terça-feira, fevereiro 21, 2017

EXISTE GENTE PRA TUDO!

Zenobia in Chains, da escultora Harriet Hosmer (1830-1908)
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EXISTE GENTE PRA TUDO! - Imagem: grafite de Banksy - O que tem de gente ré-pra-trás na vida e na TV não está no gibi! É cada purgante dos brabos e pra todo gosto: abstêmio chato, imberbe crici, barbudo das ventas danadas, oxe! Afora aqueles maçantes que defendem os animais e maltratam o ser humano, médico no esquadrão da morte, advogado burlando leis, autoridade abusando de poder, engenheiro destruindo o meio ambiente, cristãos intolerantes, mafiosos bonzinhos e obrando caridade, até quem bote catinga em merda! Tem gente insossa como a praga, os do contra tudo e a favor do golpe, aqueles achamorrados pra desfazer o que se faz ou atrapalhar tudo, ô raça mais perniciosa de gente, a calamidade mais abjeta. Ah! Ainda tem os fumantes que são piores que as bombas de todas as guerras, emporcalham o mundo, fabricam lixo e poluição, roubam com o fedor o perfume de tudo, fabricam monturo para proliferação indesejável de insetos, enfermidades e destruição. Com a sua tragada contribuem para a desgraça humana, pior que todos os desastres naturais e quaisquer vírus contagiosos e letais. Com a bituca degradam o ambiente, pior que as minas explosivas, lixo atômico, eletrônico e hospitalar; polui sozinho o ar, a água, e toda Terra, se auto-envenenam e aos outros do mundo todo, sendo, por isso, o pior dos vícios e o maior dos assassinos que contaminam tudo, seduzem mais que as ofertas, são as portas para bebedeiras, drogas pesadas, contravenções e crimes. Isso um fumante, imagine os tantos que baforam por aí com a cara mais cínica! Isso são eles enquanto os bueiros das indústrias são o desenvolvimento sustentável & as motos roncam, os automóveis passeiam, os caminhões e ônibus carregam o progresso e todos fazem a felicidade do trânsito. Um fumante é uma catástrofe sem precedentes enquanto as aeronaves & navios & foguetes, a radioatividade e eletroeletrônicos, jogos, roubalheiras, malversação do erário público, trambicagem, safadeza, agiotagem, isso tudo é de menos, o péssimo mesmo é ficar fumaçando numa fedentina horrível que até o Ministério da Saúde desaconselha – que Ministério, hem? Ah, quem fumega mais? Apesar de tudo isso ainda há quem fume, tem gente pra tudo, ué! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

 Curtindo os álbuns Sou suspeita, estou sujeita, não sou santa (2011) e Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários (2014), da cantora e compositora Anelis Assumpção.

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DESTAQUE: VANMEGAPRANA
Uma moça chamada Niimogo, ficou grávida. Certo dia, quando se banhava no riacho, o filho abandonou o ventre, nadou, transformado em paca, ao redor de sua mãe. Depois voltou ao lugar primitivo. Fez isso muito tempo, até que, por fim, não mais regressou ao ventre materno. Quando Niimogo ia com as outras mulheres cavar batatas na roça, ela deixava a criancinha deitada na sombra de uma árvore. Às vezes, as mulheres observavam de longe que o pequeno Vanmegrapana se punha de pé e, então, corriam para ver melhor. Mas quando chegavam junto dele, já tinha voltado a ser uma criancinha fraca. Quando Niimogo ia buscar água no riacho, levava o menino escanchado na cintura, mas assim que saía da aldeia, o menino crescia e se punha a correr a seu lado. No regresso, ele se transformava outra vez numa débil criancinha escanchada na cintura. O irmão da alegre Niimogo tinha ódio ao menino e exigia dela que o matasse, mas a moça não queria fazê-lo porque o menino era muito bonito. Diante disso, o tio fez um buraco e enterrou o sobrinho vivo, mas à meia-noite Vanmegaprana fugiu da sepultura e foi procurar a mãe, para mamar. No dia seguinte o irmão de Niimogo vendo-a com filho no colo, perguntou como era possível aquilo e ela contou que o menino, sem que ninguém o ajudasse, voltara pra casa. Disposto a dar fim ao sobrinho, levou Niimogo e o filho à beira de um abismo, arrancou Vanmegaprana do colo materno e, por mais que a avó deste chorasse e pedisse, arremessou-o despenhadeiro abaixo. O menino, porém, transformou-se numa folha seca e foi caindo devagar, dando voltas, até chegar ao chão. O irmão de Niimogo correu a procurar lá embaixo do despenhadeiro até que apanhou a folha, queimando-a numa fogueira longe dos olhos da avó e da mãe que choravam muito. E todos acreditaram que Vanmegaprana tivesse morrido dessa vez. Mas ele ressuscitou das cinzas em forma de um homem branco. Foi à beira do riacho e, tomando de uma cuia, atirou farinha de mandioca aos peixes. Imediatamente os peixes brancos se transformaram em gente branca e os peixes pretos, em negros. E Vanmegaprana disse: - Mais tarde vós também me perseguireis. Construiu uma oca grande e fez todas as coisas que hoje os cristãos possuem. Ao alvorecer, os índios da taba ouviram o amiudar dos galos a grande distância; a seguir, o rinchar dos cavalos e o mugir das vacas. – Que animais serão esses? – perguntaram admirados. Dali a pouco, viram subir fumaça na distância e compreenderam que tinham um vizinho. O mais curioso de todos foi até lá e Vanmegaprana mostrou-lhe os animais domésticos e lhe ensinou os seus nomes. Depois mandou chamar os parentes e lhes deu arroz e carne de vaca para comer, ensinando-lhes como deviam preparar tais pitéus. – Se não me tivesses perseguido, serias agora um homem rico. Perguntou a Niimogo se o estava reconhecendo. Ela, depois de encará-lo, disse que não. Então ele falou: - Pois eu sou o teu filho! Niimogo chorou muito. Vanmegaprana encheu-os de presentes e mandou-os embora, em paz. Vanmegaprana era o velho imperador Dom Pedro II.
Lenda extraído de Os Apinajé (Boletim do Museu Emilio Goeldi, 1956), transcrita por Curt Nimuendaju Unkel. Veja mais aqui

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da escultora neoclássica estadunidense Harriet Hosmer (1830-1908).
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Reconciliation, da escultura britânica-brasileira Josefina de Vasconcelos, J.B. Priestley Library, University of Bradford.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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ÍTALO CALVINO, WILLIAM BLAKE, WORDSWORTH, SUZANA ALBORNOZ, SOLIDARIEDADE & LIBRAS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A QUEM INTERESSAR POSSA – Aprendi a ver na escuridão, a luz restava dentro de mim como um minúsculo pavio aceso, mostrando o fim do túnel ...