quinta-feira, setembro 12, 2013

MARIA FIRMINA DOS REIS, EPHRAIM KISHON, NAZIK AL-MALAIKA, BOB WILSON, GERDA TARO, CHASTEL & ADAMOV

 


DA MERCEARIA AO ATIVISMO – Homenagem à Nellie Weekes (1896-1990) – Era ela Muriel Odessa, nascida em Saint Michael, nas Índias Ocidentais, entre doze irmãos da família Walcott, cujos pais formavam um casal possuidor de mercearia. Dedicou-se desde muito jovem à enfermagem e atuou, também, como parteira. No início da sua luta foi levada a fundar escolas femininas de enfermagem e culinária, visando aprimorar o atendimento à comunidade barbadense. Era ativa no coral de Animação de Doentes e Incapacitados, usando da musicoteria para alegrar os pacientes dos orfanatos, hospitais, centros prisionais e até em residências. Como as mulheres não eram politicamente ativas em Barbados, ela, então, dedicou-se ao ativismo político pelos direitos das mulheres e na campanha por melhores salários e bem-estar social para professores e enfermeiros. Ela se tornava Nellie e com sua crença declarada na igualdade enfrentou duras críticas. Com a concessão do direito ao voto às mulheres participou de pleitos eleitorais nos quais saiu derrotada sucessivamente. Não desistiu e fundou a Liga Feminina do Partido Trabalhista de Barbados, tornando-se a primeira vice-presidente. Na sua militância passou a questionar temas atinentes ao salário mínimo, defendendo melhoria de vida para bombeiros, policiais, enfermeiros, professores e carteiros, afora defender o ensino da história africana. Atuou ativamente na Aliança Feminina de Barbados, assistindo as vítimas de estupro e seus familiares. Sua luta prosseguiu até que foi vitimada com a amputação das suas pernas, tornando-se inesquecível o pioneirismo de sua luta.

 


DITOS & DESDITOS - Tenho a necessidade de contar a história de misérias anônimas... Pensamento da fotógrafa, jornalista e anarquista alemã Gerda Taro (1910-1937). Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: O homem só poderia conhecer a sua lei, medir os seus limites, passando para o outro lado. A única coragem é falarmos na primeira pessoa. Pensamento do dramaturgo vanguardista francês Arthur Adamov (1908-1970).

 

ALGUÉM MAIS DISSE: O artista isolado, que trabalha para si na solidão de seu estúdio, não existe... Pensamento do historiador de arte francês André Chastel (1912-1990).

 

MAIS OUTRO: A razão pela qual você trabalha como artista é ficar aberto e fazer perguntas... Pensamento do encenador, coreógrafo, escultor, pintor e dramaturgo estadunidense Bob Wilson, que também se assina Robert Wilson, mais conhecido por sua obra como experiências inovadoras e de vanguarda.

 

A ESCRAVA – [...] Custava-me, confesso, estar por longo tem­po em comunicação com aquele homem, que encarava sua vítima, sem consciência, sem horror. – Peço-lhe mil desculpas, se a vim incomodar. – Pelo contrário, retorqui-lhe. O senhor pou­pou-me o trabalho de o ir procurar. – Sei que esta negra está morta, exclamou ele, e o filho acha-se aqui: tudo isto teve a bondade de comunicar-me ontem. Esta negra, continuou, olhando fixamente para o cadáver – esta negra era alguma coisa monomaníaca, de tudo tinha medo, andava sempre foragida, nisto consumiu a existência. Morreu, não lamento esta perda; já para nada prestava. O Antônio, meu feitor, que é um excelen­te e zeloso servidor, é que se cansava em procurá-la. Porém, minha senhora, este negro! – designava o pobre Gabriel, com este negro a coisa muda de figura: minha querida senhora, este negro está fugi­do: espero, mo entregará, pois sou o seu legítimo senhor, e quero corrigi-lo. – Pelo amor de Deus, minha mãe, gritou Gabriel, completamente desorientado – minha mãe, leva-me contigo. – Tranquiliza-te, lhe tornei com calma; não te hei já dito que te achas sob a minha proteção? Não tem confiança em mim? Aqui o senhor Tavares encarou-me estupefato – e depois perguntou-me: – Que significam essas palavras, minha que­rida senhora? Não a compreendo. – Vai compreender-me, retorqui, apresentan­do-lhe um volume de papéis subscritados e com­petentemente selados. Rasgou o subscrito, e leu-os. Nunca em sua vida tinha sofrido tão extraordinária contrariedade. – Sim, minha cara senhora, redarguiu, ter­minando a leitura; o direito de propriedade, conferi­do outrora por lei a nossos avós, hoje nada mais é que uma burla... A lei retrogradou, Hoje protege-se escanda­losamente o escravo, contra seu senhor; hoje qual­quer indivíduo diz a um juiz de órfãos. Em troca desta quantia exijo a liberdade do escravo fulano – haja ou não aprovação do seu senhor. Não acham isto interessante? – Desculpe-me, senhor Tavares, disse-lhe: Em conclusão, apresento-lhe um cadáver e um homem livre. Gabriel ergue a fronte, Gabriel és livre! [...]. Trecho do conto A escrava (Revista Maranhense, 1887), da escritora Maria Firmina dos Reis (1822-1917), que publicou em 1859 o primeiro romance abolicionista do Brasil, contando a história de um triângulo amoroso no qual os personagens são pessoas negras que contestam o sistema escravocrata. Ela é autora do poema O MEU DESEJO (A um jovem poeta guimaraense): Na hora em que vibrou a mais sensível \ Corda de tu’alma ─ a da saudade, \ Deus mandou-te, poeta, um alaúde,\ E disse: Canta amor na soledade.\ Escuta a voz do céu, ─ eia, cantor,\ Desfere um canto de infinito amor.\ Canta os extremos d’uma mãe querida, \ Que te idolatra, que te adora tanto!\ Canta das meigas, das gentis irmãs,\ O ledo riso de celeste encanto;\ E ao velho pai, que tanto amor te deu,\ Grato oferece-lhe o alaúde teu.\ E a liberdade, ─ oh! poeta, ─ canta,\ Que fora o mundo a continuar nas trevas?\ Sem ela as letras não teriam vida,\ Menos seriam que no chão as relvas:\ Toma por timbre liberdade, e glória,\ Teu nome um dia viverá na história.\ Canta, poeta, no alaúde teu,\ Ternos suspiros da chorosa amante;\ Canta teu berço de saudade infinda,\ Funda lembrança de quem está distante:\ Afina as cordas de gentis primores,\ Dá-nos teus cantos trescalando odores.\ Canta do exílio com melífluo acento,\ Como Davi a recordar saudade;\ Embora ao riso se misture o pranto;\ Embora gemas em cruel saudade…\ Canta, poeta, ─ teu cantar assim,\ Há de ser belo, enlevador, enfim.\ Nos teus harpejos, juvenil poeta,\ Canta as grandezas que se encerram em Deus,\ Do sol o disco, ─ a merencória lua,\ Mimosos astros a fulgir nos céus;\ Canta o Cordeiro, que gemeu na Cruz,\ Raio infinito de esplendente luz.\ Canta, poeta, teu cantar singelo,\ Meigo, sereno como um riso d’anjos;\ Canta a natura, a primavera, as flores,\ Canta a mulher a semelhar arcanjos,\ Que Deus envia à desolada terra,\ Bálsamo santo, que em seu seio encerra.\ Canta, poeta, a liberdade, ─ canta.\ Que fora o mundo sem fanal tão grato…\ Anjo baixado da celeste altura,\ Que espanca as trevas deste mundo ingrato.\ Oh! sim, poeta, liberdade, e glória\ Toma por timbre, e viverás na história.\ Eu não te ordeno, te peço,\ Não é querer, é desejo;\ São estes meus votos ─ sim.\ Nem outra coisa eu almejo.\ E que mais posso eu querer?\ Ver-te Camões, Dante ou Milton,\ Ver-te poeta ─ e morrer. Veja mais aqui.

 

BALEIA ENJOADA – [...] Vamos passar por todos os tipos de prazeres que uma viagem dessas proporciona. Você está viajando com uma mulher? - Sim. - Então, um prazer a menos. Restante: paisagens, teatros, museus e visitas familiares. [...] E tenha sempre em mente que você não é um ser humano, mas apenas um turista comum. não se deixe enganar pela gentileza externa: ela não vai atrás de você, mas da sua carteira. [...]. Trechos extraídos da obra Seasick Whale: An Israeli Abroad (Deutsch, 1965), do escritor, roteirista, dramaturgo e diretor de cinema húngaro-israelense Ephraim Kishon (1924-2005). Veja mais aqui.

 

QUEM SOU EU? - A noite pergunta quem sou eu? \ sou seus segredos-ansioso, negro, \ profundo eu sou seu silêncio rebelde \ Eu velei minha natureza, com silêncio, \ Envolvido meu coração em dúvida \ E solene, permaneceu aqui contemplando, enquanto as idades me perguntam, \ Quem sou eu ? \ O vento pergunta quem sou eu? \ Eu sou seu espírito confuso, que o tempo deserdou \ Eu, gosto disso, nunca descansando continuar a viajar sem fim \ continuar a passar sem pausa devemos chegar a uma curva \ nós pensaríamos que é o fim do nosso sofrimento \ e então-vazio \ O tempo pergunta quem sou eu? \ Eu, como ele, sou um gigante, \ abraçando séculos \ Eu volto e concedo-lhes a ressurreição \ Eu crio o passado distante \ Do encanto da agradável esperança \ E eu volto para enterrá-lo criar para mim um novo ontem cujo amanhã é gelo. \ O eu me pergunta quem sou eu? \ Eu, como ele, estou desnorteado, olhando para as sombras \ Nada me dá paz \ Continuo perguntando-e a resposta permanecerá velado pela miragem \ Vou continuar pensando que chegou perto mas quando o alcanço \ - dissolveu-se, morreu, desapareceu. Poema da da poeta iraquiana Nazik Al-Malaika (1923-2007). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 


Imagem: Agostinho de Hipona, do pintor flamengo do Barroco, Peter Paul Rubens (1577-1640)

PARAFRASEANDO AGOSTINHO
Dois homens conversam refletindo sobre a vida: um vê o sol brilhando no amanhecer; o outro, desgraças numa eterna noite.

AGOSTINHO DE HIPONA: Aurelius Augustinus, dito de Hipona e mais conhecido como Santo Agostinho (354-430), foi teólogo, escritor e filósofo católico, sendo um dos mais importantes pensadores no desenvolvimento do Cristianismo ocidental. Influenciado pelo neoplatonismo de Plotino desenvolveu abordagens filosóficas e teológicas, defendendo o trinitarismo e a cláusula Filioque, influenciando católicos, calvinistas e luteranos, tornando-se umas das bases da Reforma Protestante.  Veja mais aqui.

ANÁLISE PSICODRAMÁTICA – O livro Análise psicodramática: teoria da programação cenestésica (Ágora, 1994), de Victor R. C. Silva Dias, trata sobre a teoria da programação cenestésica, evolução do psiquismo, psicoterapia, análise psicodramática, dinâmica e montagem de cenas, triangulação e ciúme, evolução do núcleo narcísico, evolução da identidade sexual, defesas intrapsíquicas e conscientes, vínculos compensatórios, saúde mental e moral, entre outros assuntos. Veja mais aqui e aqui.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL E PERCEPÇÃO DA COMUNIDADE NO TURISMO – Para desenvolver trabalho acadêmico sobre esta temática, torna-se indispensável uma abordadgem acerca do Turismo com uma abordagem histórica no planeta e no país, por meio de uma revisão da literatura que contemple o desenvolvimento ambiental local, os impactos ambientasi do turismo, o licenciamento ambiental, realizando, com isso, um estudo de caso para observar a percepção da comunidade sobre a atividade. Veja mais aqui e aqui.

DIREITOS DO TRABALHADOR DOMÉSTICO – Para realizar um trabalho acadêmico sobre a temático dos direitos do trabalhador doméstico, será de bom alvitre realizar uma abordagem conceitual acerca do trabalho, a sua legislação e os princípios normatizadores do direito do trabalho, passando para abordar os direitos do trabalhador doméstico, os direitos trabalhistas e previdenciários, a estabilidade provisória, a igualdade dos direitos trabalhistas, a Resolução da OIT e os trabalhadores domésticos e a EC 72/2013. Veja mais aqui e aqui.


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sábado, setembro 07, 2013

ANNIE ERNAUX, IRIGARAY, BRAIDOTTI, LAURA MÉNDEZ DE CUENCA & LITERÓTICA


DOIS POEMETOS EM PROSA DE AMOR PRA ELA – I – PUXAVANQUE - Nua e linda, nuvem clara alva dada. Nem se repara, toda minha, lua deitada. Encolhidinha, alma rua tez exaltada. Já jóia rara, deusa flor carne almejada. Quase calada dou-me verso em homenagem. Vem da miragem e dá de bruços e espalmada. Feito a canção que sou do pulso em serenata. Quase tão grata vem sem fuso, fera indomada. Agoniada enquanto ferve a vacilada. Serve de graça, sem saída, encurralada. Dá por vencida e não retira até a gozada. II – TRAQUINAGEM – No mormaço de toda tarde eu fico agarrado no tempo volúvel de nossas mais acentuadas vontades. E mais quero porque tudo em nós arde além da conta. Não é para menos. É a hora da nossa rixa, quando a gente namora e sou seu carrapato e o  inquisidor que acolhe a presa no auto-da-fé de todos os seus sacrifícios imolados para minha real libação. E tudo começa quando ela chega secreta. Atacada até os olhos. Quando meu olhar vira a pá que escava a sua artificial superfície, logo revira os olhos, entreabre os lábios de quem deixa tudo correr e que está pronta para queimar nas funduras de todos os meus infernos. Incendiada, logo rasteja no meu tope, destamaínho com a sua língua de fora, faminta e diabólica, se arrastando feito uma lagartixa insone na minha vigília ardente dos meus quereres abalados. E mais se espicha pra suprir nossa mais tresloucada entrega. É a hora do vamos ver. Somos a caça um do outro, uma avença, um litígio. E, ao mesmo tempo, os caçadores: a presa e o predador, um no outro, dois em um. Vencemos e perdemos, cedemos e nos enfincamos. E é quando ela parte de cabeça, viro seu esgoto, o seu refrigério. E também revertério, tudo bem. Não vacilo e acerto seu Maceió e vou lá na sua Alagoas, ô que mina boa. E ela ronrona leoa, toda fulaninha travessa. Mas logo acende o facho e logo se faz de besoura com ronco sussuarana, toda invocada, cu-doce, que na hora agá é jumenta que arrebita o pau da venta toda não-me-toques, cheia dos fricotes, maior provocação. Ah, não, nada disso, sou eu maior que sua presunção. E com meio safanão, dou-lhe cabo dos pés no litoral, da cabeça em sertão, do seu corpo agreste, perseguindo sua mata, dá licença, e logo tão grata fica de quatro na dispensa. Paga promessa, não deixa por menos e apruma a conversa. Feliz por ser meu sanduíche, vixe! Minha ceia, meu pirão. E no beliche das horas aplico meus golpes. Ela mais me namora de comer o menu, de me fazer seu menir e se estirar nua mesa posta. Meto as catanas e ela é minha rapadura. E do jeito que ela gosta: o meu paladar na sua vulva endemoniada que vai da tarde até alvorada, até a gente se perder no meio da sua chave de pernas. Ah, gostosura eterna de ganhar e perder. Não soou o gongo, tudo longo na prorrogação de gozar até soluçar perturbada e eu encravado na espessura de seu orgasmo. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aquiaqui.

 


DITOS & DESDITOS - Cada sexo tem uma relação com a loucura. Todo desejo tem uma relação com a loucura. Mas parece que um desejo foi tomado como sabedoria, moderação, verdade, deixando para o outro sexo o peso de uma loucura que não pode ser reconhecida ou acomodada. A natureza é universal que é compartilhada por todos, machos e fêmeas, homens e mulheres, e pode, portanto, ser útil na mediação entre todos. O mesmo não se aplica a mundos e culturas já construídos. Eles não são universais e nós compartilhamos coisas. Pensamento da filósofa e feminista belga Luce Irigaray. Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: A humanidade é recriada como uma categoria reativa, limitada pela vulnerabilidade comum e pelo espectro da extinção, mas também atingida por velhas e novas epidemias, envolvida em novas guerras sem fim, afligida por campos de detenção e êxodo de refugiados. O capitalismo avançado e suas tecnologias biogenéticas geram uma forma perversa do pós-humano. O fundo de tal capitalismo consiste no cerceamento radical de toda intenção humana e animal, a partir do momento em que todas as espécies vivas são capturadas nas engrenagens da economia global. Complexidade é a palavra-chave, porque é evidente que uma única narrativa não é suficiente para dar conta da laicidade como projeto ainda não plenamente cumprido e das suas relações com o humanismo e a luta pela igualdade. Pensamento da filósofa italiana Rosi Braidotti.

 

SIMPLES PAIXÃO – […] Naturalmente não me envergonho de escrever estas coisas pelo tempo que separa o momento em que são escritas - quando só eu as posso ver - do momento em que serão lidas por outras pessoas, momento que sinto nunca comer. A essa altura, eu poderia ter sofrido um acidente ou morrido; uma guerra ou uma revolução poderia ter estourado. Esse atraso me permite escrever hoje, da mesma forma que costumava ficar um dia inteiro sob o sol escaldante aos dezesseis anos, ou fazer amor sem anticoncepcionais aos vinte: sem pensar nas consequências [...] Às vezes me pergunto se o propósito da minha escrita é descobrir se outras pessoas fizeram ou sentiram as mesmas coisas ou, se não, para que considerem a experiência dessas coisas como normal. Talvez eu também gostaria que eles vivessem essas mesmas emoções por sua vez, esquecendo que já leram sobre elas em algum lugar. [...] Desde o início, e durante todo o nosso relacionamento, tive o privilégio de saber o que todos descobrimos no final: o homem que amamos é um completo estranho. [...]. Trechos extraídos da obra Simple Passion (Seven Stories Press, 2003), da escritora francesa Annie Ernaux, autora de frases tais como: Existir é beber-se sem sede. Ela me ensina que o mundo foi feito para ser aproveitado e aproveitado, e que não há absolutamente nenhuma razão para se conter. Veja mais aqui e aqui.

 

ADEUS - Adeus: é necessário que eu deixe seu ninho; \ os pássaros do seu jardim, \ suas rosas em botão. \ Adeus: é preciso que o vento do esquecimento arrasta entre suas asas \ o lúgubre gemido que atira, ao separar meu pobre coração. \ Você já vê que é necessário; \ você vê que sorte separe nossas almas com um capuz fúnebre; \ Você vê que a dor de não te ver é infinita; \ vive sempre chorando a angústia de te perder, com a alma apaixonada diante de uma cruz. \ Depois de tantas alegrias e encantos plácidos, \ É a força que me leva para longe de sua casa abençoada. \ Você sabe o quanto eu sofro e quando penso nisso meu coração se parte de amor em excesso, \ e na minha dor suprema não consigo nem chorar. \ E eu vi em meus sonhos o anjo do destino mostrando-me uma estrela de amor na safira; \ embranquecendo as sombras do meu destino; \ de tuberosas e violetas regando meu caminho, \ e abrindo à minha existência a luz do futuro. \ Eu sonhei que em seus braços de felicidade trêmula, \ meus lábios recolheram suas lágrimas de amor; \ de tuberosas e violetas regando meu caminho e abrindo à minha existência a luz do futuro. \ Sonhei que em seus braços, de trêmula felicidade, meus lábios recolheram suas lágrimas de amor; \ que a tua era a minha alma, que a tua era a minha vida, \ doce impossível teu eterno adeus, fantasma quimérico a sombra da dor. \ Sonhei que no santuário onde a alma te adora, \ Sua boca era um ninho de amor para mim \ e no augusto altar da nossa santa calma mudou sorrindo minha palma sangrenta \ Para pássaros e flores e beijos para você. \ Como era belo o delírio da minha alma sonhadora! \ Que lindo o panorama levantado em minha ilusão! \ Um mundo de delícias para desfrutar hora após hora e entre crepes brancos \ e rajadas de madrugada berço do nosso filho como uma bênção. \ As flores da felicidade já rolam sem folhas. \ A taça do prazer já está quebrada. \ Em busca do empreendimento eles buscaram seus olhares \ do livro da minha vida as folhas ignoradas e a sombra de ontem surgiu diante de seus olhos.\ A noite da dúvida estende-se ao longe; \ A laje de um sepulcro foi aberta entre os dois. \ É hora de você enterrar sua esperança sob ela; \ que adore na morte a felicidade que se alcança, \ em nome deste poema de infortúnio. Adeus. Poema da escritora e feminista mexicana Laura Méndez de Cuenca (1853–1928).

 

DOIS POEMAS & DECLARAÇÕES DO AMOR LASCIVOSANTUÁRIO DE AMOR – A minha vida o sol que me esquenta, \ a luz que ilumina minha vida inteira,\ E já sinto meu tesouro inchado e ereto,\ procurando ansioso tua úmida fonte.\ Nada é importante naquele momento,\ porque ali vivo, desejo e me alucino,\ acaricio-te  fremente da cabeça aos pés\ E me ajoelho enquanto acaricio teu corpo\ tudo é vida nesse momento de êxtase,\ Nós dois juntos no extremo do prazer,\ eu penso que não mereço tanto,\ e me deito para viver contigo a paixão.\ E a paixão faz dessa cama um santuário\ sentindo em mim tuas mãos a penetrar-me\ com o imenso sentimento apaixonado,\ e sentindo o gozo em gemidos de prazer.\ Nada pode nos perturbar e só queremos,\ para sempre estarmos sempre juntos,\ vivendo essa paixão que nos transtorna\ E desejando sempre mais a todo instante I - E como ficarei trêmula de desejo para encarar seu pênis - “o que é meu”, amorosa e servil com todas minhas poses e versos, segurando-o como um tesouro microfone para recitar todos os meus arrebatados impulsos de paixão, segurando-o pertinho dos meus lábios e chupá-lo, lambê-lo sorvendo o sêmen apaziguador. E estarei sempre servindo-me deliciosamente a todos os seus caprichos mais que vingadores. Chego a sentir a fúria que extrapola meus mais incríveis desejos. Ah, você me ajeitando do jeito que você quer para me devassar aos mínimos detalhes nas fendas mais escondidas do meu corpo e a entrega total. O pênis - “que é meu “ babento, jorrando em minha boca, Suas mãos na minha “bundinha” e devassando literal, mas carinhosamente o meu ânus. E eu já transformada pela paixão, desarvorada como sua putinha para me entregar o mais profundo de tudo que existe em mim. Sua língua degustando minha vagina e me enlouquecendo e seu pênis cada vez mais inchado, quase explodindo. E você em mim entre orgasmos e gozos sempre mais intensos, só para você, em carne viva. E nós dois mutuamente experimentando o mais alto grau de volúpia incendiando nossos corpos unidos e integrados num só. Eu toda, todinha para você em carne viva. Ah como eu desejo você! - FARTURA DO PRAZER - Minha língua viaja em tua boca,\ Sedenta, apaixonada e sensual,\ Encontra o céu a esperá-la,\ E retrocede para tocar teus lábios.\ Sensação mesclada de doçura acre,\ a se espalhar em sensações agudas,\ Encontra na fonte dos desejos,\ Enseada úmida a te mitigar a sede.\ Percorre teu corpo eriçado e ansioso,\ Em arrepios de convulsões deleitosas,\ Agonia que te convulsiona em gemidos,\ E procura o tesouro ternamente acalmar.\ Tudo esquecido menos o penetrante gozo,\ A espalhar líquido curativo e salutar,\ Fruto da paixão e da fúria no encanto perene,\ E a paz calmante na fartura do prazer. II - E adoro ser para você a deusa das deusas, rainha mais poderosa que todas as rainhas, porque é sua e toda sua santa que se torna pecadora por você e para você, adorei demais. E principalmente a putinha mais linda e maravilhosa que espera ardentemente “o que é meu” entre minhas coxas e você chegando vibrante com seu cajado viril. Isso mais do que adorei. E quero ser violentada, estuprada, agarrada, subjugada e me tornar mais puta que todas para ter “o que é meu” devassando todas as partes do meu corpo, chegando na minha “bundinha” e servindo você como meu rei, senhor, deus e dono absoluto de mim. Ah, meu amor você não imagina como quero tudo isso e para sempre, de manhã, de tarde, de noite, de madrugada e o dia inteiro indefinidamente. E beijá-lo todinho, lambê-lo dos pés à cabeça. E quero te amar tanto e sempre e muito, muito até desmaiar de tanto gozar e sorver o líquido do paraíso, o sêmen que adoro sentir o gosto como se fosse o maná do céu. Tudo seu em mim. Tudo meu em você. E tudo em carne viva. Estou fazendo esta declaração de amor porque você é verdadeiramente tudo em minha vida. E só quero você! Só e exclusivamente você. Quero que saiba disso. Penso o tempo todo em você. O tempo todo! Amo e quero você demais! Poemas e textos da escritora Vânia Moreira Diniz. Veja mais aqui.

 

PROGRAMA DOMINGO ROMÂNTICO – O programa Domingo Romântico que vai ao ar todos os domingos, a partir das 10hs (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. Na edição deste 8 de setembro  traz as comemorações com muitas atrações, confira: Chico Anysio, Robertinho do Recife, Waldir Azevedo, Spok Frevo, Juca Chaves, Edu Lobo, Lenine, Geraldo Vandré, Ney Latorraca, Adriana Calcanhoto, MPB-4, Joyce & Chico Buarque, João Gilberto & Caetano & Gil, Djavan, Milton Nascimento, Ivan Lins, Gal Costa, Leila Pinheiro, Maria Rita, Daniela Mercury, Fafá de Belém. Legião Urbana, Zé Ramalho, Rappa, Titãs, Chico Pedrosa, Jussanam, Aline Calixto, Mauricio Ricardo, Karyme Hass, Consiglia Latorre, Monique Kessous, Rogeria Holtz & Zeca Baleiro, Jucimar Siqueira Mazinho, Ricardo Machado, Tirso Florence de Biasi, Rose Garcia, Roberta Sá, Cantor Pitanga, Jorge Medeiros & muito mais! Participe, comente, curta online & abrilhante a nossa festa neste 8 de setembro, na programação da Cidade FM 87,9, a partir das 10hs. Não deixe de participar para concorrer a diversos prêmios: CDs, DVDs, livros & um tablet. Confira o programa e concorra a prêmios. Veja mais aqui.


SERVIÇO:
O que? Programa Domingo Romântico.
Quando? Neste domingo, 8 de setembro, a partir das 10hs.
Onde? Cidade FM 
Apresentação Meimei Corrêa.

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