Mostrando postagens com marcador Debra Hurd. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Debra Hurd. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, outubro 19, 2016

KRISHNAMURTI, GOETHE, BADIOU, CLARICE NISKIER, DEBRA HURD, MÁRCIO BORGES, RIZZUTI, ELENA BASHKIROVA, NEVILLE DE ALMEIDA & TORLONI, LICHTENSTEIN, POSSELT, ALECHINSKY, HARRISON MARKS & JERZY DRUŻYCKI


INEDITORIAL: A LÁGRIMA DE NERUDA - Meus conterrâneos, eis minha missiva: estamos no século de uma nova era, rogo, portanto, a paz. Não difiro de nada, sou eu procedente do índio caeté, de negros escravizados e de brancos degredados de Portugal. No peito um canto para Neftáli Reyes: contra os que se devoram no dia e na noite. No peito o meu canto com a nossa dessemelhança que é o tiro que dizima inocentes no fomento de todas as nossas hostilidades. Nosso suor ainda é vendido a preço vil: a preço de cadáveres indígenas, negros e marginalizados. As mulheres, nossas irmãs, são as mesmas nas favelas do Brasil, nas callampas do Chile, nas jacabes do México, nos barrios de Caracas, nas barriadas de Lima, nas vilas miséria de Buenos Aires, nas catagrilles de Montevidéu e uma bola de cartola ainda determina o rival nos gramados de Santiago do Chile. Meus conterrâneos, eis minhas palavras, a esperança ainda é o nosso amuleto na estética de Huidobro: a precisão de um armistício e de um sonho maior que o de Bolívar. © Luiz Alberto Machado. (In: Primeira Reunião. Recife: Bagaço, 1992). Agora, sem mais delongas, vamos pras novidades do dia: na edição de hoje destaque pro Elogio do amor de Alain Badiou, a divisão do mundo de Krishnamurti, a literatura de Goethe, os haicais de Álvaro Posselt, a alma imoral de Clarice Niskier, o cinema de Neville de Almeida & Christiane Torlone, a ilustração de Roy Lichestein, a pintura de Pierre Alechinsky & Debra Hurd, a música de Elena Bashkirova, a escultura de Salvaotre Rizzuti, o Congresso Brasileiro de Psicologia, a entrevista de Márcio Borges, a Palavra Mínima com Fátima Maia, a fotografia de Harrison Marks, a arte visual de Jerzy Druzycki & o  poema Prelúdio. No mais veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Pelas ruas de Maceió, Vinicius de Moraes, Dias Gomes & Ferreira Gullar, Wynton Marsalis, David Miller, Luca Cambiaso, Susan Hayward, Henri Fantin-Latour, Lendas Africanas & a mulher campeã erótica aqui.

E mais:
Dificuldades de aprendizagem da língua portuguesa aqui.
Itinerância, Albertus Magnus, Bruce Chatwin, Elias Canetti, Eça de Queiroz, Samantha Fox, Carlos Carrera, Nobuo Mitsunashi, Henri Rousseau & Políticas Públicas aqui.
As fases da persecução penal brasileira e o prazo razoável aqui.
Fecamepa: o descobrimento do Brasil aqui.
O direito penal do cidadão e direito penal do inimigo aqui.

DESTAQUE: ELOGIO AO AMOR
[...] Existe um trabalho do amor, e não apenas um milagre. É preciso estar ativo, tomar cuidado, unir-se consigo mesmo e com o outro. É preciso pensar, agir, transformar. E aí sim, como recompensa do labor, vem a felicidade. [...], Trecho extraído da obra Elogio ao amor (Martins Fontes, 2013), do filósofo, dramaturgo e novelista francês Alain Badiou. Imagerm: La Cantatrice, do pintor e gravurista belga Pierre Alechinsky. Veja mais aqui e aqui.


Imagem: Chopin Prelude in C minor, da artista plástica e pianista estadunidense Debra Hurd. Veja mais aqui.

PRELÚDIO - Foi por amar a vida que beijei o ventre da vida e colhi o Sol para proteger o homem e a natureza. Foi por viver intensamente que amei a carne e a fisionomia secreta dos seres. Foi por ter submetido o coração ao amor que submergi nos olhos no calor vivo das emoções, sem haver negado qualquer alegria, nem mesmo projetado qualquer mentira. E foi por ter justamente amado que acalentei a dor e a solidão e renasci eternamente menino. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo Tchaikovsky Die Jahreszeiten (Musikproduktion, 2015), da pianista e diretora musical russa Elena Bashkirova.

A DIVISÃO DO MUNDO – [...] Socialmente, o mundo está dividido: uns no alto, outros no meio, e outros em baixo. Não é verdade? Os do alto têm todo o prestígio, posição, riqueza, detém o poder e desejam conservá-lo. É o que está acontecendo neste país: um partido político tem o poder, a posição, o prestígio, etc., e quer conservar tudo isso; e, para conservá-lo, tem de fazer um esforço tremendo. Os do meio querem chegar ao alto e de lá expulsar os que lá estão. [...] Os do meio se tornam os do alto e aferam-se ao poder até que, novamente, vêm os de baixo e os expulsam. É um padrão que se repete continuamente. E, na sociedade, o homem ambiciona prestígio e posição, por meio da função.[...] Para eles a posição tem desmedida importância, e não aquilo que eles realmente são. Como são fúteis e desassisados os entes humanos? [...]. Trechos exdtraídos da obra Viagem por um mar desconhecido (Três, 1973),  do filósofo, escritor, educador e místico indiano Jiddu Krishnamurti (1895-1986). Veja mais aqui, aqui e aqui.


Imagem: Donna dormiente, do escultor italiano Salvatore Rizzuti.

PENSAMENTO DO DIA: DESTINO DO HOMEM – [...] Como a espécie humana é uniforme! A maioria sofre durante quase todo o seu tempo, apenas para poder viver, e os poucos lazeres que lhe restam são de tal modo cheios de preocupações, que ela procura todos os meios de aliviá-las. Oh, destino do homem! [...]. Trecho extraído da obra Werther (Abril, 1971), do poeta, filósofo e cientista alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

KA KI – Uma folha cai /Sem pressa a estação começa/ dentro do bonsai. // Um som vespertino/Cautela! O grilo duela/com seu violino // Olhos em açoite/Da rua se vê a lua/tá cheia da noite // Curitiba nos engana/ Ao invés de quentão/ tomei caldo de cana. Haicais extraídos da obra Ka Ki (2015), do poeta e professor Alvaro Posselt.Veja mais aqui.


A ALMA IMORAL DE CLARICE NISKIER – O premiado espetáculo A alma imoral, adaptação da também premiada atriz, dramaturga e integrante do Movimento Humanos Direitos, Clarice Niskier, para a obra Alma imoral: traição e tradição através dos tempos (Rocco, 1998), do escritor e rabino Nilton Bonder, reflete sobre o certo e o errado, obediência e desobediência, tradição e transgressão, hipocrisia e honestidade, religião e biologia, reconstruindo significados de corpo e alma e contrapondo o conceito de alma imoral do texto bíblico ao animal moral da psicologia evolucionista, um campo de batalha nas trocas entre traído e traidor, santo e marginal, corpo e alma.Veja mais aqui.


RIO BABILÔNIA – O drama policial erótico Rio Babilônia (1982), dirigido por Neville de Almeida, conta a história das belezas e misérias do Rio de Janeiro, envolvendo um trabalhador informal que sobrevive de trabalhos eventuais e é convocado para recepcionar um industrial que, na verdade, é um traficante internacional de ouro, quando uma jornalista corajosa resolve denunciar a presença dele para levá-lo à cadeia. O destaque fica por conta da atuação da atriz Christiane Torloni. Veja mais aqui. 

 Imagens: a arte do pintor e ilustrador estadunidense Roy Lichtenstein (1923-1997).

AGENDA:  CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOLOGIA – Acontecerá entre os dias 25 e 26 de maio de 2017, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso - Maceió/AL, o Congresso Brasileiro de Psicologia: desafios e práticas da psicologia contemporânea, promovido pelo Centro Universitário Cesmac, numa realização da Comunic Eventos & Viagens. Veja mais aqui e aqui.


ENTREVISTA: MÁRCIO BORGES – Depois de realizar duas entrevistas com Milton Nascimento e uma com o saudoso poeta Fernando Brant, entrevistei também outro poeta do Clube da Esquina: Márcio Borges. Nessa entrevista, o escritor e compositor musical fala das suas parcerias musicais e dos seus projetos artísticos. Confira aqui.

REGISTRO: PALAVRA MÍNIMA
Em 2011 realizei uma dobradinha artística com a escritora e compositor musical Fátima Maia, no projeto Palavra Mínima, uma parceria da Cooperativa da Música de Alagoas (Comusa) e Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). A primeira, foi no dia 07 de outubro, quando apresentei os poemas dos meus livros Primeira Reunião (1992) & Trâmite da Solidão, enquanto ela desfilou suas composições musicais. Depois, no dia 02 de dezembro, foi a vez dela apresentar seus poemas e eu as músicas do meu show Crônica de Amor por Ela. Veja detalhes aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagens: a arte da fotografia do fotógrafo e cineasta inglês Harrison Marks (1926-1997).
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Imagens: arte do artista e fotógrafo polonês Jerzy Drużycki (1930-1995)
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


sábado, abril 30, 2016

GEOFF DYER, VICTOR HUGO, MILES DAVIS, DEBRA HURD, LISA LYON, PEDRO CABRAL, VERNET & MAPPLETHOPPE


UMA CANÇÃO DE AMOR (Imagem a arte do escritor, arquiteto, professor e artista plástico alagoano Pedro Cabral) - Com o riso de Sol de sua manhã Iaravi, ela me ensina a olhar a essência das coisas: o rumo dos ventos, a precipitação das chuvas, o canto dos pássaros, as frutas do quintal, as flores dos jardins, a correnteza dos rios, a queda das cachoeiras, as ondas do mar, a altura das montanhas, a vertigem dos abismos, o mormaço do meio dia, as sombras frescas das árvores, os grãos de areia do deserto, as pedras do caminho, a paz dos bichos, as matizes de todas as cores, o incenso de todos os olores, os sons de todos os tons, a textura de todas as matérias, o teor de todos sabores, as sementes de tudo e os pés na poeira da Terra. E a rosa é mais linda quando ela me mostra além do perfume e de suas pétalas ao olfato. E o fruto é mais que o gosto do bago ou da drupa madura ao paladar. E as águas macias são mais densas quando tocadas, e a distância é tão perto quando além da visão está tão longe quão perto à palma da mão. E o sussurro de tudo é mais vivo e real além do ouvido, porque tudo é sentido em sua totalidade, porque me ensinou a plenitude de viver. E ao anoitecer, o seu poder de valquirya Freya ensinou-me com seu sorriso de música e sua voz de canção, os segredos de Euterpe. E com sua dupla flauta, ensinou-me a distinguir uma mínima de uma semimínima, uma colcheia de uma semicolcheia, uma fusa de uma semifusa na luz do luar. E me levou em seus braços por compassos binários aos ternários, quaternários e complexos, a me embalar por larghissimos e adágios, andantes e moderatos, alegro e prestíssimos e por todas as consonâncias das dinâmicas e nuanças de sonhos no brilho das estrelas. E marcou as batidas do meu coração, ora acelerado, ora apaziguado no meio de sua progressão harmônica e por todas as notas que brotam de sua expressão altaneira, com todos os acordes aos borbotões de sua gesticulação mágica pra descoberta de todos os meus sentimentos e a justapor o que é de amor ao que é de vida e a sobrepor o que é de entrega por toda felicidade. E a sua melodia se sobressai acima dos limites a me trazer as cenas mais sublimes e irreveláveis, a me contar as histórias não ditas e inexpressas, ao suscitar tantas e quantas emoções possíveis e inimigináveis, pra transformar-se em Aede e me ensinar o canto de todas as vozes e todos os ritmos. E quando a minha cabeça na imensa escuridão da noite densa não tem mais pra onde ir, ela me leva ao ápice dos prazeres com o êxtase da música das esferas e todas as dissonâncias atonais e dodecafônicas do universo, até que eu me perca de mim e no meio do caos eu me transborde no improviso do gozo de todas as manifestações em uníssino para minha completude mais que aquinhoada. E sou nela com tudo e todas as coisas: a comunhão plena da vida numa canção de amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui & aqui. 

 Imagem: Jazz, do artista plástico C. Vernet.

Curtindo o álbum duplo 4 vols. Miles Davis at Fillmore: Live at the Fillmore East (Columbia/Legacy, 1970) com os quatro shows 17-20/06/1970, do músico, bandleader e compositor de jazz estadunidense Miles Davis (1926-1991).

PESQUISA
O Livro do Jazz: de Nova Orleans ao século XX (Sesc/Perspectiva, 2014), de Joachim-Ernst Berendt e Günther Huesmann.

EPÍGRAFE
A música expressa aquilo que não pode ser dito em palavras e não pode permanecer em silêncio, do escritor, dramaturgo e ativista dos direitos humanos francês, Victor Hugo (1802-1885). Veja mais aqui e aqui.


Imagem: a arte da artista plástica e pianista estadunidense Debra Hurd.

LEITURA 
O romance Todo aquele jazz (Companhia das Letras, 2013) do escritor inglês Geoff Dyer.

PENSAMENTO DO DIA
O riso é dela e nela o meu jazz. (LAM).
Veja mais Federico Garcia Lorca, O gênese africano, Gianni Guadalupi, Alberto Manguel, Duke Ellington, Lars von Trier, Caco Galhardo, Nicole Kidman, Tatiana Parcero & Rô Lopes aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem da modelo e fisiculturista Lisa Lyon (1981), do fotógrafo estadunidense Robert Mapplethoppe (1946-1989).
Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.



RAQUEL VARELA, OMAIMA AL-KHAMIS, OLIVE SENIOR & SANDRA RIBEIRO

  Imagem: Contornos da ubiquidade , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Ressaca aluada de panacei...