domingo, julho 31, 2011

A MULHER, O MOVIMENTO SUFRAGISTA, O FEMINISMO & VIDA DE ARTISTA



A MULHER, O MOVIMENTO SUFRAGISTA & O FEMINISMO - O movimento sufragista, conforme Rodrigues (2010), emerge em meados do século XIX, quando as feministas se inserem ao assumir uma visão critica das contradições e das limitações das grandes transformações históricas, por meio das revoluções americanas e francesas que excluíram as mulheres dos parlamentos e dos governos, negando-lhes o direito básico de votar e serem votadas. É conveniente registrar que é exatamente neste momento que surgem os movimentos feministas que, em seus primórdios, conforme Bauer (2010), ficou centralizado na conquista do voto feminino sem desprezar outras reivindicações. E assinala Toledo (2008) que as primeiras lutas feministas da era burguesa foram por direitos democráticos, como o divorcio e o direito a receber uma educação completa, nos primórdios da revolução burguesa. Ao final dos anos 70, registra Bauer (2010), que surgiu uma grande quantidade de grupos feministas em todos os países capitalistas e, com eles, foram intensificadas as reflexões sobre a divisão sexual dos papeis, fonte de toda discriminação, as relações de poder entre os sexos, perpetuavam a situação imposta sobre as mulheres. Segundo Toledo (2008, p. 91): [...] nos Estados Unidos o movimento sufragista foi a primeira luta feminista de caráter internacionalista, porque envolveu mulheres de vários países do mundo e incorporou os métodos tradicionais de luta da classe trabalhadora, como passeatas massivas, assembléias, greves de fome e enfrentamentos brutais com a policia, nos quais muitas ativistas foram presas e assassinadas. Além da repressão física, as mulheres tiveram de enfrentar a repressão moral, os preconceitos e o ódio da sociedade patriarcal, que não suportava a idéia de ver mulheres abandonando o fogão para ir às ruas, marchar e gritar palavras de ordem. É com essas lutas que o feminismo, segundo Teles (2003, p. 12), refere-se às ações de mulheres dispostas a combater a discriminação e a subalternidade das mulheres e que buscam criar meios para que as próprias mulheres sejam protagonistas de sua vida e história. Para Saffioti (1987, p. 98): O feminismo é uma perspectiva político-científica na qual se identificaram as contradições fundamentais da sociedade e sua interação simbiótica, como um só sistema de dominação-exploração, que prejudica a maioria esmagadora dos membros da sociedade. Trata-se, pois, na luta política, de saber se se deseja uma democracia para poucos, uma democracia para muitos ou uma democracia para todos. Neste sentido, a autora identifica os modelos do feminismo radical e do feminismo socialista. Para Saffioti (1987), o feminismo radical demonstra sua intransigência quanto à não-aceitação das próprias diferenças sexuais biologicamente definidas. As adeptas desta corrente desejam alcançar total autonomia em relação ao homem, inclusive no terreno sexual. Já o feminismo socialista, para Saffioti (1987) é uma corrente que trata de lidar, simultaneamente, com todas as contradições básicas da sociedade regida pelo patriarcado-racismo-capitalismo. Depois de 1848, segundo Bauer (2010) o feminismo não adquiriu uma nova força, hegemônica e revolucionária no cotidiano da vida social no mundo contemporâneo. Porém, foi suficientemente capaz de cobrir dois importantes e significativos campos de luta: por um lado, a ação política e a difusão planetária de suas idéias e, por outro, a luta por melhores salários e condições satisfatórias de trabalho, articulando-se, neste caso, com o movimento socialista internacional. Por força dessas lutas, conforme Rodrigues (2010), as conquistas sufragistas só se consolidaram na primeira metade do século XX, século este em que as mulheres conquistaram esse direito praticamente em quase todos os país do mundo, permitindo que o direito do voto para elas fosse conquistado em 1920 nos EUA, em 1928 no Reino Unido, em 1944 na França e em 1976 em Portugal. O Decênio Internacional das Nações Unidas para a Mulher, iniciado em 1975, e a Conferência de Nairobi que, em 1985, encerrou suas atividades, serviram para estender um programa de igualdade de oportunidades entre os 157 países participantes de todo mundo. Veja mais aqui, aqui e aqui.
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VIDA DE ARTISTA: LUIZ ALBERTO MACHADO – Entrevista concedida ao programa Vida de Artista, comandado pela jornalista Gal Monteiro, na TVEducativa, Maceió, Alagoas, por ocasião de realização do show Tataritaritatá, no Projeto Palco Aberto, no dia 19 de maio, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas.

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