quarta-feira, julho 09, 2008

GIDE, PAULO FREIRE, ROGERS, MARTHA MEDEIROS, TUNG YUE NANG, ANDREIA KRIS & LITERÓTICA


A arte do artista singapurense Tung Yue Nang

LITERÓTICA: ESSA MENINA – Essa menina é feita de lua. Ela voa na rua prontinha querubin. E me apronta tlin tlin no alto da campina onde tudo é cantina feita só de si. Ah, essa menina que dança com jeito, somente a gingar. Qual estrela lá mansa na unha matutina, desde sonsa ilumina onde antes supunha nunca existir. Ela está sempre aqui como chama na retina, como a grama que mina todo o quintal. E se faz de vestal de todos os presságios. Ela alucina ao contágio. E ela só vale ágio na sina do apelo a brilhar nos cabelos toda magia. O que eu mais queria: roubar o seu cheiro, seu secreto terreiro de tangerina. Ah, fulmina iminente – ela não é gente – é deusa a mendigar. Essa menina é feita de mar, intensa, quiçá, real mais divina. Quando vem cabotina só me desmantela. Ela vira a janela pronta pr´eu abrir. Essa menina chega com o olhar ardendo de vida. Quase desvalida com a boca nas asas que vaza e é guia perdidas esquinas, toda emoção repentina com o sopro de aguerrida na pele. O paladar que repele na maior febre, que tudo se quebre ao sol posto - a saliva com gosto de boa cajuína. Ela é tão traquina: o seio da boca sedenta. E venta maior ventania. E, todavia, se põe a chover: o corpo queimando o prazer. Essa menina é feita do rio que escorre ao quadril pra me afogar. Patati, patatá, é ela que me abriga como se eu fosse a viga que ela quer sustentar. Essa menina, bailarina da noite, em carne viva, vitalina, essa flor menina a me servir sucessivas entregas, peças que prega nos meus cinco sentidos. Essa menina é feita de peso: a coxa tatua o desejo que as pernas eqüinas rolam sobejo do sexo azul. Eu todo taful com seus pés nos meus braços que o abraço fulmina e lateja, água que poreja tão pequenina e vira ribeirão na luz feminina. Vingo-lhe a nuca que me ilumina e ela me sorri encantada, franzina com a gula que vai da glória à ruína. Essa menina e a mão culpada de amor. Ela brota, ereta, me socorre, me empesta. Salta da grota, na greta, virada na breca, capeta, na alvura exalta, cristalina. E tudo se arrasta, arrebata, contamina. E me larga no sopro. Meu corpo oficina. Maior serpentina de carnaval. E me faz imortal. Vem e ilumina a vida toda esquecida no meio da paixão. É quando, então, ela cisma do mundo e reduz quase tudo na palma da mão onde ela mais que altaneira me deita na esteira e me nina um milênio de paixão. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


PENSAMENTO DO DIA - Não há educação sem amor. O amor implica luta contra o egoísmo. Quem não é capaz de amar os seres inacabados não pode educar. Não há educação imposta, como não há amor imposto. Quem não ama não compreende o próximo, não o respeita. do sociólogo e pedagogo Paulo Freire (1921-1997). Veja mais aqui.

O HOMEM – [...] é de todo um homem, quando ele é o seu organismo completo, quando a apercepção da experiência, esse atributo peculiarmente humano, está operando na sua máxima plenitude, então se pode confiar nele, então seu comportamento é construtivo. Nem sempre será convencional, nem sempre será conformista. Será individualizado. Mas será também socializado [...]. Trecho extraído da obra Tornar-se pessoa (Moraes, 1992), do psicólogo norte-americano Carl Rogers (1902-1987). Veja mais aqui e aqui.

DIÁRIO DOS MOEDEIROS FALSOS – [...] Bernard: seu caráter ainda incerto. No início, perfeitamente insubordinado. Motiva-se, precisa-se e limita-se ao longo de todo o livro, ao sabor de seus amores. Cada amor, cada adoração acarreta uma dedicação, uma devoção. Ele pode ficar aborrecido, de início, mas compreende depressa que é só se limitando que seu campo de ação pode precisar-se. Olivier: seu caráter pouco a pouco se deforma. Comete ações profundamente contrárias à sua natureza e aos seus gostos por despeito e violência. Segue-se um abominável desgosto de si mesmo. Embotamento progressivo da personalidade e de seu irmão Vincent também. [...]. Trecho extraído da obra Diário dos moedeiros falsos. (Estação Liberdade, 2009), do escritor francês Prêmio Nobel de Literatura de 1947, André Gide (1869-1951). Veja mais aqui.

PUXEI A MANGA DA CAMISA... - puxei a manga da camisa um pouco pra cima / perto do cotovelo, e abri o botão calmamente / como se fizesse isso todo dia na tua frente / não te olhei como amiga nem professora / e não liguei para a pouca idade que tinhas / eu era mais madura e você mais coerente / tinha certeza de tudo mas não se mexia / passei a mão no teu cabelo / te beijei na testa, no queixo / beijei tua nuca e tua boca / e fui a primeira mulher nua da tua vida. Poema da poeta gaúcha Martha Medeiros. Veja mais aqui e  aqui.


A arte do artista singapurense Tung Yue Nang


Andréia Kris by George Philot

ANDRÉIA KRIS – fotógrafa gaúcha, realiza um excelente trabalho, maravilhoso e digno de nota! Já conheço seu trabalho faz tempo, hoje quero homenageá-la. Não preciso falar, basta você conferir e constatar a arte de ANDRÉA KRIS. Confira.


TAPETES DE OURO PRETO


KARDIM BOTÂNICO - SP


SEM TÍTULO


ESTÁTUA


ROSTO


ROSTOS DE APARECIDA


DANIELA MERCURY


CIRCO


CRIANÇA


NUDEZ


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GAVIÕES

ELA
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