
PENSAMENTO DO DIA – [...] qualquer
expectativa de redenção secular, desmancha qualquer esperança teleológica, e,
num lance dialético de extrema ousadia, localiza os sinais da salvação na
própria impossibilidade de regeneração da vida histórica, ou no impossível
esquecimento posterior do seu sofrimento e sordidez [...].
Trecho extraído da obra A ideologia da estética (Jorge Zahar, 1993), do
filósofo e crítico literário britânico Terry Eagleton. Veja mais aqui.
SUPERAÇÃO – [...] também o
coletivo é corpóreo. E a physis, que para ele se organiza na técnica, só pode
ser engendrada em toda a sua eficácia política e objetiva naquele espaço de
imagens que a iluminação profana nos tornou familiar. Somente quando o corpo e
o espaço de imagens se interpenetrarem, dentro dela tão profundamente que todas
as tensões revolucionárias se transformem em inervações do corpo coletivo, e
todas as inervações do corpo coletivo se transformem em tensões
revolucionárias; somente então terá a realidade conseguido superar-se [...]. Trechos
extraídos da obra Magia e técnica, arte e
religião: ensaios sobre literatura e história da cultura (Obras escolhidas,
Brasiliense, 1993), do filosofo alemão Walter Benjamin (1892-1940). Veja
mais aqui.
SOBREVIVER - Não somos nós, os sobreviventes, as autênticas testemunhas. [...] Nós sobreviventes somos uma minoria anômala
além de exígua: somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, não tocamos
o fundo. Quem o fez, quem fitou a Górgona, não voltou para contar, ou voltou
mudo; mas são eles, os “muçulmanos”, os que submergiram – são eles as
testemunhas integrais, cujo depoimento teria um significado geral. [...]. Trechos
extraídos da obra Os afogados e os sobreviventes (Paz e Terra, 1990), do
químico e escritor italiano Primo Levi (1919-1987). Veja mais aqui.
ARS POETICA - Um poema deve ser palpável e mudo / Como redondo fruto, / Quieto / Como
velhos vinténs no dedo, / Silencioso como a pedra desgastada / Do batente das
janelas onde o musgo faz morada – / Um poema deve ser sem palavras / Como o voo da passarada. / Um poema deve ser imóvel no tempo / Como a lua
ascende, / Deixando, conforme a lua liberta / Galho a galho árvores pela noite
encobertas, / Deixando, como a lua as folhas de inverno ausenta, / Memória por
memória a mente – / Um poema deve ser imóvel no tempo / Como a lua ascende. / Um
poema deve ser igual a: / Não há. / Por toda a história da dor / Uma soleira
vazia e uma folha de bordo. / Por amor / A relva leniente e duas luzes sobre o
mar – / Um poema não deve significar / Mas ser. Poema
do poeta, dramaturgo e ensaísta estadunidense Archibald MacLeish (1892–1982).
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