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segunda-feira, agosto 12, 2019

LYOTARD, RAUL PASSOS, ODILE CRICK, ILANA BRANCO, DAMA GENEROSA, HEITOR & YARA BARBOSA – PÃO


A DAMA GENEROSA - O relógio das quinze marcou a sua chegada na tarde estival. Ela despontou extraordinária com sua pantomima: um oásis por vinte e três horas amantes como se eu tivesse sido deposto ou decapitado, a se expor como quem nunca foi amada e com seus mil e um encantos. Prostrado entre os fieis ao mormaço dos seus feitiços benéficos, trilhei sobressaltado insone por mais de quatrocentos e oitenta e cinco noites: quem vê, nunca esquece; encanta os olhos, toca o coração e invade evocando constelações de festa no íntimo porque é ela como o vento que enche os pulmões e se espalha com tamanho afeto por todo ser. Era a dona da luz na distribuição indiscriminada e doava, o seu era para todos. E aplacou sofrimento alheio, curou dores. Essa a sua alegria. Quantos não foram contemplados e viraram as costas. Apesar de contemplados, nunca foi amada. Enquanto os necessitados às caravanas tomavam-lhe tudo: posses, poderes, fortuna. Deles, muitas dores para ela. Relevava, distribuía generosidade, verdadeira e real. Por todos era tratada por louca disso ou daquilo; e riam, só escárnio. Também os que enlouqueceram jamais deixaram de ser tocados. Os algozes, não eram poucos, e pisavam, detratavam, condenavam. Ninguém em sua defesa. Nada a deteve: quanto mais tomavam, mais renascia das cinzas. Mais reprimiam, mais sorria. Cada vez atacada, mais salvava a si e todos. Ninguém entendia o seu sorriso, a sua dádiva. Sua infelicidade: quanto mais infeliz, mais poderosa, mais solidaria, altruísta. Sozinha, segura de si, distribuía amor, vida e luz. Viu-se só, atravessou infernos e desertos, chegou ao outro lado e cumpriu sua pena, com seu riso imune, fronte erguida, enfrentando desafios – os dela e de todos. Ela aproximou-se de mim qual bailarina nua encantadora. Fitou-me firme com seu véu de luz, um incentivo e me salvou. Sabia, ela não: era a deusa tríplice reencarnada. E sumiu no primeiro instante entre os que chegavam por terra ou por mar. Um dia, novamente a encontrei e estava se debatendo, quase exaurida. Não me reconheceu, sempre fui um estrangeiro, irreconhecível. Estava ela atolada num redemoinho, areias movediças, esvaindo-se. Os outros do outro lado, todos ocupados com seus problemas e interesses, ignoravam-na. Ninguém na sua solidão, sucumbindo a si própria. Estendi minha mão e ela me disse: Não. Tive que exorcizar com duas canções e um punhado de poemas ocultos dela jamais vê-los. Aos sobressaltos, não havia como alcançá-la. Indiferente dos meus afetos, ela afastou-se com esforço pelo charco, até preferir mãos de Judas. Sumiu como uma fumaça para eu me perder. Voltei-me, segui meu caminho. Sabia dela, de tudo salvou-se sozinha. Eu trilhava seus rastros na areia quente, entre outros anônimos que lhe serviam de plateia: eu gritava no meio da multidão e não me ouvia. Restou-me, enfim, incerta, os meus passos saíram do passado e refiz meu itinerário. Eu só tinha um dia, nada mais, e era aquele triz em que ela diante de mim, era inteira um espelho de encruzilhadas, as quais davam no que nunca tive nem terei, só pesares de agora e a graça perdida numa pedra cinzenta e supostas esferas para brincar de faz de conta entre passarelas e cataventos, palafitas e corredores, e poder dormir e sonhar. Hoje, não sei por onde anda nem o que faz, guardo comigo a sua lembrança de nunca mais. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo & mais aqui & aqui.

DITOS & DESDITOS:
[...] qual o futuro de uma sociedade excludente? Talvez já estejamos vivenciando uma amostra desse futuro. O ódio, o rancor a inveja fomentados à parte do tecido social, já estão saindo “debaixo dos panos”, e invadindo a rotina das famílias mais abastadas. Antes os fatos, a resposta do caos e da desordem total chega, assim, quase à obviedade. Mas, vamos parar com essa preguiça, essa comodidade, esse “jeitinho brasileiro”, que deixa tudo como está até que o pior seja inevitável. Com força de vontade, conjunta, é possível surpreender o óbvio. O futuro, independente do presente, não deve ser encarado como um “menor”, mas sempre como uma criança.
Trecho extraído de Que futuro é esse?, da advogada e analista judiciária Ilana Branco, extraída da obra Criança cidadã: por um futuro colorido (FASA, 2004), organizado por Nildo Nery dos Santos. Veja mais aqui e aqui.

A MÚSICA DE RAUL PASSOS
Curtindo a Música da Morte (20021), 4 Prelúdios (2002), Novellete (2002), Estudo de concerto em Db+ (2002), Aos teus pés (2004), A música das almas (2005), Cadenzas para o Concerto 21, K467 em C+ de Mozart (2006), Papíllon (2007), Noturno (2008), Perpetuum Mobile (2008) e Cartas romenas (2009), do pianista, regente, compositor e poeta Raul Passos.
&
QUERUBIM, DE HEITOR VASCONCELOS
Laia, laia / Laia, laia / Laia, laia / Yara hum Nara / Todo sonho não foi capaz / De tornar real / O que satisfaz / É oficial / Teu corpo é meu porto / Sem esperar / O tempo agora é de ser feliz / Nem por um triz / Nosso forte não é fraco / Nosso beijo é blindado / Feito marfim / Minha musa / Me seduza / Sou seu anjo / Querubim / E quero bem, te quero bem / Meu amor, eu e você / E mais ninguém / Chega de passar o resto da vida / Sem abraçar-te / Quero te mostrar o quanto és linda / Mais pura arte / Então vem comigo lady / Mas sem fazer alarde / O love nos deixa crazy / Vamos matar a saudade / Minha musa / Me seduza / Sou seu anjo / Querubim / E quero bem, te quero bem / Meu amor, eu e você / E mais ninguém / Laia, laia / Laia, laia / Laia, laia / Yara hum Nara.
Músicas Querubim & Máquina do Tempo, do compositor e odontólogo Heitor Vasconcelos. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da artista britânica Odile Crick (1920-2007). Veja mais aqui.
&
A ARTE DE YARA BARBOSA – PÃO
A arte da artista e designer Yara Barbosa – Pão. Veja mais aqui.

A OBRA DE LYOTARD
Todo consenso não é indicativo de verdade; mas supõe-se que a verdade de um enunciado não pode deixar de suscitar o consenso.
A obra do filósofo francês Jean-François Lyotard (1924-1998) aqui, aqui & aqui.


sexta-feira, agosto 10, 2018

JORGE AMADO, ELIANE ELIAS, LYOTARD, BLANCA VARELA, CARLOS DE OLIVEIRA & NINA KOZORIZ


DO QUE PODE OU NÃO – Imagem: Arte da artista visual russa Nina Kozoriz - De um pro outro, quantas equivalências e dissensões. Quem haveria de compreender que um poderia ser único e, ao mesmo, tudo e todos, amálgama do desparelho, se sequer lógica alguma poderia haver para dar sentido, pra quem não sabe o chão, não há como conceber o céu, acho. Cada qual seu desejo: castelos de sonhos, montanhas por mover. Não há duas rosas iguais, nem sei como distingui-las. Sei que tenho que seguir, caminhos por desandar. A noite é muita pra dar vencimento, às vezes nem tanto, o difícil é enxergar. O dia é brio pra quem disputa centímetros, comandos pras conquistas, céus por desbravar. Além dos limites, o impossível é logo ali, longinquidades auferidas, é só chegar e tomar posse. Pronto, resolvido. Não está mais aqui quem falou. Será, independente de segundos e passos, minutos e esperas, dias e ânsias, aos poucos ou nunca. Pra quem sabe de ontem, lição aprendida, nunca será em definitivo. Tudo segue diferentemente por zis veredas, quando não tardanças, presentificações anuladas ou preteridas. O que se vê não é inalcançável, o próximo pode estar mais pra lá do medido, o horizonte pode não ser o que se pensa, o vizinho pode ser um ilustre desconhecido, e o líquido e certo pode estar totalmente inexato, quando não remissivo ou suprimido. Onde exatidão no turbulento ou possuído de véspera, se em fração de segundos qualquer demolição torna ermo o povoado. A vida é bate-pronto inesperado, mesmo para quem mira no alvo inevitável, o saque pode ir até não saber o imponderável. É que nem tudo está no lugar visível, se é possível mentir os sentidos, nem mesmo o arremessável. Do outro lado das coisas não há como julgar ou prever, jamais. Por não haver destino, cada qual que cuide de si: nem sempre se sabe o que se quer, muito menos antever o rechaço do improvável. Pra quem vai dormir não se garante acordar; nem quem foi, se chega ou volta. Uma avenida e quantas ruas, becos, atalhos. Se é possível entender, além disso, apenas, a vida vai e eu voo. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música da premiada pianista e cantora Eliane Elias: Jazz a Vienne Live, Dreamer, Light my fire & Choro & muito mais nos mais de 2 milhões & 500 mil acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

PENSAMENTO DO DIA – [...] Muitas vezes fui acusado de interessado e parcial, de escritor comprometido e limitado por esses compromissos, de escritor político e participante. Jamais tal acusação me doeu ou pesou, jamais me senti por ela ofendido. Qual escritor não é político? [...]. Pensamento do escritor e dramaturgo Jorge Amado (1912-2001). Veja mais aqui, aqui e aqui.

A CONDIÇÃO PÓS-MODERNA - [...] Orienta-se então para as multiplicidades de metaargumentações versando sobre metaprescritivos e limitadas no espaço-tempo. Esta orientação corresponde à evolução das interações sociais, onde o contrato temporário suplanta de fato a instituição permanente de matérias profissionais, afetivas, sexuais, culturais, familiares e internacionais, como nos negócios políticos. A evolução é, assim, equívoca: o contrato temporário é favorecido pelo sistema por causa de sua grande flexibilidade, de seu menor custo, e da efervescência de motivações que o acompanha, sendo que todos estes esforços contribuem para uma melhor operatividade. De qualquer modo, a questão não é propor uma alternativa “pura” ao sistema [...] Devemos nos alegrar que a tendência ao contrato temporário seja equívoca: ela não pertence à exclusiva finalidade do sistema mas este a tolera, e ela evidencia em seu seio uma outra finalidade, a do conhecimento dos jogos de linguagem como tais e da decisão de assumir a responsabilidade de suas regras e de seus efeitos, sendo o principal destes o que revalida a adoção destas, a pesquisa da paralogia. Quanto à informatização das sociedades, vê-se enfim como ela afeta esta problemática. Ela pode tornar-se o instrumento “sonhado” de controle e de regulamentação do sistema do mercado, abrangendo até o próprio saber, e exclusivamente regido pelo princípio de desempenho. Ela comporta então inevitavelmente o terror [...]. Trecho extraído da obra A condição pós-moderna (José Olympio, 2009), do filósofo francês Jean-François Lyotard (1924-1998). Veja mais aqui.

MICROPAISAGEM - [...] A secura, a aridez desta linguagem, fabrico-a e fabrica-se em parte de materiais vindos de longe: saibro, cal, árvores, musgo. E gente, numa grande solidão de areia. A paisagem da infância que não é nenhum paraíso perdido mas a pobreza, a nudez, a carência de quase tudo. Desses elementos se sustenta bastante toda a escrita de que sou capaz, umas vezes explícitos, muitas outras apenas sugeridos na brevidade dos textos. E disse sem querer uma palavra essencial para mim. Brevidade. Casas construídas com adobos que duram sensivelmente o que dura uma vida humana. Pinhais que os camponeses plantam na infância para derrubar pouco antes de morrer. A própria terra é passageira: dunas modeladas, desfeitas pelo vento. Que literatura poderia nascer daqui que não fosse marcada por esta opressiva brevidade, por este tom precário, demais a mais tão coincidentes com os sentimentos do autor? [...] Trecho extraído da obra O aprendiz de feiticeiro (Dom Quixote, 1971), do escritor português Carlos de Oliveira (1921-1981).

DOIS POEMAS – FONTE - Junto ao poço cheguei, / Meu olho pequeno e triste / se fez fundo, interior. / Estive junto a mim, / plena de mim, ascendente e profunda, / minha alma contra mim, / golpeando minha pele, / afundando-a no ar, / até o fim. / A escura poça aberta pela luz. / Éramos uma só criatura, / perfeita, ilimitada, / sem extremos para que o amor pudesse agarrar-se. / Sem ninhos e sem terra para o domínio. CURRICULO VITAE - digamos que ganhaste a corrida / e que o prêmio / era outra corrida / que não bebeste o vinho da vitória / apenas teu próprio sal / que jamais escutamos aplausos / apenas latidos de cães / e que tua sombra / foi tua única / desleal adversária. Poemas da poeta peruana Blanca Varela (1926-2009). Veja mais aqui,

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Arte da artista visual russa Nina Kozoriz. 
Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

AGENDA
Festival de Inverno de Camaragibe (III FIC) – Dias 10 a 12 de agosto, Gruta Bar Rua Carlos Alberto, Camaragibe – PE & muito mais na Agenda aqui.
&
O que é de arte e cultura que eu não sei, a poesia de Ascenso Ferreira & Dione Barreto, a educação de Paulo Freire, a literatura de Stefan Zweig, a revolução sexual de Wilhelm Reich, a mulher brasileira de Mirian Goldenberg, Ginásio Municipal dos Palmares, Arte e Consciência, Ensinar e Aprender aqui.


quinta-feira, dezembro 07, 2017

LYOTARD, JULIANA MERÇON, JOÃO ANTONIO, ELIANE ELIAS, ELP, BERNINI, ÚRSULA GARCIA & JUCATI

A CAÇA & A FUGA DO CAÇADOR – Imagem: arte da pintora inglesa Lucinda Lyons. - De noite todo gato é pardo e ele, temporada de caça, armado de unhas e dentes, flagrou os olhos perdidos dela de presa por ser abatida. Perseguiu com faro de bom caçador todos os passos dela, conferindo-lhe a realeza de extraordinária espécime pro rol da conquista: olhos vivos amendoados na face formosa de lábios rubros e carnudos próprios pros beijos e felação, o corpo esbelto de bom talhe pras investidas ao bel prazer, os seios protuberantes pras mãos em conchas e soltos por baixo da blusa negra colada na carne suculenta quais frutas maduras da drupa de bicos aduncos ao seu alcance, quadris desenhados com esmeros na saia justa a dar-lhe o molde da cintura ideal de toda assimetria desejada e a encaminhar todo desejo pro ventre abissal de todos os prazeres dispostos pra sua concupiscência se fartar entre coxas roliças de torres abraçáveis por pernas torneadas no realce do salto das maiores volúpias. Olhos nos olhos, libido à flor da pele, à espreita, o preparo do bote certeiro. No ataque tomou-lhe a mão, envouveu-lhe o corpo na dança do confronto: face a face, corpo a corpo, o confronto e o perfume dela inebriando nervos e gula com a respiração ofegante ao seu ombro na pegada de jeito, dois pra lá, dois pra cá, o molde perfeito do tope ao domínio completo, a cessão às tomadas de decisão, prali, por aqui, a domesticação, agora assim, assado, amansada completamente, aquiescente. Com tudo a favor, hora de iniciar o abate, perícia de domador no afago pelos contornos geográficos da escultura corporal com a sua sedosa pele, tudo propício para fincar bandeiras de posses, a servidão de súdita e benevolência de fiel aprisionada, pronta para todos os quereres. Hora de quebrar o gelo: o que você faz da vida? Ela sussuRra docemente: sou tanatoesteticista, especializada em taxidermia e tanatopraxia. Hem? Ele disfarça a ignorância ao pensamento compensador: pelo menos faz alguma coisa, menos mal. A vez dela: você não tem medo? De que? Sou necromaquiadora, lido só com gente morta. Hum? Valha-me! Pior que viúva-negra, pensou pra si. Cadê chão pra se socar. Coincidentemente a música parou e ele: vou ao banheiro, volto já. E nunca mais voltou. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo & mais aqui & aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a banda de rock progressivo britânica Emerson, Lake & Palmer (ou ELP), formada por Keith Emerson (teclados), Greg Lake (guitarra, baixo e vocais) e Carl Palmer (bateria): From the beginning, C’est La vie & Pictures at na exhibition; e a premiada pianista e cantora Eliane Elias: Live in Jazz, Light my fire & Bye, bye blackbird. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui & aqui.

PENSAMENTO DO DIA – [...] a educação atua organizando encontros buscando promover concórdia e ajuda mutua entre seus membros, constituindo, com suas regras, um viver comum. A educação pode ser nesse sentido, considerada um auxilio formador, derivado da potência coletiva em seu esforço para preservar em sua existência. A eucação formal, como produtora de encontros que expandem as nossas potências de pensar e agir, soma-se, assim, ao aprendizado ético-afetivo individual, o qual se constitui como uma experiência longa, lenta e árdua, sempre atravessada pelos riscos postos por potências superiores e contrárias. [...] a educação busca oferecer caminhos práticos para a transição de nossa passividade e impotência à atividade que alcançamos pelo exercício do nosso pensar. Trecho extraído da obra Aprendizado ético-afetivo: uma leitura sponizana da educação (Alinea, 2009), da educadora, professora e filósofa Juliana Merçon. Veja mais aqui.

JUCATI – O município de Jucati é adinistrativamente formado apenas pelo distrito sede e pela Vila Neves. Grande parte do que hoje é o município, foi no final do século XIX, quatro fazendas de gado que pertenciam a imigrantes italianos, na antiga Pindorama. Estas fazendas tinham por denominação: Divisão, Raposa, Salgado e Malhada do Couro. O nome de Jucati foi alterado para Pindorama em 1938, quando o povoado foi elevado à categoria de vila. Em 1943 foi denominada Jucati. Sobre a origem do nome, atribuída a uma planta local pelos indígenas, possivelmente derivativo do pau-ferro jucá, com o significado de terreno pedregoso, argila forte. O município está localizado na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, nos domínios das Bacias Hidrográficas dos rios Mundaú e Una. Tem como principais tributários são os rios da Chata e Canhoto, além dos riachos da Pracinha e S. Pedro, todos de regime intermitente. A Vila Neves é um distrito pertencente ao município de Jucati, localizada entre Jupi e Garanhuns. Veja mais aqui.

ECONOMIA LIBIDINAL - A questão do valer-para, não nos pressionamos a colocá-la, ainda menos a resolvê-la. [...] O que nos ameaça, economistas libidinais, é fabricar uma nova moral com esta consolação, é proclamar e difundir que a faixa libidinal é boa, que a circulação dos afetos é alegre, que o anonimato e a incompossibilidade das &guras são impressionantes e livres, que toda dor é reacionária e contém o veneno de uma formação saída do grande Zero – o que eu acabei de dizer.  Ora, não se tem necessidade de uma ética, desta ou de outra. Talvez de uma ars vitae, jovem homem, mas da qual convém ser os artistas e não os propagadores, os aventureiros e não os teóricos, os fazedores de hipóteses e não os censores. [...] concebendo a dor como o motor da teatralidade, Freud dá a esta a consistência metafísica do negativo, ele é, assim, vítima dessa teatralidade, já que é somente na representação com vocação unitária que o corte e a ussura fazem mal, somente para o corpo já puro [...] quando é claro que não existe mais e nunca haverá mesmo uma tal dissolução pelo bom motivo de que nunca houve e nunca haverá um tal corpo reunido em si mesmo na sua unidade e identidade, que este corpo é uma fantasia, ela mesma notavelmente libidinal [...] e que é em relação a esta fantasia que toda alienação é pensada e sentida como reconhecimento que é o sentimento suscitado pelo grande Zero como desejo de retorno. Mas o corpo dos selvagens primitivos não é um corpo mais inteiro do que aquele dos mineiros escoceses de um século atrás, não existe corpo inteiro. [...]. Trechos extraídos da obra Economia libidinal (Fondo de Culttura, 1990), do filósofo francês Jean-François Lyotard (1924-1998). Veja mais aqui, aqui & aqui.

AFINAÇÃO DA ARTE DE CHUTAR TAMPINHAS - [...] Dia desses, no lotação. A tal estava a meu lado querendo prosa. Tentava, uma olhadela, nos cantos os olhos se mexendo. Um enorme anel de grau no dedo. Ostentação boba, é moça como qualquer outra. Igualzinha às outras, sem diferença., e eu me casar com um troço daquele?... Parece-me que procurava conversa, por causa do Huxley qye viu repousando nos meus joelhos. Eu, Huxley e tampinhas somos coincidências. Que se encontraram e que se dão bem, perguntou o que eu fazia da vida. A pergunta veio com jeito, boas palavras, delicada, talvez não querendo ofender o silencio em que eu me fechava. Quase respondi... [...] Mas não sei. A voz mulata no disco me fala de coisas sutis e corriqueiras. De vez em quando um amor que morre sem recado, sem bilhete. Ciúme, queixa. Sutis e corriqueiras. Ou a cadencia dos versos que exaltam um céu cinzento, uma luba, um carro de praça... Se ouço um samba de Noel... Muito difícil dizer, por exemplo, o que é mais bonito – o “Feitio de Oração” ou as minhas tampinhas. Trecho do conto Afinação da arte de chutar tampinhas, extraído da obra Malagueta, Perus e Bacanaço (Civilização Brasileira, 1963), do escritor e jornalista João Antonio (1937-1996). Veja mais aqui.

DOIS RISOS – Quando sorris, parece / que de minha alma o tenebroso véu, / que a dor teceu e não desfez a prece / se adelgaça e sutil desparece... / teu riso vem do céu! / Alheias alegrias / o teu sorriso amargo assim corroi / qual veneno cruel! Tais agonias / traduz. - Não choras? Pois também não rias! / Teu riso dói! Poema da poeta Úrsula Garcia (1865-1905), que em carta a Francisca Izidora escreveu: Hoje... para que renome? A mim que penso às vezes com uma espécie de nostalgia na paz do túmulo? Há 17 anos – vês – eu era noiva! Pequenina e gentil, como diziam, vaidosa mesmo, elegante e vivaz, era feliz. Inebriava-me de seu amor e de esperanças... Hoje sou pesada e feia, mesmo cheia de tédio e cansaço... E não tenho futuro. Ambos extraídos da antologia Em busca de Thargélia: poesia escrita por mulheres em Pernambuco no segundo Oitocentismo - 1870-1920 (Fundarpe, 1996), organizado por Luzilá Gonçalves Ferreira. Veja mais aqui.

ENCONTRO DOS PALMARENSES
 
Veja mais:
O pensamento de Noam Chomsky aqui, aqui & aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
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Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do artista italiano Gian Lorenzo Bernini (1598-1680).
Veja mais aqui.

terça-feira, outubro 25, 2016

ORWELL, ALFREDO FLORES, LYOTARD, PJ HARVEY, BALTHUS, NIETZSCHE, GEORGES DUBY, JOÃO FALCÃO, MARTA BRAVO, VIRNA TEIXEIRA, MARCO COCHRANE & MURRIAN

INEDITORIAL: TANTAS FAZEM & A GENTE É QUEM PAGA O PATO – Depois de um golpe legalizado com o jeitinho brasileiro de burlar tudo e todos e de, achando pouco em prevenir com manobra pra lá de descarada na distribuição dos maiores pés de perus pro Legislativo, Judiciário e o próprio Executivo – esses se garantem com os aumentos generosos -, a nossa mais esculhambada bancarrota, agora chegou a hora da gente pagar o pato: 20 anos de congelamento dos gastos públicos – outro embuste para cortar investimentos em educação, saúde e serviços sociais prementes para a Patriamada -, com apoio de tudo quanto é autoridade econômica e da imprensa festeira e vendida que nunca deixou de se empanturrar com o bolo gordo dos recursos públicos. Eles se banqueteiam faustosamente, distribuem as benesses entre si e depois passam o purgante da falência com os cortes pra sangrar na carne da gente. E na maior cara de pau: a PEC 241. Ô coisinha indigesta essa! Acoloiados com os que se dizem representantes do povo no Congresso Nacional, estão priorizando a vitória para não terem de passar nenhum vexame e a gente que saia engalobado. Danou-se! Ué, a gente só vai assistir é? Eles mandam ver no óleo de peroba e a gente que fique deslizando a bunda no chão, é? Ora, ora, está na hora da gente fazer alguma coisa ou cada um dos quase 200 milhões de brasileiros vai ter que aguentar essa PEC (letra por letra quer dizer: Porrada Enfiada nos Colhões – ou onde achar melhor e quiser enfiar!?!) que vai deixar a gente arriado por 20 anos gemendo de dor? Nos meus não, sabidão! Arre! Vamos aprumar a conversa, gente! Enquanto isso, vamos pras novidades do dia: na edição de hoje destaque para a condição pós-moderna de Jean-François Lyotard, a História de Georges Duby, a pintura de Balthus, a literatura de George Orwell & Alfredo Flores, o teatro de João Falcão, o Encontro de Inclusão Social e Acessibilidade, a escultura de Marco Cochrane, a música de PJ Harvey, a fotografia de Marta Maria Pérez Bravo, a entrevista de Virna Teixeira, a palestra Nietzsche & a Psicologia, a fotografia de Richard Murrian e a croniqueta O infortúnio da prima da Vera. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Guiando pelos catombos, Elias Canetti, Adélia Prado, Pablo Picasso, Georges Bizet, Maria João Ganga, Lygia Clark, O princípio da Totalidade, Téspis & o nascimento do Teatro aqui.

E mais:
A poesia de Greta Benitez aqui.
Fecamepa & a corrupção ineivada aqui.
A administração & as organizações aqui.
Ascenso Ferreira: Oropa, França e Bahia & outros poemas aqui.
A poesia de Mariza Lourenço aqui.
As trelas do Doro: testamento de bocó aqui.
Proezas do Biritoaldo: Quando o cara num rega direito, o amanhã parece mais o aperto do dia de ontem aqui.

DESTAQUE: A CONDIÇÃO PÓS-MODERNA
[...] já pagamos suficientemente a nostalgia do tempo e do uno, da reconciliação do conceito e do sensível, da experiência transparente e comunicável. Sob a generalizada exigência do relaxamento e do apaziguamento, nos propomos mascular o desejo de recomeçar o terror, cumprir a fantasia de apressar a realidade. A resposta é guerra ao todo, demos testemunha do inapresentável, ativemos os diferentes, salvemos a honra do homem.
Trecho extraído da obra A condição pós-moderna (José Olympio, 1998), do filósofo francês Jean-François Lyotard (1924-1998), expondo os pressupostos objetivos que permitiam falar de uma transformação radical na maneira como o saber é produzido, distribuído e legitimado, nas áreas mais avançadas do capitalismo. Veja mais aqui, aqui e aqui.

O INFORTÚNIO DA PRIMA DA VERA – Dalzuíta estava sozinha em casa, porque Vera saíra logo cedo pra resolver umas pendências. O dia todo solitária e quando deu a boquinha da noite, ela resolveu sair pra passear um pouco e divagar. Há dias enclausurada em casa sem ter contato com vivalma, afora os papos diários e a trabalhada com a prima, o tédio a consumia, precisava encher a rua de pernas pra sair do marasmo. Não conhecia nada da cidade e resolveu conhecer melhor a localidade que escolhera para dividir a vida com a prima. Depois de muito perambular, encostou-se no balcão de um bar e pediu uma cerveja. Sentou-se na primeira mesa que encontrou e, não demorou muito, apareceu o primeiro marmanjo a soltar conversa mole. Ela ria e mantinha-se em silêncio, sem dar trela pros importunos que invariavelmente rondavam sua boniteza. Até que apareceu o motorista do guincho que socorreu o veículo de Vera e começaram a bater um papo. Conversa animada, cervejas consumidas, logo apareceu um sujeito fortão que sussurrou algo ao seu ouvido. Ela nem ouviu já quase embriagada e manteve a conversa com o parceiro de mesa. Daqui a pouco, o sujeito retorna, agora acompanhado de uma trupe de mal-encarados, mais de trinta brutamontes capatazes, puxando-a pelo braço e ameaçando quem ousasse atrapalhar sua investida. Saíram levando-a e, ao dobrarem a primeira esquina, ameaçaram se ela não entrasse na caminhonete deles, de espancá-la e a coisa ficar pior pro lado dela. A pulso ela foi empurrada na cabine sobressalente do veículo, acompanhada de alguns que se imprensaram na boleia, outros tantos atrepados na caçamba. Rodaram que só e num ermo escuro estacionaram, puxando-a a força pro meio do terreiro, a passar aquelas manzorras libidinosas por toda sua carne com pilhérias licenciosas e esfregamentos em suas partes pudendas. Ela não sabia o que fazer, o mundo rodava e sentiu que puxavam suas vestes para desnudá-la. Ficou nuínha e espremida por uma tuia de machos que nunca vira nem sabia quem eram, todos com mãos e pênis na sua pele, sufocada e espremida por corpos rudes, mal cheirosos. Obrigaram-na a ajoelhar-se e ficaram lambuzando suas faces, costas, braços, seios, pescoço, com pênis eretos por todos os lados, emborcada nua nos braços deles, sentiu aqueles membros rijos na boca, no ânus, na vagina, uns aos outros entrando e saindo nos seus orifícios todos, enfiados na marra dela sentir dores e mais sofrimentos, eram muitos, estuprada por muitos, desonrada por todos. Ao cabo de horas nesse suplício, ela desmaia e só acorda com o Sol forte no seu corpo completamente nu. Procura suas roupas, abrigo, socorro: está no meio do nada. Grita, chora, ninguém socorre. Lá pras tantas vem passando uma viatura da polícia que a socorre e ela tenta explicar o que aconteceu. Abrigam-na com um cobertor e levam-na para a delegacia. No caminho ela vê alguns dos seus algozes, reconhece-os, são uns seis e os policiais logo os capturam, jogando-os na viatura ao lado dela. Eles olham-na de forma ameaçadora e ficam jurando desforra e violência acaso ela dê com a língua nos dentes. Desprotegida, vê-se tocada e abusada por eles dentro da própria viatura, sem que os policiais dêem conta. Ao chegar à delegacia, após o reconhecimento e lavratura de um termo que ela não sabia nem o que era, sabia apenas que era assediada e amolada o tempo inteiro ali mesmo, incluindo um policial que passou uma cantada, levando-a aos empurrões para uma cela no final do corredor e expôs-lhe o membro rijo: se quiser sair bem dessa, chupe aqui. Diante da sua recusa, teve a boca amordaçada e com o próprio cobertor foi imobilizada e completamente domada pela força do policial. Desprotegida e completamente humilhada restou-lhe apenas ser mais uma vez seviciada, agora por um da lei, findando jogada no canto infecto da cela. Quando tomou a si, estava enrolada ainda no cobertor e encaminhada por uma senhora rude que esbravejava as putas todas que davam mole, vagabundas piranhas que não seguravam a honra, provocando os machos, por isso findavam desse jeito, molestada por animais que são provocados por elas mesmas: a culpa é delas, essas putas! Ela não conseguia identificar a mulher, estava zonza, ouviu quando ela disse: onde você mora, puta? Hem? Onde mora, porra? Ela que fora vítima de tudo, se sentia agora acuada e acusada de crimes que nunca cometera: leva essa puta daqui que além de tudo é surda e muda! Não sabe por quanto tempo ficou ali, apenas que acordou deitada no banco de um veículo que estacionou na casa da prima e levaram-na pra dentro para nunca mais esboçar uma reação sequer, depois de tudo que sofreu, pra casa da prima, completamente fora de si pra nunca mais mencionar palavra alguma. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.


Curtindo o álbum Uh Huh Her (Island Records, 2004), da cantora, poeta, compositora e produtora musical britânica PJ Harvey (Polly Jean Havey).

A HISTÓRIA – [...] a história (o ensino da história, a sua prática, a leitura de obras históricas), é, como se diria ainda há pouco, a escola dos cidadãos; que ela contribui para formar pessoas cujas opiniões sejam mais livres, que sejam capazes de submeter as informações com que são bombardeadas a uma análise lúcida, mais capazes de agir com conhecimento de causa, menos enredadas nas malhas de uma ideologia. Ela também ensina a complexidade do real. Ensina a ler o presente de modo menos ingênuo a perceber, pela experiência de sociedades antigas, como é que os diversos elementos de uma cultura, e de uma formação social atuam uns em relação aos outros. [...] Trecho extraído da obra Diálogo de uma nova história (Dom Quixote, 1989), do historiador francês Georges Duby (1919-1996), autor da obra  Amor e Sexualidade no Ocidente: e história contínua (L&PM, 1991).

Imagens: a arte do artista plástico francês de origem polaca Balthus (Balthasar Klossowski / 1908 – 2001)

PENSAMENTO DO DIA: PRESENTE, PASSADO & FUTURO - Quem controla o passado contra o futuro. Quem controla o presente, controla o passado. Pensamento do escritor e jornalista britânico George Orwell (Eric Arthur Blair – 1903-1950). Veja mais aqui e aqui.


Imagem: a arte da fotógrafa e artista visual cubana Marta Maria Pérez Bravo.

HURTADO, O BANDOLEIRO - [...] Carmelo Hurtado era um bandoleiro que tinha chegado a impor-se, naquelas paragens, pela sua coragem temerária e sua pontaria infalível. Mais de trinta mortes eram-lhe atribuídas, e mantinha emchoque a policia daquelas comarcas desertas, cujos destacamentos nunca tinham conseguido agarrá-lo. Hurtado era o tema de todas as conversas nos ranchos e povoados. Dias antes, em Santo Inácio, havia posto em debandada um piquete de quarenta milicianos que fora capturar: e essa nova façanha do bandido, cuja fama naqueles pagos atingia o limite do fantástico, era também comentada nas estâncias das redondezas. [...]. Trecho extraído do conto Hurtado, o bandoleiro (Cultrix, 1968), do escritor, jornalista e dramaturgo boliviano Alfredo Flores (1897-1987), autor de obras como Deserto Verde e La Virgen de las Siete Calles.


A DONA DA HISTÓRIA - A peça teatral A dona da história, do escritor, diretor, roteirista e compositor João Falcão, conta a história de uma mulher solitária às voltas com o seu próprio destino, apresentando-a aos 20 anos de idade e, depois, aos 50. A peça foi encenada na Sala Fernanda Montenegro, do Teatro Leblon, no Rio de Janeiro, em 1998, com a maravilhosa performance das atrizes Andréa Beltrão e Marieta Severo. Em 2004, foi adaptada para o cinema com direção de Daniel Filho e estrelado por Marieta Severino e um elenco primoroso. Veja mais aqui.


Imagens: a arte da série Bliss, do escultor estadunidense nascido na Itália, Marco Cochrane.

AGENDA: ENCONTRO DE INCLUSÃO SOCIAL E ACESSIBILIDADE – Acontecerá entre os dias 9 e 11 de novembro, acontecerá o VI Encontro de Inclusão Social e Acessibilidade (VI EISA), com o tema Trilhas da educação contextualizada, promovido pelo Programa de Apoio Psicopedagógico (PAP) da Universidade de Fortaleza. O objetivo do evento é fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de projetos, promover espaço de discussão sobre a inclusão social e acessibilidade em ambientes educacionais, e compartilhar experiências nos diferentes campos do saber. O encontro terá palestras, cursos, apresentações de trabalhos, rodas de conversa, apresentações artísticas e mais. Informações pelo mail: inscricaoeisa2016@gmail.com Telefone (85) 3477-3399 Endereço: Av. Washington Soares, 1321, 60811-905 Fortaleza. Veja mais aqui e aqui.


ENTREVISTA: VIRNA TEIXEIRA – Em 2009, ao lançar o seu livro de poemas Distância, tive a oportunidade de realizar uma entrevista exclusiva com a poeta, tradutora e neurologista Virna Teixeira. Confira a entrevista aqui.

REGISTRO: NIETZSCHE E A PSICOLOGIA
Com a realização da pesquisa sobre Nietzsche e a psicologia, desenvolvido para cumprimento da disciplina Bases Filosóficas e Epistemologias da Psicologia, ministrada pelo Professor Álvaro Queiroz, realizei algumas palestras a respeito. Veja detalhes aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: a arte do fotógrafo estadunidense Richard Murrian.
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...