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quarta-feira, fevereiro 24, 2016

BURNOUT, CLÁUDIO MANUEL DA COSTA, KYLIE, FRAYN, LOU DE OLIVIER, LUCILENE MACHADO, EDUCAÇÃO, FECAMEPA & MUITO MAIS!



A SÍNDROME DE BURNOUT - A Síndrome de Burnout apareceu como consequência de excesso de expectativas e alto nível de estresse sofrido por profissionais que se envolviam no atendimento de terceiros. Nas últimas décadas, diversos estudos psicológicos foram desenvolvidos buscando uma maior compreensão acerca do tema, concluindo-se ser identificada como uma reação orgânica às pressões incidentes nas relações e atividades trabalhistas. Ela aparece quando o profissional se sente pressionado, levando-o a sentir-se vazio e exausto, até chegar ao esgotamento psicológico, impedindo de lidar com as atividades laborais. Trata-se, portanto, de uma enfermidade que se manifesta a longo prazo, e surge quando o profissional se sente subestimado pela organização ou possui mais encargos e atividades do que consegue lidar, identificada com o surgimento de conflitos nas relações com os colegas de trabalho. Entre os sintomas da Síndrome de Burnout, estão o estresse, queda de cabelo, dor de estomago, enxaqueca, sudorese, taquicardia, palpitações, medo, condição arredia, angústia, apatia, úlcera, hipertensão, dores de cabeça, insônia, consumo exagerado de medicamentos e álcool, e sensação de impotência para realização da atividade laboral. A exposição a situações estressantes desencadeia essa síndrome, vez que este fenômeno possui vinculação às ocorrências de riscos de natureza psicossocial na área laboral. Tal enfermidade acomete aqueles que atuam diretamente e de forma constante com o emocional. O seu diagnóstico apresenta perfis específicos, tanto como aquele que ocorre diante da presença de condutas e sentimentos vinculados ao estresse no trabalho, culminando no mal-estar não invalida ou incapacita para o desenvolvimento das atividades, ou quando há incidência de maior dano laboral, apresentando problemas que significativamente incidem sobre o desempenho e execução de suas atividades, provocando ausências até de longo prazo e comorbidades psiquiátricas. Entre os problemas mais constantes para os que são acometidos estão aqueles de natureza cognitiva, acrescidos de queda no desempenho, problemas de relações interpessoais que levam ao retraimento, a ausência de cuidados pessoais, as preocupações com o trabalho fora dele, satisfação reduzida, entre outros problemas de saúde oriundos do estresse crônico, como complicações digestivas e intestinais, problemas cardíacos, obesidade e depressão. Por conta disso, ela é constituída a partir de um modelo teórico formado por quatro dimensões que envolvem a ilusão pelo trabalho, o desgaste psíquico, a indolência e a culpa. É no ambiente laboral em que se encontram as probabilidades de ser o local no qual ocorre a manifestação do estresse em sua maior frequência, por causa das atividades e situações vivenciadas na rotina de trabalho, que são, muitas vezes, recheadas de adversidades que incidem e possuem maior repercussão na qualidade de vida profissional. As suas consequências são identificadas na insatisfação direta de execução das tarefas e atividades, notadamente com relação ao trabalho desenvolvido, influenciando, por consequência, a qualidade do desempenho e das atividades no ambiente educacional. Além disso, leva à apatia, desumanização, alienação, problemas de saúde, pensamento de abandono e recusa da profissão, absenteísmo, entre outros problemas. De forma geral, ela é vista como um problema de natureza social que possui uma grande relevância, razão pela qual passou a ser estudada nos mais diversos países, especialmente, em razão de sua incidência e vinculação ao peso de suas consequências no custeamento organizacional. O seu tratamento considera algumas estratégias que devem incidir sobre a melhoria da qualidade de vida no âmbito laboral, procurando transformar o ambiente em contexto saudável, propiciando o fortalecimento individual e coletivo, desenvolvimento de capacidade para lidar com o estresse e situações de conflito, criação de redes de apoio social, promoção de reflexões sobre a temática para troca de informações e experiências, ênfase na promoção de valores humanos e adoção de valores coletivos. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.


Imagem: Reclining Nude on a Blue Sofa, do pintor francês Carl Larsson (1853-1919). Veja mais aqui.


Curtindo o álbum Kiss Me Once (Roc Nation, 2014), da cantora, compositora e atriz australiana Kylie Minogue. Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA – No Brasil do Fecamepa tudo é reductio ad bsurdum! Explico: o termo latino em latim se aplica aos argumentos reduzidos ao absurdo, ou a demonstrações baseadas em hipóteses absurdas. Há exemplos clássicos, nesse sentido. Um deles, pretende provar que a estrada direta é o caminho mais curto entre dois pontos, através de um raciocínio desta espécie: Esta estrada ou é, ou não é a mais curta. Se não é a mais curta, então outra é que é a estrada direta. Mas não pode haver duas estradas diretas, e nesse caso a estrada direta deve ser a mais curta. Outro é a história de um homem que alugou sua égua para ser atrelada na carroça alheia. A égua teve um potro, mas o dono da carroça o reclamou, dizendo ser o novo animal uma produção do seu veículo, nascida entre os varais. O dono da égua reduziu o argumento ao absurdo, dizendo que admitir isso seria o mesmo que pescar nas ruas ou caçar peixes, de espingarada, num jardim. Tal argumento é baseado naquele ditado popular de que absurdo responde ao absurdo, com várias histórias folclóricas tendentes a provar o aforisma. Uma das mais típicas é a de um homem que foi procurar um potro extraviado e o encontrou entre dois bois do vizinho. Quando ia por-lhe o cabresto, o vizinho protestou que o potro era dele. O caso foi à Justiça. Como o dono dos bois dissesse, sob juramento, que o potro lhe pertencia, o juiz (ou o rei, segundo uma das versões), lhe deu ganho de causa. No dia seguinte, o juiz ia andando por um campo, quando viu o homem que reclamara o potro com uma vara de pescar e um azol, em plena estrada arenosa, como se estivesse pescando num lado. Interpelado, ele respondeu: É tão fácil pescar grandes peixes no pó da estrada, como dois bois produzirem um potro. Em face disso, a sentença foi reformada e a justiça imperou. Veja mais aqui e aqui.

ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR NO BRASIL – O livro Administração hospitalar no Brasil (Manole, 2013), de Enio Jorge Salu, trata a respeito da organização do sistema de saúde no Brasil, financiamento, hospital típico, termos, conceitos e práticas de mercado, tecnologia hospitalar, processos, fatores de competitividade, atores em saúde (governo, saúde suplementar, serviço de saúde), classificação do atendimento, saúde pública, protocolos e códigos identificadores, censo hospitalar, entre outros assuntos. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

TRANSTORNOS DE COMPORTAMENTO E DISTURBIOS DA APRENDIZAGEM – O livro Transtornos de comportamento e distúrbios da aprendizagem (Wak, 2013), da psicopedagoga, psicoterapeuta, escritora, dramaturga e precursora da Multiterapia, Lou de Olivier, trata sobre neurologia, neuropsicologia, neurociência, psiquiatria, multiterapia, o normal, o problemático, o distúrbio no desenvolvimento de crianças, diferente entre distúrbio, transtorno e síndrome, distúrbios de aprendizagem, disgrafia, dislexia, causas. Comorbidades, recaídas, autismo, hipóxia perinatal, neonataol, limitrofia, TOC, Bordeline, hiperatividade e hipoatividade, transtorno bipolar, depressão, a droga no cérebro, delirium, musicoterapia, gestão escolar, entre outros assuntos. Veja mais aqui. 
DO CORAÇÃO DE UMA MULHER – Entre os trabalhos literários da escritora, professora doutora em Literatura, blogueira e membro da Academia sul-mato-grossense de Letras, Lucilene Machado, destaco o seu texto Do coração de uma mulher:  A bem da verdade, não sou essa mulher fatal que você pensa que sou. Aquelas histórias de sedução foram todas inventadas e esse ar superior, de quem sabe lidar com a vida, é apenas autodefesa. Aquelas frases filosóficas? foram só para lhe impressionar, pra passar essa ilusão de intelectual, na verdade, eu nem sei se acredito nos valores que me ensinaram, quanto mais em frases feitas e opiniões formadas. Senta aí, vai. Deixa eu tirar os sapatos, desmanchar o penteado, retirar a maquiagem... Quero mostrar que assim de perto não sou tão bonita quanto pareço, por isso uso todos esses artifícios. É que no fundo tenho um medo terrível de que você me ache feia, de que você encontre em mim uma série de imperfeições. Sabe, não quero mais usar essa máscara de mulher inatingível, de mulher forte com punhos de aço. No íntimo, sinto-me uma pequena ave indefesa, leve demais para enfrentar o vento e que deseja ficar no aconchego do ninho sendo mimada até adormecer. Olha pra mim, às vezes minha intimidade não tem brilho algum e você terá que me amar muito para suportar essa minha impotência. Deixa-me tirar o casaco, tirar o cansaço... Essa jornada dupla me deixa tão carente. A convicção de independência afetiva? É tudo balela! Eu queria mesmo era dividir a cama, a mesa, o banho... Queria dividir os sentimentos, os sonhos, as ilusões, um pedaço de torta, uma xícara de café, algum segredo... Ah, eu tenho andado por aí, tenho sido tantas mulheres que não sou! Quantas vezes me inventei e até me convenci da minha identidade. Administrei minha liberdade. Tomei aviões, tomei whisky... troquei a lâmpada, furei a parede, abri sozinha o zíper do vestido. Decidi o meu destino com tanta segurança! Mas não previ que na linha do meu destino estivesse demarcada uma paixão inesperada. Agora, cá estou eu, quarenta e poucos anos e toda atrapalhada, tentando um cruzar de pernas diferente, um olhar mais grave, um molhar de lábios sensual... Mas não sei direito o que fazer para agradar. Confesso que isso me cansa um pouco. Queria mesmo era falar de todos os meus medos. “Dos seus medos?” você diria, como se eu nunca tivesse temido nada. Queria falar das minhas marcas de infância, dos animais que tive, do meu primeiro dia de aula... queria falar dessas coisas mais elementares, e levá-lo à casa de minha mãe, mostrar meu álbum de retrato (eu, me equilibrando nos primeiros passos ), ah, queria lhe mostrar minha primeira bicicleta, com truques. Ela ainda existe! Queria mostrar as árvores que eu plantei (como elas cresceram!) e todas essas coisas que são tão importantes pra mim e tão insignificantes aos outros. Ah, você queria falar alguma coisa? Está bem! Antes, só mais uma coisa: estou morrendo de medo que você saia desta cena antes de mim, que você saia à francesa desta história e eu tenha que recolocar minha máscara e me reinventar, outra vez. Veja mais aqui.



SONETO – No livro Obras Poéticas de Glauceste Satúrnio (1768), do poeta e jurista mineiro do Arcadismo brasileiro, Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), encontro o soneto: Este é o rio, a montanha é esta, / estes os troncos, estes os rochedos; / são estes inda os mermos arvoredos; / esta é a mesma rústica floresta. / Tudo cheio de horror se manifesta, / rio montanha, troncos e penedos; / que de amor nos suavíssimos enredos / foi cena alegre, e urna é já funesta. / Oh quão lembrado estou de haver subido / aquele monte, e às vezes, que baixando / deixei do pranto o vale umedecido! / Tudo me está a memória retratando; / que da mesma saudade o infame ruído / vem as mortas espécies despertando. Veja mais aqui e aqui.

NADA DE PÂNICO – A comédia teatral Nada de pânico, do dramaturgo, tradutor e jornalista inglês Michael Frayn, conta a história de atores e atrizes incompetentes e cheios de rivalidades que se aventuram numa peça difícil em que o desastre é enorme, patético e bastante engraçado. Veja mais aqui.

ETERNAL SUNSHINE OF A SPOTLESS – O romance dramático de ficção científica Eternal Sunshine of the Spotless Mind (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, 2004), dirigido por Michel Gondry, utiliza elementos de ficção científica, suspense psicológico e uma narrativa não-linear para explorar a natureza da memória e do amor romântico, contando a história de um casal que aparentemente iniciam sua relação em um trem e imediatamente atraídos um pelo outro, apesar de suas personalidades radicalmente diferentes. Eles já se conheciam e eram ex-namorados, agora separados, depois de terem passado dois anos juntos. Depois de uma briga, ela contrata uma empresa para apagar todas as lembranças de seu relacionamento. Ao descobrir isso, ele fica arrasado e decide se submeter ao mesmo procedimento, um processo que ocorre enquanto ele dorme. O destaque do filme fica por conta da atuação da premiada atriz inglesa Kate Winslet. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da atriz inglesa Kate Winslet.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: arte da pintora, artista visual e escultora alagoana Jeanine Toledo.
Veja aqui, aqui & aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.

terça-feira, setembro 08, 2015

SEARLE, DVORAK, FRAYN, ARIOSTO, YAYOI, KIMBERLY, NASCENTE & PROGRAMA TATARITARITATÁ.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? NASCENTE: 2 ANOS – A edição comemorativa nº 14, set/out-1998, dois anos do tabloide Nascente – Publicação Lítero Cultural, agora colorido, reúne na capa as 13 edições anteriores e dedicado aos “avós” Pai Lula e Carma, traz o editorial Vela Acesa: Esta é a nossa festa. Dois anos de luta mantendo a periodicidade e divulgando todos os sensíveis de todo território nacional e até do exterior. Agradecemos, sobremaneira, as simpáticas palavras dos colaboradores e amigos, destinadas por meio das inúmeras missivas à nossa redação. Esta é a nossa causa! Um punhado de sonho, talvez uma grande quimera. No entanto, tal efeméride vem alimentar a realização de tantos outros, protagonistas de nossa determinação, que simultaneamente sonham tal nossos feitos. Esta é a nossa crença! Independente de convenções e parâmetros, livres e soltos pelas veias do coração. Desde o ineditorial no plano de voo, nossa semente miuda e fértil até o Voto Moral, onde nos posicionamos, irredutivelmente, em favor da vida, que nossas páginas têm diagramado as mais intuitivas das expressões, revirando a opulência do imaginário mais legitimo. Reiteramos: aqui nunca constarão os episódios inatingíveis nem o niilismo dos pragmáticos. Decerto que se flagrará o estoico sensível, a ascese da paixão, a emoção anacoreta de quem, na solidão, rabisca num naco de papel seus sentimentos. E nesta comemoração, nada mais justo que expor novidades aumentamos o número de páginas; ampliamos a tiragem e colorimos nossa feitura. Com espaço maior, convocamos todos os poetas, escritores, articulistas, críticos, desenhistas, chargistas, fotógrafos, zineiros, produtores, independentes, alternativos, todos enfim a remeter seu material para nossa divulgação. As portas estão abertas. É isso aí. Alô torcida do Brasil! Aquele abraço! Na sessão Bate Papo, uma entrevista com Ivan Lins e a materia Central do Brasil: choque de realidade, de Guido Bilharinho (MG). Inaugurando a sessão Gata do Mês com a modelo e empresária de 26 anos de idade, Dóris Monteiro, que foi Garota Globeleza/95, Musa Balanço Folha-PE/94, Garota Verão PE/92, Garota Vídeo 91/PE, Garota Loja Panasonic Norte/Nordeste/90 e Garota Playboy/94, com fotos de Rômulo Lins. Também as oficinas de arte para as crianças do Projeto Jaraguá Art’Stúdio em parceria com a Nascente e com a Assanharte, além dos quadrinhos Minha Revistinha e Xaxado, do Cedraz (BA). Na seção Notas Literárias, editada pelo poeta Ari Lins Pedrosa (AL), o livro Sonetos, de Renard Valato (SP), A antologia Poesia Fluminense do século XX, de Assis Brasil (Imago, 1998), Outras profanas de Sérgio Geronimo (RJ), A alquimia do êxito, de Evelyn Levy (RJ), Poemas do entardecer, de José Flavio (SP), Canção para acordar peixes, de Dinovaldi Gillioli (SC), DF Letras (DF) e Revista da Petrobras (RJ). O artigo de esportes Confissões de uma bola, de Francisco Ferreura Mendes (AL) e mais um episódio do Tabuletas – Proezas do Biritoaldo: Quando o balde tá entupido, a topada leva a merda pro ventilador. Também o artigo O processo eleitoral: breve enfoque administrativo, de Francisco Filardi (RJ); O artista e a obra de arte, de Almandrade (BA) e Educação e fim de milênio, de Wilmar Carvalho (PE). Na seção do II Prêmio Nascente de Arte Infanto-Juvenil, trabalhos de Mariana Pereira (AL), Diogo Tuber (RJ), Sharlene Kercia (PE), Humberto (AL), Marcos André Veiga (AL), Leonardo Tenorio L. Pedrosa (AL) e Dayvison Antonio (PE). Na sessão Registro a Bienal do Livro e da Arte em Alagoas, o Clube dos Trovadores Capixabas com o XVIII Seminário de Trovas , a coletânea Intimidade Poética (RS), a Revista Dimensão (MG), o Projeto Literário Mosaico (SP), a Edidora Cedraz (BA),o Museu de Arte Contemporanea Interncional realização a Arte, Arte Postal & Poesial Visual (SC), o Premio Ascenso Ferreira de Poesia (PE), a escritora e compositora Fatima Maia lançando o livro História de Tatibitati (AL) e o lançamento do livro Em algum lugar no tempo, de Renata Miranda (AL). No Nascente Poético, poesias de Artur da Távola (RJ), Selmo Vasconcellos (RO), Naira Rocha (RJ), Raquel Naveira (MS), Leontino Filho (RN), Ari Lins Pedrosa (AL), Lucila Milanese (SP), Luiz Fernandes Silva (PB), Almandrade (BA), Wilmar Matter (RS), Vaneide Santos (PE), Djanira Pio (SP), Silvério Costa (SC), Severino Cassiano (PE), Gessy Carisio (MG), Leone Cavalcante (AL), Marcos Palmeira (AL) e Lari Fracischetto (RS). Veja mais aqui e aqui.

 Imagem: Lydia (1777), do pintor inglês Matthew William Peters (1742-1814) que se arrependeu de ter feito obras eróticas depois de se ordenar ministro.


Curtindo a Sinfonia nº 9 em mi menor, opus 95- Sinfonia do Novo Mundo -, do compositor checo Antonín Dvořák (1841-1904), com a Royal Philharmonic Masterworks, regência de Paavo Järvi.

O MISTERIO DA CONCIENCIA – O livro O mistério da consciência (Paz e Terra, 1998), do filósofo e escritor estadunidense John Rogers Searle, aborda sobre temas como a consciência como um problema biológico, Francis Crick & o problema da integração e a hipótese dos Quarenta Hertz, Gerald Edelman e o "mapeamento de reentrada", Roger Penrose & Kurt Gödel e os esqueletos celulares, a consciência negada: o relato de Daniel Dennett, David Chalmers e a mente consciente, Israel Rosenfield & a imagem corporal e o eu, como transformar o mistério da consciência no problema da consciência, entre outros assuntos. Na obra o autor analisa as diversas abordagens concernentes ao problema da consciência e simultaneamente apresenta a sua própria solução para o problema em um interessante modo de se fazer filosofia: o ensaio-resenha. Nesse contexto ele trata sobre os processos neurobiológicos e o que eles causam nos estados conscientes, incluindo desde uma dor de dentes até sentimentos de angústia, bem como de que o cérebro, assim como a consciência, são orgânicos, mas a computação, de forma bem diferente, é um processo matemático abstrato que só possui sentido e existência relativamente a intérpretes conscientes. Veja mais aqui e aqui.

ESSE TAL DE ORGASMO – O livro Esse tal orgasmo: uma jovem mulher em busca do prazer (L&PM, 2012), da jornalista estadunidense Mara Altman, trata sobre os temores e pavores da perda da virgindade e da busca pelo orgasmo feminino, das frustrações e prazer, pesquisando e escrevendo sobre suas experiências, na tentativa de expor as maneiras de o ser humano se relacionar com o prazer sexual, abordando em entrevistas com sexólogos e gurus variados, os mais diversos assuntos, como convenções sobre sexo, visitas a clubes de sadomasoquismo, acampamento de masturbação coletiva, templos do prazer, aulas de sexo tântrico, entre outros. Na obra ela expressa que: Já toquei aquilo lá uma ou duas vezes, pele com pele, mas desisti. Fiquei com nojo. Fiquei com nojo de mim. Eu tinha medo daquela parte do meu corpo e, convenhamos, ela fica num lugar convenientemente ignorável. Se não explorasse a área, não seria obrigada a descobrir se havia algo errado – ou certo – com aquilo lá. E veja mais aqui, aqui e aqui.

ORLANDO FURIOSO & UM SONETO – No livro Orlando furioso (Cavalo de Ferro, 2007), do poeta italiano Ludovico Ariosto (1474-1533), destaco o Canto I: Damas, cavaleiros, armas e amores, ; cortesias e audazes feitos canto, / do tempo em que o mar Mouros vingadores / passaram, para França molestar tanto, / seguindo a ira e juvenis furores / do rei de África, Agramante, / porquanto ousou vingar a morte de Troiano / em rei Carlos, imperador romano / Direi de Orlando, simultaneamente, / o que nunca foi dito em prosa ou rima: / por amor ficou furioso e demente, / tendo antes de sensato fama opima; / se a que quase me fez o equivalente / e o pouco engenho sem cessar me lima, / permitir que eu conserve o requerido / para levar a bom fim o prometido / Dignai-vos, hercúlea prole generosa, / ornamento e esplendor do tempo nosso, / Ippolito, aceitar o que vos ousa / e pode dar o húmil servo vosso. / Parte do que devo, em obra verbosa / a tinta gravada pagar-vos posso; / de pouco vos dar culpável não sou, / pois, quanto dar-vos posso, tudo dou. / Ireis ouvir, entre os dignos heróis / que para citar com louvor me aparelho, / lembrar Ruggiero, de quem neto sois, / de vossa ilustre prole o cepo velho. / Seu valor e ilustres gestas, pois, / escutareis, dando ouvido a meu conselho, / e se vossos pensamentos cederem / lugar para meus versos neles caberem. / Orlando, que há muito se enamorara / de Angelica, e que pelos encantos seus / na Índia, Média e Tartária / deixara inumeráveis e imortais troféus, / com ela ao Ocidente regressara, / onde, cerca dos montes Pirenéus, / com os de França e os da Alemanha, / Carlos armara as tendas de campanha, /para que o rei Marsilio / e o rei Agramante pagassem cara a sua ousada chança; / um, porque trouxe de África adiante / o povo apto a usar espada e lança; / e o outro, por levar a Espanha avante / à destruição do reino de França. / Orlando chegou quando era exigido, / mas bem se arrependeu de lá ter ido, / pois sua dama ali lhe foi tirada: / eis como o juízo humano amiúde erra! / De Vésper a Eos, em tanta jornada / ele a defendera, em tão longa guerra, / e entre gente amiga ora lhe é furtada, / sem uso de espada e na sua terra. / O imperador, que extinguir maquinou / um grave incêndio, foi quem lha tirou. / Nascera havia pouco uma porfia / entre o conde Orlando e Rinaldo, o primo; / pois cada um por Angelica ardia / de amoroso desejo no seu imo. / Carlos, que a tenção com maus olhos via, / por assim lhe darem menos arrimo, / a donzela, que motivo disso era, / deu a guardar ao duque da Baviera / em prémio a prometeu ao mais rapace, / que maior cópia, na grande batalha, / de Mouros infiéis ceifar lograsse, / e obra feita mostrasse com mais valha. / Mas, o oposto ao que esperavam, dá-se, / e a gente baptizada em fuga espalha; / com outros viu-se o duque na prisão, / ficando ao abandono o pavilhão. / Onde, logo que chegara, a donzela / que prémio seria para o vencedor, / antes do caso, subira para a sela, / e escapou quando houve ocasião melhor, / pressentindo que desse dia a estrela / aos cristãos daria enganoso alor; / penetrou num bosque, e na estreita via / um cavaleiro encontrou, que a pé ia. / Couraça vestida e elmo na testa, / à cintura a espada e no braço o escudo, / corria mais ligeiro pela floresta / que para vencer páreo / aldeão desnudo. / Tímida pastora nunca tão lesta / seu pé virou, ante réptil sanhudo, / como Angelica o freio contorceu, / logo que o guerreiro reconheceu. / Era ele aquele paladim galhardo / filho de Amon, senhor de Montalvão / a quem pouco antes seu corcel, Baiardo / lhe escapara, coisa estranha, da mão. / A olhar a donzela não foi tardo: / conheceu, mesmo de longe, a feição, / a angélica figura, o rosto belo / que em malhas de amor lograra prendê-lo. / Dá meia volta a dama ao palafrém, /e pela floresta o lança a toda a brida; / quer pela rala quer pela basta, porém, / a escolher a via é desprevenida: / pálida, louca, deixa com desdém / que a via seja pelo corcel escolhida. / Acima, abaixo, pela selva altaneira / tanto girou que achou uma ribeira. / Da ribeira Ferraú se abeirara, / todo suado e muito polvoroso. / Pouco antes, da batalha o apartara / desejo de beber e de repouso; / mas depois, contrafeito, ali ficara, / porque, sôfrego e pouco cauteloso, / o elmo no rio deixara tombar, / e não o conseguia recuperar / O mais alto que era possível, vinha / a gritar a donzela espaventada. / Salta, ao ouvir, para a margem ribeirinha / o mouro, e no rosto lhe pousa a mirada; / e reconhece-a assim que se avizinha, / apesar de pálida e perturbada; / há muito não tinha notícia dela, / mas não duvida: é Angelica bela. / Como era cortês, e tanto, talvez, / como os primos por ela tinha amor, / aquilo que podia fazer, fez: / como se elmo houvesse, com pundonor, / sua espada empunhou para dar revés / a Rinaldo, a quem não tinha temor. / Não só muitas vezes se tinham visto, / como em provas de armas tinham registo. / Deram início a uma feroz batalha: / apeados ambos, gládios brandiam; / aos golpes, couraças, cotas de malha, / ou mesmo bigornas não resistiam. / Mentres cada um o outro trabalha, / estugando o passo bicho e dama iam; / incitando o bicho a dar mais à perna, / por campos e bosques com ele se interna. / Longo tempo se esforçaram em vão, / cada um querendo o outro derribar, / pois tanto valor com a arma na mão / tinha, qualquer deles, como o seu par; / foi primeiro o senhor de Montalvão, / a o cavaleiro de Espanha alertar, / como quem tem no peito tanto fogo / que todo arde, sem ter desafogo. / Disse ao pagão: – Crês que só a mim dás / desaire, mas teu inimigo és; / se a luz do novo sol teu peito faz / incendiar, e se algum ganho vês / em me reter, tu, o que ganharás? / Ao teres-me morto ou preso como crês, / não será tua a dama mesmo assim, / pois em fuga se pôs neste interim. / Quão melhor será, se a amas deveras, / que ligeiro vás na sua peugada, / pois para detê-la é melhor se não esperas, / antes de estar daqui mais afastada! / Tendo-a em poder, com praxes severas / se decide de quem será, pela espada; / pois nada deve esta contenda ao siso, / e dela só colhemos prejuízo. [...] Também o Soneto XXV: Que bela sois, senhora! Tanto, tanto, / que por mim nunca vi cousa mais bela! / Contemplo a fronte e penso que uma estrela / a meu caminho dá seu brilho santo. / Contemplo a boca e pairo no encanto / do sorriso tão doce que é só dela; / olho o cabelo de ouro e vejo aquela / rede que amor me impôs com terno canto. / É de terso alabastro o colo, o peito, / os braços mais as mãos, e finalmente / quanto de vós se vê ou se adivinha. / E embora seja tudo assim perfeito, / permiti que vos diga ousadamente: / mais perfeita era a fé que em vós eu tinha. Veja mais aqui.

COPENHAGEN – O drama em dois atos Copenhagen (1998), do dramaturgo, jornalista e escritor inglês Michael Frayn, baseado em um fato envolvendo os espíritos de Werner Heisenberg, Niels Bohr e a esposa Margrethe, que se conhecem após suas mortes para tentar responder à pergunta que Margrethe coloca na primeira linha da peça, "Por que ele [Heisenberg] vir a Copenhague?" Eles passam o resto da apresentação de drama em dois atos, debatendo e rejeitando teorias que podem responder a essa pergunta. Da obra destaco o trecho do Ato 1: Margrethe: Mas por que ele veio para Copenhague? Bohr: Meu amor, isso importa? Quanto tempo faz que nós três já estamos mortos? Margrethe: Algumas perguntas duram por muito tempo após a morte de seus donos. Como fantasmas a buscar as respostas que nunca encontrou em vida. Bohr: Algumas perguntas não encontram suas respostas. Margreth: Mas porque ele veio? O que está tentando dizer? Bohr: No fundo creio que é muito simples: queira conversar. Margreth: Conversar? Com o inimigo? No meio da guerra? Bohr: Margreth, meu amor, não éramos inimigos. Margreth: Estamos falando de 1941! Bohr: Heisenberg: era nosso amigo! Margreth: Heisenberg: era alemão! Nós éramos dinamarqueses! Os alemães tinham ocupado o nosso país. Eu nunca vi você tão irritado com alguém como naquela noite com Heisenberg! Bohr: Não quero contradizer, mas acho que eu fiquei incrivelmente tranquilo! Para ele era tão difícil quanto para nós. Margreth: Por isso mesmo, por que fazer isso? Agora, não faz mal a ninguém, não trairemos a ninguém. Heisenberg: Estamos todos mortos, é certo. E o mundo se lembra de mim só por duas coisas: o princípio da incerteza e por minha misteriosa visita a Niels Bohr em Copenhague em 1941. Todos entendem do se trata a incerteza! Ou assim eles pensam. Mas ninguém entende por que eu fui para Copenhagen! Eu expliquei uma e outra vez. A Bohr mesmo, e a Margreth. Aos interrogadores, oficiais de inteligência, jornalistas, historiadores! Quanto mais eu explicava mais incerto ficava. Bem, com muito gosto vou tentar de novo. Agora que estamos mortos e não faremos mal a ninguém, e não trairemos ninguém. Margreth: Agora eu posso dizer. Nunca gostei dele! Bohr: Não é verdade. Eu gostava muito dele quando ele veio pela primeira vez na década de vinte! E quando ele veio para a praia com a gente e as crianças? Era mais um da família! Margreth: Tinha algo "estranho", já desde essa época! Bohr: Mas era um físico excepcional. E quanto mais eu penso, mais me convenço de que Heisenberg: foi o melhor. Heisenberg: Quem foi Bohr? Ele foi o primeiro, o pai de todos nós! Tudo o que fizemos foi baseado em sua grande intuição! Bohr: Pensar que veio trabalhar comigo em 1924... Heisenberg: Acabava de terminar meu doutorado, e Bohr era o físico atômico mais famoso do mundo! Bohr: ...e em menos de um ano a mecânica quântica te era devedora de umas quantas coisas. Margreth: Surgiu do trabalho que fizeram juntos. Bohr: E um ano depois obteve o Princípio da Incerteza! Margreth: E foi tua a complementaridade! Bohr: A discutimos juntos! Heisenberg: Juntos fizemos nossos melhores trabalhos. Bohr: Funcionávamos como uma empresa! Heisenberg: Presidente e gerente geral. Margreth: Pai e filho. Heisenberg: Um negócio de família! Margreth: Ainda que tivéssemos nossos próprios filhos! BOHR: E seguimos trabalhando juntos muito tempo depois quando já havia deixado de ser meu assistente! Heisenberg: Depois de ter voltado para a Alemanha em 1927, para assumir o cargo de minha cátedra em Leipzig, e muito depois de ter a minha própria família. Margreth: Então, os nazistas chegaram ao poder! Bohr: E a vida tornou-se cada vez mais difícil! Quando explodiu a guerra, impossível. Até esse dia em 1941! Margreth: Quando se terminou para sempre. Bohr: Sim, por que fazer isso? Heisenberg: Setembro de 1941. Durante anos eu tinha na memória como outubro. Margreth: Setembro. Final de setembro. Heisenberg: A memória é tão curiosa, na cabeça o passado se torna presente! Setembro de 1941, Copenhagen! E imediatamente aqui estou, descendo do trem noturno que vem de Berlim, com o meu colega Weizsäcker! Dois trajes civis entre todos os uniformes cinzas do exército alemão e os elegantes uniformes pretos da SS vieram com a gente. Na minha pasta estão os papéis da conferência que eu vou dar. Na minha cabeça há outra mensagem que eu devo comunicar. A conferência é de astrofísica. O assunto na minha cabeça é mais difícil. O meu colega Weizsäcker foi meu João Batista, escreveu para Bohr para avisar da minha chegada. Margreth: Quer te ver? Bohr: Creio que veio para isso. Margreth: Deve ser muito importante o que quer te dizer! Heisenberg: O encontro tem que parecer natural. Tem que ser privado. Margreth: Espero que não esteja pensando em convidá-lo para nossa casa. Bohr: Obviamente é o que está esperando! Margreth: Niels! Eles ocuparam nosso país! Bohr: Ele não é um deles. Margreth: É um deles! Heisenberg: A primeira coisa que fizemos foi visitar oficialmente o Instituto de Bohr de Física Teórica, e almoçamos na antiga e familiar sala de jantar do instituto. É claro que não tive a oportunidade de falar com Bohr! Onde estava? É como num sonho. Não posso pôr em foco os detalhes precisos da cena que me rodeia! Na cabeceira da mesa é Bohr? É Rozental, é Moller, que decido que seja... O que me lembro foi uma ocasião muito desconfortável. Bohr: Foi um desastre. Causou uma impressão muito ruim! Ele disse que era lamentável a ocupação da Dinamarca! Mas, no entanto, era perfeitamente aceitável a ocupação da Polônia. E agora tinha certeza de que a Alemanha iria ganhar a guerra. Heisenberg: Nossos tanques estão às portas de Moscou. O que nos pode deter? Há uma só coisa que talvez. Uma só! [...] Veja mais aqui.

BOYS DON’T CRY – O premiado filme Boys don’t cry (Meninos não choram, 1999), da cineasta, roteirista e produtora estadunidense Kimberly Peirce, é baseado na história real de Brandon Teena, relatando a juventude de um jovem garoto que nasce com um corpo biologicamente feminino mas identifica-se com o gênero masculino. O filme retrata sua trajetória enquanto homem transexual e os embates que vive diante da sociedade. Do meio dos Estados Unidos, surge um ser com uma vida dupla extraordinária, um triângulo amoroso complicado e um crime que abalaria o interior do país. Brandon Teena foi um forasteiro que encantou a pequena comunidade rural de Falls City, no estado de Nebraska. As mulheres o adoravam e quase todos que conheciam esse recém-chegado carismático eram atraídos por sua inocência encantadora. Porém, o personagem mais famoso e amigo fiel da cidade tinha um segredo: ele não era quem as pessoas pensavam ser. Em Lincoln, sua terra natal, a apenas 120 quilômetros dalí, Brandon Teena era uma pessoa diferente, envolvido numa crise pessoal que o assombrou durante toda a sua vida. Como muitos jovens, ele cometeu erros e, quando Brandon impõe-se entre seu novo amor, Lana, e o amigo dela, John, o mistério desdobra-se em violência. Em sua vida singular e curta, Brandon Teena foi, ao mesmo tempo, um amante arrebatador e um forasteiro preso numa armadilha, um "ninguém" empobrecido e um sonhador elaborado, um ladrão audacioso e a vítima trágica de um crime injusto. O destaque do filme vai para a atriz e designer de moda estadunidense Chloë Sevigny e para o Oscar de Melhor Atriz concedido para Hilary Swank.Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
A arte da artista plástica pop japonesa Yayoi Kusama.


Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Tataritaritatá, a partir das 21hs, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. Na programção: Antonín Dvořák, Chico Buarque. Richard Strauss, Elis Regina, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Gal Costa, Beth Carvalho, Zé Geraldo, Maria Rita, Fernanda Abreu, Sonia Mello, João Pinheiro, Rosana Simpson, Tatiana Cobett, Marisa Serrano, Jarbas Barros, Lilian Pimentel, Jorge Medeiros, Rita Porto, Marco Tognoli, Carlinho Motta, Carlos Miúdo, Raphael Veronese, Benjamin Orr, Giino Vanelli, Carola Haggkvist, Benny Ibarra, Keane, Etti Paganucci, Corciolli & muito mais! Em seguida, o programa Mix MCLAM, com Verney Filho e na madrugada Hot Night, uma programação toda especial para os ouvintes amantes. Para conferir online acesse aqui.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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RAQUEL VARELA, OMAIMA AL-KHAMIS, OLIVE SENIOR & SANDRA RIBEIRO

  Imagem: Contornos da ubiquidade , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Ressaca aluada de panacei...