sábado, junho 28, 2014

ROUSSEAU, PIRANDELLO, PAT METHENY, RUBENS & MEL BROOKS

Imagem: Rousseau (painted portrait), in 1753, by Maurice Quentin de La Tour.

JEAN-JACQUES ROUSSEAU - Quando li o Contrato Social, do filósofo, escritor e teórico político do Iluminismo e precursor do Romantismo francês, Jean-Jacques Rousseau, foi lá pelo final dos anos 1970, quando eu me preparava para fazer o curso de Direito. Hoje relendo, encontro essas sábias palavras: “[...] O povo, por si, quer sempre o bem, mas por si nem sempre o encontra. A vontade geral é sempre certa, mas o julgamento que a orienta nem sempre é esclarecido. É preciso fazê-la ver os objetos tais como são, algumas vezes tais como devem parecer-lhe, mostrar-lhe o caminho certo que procura, defendê-la da sedução das vontades particulares, aproximar a seus olhos os lugares e os tempos, pôr em balanço a tentação das vantagens presentes e sensíveis com o perigo dos males distantes e ocultos. Os particulares discernem o bem que rejeitam; o público quer o bem que não discerne. Todos necessitam igualmente, de guias. A uns é preciso obrigar a conformar a vontade à razão, e ao outro, ensinar a conhecer o que quer. Então, das luzes públicas resulta a união do entendimento e da vontade no corpo social, daí o perfeito concurso das partes e, enfim, a maior força do todo [...]. Veja mais aqui.

 Imagem: The Hermit and Sleeping Angelica (1626) do pintor flamengo Peter Paul Rubens (1577-1640)

Ouvindo Dream of the return, com Pat Metheny Group.



LUIGI PIRADELLO – Primeiro eu conheci a obra teatral do dramaturgo, poeta e romancista siciliano Luigi Pirandello (1867 – 1936), que começou com Assim é se lhe parece (1918) seguindo-se de outras até a clássica Seis personagens à procura de um autor (1921), esta última contando a história de um grupo de atores em ensaio, sob a supervisão do diretor; o trabalho é interrompido com a chegada de seus pessoas que se apresentam como personagens – nascidas da imaginação de um autor que depois se recursou a escrever sua história – e que pedem aos atores que a representem. A ação se desenvolve em diferentes níveis de fabulação; a luta das personagens com o diretor, transformado em autor. A luta entre as várias personagens em desacordo constante sobre o significado ou mesmo sobre os fatos da história que cada um viveu a seu modo, tudo apresentando os paradoxos e contradições que são imanentes na sua obra. A literatura dele só conheci depois quando comecei a reler as peças, aí foi que encontrei uma de suas obras literárias O falecido Mattia Pascal, a qual destaco essa passagem: “[...] Decerto, alguém desejará lastimar-me (custa tão pouco), imaginando a dor atroz de um infeliz ao qual aconteça, de repente, descobrir que... sim, nada, enfim; nem pai, nem mão, nem como foi ou deixou de ser; e também desejará indignar-se (custa ainda menos) da corrupção dos costumes, dos vícios e da malvadeza dos tempos que podem causar tamanha desdita a um pobre inocente. Pois bem, faça-o, à vontade. [...] Porque, no momento (e Deus sabe quanto o deploro), já morri, sim, duas vezes,mas a primeira, por engano, e a segunda... irão saber”. Veja mais aqui.


MEL BROOKS – Sempre fui apaixonado por cinema. É uma das artes que aprecio sem moderação, talqualmente música, teatro, literatura. Entre os tantos cineastas da minha predileção, um deles me levou às gargalhadas soltas: Mel Brooks (leia-se Melvin Kaminsky). E entre tantos filmes dele, um deles (ou quase todos) quase me fez estourar de tanto rir: História do Mundo (parte 1, porque a prometida parte 2 até hoje não apareceu ou não vi). Ele sempre me traz uma lição: a vida é pra ser levada com muito bom. Salve, Mel Brooks.


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