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quarta-feira, setembro 06, 2017

ATTAR, RAMEAU, DI CAVALCANTI, ASTANOVA, VIÁFORA, BUHR, JOSÉ TERRA CORREIA, ESCRITA, TEATRO & MÚSICA NA ESCOLA & ARTE POPULAR

DE AMOR, SEXO & VIDA – Imagem: Sonhos de carnaval, do pintor e caricaturista brasileiro Di Cavalcanti (1897-1976). - Um a um, nem aí, cada qual para si e mais, muito mais, até ali e olhares se fitam por flertes correspondidos, rubores queimam de lá pra cá e vice-versa, imantação de corpos no pulsante coração, passo a passo, timidez no receio do gesto, o toque e a dança no outro se realiza: os membros se dilatam, fervores ubíquos, entregas mútuas, tudo vibra e levita aos esfregões de pele aos quadris a rondar por valsas e insinuações nas pegadas, nas estreitezas das puxadas, face a face, uma só respiração, pele na pele pelas insinuações dos contornos, descobertas e êxtases, pés nos pés, pernas que se enroscam, coxas que se insinuam entre si, ventres em ebulição pelas mãos buscantes, braços se envolvem, afagos e afetos, beijos e entregas na nudez: a flor brota, o Sol sorri, a chuva nos campos, os rios além das margens, o mar revolto, relâmpagos e trovões, estrelas candentes, carnes trêmulas no estertor do prazer, e se desata pra amarrar, e ejeta para mais dentro, e transpira para orvalhar o gozo, a Terra gira, o universo se agita, o ser nasce, a vida se realiza. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui & aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ: 24 HORAS NO AR!!!
Hoje na Rádio Tataritaritatá: Les indes galantes, do compositor francês Jean-Pierre Rameau (1683-1764); Rapsody in blue de Gershwinm, The Chopin Project & Prelude in B minor de Rachmaninoff com a pianista russa Lola Astanova; Amores absurdos e show do cantor, compositor e arranjador Celso Viáfora; e Selvática, Longe de onde & Eu menti pra você da cantora, compositora, percussionista, poeta e atriz Karina Buhr. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA - Enquanto caminhavam, falavam; mas quando chegaram ao destino, toda fala cessou. Não mais havia guia, nem viajante; e até mesmo a estrada cessara de existir. Pensamento do poeta místico persa Farīd al-Dīn'Aṭṭār (1145-1221), autor da obra A linguagem dos pássaros (Attar, 1991), da qual extraí o seguinte trecho: [...] O amante lança ao fogo a esperança de qualquer colheita, põe a lâmina em seu próprio pescoço e corta-o se for preciso. Ao amor é necessário a dor e o sangue do coração; o amor ama coisas difíceis. [...].

A ARTE & O POPULAR NO SUBDESENVOLVIMENTO - [...] Somos um país com os momentos das diversas idades, do índio, das selvas, com vestígios do machado de pedra, aos grupos messiânicos da Idade Média – que pouco adiantaram ao período do fraque e eroisée – aos universalistas do mosaico de comunicações eletrônicas. [...] Por outro lado, existe uma interrogação sobre o futuro dessas populações folclóricas jungidas a um estado de primitivismo muito chocante, se comparado com a o desenvolvimento alcançado nos grupos urbanos adiantados. [...]. Trecho extraído da obra Arte, folclore e subdesenvolvimento (Paralelo, 1971), de Souza Barros, tratando sobre folk e arte, condições predominantes do popular, farmacopéia popular e miséria, tabu e magia, alienação, artesanato, produção, consumo e cultura de massa.

MANUAL DO ARTISTA - [...] o artista reúne seus materiais e métodos com a finalidade de adquirir controle possível em suas manipulações, para que assim obtenha as melhoras características da técnica que escolha, expresse e transmita apropriadamente suas intenções e garanta a permanência de seus resultados [...]. Trecho da obra Manual do artista (Martins Fontes, 1999), do artista plástico e engenheiro estadunidense Ralph Mayer (1895-1979), tratando sobre técnicas e métodos, pigmentos, pintura a óleo, acrílica, pintura a têmpera, encáustica, mural, solventes, guache, aquarela, pastel, solventes e diluentes, química, entre outras.

NOSSAS ESCOLAS NÃO CANTAM MAIS - [...] Vendo na música uma linguagem, acreditando na sua importância no desenvolvimento harmonioso do ser humano, em razão do seu potencial na conscientização da interdependência entre corpo e mente, razão e sensibilidade, ciência e estética, e no processo de socialização do aluno, ela busca entender as razão desse silenciamento. Busca, ainda, caminhos que apontem o tipo de educação musical a ser oferecida numa sociedade como a nossa, marcada pelo avanço tecnológico e pela exclusão social, uma sociedade que se caracteriza, segundo Koellreuter, “pela cultura de massa, constituída por uma pluralidade de indivíduos cuja consciência do eu e cujo senso de responsabilidade individual vêm sendo reduzidos ao mínimo”. [...]. Trecho do prefácio escrito por Ana Maria Casasanta Peixoto, na obra O ensino da música na escola fundamental (Papirus, 2010), de Alícia Mara Almeida Loureiro.

O ATOR E O AMANHÃ - [...] a organização teatral de amanhã é imprevisivel. A multiplicação das redes hertzianas, os circuitos de televisão, os vídeos-cassetes difundindo em escala nacional a única manifestação regional, reduzirão em muito as series de representações que conhecemos. Opondo-se a esse crescimento do mass media, perfila-se uma volta à comunhão por pequenos grupos, a celebração de um rito em que celebrantes e fieis respirem juntos, mobilizem suas forças fisiológicas e psíquicas, querem sair de si mesmos, começar-se uma troca fraterna. O ator continua sendo aquele que propõe essa troca, que dá ao outro, que recebe e se oferece de novo, qualquer que seja a mensagem [...]. Trecho da obra O ator no século XX (Perspectiva, 2008), da artista vanguardista francesa de música, teatro e dança, Odete Aslan, tratando sobre as formas de interpretação, o gestual, personagens, laboratórios e comunidades teatrais, tendências atuais, ética pessoal e de grupo, o ator de amanhã, entre outros.

A ESCRITA E O ESCREVER - [...] Primeiro, escrever bem requer mais do que a produção de sentenças corretas, também envolve a comunicação bem-sucedida de mensagens significantes para outros. Segundo, a escrita é um processo que leva tempo e incorpora muitas diferentes atividades. Terceiro, o ensino da escrita que ajuda alunos a alcançarem o sucesso acadêmico, precisa atender a todos os tipos de escrita que são necessários não somente para o estudo da linguagem ou da literatura, mas também para as disciplinas de história, ciência, filosofia e política. Quarto, os alunos, ao terminarem seus estudos, precisam estar aptos a produzir muitas diferentes formas de escrita [...]. Para isso é necessário considerarmos a organização social discursiva pela qual nosso conhecimento e produzido e realizado dentro dos vários dominios da vida. Trechos extraídos da obra Gêneros textuais, tipificação e interação (Cortez, 2005), do educador estadunidense Charles Bazerman, organizado por Angela Paiva Dionisio e Judith Chambliss Hoffnagel, tratando sobre atos da fala, formas sociais com habitats para ação, enunciados singulares, gêneros diferenciados, identidade, internet e capitalismo global, entre outros assuntos.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 Mulatos de São Cristobao, do pintor e caricaturista brasileiro Di Cavalcanti (1897-1976). Veja mais aqui, aqui e aqui.

Veja mais:
De amor, sexo e vida aqui, aqui, aqui & aqui.
A música de Jean-Pierre Rameau aqui.
A arte da pianista Lola Astanova aqui.
A arte de Karina Buhr aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

TODO MISTICISMO
Tua alma carrega o Rio Una
E teu corpo o Atlântico em chamas
Em teu fogo sagrado
Sou apenas o poema do regresso
Teu coração bendiz
A volúpia dos meus escritos
Apaixonada, alimentas meu espírito com tua mensagem
E a elegância do meu manto azul
Decifra tuas lágrimas de Mulher da Solidão
Poema extraído da obra Música de rua (Panamérica Nordestal, 2014), do poeta José Terra Correia. Veja mais dele aqui, aqui e aqui.

ZÉ LINALDO & MARQUINHOS CABRAL
Nesta quarta, O Nordestão apresenta Zé Linaldo Acústico com participação de Marquinhos Cabral. Imperdível.
 

quinta-feira, março 07, 2013

ELVIRA LINDO, MANUEL LOPES, MAIREAD MAGUIRE, VICTORIA OCAMPO, LINDGREN, BRODSKY, MCAULIFFE & KUBLER-ROSS

 


JÁ VI DE TUDO NA VIDA, OU QUASE TUDO
– UMA: TUDO PASSA PELA IMAGINAÇÃO – No meio das minhas leituras e estudos percebi que tudo quanto o homem foi capaz de inventar e fazer, antes de tudo foi imaginado por alguém ou pelo próprio inventor. Isto foi uma coisa que aprendi na vida: antes de fazer qualquer coisa imagine e, se possível, visualize antes de mais nada a coisa pronta. Aí sim, dê-se à ação. Foi o que, entre outras tantas, recolhi de Astrid Lindgren: Tudo grande que já aconteceu neste mundo aconteceu primeiro na imaginação de alguém... (Veja mais dela aqui). DAS ESCANDALOSAS ATROCIDADES – Realmente, coisas que vi de ficar transido: as escandalosas atrocidades nazistas, a violência de regimes totalitários, da brutalidade em nome de um deus ou de uma fé, a ofensiva de fanáticos, a trama de golpes, vôte, coisas demais da conta. Dificil de se imagianr como são capazes de tanto. Entre elas, uma que flagrei entre os versos de Joseph Brodsky: Há crimes piores do que queimar livros. Um deles é não lê-los... E não só, outra dele é indispensável para qualquer ser pensante: A vida – do jeito que ela realmente é – é uma batalha não entre o bem e o mal, mas entre o mal e o pior... (Veja mais dele aqui). TRÊS: DO IMPENSÁVEL AO PONDERÁVEL – É preciso repensar as coisas, sobretudo qual a verdadeira missão humana durante a vida. Uma que me fez pensar isso foi a ativista britânica e Prêmio Nobel da Paz de 1976, Mairead Maguire: Nós realmente temos que criar uma cultura em nosso mundo hoje onde reconheçamos que toda vida humana é sagrada e preciosa e não temos o direito de tirar outra vida humana... Queria poder gritar isso por zilhões de alto-falantes. Será que adiantaria... Vamos aprumar a conversa!

 


DITOS & DESDITOS - Todas as coisas que nos acontecem são úteis mesmo que não saibamos o porquê... Minha alma é feita de luz e trevas; nada de brumas. Ou faz bom tempo ou há temporal; as temperaturas variáveis são de pouca duração. O amor e a cultura aumentam com o elenco. Quanto mais você dá, mais você tem. Pensamento da escritora argentina Victoria Ocampo Aguirre (1890-1979).

 

ALGUÉM FALOU: O que você está fazendo aqui? Estamos alcançando as estrelas... Eu toco o futuro - eu ensino... Tenho uma visão do mundo como uma aldeia global, um mundo sem fronteiras... Pensamento da professora e astronauta estadunidense Christa McAuliffe (1948-1986), que morreu a bordo do ônibus espacial Challenger, quando a nave explodiu no ar durante o lançamento em janeiro de 1986, matando todos os seus tripulantes.

 

LUGARES QUE NÃO SE COMPARTILHAM - [...] Para mim agora, hiperativo, prolífico, com vontade de entrar em negócios estranhos que enriquecem uma vida que sinto que vai ficar aquém. [...] Mas a felicidade perde um pouco do brilho quando se expressa e nos conhecemos o suficiente para poder partilhá-la e saboreá-la sem dizer uma palavra. [...] Acredito no segredo da confissão, nem dos padres nem dos psiquiatras. Não condiz com a condição humana: todos nós contamos quase tudo uns aos outros. [...] O que eu gostaria na vida é saber nadar na superfície [...] Não se pode viver do ar, nem entregar-se a uma espiritualidade que não permite o regresso aos prazeres prosaicos [...] Os livros que eu gosto muito são aqueles que quando você termina de ler pensa que eu gostaria que o autor fosse um bom amigo seu para que você pudesse ligar para ele sempre que quisesse [...] Eu havia ficado sozinho na cidade e preferi lutar ao ar livre contra a famosa solidão que assola a alma humana nas grandes cidades. [...] Trechox extraídos da obra Lugares que no quiero compartir con nadie (Booket, 2013), da jornalista e escritora espanhola Elvira Lindo Garrido.

 

DOIS POEMAS - SONETO À LIBERDADE - Primeiro tu virás, depois a tarde \ com terras, mares, algas, vento, peixes. \ trarás, no ventre, a marca das idades \ e a inquietude dos pássaros libertos. \ virás para o enorme do silêncio \ — flor boiando na órbita das águas — \ tu não verás o fúnebre das horas \ nem o canto final do sol poente. \ primeiro tu virás, depois a tarde \ sem desejos e amor. virás sozinha \ como o nome saudade. virás única. \ eu não terei a posse do teu corpo \ nem me batizarei na tua essência, \ mas tu virás primeiro e eu morro livre. POEMA DE QUEM FICOU - Eu não te quero mal \ por esse orgulho que tu trazes;\ por esse teu ar de triunfo iluminado\ com que voltas…\ … O mundo não é maior\ que a pupila dos teus olhos:\ tem a grandeza\ da tua inquietação e das tuas revoltas.\ … Que teu irmão que ficou\ sonhou coisas maiores ainda,\ mais belas que aquelas que conheceste…\ Crispou as mãos à beira do mar\ e teve saudades estranhas, de terras estranhas,\ com bosques, com rios, com outras montanhas\ – bosques de névoa, rios de prata, montanhas de oiro–\ que nunca viram teus olhos\ no mundo que percorreste… Poemas do escritor cabo-verdiano Manuel dos Santos Lopes (1907-2005).

 



ELISABETH KUBLER-ROSS & SOBRE A MORTE E O MORRER –Livro que aborda o que os doentes terminais têm para ensinar a médicos, enfermeiros, religiosos e aos seus próprios parentes. A obra aborda sobre o temer da morte, atitudes diante da morte e do morrer, o primeiro estágio da negação e isolamento, o segundo estágio da Riva, o terceiro estágio da barganha, o quarto estágio da depressão, o quinto estágio da aceitação, a esperança, a família do paciente, algumas entrevistas com pacientes em fase terminal, reação ao seminário sobre a morte e o morrer e a terapia com os doentes em fase terminal. Veja mais aqui. 

DIREITO AMBIENTAL – O livro Direito Ambiental (Atlas, 2014), de Maria Luiza Machado Granziera, trata do conceito, objeto, beneficiários e bens ambientais, classificação, publicização e relação do Direito Ambiental com outras ciências, relação com outros ramos do direito, o contexto histórico, a Conferência de Estocolmo de 1972, a Conferência do Rio de Janeiro sobre meio ambiente e desenvolvimento, princípios informadores do direito ambiental, política nacional, a Constituição de 1988, sistemas de gestão ambiental e de recursos hídricos, SISNAMA, sistema de gestão e efetividade das políticas, crimes e infrações administrativas, regime jurídico e proteção dos recursos ambientais, biodiversidade, fauna, flora e florestas, águas, solo, atmosfera e clima, patrimônio cultural, instrumentos da política nacional de meio ambiente, administração pública, padrões de qualidade ambiental, Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), estudos ambientais, licenciamento, instrumentos econômicos e técnicos da política ambiental, zoneamento, espaços territoriais especialmente protegidos, reserva legal, áreas de preservação permanente, Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), reservas da biosfera, sítios Ramsar, zonas úmidas, meio ambiente urbano, poluição sonora, paisagem urbana e poluição visual, infrações penais e administrarivas, responsabilidade em matéria ambiental, dano ambiental, meios processuais de defesa do meio ambiente, entre outros assuntos. Veja mais aqui e aqui.

PSICOLOGIA DA SAÚDE – O livro Psicologia da saúde (Artmed, 2005), de Richard O. Straub, aborda temas como os fundamentos da psicologia da saúde, introdução à psicologia da saúde, pesquisas na área, bases biológicas da saúde e da doença, estresse e saúde, enfrentando o estresse, comportamento e saúde, permanecer saudável, nutrição e obesidade, transtornos da alimentação e abuso de substâncias, doenças crônicas e fatas, doenças cardiovasculares e diabete, câncer, HIV/Aids, tratamento, o atendimento de saúde e o comportamento do paciente, controlando a dor, medicina complementar e alternativa, fatores evolutivos, a psicologia da sáude ao longo do curso de vida, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

TEIAS DA SEDUÇÃO DE MARISA QUEIROZ – Amor, amado meu / Envolvo-te em meus braços / Com um lânguido abraço / Escorrego por entre teu peito / Ansiando por um longo beijo / Vem, carrega-me no colo / Sussurra em meus ouvidos / Palavras de desejo / Diz que me ama / E eu serei toda tua / Nua. Poema da psicóloga, psicanalista e escritora pernambucana radicada no Rio de Janeiro, Marisa Queiroz. Veja mais aqui e aqui.

VOAR É COM OS PÁSSAROS DE AL-CHAER –da porta / tocam luz / e um pouco de blues / entra pela fresta do rádio / do seu brilho / escorrem nuas / minhas marcas / molhadas/ e repetimos / talvez porque / queiramos deixar de ser / apenas animais terrestres /ou para que esta poesia / tenha versos aéreos / voando você / de costas para o tempo / puro exibicionismo / das asas / que brotam nos cantos / de sua boca / com a envergadura suave / dos seus olhos fechados / o infinito é uma grandeza / das aves / e para eu não me perder / nesta medida / tenho no meu corpo / suas mãos / aladas. Poema do poeta, engenheiro e professor universitário mineiro radicado em Goiás, Al-Chaer (Alberto Vilela Chaer). Veja mais aqui e aqui.

ENCANTO & SEDUÇÃO DE VANICE ZIMERMAN - Na pausa dos passos / Charme e encanto / Pés e pernas que seduzem / Os sapatos de salto / E olhar de quem passa... Poema da escritora e artista plástica paranaense Vanice Zimerman Ferreira. Veja mais aqui, aqui e aqui.

AMANHECENDO E ESCREVENDO DE JOSÉ TERRA CORREIA - Escrevo ao amanhecer / Porque as manhãs precisam esquecer / os assombros e as sequelas da noite / Escrevo ao amanhecer / Porque há tenacidade nos nossos olhos / Escrevo ao amanhecer / Porque o povo precisa urgentemente dum poema / Escrevo ao amanhecer / Porque os poetas e os poéticos / Precisam beber vinho e comer pão / Escrevo ao amanhecer / Porque gosto de cicatrizar os dogmáticos / Escrevo ao amanhecer / Porque a impureza dos seres adoece a natureza / Escrevo ao amanhecer / Porque vejo claridades maduras querendo se evaporar / Escrevo ao amanhecer / Porque leio jornais com notícias leprosas / Escrevo ao amanhecer / Porque não alimento os pseudo-artistas / Escrevo ao amanhecer / Porque recordo os algozes do meu país / Escrevo ao amanhecer / Porque acredito que os homens samaritanos / Tem bons destinos quando viajam / Escrevo ao amanhecer / Porque os versos mais perfeitos / São azulados para as mulheres / Escrevo ao amanhecer / Porque sou uma manhã / Ainda que indescoberta. Poema do poeta pernambucano José Terra Correia. Veja mais aqui.


A PROCURA DE SIMONE LESSA - O que faz não párar? / Não sei! / É insensante a procra pela alma que vai fazer parte, / e dizem ser gêmea! / Sentir que chegou? / Várias vezes! / Mas, em vão! / Parecia ser eterno, mas na verdade era fraterno! Poema da professora, escritora e artista plástica Simone Lessa. Veja mais aqui, aqui e aqui.


Veja mais sobre:
A mulher na antiguidade, Max Planc, Edgar Allan Poe, Louise Glück, Daniel Goleman, a música de Shirley Horn, Mark Twain, a pintura de Edouard Manet, a gravura de Johann Theodor de Bry, Ana Paula Arósio, Demi Moore & Alessandra Cavagna aqui.

E mais:
Mário Quintana, François Truffaut, Voltaire, a comunicação de Juan Diaz Bordenave, o folclore de Luís da Câmara Cascudo, a música de Daniela Spielmann, o teatro de Sérgio Roveri & Tuna Dwek, a arte de Jeanne Moreau, a pintura de Hans Temple & Anita Malfatti, Gerusa Leal & Todo dia é dia da mulher aqui.
Helena Blavatsky, João Ubaldo Ribeiro, Stendhal, a pintura de Édouard Manet, a música de Vital Farias, Cacá Diégues & Jeanne Moreau aqui.
Proezas do Biritoaldo: quando risca fogo, o rabo inflamável sofre que só sovaco de aleijado aqui.
Invasão da América aos sistemas penais de hoje, Joan Nieuhof, Décio Freitas & Palmares, Pesquisa em História, Guerra dos Cabanos, Luta Camponesa & História do Brasil aqui.
Hannah Arendt, Eric Hobsbawm, Fundamentos da História do Direito, Fernand Braudel & a História, Abraham Kaplan & A Conduta na Pesquisa aqui.
Das quedas, perdas & danos aqui.
Violência contra a mulher, Heleieth Saffioti, Marta Nascimento & Poetas do Brasil aqui.
O Feminismo & a História da Mulher, Masculino & Feminino, Psicologia Escolar & Educacional, Pluralidade de Família & União Estável aqui.
Jacques Lacan, Direito de Família, Alimentos Gravídicos & Realacionamentos Pós-Modernos aqui.
A aprendizagem observacional de Albert Bandura & Direito Autoral aqui.
Pierre Lévy, Cibercultura, Capitalismo Global, Linguagens Líquidas & Narrativas Midiáticas Contemporâneas aqui.
Poetas do Brasil: Ari Lins Pedrosa, Ana Paula Fumian, Frederico Spencer & Suzana Za’za Jardim aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá!
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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segunda-feira, fevereiro 18, 2008

ARISTÓTELES, CHICK COREA, COSTA-GAVRAS, RACHEL DE QUEIROZ, ALDEMIR, JOSÉ TERRA CORREIA & MUITO MAIS!!!

 Curtindo o álbum The Ultimate Adventure (Stretch Records, 2006), do pianista e tecladista de jazz estadunidense Chick Corea. Veja mais aqui e aqui.

PENSAMENTO DO DIA - Encarando o inopinado: quando o sopapo de catabi assanha a peruca desmanchando a maquiagem é que o alicerce está fincado numa areia movediça que está remoendo arroiado! Tá na hora de se assuntar! (LAM). Veja mais aqui.

Imagem: arte do pintor, ilustrador e escultor Aldemir Martins (1922-2006). Veja mais aqui.

A CIDADE – No livro A política (UnB, 1985), do filósofo grego Aristóteles, é tratada a questão da natureza da cidade e os seus elementos e inicia a obra tratando a respeito da cidade e de seus elementos constitutivos, onde mostra as formas diferentes de autoridade existentes na sociedade da época. A respeito da cidade, o autor diz que “... é como uma associação, e que qualquer associação é formada tendo em vista algum bem, pois o homem luta apenas pelo que ele considera um bem.” Isso resulta que se todas as associações objetivam um certo bem, ou lucro, é na cidade ou sociedade política que isso se encontrará. Sobre os elementos constitutivos da cidade, o autor mostra sua visão hierárquica da sociedade, “alguns seres, quando nascem, estão destinados a obedecer; outros a mandar”, onde a pólis deveria levar em consideração a natureza de cada ser, a divisão que a natureza impõe. “Aquele que a si mesmo não pertence, porém pertence a outro, e, contudo, é um homem, esse é naturalmente escravo.”. O autor define as pessoas pelas funções sociais, onde a mulher e o escravo possuem valor inferior na sociedade; a mulher seria a procriadora e o escravo o trabalhador. Aliás, sua visão da mulher não era das melhores. Na reprodução, a mulher é passiva e recebe, enquanto o homem é ativo e semeia. Dessa forma as características seriam predominantemente do pai. “O homem livre manda no escravo de modo diverso daquele do marino na mulher, do pai no filho. Os elementos da alma estão em cada um desses seres, porém em graus diversos. O escravo é inteiramente destituído da faculdade de querer, a mulher possui-a, porém fraca; a do filho não é completa.”. Sobre a propriedade e a conquista de bens, “... a natureza não realiza nada em vão e sem objetivos, é evidente que ela deve tê-lo feito para o bem da espécie humana, [...] a arte da guerra é (...) um meio natural de conquista...”. A respeito da economia da época, no tocante à ciência da riqueza , o autor defende o uso da moeda pela facilidade do transporte, determina que “... assim como a política não faz os homens e sim os utiliza assim como a natureza os fez, igualmente é necessário que a natureza lhes forneça, (...) os primeiros alimentos”, e condena a usura: “muito justamente repugna-nos a usura, pois procura uma riqueza que não advém da própria moeda, que deixa assim de aplicar-se ao fim para qual foi criada. (...) o lucro é o dinheiro do dinheiro: se esta é, de quantas aquisições existam, a mais em desacordo com a natureza.” Mediante o visto, entende-se que para Aristóteles toda cidade é um tipo de associação e as associações visam algum bem, ou seja, o bem mais alto. Existem diversas maneiras de autoridades como governo político, onde quem lidera é um rei, o do chefe de família e do senhor para com o escravo.E eles imaginaram que o poder crescia conforme o numero de súditos, não havendo diferença entre uma grande família e uma pequena cidade. Então se devia unir homens e mulheres para gerar uma associação, que é formada por tendências da natureza,também vinda da natureza a tendência de um comandar e outro obedecer,pois aquele que possui inteligência será o senhor e aquele que é capaz por sua força,será conseqüentemente o súdito.E é dessas duas associações (homens e mulheres/senhor e escravos) que se forma inicialmente a família, que é a associação estabelecida pela natureza, para atender às necessidades do dia-a-dia do homem, como disse Epimêndes de Creta, partilham o sustento. Assim Aristóteles afirma que distingui o homem dos outros animais é o poder de discernir o bem e o mal, o justo e o injusto, e outros sentidos e outros sentimentos dessa ordem .Afirma também que a cidade é anterior ao individuo, pois, a cidade esta ligada como um todo,e o homem que basta assim mesmo,deve ser um deus ou uma besta. A justiça é a ponte entre os homens e as cidades, pois a administração da justiça é o principio da ordem na sociedade política. A alma tem sobre corpo um poder, como autoridade do senhor.E a razão exerce os humanos um poder político.Fica claro então que alguns homens são por natureza feitos para serem livres e outros para serem escravos, e que para esses últimos a escravidão e tão útil como justa. Assim o autor conclui que é preciso saber distinguir o rei de seus súditos, pois sendo indócil e preguiçoso, não será capaz de cumprir seus deveres. Assim fica evidente que ambos tem que ter virtudes porem com característica diferentes. Veja mais aqui, aqui e aqui.

COMBATE À CORRUPÇÃO – O livro Combate à corrupção nas prefeituras do Brasil (Ateliê, 2003), de Antoninho Marmo Trevisan, Antonio Chizzzotti, João Alberto Ianhez, José Crizzotti e Josmar Verillo, trata sobre o padrõa típico de corrupção, sinais de irreguralidades na administração municipal, os bastidores das fraudes, investigações, provas e confronto, o exemplo de Ribeirão Bonito, as ONGs e o combate à corrupção, o recurso a leis e órgãos, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho: É importante que a sociedade passe a exigir de candidatos os compromissos mais fortes com a ética e com a transparência. Uma forma de fazer isso é submeter aos candidatos um compromisso público de conduta, que pode ser adaptado às necessidades de cada comunidade, inclusive para a colocação de projetos específicos. Veja mais aqui.

MEMORIAL DE MARIA MOURA – No livro Memorial de Maria Moura (Siciliano, 1992), da escritora, jornalista, dramaturga e tradutora Rachel de Queiroz (1910-2003), destaco os trechos: [...] ―Afinal, como é que eu ia acabar com Cirino sem acabar também comigo? Como é que eu posso abrir a arca do peito e arrancar o coração pra fora? Ninguém pode fazer isso e continuar vivo. [...] E se eu não agüentar, paciência; se o sangue pisado aqui dentro me matar envenenada – pois bem, eu morro! Vou morrer um dia, afinal. Todo mundo morre. Mas quero morrer na minha grandeza. [...] Ainda está na hora de mudar de idéia, Sinhá. Vai ser uma luta muito dura, com esses homens traquejados pra matar. Não é briga pra mulher. E se lhe matam? Saltei na sela. Mas, antes de dar partida, me dobrei sobre o pescoço do cavalo e disse olhando nos olhos de Duarte: – Se tiver que morrer lá, eu morro e pronto. Mas ficando aqui eu morro muito mais. Veja aqui, aqui e aqui.

VASTIDÃO – Entre os poemas do poeta José Terra Correia, coautor dos livros 21 poemas (2005) e Poesia do mesmo sangue (2007), e incluído na terceira edição dos Poetas dos Palmares (2002), destaco o seu poema Vastidão: Naufrago-me no amor dos pobres de espírito / Entre o desempregado e a empregada / O cozinheiro e o cabeleireiro / A balzaquiana e a senhora / O trabalhador e a romântica / Poesia, não falo do amor geladeira / Deixo esse tipo de amor para meus mestres se pronunciarem / Meus mestres são amantes azuis / O erotismo se enche no meu corpo / Como um arrulhar de machos e fêmeas / O lirismo me agita Poeta e me entrega á mulher / Como um pássaro de luz / A esperança me embriaga num cálice de vinho / E dou poemas viscerais ao mundo dos pobres / Sou metade homem e metade animal. Veja mais aqui.

FERNANDO E ISAURA – Em 2003 tive a oportunidade de assistir no Teatro Armazem, no Recife, à montagem da peça Fernando e Isaura, baseado no romance de Ariano de Suassuna e compreendendo uma versão nordestina do lendário amor impossível de Tristão e Isolda, acontecido nas margens do rio São Francisco, em antigas cidades alagoanas. A direção ficou por conta de Carlos Carvalho e o destaque do elenco fica por conta da atuação das atrizes Ana Claudia Wanguestel e Paula de Renor. Veja mais aqui.

AMEM – O filme Amém (2002), do cineasta grego Costa-Gavras, conta a história real de Kurt Gerstein (Tukur), um oficial da SS que, durante a II Guerra Mundial, vê seu programa sanitário de eliminação de pragas ser usado nas camaras de gas dos campos de concentração. Junto com um padre jesuíta, tenta alertar o mundo sobre o massacre dos judeus, apesar da omissão dos Aliados e da hesitação do Vaticano. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui e aqui.


GARANTISMO PENAL E A PONDERAÇÃO DE INTERESSES EM FACE DA INADMISSIBILIDADE DAS PROVAS OBTIDAS POR MEIO ILÍCITOS – O garantismo penal consiste numa modelação que objetiva o fortalecimento do direito penal mínimo, propondo-se o estabelecimento de critérios de natureza racional à intervenção penal, no sentido de não possibilitar a legitimação de qualquer modelo que possa sinalizar pelo controle social acima dos direitos e garantias individuais previstos constitucionalmente. Considera, também, que a prova juridicamente é vista como a demonstração apresentada pelos meios legais, confirmando a existência ou veracidade de um fato material ou de um ato jurídico, em virtude da qual se conclui por sua existência ou se firma a certeza a respeito da existência do fato ou do ato demonstrado. Dessa forma, não há dúvida de que a prova possui a finalidade de convencer o juiz da veracidade dos fatos sobre os quais ela versa. Há, ainda, que se observar que no direito processual brasileiro existe vários tipos de meios probatórios especificados em seu ordenamento jurídico, para se provar o fato alegado em processo judicial, todos respeitando a legalidade, licitude e moralidade da prova. Tendo por base a revisão da literatura realizada a partir das idéias expressas por Julio Fabrinio Mirabete, Fernando da Costa Tourinho Filho e Luiz Francisco Torquato Avolio, que a doutrina divide as provas vedadas ou proibidas em ilícitas e ilegítimas. As primeiras são as que afrontam normas de caráter substancial ou material. As provas ilegítimas contrariam normas de Direito Processual, tanto na produção quanto na introdução da prova ao processo. A questão da inadmissibilidade da prova obtida por meios ilícitos, segundo Marco Antonio Vilas Boas, é encontrada na Constituição Federal, em seu art. 5°, LVI, que dispõe: “Artigo 5º (...) LVI - São inadmissíveis no processo, as provas obtidas por meios ilícitos", significando que a obtenção da prova deve se encontrar articulada e em obediência à lei, aos costumes, à moral e aos princípios gerais de direito. Muito embora entre os debates e discussões venha ocorrendo a admissão da chamada Teoria da Proporcionalidade admitindo a prova ilícita em casos extremamente graves para manter o equilíbrio entre valores fundamentais contratantes. A Teoria da Proporcionalidade objetiva um equilíbrio entre o interesse estatal e o social em punir o criminoso, estando assegurados constitucionalmente os direitos fundamentais do indivíduo, partindo da premissa, apesar das controvérsias tanto na doutrina como na jurisprudência, admitindo-se somente quando for para beneficiar a defesa, e por uma razão muito simples, é melhor ver um direito constitucional violado do que ceifar a liberdade de um inocente. Já segundo Luiz Francisco Torquato Avolio, uma outra questão controversa é a da inadmissibilidade das provas ilícitas por derivação que é adotada pela Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada, segundo a qual a obtenção ilícita da informação se projeta sobre as diligências subseqüentes, aparentemente legais, maculando-as e elas transmitindo o estigma da ilicitude penal. Há que se observar, portanto, que são admissíveis no direito, todas as provas, desde que não sejam ilegais ou imorais, conforme reza o art. 332 do nosso Código de Processo Penal. Desta forma, com base em Ferando Capez, Magalhães Noronha, Paulo Rangel e Adalberto Aranha, a prova ilícita é toda aquela que ofende o direito material, necessitando distinguir que a prova ilícita fere o direito material enquanto a prova ilegítima o direito processual. Vê-se, pois, que as correntes são diversas e, dentre elas, existem as que admitem a prova ilícita, colhida com ofensa a norma de direito material desde que ela não seja, também, ilegítima ou produzida com ofensa ao direito processual, defendidas por Carnelutti e Franco Cordero; as que inadmitem as provas obtidas por meios ilícitos atenta a uma visão unitária do Direito que não tolera a ilicitude e a imoralidade, defendidas por Nuvolone e Vescovi; a que rejeita as provas ilícitas com fundamento em princípios constitucionais, defendidas por Comoglio e Bauer; a que não aceita as provas ilícitas, como princípio geral, mas admite exceções, quando se destinar a combater o crime organizado, dentre outras. Pelo visto, sistema brasileiro se filiou à terceira corrente, já que optou pela vedação clara das provas ilícitas que traduzem violação a direitos fundamentais do cidadão. Contudo, até o momento não cuidou o legislador ordinário de disciplinar a matéria e a lacuna existente tem gerado polêmica acerca da aplicabilidade dessa disposição constitucional. Conforme os autores anteriormente mencionados, os meios de prova ordinariamente utilizados são: o interrogatório do acusado, a busca e apreensão, a inquirição de testemunhas, as declarações da vítima, as perícias, dentre outras modalidades. E como a finalidade precípua da prova, entretanto, é a apuração da verdade dos fatos objeto do processo, poderá o magistrado, a requerimento ou de ofício, utilizar-se de outros meios, não expressamente admitidos em lei, desde que moralmente legítimos. Nesse ponto, é perfeitamente admissível a aplicação subsidiária do disposto no artigo 332 do CPC, já que a analogia é admitida pelo artigo 3º do CPP. Desse modo, poderá o magistrado valer-se de meios de prova não previstos expressamente em lei, tais como gravações fonográficas, fotografias, filmes, inspeção judicial, dentre outras. Assim, todas as provas devem ser avaliadas em conjunto do bojo probatório, do qual insurgirá a convicção do magistrado, inexistindo hierarquização entre os meios de prova. CONCLUSÃO: Partindo do princípio que provar é, antes de tudo, estabelecer a existência da verdade; e as provas são os meios pelos quais se procura estabelecê-la, entende-se, também, por prova, os elementos produzidos pelas partes ou pelo próprio Juiz, visando estabelecer, dentro do processo a existência de certos fatos. Mediante isso, entende-se que provar é, antes de tudo, estabelecer a existência da verdade; e as provas são os meios pelos quais se procura estabelecê-la. Entende-se, também, por prova, os elementos produzidos pelas partes ou pelo próprio juiz, visando estabelecer, dentro do processo a existência de certos fatos. A Constituição Federal considera, de maneira taxativa, serem inadmissíveis as provas obtidas por meios ilícitos. Mas não estabelece qual a conseqüência que deriva da circunstância de apesar da proibição, a prova ter sido admitida, vinda a ingressar no processo. A noção de inadmissibilidade está ligada à questão da validade e eficácia dos atos processuais. Atua de forma antecipada, impedindo o ingresso, no processo, do ato irregular. Razão pela qual deve abranger, não só o ingresso jurídico da prova no processo, mas também sua introdução material nos autos, evitando-se, com isso, influências indesejáveis sobre o convencimento do julgador. Já, a nulidade visa a retirar os efeitos de um ato irregularmente praticado. Há que se observar que os Tribunais Superiores têm sustentado que a prova vedada não gerará a nulidade do processo, se a condenação não estiver fundada exclusivamente na prova ilícita. Desta forma, os debates doutrinários persistem e há, pois, a tendência de que deva admitir a prova ilícita em casos que requeiram tal expediente sem ferir o garantismo penal. Veja mais aqui e aqui.
REFERÊNCIAS
ARANHA, Adalberto José Q.T de Camargo. Da Prova no Processo Penal. São Paulo: Saraiva, 1994.
AVOLIO, Luiz Francisco Torquato. Provas ilícitas: interceptações telefônicas e gravações clandestinas. São Paulo, RT, 1995.
CAPEZ, Fernando. Curso de Processo Penal. São Paulo: Editora Saraiva, 1999.
MIRABETE, Julio Fabrini. Processo Penal. São Paulo: Atlas, 2005.
NORONHA, E. Magalhães. Curso de Direito Processual Penal. São Paulo: Saraiva, 1997.
RANGEL, Paulo. Direito Processual Penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2003.
TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. Processo penal. São Paulo: Saraiva, 2000.
VILAS BOAS, Marco Antônio. Processo Penal Completo: doutrina, formulários, jurisprudência e pratica. São Paulo. Saraiva, 2001.

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