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quarta-feira, dezembro 30, 2015

MANGUABA, CAMÕES, CASCUDO, BENTEVI, RESNAIS, BRIZZI, TRAPIÁ, VIVIANI DUARTE & MUITO MAIS!!!

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? VIVA MANGUABA - Quando cheguei em Maceió no ano de 1994, conheci o parceiramigo Marcos Alexandre Martins Palmeira que, entre outras coisas, me presenteou com a contemplação do Alto do Cruzeiro, na Chã do Pilar, da panorâmica inenarravelmente maravilhosa da Lagoa Manguaba. O impacto que me provocou a visualização de toda extensão desse lindo complexo lagunar, da sua nascente em Pilar até a sua foz na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, fez com que esse recurso natural passasse a compor as maravilhas que o meu coração jamais teria visto e sentido. Trata-se, portanto, da maior laguna do estado alagoano, com 42 quilômetros quadrados de extensão e formada dos estuários dos rios Paraíba do Meio e Sumaúma, e que passou a compor o cenário predileto das minhas incursões de lazer e arte. Por conta disso, participei efetivamente com a comunidade e multidão de turistas das várias edições do Festival do Bagre, fato que me levou a encampar, por iniciativa o citado parceiramigo, o projeto de Marketing Societal denominado de Folia Caeté, que contou com parceria do artista plástico Rollandry Silvério. Por causa desse projeto compus diversos frevos, entre eles o Manguaba, em homenagem às comunidades banhadas por esse fantástico recurso hídrico. Com esse projeto pude aprofundar meus estudos acerca das localidades alagoanas, culminando com a publicação do meu livro infantil Alvoradinha – Calango Verde do Mato Bom, em 2001 e, em seguida, escrever o livro Alvoradinha na Manguaba, este ainda inédito. Por consequência, dividi meu trabalho em duas frentes: com o espetáculo infanto-juvenil Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas; e o show poético-musical Tataritaritatá – Vamos aprumar a conversa! Em ambos, eu fecho as apresentações com a execução do frevo Manguaba, deixando a mensagem e a minha homenagem à lagoa e suas comunidades. Deu-se, então, mais uma parceria com o amigo Palmeira, desta vez, com o projeto CDL Criança que proporcionou levar o meu trabalho artístico para diversas escolas e instituições de Pilar, São Miguel dos Campos e outras cidades da região. É quando recebo o convite do escritoramigo e secretário de cultura de Marechal Deodoro, Carlito Lima, para participar da 1ª edição da Festa Literária de Marechal Deodoro, especificamente na sua Flimarzinha, quando tive oportunidade de me apresentar em cada escola do Município. Um fato curioso aconteceu durante essas apresentações. Como eu fechava a minha contação e cantação de história com o frevo Manguaba, o meu personagem Nitolino, findava por perguntar onde ficava a referida lagoa para fechar a história e descobrir o reino encantado de todas as coisas, ao passo que ninguém, entre a garotada, sabia onde ficava. Deixei a mensagem no ar. Na 2ª edição da Flimar, a Flimarzinha aconteceu na orla lagunar e eu ganhei uma tenda que tinha a lagoa por cenário. Sempre que se aproximava o final de cada apresentação, eu repetia a pergunta acerca da localidade da lagoa em referência, ocorrendo o mesmo silêncio anterior: ninguém entre a garotada sabia. Foi quando na 3ª edição da Flimarzinha, o frevo não só ganhou vida como passou a ser o ponto alto das minhas apresentações, quando a garotada passou a participar festejando comigo o nosso encontro com a lagoa, ocasião em que criei a história do Bagre Zé & Zé Bagre, fato que me levou a participar das seguintes edições, inclusive, a deste ano em novembro passado. Durante todo esse tempo, a lagoa sofreu todo tipo de atentado oriundo do deságue do esgoto sanitário das áreas urbanizadas do entorno, da pesca predatória, do despacho de lixo e outras ações nefastas produzidas por tipo intervenção humana às suas águas agora poluídas, com grande concentração de coliformes fecais, provocando o desaparecimento de muitos peixes, entre eles tilápias e, inclusive, do seu maior símbolo o bagre, afora colocar em risco a saúde de todas as comunidades e do público turista. Por essa razão, começou-se uma movimentação envolvendo artistas, executivos, instituições de classe e comunidades, para a realização de um evento denominado Viva Manguaba, ocasião em que será apresentado o projeto de pesquisa, estágio e extensão voltado para a contribuição da arte – Literatura, Música, Teatro e Pintura – para a Psicologia Ambiental, Educação Ambiental e Direito Ambiental nas comunidades da Lagoa Manguaba, e com o objetivo de realizar intervenções acadêmicas e artísticas de recuperação, preservação e manutenção da lagoa. O movimento está crescente e, oxalá, a gente possa realizar alguma ação efetiva para chamar a atenção para essa importante lagoa. E vamos aprumar a conversa aqui e aqui.

PICADINHO
Imagem: Reclining nude, do artista plástico Larry Vincent Garrison (1923 – 2007). Veja mais aqui.


Curtindo o álbum internacional Brizzi do Brasil (Amiata Records, 2004), do compositor italiano Aldo Brizzi.

EPÍGRAFE – Queira-me bem que não custa dinheiro!, frase recolhida do livro Locuções tradicionais no Brasil (EdUFPE, 1970), do escritor e folclorista Luís da Câmara Cascudo (1899-1986), como sendo uma frase muita antiga que tornou-se comum e vulgar, sendo utilizada pelo do poeta lusitano, poeta Luís de Camões (1524-1580), nos versos 433-434, de sua obra Eufatriões: - Não lhe negues teu querer, por te não custa dinheiro. Veja mais aqui, aqui e aqui.

A LITERATURA & A LITERATURA POPULAR - No livro Literatura oral no Brasil (Itatiaia, 1984), do escritor e folclorista brasileiro Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), encontro que: [...] A literatura que chamamos oficial, pela sua obediência aos ritos modernos ou antigos de escolas ou de predileções individuais, expressa uma ação refletida e puramente intelectual. A sua irmão mais velha, a outra, bem velha e popular, age falando, cantando, representando, dançando no meio do povo, nos terreiros das fazendas, nos pátios das igrejas nas noites de novena, nas festas tradicionais do ciclo do gado, nos bailes do fim das safras de açúcar, nas salinas, festas dos padroeiros, potirum, ajudas, bebidas nos barracões amazônicos, espera de Missa do Galo; ao ar livre, solta, álacre, sacudida, ao alcance de todas as criticas de uma assistência que entende, letra e música, todas as gradações e mudanças do folguedo. Ninguém deduzirá como o povo conhece a sua literatura e defende as características imutáveis dos seus gêneros. É como um estranho e misterioso cânon para cujo conhecimento não fomos iniciados. Iniciação que é uma longa capitalização de contatos seculares com o espírito da própria manifestação da cultura coletiva. Veja mais aqui e aqui.

TRAPIÁ – No livro Trapiá (Francisco Alves, 1961); do escritor Caio Porfírio de Castro Carneiro, encontro a narrativa que leva o título desse tópico a seguir transcrita: Naqueles tempos, era só uma oiticica, dominando o descampado. E bem junto à grota, um velho trapiázeiro. Por ali se cruzavam os caminhos que iam da vila do Coité ao serrote do Machado e da fazenda Taimbé no rumo dos cafundós do sertão. Os cambiteiros arriavam suas cargas debaixo da oiticica e ficavam horas e horas gozando a fresca, pernas espichadas, no bem bom, descansando das caminhadas. Um dia, apareceram uns retirantes, dizem que vindos de Pernambuco, e armaram uma venda ao pé do trapiazeiro. Não demorou muito, chegaram outras famílias, tangids pela grande seca do setenta e sete. Construíram-se casebres, alguns espalhados no descampado. Aquilo tudo era terra muita, vastidão de caatinga sem serventia. Contam os mais antigos que o cangaceiro Neste Amaricio amanheceu um belo dia dependurado do galho de oiticica. Fora enforcado com a correia de cangalha de algum arrieiro. Os feitos de Nestor Amaricio corria mundo. Nem depois de falecido deu sossego aos vivos. Nas noites de temporal, seus gemidos vinham do pé da oiticica, ganhavam lonjura. Então, derrubaram a árvore. O espírito de Nestor Amaricio se aquietou. Ficou só o trapiazeiro dominando a paisagem, ali de junto à grota, no oitão da venda dos pernambucanos. E nas épocas de safra, o chão amanhecia coalhado de trapiás maduros. Até quando durou a vida do trapiazeiro ninguém dá noticia ao certo. A tradição guardou muitas datas. Negra velha Aparecida conta uma estória desconforme: a árvore se encantara. Para o violeiro Zé de Melo, dos Melo do pé da serra, ela fora derrubada a mando do vigário do Coité, para levantar uma capela. A velha capela de São Sebastião, mais tarde transformada em igreja, com o seu cruzeiro, onde os filhos dos cororeis, nas festas do padroeiro, amarravam seus cavalos para banhá-los com cerveja. Assim veio ao mundo a vila do Trapiá. Irmão de Taimbé, irmã de Pitombeira. Viu secas e viu farturas. Perdeu até muito sangue na briga que durou uns pares de anos dos Castros com os senhores das Contendas. E o grito dos comboieiros dentro da noite, tangendo as tropas, acompanha toda a sua estória. Veja mais aqui.

ÁGUA ESBORRA DE AÇUDE – No livro Desmanchando o nordeste em poesia (Bagaço, 1986), do poeta popular Manoel Bentevi, encontro no Livro das Glosas, o mote O açude de bom gosto se arrombou, todo peixe que tinha foi embora: O açude de bom gosto se arrombou todo peixe que tinha foi embora: Com certeza o paredão não aguentou / toda a água que veio na enxurrada. / Quando foi na primeira cabeçada, / o açude de Bom Gosto se arrombou, / toda água da várzea se espalhou, / faz absurdo por aquele mundo afora, / resolveu tudo em menos de uma hora: / arrancou cana, quebrou pau, encheu o rio, / o açude dessa vez ficou vazio; / todo peixe que tinha foi embora. Veja mais aqui e aqui.

TEATRO RENASCENTISTA – Na obra Teatro Vivo (Civita, 1976), organizada por Sábato Magaldi, encontro que: Na Itália, onde uma rica classe de banqueiros e comerciantes havia estabelecido as premissas do desenvolvimento capitalista do Ocidente, a nova cultura artística aflorou mais rapidamente. Assim, já em meados do século XVI, os atores e as companhias se profissionalizaram através da commedia dell’arte – uma forma de teatro popular surgida em oposição á comedia literária e erudita de Ludovico Ariosto (1474-1533), Pietro Aretino (1492-1556) e Nicolau Maquiavel (1469-1527), autores renascentistas que seguiam fielmente o modelo clássico romano estabelecido por Plauto e Terêncio. Veja mais aqui e aqui.

ON CONNAIT LA CHANSON – O filme On connaît la chanson (Amores Parisienses, 1997), do cineasta francês Alain Resnais (1922-2014), conta a história de envolvendo pessoas com díspares interesses que envolve amor, paixões, negócios e relações pessoais. A partir do tema das aparências, Resnais inspirado desta vez pelo autor Inglês Dennis Potter, usou para integrar canções completas no corpo de suas ficções para melhor castigar sociedade britânica, usando trechos de canções interpretadas em reprodução a intervir por associação livre, nos acontecimentos dos seis personagens principais. O destaque vai para a premiadíssima atriz e realizadora francesa Sabine Florence Azéma. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
A arte do ilustrador e artista visual Tomas Spicolli

DEDICATÓRIA
A edição de hoje é dedicada à amiga psicóloga, professora, arterapeuta e curadora Viviani Duarte.

AS PREVISÕES DO DORO PARA 2016
Confira as previsões dos signos e as simpatias aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA

LEITORA TATARITARITATÁ
 Veja mais aqui.

terça-feira, julho 01, 2014

MAXINE KUMIN, AGNETA PLEIJEL, STRINDBERG, SZONDI & BOLESLÁVSKI

 


O QUE SOU DE ONDE ESTOU...- Da janela a fresta do nublado, nem ventania no mormaço – o bafo quente do que não tem o que fazer, o vício da solidão. O silêncio hipnotizara até os pássaros, a mudez das possibilidades. Os telhados imóveis são a penúria das expectativas. O que foi feito de ontem, imagens desbotadas no trânsito da memória. Pensamentos convulsos dão o tom da confusão. Tudo desabou no crepúsculo: o peso dos dias e anos, o charco das horas. Nem migalhas, nem escombros. As paredes ditam a ocasião: o futuro é feito nuvens escuras do improvável. Encurralado pelo autossacrifício não me resigno, a inquietação bole nas pernas, as mãos trêmulas na distância do toque, não há passos além dos cantos da sala, o corredor pro quarto e o abafado de não se ter nem pra onde ir. Uma vontade aprisionada nos olhos divagantes pela penumbra. Ouso ruminar com a palavra cortada ao meio, como se ousasse exprimir o que não se diz nem se indaga: é por si silenciar, a tocaia de ver a virada da cambota, a espera de baixar a poeira e tudo se ajeitar, como antes, para nada. Só que seguro o grito do que se tem por refém e nada é mais que a inglória atitude do que se reprime, sem que adiantasse abrir os braços, sorrir pelo menos. A despeito do que entrasse em colapso na comunhão dos desígnios de nenhum augúrio, o cronòmetro, a ampulheta, sobrevida aos trancos e barrancos, os trapos do que restava de mim sugando o leite da lama, a baba da fome, os sopapos da vida, uma hsitória a meu modo: o que sou e onde estou. Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Creio que a descrição integral da vida de um homem é mais veraz e reveladora que a da vida de uma família inteira. Como saber o que sucede no cérebro dos outros, como conhecer os motivos encobertos do ato de um outro, como saber o que este e aqueles disseram em um momento de confidência? Sim, construindo hipóteses. Mas a ciência do homem foi até agora pouco fomentada por aqueles autores que tentaram com seus parcos conhecimentos de psicologia projetar a vida psíquica, que na realidade continua oculta. Só se conhece uma vida, a sua própria... Pensamento do dramaturgo, escritor e ensaísta sueco August Strindberg (1849-1912). Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Para mim o teatro é um grande mistério, um mistério no qual se acham maravilhosamente unidos os dois fenômenos eternos, o sonho da Perfeição e o sonho do Eterno... Pensamento do ator polonês Richard Boleslávski (1887-1937). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 

PRESENTE, PASSADO, FUTURO – [...] o presente passa e se torna passado, mas enquanto passado não se faz mais presente [...] Ele passa na medida em que traz consigo mudanças, na medida em que um novo presente surge de sua antítese. [...] Por isso, cada momento tem de conter em si o germe do futuro, ser prenhe de futuro. [...]. Trecho extraído da obra Teoria do drama moderno: 1880-1950 (Cosac & Naify, 2001), do crítico literário e filólogo húngaro Péter Szondi (1929-1971), tratando sobre a estética histórica e poética dos gêneros, o drama e sua crise, Ibsen, Tchékhov, Strindberg, Maeterlinck, Hauptmann, a transição e a teoria da mudança estilística, Tentativas de salvamento, O naturalismo, A peça de conversação, A peça de um só ato, Confinamento e existencialismo, Tentativas de solução, A dramaturgia do eu (expressionismo), A revista política (Piscator), O teatro épico (Brecht), A montagem (Bruckner), O jogo da impossibilidade do drama (Pirandello), O monologue intérieur (O'Neill), O eu-épico como diretor de cena (Wilder), O jogo do tempo (Wilder), Reminiscência (Miller), entre outros assuntos. Veja mais aqui. 

 

INVERNO - [...] A maior parte das águas encharcadas com estes olhos, e dos ralos lavados com estes lábios, já foram esquecidas. [...] A compaixão pelo amor não é preconceito nem ódio. A coisa mais próxima do amor é o medo [...]. Trechos extraídos da obra En vinter i Stockholm (Norstedt, 1997), da escritora, jornalista e dramaturga sueca Agneta Pleijel. Veja mais aqui.

 

PURGATÓRIO - E suponha que os queridos cheguem a Mântua, \ suponha que eles trapaceiem a cripta, o que vem a seguir? Começar\ com ele, com a barba por fazer. Embora não, eu garanto a você, um\ galo desagradável, tem gema de ovo no queixo.\ Seu manto surrado está aberto, ele está com reumatismo.\ Coitada, a banha de cozinha fumou-lhe os olhos.\ Outro Montague está no útero\ embora o traseiro do primeiro bebê ainda não esteja seco.\ Ela rola uma carta semanal para sua enfermeira\ quem se atreve a mandar um avental através de Balthasar,\ e uma vez por mês, seu pai publica uma bolsa.\ Notícias de Verona? Sempre notícias de guerra.\ Foram necessários tantos anos amargos para corrigir esse erro! \ O quinto ato é injustamente longo. Poema da premiada escritora estadunidense Maxine Kumin (1925-2014). Veja mais aqui.

 

OUTRAS SACADAS SOLITÁRIAS


A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.
A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.
A solidão é fera,
É amiga das horas,
É prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração.
A solidão dos astros;
A solidão da lua;
A solidão da noite;
A solidão da rua.
A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.
A solidão é fera,
É amiga das horas,
É prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração.
A solidão dos astros;
A solidão da lua;
A solidão da noite;
A solidão da rua.
(Solidão, Alceu Valença)

PROGRAMA TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação desta terça aqui.  Logo mais, a partir das 21hs, acontecerá mais uma edição do programa Tataritaritatá, com apresentação de Meimei Corrêa e com as seguintes atrações na programação: Manuel Bandeira, Edward Grieg, Pat Metheny, Elza Soares & Chico Buarque, Rick Wakeman, Gilberto Gil, Luiza Possi, Milton Nascimento & Caetano Veloso, Selma Reis, Jeff Beck, Yanni, Lia Bosvb, Artur Gomes, Sonekka & Zé Edu Carmargo, Tatá Werneck, Monsyerrá Batista & muito mais. Contamos com a presença de vocês. Veja mais aqui.

SERVIÇO:
O que? Programa Tataritaritatá
Quando? Hoje, terça, 01 de julho, a partir das 21hs
Onde? Aqui com apresentação: Meimei Corrêa


ALCEU VALENÇA – No início dos anos 1970, era eu estudante do 2º grau no Colégio Diocesano dos Palmares, quando Mauricinho Melo Filho chegou com um LP embaixo do braço. Curioso como sempre fui procurei logo saber de quem era: Alceu Valença & Geraldo Azevedo, dois ilustres desconhecidos para mim. A gente se juntou na casa de Gulu e reunindo a patota, ficamos curtindo. Foi a partir desse contato com a obra de Alceu que me tornei, posteriormente, fã de carteirinha dele, acompanhando seus discos e shows pelo Brasil afora. Até que na segunda metade dos anos 1980, consegui por intermédio do jornalista Jones Melo (tio do Mauricinho), uma entrevista com Alceu na casa dele de Olinda. Dois lados cheios da fita cassete, ele falou de como se salvou de ser criador de galinhas em São Bento do Una, da hilariante experiência como jornalista, de cinema, de música, de Geraldinho Azevedo, de Jones e tome pato a tarde toda noite adentro. Essa entrevista foi lançada no meu programa Panorama, na Quilombo FM, com uma audiência que me deixou por meses com o riso no coarador. Atravessando os anos e décadas, continuo sendo assíduo ouvinte da obra dele, dos seus inúmeros sucessos e, principalmente agora, depois de lançado o seu Amigo da Arte – Um roteiro conceitual e cinematográfico pelo carnaval de Pernambuco, reunindo frevos, maracatus, caboclinhos e cirandas. Mas ao invés de ficar falando o que todo mundo já sabe, melhor mesmo é curtir toda magistral obra desse grande artista aqui.


GOTTFRIED WILHELM LEIBNIZ – Na sua obra “Os princípios da filosofia ditos a monadologia”, o filósofo, cientista, matemático, diplomata e bibliotecário alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646 – 1716) nos esclarece que: “Pode-se duvidar se o mundo avança sempre em perfeição ou se avança e recua por período [...] Pode-se pois questionar se todas as criaturas avançam sempre , ao menos no final de seus períodos, ou se existem também aquelas que realizam períodos no final dos quais percebem não ter ganho nem perdido; da mesma forma que existem linhas que avançam sempre, como a reta, outras que, voltam sem avançar ou recuar, como a circular, outras que voltam e avançam ao mesmo tempo, como a espiral, outras, finalmente, que recuam depois de terem avançado, ou avançam depois de terem recuado, como as ovais”. Veja mais aqui.


MANOEL BENTEVI – Essa é do Livro das Glosas, do poeta popular pernambucano Manoel Bentevi, A água molhou o mar: “Na grande massa salgada, / as ondas, de uma em uma, / formando grossa espuma, / deixou-a na praia, encostada. / Surgiu a aurora rosada, / começou a clarear, formou em cima, no ar/ um enorme nevoeiro. / Desceu um forte aguaceiro, / a água molhou o mar”. (BENTEVI, Manoel. Desmanchando o nordeste em poesia. Recife: Bagaço, 1986). Veja mais aqui.


HELENA CRISTINA – Na campanha Todo dia é dia da mulher realizamos uma entrevista com a poeta, bacharel em Análise de Sistemas pela PUC-PR e especialista em Gestão do Conhecimento, Helena Cristina Buarque que hoje aniversaria e a gente aproveita o evento para homenageá-la aqui.


Veja mais sobre:
A arte do advogado, escritor, crítico literário, jornalista, dramaturgo, diretor, teatrólogo e tradutor Hermilo Borba Filho (1917-2017) aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

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A poesia de D. H. Lawrence & Milene Possas Sarquissiano aqui.
A poesia de Pablo Neruda, a Música de Jane Monheit & a fotografia de Colette Standish aqui.
A poesia de Raymond Radiguet, a pintura de Thereza Toscano & Para sempe Lilya aqui.
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Os crimes contra a administração pública aqui.
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De todo jeito é bom & Programa Tataritaritatá aqui.
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Os cânticos de Salomão, Anna Akhmatova, a música de Carl Reinecke & Elza Soares, Chico Buarque & as chicólatras, Fecamepa & Naldinho Freire aqui.
Ernesto Sábato, Nelson Rodrigues, Antonio Cândido, Betty Lago, OVNI, A chegada dela no prazer da tarde & Programa Tataritaritatá aqui.
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Autran Dourado, Thomas Mann, Gilberto Gil, Luiza Possi & Célia Demézio aqui.
Guimarães Rosa, Milton Nascimento & Caetano Veloso, Isabelle Adjani, Zezé Motta, Rejane Souza, Rafael Nolli & Sóstenes Lima aqui.
Luigi Pirandello, Jean-Jacques Rousseau, Pat Metheny, Mel Brooks, Peter Paul Rubens & Maurice Quentin de La Tour aqui.
Antoine de Saint-Exupéry, Paul Klee, Aarre Merikanto, Colin Hay, Clóvis Graciano & Cris Braun aqui.
Emily Brontë, John Gay, Fryderyk Chopin, Yngwie Malmsteen, Floriano Martins, Maria Luisa Persson & Julia Crystal aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Art by Ísis Nefelibata
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.





MARGARET ATWOOD, IMAN MERSAL, DAVID JULIUS & MIKAELA GOMES

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Gesta equestre de baixo pra cima... - Relinchos na madrugada: Que é isso? Ruidoso trote apressado no asfal...