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DESTAQUE: O
PÚBLICO E O PRIVADO NA POLÍTICA BRASILEIRA
[...]
valores atribuídos ao público e ao
privado em nossa história. Sem dúvida, continua tendo curso o diagnóstico, há
muito compartilhado, de que “sobra poder privado e falta poder público” no
Brasil, uma sociedade domina por arranjos clientelistas e personalistas que
datariam do “período colonial”. Porém, tais arranjos não se manifestariam
apenas pelo “mandonismo local”, expresso nos “currais eleitorais dos coronéis”
do interior e pelos viciados partidos de “notáveis”. Essa face “tradicional-privada”
de nossa vida política estaria igualmente presente na atuação de um sistema
partidário nacional e de massas, enraizado nos grandes centros urbanos mas
considerado fraco e incapaz de representação legítima, sendo presa fácil dos
sempre existentes “políticos profissionais”. Continuidades e descontinuidades,
todavia sem maiores alterações no que diz respeito à fraqueza organizacional da
sociedade civil, de um lado, e à sua força privatista e desagregadora, de
outro. O que passa a se associar a essas postulações, tornando-as complexas mas
não eliminando sua presença e trânsito, é um outro tipo de diagnóstico que
inverte os termos da equação. Ele acusa os excessos do poder público, também
localizados em nosso passado colonial e ibérico, de ser a raiz de nossas mais
políticos. Tais “excessos de público” estariam se atualizando de forma poderosa
na força e autonomia da nova tecnoburocracia, bem como na tutela estatal sobre
os sindicados, entre outros exemplos. [...].
Trecho
extraído de A política brasileira em
busca da modernidade: na fronteira entre o público e o privado, da
historiadora Angela de Castro Gomes,
da obra História da vida privada no
Brasil: contrastes da intimidade contemporânea (Companhia das Letras,
1998), organizado por Lilia Moritz Schwarcz e aglutinando intelectuais de
diferentes campos de conhecimento por meio de relações interdisicplinares,
ampliando a ressonância de pesquisas isoladas e propiciando um diálogo para
investigar os contornos que o Brasil adquiriu a partir da década de 1930. Veja
mais aqui.

UMA MÚSICA:
Curtindo
o box Jards Macalé anos 70, reunindo
os quatro cds lançados na década de 1970, pelo cantor, compositor e ator Jards Macalé. Veja mais aqui.
Imagem:
Ópera do Arame, do artista plástico DiMagalhães.
UMA REFLEXÃO SOBRE A CIDADE: [...] A cidade, em si mesma, é tradicionalmente
uma arma militar, um escudo ou armadura coletiva, uma extensão do castelo de
nossa própria pele. Antes do amontoamento urbano, tivemos a base do caçador à
cata de comida; agora, na era da eletricidade, o homem volta, psíquica e
socialmente, ao estado nômade. Só que agora a fase se caracteriza pela cata de
informações e pelo processamento de dados. É um estado global, que ignora e
substitui a forma da cidade – que tende a se tornar obsoleta. Com a tecnologia
elétrica instantânea, o próprio globo não passará de uma aldeia e a própria
natureza da cidade, enquanto forma de grandes dimensões, deve inevitavelmente
dissolver-se como numa fusão cinematográfica. [...] A cidade, como o navio, é uma extensão coletiva do castelo de nossa
pele como a roupa é uma extensão de nossa pele individual. [...]. Trecho
extraído da obra Os meios
de comunicação como extensões do homem (Cultrix, 1964), do educador,
filósofo e teórico da comunicação canadense Marshal McLuhan (1911-1980). Veja mais aqui e aqui.
Imagem:
a enciclopédia audiovisual Qwiki.
PERNSAMENTO DO DIA: [...] a tendência não vem simplesmente de uma
força organizadora que seria o homem [...] ela opera por seleção de formas numa relação do ser viver humano com a
matéria que ele organiza e pela qual ele se organiza, onde nenhum dos termos
desta relação tem o segredo do outro [...]. Trecho extraído da obra La
technique et le temps (Galilée, 1994), do filósofo francês Bernard Stiegler.
Imagens:
a arte do performático artista plástico luso-brasileiro Artur Barrio.
UMA LEITURA: UM LUGAR CHAMADO BRICK LANE – O romance Um lugar chamado Brick Lane (Rocco, 2004),
da escritora britânica nascida em Bangladesh, Monica Ali, conta história de uma jovem que se muda de Bangladesh
para Londres, devido casamento arranjando e que, por conta disso, inicia uma
correspondência sobre a descoberta de diferentes culturas com a sua irmã no
local de origem. Da obra destaco o trecho: Ela
ajudou a despir-se. Sentiu que não havia nada que ela não fosse capaz de fazer.
Ela o puxou para dentro de si, não com paixão mas com ferocidade como se fosse
possível perder e ganhar tudo naquele único ato. Ele pôs a mão sobre a garganta
dela e ela quis tudo [...] sentir a
mão dele apertá-la e extingui-la, ouvir Chanu entrar e ver o que era, a esposa
dele. [...]. A obra foi adaptada para o cinema em 2007, com direção de Sarah Gavron. Veja mais aqui.
Imagem:
Roda de teatro de rua no Recife, do
fotógrafo Luiz Filho, no IX Festival
de Teatro de Rua do Recife.
TEATRO NA RUA – [...] produzir um teatro atraente que correspondesse à
realidade dessas populações. Esse teatro, portanto, deveria ser popular, no
sentido de uma linguagem acessível e de conteúdos que "falassem de
perto" ao homem da periferia. Essa vinculação com o social descartaria o
teatro como mero entretenimento e determinaria um compromisso de solidariedade
do produtor com os problemas e necessidades dessas populações periféricas
(compostas, de um modo geral, por operários, pequenos comerciantes, empregados
do setor do comércio e do setor bancário, funcionários sem qualificação e
empregadas domésticas, muitos dos quais moradores de favelas). [...] Itinerando pelos
bairros, movidos pelo desejo de alcançar uma comunicação eficiente com esse
público de periferia, levavam espetáculos, na maioria, precários de produção e
de qualidade artística. Teatro pobre strictu sensu, apresentavam-se onde fosse
possível, nas condições deficientes que a comunidade pudesse oferecer - salões
adaptados, pátios de escolas, ao rés-do-chão em qualquer espaço consentido. [...] Por outro lado, vemos
atualmente ressurgir o movimento de teatro universitário e uma nova modalidade
de produção artística, que poderíamos chamar de "teatro comunitário":
um trabalho realizado no seio de uma comunidade (bairro, quadra, casa de
cultura municipal), envolvendo-a como um todo, com uma orientação mais próxima
de uma proposta pedagógica de arte-na-educação do que qualquer intenção
político-militante. [...]. Trecho extraído do artigo Estética e política no teatro paulista doas
anos 70-80, da professora,
pesquisadora, dramaturga e escritora Silvana
Garcia, autora do livro Teatro da
militância (Perspectiva, 1990).
AMOR À FLOR DA PELE – O premiado
filme Amor à flor da pele (Fa Yeung
Nin Wa, 2000), dirigido e escrito por Wong Kar-Wai, é baseado numa
canção de Zhou Xuan e conta a história que se passa nos anos 1960, em Hong
Kong, quando um jornalista se muda com a esposa para um novo prédio, onde
conhece uma bela secretária, a qual ele se aproxima depois que ambos descobrem
que seus cônjuges vivem um romance. O destaque fica por conta da atuação da
belíssima atriz chinesa Maggie Cheung.
Imagem:
Little Annie
Fanny, arte do cartunista Harvey Kurtzman (1924-1993) e do ilustrador Will Elder (1921-2008).
AGENDA: COLÓQUIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA E
EDUCAÇÃO – Acontece
de hoje até o próximo dia 07 de outubro, no Rio de Janeiro, o Oitavo Colóquio Internacional de Filosofia e
Educação, desdobrado pelo Núcleo de Estudo de Filosofias e Infâncias
(NEFI-UERJ), com a proposta de discutir a temática Mundos que se tecem entre nosotros: o ato de educar em uma língua ainda
por ser escrita. Veja mais aqui e aqui.
A GAIA CIÊNCIA
[...]
no tocante à receita de todos esses
médicos de almas e sua recomendação de uma cura dura, radical, é permitido
perguntar: é esta nossa vida efetivamente dolorosa e pesada o bastante, para
trocá-la com vantagem por um modo de viver e uma petrificação estóicos? Não
estamos passando mal o bastante para termos de passar mal à maneira estóica.
Os médicos de
almas e a dor, trecho extraído do Livro IV, da obra A gaia ciência (Companhia das Letras, 2012), do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900). Veja
mais aqui.
CRÔNICA
DE AMOR POR ELA
Imagem:
a comediante Amy Schummer na arte da fotógrafa
estadunidense Annie Leibovitz.
CANTARAU: VAMOS
APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.