Zenobia in Chains, da
escultora Harriet Hosmer (1830-1908)

Curtindo os álbuns Sou suspeita, estou sujeita, não sou santa (2011) e Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários
(2014), da cantora e compositora Anelis
Assumpção.
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DESTAQUE: VANMEGAPRANA
Uma moça chamada
Niimogo, ficou grávida. Certo dia, quando se banhava no riacho, o filho
abandonou o ventre, nadou, transformado em paca, ao redor de sua mãe. Depois voltou
ao lugar primitivo. Fez isso muito tempo, até que, por fim, não mais regressou
ao ventre materno. Quando Niimogo ia com as outras mulheres cavar batatas na
roça, ela deixava a criancinha deitada na sombra de uma árvore. Às vezes, as
mulheres observavam de longe que o pequeno Vanmegrapana se punha de pé e,
então, corriam para ver melhor. Mas quando chegavam junto dele, já tinha
voltado a ser uma criancinha fraca. Quando Niimogo ia buscar água no riacho, levava
o menino escanchado na cintura, mas assim que saía da aldeia, o menino crescia
e se punha a correr a seu lado. No regresso, ele se transformava outra vez numa
débil criancinha escanchada na cintura. O irmão da alegre Niimogo tinha ódio ao
menino e exigia dela que o matasse, mas a moça não queria fazê-lo porque o
menino era muito bonito. Diante disso, o tio fez um buraco e enterrou o
sobrinho vivo, mas à meia-noite Vanmegaprana fugiu da sepultura e foi procurar
a mãe, para mamar. No dia seguinte o irmão de Niimogo vendo-a com filho no
colo, perguntou como era possível aquilo e ela contou que o menino, sem que
ninguém o ajudasse, voltara pra casa. Disposto a dar fim ao sobrinho, levou
Niimogo e o filho à beira de um abismo, arrancou Vanmegaprana do colo materno
e, por mais que a avó deste chorasse e pedisse, arremessou-o despenhadeiro
abaixo. O menino, porém, transformou-se numa folha seca e foi caindo devagar,
dando voltas, até chegar ao chão. O irmão de Niimogo correu a procurar lá
embaixo do despenhadeiro até que apanhou a folha, queimando-a numa fogueira
longe dos olhos da avó e da mãe que choravam muito. E todos acreditaram que
Vanmegaprana tivesse morrido dessa vez. Mas ele ressuscitou das cinzas em forma
de um homem branco. Foi à beira do riacho e, tomando de uma cuia, atirou
farinha de mandioca aos peixes. Imediatamente os peixes brancos se
transformaram em gente branca e os peixes pretos, em negros. E Vanmegaprana
disse: - Mais tarde vós também me perseguireis. Construiu uma oca grande e fez
todas as coisas que hoje os cristãos possuem. Ao alvorecer, os índios da taba
ouviram o amiudar dos galos a grande distância; a seguir, o rinchar dos cavalos
e o mugir das vacas. – Que animais serão esses? – perguntaram admirados. Dali a
pouco, viram subir fumaça na distância e compreenderam que tinham um vizinho. O
mais curioso de todos foi até lá e Vanmegaprana mostrou-lhe os animais domésticos
e lhe ensinou os seus nomes. Depois mandou chamar os parentes e lhes deu arroz
e carne de vaca para comer, ensinando-lhes como deviam preparar tais pitéus. –
Se não me tivesses perseguido, serias agora um homem rico. Perguntou a Niimogo
se o estava reconhecendo. Ela, depois de encará-lo, disse que não. Então ele
falou: - Pois eu sou o teu filho! Niimogo chorou muito. Vanmegaprana encheu-os
de presentes e mandou-os embora, em paz. Vanmegaprana era o velho imperador Dom
Pedro II.
Lenda extraído de Os
Apinajé (Boletim do Museu Emilio Goeldi, 1956), transcrita por Curt
Nimuendaju Unkel. Veja mais aqui.
CRÔNICA DE AMOR POR ELA
CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na
Terra: Reconciliation,
da escultura britânica-brasileira Josefina
de Vasconcelos, J.B. Priestley Library, University of Bradford.
Recital
Musical Tataritaritatá - Fanpage.