A arte do pintor francês Georges Seurat (1859-1891).

PENSAMENTO DO DIA – É o
que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado
porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi
lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz. Pensamento do filósofo,
dramaturgo e escritor francês Jean-Paul Sartre (1905-1986). Veja mais
aqui.
A LINGUAGEM & O SENTIDO - [...] O
sentido está sempre no viés. Ou seja, para se compreender um discurso é
importante se perguntar: o que ele não está querendo dizer ao dizer isto? Ou: o
que ele não está falando, quando está falando disso? [...]. Extraído da
obra A linguagem e seu funcionamento: as
formas do discurso (Pontes, 1987) da professora e pesquisadora Eni Pulcinelli Orlandi.
A VIAGEM INTERIOR – [...] Uma
longa vida de reflexões é uma grande experiência. É mesmo às vezes o termo das
experiências de uma família ou de uma raça, a resposta dada ao enigma de sua
caminhada secular. O fruto amadurecido de seu lento crescimento, e que traz a
marca de seus erros, de seus sucessos, de suas virtudes e vícios. Gostaria de
aclarar o enigma da minha. Queria extrair-lhe o significado, aos olhos dos
outros e aos meus. Pois que cheguei à hora em que se arrojam das esperanças que
se quebram, se abraça o conjunto da rota percorrida, com o olhar lavado e o
coração desimpedido [...] Trechos extraídos da obra Le Voyage intérieur (Albin
Michel, 1942), do novelista, biógrafo e músico francês e Prêmio Nobel de
Literatura de 1915, Romain Rolland (1866-1944). Veja mais aqui.
O CORVO E O PAVÃO - O
pavão, de roda aberta em forma de leque, dizia com desprezo ao corvo: - Repare
como sou belo! Que cauda, hein? Que cores, que maravilhosa plumagem! Sou das
aves a mais formosa, a mais perfeita, não? - Não há dúvida que você é um belo
bicho -- disse o corvo. Mas, perfeito? Alto lá! - Quem quer criticar-me! Um
bicho preto, capenga, desengraçado e, além disso, ave de mau agouro... Que
falha você vê em mim, ó tição de penas? O corvo respondeu: - Noto que para
abater o orgulho dos pavões a natureza lhes deu um par de patas que, faça-me o
favor, envergonharia até a um pobre diabo como eu... O pavão, que nunca tinha
reparado nos próprios pés, abaixou-se e contemplou-os longamente. E,
desapontado, foi andando o seu caminho sem replicar coisa nenhuma. Tinha razão
o corvo: não há beleza sem senão. Extraído da obra Fábula (Brasiliense, 1994), do escritor Monteiro Lobato
(1882-1948). Veja mais aqui.
VERSOS ÍNTIMOS - Vês! Ninguém assistiu ao formidável / Enterro de tua
última quimera. / Somente a Ingratidão - esta pantera - / Foi tua companheira
inseparável! / Acostuma-te à lama que te espera! / O Homem, que, nesta terra
miserável, / Mora, entre feras, sente inevitável / Necessidade de também ser
fera. / Toma um fósforo. Acende teu cigarro! / O beijo, amigo, é a véspera do
escarro, / A mão que afaga é a mesma que apedreja. / Se a alguém causa inda
pena a tua chaga, / Apedreja essa mão vil que te afaga, / Escarra nessa boca
que te beija! Poema do poeta,
advogado e professor paraibano do movimento pré-modernista da literatura
brasileira, Augusto dos Anjos (1884-1914). Veja mais aqui.
A arte
do pintor francês Georges Seurat
(1859-1891).
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DE AMOR POR ELA
Leitora
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CANTARAU: VAMOS
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