – A obra Uma anatomia do drama, de Martin Esslin, aborda temas como definições, delimitações e natureza do drama, a experiência coletiva, o ritual, estilo e caracterização, a estrutura, o vocabulário crítico, tragédia, comédia, tragicomédia, o palco e os meios de comunicação de massa, ilusão e realidade, o drama e a sociedade, a verdade do drama, entre outros importantes temas.

REFERÊNCIA
ESSLIN, Martin. Uma anatomia do drama. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

O SIGNO TEATRAL – A obra O signo teatral: a semiologia aplicada à arte dramática, de Roman Ingarden, Petr Bogatyrev, Jindrich Holzl e Tadeuz Kowzan, trata da semiologia e o espetáculo teatral, as funções da linguagem teatral, os signos do teatro, a mobilidade do signo teatral e o signo no teatro.

REFERÊNCIA
INGARDEN, R.; BOGATYREV, P.; HONZL, J.; KOWZAN, T. O signo teatral: a semiologia aplicada à arte dramática. Porto Alegre: Globo, 1977.

TEORIA E TÉCNICA DA ARTE-TERAPIA – A obra Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito, de Sara Païn e Gladvs Jarreau, aborda a arte-terapia sua definição, dimensão antropológica da atividade estética, a subjetiva estética, a utilização da arte com fins terapêuticos, o papel do arte-terapeuta, os espaços e o tempo, a constituição dos grupos, definição psicologia da atividade representativa, os aspectos semióticos, o processo de criação, representação e patologia, psicologia da representação, as técnicas, as marionetes, o fantoche de vara, psicologia da representação pela marionete, as máscaras, entre outros importantes temas.

REFERÊNCIA
PAÏN, S.; JARREAU, G. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.


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