Mostrando postagens com marcador Louis Hersent. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Louis Hersent. Mostrar todas as postagens

terça-feira, março 10, 2015

LOU SALOMÉ, HONEGGER, HERSENT, SHEPPARD, CAMINHA, THIRD PERSON, OS FALANGINHAS & MUITO MAIS NO PROGRAMA TATARITARITATÁ.


FALANGE, FALANGINHA, FALANGETA – Em 1995, inaugurando o meu selo editorial Nascente, eu publiquei o meu segundo livro infantil: Falange, falanginha, falangeta. Contava a história dos meninos Mindinho, Seu Vizinho, Maior de Todos, Fura-bolos e Cata-Piolho que viviam muito felizes num sítio e que um dia de inverno esbarram na dificuldade de não ter como brincar. Entristecidos pro se encontrarem aprisionados dentro de casa sem recursos para brincadeiras, eles foram salvos pelas fadinhas Mira tintin, Sira tlintlin, Sora tonton, Rena tantan, Lara tonton e Mira bordão tuntum que ensinaram a cantar e brincar ao embalo da música, mostrando um outro sentido de vida para eles. O livro teve uma acolhida substancial das escolas alagoanas, sendo adotado como paradidático em diversos educandários, tornando a minha empreitada exitosa. Edição esgotada, ainda hoje recebo cobranças para uma segunda edição, principalmente de professores e educadores. Estou organizando as finanças para ver se consigo lançá-la em breve, aguarde. Enquanto isso veja mais aquiaqui.

DAPHNE AND CHLOE – Imagem: Dáphne and Chloe, do pintor francês Louis Hersent (1777-1860) - Famosos amantes mitológicos. Segundo a lenda grega, Dáphne era um jovem pastor siciliano, filho de Mercúrio com uma ninfa da Sicília, protegida de Diana. Inspirado pelo amor que dedicava a Chloe, teria ele inventado a poesia pastoral ou idílica. Ela era a linda e amorosa pastora a quem dera o seu coração. Os amores de ambos foram celebrados no romance pastoral do escritor grego Longus, que se supõe ter vivido entre os séculos II e IV da era cristã. Essa obra serviu de inspiração a um dos mais famosos romances idílicos da literatura mundial, Paulo e Virginia, do escritor francês  Jacques-Henri Benardin de Saint-Pierre (1737-1814). Veja mais aqui e aqui.

Ouvindo Symphonies 1-5 Pacific 231 do compositor suíço Arthur Honegger (1892-1955), Orchestre du Capitole de Toulouse, regente Michel Plasson.


O PIONEIRO VOTO DA MULHER NA NOVA ZELÂNDIA – Foi na Nova Zelândia, exatamente no dia 19 de setembro de 1893, que o voto feminino foi consagrado legal pela primeira vez na história da humanidade. Isso graças à voz ativa da líder política e feminista neozelandesa, Kate Wilson Sheppard (1847-1934) foi o maior destaque do movimento pelo sufrágio feminino no país. Ela foi fundadora da Woman’s Christian Temperation Union, uma instituição que começou sua luta em 1885, na conquista por leis que garantissem o bem-estar e o respeito das mulheres e crianças, bem como na luta pelos direitos de igualdade. Ela simboliza, portanto, a perseverança, a determinação e a luta pelos difusos direitos das mulheres e de todo ser humano. Veja mais aquiaqui.

REFLEXÕES SOBRE O PROBLEMA DO AMOR E O EROTISMO – Figura emblemática da feminilidade narcísica, a poeta e intelectual alemã nascida na Rússia, Lou Andres-Salomé (1851-1937) concebia o amor sexual como uma paixão física que se apoiava logo que o desejo fosse saciado, defendendo que só o amor intelectual, fundado na mais absoluta fidelidade, era capaz de resistir ao tempo. No seu livro Reflexões sobre o problema do amor e o erotismo: ensaios (Landey, 2005), ela comentou sobre um dos grandes temas da literatura- Madame Bovary e Ana Karenina – segundo o qual o conflito entre loucura amorosa e a quietude conjugal quase sempre impossível de superar, deve ser plenamente vivo: [...] Apenas um homem sabe que a felicidade e tormento são a mesma coisa, em todas as experiências mais intensas e em todos os momentos fecundos da vida: é o criador. Entre as suas paixões, envolveu-se com o filósofo e poeta alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), com o poeta alemão Rainer Maria Rilke (1875-1926), o escritor e filósofo alemão Paul Rée (1849-1901), o neurologista e psicanalista austríaco Sigmund Freud (1856-1939) deslumbrou-se com ela e a amou, inclusive, sendo ela responsável pela revolução da sua vida, entre tantos outros. Ela deixou jovem a Rússia após recusar um casamento, instalando-se em Zurique para se ligar à teologia, a arte e a religião, áreas essas que se tornaria o meio para realizar seu sonho intelectual. O envolvimento com o filósofo Nietzsche foi rumoroso por ele considerá-la como a única mulher capaz de compreendê-lo, o que o fez pedi-la em casamento. Ela recusou e como havia ao redor o amigo do filósofo e também apaixonado por ela, Paul Rée, formando uma trindade intelectual que causou escândalo na época (foto acima). Depois, ela se casou com o orientalista alemão Friedrich-Carl Andreas e, como não se consumou, tornou-se amante do fundador do Partido Social Democrata, Georg Ledebourg. Já em seu livro, Minha Vida, ela declara o seu amor por Rilke. Em seguida, apaixonou-se por Vikton Tausk. Ela buscava um Eros cosmogônico, capaz de compensar a perda irreparável do sentimento de Deus. Destaco o seu poema Oração à vida: Tão certo quanto o amigo ama o amigo, / Também te amo, vida-enigma / Mesmo que em ti tenha exultado ou chorado, /mesmo que me tenhas dado prazer ou dor. / Eu te amo junto com teus pesares, / E mesmo que me devas destruir, / Desprender-me-ei de teus braços / Como o amigo se desprende do peito amigo. / Com toda força te abraço! / Deixa tuas chamas me inflamarem, / Deixa-me ainda no ardor da luta / Sondar mais fundo teu enigma. / Ser! Pensar milênios! / Fecha-me em teus braços: / Se já não tens felicidade a me dar / Vamos, ainda tens tua dor. Considerada pelos burgueses de Gottingen como feiticeira, ela escreveu: Ouse, ouse... ouse tudo!! Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes. Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la! Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer. Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima como o fogo da vida! Lou Salomé era uma bela mulher que escandalizou a sociedade e quebrou regras morais. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui.

NERVO DE MOCOTÓ – Alguns anos atrás fui premiado com uma viagem para participar de um Congresso Lusófono na belíssima cidade de Blumenau, no Estado de Santa Catarina. Fui pra lá levado pelo poetamigo Tchelo D´Barros. Lá tive a oportunidade de conhecer, entre tantas outras pessoas, o anfitrião da festa, o escritor e médico Luiz Eduardo Caminha, de quem me sinto premiado pela amizade e, além do mais, por ter sido agraciado com o seu Saboreando Crônicas (Nova Letra, 2008), do qual destaco um fragmento do Nervo de Mocotó: Era uma destas quintas feiras de rodada do campeonato citado de bocha de Blumenau. O palco: o complexo de bocha do Bela Vista Country Club. Presente os habituês daquele agradável ambiente, sócios do clube, alguns membro do Stammtisch Teça a Todo Vapor (Diestag mit allen dampf), toda a galera de aficcionados da bocha, além dos inveterados frequentadores da sauna. Aquele começara cedo para o Paulo Mafroni (Cachorrão) e o Toninho, ecônomo daquele complexo de bocha. Desde as oito horas, já tinham ido para a fervura (foram mais de dez só para tirar o cheiro) as bengalas de cerca de setenta centímetro do mais puro órgão genital externo bovino, que o próprio Cachorrão trouxera de Pelotas [...] A primeira porção, para despertar os curiosos e bicões, foi servida à moda de aperitivo, com farinha, palitos e tudo mais. Aprovação geral!!!! – O que é isto? – perguntou um afoito curioso. – Nervo de mocotó -, foi a melhor resposta que o Cachorrão encontrara. Foram muitos os pratos, com arroz, no pão, na farinha, só sobrou o fundo da panela. Ao final da comilança, beiços lambidos, a notícia: - Bem minha gente, o que vocês comeram foi... bilau de boi. Entre aqueles que confessaram ter admirado o prato (aliás, muito comum nos pampas), outros que ficaram furiosos com a brincadeira e alguns nauseabundos, sobrou para o Cachorrão. Até no conselho do clube o assunto entrou na pauta de uma reunião. Resultado: Cachorrão ficou suspenso de cozinhar, por noventa dias, qualquer tipo de prato no Bela Vista, ainda mais porque ante tanto tititi, o gaúcho velho já vinha prometendo outra: - Se gostaram tanto dos órgãos do boi, imagina só quando eu trouxer os das vacas!. E, aí, aconteceu o inesperado: descoberta a trama do Cachorrão, quando quatorze belos espécimes do mais puro órgão genital feminino de vacas girolândia chegaram aos freezers do complexo da bocha, o presidente do conselho deu uma ordem: - Toninho, joga tudo isto fora! Foi daí que, no Clube do Marreta, um café muito popular do centro, espécie de senadinho, onde tudo se comenta da cidade, começou um zum-zum-zum, um buchicho, que correu toda Blumenau: - Tem uma turma, lá no Bela Vista, desse pessoal da bocha, que comeu a se regalar bilau de touro, mas quando foi pra comer as pererecas das vacas, jogou tudo fora. Antes, mesmo, de serem cozinhadas. [...]. Veja mais aqui e aqui.

THIRD PERSON – Não vou me passar por Sílvio Santos: - Não vi, mas minha empregada assistiu e disse que o filme era maravilhoso. Não vou fazer isso. É que fui pra sessão e findei naquela: vi, mas não prestei atenção. Na verdade, só apreciei de mesmo nas cenas que a atriz estadunidense Olivia Wilde aparecia. Ela só não, Caroline Goodall, Daniela Virgilio, Kim Basinger, Mila Kunis, Moran Atias e Maria Bello. Todas desfilaram nos meus olhares, mas a Olivia é que ficou marcante e marcada. No outro dia me perguntaram: - Como foi o filme? -, vixe, que vexame. Fiz um esforço medonho para me lembrar de algo, passei batido e desconversei. Dias depois foi que vi que se tratava do filme Terceira Pessoa (Third person, 2013), dirigido pelo roteirista, produtor e cineasta canadense Paul Haggis com música composta por Dario Marianelli. Só me lembrava que eram três histórias de amor interligadas e que envolviam casais em cidades diferentes, como Roma, Paris e Nova York. Veja mais aqui.


PROGRAMA TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação desta terça aquiLogo mais, a partir das 21hs, acontecerá mais uma edição do programa Tataritaritatá, com muita festa e a apresentação da querida Meimei Corrêa. Na programação: Arthur Honegger, Egberto Gismonti, Edson Natale, Milton Nascimento, Ivan Lins, Geraldo Azevedo, Duofel, Leila Pinheiro, Belchior, Ednardo, Natiruts, Fagner, Amelinha, Troupe da Gaita & Tavares da Gaita, Theo de Barros, Pessoal do Ceará, Ricardo Machado, Sonia Mello, Cikó Macedo, Katya Chamma, Zé Ripe, Elisete Retter, Zé Linaldo, Paulynho Duarte, Adriana Mezzadri, Ângela Linhares, Kid Vinil & Os Heróis do Brasil, Neneh Cherry, Brad Fiedel, Bix Beiderbecke, Classical Praise, Sara Montiel & muito mais! Veja mais aqui.
SERVIÇO:
O que? Programa Tataritaritatá
Quando? Hoje, terça, 10 de março, a partir das 21hs
Onde? No MCLAM - blog do Programa Domingo Romântico
Apresentação: Meimei Corrêa


Veja mais sobre:
Pablo Neruda, Modigliani, Björk, Teixeira Coelho, Zinaida Evgenievna Serebriakova, Elsa Zylberstein, Rubens da Cunha & Uma mulher por cem cabeças de gado aqui.

E mais:
Com quantos desaforos se faz uma eleição, Howard Chandler & Luciah Lopez aqui.
A poesia de Valéria Tarelho aqui.
Primeira Reunião, Patativa do Assaré, Heitor Villa-Lobos & Turíbio Santos, Cicero Dias, Rosa Luxemburg, Pier Paolo Pasolini, Bárbara Sukowa, Rubem Braga & José Geraldo Batista aqui.
Lev Vygotsky, Gabriel García Marquez, Flora Purim, Elizabeth Barrett Browning, Cyrano de Bergerac, Andrzej Wajda, Michelangelo & Anna Mucha aqui.
É pra ela – Crônica de amor por ela, Carlos Gomes & Silviane Bellato, Neila Tavares, Heloneida Studart, Giuseppe Tornatore, Piet Mondrian, Edwin Landseer, Maria Esther Maciel, Monica Bellucci & A lenda Mundurucu Quando mandavam as mulheres aqui.
Crônica de amor por ela, Sylvia Plath, Safo, Helena Blavatsky, Maria Bonita, Eurípedes, Carole Bayer Sager, Andrômaca & As troianas, Antonio Maria Esquivel, Mulheres no Mundo & O espelho em que os rostos se dividem aqui.
Crônica de amor por ela – poemas & canções, Juana de Ibarbourou, Camille Claudel, A Literatura Ocidental de Otto Maria Carpeaux, Ornette Coleman, Juliette Binoche, Johann Kaspar Füssli & Iacyr Anderson Freitas aqui.
Mil sonhos na cabeça e o amanhã nas mãos, João Cabral de Melo Neto, Omar Ortiz, Sean Seal& Gary Jackson aqui.
A vida em risco e o veneno à mesa, Amartya Kumar Sem, Roberto Fernandez Balbuena & Kadee Glass aqui.
Aos quatro cantos e ventos minha vida, Jacob Boehme, Esther Scliar, Tamara de Lempicka, Jo Ansell, Jonathan Charles & Dene Ramos aqui.
Solilóquio na viagem noturna do sol, Educação no Brasil, Maria Esther Pallares, Paula Águas, Sêneca, Terry Miura & Amenaide Lima aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.



quarta-feira, agosto 29, 2007

BALZAC, GODARD, JUVENAL, MONTAIGNE, SWEDENBORG, DANOS DE AMOR, WOLTER, SUZANA SALLES, CLEVANE LOPES & MUITO MAIS!



RATADAS & ATASSALHADURAS - Conheci Barretinho não lembro quando, acho que por volta de 75, por aí, só da gente se apresentar tocando violão nas escadarias da igreja presbiteriana da praça Maurity. Ele tinha umas músicas belíssimas e abafava com sua munganga Roberto Carlos de cantar. O cara era jeitoso. A gente estreitou a amizade quando ele me peitou para encenar uma peça do pai dele, o memorável teatrólogo Fenelon Barreto. A peça era “Resignação”, parece que este o título mesmo. Peguei a coisa e adaptei, chamei Gulu, Célio e a gente foi trabalhando a trilha sonora. Depois consegui convocar Leia Almeida, Guarino, Givanilton Mendes e outras pessoas que já havia experienciado o teatro. O local de ensaio era o Fórum local, que fora cedido pelo Promotor de Justiça, Dr. Laércio Duá de Castro Pacheco. Ensaiávamos todos os dias. Quando estávamos prontos para a estreia, deu-se o chabu. O Barretinho chegou macambúzio porque os irmãos todos haviam se reunido e exigiam uma vultosa fortuna para liberar a peça. Não havia dinheiro para isso e o projeto foi por água abaixo. A gente só ficava rindo das dificuldades. Depois disso Barretinho conseguiu me passar várias peças de Fenelon porque parecia que os familiares haviam concordado em ceder os direitos para apresentações. Afinal, a gente fazia mesmo teatro amador. A maior parte das peças, umas quinze ou mais, acho, era tragédia da braba, como essa Resignação. Mas teve uma comédia incrível que fiquei apaixonado: “O náufrago do Mafalda”. Não havia como fazer a peça, a arenga dos herdeiros era grande. Até que um dia Barretinho me aparece com um convite de um dos irmãos dele, Fernando Barreto, de Gravatá, para conversar. Chegando lá, Fernando me presenteou um desenho seu e alguns escritos que ele havia feito para eu publicar nos espaços que dispunha. Conversa vai, almoço vem e Fernando dá a palavra de que a gente pode encenar qualquer peça de Fenelon, sem exigêcnias do espólio. Tudo de boca, não havia um taco de papel sequer assinado. Quando eu resolvi montar “O náufrago da Mafalda” chega de novo Barretinho com a lengalenga de antes. Tem jeito não, devolvi-lhe todas as peças de Fenelon e parti para outra. Anos depois fiquei surpreso de encontrar o Luiz Barreto um paisagista danado, ilustrando todas as ruas de Palmares. De Roberto Carlos ele passou a ser o Picasso. Coisa da boa. Muito bom isso, saravá Barretinhamigo. (Luiz Alberto Machado). Veja mais aqui e aqui

Imagem: The Bathers (1830), do pintor francês Louis Hersent (1777-1860). Veja mais aqui e aqui.


Curtindo o álbum As sílabas (Dabliu/Eldorado, 2001), da cantora do movimento cultural Vanguarda Paulista, Suzana Salles, a maior intérprete brasileira atual da obra de Brecht e Kurt Weill. Veja mais aqui.

EPÍGRAFEOccultum quantiens animo tortore flagellum, frase do poeta satírico e retórico romano Juvenal (Décimo Júnio Juvenal – 55-127), com relação ao chicote da consciência. Foi utilizada em um dos capítulos capítulo dos Ensaios (Abril Cultural, 1987), do jurista, filósofo, escritor e humanista francês Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592): Tal é o maravilhoso esforço da consciência! Ela nos faz trair, acusar e combater a nós mesmos. Entre os provérbios recolhidos por Mario Lamenza ela é apresentada como sendo: A consciência, cedo ou trade, será o mais severo acusador do culpado. O místico sueco Swedenborg, na sua obra Acana Coelestoa, escreveu que: A consciência é a presença de Deus no homem. Já nos versos dos Chatiments, Victor Hugo expressou: A consciência do homem é o pensamento de Deus. Veja mais aqui, aqui e aqui.

DIREITO DE AMAR & DANOS DO AMOR – No livro Responsabilidade civil nos relacionamentos afetivos pós-modernos (Russel, 2007), de Ana Cecília de Paula-Soares Parodi, destaco o trecho que ela fala do direito de amar e danos do amor: [...] Uma inovação jurídica, pela atribuição de uma designação para os danos próprios das investigadas demandas indenizatóricas com fulcro na operação irregular dos relacionamentos afetivos. Denominaremos tais lesões de – dano de amor – em alusão à principal característica desses prejuízos, independendo se de ordem material ou moral, mas sempre diferente de todos os outros danos civis pleiteáveis pela origem causal de uma relação romântica, demandada exclusivamente pelos respectivos parceiros. Os danos indenizáveis, ou lesões reparáveis são dos elementos mais controversos [...] Dado que, no direito privado é lícito às partes praticarem todos os atos que não lhes sejam defesos em lei, é de se lembrar que não há regra no arcabouço normativo brasileiro, que impeça a postulação reparatória por danos patrimoniais, sejam de ordem material ou exclusivamente moral, inclusive de forma concomitante. [...] será de carga de ônus do autor, provar que o dano efetivamente existiu e foi sofrido pela vítima. De maneira obrigatória, deverá ser certo e atual, não comportando a aplicabilidade de uma teoria preventiva, nem englobando ao dano futuro, incerto, eventual. Há que ser economicamente apreciável ou pecuniariamente arbitrado. Quando se tratar de dano material, comportará o pleito pelo dano emergente e pelo lucro cessante, sendo ainda controverso o pedido fulcrado na perda de chance. Incluirá, ainda, a perda de capacidade laborativa, em caso de lesão corporal. [...] Referindo-se ao dano moral, englobará as lesões clássicas sobre os reflexos da personalidade da vítima e sua esfera espiritual, sem prejuízo do dano estético e dano corporal, quando houver. Acresce à especialidade do tema, que no casamento e união estável, os danos materiais, via de regra, são afetos à sociedade conjugal; por sua vez, os danos morais, identificam-se com o vinculo conjugal. Nos demais relacionamentos afetivos podemos dizer que o fenômeno se repete, distinguindo-se o verdadeiro liame e escopo da relação – o romance -, dos impendentes efeitos jurídicos. [...]. Veja mais aqui, aqui e aqui.

UM CONCHEGO DE SOLTEIRÃO – No romance Um conchego de solteirão, do escritor francês Honoré de Balzac (1799-1850), encontro o trecho que expressa: Florentina e Giroudeau, ele para fazer a feliciedade de seu comarada e ela para dar um protetor à sua amiga, impeliram Marieta e Filipe a realizar um casamento por detrás da igreja. Essa expressão “por trás da igreja” equivale à de casamentop morganático empregada pelos reis e rainhas. Hoje, tais casamentos possuem outros nomes, são casamentos por escritura, casamentos no Uruguai, no México, na Bolívia, e no Brasil resultou de uma expressão pitoresca como sendo “Casar na igreja verde”, que se aplica aos casais que não contraíram matrimonio legalmente. A igreja verde é o bosque, o mato, o lugar dos encontros clandestinos. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

HARUKO – Entre os poemas da escritora, psicóloga, ilustradora, conferencista e consultora Clevane Pessoa de Araújo Lopes, destaco a serie de haicais denominados Haruko: I – Quimono da aurora / sete camadas vermelhas / da rosa ao carmin. II – Árvores abortam / folhas, tapetes no chão / que renascerão. III – Chega a primavera / um festival colorido / encanta meus olhos. IV - Por cima das nuvens / as dançarinas do sol / sacodem as saias. V – Memória no olhar / um gato preto na neve, / ameixa em manjar. Veja mais aqui, aqui e aqui.

A ESTRELA AUSTRÍACA – A atriz austríaca Charlotte Wolter (1834-1897), começou sua carreira artística em Budapeste, em 1857. Atuou em pequenos papeis em Viena e logo seguiu para obter sucesso em Berlim, no teatro Victoria, mantendo-se até o final de sua vida no teatrão Hufburg, de Viena. Foi nesse palco que ela se tornou uma das grandes atrizes trágicas da era vitoriana, com repertório que envolveu representações de personagens como Medea, Safo, Lady Macbeth, Mary Stuart, entre outros, tornando-se expoente das heroínas de Dumas, Sardou, Hebbel, entre outros autores. Veja mais aqui.

ÉLOGE DE L’AMOUR – O drama preto-e-branco Éloge de l'amour (Elogio de amor, 2001), dirigido pelo cineasta Jean-Luc Godard, inverte a ordem do presente e do passado, contando a história de um homem que trabalha em um projeto indefinido sobre as quatro fases do amor, reunião, paixão física, separação e reconciliação, envolvendo tres pessoas em diferentes fases da vida, juventude, adulto e velhice. Ele realiza uma série de entrevistas sem saber na verdade o que aparecerá por resultado de seu trabalho, contatando uma mulher que trabalha em diversos empregos e cuida do filho de tres anos. A segunda parte do filme se desenrola sem que ele saiba como será finalizado o seu projeto, mas acontecimentos farão situações futuras bastante complexas. O destaque do filme é para a atriz francesa de teatro, cinema e televisão Cécile Camp. Veja mais aqui e aqui.


Veja mais Chico Buarque, a Pedra de Roseta, Aníbal Machado, António Pedro, Maura de Senna Pereira, Otto Maria Carpeaux, Todd Solondz & Selma Blair aqui
E mais também O sonho de Orugan, James Joyce, Ayn Rand, Elisa Lucinda, Lenine, Enrique Simonet, Alina Zenon & Paula Burlamaqui aqui.


(Foto: Parada em NY aponta o problema brasileiro, recolhida por Clélia Barbieri.) TÁ NA HORA, TÁ NA HORA!!!! QUANDO O REBUCETEIO FICA DESCABELADO, O MELHOR MESMO É PEGAR O BONDE DO ENTERRO VOLTANDO PRA VER DEPOIS COMO É QUE VAI FICAR, HIHIHIHIHI! Gentamiga, realmente desde 1500 que as elites brasileiras, acoloiadas com forças retrógradas & conservadoras fincaram pé no atraso do Brasil. Esses Fabos sempre atrapalharam e, na força do mando e dos caprichos, só fizeram engordar seus bolsos em detrimento da nossa cidadania e dignidade. Por isso falta educação, falta saúde, segurança, transporte, vida digna, salário, tudo! Tudo mesmo previsto no art. 5º da Constituição Federal vigente. A vida toda a gente só fez dar uma de lagartixa e deixar-pra-lá as coisas que nos arrombaram a alma e a vida. Mas agora é tempo da gente fazer valer a nossa vez. Precisamos colocar em prática nosso vocativo resistente pra dizer que: BASTA! CHEGA DESSA GENTE PERFUMADA ROUBAR O BRASIL!!!! Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!! Veja mais aqui.



IMAGEM DO DIA

A arte do fotógrafo Milo Moiré.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: Allegory Of Peace, de Louis Maeterlinck.
Veja aqui e aqui.

ANNA LEMBKE, RIN USAMI, BIRHAN KESKIN, ANTÔNIO MARIA & YAYOI KUSAMA

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Cambalhotas & as coisas nunca davam certas... - Zé Lua vivia por aí, todo acanhado sob a aba do boné, ...