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quinta-feira, fevereiro 18, 2016

KATIA-SOFIA HAKIM, JULIA ANNAS, PASCAL BRUCKNER, PHYLLIS WHITNEY & RESSURRETO DAS ENCRUZILHADAS


DA SEMENTE AO CAOS (Imagem: Abstrato, da artista plástica e escritora Vanice Zimerman) – Um ínfimo grão embrionário num monturo de areia. Ah, sempre me achei nada diante da imensidão do universo. Tudo é adverso: o caos, o abismo, o vazio do deserto. Primordial, do nada pra alguma coisa: de ser maior que a si próprio. E rompo a casca, limites, barreiras, redomas. Absorvo água, luz e calor. Dilato-me e saio do casulo: o mato rasteiro, o lodo do rio, as larvas, os excrementos, descobertas. Os que vêm e vão: ascendem, descendem. Nem tudo é do mesmo jeito: brotamento, cissiparidade, esporulação, regenerações, hermafroditismo. E testemunho o ciclo dos proglotes pro cisticerco, a viagem do grão do pólen das anteras aos carpelos, os ventos, a chuva, o tempo, vicissitudes, simulacros. Fixo-me no que sou e estou. E alicerço o primeiro com outros repetidos esforços aos mínimos tentáculos, criando incipientes raízes. Inauguro a expansão e me enraízo no mundo: o chão, a minha moradia. Sou piso, sou teto e sou eu: o imenso de mim que é nada. Tento, ouso, enfrento e vou. Minúsculo, não sou capaz de preencher meus vazios; maiúsculo, muito menos. Não basta o que me cabe. Quero mais e sou responsável por meu destino. Escolho, encontros; voltas, despedidas. E broto, cresço-me, faço-me caule, folhas, frutos. Cumpro minha missão. Sou pleno e nada. Eterno retorno. Regresso-me: degenero e sou nada mais ainda e outra vez. Cinzas aos ventos. Sou-me. Renasço em você. (Luiz Alberto Machado). Veja mais aqui.

 

DITOS & DESDITOS

Encontramos a importante semelhança de virtude com a habilidade em habilidades onde duas coisas estão unidas: a necessidade de aprender e o impulso de aspirar... Sou responsável por tudo o que faço; sempre há algo mais que eu poderia ter feito, alguma outra atitude que eu poderia ter adotado. Dizer que fui dominada pela emoção é uma forma de fugir do fato de que fui eu quem agiu, quem, naquele momento, pensou que o que estava fazendo era a coisa certa a fazer...

Pensamento da filósofa britânica Julia Annas (Julia Elizabeth Annas), autora de obras como Intelligent Virtue (2011), Plato: A Very Short Introduction (2003), Ancient Philosophy: A Very Short Introduction (2000), Voices of Ancient Philosophy: An Introductory Reader (2000), entre outras.

 

ALGUÉM FALOU:

Hoje, o luxo reside em tudo aquilo que se torna raro: comunhão com a natureza, silêncio, meditação, lentidão redescoberta, o prazer de viver à margem dos outros, o ócio estudioso, o deleite das grandes obras da mente – todos esses são privilégios que não podem ser comprados, pois são literalmente inestimáveis...

Pensamento do escritor francês Pascal Bruckner, autor de livros como Fanaticism of the Apocalypse: Save the Earth, Punish Human Beings (2011), Les voleurs de Beauté (1997) e Bitter Moon (1993).

 

SONHO DE ORQUÍDEAS - […] É melhor deixar os sonhos em paz do que vê-los destruídos em questão de instantes. [...] Com que insensatez todos nós nos prendemos às mesmas correntes que poderiam nos destruir. [...] Suponho que nos deparemos com acasos e coincidências todos os dias. O que importa são as escolhas que fazemos. Se deixamos passar uma oportunidade importante sem sequer tentar, então, o que nos resta? [...]. Trechos extraídos da obra Dream of Orchids (Doubleday, 1985), da escritora japonesa Phyllis Whitney (Phyllis Ayame Whitney – 1903-2008), autora de obras como Secret of the Emerald Star (1964), Mystery of the Haunted Pool (1960) e The Trembling Hills (1956). Veja mais aqui.

 

DOIS POEMAS - PEÇO DESCULPAS PELO ATRASO: Corro na pista de atletismo, \ para perder a vida em vez de ser atropelada pelo trem. \ Minha calça está rasgada. \ As escadas me quebraram \ da cabeça aos pés.\ Corro na faixa de corrida. \ O trem me persegue, me agarrou. \ Pelos cabelos, \ corro na faixa de corrida. \ Uma reclamação salta da minha bolsa. \ Não toque. Não toque. \ Para escapar. \ Meu pé transformado, uma mão correndo. \ O corpo se esvazia \ como um Camembert esquecido. \ Eu me derramo na raia da piscina. ÚTERO - Meu útero. \ O umbigo do vazio. \ Abóbada celestial desmoronando num terremoto de carne. Poemas da poeta, crítica, tradutora e musicóloga francesa Katia-Sofia Hakim.

 


RESSURRETO DAS ENCRUZILHADAS: ACONTECÊNCIAS NAS QUEBRADAS! - Ninguém passa incólume, ninguém finda impune, muito menos se isenta nas encruzilhadas da vida! Que é que houve, meu, que hoje tais tão filosofante? Tem quatro coisas no mundo que dói demais no coração: uma casa com goteira, a visita de um pidão, uma mulher ciumenta e um menino chorão. Hahahaha! Tá chorando de barriga cheia. Aguento no balanço. Que é que está pegando, hem? Este lugar é o purgatório das almas penadas! Baixo astral é esse, hem? Na volta do homem até tatu anda de gibão! Já vi que não quer conversa. Ô Mariquinha, que é que deu nesse homem, hem? Ah, os chifres dando circuito! Vixe! Oxe, é comelô como a praga, tudo pendurado nas calçadas, a gente tem que andar pelo meio da rua e com cuidado para não ser atropelado pela zoadeiro dos carros-de-som. Reclamão! Pode um negócio desses? Cada um se vira como pode. Comboio de asno. Você soube da Dindinha? Que deu nela! Sonhou a vida toda numa vida majestosa, não queria nada com ninguém, engraçou-se por aquele estrangeiro metido à bosta, levantou a saia, perdeu o cabaço e o juízo, o cara bateu as botas e o resultado da herança: um bule de barro, três marimbas e seis coités. Lascou-se. Tá toda serelepe com a doença da princesa encantada: mal de amores. Se vier, eu estraçalho e deixo pra lá. Coitada, agora rebola as ancas jeitosas e ninguém chega perto. Se ela vier pra minha banda eu pego e fodo. Tem gosto para tudo. Ah, eu só quero aquilo com que se compram as coisas, mais nada, o resto é troco. E a eleição, será que o Zé Capilé leva mesmo? Tem dúvidas? Mas Cabraí tá jogando dinheiro pela culatra para todo mundo. Tem que fazer isso, quatro anos sem fazer nada, chegou a hora do vamos ver, vai amargar decepção. Também acho, mas nunca se sabe. Eu sei que o povo é traíra e na horagá caga fora do caco, isso eu sei, mas entre os dois, eu prefiro ninguém, estamos muito mal servido, é tudo a mesma merda. Veja como são as coisas: o Coronelão sempre apoiou os que vão ganhar, só ganha quem ele apoia. O Cabraí é filhote dele, foi ele quem criou para ser picado com o veneno da cria. Traiu, se arrumou e está botando banca. O fim dele será nefasto. Além do mais, o que este lugar tem evoluído? Nada. Pois é, todo dia de mal a pior. Seja Cabraí ou Capilé, só quem sairá ganhando é o Coronelão e os seus, mais ninguém. A pesquisa dá a vitória ao Cabraí. E você ainda acredita em pesquisa? Tudo manipulada, acho que o Coronelão tá dando corda para ele se enforcar. O jogo logo vira, a água passa e a podridão fica. Mais dia, menos dia, a mesma coisa, a vida passa, a gente envelhece, fica burro e morre. Você hoje está intragável! Meu amigo, quem pode acordar num dia nublado com uma crise desgraçada dessa, tudo arrevirado, temporal a vista, tudo do contra, como ficar feliz da vida com a morte por perto, hem? Amargando tudo mesmo. Não posso enganar a mim mesmo e sair por aí aos pulos e risadagens, isso é para quem está mamando ou só tem minhoca na cabeça. E qual seria a solução? Não acredito em mais nada. E as trelas do Canoeiro, hem, tem alguma novidade? Oxe, nunca deixará de esborrar. Quem ele já comeu que a gente sabe? Um harém. O cara é virado da breca mesmo. Ele não brinca em serviço, ontem mesmo teve um cerco para pegá-lo, ele estava na Volta do Rio, encarou o Estreiro e danou-se de só dar sinal de vida no Tanque de Piabas três dias depois. Eita, bicho da moléstia! Esse é bom de dar toque de arrodeio na cabroeira. E já ouvi dizer que ele passou por Tara Velho, danou-se pela Pedra Rolada, arranchou em Sancoquinho e saiu virado na peste por Itacaité até bater em Cimbres e de lá tomar o rumo das ventas. E isso emplacando saias, caçolas e beijos da mulherada. Até a Dindinha anda atrás dele, ora! É mesmo? Todas no rastro dele. É foda! Oxe, elas já chegam com as saias levantadas e a calcinha nas mãos, tudo fuviando e doida para levar a mangueira no rabo. É, o cara tá nas paradas, o Coronelão tá lambendo os beiços para pegá-lo e castrá-lo, destá. E então, em tudo que é canto ele está armando tocaia para pegar o sujeito no contrapé. Ah, mas ele é ladino, escapa das arapucas e ainda sai dando língua e chauzinho. Como é que pode? Um dia é da caça; outro, do caçador, já se diz. Esperar pra ver... Veja mais aqui.

 


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CRÔNICA DE AMOR POR ELA;

 ELA, MENINA AZUL

Nela estoutro desejorgia: ela é minha via, pura fantasia, revivarando adorocer mar irizaçada cheia: ela nua inteira, margeia, ruborizada. Ela lua cheia e me beira nuadada.

 Lasciva, poema de Luiz Alberto Machado, arte de Derinha Rocha.

Série Ginofagia.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
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quinta-feira, março 07, 2013

ELVIRA LINDO, MANUEL LOPES, MAIREAD MAGUIRE, VICTORIA OCAMPO, LINDGREN, BRODSKY, MCAULIFFE & KUBLER-ROSS

 


JÁ VI DE TUDO NA VIDA, OU QUASE TUDO
– UMA: TUDO PASSA PELA IMAGINAÇÃO – No meio das minhas leituras e estudos percebi que tudo quanto o homem foi capaz de inventar e fazer, antes de tudo foi imaginado por alguém ou pelo próprio inventor. Isto foi uma coisa que aprendi na vida: antes de fazer qualquer coisa imagine e, se possível, visualize antes de mais nada a coisa pronta. Aí sim, dê-se à ação. Foi o que, entre outras tantas, recolhi de Astrid Lindgren: Tudo grande que já aconteceu neste mundo aconteceu primeiro na imaginação de alguém... (Veja mais dela aqui). DAS ESCANDALOSAS ATROCIDADES – Realmente, coisas que vi de ficar transido: as escandalosas atrocidades nazistas, a violência de regimes totalitários, da brutalidade em nome de um deus ou de uma fé, a ofensiva de fanáticos, a trama de golpes, vôte, coisas demais da conta. Dificil de se imagianr como são capazes de tanto. Entre elas, uma que flagrei entre os versos de Joseph Brodsky: Há crimes piores do que queimar livros. Um deles é não lê-los... E não só, outra dele é indispensável para qualquer ser pensante: A vida – do jeito que ela realmente é – é uma batalha não entre o bem e o mal, mas entre o mal e o pior... (Veja mais dele aqui). TRÊS: DO IMPENSÁVEL AO PONDERÁVEL – É preciso repensar as coisas, sobretudo qual a verdadeira missão humana durante a vida. Uma que me fez pensar isso foi a ativista britânica e Prêmio Nobel da Paz de 1976, Mairead Maguire: Nós realmente temos que criar uma cultura em nosso mundo hoje onde reconheçamos que toda vida humana é sagrada e preciosa e não temos o direito de tirar outra vida humana... Queria poder gritar isso por zilhões de alto-falantes. Será que adiantaria... Vamos aprumar a conversa!

 


DITOS & DESDITOS - Todas as coisas que nos acontecem são úteis mesmo que não saibamos o porquê... Minha alma é feita de luz e trevas; nada de brumas. Ou faz bom tempo ou há temporal; as temperaturas variáveis são de pouca duração. O amor e a cultura aumentam com o elenco. Quanto mais você dá, mais você tem. Pensamento da escritora argentina Victoria Ocampo Aguirre (1890-1979).

 

ALGUÉM FALOU: O que você está fazendo aqui? Estamos alcançando as estrelas... Eu toco o futuro - eu ensino... Tenho uma visão do mundo como uma aldeia global, um mundo sem fronteiras... Pensamento da professora e astronauta estadunidense Christa McAuliffe (1948-1986), que morreu a bordo do ônibus espacial Challenger, quando a nave explodiu no ar durante o lançamento em janeiro de 1986, matando todos os seus tripulantes.

 

LUGARES QUE NÃO SE COMPARTILHAM - [...] Para mim agora, hiperativo, prolífico, com vontade de entrar em negócios estranhos que enriquecem uma vida que sinto que vai ficar aquém. [...] Mas a felicidade perde um pouco do brilho quando se expressa e nos conhecemos o suficiente para poder partilhá-la e saboreá-la sem dizer uma palavra. [...] Acredito no segredo da confissão, nem dos padres nem dos psiquiatras. Não condiz com a condição humana: todos nós contamos quase tudo uns aos outros. [...] O que eu gostaria na vida é saber nadar na superfície [...] Não se pode viver do ar, nem entregar-se a uma espiritualidade que não permite o regresso aos prazeres prosaicos [...] Os livros que eu gosto muito são aqueles que quando você termina de ler pensa que eu gostaria que o autor fosse um bom amigo seu para que você pudesse ligar para ele sempre que quisesse [...] Eu havia ficado sozinho na cidade e preferi lutar ao ar livre contra a famosa solidão que assola a alma humana nas grandes cidades. [...] Trechox extraídos da obra Lugares que no quiero compartir con nadie (Booket, 2013), da jornalista e escritora espanhola Elvira Lindo Garrido.

 

DOIS POEMAS - SONETO À LIBERDADE - Primeiro tu virás, depois a tarde \ com terras, mares, algas, vento, peixes. \ trarás, no ventre, a marca das idades \ e a inquietude dos pássaros libertos. \ virás para o enorme do silêncio \ — flor boiando na órbita das águas — \ tu não verás o fúnebre das horas \ nem o canto final do sol poente. \ primeiro tu virás, depois a tarde \ sem desejos e amor. virás sozinha \ como o nome saudade. virás única. \ eu não terei a posse do teu corpo \ nem me batizarei na tua essência, \ mas tu virás primeiro e eu morro livre. POEMA DE QUEM FICOU - Eu não te quero mal \ por esse orgulho que tu trazes;\ por esse teu ar de triunfo iluminado\ com que voltas…\ … O mundo não é maior\ que a pupila dos teus olhos:\ tem a grandeza\ da tua inquietação e das tuas revoltas.\ … Que teu irmão que ficou\ sonhou coisas maiores ainda,\ mais belas que aquelas que conheceste…\ Crispou as mãos à beira do mar\ e teve saudades estranhas, de terras estranhas,\ com bosques, com rios, com outras montanhas\ – bosques de névoa, rios de prata, montanhas de oiro–\ que nunca viram teus olhos\ no mundo que percorreste… Poemas do escritor cabo-verdiano Manuel dos Santos Lopes (1907-2005).

 



ELISABETH KUBLER-ROSS & SOBRE A MORTE E O MORRER –Livro que aborda o que os doentes terminais têm para ensinar a médicos, enfermeiros, religiosos e aos seus próprios parentes. A obra aborda sobre o temer da morte, atitudes diante da morte e do morrer, o primeiro estágio da negação e isolamento, o segundo estágio da Riva, o terceiro estágio da barganha, o quarto estágio da depressão, o quinto estágio da aceitação, a esperança, a família do paciente, algumas entrevistas com pacientes em fase terminal, reação ao seminário sobre a morte e o morrer e a terapia com os doentes em fase terminal. Veja mais aqui. 

DIREITO AMBIENTAL – O livro Direito Ambiental (Atlas, 2014), de Maria Luiza Machado Granziera, trata do conceito, objeto, beneficiários e bens ambientais, classificação, publicização e relação do Direito Ambiental com outras ciências, relação com outros ramos do direito, o contexto histórico, a Conferência de Estocolmo de 1972, a Conferência do Rio de Janeiro sobre meio ambiente e desenvolvimento, princípios informadores do direito ambiental, política nacional, a Constituição de 1988, sistemas de gestão ambiental e de recursos hídricos, SISNAMA, sistema de gestão e efetividade das políticas, crimes e infrações administrativas, regime jurídico e proteção dos recursos ambientais, biodiversidade, fauna, flora e florestas, águas, solo, atmosfera e clima, patrimônio cultural, instrumentos da política nacional de meio ambiente, administração pública, padrões de qualidade ambiental, Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), estudos ambientais, licenciamento, instrumentos econômicos e técnicos da política ambiental, zoneamento, espaços territoriais especialmente protegidos, reserva legal, áreas de preservação permanente, Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), reservas da biosfera, sítios Ramsar, zonas úmidas, meio ambiente urbano, poluição sonora, paisagem urbana e poluição visual, infrações penais e administrarivas, responsabilidade em matéria ambiental, dano ambiental, meios processuais de defesa do meio ambiente, entre outros assuntos. Veja mais aqui e aqui.

PSICOLOGIA DA SAÚDE – O livro Psicologia da saúde (Artmed, 2005), de Richard O. Straub, aborda temas como os fundamentos da psicologia da saúde, introdução à psicologia da saúde, pesquisas na área, bases biológicas da saúde e da doença, estresse e saúde, enfrentando o estresse, comportamento e saúde, permanecer saudável, nutrição e obesidade, transtornos da alimentação e abuso de substâncias, doenças crônicas e fatas, doenças cardiovasculares e diabete, câncer, HIV/Aids, tratamento, o atendimento de saúde e o comportamento do paciente, controlando a dor, medicina complementar e alternativa, fatores evolutivos, a psicologia da sáude ao longo do curso de vida, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

TEIAS DA SEDUÇÃO DE MARISA QUEIROZ – Amor, amado meu / Envolvo-te em meus braços / Com um lânguido abraço / Escorrego por entre teu peito / Ansiando por um longo beijo / Vem, carrega-me no colo / Sussurra em meus ouvidos / Palavras de desejo / Diz que me ama / E eu serei toda tua / Nua. Poema da psicóloga, psicanalista e escritora pernambucana radicada no Rio de Janeiro, Marisa Queiroz. Veja mais aqui e aqui.

VOAR É COM OS PÁSSAROS DE AL-CHAER –da porta / tocam luz / e um pouco de blues / entra pela fresta do rádio / do seu brilho / escorrem nuas / minhas marcas / molhadas/ e repetimos / talvez porque / queiramos deixar de ser / apenas animais terrestres /ou para que esta poesia / tenha versos aéreos / voando você / de costas para o tempo / puro exibicionismo / das asas / que brotam nos cantos / de sua boca / com a envergadura suave / dos seus olhos fechados / o infinito é uma grandeza / das aves / e para eu não me perder / nesta medida / tenho no meu corpo / suas mãos / aladas. Poema do poeta, engenheiro e professor universitário mineiro radicado em Goiás, Al-Chaer (Alberto Vilela Chaer). Veja mais aqui e aqui.

ENCANTO & SEDUÇÃO DE VANICE ZIMERMAN - Na pausa dos passos / Charme e encanto / Pés e pernas que seduzem / Os sapatos de salto / E olhar de quem passa... Poema da escritora e artista plástica paranaense Vanice Zimerman Ferreira. Veja mais aqui, aqui e aqui.

AMANHECENDO E ESCREVENDO DE JOSÉ TERRA CORREIA - Escrevo ao amanhecer / Porque as manhãs precisam esquecer / os assombros e as sequelas da noite / Escrevo ao amanhecer / Porque há tenacidade nos nossos olhos / Escrevo ao amanhecer / Porque o povo precisa urgentemente dum poema / Escrevo ao amanhecer / Porque os poetas e os poéticos / Precisam beber vinho e comer pão / Escrevo ao amanhecer / Porque gosto de cicatrizar os dogmáticos / Escrevo ao amanhecer / Porque a impureza dos seres adoece a natureza / Escrevo ao amanhecer / Porque vejo claridades maduras querendo se evaporar / Escrevo ao amanhecer / Porque leio jornais com notícias leprosas / Escrevo ao amanhecer / Porque não alimento os pseudo-artistas / Escrevo ao amanhecer / Porque recordo os algozes do meu país / Escrevo ao amanhecer / Porque acredito que os homens samaritanos / Tem bons destinos quando viajam / Escrevo ao amanhecer / Porque os versos mais perfeitos / São azulados para as mulheres / Escrevo ao amanhecer / Porque sou uma manhã / Ainda que indescoberta. Poema do poeta pernambucano José Terra Correia. Veja mais aqui.


A PROCURA DE SIMONE LESSA - O que faz não párar? / Não sei! / É insensante a procra pela alma que vai fazer parte, / e dizem ser gêmea! / Sentir que chegou? / Várias vezes! / Mas, em vão! / Parecia ser eterno, mas na verdade era fraterno! Poema da professora, escritora e artista plástica Simone Lessa. Veja mais aqui, aqui e aqui.


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