sexta-feira, agosto 23, 2013

HESBA STRETTON, ROSEGGER, TAIKON, REICH & LITERÓTICA

DOIS POEMETOS EM PROSA DE AMOR PRA ELA: - I – TRANSBORDANDO: Eis que vôo acima dos mortais pela abissal língua esfíngica soberana ensopada dos desejos mais intensos que revejo na viagem pela imensa abóbada dos fulgores estelares onde tudo baila na flor do coração suplicando amor, onde tudo transborda de prazer no sobejo quando deliro amante na saliva e gotejo o triunfo no lago de água cristalina que almejo nas profundezas, serranias, orgias e curvas dos seus lábios encarnados pela fúria dos amantes. II - USO & ABUSO - O olhar. E eu vejo o meu verso indeciso nas suas entremanhãs. Nas suas manhas vãs. E sou mais que herói na sua retina. A ponto que afina as necessidades e ela com vaidade me segura com toda travessura pr´eu não ir embora. Agora? Não, nunca, só ela que adunca acha que posso ir embora. É canção. E ouço. Função por todo meu osso. De dor e prazer eu canto. Rigor e lazer, seu manto. E ela me ouve mortal criatura como se eu tivesse a candura de enfeitiçá-la. Quando na sala ela está nua para que eu a possua até o final dos tempos. Toco seu corpo, sua pele macia. É puro conforto quando vasculho sua alvenaria. É perfume no ar. É o seu cheiro a me fazer levitar no seu ventre com seu grito ancestral entre os dentes e a vida caindo na sua face sorrindo o atlântico sol. É quando ela desmancha na minha boca ancha com o seu gosto singular: o meu verso incisivo a poetar na sua carne cunhã que usufruo com afã seu sabor de caju, maracujá, de abacaxi, de cajá, é quando ela foca e com a ponta da língua ela toca todos os meus poros, eu só revigoro e me rendo de paixão com ela estirada inteirinha na palma da minha mão. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aquiaqui.

 


DITOS & DESDITOS - A vida nos moldou e me tornou humilde... Lembro até hoje do gelo na tela. Estou muito feliz por receber este prêmio (medalha de ouro governamental “Illis quorum meruere labores” por suas realizações como ourives). Isso não é apenas um prêmio para mim, mas para todos os ciganos em todos os lugares. Sempre foi sobre direitos humanos, sabe. Que eles deveriam se aplicar a nós, ciganos, também. Que devemos ter o mesmo direito de ter uma vida decente como qualquer outra pessoa, com moradia, emprego e educação. Nós não estávamos lá, deve ser conhecido! Sou muito grata pelo trabalho feito, mas 20 anos? Se um bebê que nasce hoje não será tratado com igualdade, a menos que se torne um adulto? Um jovem de 20 anos deve esperar até os 40? Estou impaciente, sabe. Por quanto tempo isso vai continuar? Eu estou preocupada. Vamos voltar aos anos 1930 - e 40? Vemos os ciganos nos Bálcãs, onde podem viver com seus filhos em montes de escória tóxica. Vejo Buchenwald e Auschwitz diante de mim nesses países. Chega de racismo. Ninguém nunca nos perguntou por que o povo cigano sempre viveu à margem da sociedade, nem como esse modo de vida afetou a estrutura da família cigana. Como avestruzes, as pessoas enterravam a cabeça na areia. Eles não queriam ver ou ouvir; eles não queriam enfrentar os fatos. É tão mais simples e tão mais fácil para a consciência acreditar que o povo cigano é constituído pelos 'pitorescos' sobreviventes de uma nação que os especialistas, que não passam de charlatães, ousam criticar com julgamentos precipitados e preconceitos, usando expressões como ' Eles não querem morar em casas', 'Eles devem ser tão livres quanto os pássaros' ou 'Eles estão sempre felizes, cantando e atuando'. Pensamento da escritora e ativista sueca Katarina Taikon (1932-1995).

 

ALGUÉM FALOU: A verdadeira questão não é a de saber por que as pessoas se revoltam, mas por que não se revoltam... Pensamento do médico, psicanalista e cientista natural Wilhelm Reich (1897-1957). Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

TEIAS DE ARANHA & CABOS – […] Deus escolhe nossos parentes para nós; mas um homem escolhe sua própria esposa; ter livre arbítrio naquela escolha da qual depende sua própria vida e a vida dos outros. No entanto, o mais sábio dos homens disse: 'Quem encontra uma esposa encontra uma coisa boa e obtém o favor do Senhor'. Sim, uma boa esposa é o símbolo de tal favor amoroso que ainda não conhecemos neste mundo [...] Se Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados, por que não devemos perdoar? Se formos fiéis e justos, o faremos. [...] O pecado espalha miséria ao seu redor somente quando há terreno pronto para a semente ruim [...]. Trechos extraídos da obra Cobwebs and Cables (Curiosmith, 2013), da escritora britânica Hesba Stretton (1832-1911). Veja mais aqui.

 

O OUTRO TAMBÉM É VOCÊ - O que uma vez a Terra me apresentou \ ela já está pedindo de volta; \ vem para tomar o que ela havia concedido, \ agarrando tenra partícula por partícula. \ Estranho: quanto mais feridas eu carregava, \ mais beleza mostrava a terra; \ Aquilo pelo que lutei, ganhos de mérito, \ caindo suavemente de minha mão. \ E quanto mais leve fico, \ mais pesadamente ando: \ 'Você não pode, de seu ambiente úmido, \ me poupar, Terra? Eu imploro, fale!' \ 'Não, não posso dispensar você, irmão, \ preciso de você para o outro; \ de ti alimentarei o outro: \ deixa-o também ver o sol. \ Mas relaxe e não se lamente: \ Para o Outro, também 'é Você! Poema do poeta austríaco Peter Rosegger (1843-1918). Veja mais aqui.

 

 PROGRAMA DOMINGO ROMÂNTICO – O programa Domingo Romântico que vai ao ar todos os domingos, a partir das 10hs (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. Na edição deste 25 de agostoas comemorações do mês de aniversário de 8 anos do programa com muitas atrações, confira: Elomar, Uakti, Patativa de Assaré, Toquinho & Vinicius, Rick Wakeman, Xangai, Jessé, Milton Nascimento, Carlos Santana, Phil Collins, Erasmo Carlos & Skank, Arrigo Barnabé & Tetê Espíndola, Itamar Assumpção, Simone, Djavan, Ney Matogrosso, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Altay Veloso, Zélia Duncan, Maria Bethania, Fafá de Belém, Dóris Monteiro, Belchior, Caetano & Maria Gadu, Maria Dapaz, Jozy Lucka, Tatiana Cobbett, Braulio Tavares, Bee Scott, Dhara Alzira Mamana, Jarbinhas Barros, Di Mostacatto, Zé Barros, Jessier Quirino, Silvili Sakovic, Thiago Felix, Tirso Florence de Biasi, The Fevers, Altemar Dutra Junior, Roberto Carlos, Martinha & muito mais! Participe, comente, curta online & abrilhante a nossa festa neste 25 de agosto, na programação da Cidade FM 87,9, a partir das 10hs. Veja mais aqui.



SERVIÇO:

O que? Programa Domingo Romântico.

Quando? Neste domingo, 25 de agosto , a partir das 10hs.

Onde? Cidade FM 
Apresentação Meimei Corrêa.

Veja outras edições do Domingo Romântico .


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Cheiro da felicidade & Segunda feira do Trâmite da Solidão aqui.

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domingo, agosto 18, 2013

TERESA DE BENGUELA, ALHATHLOUL, OCAMPO, VAZHA-PSHAVELA, VACULÍK & UTOPIA DE MORE

 

TEREZA DE BENGUELA, A RAÍNHA QUARITERÊ – A viúva d’África encheu meus olhos enquanto subia a Serra dos Parecis. Eu a vi no Quariterê, divisa do Mato Grosso com a Bolívia, no Quilombo do Piolho. Ao resistir à escravidão na colheita do algodão, milho, feijão, mandioca e banana, tornou-se rainha fugitiva, passava nos barcos imponentes pelo rio Guaporé e outras águas do pantanal, fugia de Vila Bela e às investidas do exército na busca por escravos fujões. Reinou sobre o quilombo, negros e índios, meu coração com todos. Ela foi capturada por bandeirantes a mando da capitania. Ela foi exposta a uma prisão pública, privações e humilhações. Ela não se suicidou depois, mesmo sob o chicote e o genocídio, a violência e o silêncio. Ela não se calou. Ela foi assassinada e sua cabeça exposta como prêmio. O quilombo varrido não aplacou o sangue de resistência contra a escravidão. Meu coração se foi com ela, prantos quilombola para Teresa de Benguela, Rainha Guariterê (1700-1770).

 


DITOS & DESDITOS - Cada nação faz seu próprio fogo e come sua própria comida, e quer beneficiar os outros tanto quanto é útil para si mesma... A tirania, por melhor que seja, destrói o esforço e a autoconsciência da nação... Não, eles se autodenominam "intelligentsia". Agora você pensa, adivinhou que opinião essa intelectualidade desenvolverá sobre seu país? Que estrada você vai escolher? Não podemos pedir-lhes um programa em ação, algo de acordo com as necessidades da nossa vida, não podemos pedir-lhes uma opinião, uma ideia que seja realmente útil e útil para o nosso país. Pensamento do escritor georgiano Vazha-Pshavela (Luka Razikashvili - 1861-1915).

 

ALGUÉM FALOU: Estou com a revolta das mulheres no mundo árabe porque posso pensar e praticar plenamente minha religião (como os homens). Além disso, estou em dívida com minha filha para oferecer a ela uma vida honrada. Rezo sinceramente pelo meu país e por todos os seus cidadãos, mesmo aqueles que fizeram muito esforço para assediar minha família e eu. Pensamento da ativista saudita Loujain Alhathloul. Veja mais aqui.

 

O MACHADO – [...] No funeral, o significado de todos os funerais me foi revelado: eles são a preparação para a própria morte. O funcionário me perguntou se quatro horas da tarde seria conveniente. Eu disse que sim. "É uma boa hora", o balconista me assegurou. Era. [...] Uma fanática psicose de desprezo tomou conta de nós e a ela sucumbimos de bom grado. Nela eu reconheci o real, meu sentimento genuíno sobre esses festivais de trupes internacionais de idiotas castrados e vacas conformistas rarefeitas. [...]. Trechos extraídos da obra The Axe (Northwestern University Press, 1994), do escritor e jornalista tcheco Ludvík Vaculík (1926-2015).

 

DOIS POEMASDIÁLOGO - Falei com você sobre o vaso de porcelana azul, \ sobre um livro que me deram, \ sobre as ilhas Nippon, sobre um homem enforcado, \ falei com você, sei lá, sobre qualquer coisa. \ Você me contou sobre o capim dos pampas com penas, \ sobre uma cidade onde não havia mais gente, \ sobre as estradas atravessadas por uma ponte, \ sobre a crueldade daqueles que matam onças-pardas. \ Ele te contou sobre uma longa cavalgada, \ sobre banhos de mar, sobre as alturas, \ sobre uma flor, sobre algumas escrituras, \ sobre um olho em lata ex-voto.\ Falaste-me de uma fábrica de espelhos, \ das ruas mais íntimas de Almagro, \ de mortes, da morte de Meleagro. \ Não sei por que fomos tão longe.\ Temíamos cair violentamente \no silêncio como num abismo \ e nos olhávamos laconicamente \ como guerreiros armados frente a frente. \ E enquanto \ continuavam os catálogos de longas e toscas enumerações, \ falávamos com muitas perfeições, \ não sei que diálogos travessos e simultâneos. EM SEU JARDIM SECRETO EXISTEM MERCENÁRIOS - Em teu jardim secreto há \ doçuras mercenárias, proclamações ávidas, \ crueldades com corações sutis, \ há ladrões, sereias lendárias.\ Há benefícios em seu ar, \ perfeições arcanas solitárias se multiplicam. \ Eles mergulham em becos estreitos, \ suas árvores com galhos arbitrários.\ Às vezes ouvia o rangido frio \ de um portão que, ao ser fechado, me deixava \ prisioneiro, perdido, sempre escravo.\ da tua felicidade que junto a um rio \ desceu entre as frondes até um abismo \ de luz intermitente, com o teu exorcismo. Poemas da escritora argentina Silvina Ocampo (1903-1994). Veja mais aqui e aqui.

 


A UTOPIA DE THOMAS MORE - Thomas More (ou Thomas Morus, 1478- 1535) foi mártir, patrono dos advogados, Lorde Chanceler da Inglaterra, escritor e filósofo, pensador humanista de origem inglesa e representante das ideologias humanistas renascentistas do século XVI. Por ter pedido demissão do cargo ao rei, defendido Ana Bolena, uma das esposas de Henrique VII, em 1533, se recusado a assistir a coroação do rei e não prestando fidelidade aos seus descendentes, foi condenado a prisão perpétua e, posteriormente, condenado à morte por crime de alta traição. Foi, por isso, decapitado em 1535. Ao longo dos cinco séculos da obra, muitos sonhos com ideal utópico de um mundo justo e igualitário foram alimentados por esse escrito, comungados com o ideal da terra prometida bíblica, eldorado, Canaã, éden terrestre.


A UTOPIA - Obra escrita em 1516, conta o encontro do autor numa praça frente à catedral, na Antuérpia, com seu amigo Pedro Gil que presenciam os relatos da viagem do personagem Rafael Hitlodeu, viajante da expedição de Américo Vespúcio ao continente hoje americano, apresentando uma ilha imaginária onde todos conviviam em harmonia e em favor do bem comum, com liberdade religiosa. Há que se entender que a palavra Utopia é deriva do grego ouk com sentido de negação e topos que traduz a ideia de lugar. Adquire, pois, a palavra sentido de quimera, imaginário, sonho inalcançável. Entretanto, para o autor que antagonizava com o feudalismo da época, a sociedade ideal é aquela apresentada por Platão, em A República, e nos ideais de Tomás de Aquino, realizando com sua obra uma critica social, religiosa e política da Inglaterra de Henrique VIII e o seu Anglicanismo, num ataque amargo à sociedade do Renascimento cristão europeu.

Na primeira parte do livro, o autor descreve os problemas sociais da Europa, dividida pelo egoísmo e ambição de poder e riqueza. Narra que na Utopia, as leis são pouco numerosas; a administração distribui indistintamente seus benefícios por todas as classes de cidadãos.

Na segunda parte do livro, dá-se a descrição física da ilha, e o acontecimento histórico sobre a conquista da terra por um sábio, o rei Utopus, que dá origem ao sistema perfeito. Descreve a sociedade perfeita baseada na inexistência da propriedade privada e na colocação das necessidades coletivas acima dos interesses individuais, dividida por cidadãos livres e escravos que são os prisioneiros de guerra ou criminosos condenados, hierarquia social definida pela idade, mulheres com igualdade de direitos e a força produtiva baseada no trabalho do cidadão livre.

Na parte Das Cidades da Utopia e Particularmente de Amaurota,, narrando que todas as cidades são praticamente iguais, então aqui será descrita somente a capital. Amaurota fica às margens do rio Anidra e de outro pequeno rio que abastece a cidade através de uma rede de canos de barro e cisternas. A cidade é cercada por muralha e fossos. As ruas e praças são largas e espaçosas, as casas são de posse comum e seus habitantes se mudam a cada dez anos.
Na parte Dos Magistrado, ele trata acerca dos filarcas e da protofilarca que escolhem um príncipe que será vitalício, mas o príncipe pode ser deposto a qualquer momento que se suspeite de tirania.
Na parte denominada de Artes e Oficios, continua o autor tratando acerca da agricultura, vestuário, a divisão do tempo entre o trabalho e o estudo.
Na parte Das relações mútuas entre os cidadãos, o autor narra da composição das famílias, a autoridade familiar, os quatro hospitais com ótimo atendimento, isolamento e estoque de remédios e dos escravos que são encarregados dos trabalhos mais penosos.
Apresenta na parte Viagem dos Utopianos o comércio e a riqueza do lugar, as.crenças espirituais dos utopianos e seu interesse por leituras.
A parte dedicada aos Escravos, informa que todos os prisioneiros de guerra e os criminosos condenados são feitos escravos.
Na parte Da Guerra, tratando dos soldados, dos vizinhos zapoletas qie são bárbaros, ferozes e selvagens, e da criação dos rebanhos.
Já na parte Religiões da Utopia, descreve sobre meditação e silêncio nos templos, a existência de materialistas e a diversidade religiosa do lugar. Em oposição ao materialismo ateu, existe um sistema inteiramente diferente e como não é perigoso pode ser professado livremente. Eles acreditam que todos os seres vivos têm alma e elas são imortais como a do homem. A maioria dos utopianos acredita na vida após a morte. E por isso não temem morrer e chora-se pelos doentes e nunca pelos mortos. Apesar das diferentes crenças, todas são praticadas no mesmo templo. Sempre buscando a harmonia entre todas as religiões.


Eis alguns excertos capturados no livro:

[...] Há por toda parte caminho para chegar a Deus [...] os príncipes cuidam somente da guerra (arte que me é desconhecida e que não tenho nenhum desejo de conhecer). Eles desprezam  as artes benfazejas da paz. Trata-se de conquistar novos reinados, e todos os meios lhe parecem bom; o sagrado e o profano, o crime e o sangue, não os detêm. Em compensação, ocupam-se muito pouco de bem administrar os Estados submetidos à sua dominação [...] esses mandriões são uma sementeira inesgotável para o exercito. Com efeito, os ladrões não são os piores soldados, como os soldados não são os ladrões mais tímidos; há muita analogia entre esses dois ofícios. Infelizmente, esta praga social não é particular à Inglaterra; corrói quase todas as nações. [...] Dir-se-ia mesmo que fazem guerras para ensinar o exercício ao soldado a fim de que, como escreveu Salústio, nesse grande matadouro humano, o coração ou a mão não se lhes entorpeçam no repouso. [...] é perfeitamente inútil dar conselhos quando se tem a certeza de que serão repelidos, quer na forma, quer no fundo. Ora, os ministros políticos de hoje, estão impregnados de erros e preconceitos; [...] Há covardia ou má fé em calar as verdades que condenam a perversidade humana, sob o pretexto de que serão escarnecidas como novidades absurdas ou quimeras impraticáveis. [...] Em toda parte onde a propriedade for um bem individual, onde todas as coisas se medirem pelo dinheiro, não se poderá jamais organizar nem a justiça nem a prosperidade social, a menos que denomineis justa a sociedade em que o que há de melhor é a partilha dos piores, e que considereis perfeitamente feliz o Estado no qual a fortuna pública é a presa de um punhado de indivíduos insaciáveis de prazeres, enquanto a massa é devorada pela miséria.
[...]
Cada grupo de trinta famílias escolhe, todos os anos, um magistrado, chamado sifogrante, na antiga linguagem, e filarco, na moderna. Encabeçando os dez sifograntes e suas famílias vem aquele que denominavam antigamente denominado de traníbora, e que hoje chamam protofilarco. Os sifogrante – duzentos ao todo – depois de jurarem eleger o melhor, designam, por voto secreto, um príncipe escolhido entre quatro candidatos propostos pelo povo: cada quarta parte da cidade aponta um candidato e o recomenda ao senado. [...] Eis o que invencivelmente me persuade que o único meio de distribuir os bens com igualdade e justiça, e de fazer a felicidade do gênero humano, é a abolição da propriedade. Enquanto o direito de propriedade for o fundamento do edifício social, a classe mais numerosa e mais estimável não terá por quinhão senão miséria, tormentos e desesperos. [...] .esta massa imensa de gente ociosa parece-me inútil ao pais mesmo na hipótese de uma guerra [...] Eis o que invencivelmente me persuade que o único meio de distribuir os bens com igualdade e justiça, e de fazer a felicidade do gênero humano, é a abolição da propriedade. Enquanto o direito de propriedade for o fundamento do edifício social, a classe mais numerosa e mais estimável não terá por quinhão senão miséria, tormentos e desesperos. Veja mais aqui.

BIBLIOGRAFIA
COELHO,  Teixeira. O que é Utopia. São Paulo: Brasiliense, 1981.
FRANCO, Afonso Arinos et al. O Renascimento. Rio de Janeiro: Agir/Museu Nacional de Belas-Artes, 1978.
MORUS, Thomas – A Utopia. São Paulo: L&PM, 1997.


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sexta-feira, agosto 16, 2013

DRUMMOND, FRÉDÉRIC GROS, LEILAH ASSUMPÇÃO, BOURDIEU, GERTRUDE BELL, PRIMO LEVI & LITERÓTICA

A FESTA NO CÉU DO AMOR – Enquanto rodopiava pelos devaneios solfejando a canção dos seus idílios, ela sonhava comigo: um quase príncipe encantado na sua predileção que chegasse gentil e sedento com o fervor apaixonado de um Dom Quixote buscando nela a Dulcinéia desejada. Enquanto ela encantadoramente azul passeava sobre as nuvens oníricas dos meus desejos, eu coaxava sonhando com uma rã-pintada nua e maravilhosa na fonte das águas amorantes.Ela dava conta de mim nos seus sonhos de princesa. Eu ansiava a sua vida nas minhas alucinações de anuro desolado da beira do rio. Quanto mais cantarolava, mais transluzia infinitamente iridescente na vida. E eu cada vez mais apegado à imagem anfíbia de sua expressão mágica. Certo dia a princesa veio se bronzear no campo. Foi quando correu o boato de que haveria uma festa no céu. Essa eu não poderia jamais perder. Porém, para meu desapontamento, fui excluído pelos promotores do evento por ter a boca grande. Uma desfeita. Mas, cá pra nós, uma provocação para minhas astúcias. E fui: aproveitei a ocasião e me acomodei cuidadosamente dentro da calcinha da princesa e ali fiquei escondido. Ah, um verdadeiro porto seguro, a maloca mais aconchegante e segura que já tinha saboreado desde a maternal fase da concepção. Era o reino da vida e da paixão. Parecia até que ela gostava da minha presença ali. E, por isso, fiquei todo ancho, maior que o meu próprio tamanho. Lá para as tantas, eu fui surpreendido. É que a princesa deu por minha existência. Assustou-se, permitindo que eu caísse em queda livre. Nessa hora pude cantar aos gritos de socorro: “Béu, béu, béu! Se desta eu não escapar, nunca mais festa no céu!”. Tei bei. Lasquei-me! Estava eu ali desfeito em zis pedaços pelo chão. Ao ouvir minha cantiga a princesa azul lembrou dos conselhos de uma cigana despachada que lhe adivinhara as palpitações ocultas na alma, recomendando que desenhasse a efígie do amor dos seus sonhos para sacudi-lo na boca do primeiro sapo que encontrasse e que, ao encontrá-lo, deveria depositá-lo embaixo da sua cama, cuidando para que fosse a sua existência regada à base de ouro, dinheiro e metais. Com isso e só com isso seus desejos se realizariam. Foi aí que ela se encheu de ternura e compaixão, caindo de cócoras cantarolando a juntar pacientemente os meus pedaços. Ao juntá-los passou a cerzir cuidadosamente até me deixar inteiramente coaxando enamorado e todo remendado na beira dos seus sonhos. Ah, a emenda foi melhor que o soneto. É que ela passou a me embalar com canções de sua predileção a me tratar com carinhos até me deitar confortavelmente numa aveludada tipóia embaixo da cama e no escuro do seu quarto. Eu, aos pinotes, queria voltar pro meu habitat, enquanto ela me cercava por todas as direções, cuidando para eu não fugir. Numa dessas tentativas de fuga, fui agarrado e no pedestal de uma de suas mãos espalmadas, ela me fitou os olhos: leu-me a alma e o amor. Não sei, acho que se apaixonou por mim. E beijou-me. Crás! Desencantei. Não era o príncipe que ela esperava, mas nem deu tempo para que nomes ou feições valessem nessa hora. Passamos a nos confundir aos beijos um no outro. E rodopiamos juntos o idílio dos nossos sonhos. E desnudados cavalgamos os dias e as noites, lambendo um ao outro para nos purificar de amor e nos entregarmos no meio da chuva que explodiu dos nossos mais selvagens desejos no reino da paixão. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui aqui.

 

DITOS & DESDITOS - Não tenha medo do trabalho duro. Nada que valha a pena vem facilmente. Não deixe que os outros o desencorajem ou digam que você não consegue. Na minha época, me disseram que as mulheres não estudavam química. Não vi razão para não podermos. Eu não tinha nenhuma inclinação específica para a ciência até que meu avô morreu de câncer no estômago. Decidi que ninguém deveria sofrer tanto. Pensamento da escritora britânica Gertrude Bell (1868-1926). Veja mais aqui.

 

ALGUEM FALOU: Os monstros existem, mas são muito pouco numerosos para ser realmente perigosos; mais perigosos são os homens comuns, os funcionários dispostos a acreditar e obedecer sem discutir.... Pensamento do químico e escritor italiano Primo Levi (1919-1987). Veja mais aqui e aqui.

 

UMA FILOSOFIA DE CAMINHADA – [...] Nenhum de seus conhecimentos, suas leituras, suas conexões serão úteis aqui: duas pernas bastam e olhos grandes para ver. Caminhe sozinho, através de montanhas ou florestas. Você não é ninguém para as colinas ou para os galhos grossos carregados de vegetação. Já não és um papel, nem um estatuto, nem mesmo um indivíduo, mas um corpo, um corpo que sente as pedras afiadas dos caminhos, a carícia da erva alta e a frescura do vento. Quando você caminha, o mundo não tem presente nem futuro: nada além do ciclo das manhãs e das tardes. Sempre a mesma coisa para fazer o dia todo: caminhar. Mas o caminhante que se maravilha ao caminhar (o azul das rochas na luz do entardecer de julho, o verde prateado das folhas das oliveiras ao meio-dia, as colinas violetas da manhã) não tem passado, nem projetos, nem experiência. Ele tem dentro de si a criança eterna. Ao caminhar sou apenas um simples olhar [...] Ao caminhar escapa-se à própria ideia de identidade, à tentação de ser alguém, de ter um nome e uma história. Ser alguém vai muito bem em festas inteligentes onde cada um conta sua história, vai muito bem em consultórios de psicólogos. Mas ser alguém não é também uma obrigação social que a arrasta – pois é preciso ser fiel ao autorretrato – uma ficção estúpida e pesada? A liberdade de caminhar está em não ser ninguém; pois o corpo que anda não tem história, é apenas um redemoinho na corrente da vida imemorial. [...]. Trechos extraídos da obra A Philosophy of Walking (Verso, 2013), do filósofo francês Frédéric Gros.

 

O FIM DO MUNDO – [...] Existem muitas perguntas que são feitas hoje e que eu não sou capaz de dar uma resposta, inclusive para mim mesmo. A gente não tem nada em que se segurar. Provavelmente perderam-se muitas ilusões. Acreditamos demais. E quando tudo desaba, não sobra nada [...]. Trecho extraído da obra A Miséria do mundo (Vozes, 2008), do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002). Veja mais aqui e aqui.

 

A BELEZA TOTAL - A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda a capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito. Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves. Conto extraído da obra Histórias para o rei (Record, 1998), do poeta, contista e cronista Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). Veja mais aqui e aqui.

 

FALA BAIXO SENÃO EU GRITO – [...] HOMEM – Não, não, não. Você é a grande primeira atriz internacional brasileira! Maria... Maria... Deixa ver... MARIAZINHA – Eu sempre quis! Eu sempre quis! Desde criança! Sempre! Eu fazia cirquinho e recitava nas festinhas! Eu era tão precoce! Uma criança prodígio! Quando eu crescesse eu ia ser a Heddy Lamar! Você assistiu! Assistiu Sansão e Dalila? O Victor Mature segurando aquelas colunas enooooooormes... E ela CORTOU o cabelo dele! Eu vou ser a Heddy Lamar! HOMEM – Você é Maria Mendonça Morais! Maria Morais! A primeira grande atriz brasileira! A maior atriz do mundo! Botou no chinelo a Brigitte! (luz diminuindo.) MARIAZINHA – É! Botei no chinelo a Heddy Lamar! Eu sempre quis...! HOMEM – Maria Morais chegou! Maria Morais chegou! Maria Morais chegou com o príncipe Bem-Hur da Suécia! Maria Morais divorcia-se do Primeiro-ministro de Istambul! MARIAZINHA – É! É! Maria Morais casa-se com o Imperador da Conchinchina! HOMEM – Maria Morais recusa milhões de dólares por um filme! MARIAZINHA – Maria Morais recebe 15 estolas de vison enquanto convalescia do resfriado que a abateu! E 300 dúzias de rosas vermelhas! HOMEM – Maria Morais levanta o seu oitavo Oscar! MARIAZINHA – Maria Morais leva ao suicídio dezenove nobres e oitenta diretores de cinema! HOMEM – Generais! Industriais! MARIAZINHA – (saboreando feliz). Ééééé...! HOMEM – Maria Morais levanta seu décimo Oscar! MARIAZINHA – (subindo numa cadeira). É sim! Eu tenho talento! Eu tenho! HOMEM – Maria Morais! Beleza e talento! A beleza do ano dois mil e o talento de uma história toda da humanidade! Um milagre! MARIAZINHA: Eu não escuto e não entendo! Não me deixa ver a cor que eu quero! Eu não escuto! Eu não escuto e não entendo e não tenho a obrigação de entender. HOMEM: [...] Cala a boca, cala a boca, cala a boca, cala a boca, a boooooooooooooca!!! (pausa) Isso. Cala a boca. E eu fico berrando! Berro quanto eu quiser! Berro o que eu quiser!!!… [...] MARIAZINHA: Minta! Eu quero uma mentira! Eu acredito! Juro por Deus que acredito! Eu preciso de uma mentira em que eu possa acreditar! [...] HOMEM: Casar! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah, nem mentindo dá, bagulho! “Bagulho independente”. Pra trepar pode servir sim, mas ninguém quer uma puta pra mãe dos próprios filhos! De independente chega eu, o que é que há? Afinal o papai aqui nasceu machão pra quê? [...]. Trechos da peça teatral Fala baixo senão eu grito (1969), da dramaturga Leilah Assumpção. Veja mais aqui e aqui.

 


POEMAS & OUTROS DEPOIMENTOS OBSCENOS DE AMOR - Na madrugada \ Nas horas silenciosas  da madrugada eu\ já desperto e procuro ansiosa teu amor,\ admiro teus olhos fechados e tranquilos,\ enquanto anseio por ti e te desnudo.\ Sinto teu sexo a inchar e se avolumar,\ e não consigo dominar minha louca paixão,\ quero senti-lo em minhas mãos ávidas\ e me levanto para com meus lábios a te beijar.\ É lá que me sinto confortada pelo calor úmido\ do meu tesouro a se deixar levar excitado,\ e então nossos corpos se unem em delírio,\ à procura do prazer que estamos sentindo.\ Entre carícias e gemidos nos completamos,\ seguindo a senda dos desejos apaixonados,\ e desejamos em outros espaços do corpo\ penetrar um ao outro despudorados.\ Vamos ansiando e percorrendo nossas trilhas,\ e entre orgasmos, caminhando e mais desejando\ viver aquela paixão  louca e incontrolada,\ e entre gemido chegarmos ao gozo e saciados. DEPOIMENTO 1 - Muito excitante chegar e pegar carinhosamente seu pênis sob suas vestes e senti-lo inchar e endurecer de desejo. E sentir que está priápico a me desejar para sempre. É isso que sonho todos os dias, não importa se dormindo ou acordada. Poder beijá-lo todinho, cheirá-lo e engolir seu sêmen delicioso e estimulante. E poder me lambuzar com ele, desejando sempre mais. Não há nada que me faça tão feliz como pensar nessas horas maravilhosas e mesmo de longe sentir que o orgasmo me rende e fico enlouquecida, só de imaginar. E ficar lhe enfeitiçando de dia, de noite e na madrugada você encontrar minhas mãos lhe envolvendo e tocando seu pênis para leva-lo ao céu da minha boca e nossas línguas se acariciando. Quero ser apalpada, explorada e apertada em você contínua e intensamente. Eu serei sempre sua, apenas sua até na eternidade porque a paixão me domina completamente e eu penso em servi-lo até que você desmaie de tanto gozo. E caia já afogueado e feliz. É isso que quero e para sempre. Sou sua, sempre sua, só sua, de corpo e alma. Quero você demais Desejo você me explorando em todos os caminhos do meu corpo, me desnudando cheio de tesão apaixonado, eu em você, você em mim e para sempre. Anseio acariciar “o que é meu“ e beijá-lo, lambê-lo senti-lo no céu da minha boca, deixá-lo priápico até conduzi-lo ao paraíso. Quero você todo em carne viva, só para mim e eternamente. Meus pensamentos, minhas fantasias estão todas concentradas em você e para você. O centro do mundo para mim é você. Quero olhá-lo longamente olhos nos olhos, lábios nos lábios, sexo no sexo . Preciso de você porque meu corpo e minha alma estão interligados com seu corpo e sua alma e nada, nem ninguém pode separar um do outro. Quero você. Dou a vida por você, sabia? Quero você sempre e cada vez mais! Para mim, você é a minha vida! Sonho em desnudar você todinho, peça por peça e poder viver em você para sempre! II - VOO APAIXONADO - Quando minhas mãos alcançam teu corpo,\ e sinto tua pele quente de desejo urgente,\ quero te levar para meu recanto de amor,\ onde encontrarás o paraíso dos teus sonhos.\ minha fonte túrgida, úmida e somente tua\ que estará pronta e em desvarios a te esperar,\ para redimirmos a espaços de tempo sofridos,\ em que estivemos enlouquecidos e distantes.\ Estou plena muito perto de ti, exuberante\ e te prometo o éden com todas as delícias\ e para sempre o prazer que te servirei em\ minha fonte que não se esgotará jamais.\Meu tesouro espera tua fonte em colorido\ e voaremos pelos céus em escalas de amor\ cobiçando cada minuto e concretizando\ nossa paixão em amplidão e para sempre.\ Não sofreremos nunca mais a distância,\ que nos perturbava e a saudade sofrida\ e poderemos compensar tantas lacunas\ chegando abraçados no pátio do paraíso. DEPOIMENTO 2 - Maravilhoso “o que é meu” totalmente inchado e ereto e eu louca para tê-lo em mim e acariciando-o para que vá mais que depressa sentir o gosto da minha vagina e você me beijando, chupando e desmaiar alucinada de prazer, sentindo no ânus seu dedo a me penetrar, num vaivém que me causa delírios. Ah, e a “fonte de seus desejos” pedindo mais e mais até me enlouquecer e sinto-me deliciosamente invadida e estar mais que pronta para ser fodida todinha por você, meu amor. É isso mesmo que eu quero demais, você e eu em carne viva, nos amando com paixão desmedida até perdermos toda a lucidez. Eu só sua, todinha sua e completamente sua, meu amor, para sempre! Eu quero demais e sinto você em mim e para mim. Só e completamente meu. É gostoso sentir “o que é meu” priapicamente apaixonado , suas mãos em meus seios, tudo maravilhoso e você explorando minha vagina eu enlouquecida de tanta paixão. Seu pênis entre minhas coxas inquietas, esperando seu passeio pelo meu corpo entrando sem cerimônia deixando-me já entorpecida. Sentir você beijando meus minha vagina já louca de prazer entre orgasmos mil, já completamente sem lucidez. Sim que delícia, eu de bruços sentindo seus toques mágicos brincando mesmo de lá e loa na minha vagina, e querendo mais para que você alcance a profundeza de meu ânus que espera desesperadamente pelo “que é meu”. E tornando-nos um só pela profundidade de tanta paixão. Quero sentir, vibrar, enlouquecer por você e por tudo que viveremos todos os dias e o dia todo. E depois realmente desmaiar, ainda arfante e nós dois saciados e loucos de felicidade que se repetirá para sempre. Eu quero e quero muito desesperadamente. Viver, viver todas as nossas fantasias eternamente. III - TUA PARA SEMPRE - Desejo te olhar muito e com suavidade,\ enxergar teus olhos que eu amo tanto,\ procurar em teu sorriso aquela esperança\ de vivermos nosso amor literalmente\ Quero sentir tuas mãos em meu corpo,\ poder beijar teus lábios enlouquecida,\ sentir as ânsias que te acometem\ e viver em teus braços cheia de encanto\ Vivo desses momentos eternos,\ sonhando contigo, esperando a emoção,\ que nos acompanhará para sempre,\ E vibro em cada instante com paixão.\ Só quero eternamente essa certeza,\ de poder dar vazão a infindos desejos, \ E de apertar, o teu corpo em brasas,\ que também ardentemente me alucina.\ Preciso de teus carinhos que me incendeiam,\ sentir teu sexo ereto e quente a me esperar\ Viver desse instante que se prolongará,\ por toda uma vida submergida no prazer.\ Caminho sonhando contigo eternamente,\ não importa o momento que sempre serei tua\ infinitamente serei sempre tua, e na verdade\ só penso em ti porque serás sempre meu. DEPOIMENTO 3 - Eu também quero desesperadamente viver em você em carne viva. Quero afagá-lo todo, suas mãos perpassando por mim e sentirei alucinada de paixão. Você, explorando toda a minha púbis e encontrando cada vez mais segredos para enlouquecer de tesão. E vivermos para sempre essa enlouquecida paixão, eu para você sempre e só para você. Você dentro de mim o dia inteiro e o dia todo. Você sabe quanto sou apaixonada por você desejo-o cada segundinho de minha vida. Louca para estarmos juntos e desfrutarmos esse amor que é louco e de uma intensidade que tão grande que não tenho como descrever. Quero fazê-lo feliz por dentro e por fora e sentir “o que é meu” ereto e inchado penetrando os espaços mais recônditos de meu corpo. Quero tudo de você e para sempre. Quero receber todas as suas “insanidades” priápicas com paixão. E também que me desnude para explorar o meu corpo e sentir “o que é meu” percorrendo as cavidades mais escondidas que possa alcançar. E eu quero acariciá-lo muito e levá-lo ao ápice de nossa paixão até encontrarmos o gozo em uníssono. Que estejamos um no outro, nesse amor-paixão que nos consome. Quero você priápico e eu lambendo, chupando, “o que é meu” e me deliciando com seu sêmen, isso porque tudo que é seu me faz enlouquecer de paixão. Só de pensar já fico arrepiada e desejando muito e muito estar em seus braços. E sentindo ser devassada por você inteirinha. E tudo que quero é isso mesmo, que se apodere de mim completamente, em carne viva para que possamos viver nossa paixão entre orgasmos e gozos e para sempre. Quero acariciá-lo todinho e não vejo a hora de beijá-lo todas as partes de seu corpo. Amo, amo você demais, corpo e alma. Quero me jogar em seus braços e ser toda sua para sempre! VEM, MEU AMOR - Vivo sentindo aquele desejo\ sinto teu corpo e enlouqueço \ Cada vez mais anseio e espero, \ e nem me concentrar consigo.\ venho por um estranho caminho\ que já percorri e somente penso\ nesse amor intenso que almejo.\e sem o qual apenas me entristeço\ Sinto tuas mãos cariciosas e preciso\de tua presença e de teu abraço\ de teu olhar em mim concentrado\ e já sei que sem você não vivo.\Quero para sempre sentir meu tesouro\ e sonho, penso, procuro e me alucino,\ Anseio pelo humus que inunda meu corpo\ e se transtorna para sempre no gozo.\ vem, meu amor, preciso de teu carinho,\ no meu corpo, sentir tudo que é meu,\ gozarmos juntos em louco arrebatamento\ E nos amar sem tréguas em uníssono.\ Preciso sentir você agora em meu corpo,\ Fechar os olhos úmida em meu sexo,\ e me desnudar sem lucidez em pranto\ para sempre viver desnuda essa paixão. DEPOIMENTO 4 - Ah como eu desejo você, como quero que chegue incansavelmente priápico e louco para explorar cada parte do meu corpo que anseia por você. Quero senti-lo e acariciá-lo todo e deixar você com " o que é meu! ereto e inchado e ofegante para que eu possa sentir você todo em todas as posições, lambendo seu pênis e apetitosamente com o sêmen que quero sorver todinho e completamente desvairada de paixão. Quero sentir seu suor em mim e seu hálito que me fará sentir todo meu, tudo que vier de você. Eu quero e muito. E depois senti-lo explorando meu corpo nos mínimos detalhes para sempre, sempre! Quero sentir suas mãos em meu seios amorosamente descendo e chegando bem dentro da minha vagina, úmida de desejo e entrando desesperado em todas as minhas reentrâncias, me fodendo todinha e ficando para sempre em mim, entrando enlouquecido na minha "bundinha" que o acolhe em desespero. Ah, sinto como entre orgasmos e gozos sucessivos, Quero você, meu amor. Demais! Textos e poemas da escritora Vânia Moreira Diniz. Veja mais aqui.


PROGRAMA DOMINGO ROMÂNTICO – O programa Domingo Romântico que vai ao ar todos os domingos, a partir das 10hs (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. Na edição deste 18 de agosto, as comemorações do mês de aniversário de 8 anos do programa com muitas atrações, confira: Milton Nascimento, Elba Ramalho, Antonio Adolfo, Edu Lobo, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Fagner, Gilberto Gil, Gonzaguinha, Maria Rita, Leila Pinheiro, Sandra Sá, Wanderléa, Claudio Nucci, Joana, Kiko Continentino, Tavito, Paula Santoro & Felipe Cerquize, Tavynho Bonfá & Tibério Gaspar, Liz Rosa, Fhátima Santos, Elaine Guedes, Daniela Alcarpe, João Pinheiro, Rosa Passos, Katya Chamma, Patty Ascher, Tatiana Rocha, Genésio Oliveira, Heitor Branquinho, Rosana Simpson, Danny Reis, Sonekka - Osmar Lazzarini, Carmen Queiroz, Thaís Fraga, Robson Gomes, Pedro Duart, Banda Império Social, Adryanna BB, Suzamar, Cris Delanno & uma homenagem especial pro mestre Dominguinhos & muito mais! Participe, comente, curta online & abrilhante a nossa festa neste 18 de agosto, na programação da Cidade FM 87,9, a partir das 10hs. Veja mais aqui.

SERVIÇO:

O que? Programa Domingo Romântico.

Quando? Neste domingo, 18 de agosto , a partir das 10hs.

Onde? Cidade FM 

Apresentação Meimei Corrêa. 

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